Aconteceu em Janeiro: A falta de chuvas e o acionamento das térmicas

O ano de 2020 apresentou um período de chuvas abaixo da média principalmente no Sudeste/Centro-Oeste e no Sul do país, resultando em níveis críticos dos reservatórios, que levaram o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a autorizar o despacho por usinas fora da ordem de mérito a partir de 17/10/2020 e importar energia da Argentina, Paraguai e Uruguai, visando a redução do despacho hidráulico e, consequentemente, “salvar” água nos reservatórios.

Os gráficos abaixo, apresentam o comportamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Sul em 2020 em comparação com o máximo, mínimo e médio histórico desde 1996.

Nossas estimativas preveem um nível aproximado de 24% para o final de Janeiro no SE/CO o que ainda é um nível ruim, quando comparado ao histórico, e inferior ao observado em 2020, que fechou janeiro em 25,1%.

Para o Sul, devido às fortes chuvas dos últimos dias, a expectativa é que feche o mês de Janeiro próximo de 45%, o que traz indícios que a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM) e a importação podem cessar a qualquer momento.

A decisão de manutenção ou não do GFOM e importação é exclusiva do CMSE, que vem semanalmente realizando suas reuniões e definindo pela manutenção. Entretanto essa decisão pode mudar a qualquer momento, desde que o comitê defina que o sistema não corre mais risco.

O gráfico abaixo ilustra a quantidade de energia despachada por GFOM e a importação desde meados de Outubro. A contagem das semanas refere-se ao início da operação em 17/10/2020. 

Consequentemente, todo esse volume de energia, acabou virando encargo por segurança energética, como podemos observar abaixo em R$MM.

O volume total de energia nessas 16 semanas foi de ~4 GW médios, representando uma despesa até o momento de cerca de R$ 3,6 bilhões.

Custo que é rateado mensalmente por todo perfil de consumo na CCEE, resultando em um encargo em média de R$8,49/MWh em Outubro, R$19,35/MWh em Novembro (já contabilizados pela CCEE) e uma expectativa para Dezembro cerca de R$28,60/MWh.

Acompanhamento da Carga

Como de costume, o mês de janeiro iniciou com patamares baixos de carga em sua primeira semana, devido à ocorrência do feriado de ano novo. Já para as semanas seguintes, a carga retoma o patamar esperado, ficando entre os níveis observados em 2019 e 2020 para o mesmo período.

No geral, 2020 apresentou um fechamento acima do ano de 2019, apesar da crise sanitária instaurada pela Covid-19.

A carga ainda apresentou um aumento significativo de sua contribuição por parte do Ambiente de Contratação Livre (ACL) se comparado ao ano anterior.

Acompanhamento dos Reservatórios

Após o aumento das chuvas na região Sul do país, seus reservatórios esboçam uma recuperação acentuada que deve acontecer até meados de fevereiro.

Já na região Sudeste, os níveis de reservatórios permanecem críticos, porém o submercado já passou a apresentar uma tendência de recuperação, apesar de lenta, dos reservatórios no mês de Janeiro.

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Confira como foi o comportamento do PLD horário no primeiro mês de vigência.

Janeiro foi marcado pela entrada do PLD horário, que finalmente entrou em operação no dia 1º, após ser postergado por alguns anos em decorrência de inconsistências na modelagem e problemas de execução 

Como era esperado, o PLD horário apresenta maior volatilidade e amplitude quando comparado a metodologia anterior, em decorrência da maior granularidade e menor intervalo de atualização das informações, que agora é diária.

O resultado mais  esperado com a entrada do PLD horário era o impacto da modulação dos preços sobre a curva de consumo, pois na metodologia anterior o PLD não apresentava grandes variações entre os patamares e portanto pouca diferença de preços no final de semana, período que não considerava o patamar pesado.

Com a discretização horária, a amplitude dos preços durante o dia se tornou elevada e a diferença entre os finais de semana e os dias da semana ficaram evidentes, em decorrência da carga.

O gráfico abaixo ilustra a amplitude do PLD horário até agora para o submercado SE/CO.

Na quarta-feira, dia 13 de janeiro, a diferença entre o valor máximo e mínimo dentro do dia chegou a incríveis R$56/MWh, saindo de R$298/MWh para R$354/MWh.

Outros dois fatos que também surpreenderam, como o pico de PLD na primeira hora do dia, e o descolamento do PLD SE/CO dos demais submercados, como segue no gráfico da curva do PLD para o dia 28 de Janeiro.

O descolamento no submercado Nordeste já era esperado em decorrência do número de parques de fontes intermitentes, solar e eólica. Já o descolamento do submercado SE/CO se deu em decorrência do limite de intercâmbio entre os subsistemas.

No geral, dependendo do perfil de consumo horário, consumidores que possuem contratos flat em termos de modulação terão uma percepção de PLD diferente da média simples publicada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Aqueles que o perfil de consumo seguem na mesma linha que o consumo total do país, terão uma percepção de PLD acima da média, enquanto aqueles que conseguem reduzir seu consumo no horário de pico, podem usufruir do benefício de liquidações positivas das sobras e déficits horários.

No portfólio de unidades consumidoras da Esfera, cerca de 80% possuem consumo com perfil que segue o perfil do PLD e portanto tem uma percepção de PLD acima do médio, como segue no gráfico abaixo.

Um bom indicador do quão benéfico/maléfico é o perfil de consumo em relação ao PLD, basta calcular a correlação diária entre o PLD e o consumo, hora a hora.

Quanto mais negativo é a correlação, mais o consumo segue em direção oposta ao PLD, resultando em um índice que quanto mais negativo, melhor é a modulação da carga.

O PLD horário veio para ficar, apesar de alguns problemas de simulação e desvios de carga, se mostra mais aderente à realidade e fomenta a redução dos altos e baixos do consumo que faz com que haja uma capacidade de transmissão muito ociosa no sistema Brasileiro.

Esfera Energia é referência nacional em gestão de Energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação de energia.

Além disso, já estamos a par de todas as mudanças em relação ao PLD horário e preparados para te ajudar a garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

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Conheça as nomenclaturas por trás dos termos regulatórios

O Setor Elétrico Brasileiro é regulado por um conjunto de normas estabelecidas em atos publicados por diversas entidades. Estar por dentro das mudanças regulatórias é muito importante, mas antes disso é preciso conhecer cada termo. 

