O que é e como funciona o MRE (Mecanismo de Realocação de Energia)?

Entenda o que é e como funciona o MRE (Mecanismo de Realocação de Energia)

Entender o funcionamento do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) é importante pois ele está diretamente relacionado à operação das usinas hidrelétricas no Brasil, garantindo que todas as regiões tenham energia suficiente para suprir suas respectivas demandas. 

Além disso, por meio do MRE é possível contornar os riscos relativos aos períodos de seca, de modo que todo o sistema permaneça abastecido e equilibrado. 

Explicaremos todos os detalhes sobre o assunto a seguir, continue lendo!

O que é MRE e como funciona?

MRE é a sigla para Mecanismo de Realocação de Energia, o qual contempla as usinas hidrelétricas que estão sujeitas ao despacho centralizado do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) não são obrigadas a participar, mas têm essa opção.

Basicamente, o propósito do MRE é distribuir, contabilmente, a energia total gerada no mecanismo entre todas as usinas participantes, tendo ela gerado ou não, visando o uso ótimo da água no Sistema Interligado Nacional (SIN), mitigando assim o risco de um déficit de energia.

Para que serve o Mecanismo de Realocação de Energia?

O MRE serve para “equilibrar” a produção energética do país e garantir que todas as regiões tenham a energia necessária, especialmente em períodos de seca. 

Considerando que o Brasil tem uma grande extensão territorial, alguns locais são mais abundantes em recursos hídricos, enquanto outros são mais carentes.

Dessa forma, quando uma usina produz mais do que o necessário, é possível realocar a energia para as regiões em que a geração de energia foi abaixo do que estava previsto.

Além disso, esse sistema também é utilizado para fazer um melhor uso da água no país, já que a otimização pode ocorrer em usinas que estão em um mesmo rio.

Como o aproveitamento não é o mesmo ao longo de sua extensão, o MRE torna possível um ganho do aproveitamento por meio do despacho centralizado feito pelo ONS.

Como funciona o despacho de energia centralizado?

O despacho de energia centralizado ocorre por meio do ONS e é um conjunto de ações que ocorrem para garantir a operação de todo o sistema energético do país de acordo com os critérios que foram acordados para cada usina, de modo que toda a demanda seja suprida.

A definição resumida da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é a “energia gerada por uma ou mais usinas do sistema, alocada pelo órgão de coordenação da geração.”

Assim, é papel do ONS controlar toda a operação das linhas de transmissão de alta tensão, subestações e equipamentos, bem como a programação de todas as transações de energia elétrica com outros sistemas. 

Como o sistema energético no Brasil conta com diferentes tipos de geração de energia, é imprescindível ter um planejamento e uma programação bem definidos para garantir que todo o sistema opere com o melhor aproveitamento e com o menor custo possível. 

É por isso que o ONS define a programação da operação correspondente ao despacho das usinas responsáveis pelo gerenciamento da demanda de energia do país. 

Isso é possível pois os geradores devem informar previamente o volume de energia que irão produzir e qual será o preço. Em seguida, o operador do sistema consegue definir qual será a oferta e a demanda do período, para então determinar quais usinas devem ser despachadas. 

Vale acrescentar que aqui, como estamos tratando de usinas hidrelétricas, o despacho é centralizado, diferentemente das usinas eólicas e solares, por exemplo, que têm um despacho descentralizado.

Qual a relação entre o MRE e o GSF?

A “sopa de letrinhas” do mercado de energia às vezes pode confundir, então vamos explicar também porque o GSF aparece relacionado ao MRE. 

GSF é a sigla para Generation Scaling Factor, o qual é calculado todos os meses e é a razão entre o volume de energia gerado pelas usinas no MRE e o total de Garantia Física (geração mínima atribuída a cada usina para suprir a carga de todo o sistema) de tais usinas.

Em períodos em que o GSF está baixo, os geradores podem ficar expostos ao Mercado de Curto Prazo (MCP), no qual são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e o volume que realmente foi gerado ou consumido. O preço é determinado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), referência de valores no Mercado Livre de Energia.

Conheça todas as informações a respeito do Mercado Livre de Energia no nosso e-book gratuito sobre o assunto.

Essa exposição se deve ao fato de que eles precisam honrar com seus contratos de venda, então é necessário comprar mais energia para suprir a demanda acordada. Com o surgimento do Mecanismo de Realocação de Energia, a proposta é compartilhar o “risco hidrológico” entre todas as usinas do SIN.

Dessa forma, caso alguma usina forneça menos energia do que estabelecido em sua Garantia Física, todo o sistema precisa absorver igualmente o déficit. Isso acontece justamente por conta da aplicação do GSF sobre a Garantia Física de todas as usinas participantes da rede.

Porém, algumas usinas começaram a entrar com ações judiciais para não ter que arcar com esses custos, os quais são considerados inadimplências na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Diante desse cenário, em 2020 o governo aprovou um Projeto de Lei para resolver alguns pontos relacionados ao GSF e aqui explicamos os detalhes sobre isso.

Como fazer uma melhor gestão da energia da sua usina?

Agora que você já entendeu o que é o MRE e como ele funciona para “balancear” as operações no país, é importante fazer uma gestão adequada da energia produzida para estar preparado para os mais diferentes cenários.

Para isso você pode contar com a Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Com a Esfera você tem mais inteligência para identificar o melhor momento e preço de venda, conta com uma equipe preparada para resolver suas preocupações regulatórias, tem acesso a compradores diversos para você conseguir vender com liquidez e muito mais.

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Despacho centralizado: entenda como o ONS coordena a geração das usinas

despacho centralizado

O sistema de energia elétrica do Brasil é formado por centenas de usinas espalhadas pelo país e controladas por diferentes proprietários. Para garantir a confiabilidade e a viabilidade econômica do fornecimento, a coordenação das operações do Sistema Interligado Nacional (SIN) é realizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) por meio do despacho centralizado.

