Aconteceu em Dezembro: A melhora nos cenários de chuva e um PLD mais tranquilo

Depois de um ano cheio de novidades, desafios e instabilidades, dezembro de 2021 nos surpreendeu positivamente com a tranquilidade de um PLD mais baixo, apesar da alta dos encargos, e de uma boa perspectiva para cenários de chuva no início de 2022.

Confira abaixo um pouco mais do que aconteceu em dezembro.

Acompanhamento do PLD

O mês de dezembro apresentou o menor PLD médio mensal registrado em 2021, fechando em R$ 66,67/MWh nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, R$ 66,46/MWh no Nordeste e R$ 66,31/MWh no submercado Norte.

Em termos de amplitude, o mês apresentou máximos e mínimos de PLD em torno de R$88/MWh e R$50/MWh, respectivamente. Patamar baixo de preço, que é reflexo das melhoras sucessivas na realização das chuvas ao longo do mês.

Desse modo, o ano de 2021 encerrou com PLD médio de R$ 280/MWh no SE/CO.

Sendo um ano de PLD elevado, principalmente durante o segundo semestre devido à crise hidroenergética que atingiu o país. Chegando até mesmo ao teto regulatório, de R$ 583,88/MWh, nos meses de julho e agosto.

Acompanhamento da Carga

Em dezembro, o consumo foi semelhante ao observado no mês anterior, ficando próximo dos 70 GWm

Durante as duas primeiras semanas do mês, o valor da carga semanal chegou a ser superior aos níveis observados em novembro, quando a temperatura em todo o país sofreu grande elevação.

Nas semanas seguintes, apesar das temperaturas elevadas, as chuvas aumentaram reduzindo a sensação térmica em grande parte do país, além da ocorrência dos feriados, fator que contribuiu para uma redução da carga no final do ano.

Em termos da carga mensal, 2021 fechou com uma carga média de 69,5 GWm, superando em 2,7% o ano de 2020.

O perfil de carga apresentou um comportamento sazonal dentro do esperado em praticamente todo o período. Apresentando os maiores desvios em relação ao projetado no último trimestre do ano, principalmente por conta da redução da sensação térmica, com o aumento das chuvas.

Fator que também contribuiu para o início da recuperação dos reservatórios, aliviando o cenário de instabilidade imposto pela crise hidroenergética.

Acompanhamento dos Reservatórios

Os reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste fecharam o mês em 26% da sua capacidade máxima, confirmando a tendência de replecionamento do mês anterior.

Isto ocorre devido ao aumento das chuvas de dezembro, que caracterizam o início do período chuvoso do Sudeste/Centro-Oeste.

No Sudeste/Centro Oeste, uma das variáveis mais importantes para a geração de energia no país, observamos um dos piores níveis do histórico, chegando ao final do período úmido (Abril/Maio) em cerca de 35% da sua capacidade máxima, valores praticamente insustentáveis para percorrer todo o período seco do ano (Junho/Outubro).

Com o final do período úmido para o Sudeste/Centro-Oeste e com o nível dos reservatórios próximo do ano de 2001, ano que aconteceu o apagão, ligou-se o alerta do risco de não atendimento à demanda, que culminou na criação da CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), e a adoção de algumas medidas para a preservação dos reservatórios.

Breve retrospectiva de 2021

Todas as ações contribuíram para preservar os reservatórios e com isso, o deplecionamento a partir de abril foi menor. 

Já a partir de outubro, com a mudança do cenário hidrológico, houve uma recuperação singela dos níveis dos reservatórios que afastaram um pouco mais o risco de apagão. 

Nos meses de novembro e dezembro, com a confirmação das chuvas previstas, observamos um forte replecionamento com uma recuperação de cerca de 6% somente em dezembro, o que não víamos acontecer desde 2008 para o mês em questão.

Além disso, destacamos o grande volume de chuva na região Nordeste e Norte do país em dezembro. Fator que impulsionou uma recuperação acentuada dos reservatórios dessas regiões, nos quais foram observados desvios em cerca de 15% para o Nordeste e 22% para o Norte somente em dezembro. Enquanto na outra ponta os níveis de reservatórios do Sul apresentaram um deplecionamento em dezembro influenciado pelo La Niña, que corroborou para baixas afluências naquela região.

Quer saber mais sobre o que aconteceu em 2021? Confira a nossa retrospectiva completa.

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Esse texto foi produzido por Leonardo Nogueira.

Formando em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de São Carlos, Leonardo ingressou no nosso time em 2020 e hoje atua como analista de mercado na equipe de Monitoramento Estratégico.

Retrospectiva do Mercado de Energia em 2021

Depois de atravessar o ano de 2020 repleto de mudanças ocasionadas em virtude da pandemia de Covid-19, as expectativas para 2021 eram grandes, porém com muitas incertezas. Para o mercado de energia não foi diferente.

Surgiam conversas sobre a possibilidade de uma crise energética, aumentavam os valores cobrados em encargos e cresciam as especulações sobre uma nova queda de consumo devido ao crescimento  de casos de Covid-19. 

Abaixo relembre esses e outros desafios enfrentados em 2021, com a retrospectiva preparada pelo time de especialistas da Esfera Energia.

Implantação do PLD Horário

Iniciamos o ano de 2021 com a implantação do modelo DESSEM na precificação de energia.

A partir do dia 1º de janeiro o Preço da Liquidação das Diferenças (PLD) passou a ser calculado em base horária, ou seja, teríamos um valor de PLD para cada hora do dia. 

E apesar de já ser utilizado na operação para controle do despacho hidrotérmico do Sistema Interligado Nacional (SIN) desde 2020, o primeiro mês do ano de 2021 foi um mês de muita experimentação enquanto os agentes do Mercado Livre de Energia se adaptavam ao novo modelo. 

Até a própria Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) teve que realizar diversas melhorias e correções no DESSEM devido à ocorrências não previstas durante o período de testes no ano anterior, como foi o caso do erro na modelagem de intercâmbio entre os submercados Sul e Sudeste, que ocasionou grandes desvios no PLD Sul em maio de 2021.

A Crise Hidroenergética

O ano de 2021 também foi marcado por um dos piores períodos de chuva dos últimos 91 anos. 

Os reservatórios de usinas hidroelétricas da região Sudeste/Centro-Oeste apresentavam níveis baixos para o início do ano, e já nessa ocasião, surgiam conversas dizendo que a segurança do sistema poderia estar em risco caso as chuvas não apresentassem um bom desempenho.

De fato, após grande frustração do período úmido, iniciamos o mês de abril, considerado período seco, com níveis de reservatórios da região SE/CO com cerca de 35% de sua capacidade máxima, valor considerado extremamente baixo para o período. 

Estado que colocava em risco o abastecimento energético, mesmo com a redução de consumo que poderia ser ocasionada pelo aumento dos casos de Covid-19.

Desse modo, o PLD que vinha caindo desde novembro de 2020, voltou a subir

Além disso, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) ordenava uma nova elevação do montante da geração de energia proveniente de usinas termelétricas, o que ocasionou a elevação dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS).

Sem grande perspectiva de recuperação dos reservatórios, em maio o mercado de energia passou a considerar o início da crise hídrica no Brasil

Confira uma análise detalhada sobre a crise hídrica.