Lei, decreto, resoluções, você conhece o significado dessas nomenclaturas? Reunimos as mais utilizadas no setor elétrico para você ficar por dentro. Confira no post.

LEI - Congresso Nacional

Lei é o ato normativo primário, aprovado pela maioria dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, responsável por criar, modificar e extinguir direitos e obrigações. Para tanto, são revestidos dos atributos da generalidade, impessoalidade e abstratividade.

MEDIDA PROVISÓRIA - Presidente da República

Medida Provisória é ato normativo com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência.

A Medida Provisória deve ser submetida de imediato à deliberação do Congresso Nacional e perdem a eficácia se não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60 dias. Nesse caso, o Congresso Nacional deverá disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas decorrentes da medida provisória. Se tal disciplina não for feita no prazo de 60 dias após a rejeição ou a perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da medida provisória permanecem regidas por ela.

DECRETO - Presidente da República

Decreto é o ato normativo editado pelo Presidente da República para regulamentar leis, entre outras coisas. Ou seja, o decreto detalha a lei, não podendo ir contra ou além do estabelecido nela.

PORTARIA - Ministério de Minas e Energia (MME)

Portaria é um ato administrativo normativo, emitido pelo Ministério de Minas e Energia, que visa à correta aplicação da lei, expressando, em minúcia, o mandamento abstrato da lei, com a mesma normatividade da regra legislativa.

RESOLUÇÕES - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

As resoluções são atos publicados pela Aneel para disciplinar matérias de sua competência específica. As resoluções não podem contrariar os regulamentos e os regimentos, mas explicá-los.

Tipos de Resoluções publicadas pela Aneel: 

Resolução Normativa: Normatiza as diretrizes estabelecidas em atos superiores estabelecendo regras, metodologias, critérios, procedimentos, condições, etc.

Resolução Homologatória: Homologa valores calculados de acordo com critérios pré-estabelecidos, como por exemplo, os limites de PLD, os reajustes/revisões tarifárias das distribuidoras, quotas do Proinfa, etc.  

Resolução Autorizativa: Autoriza a implantação, alteração de características, transferência de empreendimentos, etc.

DESPACHO - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Despacho é um ato processual com a decisão da Aneel (ou de suas superintendências), em relação a um requerimento ou petição a ela dirigido.

As instituições que regulamentam o setor e os agentes devem cumprir as normas e atos publicados pelas entidades. Algumas dessas instituições são:

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – A Aneel foi criada em 1997 para regular o setor elétrico brasileiro. É responsável pela regulação e fiscalização da geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, de acordo com as políticas e diretrizes do governo federal.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – A CCEE viabiliza as atividades de compra e venda de energia em todo o País. Tem como objetivo trazer ainda mais transparência e confiança ao mercado, fomentando a sua evolução. 

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia.

Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – O Operador Nacional do Sistema (ONS) é o órgão responsável pela coordenação e controle das operações sob as instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Desenvolve estudos e ações sobre o sistema e seus agentes para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão com o objetivo de garantir a segurança do suprimento em todo o País.

Por isso é importante contar com o apoio de uma boa gestora para auxiliar a sua empresa em todos os processos operacionais e regulatórios peculiares ao Mercado Livre. 

Esfera Energia conta com uma equipe que monitora e coordena todas as atividades regulatórias, como audiências públicas, reajustes tarifários, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis. Estão sempre presentes em reuniões de agências e instituições regulatórias para representar os interesses dos clientes no Mercado Livre de Energia, para potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de cada cliente.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

O que é diagnóstico energético e como ele é feito?

Entenda o que é diagnóstico energético e como fazer um

Entender o que é diagnóstico energético é simples: é o levantamento realizado com o objetivo de obter maior eficiência no uso da energia elétrica e, assim, reduzir custos e contribuir para a sustentabilidade.

O diagnóstico também pode ser considerado um relatório que documenta todas as informações referentes ao consumo de energia, assim como ações que precisam ser feitas para que a eficiência seja alcançada.

Para você entender melhor o assunto, aqui vamos explicar em detalhes o que é diagnóstico energético, como ele é realizado e quais são os principais benefícios desse levantamento.

Confira!

O que é diagnóstico energético

O diagnóstico energético pode ser definido como o processo ou estudo para identificar um padrão de consumo de uma empresa ou instalação e, assim, realizar ações que proporcionem um melhor aproveitamento da energia. 

O objetivo do diagnóstico é alcançar a eficiência energética. Além disso, com ele é possível gerenciar a energia com mais estratégia e ainda contribuir para a sustentabilidade. 

Isso porque o levantamento permite ter mais clareza sobre os hábitos de consumo do local em questão, bem como períodos de desperdício, custo da energia elétrica e desempenho dos sistemas.

Como o diagnóstico é realizado

Diagnóstico energético

Para a construção do diagnóstico energético é feita uma análise minuciosa da instalação para identificar falhas em alguma parte do processo e também oportunidades de melhorias. 

Em seguida, tudo deverá ser documentado no diagnóstico e, a partir disso, serão propostas ações que devem ser feitas para que o consumo de energia de fato se torne mais eficiente. 

No diagnóstico energético também é apresentado um levantamento de quais serão os recursos necessários para que esse objetivo seja atingido. Então, as prioridades deverão ser definidas para que se analise o que é possível fazer primeiro.

De modo geral, a análise pode ser feita em três frentes, as quais mostraremos a seguir.

Equipamentos da empresa

Considerando uma indústria, por exemplo, os equipamentos são responsáveis por grande parte da demanda energética, então eles devem ser uma prioridade a ser analisada. É preciso averiguar se todas as máquinas estão operando de modo 100% eficiente e quais causam desperdício.

Caso o diagnóstico identifique que há oportunidades de melhoria nesta etapa, pode-se considerar substituir equipamentos por modelos mais novos e que consomem menos energia ou pelo menos fazer rodízios de turnos até que seja possível realizar a troca.

Iluminação do local

Ledo engano considerar que apenas as lâmpadas fazem parte desta análise. Aqui é preciso identificar também interruptores, reatores e, inclusive, a arquitetura do local, afinal, todos esses aspectos têm um grande impacto no consumo de energia.

Algumas mudanças que podem ser implementadas após o diagnóstico é a substituição das lâmpadas antigas por LED, revisão de toda a fiação de energia e também maneiras para aproveitar melhor a luz natural do ambiente — por exemplo, criando janelas em paredes que não são estruturais.