Criado em 1998, o ONS controla a geração e a transmissão das usinas de diferentes tipos de geração de energia que fazem parte do SIN, mas vai além. O Operador Nacional também cuida do planejamento da operação de sistemas isolados do país, tudo sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O escopo de atuação do ONS não se restringe ao SIN porque muitas usinas não se enquadram nos critérios para fazer parte do sistema e operam por meio de um tipo diferente de despacho de geração: o descentralizado.

Mas, afinal, qual a diferença entre despacho centralizado e descentralizado? Como cada um deles funciona e como o ONS coordena a geração das usinas do país? Confira a resposta para essas e outras perguntas logo abaixo!

As diferenças entre despacho centralizado e descentralizado

Antes de falar sobre os dois tipos de despacho, recomendamos que você assista ao vídeo abaixo para entender o papel do ONS no abastecimento energético de lares e indústrias:

Agora que você já sabe como as operações do SIN são coordenadas para atender a demanda de energia de todo o país, é hora de responder algumas perguntas. Começando pela mais básica…

O que é despacho de geração?

Na definição da Aneel, despacho de geração é a energia gerada por uma ou mais usinas do sistema, alocada pelo órgão de coordenação da geração. O tipo de usina vai determinar a modalidade de despacho e também quais procedimentos devem ser executados junto ao ONS.

O que é despacho centralizado?

Despacho centralizado é o conjunto de instruções e ações de coordenação e controle de um sistema elétrico integrado, que envolvem tanto o planejamento como a operação em tempo real e a pós-operação. Na prática, é a forma como o ONS define a programação de geração de cada uma das usinas do SIN.

A grande maioria dos despachos de usinas no Brasil são centralizados. Nessa modalidade, as unidades geradoras informam quanta energia querem produzir e a qual preço para que o ONS determine as curvas de oferta e de demanda.

Essas curvas são analisadas e cruzadas para que seja encontrado um ponto de equilíbrio. É nesse momento que o ONS faz o despacho de usinas cujas ofertas de preço são menores ou iguais a esse ponto.

Vale ressaltar que nem toda unidade geradora opera dessa forma. Segundo o ONS, o despacho centralizado é a modalidade de operação das usinas tipo I, no qual se enquadram:

  • Usinas conectadas na rede básica, independente da potência injetada no SIN e da natureza da fonte primária;
  • Usinas ou conjunto de usinas conectadas fora da rede básica que impactam a segurança da rede de operação;
  • Usinas cuja operação hidráulica possa afetar a operação de usinas existentes programadas e despachadas centralizadamente.

Como funciona o despacho de energia centralizado?

O objetivo da centralização das operações pelo ONS é atender a demanda de todo o Brasil através do despacho de usinas. Para entender seu funcionamento, nada melhor do que recorrer a um exemplo prático.

No último dia 13 de março, o ONS informou que efetivou o despacho de mais usinas termelétricas em janeiro devido à escassez de chuva entre o final de 2020 e o início de 2021. Quando chove pouco, diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte energética do país.

Nesse cenário, o governo precisa poupar a água desses reservatórios e reduzir a produção das hidrelétricas. Para evitar que ocorra um déficit de energia, ou seja, um desequilíbrio entre a oferta e a demanda, o ONS é obrigado a acionar mais as termelétricas.

Outros exemplos do funcionamento do despacho centralizado podem ser encontrados em atividades mais corriqueiras. Pense, por exemplo, na operação diária das hidrelétricas.

A capacidade de produção de uma usina que não esteja na cabeceira da cascata depende do uso da água tanto por parte de outras usinas quanto por usuários de outros setores. Isso significa que, se a usina A produzir mais energia do que deveria, vai diminuir a disponibilidade de água para a usina B.

E é aí que entra mais uma vez o despacho centralizado: para evitar a “disputa pela água” e garantir um abastecimento integrado e equânime de todo o território.

O que é despacho descentralizado?

O despacho descentralizado é a modalidade seguida por usinas que, por conta de seu impacto limitado na geração do Sistema Interligado Nacional, não têm suas operações coordenadas pelo ONS. São dois os tipos de usina que se enquadram nesta categoria.

Um deles é formado pelas unidades de tipo II, que têm a programação centralizada, mas não o despacho, e que incluem:

  • Usinas ou conjunto de usinas não classificadas como tipo I com injeção líquida superior a 30MW (no caso de centrais térmicas, incluindo biomassa e centrais hidráulicas) e 20MW (no caso de centrais eólicas) para as quais se identifica a necessidade de informações para possibilitar sua representação individualizada nos processos de planejamento e programação da operação e pós-operação;

  • Usinas Térmicas – UTEs não classificadas como tipo I, com potência líquida injetada inferior a 30 MW e que têm Custo Variável Unitário – CVU declarado.

    O despacho descentralizado também é o modelo adotado pelas usinas de tipo III, cuja programação também não é centralizada e engloba todas unidades não classificadas nas modalidades I e II.

Como funciona o despacho de energia descentralizado?

Embora não tenham suas operações coordenadas pelo ONS, as usinas que funcionam por meio de despacho descentralizado também precisam cumprir algumas obrigações. Entre as responsabilidades das unidades de tipo II, podemos destacar:

  • Participar dos processos voltados a: ampliações e reforços, planejamento e programação da operação;
  • Ter a programação da operação centralizada e estabelecida pelo ONS quando necessário para atender condições operativas específicas.