Já no mês seguinte, o governo iniciou medidas de combate à crise, formalizando a criação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), entidade responsável pela definição de medidas destinadas ao controle e recuperação dos reservatórios durante a crise. 

Ainda em junho, com a crise hídrica, observamos pela primeira vez no ano o PLD atingir o teto regulatório, calculado em R$583,88/MWh, e o preço da energia convencional para 2022 chegou ao patamar de R$350/MWh. Esses valores perduraram até o mês de setembro.

Medidas de combate à crise hidroenergética

Com estudos do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontando para uma possibilidade de ocorrência de blackouts nos meses seguintes, os órgãos do setor elétrico anunciaram as 3 principais medidas de combate à crise hidroenergética no país.

A primeira delas foi a abertura de ofertas para a geração adicional de energia elétrica destinada a usinas a merchant, que são usinas sem contrato de comercialização de energia, e/ou de biomassa. 

A medida descrita pela Portaria nº17/GM/MME possibilitava que os agentes declarassem o preço e montante de energia adicional gerados por suas usinas, sujeito a aprovação da CREG e do CMSE.

Em seguida foi anunciado o programa de Redução Voluntária da Demanda (RVD) através da Portaria nº22/GM/MME, onde grandes consumidores do Mercado Livre de Energia poderiam ofertar um montante de energia que seria reduzida durante os momentos de maior demanda do sistema, e o valor pelo qual estariam dispostos a reduzi-la.

Já para o mercado cativo, foi proposta uma alternativa semelhante à RVD. Nela, os consumidores capazes de reduzir até 20% do seu consumo mensal até o fim de 2021, quando comparado ao ano anterior, receberiam um bônus de R$0,50/KWh em suas contas de energia no início de 2022. 

Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou também a criação de uma nova bandeira tarifária denominada Escassez Hídrica

A bandeira foi definida para  os meses de setembro/2021 até abril/2022, e com ela a conta de energia do consumidor cativo sofreu um aumento de R$14,20 para cada 100 KWh consumidos.

Aliado aos esforços para o combate à crise, no mês de outubro observamos uma antecipação das chuvas que foi capaz de proporcionar um pequeno replecionamento dos reservatórios e uma redução acentuada do PLD, pela primeira vez desde o mês de março. 

Além disso, no mês de novembro, com a melhora da expectativa de chuvas, a CREG deixa de existir

A expectativa de melhora nos níveis dos reservatórios surgiu como um alívio ao sistema elétrico, apesar de ainda apresentar volumes baixos, mas que ainda devem se recuperar no período úmido de 2022.

O que mais aconteceu em 2021?

Além do advento do PLD horário e da crise hídrica, o ano de 2021 também foi palco de diversos outros fatores no mercado de energia.

No mês de fevereiro, presenciamos disputas entre o Ibama e a Norte Energia sobre a quantidade de água que deveria ser destinada à UHE Belo Monte, fator que movimentou muito os preços do mercado de energia no Sudeste.

Além disso, passamos pela aprovação da MP 998 sob a forma da lei 14.120 que trata os aspectos iniciais da abertura do Mercado Livre de Energia para novos consumidores, estimula a prática da modalidade comercializador varejista  e estipula o plano de extinção ao subsídio de energia de fontes renováveis (Energia Incentivada). 

Fontes que por sua vez, apresentaram grande importância no contexto da crise com um  crescimento acentuado em 2021, principalmente quando tratamos da energia solar devido à expansão da Geração Distribuída no Brasil.

Em 2021, vimos também ser aprovada a MP 1.031 em junho, medida provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras, esperada para o ano de 2022. A medida ganhou grande repercussão pois teve a adição de diversos “jabutis” em seu conteúdo, trechos nada relacionados ao texto base da medida.

E a Esfera Energia em 2021?

Apesar de todos os desafios do ano de 2021 que mencionamos neste conteúdo, a Esfera teve conquistas super importantes.

Adquirimos mais de 50 novos clientes e agora estamos presentes em 22 estados brasileiros, aumentando ainda mais a nossa expansão. 

No total do ano, operamos mais de 20.448.960 MWh.

Para alcançar esses números, foi preciso reforçar o nosso time. Foram 38 contratações, chegando a quase 90 colaboradores.

Reconhecemos como indispensável a inclusão e potencialização de talentos diversos em nosso time, por isso lutamos pela diversidade e promovemos diversas ações internas como grupos de estudos, cartilhas educacionais, palestras e processos de vagas afirmativas. 

Por meio da cultura, acolhimento e colaboração de todo nosso time seguimos juntos alcançando resultados impressionantes, sempre pautados pelos nossos 3 E’s: excelência, empatia e ética.

Na Esfera, estes e outros acontecimentos, sempre chegam em primeira mão aos nossos clientes. 

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Esse texto foi produzido por Leonardo Nogueira.

Formando em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de São Carlos, Leonardo ingressou no nosso time em 2020 e hoje atua como analista de mercado na equipe de Monitoramento Estratégico.

O que é um comercializador varejista? Entenda as vantagens e desvantagens

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Para entrar no Mercado Livre de Energia (MLE), existem duas formas: se associar à CCEE ou contratar um comercializador varejista.

O comercializador varejista é uma empresa habilitada pelo Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para representar consumidores livres ou especiais e também empresas geradoras na compra e venda de energia.

Migrar para o Mercado Livre de Energia permite negociar com mais liberdade e com diferentes fontes, mas a burocracia para se enquadrar nesse mercado exige a assessoria de alguém especializado na área.

Um comercializador varejista experiente e que trabalha de maneira séria no mercado pode ajudar sua empresa a ganhar mais autonomia e reduzir custos energéticos.

Neste artigo, vamos te explicar os principais pontos sobre o trabalho do comercializador varejista como:

  • O que é um comercializador varejista?
  • Quais são as funções de um comercializador varejista?
  • Quem pode contratar um comercializador varejista?
  • Mudanças da MP 998 na comercialização varejista
  • Vantagens e desvantagens de um comercializador varejista

Boa leitura!

O que é um comercializador varejista?

Um comercializador varejista, também chamado de representante, é uma empresa que faz a representação contínua de um consumidor ou empresa geradora (representados) dentro do Mercado Livre de Energia.

Dessa forma, ao invés do cliente se associar diretamente à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o comercializador é quem faz sua habilitação junto ao órgão para representar os clientes nas negociações.

Essa função foi criada em 2013 e atualizada em 2015 pela Resolução Normativa Nº 654 da ANEEL.

O objetivo dessa figura dentro do ACL é simplificar o processo de migração das empresas, permitindo que tanto grandes negócios quanto empresas menores possam negociar livremente a compra de energia.

Além disso, contratar um comercializador varejista evita ter que passar por toda a burocracia da CCEE, pois o representante faz todas as habilitações técnicas dos clientes junto ao órgão.

Quais são as funções de um comercializador varejista?

O comercializador varejista é responsável por todas as funções para que cada um dos seus representados participem da comercialização de energia elétrica.

Entre essas funções estão:

  • Migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL);
  • Gestão operacional completa: modelo, medição, pagamento, entre outras obrigações financeiras.

O trabalho deve ser feito por uma empresa séria para evitar penalizações no atraso da migração, por exemplo.