Demanda vs. consumo energético

O diagnóstico energético é fundamental para entender em quais períodos acontecem os picos de gastos e identificar o que está causando esse excesso de consumo. 

Com essa informação em mãos, a empresa pode mitigar o desperdício ou realocar a fonte em questão para períodos em que a demanda é menor, o que significa que a tarifa energética é menor também. 

Além disso, esta etapa também permite reavaliar a energia contratada, caso seu custo esteja muito alto. 

Uma opção é fazer a migração para o Mercado Livre de Energia, no qual as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

Nesse mercado é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz e aumentar a eficiência energética, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda da empresa. 

Inclusive, essa é uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia, já que os clientes podem adequar a contratação ao seu perfil de consumo.

Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia aqui.

Quais são os benefícios do diagnóstico energético

Mais clareza sobre quais são os padrões de consumo da empresa

A conta de energia elétrica é uma das despesas que mais compromete o orçamento de um negócio, por isso é essencial conhecer quais são os padrões de consumo.

A partir disso será possível pensar em estratégias que proporcionem uma maior eficiência energética e trabalhar constantemente para que esse recurso seja economizado.

Maior eficiência energética

Esse também é um dos principais benefícios (e objetivos) do diagnóstico energético. Ao consumir energia com mais eficiência, os custos reduzem, evita-se o desperdício e o impacto no meio ambiente é positivo também.

Diminuição do desperdício

Empresas que não fazem um diagnóstico energético podem ter contas de luz com valores altos sem nem ao menos saberem o porquê.

Assim, ao realizar a análise de todos os equipamentos, da iluminação e da demanda, focos de desperdício serão identificados e ações poderão ser tomadas para diminuir quaisquer problemas.

Redução de custos

O estudo detalhado sobre cada aspecto energético de uma empresa ou instalação permitirá entender os padrões de consumo, obter maior eficiência e diminuir o desperdício, como acabamos de mostrar.

Por consequência, ao optar por solucionar os problemas sinalizados no diagnóstico, os custos sofrerão um grande impacto e o orçamento do negócio também.

Sustentabilidade

Agora que você já sabe o que é diagnóstico energético e quais são seus benefícios, você deve ter percebido que todos eles estão interligados, afinal, o objetivo dessa análise é um só: otimizar o consumo de energia. 

Nesse sentido, o Mercado Livre de Energia é uma solução a ser considerada, como citamos anteriormente. Afinal, com ele é possível escolher o fornecedor, contratar a demanda sob medida e ainda negociar os melhores preços. 

Faça o diagnóstico energético na sua empresa e veja como o seu negócio se beneficiará dessa alternativa.

Além disso, com a Esfera Energia você conta com todo o apoio legal e operacional para uma gestão inteligente da sua energia.

Conheça nossas soluções!

O que é PLD e como ele é calculado?

Entenda o que é PLD e sua participação no Mercado Livre de Energia

Para quem negocia energia no Mercado Livre de Energia, é fundamental entender o que é PLD e como seu cálculo é feito. Em janeiro de 2021, algumas mudanças ocorreram em relação a como o PLD é calculado.

Aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o que é PLD, como ele funciona, quais fatores podem influenciar o preço e como ele é calculado, já considerando as mudanças que entraram em vigor em 2021.

Confira!

O que é PLD?

PLD é a sigla para Preço de Liquidação de Diferenças. O PLD serve como referência para os preços no Mercado Livre de Energia e é utilizado para valorar a energia no Mercado de Curto Prazo (MCP).

Para o cálculo, são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. Ou seja, o PLD equilibra os custos entre a oferta e a demanda de energia do país.

Como funciona o PLD?

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a instituição responsável por gerenciar o mercado de energia elétrica no Brasil. Por meio dela as operações de compra e venda de energia no MCP são viabilizadas e é a CCEE que realiza o cálculo do PLD e determina seu valor.

Aqui você confere um artigo completo sobre como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil.

Segundo a CCEE, “em função da preponderância de usinas hidrelétricas no parque de geração brasileiro, são utilizados modelos matemáticos para o cálculo do PLD, que têm por objetivo encontrar a solução ótima de equilíbrio entre o benefício presente do uso da água e o benefício futuro de seu armazenamento, medido em termos da economia esperada dos combustíveis das usinas termelétricas.”

Ou seja, o PLD tem como objetivo equilibrar todo o setor energético, considerando a demanda atual, a capacidade de fornecimento das hidrelétricas e também o potencial de armazenamento futuro. 

É essencial entender o que é PLD, como ele funciona e como ele é calculado, pois o índice impacta o valor negociado pelos consumidores do Mercado Livre de Energia com as geradoras ou comercializadoras.

Como é calculado o PLD?

Como o PLD é calculado

O valor da energia é calculado em R$/MWh e pode-se dizer que o PLD serve para balizar os preços de todas as negociações de cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul).

Além disso, o PLD é limitado por um preço mínimo e por um preço máximo, os quais são estabelecidos anualmente pela ANEEL.

O preço do PLD varia pois o cálculo leva em consideração diferentes fatores, tais como:

  • Volume de produção das usinas hidrelétricas
  • Condições climáticas (quanto mais chuva, maior o volume de água nas usinas)
  • Demanda de energia pelos consumidores
  • Preços de combustível
  • Custo de déficit
  • Relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia

Entenda aqui qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Desde janeiro de 2021, passou a ser válido o PLD horário, o que significa que agora são feitas publicações diárias com valores hora a hora para as 24 horas do dia seguinte.

O cálculo é feito por meio de um modelo computacional chamado DESSEM.

De acordo com a CCEE, “o modelo DESSEM foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e procura minimizar o custo total de operação. Por meio da resolução de problemas de otimização, o DESSEM pode racionalizar o uso de geração térmica e operar o sistema de maneira mais eficiente ao longo das horas do dia, contribuindo para a redução dos custos operativos.”

Apesar da mudança, o PLD horário continua valendo para todos os agentes do Mercado Livre de Energia e permanece sendo utilizado para valorar a diferença entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. O que mudou foi apenas a frequência da precificação.

Confira no vídeo abaixo todos os detalhes sobre o que mudou e qual o impacto do PLD horário no Mercado Livre de Energia:

De modo geral, o PLD horário pode beneficiar inúmeros consumidores, dependendo do tipo de modulação contratada e do perfil de consumo de cada empresa.