    Já as unidades de tipo III, caso tenha relacionamento com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), precisam:

  • Estabelecer as responsabilidades, as sistemáticas e os prazos para a elaboração e aprovação de projeto, montagem e comissionamento do SMF (Sistema de Medição para Faturamento), para a manutenção e inspeção desse sistema, para a leitura dos medidores e para certificação de padrões de trabalho.

Por essas razões, seja o despacho centralizado ou descentralizado, é importante contar com o apoio de uma boa consultoria para auxiliar sua empresa em todos os processos operacionais e regulatórios. E isso vale também para aquelas que integram ou querem migrar para o Mercado Livre de Energia.

A equipe da Esfera Energia monitora todas as atividades regulatórias, como audiências públicas, reajustes tarifários, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis. É dessa forma que ela consegue potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de seus clientes.

Se você ficou interessado em saber mais sobre como podemos ajudar sua empresa, fale agora mesmo com um especialista da Esfera!

Entenda o que é tarifa de energia elétrica e o que mais é cobrado na conta de luz

tarifas de energia elétrica

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope e pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), 84% dos brasileiros consideram a conta de luz cara ou muito cara. Embora a insatisfação seja justificável, é fundamental ressaltar que a tarifa de energia elétrica é apenas um dos elementos que compõem o preço final que desembolsamos todos os meses.

Para se ter uma ideia, um estudo do Instituto Acende Brasil e da PwC indica que o peso dos tributos e encargos já representa 47,3% do valor total da conta de luz. A carga está concentrada principalmente em impostos como ICMS, PIS e Cofins, que não fazem parte da tarifa e respondem por 36,5% desses 47,3% apurados.

Mas, afinal, quais são os fatores que compõem a tarifa de energia elétrica? Como ela é calculada e de quem é a responsabilidade de fazer esse cálculo? Quais são os estados brasileiros que pagam mais?

Encontre as respostas para estas e outras perguntas logo abaixo. Ao final do texto, também mostraremos porque o Mercado Livre de Energia é uma ótima opção para quem quer fugir das tarifas cada vez mais caras.

O que é tarifa de energia elétrica?

Tarifa de energia elétrica é a composição dos valores de investimentos e operações técnicas realizadas durante os processos de geração, transporte (transmissão e distribuição) e comercialização. Ela não representa o valor total da conta de luz, uma vez que ainda são adicionados encargos para custear a aplicação de políticas públicas.

De acordo com a Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, o sistema de tarifação de energia é uma competência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ou seja, é a agência que define e detalha os valores que são divulgados mensalmente nas contas que recebemos em nossas casas e empresas.

Ao definir o valor da tarifa, a Aneel deve assegurar que este será suficiente para cumprir os seguintes objetivos:

  • Garantia do fornecimento de energia;
  • Cobertura dos custos operacionais dos prestadores de serviços;
  • Remuneração dos investimentos para expandir a capacidade;
  • Qualidade do atendimento.

Como funciona a tarifa de energia elétrica?

Para calcular as tarifas de energia elétrica no Brasil, a Aneel considera três custos distintos: geração de energia, transporte de energia, encargos e tributos.

Em relação à geração, o valor da energia adquirida pelas distribuidoras das geradoras é determinado nos leilões de energia, nos quais os responsáveis pelo fornecimento competem para atender à demanda. Estes leilões são realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com delegação da ANEEL.

Já os custos do transporte da energia são divididos em dois segmentos: transmissão e distribuição. Primeiro, a transmissão entrega a energia para a distribuidora e, em seguida, a distribuidora leva a eletricidade ao consumidor final.

Por sua vez, os encargos setoriais, assim como os tributos, são instituídos por lei, e não pela Aneel. Eles incidem tanto sobre a geração como sobre a transmissão e distribuição.

Outro fator que influencia o cálculo é o sistema de bandeiras tarifárias, cujo objetivo é equilibrar os custos das distribuidoras com a aquisição de energia e o preço é repassado aos consumidores. As bandeiras passaram a valer em 2015 para todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), exceto em Roraima, que não faz parte dele.

Com as cores dos semáforos (verde, amarelo e vermelho), as bandeiras sinalizam se o consumidor terá ou não acréscimos na conta de luz. O valor pode oscilar mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade do uso de termelétricas, acionadas quando o volume das chuvas está baixo.

Confira no gráfico abaixo como as bandeiras podem influenciar no valor da sua conta de luz:

tarifas de energia elétrica

O que pode ser cobrado na conta de luz?

Embora não sejam regulados pela Aneel, os encargos e tributos também constam na conta de luz junto com as tarifas de energia elétrica. Cobrados pelos governos federal, estadual e municipal, eles são repassados pelas distribuidoras diretamente aos cofres públicos.

Os encargos setoriais são custos não gerenciáveis das distribuidoras que são repassados aos consumidores para garantir o equilíbrio econômico-financeiro. São eles:

  • Conta de Desenvolvimento Energético (CDE);
  • Programa de Incentivo à Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA);
  • Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH);
  • Encargos de Serviços do Sistema (ESS) e de Energia de Reserva (EER);
  • Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE);
  • Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Programa de Eficiência Energética (PEE);
  • Contribuição ao Operador Nacional do Sistema (ONS).

    Já os impostos obrigatórios são:

  • PIS – Programa de Integração Social;
  • COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
  • ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços;
  • CIP – Contribuição de Iluminação Pública.

Os três primeiros estão embutidos nos preços de bens e serviços e, além da conta de luz, também estão presentes nas faturas de água e telefone. Por sua vez, a CIP é cobrada para a manutenção de postes e lâmpadas da sua cidade.