Por isso, ao optar por contratar esse serviço de um terceiro, invista seu tempo em uma pesquisa criteriosa e peça indicações para conhecer os melhores profissionais.

Leia também: Entenda as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

Quem pode contratar um comercializador varejista?

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De acordo com a Resolução Normativa ANEEL Nº 570, estão elegíveis para contratar e serem representados na comercialização varejista:

  • os consumidores com unidades consumidoras aptas à aquisição de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Ex: geradoras de energia elétrica, comercializadoras, consumidores livres e consumidores especiais; e
  • os detentores de concessão, autorização ou registro de geração com capacidade instalada inferior a 50 MW não comprometidos com Contrato de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado (CCEAR), Contrato de Energia de Reserva (CER) ou Cotas.

Uma empresa detentora de concessão ou autorização para geração com capacidade instalada igual ou superior a 50 MW, pode contratar um comercializador varejista, mas precisa ter um registro próprio na CCEE.

Mudanças da MP 998 na comercialização varejista

A MP 998 ou “MP dos Consumidores” foi aprovada e publicada como Lei nº 14.120 em março de 2021. O projeto trouxe diversas mudanças no mercado de comercialização de energia.

A lei estabeleceu a figura do comercializador varejista como mediador das negociações de compra e venda dentro do Mercado Livre de Energia para pessoas físicas ou jurídicas, desde que seja seguida a regulamentação da ANEEL.

Outro detalhe importante da MP 998 foi a determinação de suspensão de energia em uma unidade consumidora caso o representado não cumpra com as obrigações de pagamento.

Dessa forma, o comercializador varejista não é penalizado pela inadimplência do seu cliente e também não fica responsável pelo pagamento da dívida.

Vantagens e desvantagens de um comercializador varejista

Agora que você conhece melhor a função do comercializador varejista, vamos listar algumas vantagens e desvantagens de contratar uma empresa.

Vantagens do comercializador varejista

As principais vantagens são:

Desvantagens do comercializador varejista

A desvantagem de contratar um comercializador varejista só ocorre se você não tiver uma empresa parceira e que forneça um serviço de qualidade.

Isso porque o representante assume todas as tarefas necessárias para que seus representados possam comprar legalmente dentro das regras do Mercado Livre de Energia.

Então, qualquer conduta de comercialização errada pode comprometer a empresa. Por isso, é importante fazer uma parceria com uma empresa bem recomendada.

O que não dispensa que você, como representado, entenda todos os processos e obrigações que precisa cumprir.

Dessa forma, as vantagens compensam todo o investimento e sua empresa economiza na energia elétrica.

Comece a atuar no Mercado Livre de Energia

Agora que você sabe o que é e o que faz um comercializador varejista, pode procurar um profissional experiente para auxiliar o seu negócio na migração.

A Esfera é uma empresa gestora e comercializadora de energia. O diferencial da nossa abordagem é que nossa comercializadora não negocia preços para os os clientes de gestão.

Assim, garantimos apenas a vantagem de atuar como gestora e comercializadora, sem nenhum conflito de interesse que prejudique nossos clientes. O resultado é uma economia de até 7% em relação aos concorrentes de mercado.

Conheça a Esfera e saiba quais estratégias de contratação podem favorecer o seu negócio.

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O que são selos de sustentabilidade? Quais os principais?

Pessoa com a mão no meio de plantas

Os selos de sustentabilidade certificam empresas que seguem determinadas diretrizes focadas na redução dos impactos ambientais. Isso é importante não apenas para o meio ambiente, mas também para atender às demandas de consumidores cada vez mais conscientes.

Uma pesquisa realizada pela Union + Webster mostra que 87% dos brasileiros preferem comprar de empresas sustentáveis. Isso mostra que, tão importante quanto adquirir produtos e serviços de qualidade, é conhecer a procedência deles.

Continue lendo e saiba mais sobre os selos de sustentabilidade.

O que são certificações sustentáveis?

As certificações sustentáveis, também chamadas “selos de sustentabilidade”, comprovam que uma empresa adota processos sustentáveis tanto no desenvolvimento de novos produtos como em sua infraestrutura como um todo.

As principais categorias contempladas pelos selos de empresa sustentável são:

  • eficiência energética;
  • gestão da água;
  • alimentos orgânicos e veganos;
  • manejo florestal;
  • gestão de resíduos;
  • biodiversidade;
  • turismo;
  • setor têxtil.

Existem diferentes selos de sustentabilidade para empresas e cada um deles valida um aspecto.

Quais são os selos de sustentabilidade?

Hoje existem mais de 30 selos de sustentabilidade no Brasil e vamos destacar alguns deles aqui:

  • BREEAM
  • Carbon Trust Standard
  • Ecocert
  • ISO 14001
  • ISO 26000
  • ISO 50001
  • Procel Edifica
  • Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica 

Confira os detalhes de cada uma das certificações nacionais de sustentabilidade a seguir. 

BREEAM

O BREEAM foi uma das primeiras metodologias de sustentabilidade criadas no mundo voltada para projetos, infraestrutura e prédios. Lançado em 1990, avalia o desempenho das medidas adotadas para reduzir o impacto ambiental da construção civil.

Carbon Trust Standard

A Carbon Trust oferece certificações para indústrias com base no consumo de energia e água, e emissão de CO2. O estímulo desse selo é reduzir o impacto ambiental dos processos de uma empresa ao adotar práticas mais eficientes e sustentáveis.

Ecocert

Fundada em 1991 na França, a Ecocert incentiva um modelo agrícola favorável ao meio ambiente, e certifica alimentos orgânicos e cosméticos naturais ou orgânicos.

Segundo a empresa, “nós nos esforçamos para viabilizar processos de produção que respeitem o meio ambiente, uso responsável da energia disponível e dos recursos naturais (água, ar, fertilidade do solo), setores socialmente responsáveis e melhor qualidade e segurança do produto.”

ISO 14001

A ISO 14001 é oferecida no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especifica os requisitos do sistema de gestão ambiental, considerando aspectos como uso de recursos naturais, proteção de florestas e preservação da biodiversidade. O selo de sustentabilidade é oferecido para empresas e empreendimentos de todos os setores.

ISO 26000

A ISO 26000 tem como foco a responsabilidade social nas empresas. De acordo com o Inmetro, “a responsabilidade social se expressa pelo desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente.”

ISO 50001

A ISO 50001 estabelece as normas sobre o Sistema de Gestão de Energia (SGE). O objetivo de tal sistema é tornar o consumo energético mais eficiente a partir de procedimentos e atividades que podem ser implementados por qualquer organização. Por consequência, as empresas economizam dinheiro e ainda contribuem para a redução dos gases do efeito estufa.

Procel Edifica

O selo do Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica) foi criado em 2003 pela Eletrobrás em parceria com instituições públicas e privadas. Seu objetivo é promover o uso racional de energia elétrica em edificações desde a fundação do empreendimento.

Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica é conhecido como Procel, o qual certifica equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos. O Selo Procel é oferecido apenas a produtos com os melhores níveis de eficiência energética em sua categoria e que consomem menos energia.

Qual a importância das certificações de sustentabilidade?