Por exemplo, em um contrato com modulação Flat, a companhia poderá direcionar o seu consumo de energia para os períodos de PLD mais baixo e, assim, gerar uma exposição positiva no MCP.

Porém, para que a mudança realmente impacte positivamente o orçamento da empresa, é importante estar atento ao mercado para identificar possíveis oportunidades de ganhos e também para reduzir os riscos de perdas ou exposições ao Mercado de Curto Prazo.

Que tal ter acesso a um ebook completo sobre o assunto? Detalhamos todas as informações que você precisa saber a respeito do PLD horário!

 

Por isso é importante contar com a assessoria de uma gestora especializada no Mercado Livre de Energia que entenda o perfil de consumo da empresa e esteja atenta às flutuações do mercado.

Dessa forma, será possível obter informações mais assertivas e negociar o preço da energia de forma mais estratégica.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de Energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação de energia.

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Tipos de geração de energia: quais existem, fontes e diferenças

Conheça os principais tipos de geração de energia do Brasil e do mundo

Conhecer os tipos de geração de energia que existem é importante para entender melhor todas as etapas do processo de fornecimento de energia elétrica para residências e empresas. 

Por isso, aqui vamos mostrar quais são os principais tipos que existem, bem como as fontes de energia elétrica renováveis e não renováveis, explicando as diferenças entre elas.

Além disso, você também vai conferir quais são as energias alternativas, bem como o que diferencia uma energia convencional de uma incentivada. 

Confira!

Quais são os tipos de geração de energia

Dentre os principais tipos de geração de energia do Brasil e do mundo, estão: 

  • Energia hidrelétrica
  • Energia eólica
  • Energia solar
  • Energia biomassa
  • Energia maremotriz
  • Energia geotérmica
  • Combustíveis fósseis
  • Energia nuclear

As fontes usadas para a geração de energia podem ser renováveis ou não renováveis.

Fontes renováveis de energia são aquelas que são repostas naturalmente, como a água, vento e luz solar. A água, por exemplo, é um recurso finito, por isso é preciso atenção ao seu uso. Já o vento e a luz solar são fontes inesgotáveis.

As energias renováveis também são conhecidas como energias limpas, pois não liberam dióxido de carbono (CO2) na atmosfera no processo de geração de energia.

Por outro lado, as fontes de energia não renováveis são aquelas que são finitas e podem se esgotar em “breve”, como petróleo, gás natural e carvão mineral.

Além disso, essas fontes também são altamente poluentes, por isso não podem ser consideradas energias limpas.

A seguir mostraremos quais são os tipos de geração de energia que utilizam tanto fonte renováveis quanto fontes não renováveis.

Principais tipos de energia renováveis

  • Hidrelétrica
  • Eólica
  • Solar
  • Biomassa

Energia hidrelétrica

A energia hidrelétrica é a principal do Brasil. Inclusive, a maior geradora de energia elétrica do país é a usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Ela fica em Foz do Iguaçu, no Paraná, na divisa entre o Brasil e o Paraguai (por isso “binacional”). 

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje a hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China, é que detém esse título.

Esse tipo de energia elétrica é gerada por meio do aproveitamento da força e do volume da água. 

Barragens são construídas em rios e um reservatório é formado, então a água é captada desse reservatório e levada pelas tubulações até as turbinas, as quais se movimentam por conta da potência da água. 

Em seguida, os geradores transformam a energia mecânica em energia elétrica.

A geração de energia hidrelétrica depende principalmente da quantidade de chuva, um recurso renovável mas finito, porém as usinas têm reservatórios que armazenam a água para evitar o risco de déficit em períodos de escassez.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Além disso, as usinas hidrelétricas podem ser classificadas em três tipos, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), as quais têm até 1 MW de potência, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), com 1,1 MW a 30 MW de potência, e Usinas Hidrelétricas de Energia (UHE), que têm mais de 30 MW de potência.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que são as PCHs e qual a importância dessas usinas para o setor energético brasileiro.

Energia solar

A energia solar é gerada por meio da radiação do sol, fonte inesgotável, que é captada em painéis fotovoltaicos ou por meio de um sistema heliotérmico, os quais podem tanto ser instalados em telhados quanto em áreas abertas. 

Usando painéis fotovoltaicos, a conversão em energia é direta, enquanto no sistema heliotérmico primeiro a energia se transforma em energia térmica e depois em energia elétrica.

Além disso, assim como a energia eólica, essa energia é 100% limpa e renovável.

Porém, fatores como localização da região, estação do ano e condições atmosféricas interferem no processo de geração de energia solar, o que também a torna pouco previsível.

De qualquer forma, essa fonte de energia está em expansão e desenvolvimento no país. 

Hoje o maior uso da energia solar no Brasil é para obter energia térmica tanto em grandes indústrias como em residências.

Além disso, a região Nordeste também é a mais favorável para a geração de energia solar no país, assim como ocorre com a energia eólica.

Energia biomassa

A energia de biomassa, em linhas gerais, é gerada por meio da queima de matérias orgânicas, como o bagaço da cana-de-açúcar, lenha, resíduos agrícolas e até mesmo excrementos de animais.

Esse processo permite a geração de energia térmica, energia elétrica e também a obtenção de produtos como:

  • Etanol
  • Carvão vegetal
  • Biodiesel
  • Biogás

Além disso, como o dióxido de carbono liberado na queima é reaproveitado pela própria vegetação para realizar fotossíntese, esse tipo de energia pode ser considerada renovável.

No Brasil, o maior recurso aproveitado para esse tipo de geração de energia é o bagaço da cana-de-açúcar. Em média, estima-se que cada tonelada de cana processada precise de 12 kWh de energia elétrica, quantidade que pode ser gerada pela própria cana, o que possibilita a criação de um sistema autossuficiente. 

Além dos tipos de energia renovável mostrados até aqui, é importante lembrar da energia maremotriz, gerada por meio das correntes do mar e altas e baixas das marés, e também da energia geotérmica, obtida por meio do calor do interior da Terra. 

Principais tipos de energia não renováveis

  • Combustíveis fósseis
  • Energia nuclear

Combustíveis fósseis

Os combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural, são queimados para produzir eletricidade nas usinas termelétricas. Isso se dá por meio do aquecimento da água, a qual se transforma em vapor e faz as turbinas da usina girarem.