Saiba mais sobre os encargos e tributos presentes na sua conta de luz assistindo ao vídeo abaixo, produzido pela Aneel:

Ranking das tarifas de energia elétrica no Brasil

Agora que você entendeu o sistema de tarifação de energia e o que mais pode ser cobrado na conta de luz, é hora conferir o ranking das tarifas de energia elétrica no Brasil. Os valores abaixo, vigentes no final de março de 2021, são a média por estado em R$/kWh (reais por quilowatt-hora):

  1. Pará – 0,703
  2. Rio de Janeiro – 0,702
  3. Amazonas – 0,693
  4. Tocantins – 0,647
  5. Mato Grosso do Sul – 0,645
  6. Mato Grosso – 0,636
  7. Maranhão – 0,628
  8. Minas Gerais – 0,618
  9. Alagoas – 0,583
  10. Acre – 0,582
  11. Piauí – 0,582
  12. Bahia – 0,577
  13. Roraima – 0,575
  14. Pernambuco – 0,574
  15. Rio Grande do Sul – 0,574
  16. Espírito Santo – 0,559
  17. Paraíba – 0,556
  18. Goiás – 0,548
  19. Ceará – 0,546
  20. Sergipe – 0,545
  21. São Paulo – 0,542
  22. Rio Grande do Norte – 0,519
  23. Distrito Federal – 0,515
  24. Rondônia – 0,514
  25. Paraná – 0,514
  26. Santa Catarina – 0,509
  27. Amapá – 0,505

Vale lembrar que os valores acima não contemplam tributos e outros elementos que fazem parte da conta de luz, como as bandeiras tarifárias. A exceção é o estado do Rio de Janeiro, onde, por conta de legislação estadual, o efeito da substituição tributária do ICMS é aplicado na tarifa.

Tarifas de energia elétrica no Mercado Livre

Se você concorda com a maioria dos brasileiros e acha a tarifa de energia elétrica da sua empresa cara ou muito cara, certamente vai se interessar pela possibilidade de economizar até 35% na conta de luz. Pois saiba que essa é umas das principais vantagens do Mercado Livre de Energia.

No Ambiente de Contratação Regulada (ACR), as tarifas são reguladas pela Aneel e sofrem oscilações de acordo com a bandeira tarifária vigente. Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), o preço, a forma de pagamento e o prazo são acordados entre o consumidor e a geradora ou a comercializadora de energia elétrica.

Além dos menores custos, o Mercado Livre oferece outras vantagens para quem quer mais previsibilidade nos gastos e flexibilidade na contratação. Veja no gráfico abaixo as principais diferenças entre ACR e ACL:

tarifas de energia elétrica

Ficou interessado em fazer parte do Mercado Livre de Energia? A Esfera Energia oferece todo o suporte necessário, desde questões técnicas até trâmites burocráticos, para sua empresa migrar do ACR para o ACL.

Além disso, você também terá acompanhamento no momento da contratação da energia para conseguir uma economia real na conta de luz. Quer saber como? Fale agora mesmo com um especialista da Esfera!

Entenda como a aprovação do PL do Gás criará um novo cenário para o Mercado Livre no setor

pl do gás

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de março o PL do Gás, que prevê a descentralização do mercado e mudanças no marco regulatório do setor. Esta foi a terceira votação do texto, que no dia 08 de abril foi sancionada presidente Jair Bolsonaro.

O projeto de lei havia passado pela Câmara em setembro do ano passado e pelo Senado no último mês de dezembro, quando foram introduzidas algumas emendas. O texto final, no entanto, rejeitou as emendas dos senadores e manteve o que havia sido acordado com a Comissão de Minas e Energia.

A expectativa é que a nova lei aumente a competitividade no setor e barateie os preços, assim como ocorreu com a eletricidade no Mercado Livre de Energia. Porém, antes de nos debruçarmos sobre as oportunidades criadas pelo novo marco do gás, vamos entender como chegamos até aqui.

O que é o PL do Gás?

O PL do Gás é o projeto de lei 4.476 de 2020, popularmente conhecido como nova lei do gás. A proposta, de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP), tramita na Câmara desde 2013.

Para obter mais detalhes sobre cada etapa desses trâmites, confira os seguintes conteúdos disponibilizados pelo site Poder 360:

O texto final prevê medidas para fomentar a indústria de gás natural por meio do incentivo à entrada de empresas privadas no setor. Seu principal foco são mudanças na forma de contratação para quebrar o monopólio da Petrobras.

Vale lembrar que esse monopólio não foi estabelecido por lei e que a própria estatal já começou a adotar medidas para rompê-lo. O PL do Gás, por sua vez, oferece mecanismos para acelerar a transformação do modelo atual do mercado.

Como funciona o mercado do gás atualmente?

De acordo com o boletim mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil produziu 136 milhões de metros cúbicos de gás por dia em janeiro de 2021. A maior parte desse volume é de gás associado, que se encontra dissolvido no petróleo ou sob a forma de uma capa gasosa.

Mais da metade dessa produção é consumida pela indústria, que é seguida no ranking pela geração de energia elétrica e pelo uso como combustível de automóveis. Já o uso residencial e em estabelecimentos comerciais não ultrapassa 5% do consumo total.

Segundo o governo federal, até 2019, além de ser responsável por quase 80% da produção, a Petrobras era sócia de 19 das 27 distribuidoras do país. Dessa forma, a estatal operava quase 100% da infraestrutura e controlava toda a malha de transporte, com participação em todos os dutos.

Esse cenário começou a mudar em 2019, quando a Petrobras vendeu parte das suas ações na BR Distribuidora e ficou com menos de 50%, o que significou a privatização da subsidiária. Em 2020, dando continuidade ao plano de desinvestimento, a estatal aprovou a venda total das ações.

Essas mudanças já bastariam para chacoalhar o mercado do gás no Brasil. Mas, com o envio do projeto de lei 4476 para a sanção presidencial, a perspectiva é de impactos ainda mais significativos.