O selo de empresa sustentável sinaliza para a sociedade que a organização está focada em adotar práticas favoráveis ao meio ambiente. Isso é importante não apenas para o planeta, mas também para atender às demandas de um mercado cada vez mais consciente na hora de adquirir novos produtos.

Com a utilização de selos verdes, uma empresa consegue comunicar com mais facilidade aos seus consumidores que adota metodologias sustentáveis em seu processo produtivo. Considerando o aumento da conscientização ambiental da população, como mostrado no começo deste artigo, ter selos de sustentabilidade também é uma estratégia de negócio.

Ou seja, ao conseguir um selo de sustentabilidade, uma instituição contempla o “tripé” de meio ambiente, economia e sociedade.

Além disso, existem outros benefícios, como:

  • redução de custos: para obter um selo de sustentabilidade, uma empresa precisa reduzir o consumo de recursos como energia e água, além de reutilizar produtos, o que naturalmente reduz os custos; 
  • visibilidade e valor da marca: empresas sustentáveis estão no radar dos consumidores, visto que eles estão mais conscientes sobre os produtos que adquirem.

E, claro, o maior benefício é a contribuição para um planeta cada vez mais sustentável. 

Leia também: Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa

A relação entre selos de sustentabilidade, ESG e ODS

Os selos de sustentabilidade estão diretamente relacionados às práticas estabelecidas pelo ESG, sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

Basicamente, o ESG define os parâmetros para avaliar se empresas estão seguindo ou não práticas sustentáveis focadas no meio ambiente, pessoas e governança do negócio. No vídeo abaixo você confere mais detalhes sobre o ESG:

O ESG também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, 17 objetivos classificados em quatro temas: social, ambiental, econômico e institucional. 

Ou seja, empresas sustentáveis, que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e da economia, e que respeitem seus colaboradores, podem trabalhar para se alinharem ao ESG, aos ODS e, por consequência, conseguir os selos de sustentabilidade.

No fim, as certificações sustentáveis, o ESG e o ODS têm o mesmo objetivo: a construção de um futuro melhor. 

Energia e sustentabilidade

Esses três aspectos contemplam a energia, a qual tem um papel fundamental para a redução dos impactos ambientais. Existem alguns caminhos possíveis para isso, como:

  • a geração distribuída (GD), que estabelece as normas para os consumidores produzirem sua própria energia, desde que as fontes sejam renováveis ou de cogeração qualificada; 
  • o consumo de energia sustentável, ou seja, aquisição de energia de fontes com menor impacto ao meio ambiente, como hidrelétrica, solar, eólica, biomassa, geotérmica, maremotriz e ondomotriz.

Aproveite para ler um artigo sobre energia verde e suas fontes.

Quer saber mais sobre os tipos de geração de energia? Temos um e-book completo sobre o assunto, baixe agora mesmo. 

Esperamos que você tenha conseguido entender o que são os selos de sustentabilidade e qual a importância deles para o desenvolvimento de empresas focadas em contribuir com o meio ambiente. 

Um passo importante é adquirir energia de fontes sustentáveis, como eólica, solar e biomassa, e você pode fazer isso com facilidade migrando para o Mercado Livre de Energia. E mais: atuando nesse mercado, é possível economizar até 35% com a conta de luz. 

Fale com um consultor da Esfera Energia e veja como fazer a migração.

Derivativos de energia: o que são e como funcionam?

Computador mostrando gráfico com oscilações

Entender o que são derivativos de energia é essencial para fazer movimentações no mercado financeiro com mais segurança. De qualquer forma, é importante ressaltar que os derivativos são um instrumento financeiro, então é preciso compreender de maneira aprofundada o conceito antes de tomar qualquer decisão para a sua carteira. 

Para começar, aqui vamos mostrar um panorama sobre os derivativos de energia e como eles estão relacionados com o Mercado Livre de Energia. 

Confira!

O que são derivativos no mercado financeiro?

Derivativos são contratos que, como o próprio nome diz, derivam de outros ativos, tanto físicos quanto financeiros. O ouro, por exemplo, é considerado um ativo físico, enquanto uma taxa de referência é um ativo financeiro.

Normalmente, os derivativos são negociados por meio de contratos padronizados, os quais estabelecem a quantidade, prazo de liquidação e forma de precificação do ativo usado como referência. 

Com os derivativos é possível se proteger das oscilações dos preços de um ativo. No caso da energia, o preço possui alta volatilidade, então uma alternativa é investir nos derivativos de energia para proteger suas operações.

Essa proteção, também chamada “hedge”, acontece justamente porque um derivativo tem um valor específico definido em contrato, o qual é válido até a data de vencimento estabelecida. Ou seja, o investidor fixa o preço no momento da compra ou venda, o qual se mantém independentemente das mudanças dos preços que ocorrerem no mercado.

O que são derivativos de energia?

Os derivativos de energia têm como ativo de referência o valor do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), publicado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

O PLD é um ativo que sofre grandes oscilações de preço, de modo que os derivativos se tornam uma alternativa para proteger as companhias e reduzir os riscos, apesar de não haver a compra de um ativo físico em si (no caso, a própria energia elétrica). 

Ficou confuso? É simples e vamos resumir para você: uma empresa pode negociar a compra direta do ativo físico, ou seja, comprar a energia elétrica e receber o registro na CCEE. Agora, caso a operação seja apenas financeira, então é possível negociar o derivativo, ou seja, um contrato que usa como referência o ativo e se proteger da volatilidade do PLD até o vencimento do contrato. 

Por isso, é fundamental enfatizar que os derivativos de energia são produtos financeiros e não produtos físicos. Quem pode se beneficiar dessas negociações são: 

  • comercializadoras interessadas em especular o preço da energia com menor exposição financeira (pagamento apenas da diferença);
  • consumidores que podem fixar o preço da compra de energia sem ficar exposto ao risco da contraparte entregar a energia (registro CCEE);
  • geradores interessados em garantir suas receitas reduzindo o risco de inadimplência, que poderia afetar seu fluxo de caixa.

Os contratos de derivativos de energia podem ser negociados na B3 de três formas diferentes: 

  • Contratos a Termo;
  • Swap;
  • Opção. 

Explicaremos a seguir mais detalhes sobre cada uma dessas modalidades. 

Contratos a Termo

Os contratos a termo definem a quantidade e preço do ativo financeiro no momento da negociação para realizar a liquidação em uma data no futuro, a qual também é estabelecida durante a negociação inicial.

Considerando o contrato a termo de energia, é possível fixar previamente o valor do PLD. Na liquidação, o cálculo vai considerar a diferença entre o preço fixado e o preço de mercado do PLD.

Swap

Swap é o acordo feito entre dois investidores para trocar a rentabilidade de dois ativos, tendo como base a comparação de dois indexadores. 

De acordo com informações da B3, alguns exemplos de indexadores que podem ser combinados são: “índices de inflação (IPCA e IGP-M) ou de ações (Ibovespa e IBrX), taxas de juro (CDI, pré-fixada, Selic e TJLP), taxa de câmbio (dólar, euro e iene), entre outros. E para o mundo de energia, podem ser utilizados os diversos tipos de PLDs existentes (PLD SE/CO, PLD Nordeste, etc).”

Opção

Opção ou “opções” são o direito de negociar um ativo (comprar ou vender) com um preço fixo em uma data futura, ambos previamente definidos. A opção de compra é chamada “call” e a opção de venda é denominada “put”. 