Elas estão ligadas a geradores que têm um campo eletromagnético e, assim, a energia elétrica é produzida. 

Esses são recursos finitos, porém mundialmente eles são necessários para a geração de energia, o que faz com que inúmeros acordos sejam feitos entre países para garantir que todos sejam contemplados por essas fontes.

Por outro lado, os combustíveis fósseis são altamente poluentes, pois a queima libera muito CO2 na atmosfera, o que contribuiu para o aumento do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global também.

Energia nuclear

O processo de geração de energia nuclear é similar ao que ocorre nas termelétricas: a água é aquecida, a qual se transforma em vapor e este, por sua vez, ativa os geradores de corrente elétrica.

Porém, nas usinas nucleares o calor é gerado por meio da fissão do urânio, processo que ocorre em um reator nuclear. 

No Brasil existem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2 (a Angra 3 está em construção), todas localizadas no Rio de Janeiro. 

Um ponto negativo que não pode ser desconsiderado é o fato de que para a geração desse tipo de energia é necessário o uso de elementos radioativos, o que é considerado inseguro e nocivo para o meio ambiente, já que muito resíduo tóxico é descartado no processo.

Quais são os tipos de energias alternativas

Energias alternativas são aquelas que geram menor impacto ambiental, principalmente por emitirem menos poluentes, sendo opções para substituir as usinas termelétricas, por exemplo, que geram energia por meio da queima de combustíveis fósseis, como mostrado anteriormente.

Dentre os principais exemplos de fontes de energia alternativa que são usadas para a geração de energia elétrica estão a energia hidrelétrica (apesar do impacto ambiental para criar as barragens e reservatórios, não há emissão de dióxido de carbono na atmosfera), eólica, solar, geotérmica e biocombustíveis.

A principal razão para a existência de energias alternativas é a redução da emissão de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global.

Além disso, os combustíveis fósseis são recursos finitos, como já citamos aqui, então há uma necessidade global urgente em reduzir a dependência ao petróleo, carvão mineral e gás natural.

O caminho para isso é recorrer às fontes alternativas de energia.

Diferenças entre energia convencional e energia incentivada

Energia convencional

É a energia gerada em usinas hidrelétricas e termelétricas, as fontes mais tradicionais de geração de energia elétrica do Brasil. Também são mais baratas e no Mercado Livre de Energia podem ser contratadas apenas pelos consumidores livres — mostraremos todos os detalhes sobre isso mais adiante.

Energia incentivada

São as fontes renováveis de energia e que têm pouco impacto ambiental, como a eólica, solar, biomassa, biogás e também as PCHs. 

Apesar da energia gerada pelas fontes renováveis serem mais caras, a ANEEL fornece descontos de 50% a 100% na Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD) e também na Tarifa de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST), dependendo da fonte escolhida. 

O abatimento fornecido para os consumidores serve justamente para incentivar a compra, por isso o nome de “energia incentivada”. 

No Mercado Livre, os consumidores especiais podem contratar energia incentivada.

O estímulo à aquisição de fontes de energia além das hidrelétricas e termelétricas é importante para a diversificação e descentralização da matriz elétrica brasileira.

Hoje ela é composta majoritariamente por usinas hidrelétricas e, quando um período de crise hídrica se inicia, as termelétricas são acionadas, o que encarece a conta de luz para toda a população. 

Por isso, na hora de fazer a escolha entre uma energia convencional ou incentivada, é importante entender qual o padrão de consumo da empresa, fazer projeções, comparar o custo mais elevado com o desconto fornecido na TUSD e na TUST, e optar pela fonte com o melhor custo-benefício e que seja mais vantajosa tanto para o negócio quanto para o meio ambiente

A seguir vamos explicar como é possível contratar diferentes tipos de geração de energia no Mercado Livre de Energia e também quais consumidores podem adquirir qual tipo de energia.

Como negociar diferentes tipos de geração de energia no Mercado Livre

Atualmente, o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. 

Entenda aqui todas as diferenças entre ACR e ACL.

Assim, os consumidores do Mercado Livre de Energia podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Além disso, também é possível escolher a fonte de geração de energia, seja ela convencional ou incentivada.

Porém, é preciso ter atenção às diferenciações entre os tipos de consumidores do Mercado Livre de Energia: 

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Ou seja, os consumidores livres podem comprar tanto a energia convencional quanto a energia incentivada, enquanto os consumidores especiais podem adquirir apenas a energia incentivada.

Se você ficou interessado, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia.

Atualmente atendemos mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos mais de 300 unidades consumidoras e estamos presentes em 19 estados.

Além disso, se sua empresa é uma geradora, a Esfera também está pronta para te apoiar na comercialização da sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória.

Gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Entre em contato conosco agora mesmo!

Diferenças entre consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia

Entenda quais são as diferenças entre consumidor livre e especial

O Mercado Livre de Energia tem algumas especificações que são essenciais de serem entendidas, pois determinam a forma como as negociações irão ocorrer.

Dentre essas especificidades, é importante entender as diferenças entre consumidor livre e especial, as classificações das empresas que estão no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Para te ajudar a ter mais clareza sobre quais são as respectivas características de cada grupo de consumidores, bem como o que é preciso fazer para entrar no Mercado Livre, preparamos esse artigo que te mostrará tudo o que você precisa saber a respeito do assunto.

Confira!

Consumidor livre e especial: características e diferenças

Os consumidores livres e especiais são categorias Mercado Livre de Energia estabelecidas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para diferenciar quais são os tipos de negociações que podem ser feitas de acordo com a demanda energética da empresa.

Além disso, essa classificação também determina qual fonte de geração de energia (convencional ou incentivada) poderá ser contratada pelo consumidor.

Consumidor livre

O consumidor livre tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação.

No Mercado Livre de Energia, esses consumidores podem adquirir tanto energia convencional quanto energia incentivada, enquanto os consumidores especiais podem adquirir apenas a energia incentivada.

Energia convencional é a energia gerada em usinas hidrelétricas e termelétricas, as fontes mais tradicionais de geração de energia elétrica do Brasil, ao passo que a energia incentivada são as fontes renováveis de energia e que têm pouco impacto ambiental, como a eólica, solar, biomassa, biogás e também as PCHs.

Saiba mais sobre os tipos de geração de energia aqui.