O que muda com o PL do Gás?

Essas são as principais mudanças previstas no PL do Gás:

  • As empresas detentoras de gasodutos e unidades de processamento serão obrigadas a permitir que agentes privados tenham acesso a essa infraestrutura, uma vez que não faz sentido construir dutos concorrentes para atender a um mesmo mercado;

  • Essa garantia de acesso também inclui os terminais de GNL (gás natural liquefeito);

  • O acesso a esses equipamentos será feito por meio de cobrança e os proprietários terão preferência na utilização;

  • As tarifas de transporte de gás natural serão propostas pelo transportador e aprovadas pela ANP após consulta pública;

  • As empresas de transporte de gás precisarão apenas de autorização da ANP, não sendo mais necessária uma concessão;

  • Empresas de transporte e distribuição não poderão ter participação societária, mesmo que indireta, em empresas que atuam em outros elos da cadeia, como exploração, produção e carregamento;

  • A ANP poderá também promover medidas para obrigar as empresas a ofertar gás natural para estimular a concorrência e classificar dutos como de transporte dentro de condições pré-estabelecidas;

  • A comercialização de gás será feita por meio de contratos registrados na ANP ou em entidades habilitadas, com exceção da venda pelas distribuidoras de gás canalizado aos seus consumidores cativos;

  • O consumidor livre, o autoprodutor ou o autoimportador que não tiverem as necessidades atendidas pela distribuidora poderão construir e implantar instalações e dutos para seu uso específico por meio de contrato que atribua a operação e a manutenção à distribuidora.

PL do Gás e o Mercado Livre

Ao ler os últimos dois pontos do tópico anterior, é provável que você tenha pensado em ACR e ACL, os ambientes de contratação regulada e livre do mercado de energia elétrica. De fato, o PL do gás também faz distinção entre dois tipos de consumidor:

  • Consumidor cativo: é atendido pela distribuidora local de gás canalizado por meio de comercialização e movimentação de gás natural.

  • Consumidor livre: tem a opção de, nos termos da legislação estadual, adquirir o gás natural de qualquer agente que realiza a atividade de comercialização.

Será que o novo marco do gás deixará o setor com o mesmo potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia? Alguns dados coletados recentemente dão uma indicação dos efeitos positivos dessas mudanças.

De acordo com a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace), em um cenário de competitividade, o custo do gás para indústria e transportes cairia quase 40% até 2028. Outros impactos seriam o aumento de R$ 63 bilhões no fluxo anual de investimentos e a geração de 4,3 milhões de empregos.

No gráfico abaixo, é possível ver como a abertura do mercado de gás impactaria no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com um ganho bem acima do previsto até 2028:

Fonte: Abrace

Embora o cenário seja promissor, é bom lembrar que ainda existem alguns desafios. Um deles é o fato de que o PL do Gás não prevê a obrigatoriedade de explorar o gás brasileiro, fazendo com que a importação seja beneficiada no atual cenário em que os preços no mercado internacional estão mais baixos.

Além disso, a infraestrutura existente pertence à Petrobras que, caso aumente sua produção, pode precisar de toda a rede para transportar seu gás, obrigando as empresas privadas a procurar outras opções. A questão é que a implantação de gasodutos é cara e a iniciativa privada não terá interesse em construí-los se não houver demanda.

Por isso, o incentivo à demanda deve ser prioridade na construção de um novo mercado do gás, segundo disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Augusto Salomon, em entrevista à agência epbr:

“O principal desafio é acelerar, com regras claras, esse processo de transição na oferta de gás natural — de um único agente dominante no suprimento para uma situação ideal, com ampla concorrência na oferta da molécula de gás nos citygates (pontos de entrega)”.

Após a tão esperada aprovação do PL do Gás, o momento é de esperar os próximos movimentos dos principais atores do setor e ficar de olho nas oportunidades criadas a partir de agora. Para continuar por dentro dos acontecimentos, continue ligado aqui no blog da Esfera Energia.

Entenda o que são os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) e por que eles são cobrados

Saiba mais sobre o que são os Encargos de Serviços do Sistema (ESS)

O setor elétrico é composto por diversas fontes de energia que formam a matriz elétrica brasileira. Nesse contexto existem os Encargos de Serviços do Sistema (ESS), uma ferramenta importante que o Sistema Interligado Nacional (SIN) utiliza para o seu bom funcionamento.

Cada fonte de energia possui suas vantagens e desvantagens, assim como umas podem ser complementares às outras em caso de escassez. Diante disso, o ESS atua para garantir o equilíbrio de todas as operações.

Para você entender melhor todos os detalhes sobre o assunto, aqui vamos explicar o que são os ESS, para que eles servem e quem deve pagá-los.

Confira!

O que são os Encargos de Serviços do Sistema?

Os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS) são a soma dos custos que não estavam previstos inicialmente nas operações de energia. São os custos adicionais de segurança do sistema para que seja suprido o atendimento da demanda de energia e reduzir as chances de ocorrer problemas energéticos.

Entenda aqui o que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), os ESS são os custos decorrentes da manutenção da confiabilidade e da estabilidade do sistema no atendimento à demanda por energia no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Existem dois tipos de encargos dentro do ESS, são eles:

  • Encargo de segurança por razões elétricas: problemas elétricos relacionados a linhas de transmissão, distribuidora ou subestação. Acontece quando a energia foi gerada e está disponível, porém existe algum problema físico é impossível transmiti-la;
  • Encargo de segurança por razões energéticas: problemas elétricos relacionados à falta de insumos para gerar energia, como os baixos níveis dos reservatórios.

O que é o Sistema Interligado Nacional (SIN)

Mencionamos anteriormente o SIN, mas é preciso entender o que ele é e como ele funciona.