Qual a relação entre derivativos de energia e o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia, empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com o gerador ou comercializador de energia elétrica. A compra é de um produto em si (a energia) e os valores acordados são válidos ao longo de toda a vigência do contrato. 

Porém, outra forma de negociar energia é por meio de derivativos, mas não há a compra do ativo físico, como explicamos anteriormente, a estratégia é se proteger das oscilações do PLD através de instrumentos financeiros. 

Confira no vídeo abaixo todos os detalhes sobre o que é o PLD e como ele é calculado:

Veja aqui como o preço de energia no Mercado Livre é definido.

O fato é que os investidores, estejam eles no Mercado Livre de Energia ou no Mercado Cativo, podem se proteger das oscilações de preços da energia elétrica. Inclusive, vale explicar que o setor de energia elétrica brasileiro está segmentado em dois ambientes: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). 

O ACR, também chamado Mercado Cativo, é aquele em que os consumidores pagam as tarifas com os preços definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Por outro lado, o ACL (o Mercado Livre de Energia) é aquele em que os consumidores livres negociam diretamente com os comercializadores de energia elétrica. 

Dessa forma, eles têm mais autonomia para contratar a demanda que realmente precisam, com um preço mais vantajoso, podendo alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica. 

Quer saber mais? Baixe o e-book gratuito com as principais informações a respeito do Mercado Livre de Energia:

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Conheça exemplos das principais fontes de energia limpa

Parque eólico de fonte de energia limpa

Fontes de energia limpa são uma alternativa essencial para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, principalmente diante do aumento da concentração desse gás no mundo inteiro.

Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostram que, mesmo na pandemia, houve um recorde na concentração média de CO2 na atmosfera, alcançando 416,21 partes por milhão (ppm)

Ações devem ser feitas para reverter esse cenário e a energia limpa é um dos caminhos para isso. 

Continue lendo e saiba mais. 

O que é energia limpa?

A energia limpa, também chamada energia renovável, são fontes que não emitem poluentes na atmosfera no processo de geração de energia, como o CO2. Dessa forma, não agravam o efeito estufa e o aquecimento global. 

Por outro lado, fontes de energia como termelétricas são altamente poluentes, pois queimam combustíveis fósseis para gerar energia.

Existe uma necessidade de diversificar a matriz elétrica brasileira, hoje altamente dependente das usinas hidrelétricas. Apesar de serem consideradas limpas, essas usinas não contemplam a demanda de geração de energia em períodos de crise hídrica. Por consequência, as termelétricas precisam ser acionadas, o que é nocivo para o meio ambiente. 

De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia (MME), 48% da matriz brasileira hoje é composta por fontes de energia renovável. A maior parte ainda corresponde às usinas hidrelétricas, mas, nos últimos anos, a geração de energia eólica e solar têm ganhado maior representatividade.

Quais são as principais fontes de energia limpa?

Dentre os exemplos de energia limpa, estão:

  • energia solar;
  • energia eólica;
  • energia hidráulica;
  • energia maremotriz;
  • energia geotérmica;
  • energia nuclear. 

Importante destacar que essas fontes de energia limpa não emitem poluentes, mas isso não quer dizer que elas não provoquem algum impacto ambiental. 

Veja detalhes sobre cada uma dessas fontes de energia limpa.

Energia solar

A energia solar é gerada a partir do calor e da incidência dos raios solares, e essa fonte de energia tem uma participação de 2% na matriz elétrica do país. 

Embora ainda seja pouco, os dados da pesquisa citada anteriormente mostram que houve um aumento de 200% nos últimos três anos da energia solar centralizada, enquanto a energia solar distribuída expandiu mais de 2.000%

Entenda aqui o que é geração distribuída e saiba como produzir sua própria energia elétrica.

Energia eólica

A energia eólica é gerada a partir do movimento dos ventos, os quais movimentam turbinas que transformam energia mecânica em energia elétrica. 

O mesmo levantamento do MME mencionado acima mostra que hoje a energia eólica representa 10,9% da matriz elétrica brasileira, ao passo que a expectativa é que alcance 13,6% no fim de 2025.

Energia hidráulica

A energia hidráulica (ou energia hídrica) é obtida a partir da força do movimento das águas, o que ocorre nas usinas hidrelétricas. 

Em se tratando da matriz energética brasileira (fontes de energia com diferentes finalidades além da geração de eletricidade), a energia hidráulica representa 12,4% do total, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Gráfico de pizza com dados sobre a matriz energética brasileira
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Entretanto, dentre as fontes da matriz elétrica brasileira (fontes de geração de energia elétrica), a energia hidráulica tem uma representatividade de 64,9% em relação ao total. 

Gráfico de pizza com dados sobre a matriz elétrica brasileira
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Energia maremotriz

A energia maremotriz é proveniente do movimento das marés, por isso também é chamada “energia das marés”. Ela é obtida a partir das altas e baixas do mar, assim como pelas correntes da água. 

Além de limpa, pode ser considerada sustentável, pois nenhum impacto ambiental é gerado para produzir esse tipo de energia. 

Energia geotérmica

A energia geotérmica é gerada a partir do calor do magma terrestre, ou seja, o calor do interior da terra.. 

O magma é uma formação rochosa que pode alcançar até 6 mil ºC e fica a cerca de 64 km da superfície terrestre. Isso esquenta a água e ela é utilizada para gerar a energia geotérmica, assim como o vapor.

Energia nuclear

A energia nuclear é gerada a partir de reações de fissão e fusão nuclear, o que aquece a água e transforma-a em vapor. Tal vapor faz as turbinas girarem e a energia elétrica é produzida.

O processo é similar ao que ocorre nas termelétricas, mas a diferença é que nestas os combustíveis fósseis são queimados, o que polui o meio ambiente. No caso da energia nuclear, os processos de fissão e fusão não emitem poluentes, por isso ela é considerada uma energia limpa.

Contudo, é importante lembrar que existem riscos de acidentes no processo de geração de energia nuclear, assim como ocorre a produção de resíduos radioativos, o que são desvantagens significativas desse tipo de energia.

Qual a energia renovável mais limpa?

A energia solar e a energia eólica podem ser consideradas as fontes de energia renovável mais limpas. Ambas utilizam recursos inesgotáveis para gerar energia (luz solar e ventos, respectivamente), possuem um impacto ambiental mínimo e não emitem poluentes

Outro aspecto relevante a ser considerado é que tanto a energia solar quanto a eólica não prejudicam o meio ambiente quando são instaladas. É claro que elas têm suas desvantagens, mas ainda assim são duas das principais fontes de energia renovável.

Por exemplo, a energia solar tem um preço elevado e tem intermitência de geração, visto que depende dos raios solares. Já a energia eólica precisa de um parque eólico para comportar os aerogeradores, o qual tem um impacto visual e sonoro. 

Ainda assim, ambas têm vantagens que acabam compensando esses aspectos.

Por que o Brasil tem uma das energias mais limpas do mundo?

O Brasil tem uma das energias mais limpas do mundo, principalmente por conta do seu potencial hídrico, mas também em decorrência da localização do país, o qual está em um ponto privilegiado no mapa em relação à incidência de raios solares e movimento dos ventos. 