Consumidor especial

O consumidor especial tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e pode adquirir energia incentivada, sendo ela advinda de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Para efeitos de comparação, um transformador de rua comum que atende a diversas residências tem uma capacidade de gerar cerca de 75 kW.

Isso significa que apenas empresas com uma demanda alta conseguem entrar no Mercado Livre de Energia.

Porém, um projeto de lei que está em tramitação no Senado Federal propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores, saiba mais aqui.

Comunhão

Há ainda uma terceira classificação que é a de “comunhão”. Caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW.

Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ e alocados no mesmo submercado ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Entenda sobre a comunhão de cargas no Mercado Livre.

No infográfico abaixo você confere um resumo dessas informações.

Pré Adesão e tipos de comunhão

Como entrar no Mercado Livre de Energia

O primeiro requisito para entrar no Mercado Livre de Energia é se tornar um agente na CCEE para garantir todos os direitos e deveres das partes envolvidas nas negociações, bem como para poder operar de acordo com as normas legais. 

Depois, é preciso se encaixar em uma das categorias entre consumidor livre, especial ou comunhão. 

Por fim, é necessário rescindir o contrato junto à distribuidora de energia informando a migração para o Mercado Livre, a qual pode ser efetivada em até 12 meses, dependendo do tipo do contrato.

Respostas rápidas sobre perguntas frequentes a respeito do Mercado Livre de Energia

Para resumir alguns pontos que mostramos aqui e outros importantes sobre o assunto, veja abaixo as respostas para dúvidas comuns quando se trata do Mercado Livre de Energia.

O que é um consumidor livre de energia elétrica?

O consumidor livre de energia elétrica é aquele que tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode contratar tanto energia convencional (hidrelétricas e termelétricas) quanto energia incentivada (fontes renováveis de energia como eólica, solar, biomassa e PCH).

O que é um consumidor especial de energia elétrica?

O consumidor especial de energia elétrica deve ter uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e pode adquirir apenas energias incentivadas de PCHs, assim como eólica, biomassa ou solar. 

O que são operações estruturadas no Mercado Livre de Energia?

Operações estruturadas são operações não convencionais de compra, venda ou troca de energia.

Por meio da análise de perfil de consumo da empresa e das flutuações dos preços, é possível encontrar oportunidades de realização dessas operações, as quais trarão economias extras nos gastos com energia.

Saiba mais aqui o que são operações estruturadas e como essa estratégia funciona.

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia as empresas podem negociar contratos diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite conseguir melhores preços e alcançar até 35% de redução na conta de luz.

Para saber mais, você pode baixar um ebook completo explicando todas as informações a respeito do Mercado Livre de Energia.

Como funciona o Mercado Livre de Energia Elétrica?

Os consumidores livres do Mercado Livre de Energia conseguem fazer negociações de preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Isso é possível porque atualmente o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. 

Importante destacar que nesse mercado não há a incidência das bandeiras tarifárias, as quais são responsáveis por elevar mais ainda o preço da energia pago para as concessionárias.

Além disso, por conta da alta competitividade no Mercado Livre de Energia entre as empresas comercializadoras para adquirir mais clientes, é possível alcançar uma redução significativa com os custos de energia elétrica, já que as negociações permitem obter melhores ofertas e preços inferiores aos estabelecidos no ACR.

E mais: no ACL as empresas podem contratar carga sob medida de acordo com a demanda, o que permite fazer uma previsão orçamentária muito mais precisa e amplia o poder de tomada de decisões com base em dados mais assertivos.

Inclusive, esse é um dos principais benefícios do Mercado Livre de Energia.

Como migrar para o Mercado Livre de Energia?

Para migrar para o Mercado Livre de Energia é ideal contar com o suporte de uma consultoria especializada para que todos os procedimentos sejam feitos de acordo com a legislação vigente.

A Esfera Energia, por exemplo, fornece o apoio necessário para que as empresas façam a migração com segurança e ainda garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, somos referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos mais de 300 unidades consumidoras e estamos presentes em 19 estados.

Entre em contato conosco agora mesmo!

Qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia?

Veja a importância de contar com uma consultoria no Mercado Livre de Energia

Empresas que desejam migrar para o Mercado Livre de Energia ou que já estejam nele devem contar com o suporte de uma consultoria especializada nesse segmento para garantir que todos os procedimentos sejam feitos com eficiência, segurança e de acordo com as obrigações legais.

Por isso, aqui vamos explicar o que é uma consultoria no Mercado Livre de Energia e qual a importância de contratar uma para fazer o processo de migração. Além disso, também mostraremos quem pode migrar e quais as vantagens de operar no Mercado Livre.

Confira!

O que é uma consultoria no Mercado Livre de Energia

Uma consultoria no Mercado Livre de Energia trabalha para atender às necessidades específicas dos clientes e oferece a eles as melhores opções disponíveis no mercado.

Além disso, também é seu papel apoiar as empresas nas negociações para que os melhores resultados em relação ao custo-benefício sejam atingidos.

Operar no ambiente livre pode ser um desafio para empresas que não estão acostumadas com esse modelo de gestão de energia, por isso é fundamental contar com o apoio de uma empresa especializada que possa oferecer auxílio em todas as etapas. 

Qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia

A consultoria no Mercado Livre de Energia atua para auxiliar os clientes a gerenciarem com mais facilidade a energia contratada e também a otimizarem os custos com esse recurso

A empresa faz análises para que o menor valor possível seja alcançado de acordo com o perfil de consumo de cada consumidor e também para que as melhores oportunidades sejam aproveitadas durante as negociações.

Dessa forma, a importância de uma consultoria está no fato de que ela pode apoiar seus clientes durante a migração para que todo o processo seja feito de acordo com as normas vigentes, assim como propicia que as melhores condições possíveis sejam obtidas na contratação de energia.

Para operar no Mercado Livre de Energia e de fato alcançar reduções significativas na conta de luz, é preciso que estudos sejam feitos em relação à demanda, consumo e também horários em que mais energia é utilizada, o que pode ser feito por uma consultoria.

Aqui explicamos o que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Ou seja, após a migração, uma consultoria pode propor quais são as melhores estratégias de contratação que de fato irão otimizar o consumo de energia e beneficiar os clientes.

Se você tem interesse em fazer a migração para o Mercado Livre de Energia, a seguir vamos responder algumas das principais dúvidas em relação a esse assunto.