O SIN é um sistema hidrotérmico para produção e transmissão de energia elétrica. Ele é dividido por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte.

A conexão desses subsistemas é feita por meio da malha de transmissão e proporciona a transferência de energia entre eles. Além disso, o sistema permite que ocorra a troca entre diversos tipos de energia, como hidrelétrica, solar, eólica, térmica, entre outras.

Confira quais são os tipos de geração de energia que existem, fontes e diferenças.

Essa ligação proporcionada pelo SIN traz ao mercado segurança energética e economia.

Por que o ESS é cobrado?

Os níveis dos reservatórios diminuem em períodos com poucas chuvas e podem chegar abaixo da média histórica daquele mês. Somado a isso, se as previsões de chuvas continuam baixas, os reservatórios não conseguem se recuperar para chegar em níveis mais confortáveis para o restante do ano.

Veja qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Para aliviar esse efeito e garantir a segurança energética do país, o Operador Nacional do Sistema (ONS) decide despachar as usinas térmicas no lugar das hidrelétricas com a intenção de suprir as demandas necessárias.

Nesse momento, o ONS indica quais são as usinas térmicas que deverão ser acionadas, partindo das usinas que têm menor custo de geração para as que têm custo maior.

Desta forma, apenas usinas térmicas que tivessem custos de geração menores que o Preço das Liquidações das Diferenças (PLD) deveriam, por ordem de custo ou por ordem de mérito, ser acionadas.

Porém, seja por restrição física, pela ausência de ligação da usina à rede ou por decisão estratégica do ONS, as usinas térmicas por ordem de mérito podem não estar prontas para serem despachadas e, portanto, é preciso acionar as que estão fora da ordem de mérito (GFOM).

O custo da geração por usinas térmicas fora da ordem de mérito (GFOM) é bem elevado em comparação às hidrelétricas e por isso se faz necessária a cobrança do ESS, com o objetivo de suprir as operações que não estavam previstas no sistema.

Quem é obrigado a pagar os Encargos de Serviços do Sistema?

O custo do acionamento das usinas térmicas fora da ordem de mérito (GFOM) é rateado entre todos os consumidores do sistema, sejam eles cativos ou livres.

Nas contas de luz dos consumidores cativos essa cobrança é representada pelas bandeiras tarifárias, as quais são divididas em quatro patamares: verde, amarelo, vermelho patamar 1 e vermelho patamar 2.

Para os consumidores livres do Mercado Livre de Energia a cobrança é feita proporcionalmente ao seu consumo, frente ao consumo total. O ESS é calculado mensalmente nas contabilizações da CCEE.

É importante lembrar que os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS) são diferentes do Encargo de Energia de Reserva (EER).

Entenda aqui o que é energia de reserva e quando ocorre a cobrança do EER.

Ficou claro o que são os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS)? Com esse recurso todo o setor elétrico fica mais seguro. De qualquer forma, é preciso estar atento às previsões de chuvas e, consequentemente, aos níveis dos reservatórios para ter previsibilidade de possíveis encargos e outros impostos.

Para isso é importante contar com o apoio de uma gestora de energia que dê todo o suporte necessário para uma gestão de energia eficiente e tranquila.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação.

Fale com um de nossos especialistas e veja como a Esfera pode te ajudar!

Energia renovável no Brasil: confira oportunidades, desafios e exemplos de empresa que utilizam

O uso de energia renovável no Brasil coloca o país em uma posição de destaque no cenário regional e global. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, as fontes renováveis atingiram uma demanda de participação de 46,1% na matriz energética, o que representa três vezes o percentual mundial.

O potencial é tão impressionante que incentivou o executivo holandês Marco Krapels a deixar um cargo de confiança ao lado de Elon Musk na Tesla para abrir uma empresa de baterias móveis no Brasil. O motivo foi explicado pelo próprio em entrevista à revista Época:

“O Brasil é uma potência da energia renovável (…) No futuro, com o desenvolvimento das fontes de energia solar e eólica, associado ao uso de baterias, deve se tornar a primeira grande nação do mundo a usar 100% de energia renovável”.

Conhecendo as características geográficas do Brasil e todos seus recursos naturais, não se pode dizer que a previsão de Krapels não é realista. No entanto, também temos que admitir que o país ainda enfrenta uma série de obstáculos que o impedem de atingir sua capacidade total.

Pensando nisso, decidimos analisar os dados sobre energia renovável no Brasil e detalhar a participação de todas suas fontes na matriz energética nacional. Neste post você encontrará um guia sobre suas vantagens e seus desafios e ainda conhecerá exemplos de empresas dispostas a diminuir a dependência de combustíveis fósseis.

Quer saber mais sobre essa interessante oportunidade de negócio para quem está no Mercado Livre de Energia? É só continuar com a leitura!

Panorama da energia renovável no Brasil e no mundo

Em termos de capacidade instalada de energia renovável, o Brasil ocupa o terceiro lugar do ranking mundial, com 141.932 MW. Estamos atrás apenas da China, com incríveis 788.916 MW, e dos Estados Unidos, com 282.656 MW.

Esses números são relativos ao ano de 2019 e foram coletados pela Agência Internacional para Energias Renováveis (IRENA). Logo abaixo conseguimos ver um panorama mundial da capacidade instalada de energia renovável:

Como vimos no gráfico, ainda estamos a uma distância considerável da China. No entanto, o que chama a atenção é que já estamos sendo seguidos de perto pela Alemanha, um país consideravelmente menor e, embora mais desenvolvido, com muito menos recursos naturais.