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil lidera a produção de energia limpa considerando os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O fato é que a energia limpa no Brasil tem um grande potencial de expansão, descentralizando a produção que hoje está voltada principalmente às hidrelétricas. Apesar de essa também ser uma fonte limpa, ela depende muito das chuvas, o que é preocupante em períodos de escassez hídrica. 

Quer saber mais detalhes sobre os diferentes tipos de geração de energia? Confira o nosso e-book gratuito sobre o assunto.

Você sabia que é possível adquirir energia limpa no Mercado Livre de Energia? Nele, as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores, conseguindo assim ofertas mais vantajosas. 

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Troca de fornecedor: como fazê-la sem impactar os negócios?

Homem assinando contrato

Toda empresa precisa de parceiros para manter o negócio em funcionamento. Contudo, em dado momento, é necessário fazer a troca de fornecedor por diversos motivos, seja por custo-benefício, prazo de entrega ou alinhamento entre as companhias, por exemplo.

É justamente sobre esse assunto que trataremos neste artigo. Continue lendo!

Quando realizar a troca de fornecedor?

É normal permanecer com os mesmos fornecedores por muitos anos, mas, algumas vezes, essa ação pode impedir a empresa de identificar oportunidades tanto para otimizar custos, quanto para adquirir insumos ou serviços de melhor qualidade. 

Por isso, é importante ter atenção a alguns momentos-chave para fazer a troca de fornecedor. Veja quais são eles:

  • descumprimento de prazos; 
  • aumento excessivo de preço;
  • desatualização do produto ou serviço; 
  • análise de concorrentes com melhor custo-benefício.

Descumprimento de prazos

Cumprir os prazos previamente estabelecidos em contrato é um requisito mínimo para manter uma relação com um fornecedor. A partir do momento em que as datas acordadas não são respeitadas, acende um alerta a respeito daquele parceiro.

Aumento excessivo de preço

Faz parte das práticas do mercado atualizar os preços de produtos e serviços para acompanhar a inflação. Porém, quando feita de maneira excessiva e sem aviso prévio, essa prática pode impactar negativamente o seu negócio e o seu fluxo de caixa.

Desatualização do produto ou serviço

Após anos com o mesmo fornecedor, você começa a perceber que seus produtos ou prestação de serviços estão desatualizados em relação aos concorrentes? Mais um sinal para avaliar se aquele parceiro continua fazendo sentido para o seu negócio. 

Análise de concorrentes com melhor custo-benefício

Ao fazer uma pesquisa de mercado e descobrir concorrentes com um melhor custo-benefício, pondere sobre a troca de fornecedor para ter acesso a insumos de mais qualidade para a sua empresa.

Como fazer a troca de fornecedor sem afetar o funcionamento da empresa?

Após identificar que existe de fato a necessidade de realizar a troca de fornecedor, pode ser que surja a dúvida sobre como fazer isso sem impactar o andamento dos negócios. 

A boa notícia é que, seguindo alguns passos básicos, é possível fazer a transição gradualmente e sem atritos entre as partes.

Continue lendo e veja como. 

Planeje-se para a troca de fornecedor

O primeiro passo para fazer mudanças de parceiros do negócio é estruturar um planejamento com antecedência. Isso é válido tanto para a sua empresa estar apta à troca quanto para o fornecedor não ser pego desprevenido. 

Além, é claro, do fato de que alguns contratos podem prever um prazo mínimo de aviso antes do encerramento do trabalho. 

Então, comece a se estruturar para o processo alguns meses antes, pois assim você terá tempo hábil para lidar com qualquer contratempo sem prejudicar o seu negócio. 

Pesquise, pesquise, pesquise

A etapa de pesquisa é determinante para garantir uma troca de fornecedor de sucesso, especialmente considerando aqueles parceiros imprescindíveis para o funcionamento do seu negócio. 

Dedique uma parte considerável do seu tempo para fazer uma lista de potenciais fornecedores, veja os diferenciais de cada um, compare preços, custo-benefício, prazos de entrega, cláusulas sobre quebra de contrato e suas garantias ao longo da parceria. 

Teste o produto ou serviço antes de fechar o negócio

É um tanto arriscado contratar um fornecedor sem saber exatamente como seu produto ou serviço funciona na prática. Verifique com as empresas da sua pesquisa se elas oferecem um período de “testes” ou se o contrato prevê o cancelamento da contratação em caso de insatisfação em um prazo específico.

O importante é ter a oportunidade de comparar os trabalhos de diferentes parceiros para decidir qual faz mais sentido para o seu negócio considerando as necessidades, demandas e prazos da sua empresa.

Faça um alinhamento com os colaboradores impactados pela mudança

Após escolher o novo fornecedor, faça um alinhamento com os colaboradores que passarão pela mudança. Explique como o processo vai acontecer, o que será feito de diferente, quando o contrato começa a valer, enfim, todos os detalhes da nova dinâmica. 

Esse passo deve ser realizado com antecedência, assim todos estarão preparados para a troca e não serão impactados negativamente de nenhuma forma.

Defina as datas de encerramento e início dos contratos

As datas podem ser um ponto crítico na troca de fornecedor, então defina com atenção o término do contrato antigo e o início do novo para não ficar descoberto nenhum dia. 

Talvez até valha ter um período de “sobreposição” apenas para garantir que não faltará o insumo que você precisa, mesmo que isso signifique estocar o produto. No caso de prestação de serviços, o ideal é o contrato novo iniciar assim que o antigo terminar. 

Por segurança, considere ter um plano de ação para uma possível janela sem fornecedor.

Já considerou trocar seu fornecedor de energia elétrica?

Uma pesquisa feita pelo Ibope e pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostra que 80% dos entrevistados gostariam de ter a oportunidade de escolher seu fornecedor de energia elétrica

Isso é possível no Mercado Livre de Energia, modelo defendido pela própria Abraceel, pois garante maior competitividade ao setor. Para fazer a migração, é preciso atender a alguns requisitos mínimos, como fazer parte da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e se enquadrar nas especificações abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Isso é válido para consumidores com o mesmo CNPJ e alocados no mesmo submercado ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Saiba mais sobre como mudar de fornecedor de energia elétrica no Brasil.

Também temos um e-book gratuito explicando o passo a passo dos processos necessários para a migração para o Mercado Livre de Energia. Baixe agora mesmo. 

Aproveite e confira no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia:

Ficou interessado? A Esfera Energia é uma empresa especializada em gestão de energia no Mercado Livre.

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É possível a redução dos Encargos de Serviços do Sistemas (ESS)?

Cada fonte de geração de energia possui suas vantagens e desvantagens, assim como umas podem ser complementares às outras em caso de escassez. 

Diante disso, os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) atuam para garantir o equilíbrio de cargas e o suprimento de energia do  Sistema Interligado Nacional (SIN), além de seu bom funcionamento.

Com a crise hídrica que afetou o país neste ano, os consumidores livres tiveram um aumento significativo no custo dos Encargos de Serviços do Sistemas (ESS), que no último mês de outubro chegou ao maior valor do encargo desde que se tem registro (2013).

Mas será que o custo com este encargo continuará subindo ou têm previsão para reduzir? Confira no texto!

O que são os Encargos de Serviços do Sistema?