Quem pode migrar para o Mercado Livre de Energia?

A migração para o Mercado Livre de Energia pode ser feita por consumidores com uma demanda de no mínimo 500 kW. Esse volume corresponde ao consumo de uma empresa — para fins de comparação, um transformador de rua comum que atende diversas residências tem uma capacidade de cerca de 75 kW.

Vamos explicar melhor os requisitos para fazer a migração. O primeiro deles é se tornar um agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e se enquadrar em algumas das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ e alocados no mesmo submercado ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Saiba mais sobre as diferenças entre consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia.

Importante destacar que esse segmento está em constante transformação e as regras podem mudar de tempos em tempos, por isso é tão importante contar com uma consultoria no Mercado Livre de Energia, principalmente para se preparar para as mudanças que estão por vir. 

Inclusive, está tramitando no Senado Federal um projeto de lei que propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores. Saiba mais sobre a proposta.

Quer saber mais sobre o Mercado Livre de Energia? Temos um ebook completo com todas as informações que você precisa conhecer a respeito do assunto. 

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preços, prazos, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica no país, sem que haja a intermediação de um distribuidor. 

Dessa forma, os consumidores têm mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo e também que atenda melhor às demandas específicas da empresa em questão.

Para se ter uma dimensão de como o Mercado Livre está crescendo, de acordo com levantamento CCEE, no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o mercado livre.

Se você não sabe quem são os consumidores livres de energia, hoje o mercado de energia elétrica no Brasil é separado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ACR.

Empresas de qualquer segmento podem fazer parte do ACL, desde que tenham a demanda mínima de energia necessária para operar no Mercado Livre de Energia, já que não há nenhuma restrição nesse sentido.

Confira o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

Outra vantagem do Mercado Livre de Energia é poder contratar carga sob medida de acordo com as necessidades do negócio e, assim, ter uma melhor previsibilidade sobre quais serão os custos com essa despesa. 

Isso acontece porque contratos são fechados entre clientes e os geradores ou comercializadores. Dessa forma, os valores são válidos ao longo de todo o período de contratação.

Inclusive, por conta disso os consumidores livres também não sofrem com a incidência das bandeiras tarifárias.

Além disso, contando com o apoio de uma consultoria no Mercado Livre de Energia é possível garantir melhores condições na contratação de energia e alcançar uma redução de até 35% na conta de energia elétrica.

Isso é possível porque o Mercado Livre tem diversos fornecedores buscando cada vez mais clientes, então os preços são mais competitivos, o que beneficia as empresas que irão contratar a energia.

Como a Esfera Energia pode ajudar a sua empresa?

Agora que você já sabe como o Mercado Livre de Energia funciona, é importante escolher uma consultoria especializada para apoiar sua empresa em todos os processos, antes, durante e após a migração.

A Esfera Energia oferece o suporte necessário para empresas que desejam entrar no Mercado Livre de Energia e realiza todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para seus clientes.

Além disso, a Esfera também tem soluções para otimizar a previsão de custos e a gestão da energia contratada, como o hud, e trabalha constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas. 

Além disso, a Esfera Energia também atua nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Ou seja, com a Esfera você faz a migração para o Mercado Livre de Energia com segurança, conta com o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e tem especialistas disponíveis a todo momento para resolver qualquer questão sempre que você precisar. 

Atendemos a mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos 300 unidades consumidoras e estamos em 19 estados. Então, quer conhecer mais sobre a Esfera Energia e descobrir como uma consultoria no Mercado Livre de Energia pode fazer toda a diferença para sua empresa reduzir custos com a essa despesa? 

Fale agora mesmo com nossos consultores!

O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?

Entenda o que é energia eólica e quais suas principais vantagens e desvantagens

Se você ainda não sabe o que é energia eólica é simples de entender: é um tipo de energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica. 

A expansão da energia eólica surgiu em um contexto de necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, considerando a dependência do Brasil em relação às usinas hidrelétricas. 

Em períodos de crise hídrica, um sinal de alerta acende no país e é preciso recorrer às usinas termelétricas para suprir o abastecimento da população. Porém, elas são altamente poluentes, por isso a energia eólica surge como uma alternativa que também contribui para o meio ambiente. 

Considerando a importância do assunto, aqui vamos explicar o que é energia eólica, como essa energia é gerada, suas vantagens e desvantagens e também como comprar energia eólica. 

Confira!

O que é energia eólica

Por definição, a energia eólica é um tipo de energia obtida a partir do vento. Ela é considerada 100% limpa pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável já que tem como fonte um recurso inesgotável. 

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, a matriz elétrica do país é formada pelas respectivas usinas em operação:

  • 59,27% usinas hidrelétricas
  • 25,56% usinas termelétricas
  • 8,94% usinas eólicas
  • 3,08% pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
  • 1,55% centrais geradoras fotovoltaicas
  • 1,15% usinas termonucleares
  • 0,46% centrais geradoras hidrelétricas
Dados sobre a matriz energética brasileira e a representação da energia eólica nela

Fonte: ANEEL

Isso significa que hoje a energia eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil.

Além disso, a energia eólica é considerada uma fonte alternativa de energia, assim como a solar, de biomassa e PCHs, pois complementa o sistema de geração de energia do país e reduz a dependência das usinas hidrelétricas.

Isso é importante especialmente porque em períodos de escassez hídrica os níveis dos reservatórios ficam mais baixos, então é necessário recorrer a outras fontes de energia para garantir o fornecimento para todo o país.

Como é gerada a energia eólica?

A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível. 

Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador.

Os parques eólicos, como é chamado um conjunto de aerogeradores, podem ser instalados tanto em terra (onshore) quanto no mar (offshore).

No Brasil, a região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, estando 82% nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para a geração de energia eólica.

Energia eólica: vantagens e desvantagens

Vantagens da energia eólica: 

  • É uma energia limpa pois não emite poluentes na atmosfera no processo de geração de energia
  • Sua fonte é um recurso inesgotável e, por isso, é uma energia renovável
  • Proporciona a redução da dependência dos combustíveis fósseis
  • Permite a diminuição da emissão dos gases do efeito estufa
  • Gera empregos nas regiões onde os parques eólicos são instalados

Desvantagens da energia eólica: 

  • O vento é muito irregular, então a geração de energia muitas vezes pode ser imprevisível
  • Os equipamentos têm um custo expressivo
  • É preciso criar um grande parque eólico para comportar os aerogeradores
  • Um grande impacto visual e sonoro é gerado para quem mora nos arredores
  • Os aerogeradores podem afetar o movimento migratório de aves

Em relação às vantagens citadas, o principal benefício é a contribuição ambiental, já que nenhum gás poluente é emitido no processo e uma fonte inesgotável é aproveitada. 