Esse é um indicativo de que o Brasil ainda está muito longe de explorar todo seu potencial. E isso foi comprovado pelo Relatório da Situação Global das Renováveis de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

De acordo com esse relatório, o investimento global em energia verde ultrapassou US$ 2,6 trilhões na última década. Ainda segundo o PNUMA, cinco países se destacaram no investimento em soluções para reduzir os efeitos da mudança climática:

  • China
  • Índia
  • Estados Unidos
  • Japão
  • Espanha

Você deve estar se perguntando o que está faltando para nosso país, com potencial reconhecido mundialmente, também se destacar entre os que mais investem em fontes limpas. Vamos tentar responder analisando alguns dados sobre a energia renovável no Brasil.

Antes, porém, vamos começar pelo básico e lembrar quais são as fontes de energia renováveis.

Quais são as fontes de energia renováveis?

As principais fontes de energia renovável são o sol, a água dos rios, as ondas e as marés, os ventos, os materiais orgânicos e calor do interior da Terra. Além destas, também podemos destacar o hidrogênio, a água salobra e a fotossíntese artificial.

O aproveitamento das principais fontes geram as seguintes energias:

Hidráulica


A força das águas dos rios é transformada em energia cinética e depois em eletricidade nas usinas hidrelétricas.

Biomassa

A queima de qualquer material orgânico não fóssil, como o bagaço de cana-de-açúcar, também pode ser usada para produzir energia.

Eólica

Os ventos giram as hélices das usinas eólicas que movem as turbinas e acionam os geradores de eletricidade.

Solar

Os raios solares são captados por painéis e convertidos em eletricidade ou geram calor para aquecer a água.

Geotérmica

As usinas geotérmicas injetam água no subsolo que, após evaporar devido às altas temperaturas, é conduzida até as turbinas para acionar o gerador de eletricidade.

Maremotriz

A movimentação mais intensa das ondas pode ser aproveitada para gerar energia, assim como a água das marés também pode ser represada como em hidrelétricas.

Hidrogênio

A combinação do hidrogênio com o oxigênio produz vapor de água e libera energia que é convertida em eletricidade.

Após conhecer todas essas fontes fica claro porque o Brasil tem tanto potencial. Com tantas delas em abundância em nosso território, como será que as aproveitamos?

Qual energia o Brasil mais utiliza?

A energia mais utilizada no Brasil, considerando tanto as renováveis como as não-renováveis, é a hidráulica. Sua participação na matriz energética nacional atinge mais de 60% do total, como indica o gráfico abaixo:

energia fóssil
Fonte: Hud, plataforma de comunicação e gestão de energia exclusiva para clientes Esfera.

Devido ao seu enorme potencial hídrico, o Brasil vem historicamente focando seus investimentos em hidrelétricas. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), temos 875 hidrelétricas, centrais geradoras hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas no país.

É justamente essa enorme quantidade de hidrelétricas que coloca o Brasil no Top 3 do ranking mundial de capacidade instalada de energia renovável. No entanto, é bom ressaltar que, apesar de a energia hidráulica ser limpa, a construção das hidrelétricas causa uma série de impactos ambientais e sociais.

O mais indicado seria o Brasil diversificar sua matriz renovável e investir mais para criar usinas de energia solar, eólica e de biomassa. Ainda que também causem repercussões na natureza, normalmente essas ocorrem apenas no local em que são produzidas e são facilmente controladas.

Qual é a porcentagem de uso de energia renovável no Brasil?

A participação das fontes renováveis na matriz elétrica nacional costuma ficar por volta de 80% do total. Como era de se esperar, a principal fonte de energia renovável no Brasil é a hidrelétrica, que representa mais de 60%, seguida pela eólica (cerca de 9%), biomassa e biogás (cerca de 9%) e solar centralizada (cerca de 1%).

Esses dados, divulgados pelo Ministério de Minas e Energia no início de 2020, indicavam que o Brasil havia superado a meta de capacidade instalada estabelecida para 2019 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na ocasião, o diretor-geral da instituição, André Pepitone, destacou quais fontes tinham mais espaço para contribuir ainda mais:

“O maior potencial de crescimento é eólico, sobretudo na região Nordeste, e a solar, contribuindo com a geração de energia. Na energia térmica, um terço vem do bagaço da cana de açúcar”.

A previsão feita em 2019 se confirmou no ano seguinte. Em 2020 foram acrescidos ao sistema elétrico brasileiro 4.932 MW de potência instalada, sendo que cerca de 70% (3.519 MW) foram a partir de fontes renováveis. O grande destaque foi a eólica que, sozinha, representou 35% do total ampliado.

Segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o Brasil liderou o crescimento de energia eólica na América do Sul nos últimos dez anos. Além disso, ficou em oitavo lugar entre os países que mais geraram empregos no mundo por meio da energia solar fotovoltaica.

Potencial da energia renovável no Brasil

A perspectiva para o Brasil passar a ser o primeiro país a usar 100% de energia renovável é, de fato, animadora. Mas a verdade é que ainda estamos bem longe de aproveitar toda nossa capacidade.

Para comprovar, basta dar uma olhada em alguns fatos científicos sobre o potencial das três principais fontes renováveis do Brasil, além da hidrelétrica:

  • De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil recebe mais de 2.200 horas de irradiação solar por ano. Se tudo isso fosse aproveitado por painéis fotovoltaicos e convertido em energia elétrica, seria o equivalente a 15 trilhões de megawatts.

  • Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o potencial de geração do país é de cerca de 500 gigawatts. Esse número é três vezes maior que o atual parque nacional gerador de energia elétrica com todas as fontes disponíveis.

  • Por fim, um estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostra que se todas as fontes de biomassa do Nordeste fossem usadas para fins energéticos seriam produzidos cerca de 55.000 GWh por ano. Isso corresponde a grande parte da energia elétrica consumida na região em 2010, que foi de 60.592 GWh.