Antes de tudo é importante entender que os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS) são a soma dos custos que não estavam previstos inicialmente nas operações de energia. 

São os custos adicionais de segurança do sistema para que seja suprido o atendimento da demanda de energia e reduzir as chances de ocorrer problemas energéticos.

Por que o ESS é cobrado?

Os níveis dos reservatórios diminuem em períodos com poucas chuvas e podem chegar ao ponto em que os níveis não são suficientes para garantir a geração de energia para o atendimento ao consumo. Somado a isso, se as previsões de chuvas continuam baixas, os reservatórios não conseguem se recuperar para chegar em níveis mais confortáveis para o restante do ano.

Para aliviar esse efeito e garantir a segurança energética do país, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) em conjunto com o Operador Nacional do Sistema (ONS) decide despachar as usinas térmicas no lugar das hidrelétricas com a intenção de suprir as demandas necessárias e poupar água dos reservatórios.

Desse modo, pode se fazer necessário acionar termelétricas  fora da ordem de mérito (GFOM),ou seja, usinas não despachadas pelos modelos de operação do sistema, onde o custo é bem elevado em comparação às hidrelétricas e por isso se faz necessária a cobrança do ESS, com o objetivo de suprir os custos de operações que não estavam previstas no sistema.

Entenda mais sobre os Encargos de Serviços do Sistema (ESS).

Porque o ESS subiu tanto?

Mesmo com a crise hídrica do país, o mês de outubro apresentou um cenário diferente, com a sinalização de redução dos preços por conta da melhora das chuvas nas principais bacias do Sudeste/Centro-Oeste.

Porém, mesmo com essa redução o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) optou por manter o despacho total disponível das usinas que estão fora da ordem de mérito (GFOM) para garantir a segurança energética do país. 

Em paralelo a esta decisão, devido a melhora nas chuvas, o PLD apresentou uma redução significativa do custo, o que trouxe preocupações de como essa energia gerada pelas usinas do GFOM seriam remuneradas, uma vez que isso acontece de duas maneiras: através do PLD ou através de Encargos de Serviços do Sistema (ESS), quando o PLD não for suficiente para cobrir o Custo Variável Unitário (CVU) da usina. 

Dessa forma, com a manutenção do despacho termelétrico praticamente na sua disponibilidade máxima e com a redução do valor do PLD, o valor dos Encargos de Serviços do Sistema disparou.

É possível reduzir o ESS atualmente?

No início do mês de novembro o Operador Nacional do Sistema (ONS) propôs ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a redução gradativa do despacho das usinas fora da ordem de mérito (GFOM) com o objetivo de reduzir o custo de operação do sistema elétrico. 

Essa decisão foi pensada devido às chuvas ocasionadas nos meses de outubro e novembro, consequentemente, com a melhora no nível dos reservatórios, e também com o início do período úmido esperado para os meses de dezembro e janeiro.

Além das questões acima, a medida foi proposta depois do fim da Câmara de Regras Excepcionais de Geração Hidroenergética (CREG), divulgada no dia 5 de novembro, causada pelo fim da vigência da Medida Provisória 1.055/2021, que tratava da crise hídrica.

Neste cenário é possível que o aumento devido ao custo do acionamento das usinas térmicas fora da ordem de mérito (GFOM) seja reduzido, tanto para os consumidores livres quanto para os consumidores cativos. 

Nas contas de luz dos consumidores cativos essa cobrança é representada pelas bandeiras tarifárias e também incluída nos processos de reajuste e revisão tarifárias, já para os consumidores livres a cobrança é feita proporcionalmente ao seu consumo, frente ao consumo total do sistema, e cobrada como Encargos de Serviço do Sistema (ESS), que é calculado mensalmente nas contabilizações da CCEE.

Ainda não é possível prever o impacto diretamente no ESS, mas com a aprovação desta medida, os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) poderão ter uma redução significativa para os consumidores livres.

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Aconteceu em Novembro: A queda de preços no Mercado Livre e o consumo estimado para o próximo planejamento.

Em novembro, vimos os preços de energia caírem abruptamente puxados pela melhora das chuvas das regiões Sudeste e Norte do país. 

Além disso, tivemos a publicação da expectativa anual de carga para o próximo ciclo de planejamento da operação do sistema de energia elétrica. 

Confira abaixo as análises de nossos especialistas.

Planejamento Anual da Operação Energética

No último dia 30/11 foi publicada a Previsão de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética do ciclo 2022-2026, também chamada de PLAN 22-26. 

Nela, baseado em premissas macroeconômicas como a redução da expectativa de PIB para os próximos anos, o aumento da taxa de juros e do grau de incerteza fiscal, o Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) optaram pela publicação de uma carga mais baixa para os próximos anos. Veja abaixo os números publicados:

Fonte: CCEE

De fato, a redução já era esperada pela maior parte do mercado. No entanto, a grande maioria acreditava que a redução fosse maior, baseado na carga realizada nos meses de outubro e novembro, que foram mais de 2 GWm inferiores à programação da operação. 

Acompanhamento da Carga

Em termos gerais, o consumo de energia no mês de novembro se apresentou abaixo do esperado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). 

Além dos feriados dos dias 02/11 e 15/11, a carga veio mais baixa por conta de frentes frias associadas às chuvas que ocorreram dentro do mês, principalmente na região litorânea da região Sudeste.

Acompanhamento do PLD

O mês de novembro apresentou o PLD abaixo de R$100/MWh com os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte acoplados durante todo o período, fechando o mês em R$ 88,10/MWh. 

Já o Nordeste apresentou desacoplamento para baixo em relação aos demais submercados em algumas horas durante o mês, fechando um pouco mais baixo em R$ 88,07/MWh.

Sendo assim, com a manutenção de patamares mais baixos quando comparado ao mês anterior, notamos também uma volatilidade inferior, como mostram os gráficos abaixo.

A redução de PLD no mês de novembro aconteceu após uma consolidação das chuvas que se iniciaram no mês de outubro.

Apesar dos reservatórios da região Sudeste\Centro Oeste ainda apresentarem níveis baixos, os modelos de precificação de energia respondem muito rápido à variação da expectativa de chuvas, fazendo com que o PLD caísse inesperadamente.

Além disso, produtos de energia de correlação elevada ao PLD, tais como os produtos A+1 e A+2, também apresentaram uma redução significativa nas últimas semanas.

Com uma das piores crises hídricas da história ocorrendo em 2021, a energia convencional para 2022, que hoje é negociada na casa dos R$235/MWh, chegou a superar o patamar de R$350/MWh, enquanto o produto 2023, hoje em cerca de R$215/MWh, se aproximou dos R$250/MWh no mês de setembro, inviabilizando grande parte das migrações e contratações de energia.

Já os  produtos com entregas mais distantes, como 2024 e 2025, vêm apresentando uma maior resiliência à redução, ainda permanecendo em patamares mais elevados.

Ao que tudo indica, é possível que devido a alta de preços da crise hídrica, tais produtos tiveram suas mudanças de maturidade antecipadas, ao passo que hoje os preços de energia para 2024 e 2025 já se comportem de maneira similar aos produtos A+2 e A+3, respectivamente.