Além disso, ocorre a redução da dependência de combustíveis fósseis, pois hoje as usinas termelétricas são acionadas quando as usinas hidrelétricas estão com reservatórios com níveis baixos.

Tais usinas queimam combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural para produzir energia, processo que libera muito CO2 na atmosfera.

Considerando que hoje as usinas eólicas são a terceira maior fonte de energia do país, elas se tornam ainda mais relevantes considerando a redução da dependência a usinas tão poluentes.

Por outro lado, considerando as desvantagens, o vento é muito irregular, então nem sempre será possível gerar energia quando for necessário.

Por isso, a energia eólica pode ser considerada um tipo de energia “complementar”, pelo menos por enquanto.

Além disso, também há a questão dos custos dos equipamentos, o que causa uma dificuldade para a implantação, assim como é preciso encontrar grandes áreas que tenham muito vento para que os aerogeradores sejam instalados, o que não é uma tarefa muito simples.

Como comprar energia eólica?

O setor energético brasileiro é atualmente segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Dessa forma, uma alternativa para adquirir energia eólica é negociá-la no Mercado Livre de Energia. Os Consumidores Especiais do Ambiente de Contratação Livre (ACL) são aqueles que têm uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e podem adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Além disso, a migração para o Mercado Livre está aumentando cada vez mais com o passar dos anos. De acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o Mercado Livre.

Então, se você ficou interessado, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

Quer saber mais? Entre em contato conosco agora mesmo!

O que é déficit de energia e quais são os riscos de isso acontecer no Brasil?

Entenda o que é déficit de energia

Dúvidas sobre déficit de energia sempre surgem quando o volume de chuvas está baixo e, por consequência, os níveis das principais bacias hidrográficas do país que atendem às usinas hidrelétricas estão abaixo do ideal.

Por isso é importante conhecer todos os detalhes sobre esse termo, bem como quais são os recursos atualmente disponíveis que asseguram o abastecimento de todo o Brasil.

Como nossa matriz energética é majoritariamente formada por energia hidrelétrica, é natural que questionamentos apareçam quando os períodos de escassez começam.

Então, aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito de déficit de energia e o que garante que não faltarão recursos para contemplar todos os cidadãos do país.

Confira!

O que é déficit de energia

Déficit de energia é quando ocorre um desequilíbrio entre a oferta e a demanda energética, ou seja, quando falta energia para suprir todos os usuários da rede. 

No Brasil, a maior parte da matriz energética é formada pelas usinas hidrelétricas, de modo que a geração de energia depende muito dessa fonte.

Assim, quando as condições hidrológicas estão desfavoráveis, ou seja, quando há pouca chuva, o assunto vem à tona pois o sistema pode ficar comprometido. 

Para que isso não ocorra, há uma série de alternativas que garantem o abastecimento de toda a população. Mostraremos mais detalhes sobre isso a seguir.

Quais são os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil

Os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil são baixos, pois hoje diversas soluções são acionadas quando se observa que os níveis dos reservatórios estão baixos.

A seguir mostraremos os detalhes de cada uma delas. 

Uso de diferentes fontes de energia

Para reduzir a dependência das usinas hidrelétricas, estimula-se cada vez mais a implantação de fontes de energia complementares, como as fontes renováveis (energia solar, eólica e biomassa) e também de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Saiba mais sobre a importância das PCHs para o setor energético brasileiro.

No Brasil, os principais tipos de energia que são consumidos depois da energia hidrelétrica vêm de usinas termelétricas, usinas eólicas, usinas nucleares e usinas solares.

As usinas termelétricas, por exemplo, são acionadas quando o volume das chuvas está baixo para que a geração de energia seja garantida.

Porém, neste caso as bandeiras tarifárias ficam vermelhas (patamar 1 ou 2), pois a energia gerada nas termelétricas é mais cara do que nas hidrelétricas já que combustíveis são usados no processo.

Veja no vídeo abaixo da ANEEL a explicação completa sobre o que são as bandeiras tarifárias:

Importante destacar que esse custo adicional é repassado apenas para os consumidores cativos.

No Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias pois os contratos são negociados diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite ter mais controle do orçamento e prever os custos com mais precisão.

Demanda contratada

Com o objetivo de tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores: 

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

Os integrantes do Grupo A devem determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

O objetivo desse acordo com a distribuidora é garantir que o sistema esteja preparado para contemplar todas as empresas sem que haja um risco de déficit de energia caso ocorra uma sobrecarga, por exemplo.

Caso mais energia seja consumida além daquela que havia sido previamente contratada, ocorre a aplicação de uma multa. Dessa forma, as empresas se policiam a operarem dentro do que foi acordado.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que é demanda de energia e qual a diferença entre consumo e demanda.

Energia de reserva

O setor energético brasileiro é segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Conheça todas as diferenças entre ACR e ACL.

No ACR, existe a energia de reserva, que tem como objetivo assegurar o fornecimento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), em especial em períodos com alta demanda. Existem usinas que são contratadas especificamente para esse fim.

Além disso, a energia de reserva também proporciona a diversidade da matriz energética brasileira, já que a geração se dá por meio de fontes complementares às usinas hidrelétricas, justamente para mitigar os riscos de déficit de energia caso ocorra uma redução do volume das chuvas, por exemplo.

Saiba mais sobre o que é energia de reserva e qual a sua importância.

Deu para entender o que é déficit de energia e porque os riscos de isso acontecer no Brasil são baixos? É importante destacar que ações em prol de um consumo mais consciente de energia também são essenciais para evitar a sobrecarga do sistema e ainda contribuem para o meio ambiente.

Por isso, pensar em ações para reduzir o consumo é essencial para que a conta de energia não seja tão alta e também para que a demanda permaneça dentro do volume que foi contratado.

Se você precisa de um suporte especializado para fazer uma gestão mais eficiente da sua energia, conte com a Esfera Energia!