Acompanhamento dos reservatórios

Os reservatórios equivalentes ao  submercado Sudeste/Centro-Oeste fecharam o mês em 19,7% da sua capacidade máxima, sendo o segundo mês de replecionamento dos reservatórios desde o mês de abril. 

Ainda assim, os níveis de reservatórios não são confortáveis e se apresentam próximos do mínimo histórico dos últimos 25 anos e do volume mínimo operativo do subsistema Sudeste/Centro Oeste.

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Como fazer um orçamento anual da empresa? Veja dicas

Homem escrevendo no computador

Planejar o orçamento anual da empresa é uma etapa fundamental para garantir a saúde do negócio e tomar decisões mais assertivas no próximo ano. Normalmente, isso é feito no final do ano, de modo que é possível analisar os dados anteriores e usá-los como referência durante o planejamento do orçamento empresarial.

Porém, qual é o melhor caminho a seguir e como fazer isso para a empresa crescer? Te ajudaremos com essas informações ao longo deste artigo.

Continue lendo!

O que é orçamento anual de uma empresa?

O orçamento anual da empresa é um “mapa” de todas as receitas e gastos de uma companhia ao longo de um ano inteiro. O documento pode ser feito de inúmeras formas, por isso é essencial que ele esteja alinhado à estratégia e às metas do negócio.

Uma possibilidade é separar o orçamento em trimestres, por exemplo, para analisar com mais profundidade como será o fluxo do caixa da instituição em períodos específicos. Afinal, é natural que as despesas e entradas de dinheiro oscilem ao longo de um ano.

Inclusive, esse é um dos pontos que mostra a importância de uma empresa ter um planejamento financeiro anual. Explicaremos isso em mais detalhes a seguir.

Qual a importância de fazer um planejamento financeiro anual?

O orçamento anual da empresa traz uma série de benefícios para a companhia, sendo alguns deles:

  • visão 360º sobre a saúde financeira do negócio;
  • maior controle das receitas e despesas;
  • definição de melhores estratégias para otimizar ganhos e reduzir gastos;
  • metas mais alinhadas ao que a empresa realmente pode alcançar.

Visão 360º sobre a saúde financeira do negócio

Ao longo do ano, diversos fatores podem influenciar o fluxo financeiro de uma empresa, de modo que decisões precisam ser tomadas “abruptamente” para manter o caixa positivo. 

Entretanto, caso não haja uma visão holística de todo o cenário das finanças do negócio, alguns caminhos podem levar a uma bola de neve de problemas, um cenário mais difícil de reverter. Assim, com o orçamento anual é possível antever o que acontecerá nos próximos meses e analisar o todo, e não apenas períodos específicos.

Maior controle das receitas e despesas

Uma empresa que não tem clareza como o dinheiro está entrando e como ele está saindo pode estar fadada ao fracasso. Desse modo, o planejamento financeiro empresarial anual permite manter controle total sobre as receitas e despesas da instituição, desde que seja atualizado constantemente. 

Inclusive, esse é um ponto crucial: é preciso ir além do planejamento e de fato utilizá-lo e acompanhá-lo ao longo do ano. Caso contrário, o esforço para construir tal orçamento terá sido em vão, não é mesmo? 

Leia também: Gestão de fornecedores: entenda a importância e como fazer

Definição de melhores estratégias para otimizar ganhos e reduzir gastos

Outro benefício do orçamento anual da empresa é a possibilidade de definir melhores planos de ação para gerar mais receitas e diminuir as despesas. Isso é possível por conta da visão sobre as entradas de dinheiro e os gargalos de gastos. 

Com o planejamento financeiro em mãos, as estratégias definidas têm mais embasamento e, por consequência, tendem a ter mais sucesso quando colocadas em prática.

Metas mais alinhadas ao que a empresa realmente pode alcançar

Um dos grandes desafios das empresas é definir metas que sejam desafiadoras o suficiente, mas também factíveis. E mais: elas devem estar alinhadas ao que o negócio necessita para manter suas operações e ainda gerar lucro mês a mês.

Desse modo, o orçamento anual pode fazer muita diferença, visto que é um “raio X” do cenário financeiro da instituição e mostra quais são os valores reais que precisam ser alcançados para o negócio ficar no azul e sobrar dinheiro para fazê-lo crescer.

Quando e como fazer o orçamento anual da empresa?

O momento mais recomendável para fazer o planejamento e orçamento empresarial é no final do ano anterior. Nessa época do ano, já é possível coletar dados sobre o período que passou e definir os próximos passos para o ano seguinte. 

Além disso, vale ter em mente que o ideal é já ter um plano pronto em janeiro, justamente para começar o ano com os números devidamente traçados. Empresas que deixam para fazer o planejamento apenas no ano seguinte tendem a ficar “atrasadas” e trabalhar às cegas durante o primeiro trimestre.

E como fazer um orçamento anual de uma empresa? Tenha em mente os benefícios mostrados no tópico anterior, assim como as dicas abaixo:

  • faça uma análise crítica do negócio;
  • liste todas as possibilidades de entrada de dinheiro e gastos previstos;
  • separe o documento por períodos e áreas;
  • revise o planejamento periodicamente. 

Explicaremos cada um dos pontos a seguir.

Faça uma análise crítica do negócio

O primeiro passo do orçamento anual da empresa é fazer um diagnóstico e analisar criticamente os números anteriores. O último ano é importante, mas vale também entender o panorama dos três a cinco anos passados. 

Essa etapa te dará mais clareza sobre qual é a realidade da sua empresa, quais são os caminhos possíveis para alcançar melhores resultados e o que ainda precisa melhorar.

Liste todas as possibilidades de entrada de dinheiro e gastos previstos

Dedique um tempo a mais para essa listagem, pois, quanto mais completo o planejamento, mais fácil será definir planos de ação para o negócio. Então, liste como sua empresa ganha dinheiro, investimentos, despesas fixas e variáveis, empréstimos, enfim, absolutamente tudo que afeta o caixa.

Aproveite e confira 7 ideias de redução de custos na indústria.

Separe o documento por períodos e áreas

Um orçamento anual de uma empresa pode se tornar um documento complexo, dependendo do tamanho da companhia. Por isso, vale segmentar o planejamento em períodos (como bimestres ou trimestres) e também por áreas. 

Isso permitirá atribuir responsáveis por determinados indicadores, bem como analisar e comparar números em intervalos específicos (por exemplo, 1º trimestre de 2021 vs. 1º trimestre de 2020). 

Revise o planejamento periodicamente

Ter um planejamento financeiro empresarial feito não significa que ele se manterá fixo ao longo do ano seguinte. É necessário que revisões sejam feitas com recorrência para readequar os números à realidade vigente

Uma dica é fazer as atualizações mantendo os números originais como referência, pois assim é possível comparar o que mudou em relação ao planejamento inicial.

Quer ir além e reduzir os gastos com a conta de luz?

Ao fazer o orçamento anual da empresa, você verá que os gastos com energia elétrica representam uma parcela significativa das despesas. Por isso, vale considerar alternativas para reduzir esse custo, como migrar para o Mercado Livre de Energia.

Nele é possível alcançar até 35% de economia, assim como há uma maior previsibilidade orçamentária, pois os valores negociados são válidos ao longo de todo o período de contratação, assim como não há a incidência das bandeiras tarifárias.

Confira no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia:

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