Desafios enfrentados pela energia renovável no Brasil

Embora o potencial comprovado seja gigantesco, o Brasil ainda enfrenta alguns obstáculos que o impedem de atingir sua capacidade máxima de produção de energia renovável. A maioria deles estão ligados a fatores econômicos.

Embora, no longo prazo, as fontes renováveis possam reduzir as tarifas de energia, os investimentos iniciais precisam ser volumosos. Mesmo que a tecnologia tenha evoluído muito nos últimos anos e diminuído as despesas, ainda é preciso gastar muito com a infraestrutura necessária para produzir energia renovável.

Outro desafio a se levar em conta é que estamos falando de um investimento de risco. Afinal de contas, a performance da geração depende de uma série de fatores externos, assim como da sazonalização e condições climáticas favoráveis.

Para atrair mais investidores para o setor, é fundamental que sejam desenvolvidos novos modelos de negócio e de gestão de riscos financeiros. Apesar de já ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o Brasil precisa se focar ainda mais em tecnologias de baixo carbono.

Além disso, é necessário criar campanhas de conscientização que mostrem as vantagens das energias renováveis, o que nos leva para o próximo tópico.

Vantagens da energia renovável no Brasil

Confira abaixo alguns benefícios que o investimento em energia renovável pode trazer para seu negócio e para o meio ambiente:

  • Diferente dos combustíveis fósseis, as fontes renováveis são, em teoria, inesgotáveis;
  • Ajuda no combate à emissão de gases do efeito estufa e do aquecimento global;
  • Garantia da autonomia energética, uma vez que não depende da importação de combustíveis fósseis;
  • Criação de novos empregos, principalmente em áreas menos favorecidas;
  • Menos arriscada que a energia nuclear;
  • Estimula o desenvolvimento de novas tecnologias.

O vídeo abaixo, da TV Senado, mostra porque a energia renovável é boa para o planeta e para o bolso:

Empresas que utilizam energia renovável no Brasil

Se as vantagens listadas acima ainda não te convenceram, vamos partir para exemplos concretos. Conheça abaixo cases de empresas que já utilizam energia renovável e tomaram a vanguarda desse movimento.

Braskem

A Braskem assinou um acordo com a EDF Renewables para comprar energia eólica por 20 anos. O contrato ajudará a viabilizar a expansão do Complexo de Folha Larga, na Bahia, e a colocar o estado como provável líder no setor nos próximos anos.

Além disso, a petroquímica fechou parcerias com a francesa Voltalia e a Canadian Solar Inc. A primeira prevê a compra de energia solar por 20 anos e a construção do complexo solar Serra do Mel, no Rio Grande do Norte; enquanto o segundo viabilizará a construção de uma usina solar no norte de Minas Gerais e o fornecimento também por 20 anos.

Ambev

A Ambev estabeleceu como meta que 100% da eletricidade que consome com suas operações em todo o mundo seja proveniente de fontes limpas e renováveis até 2025. No Brasil, a multinacional anunciou que construirá 48 usinas de energia solar para abastecer 94 centros de distribuição.

As usinas serão construídas em 21 estados e no Distrito Federal. A perspectiva é que haja uma redução anual da emissão de dióxido de carbono na ordem de 46 mil toneladas.

Claro

O grupo Claro Brasil, formado pela Claro, Embratel e Net, lançou em dezembro de 2017 o programa Energia da Claro. O conglomerado pretende usar fontes renováveis e outras ações de proteção ao meio ambiente em todas suas operações e instalações no Brasil.

As iniciativas já estão presentes em 12 estados por meio da inauguração de mais de 35 plantas fotovoltaicas ao redor do Brasil. O programa representa a redução da emissão de mais de 100 mil toneladas métricas de dióxido de carbono por ano, o equivalente a retirar quase 420 mil carros de circulação.

Embora os exemplos acima mencionem grandes empresas, as pequenas e médias também podem fazer a sua parte. Além de ajudar o planeta com o investimento em energias limpas, a entrada no setor pode representar novos ganhos por meio de operações estruturadas.

Quem se tornar autoprodutor ou gerador de energia associado à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pode vendê-la aos consumidores do Mercado Livre com demanda entre 500 kW e 3 MW. Essa regra é válida para energia hidrelétrica, eólica, solar e biomassa.

Quer saber como se associar à CCEE e entender todas as regras do Mercado Livre de Energia? A Esfera Energia oferece assessoria completa para ajudar seus clientes a migrarem para esse promissor ambiente de contratação, garantindo o cumprimento das obrigações legais e as melhores condições possíveis de negociação.

Após conhecer toda a capacidade de desenvolvimento das fontes renováveis no Brasil, você certamente também vai querer conferir o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia. Então, não perca mais tempo e converse agora com um dos nossos consultores.

O que é energia geotérmica, como ela é gerada e principais vantagens

Ao redor do mundo existem diversas fontes de energia, dentre elas uma que é gerada por meio do calor do magma terrestre. Mas, afinal, o que é energia geotérmica e como ela é gerada? É isso que mostraremos aqui.

Então, se você ainda não sabe como funciona a energia geotérmica, quais são suas vantagens e desvantagens e como essa fonte de energia é aproveitada no Brasil, continue lendo e veja tudo o que você precisa conhecer a respeito do assunto.

O que é energia geotérmica?

A energia geotérmica é obtida por meio do calor do interior da Terra, portanto é renovável, e é uma alternativa aos combustíveis fósseis para gerar energia elétrica. Sua geração se dá por meio do magma, uma formação rochosa que pode alcançar 6 mil ºC e que esquenta a água, a qual é utilizada para gerar a energia geotérmica.

Assim, a fonte de energia geotérmica é apenas o calor, um recurso infinito e que não é prejudicial ao meio ambiente, pois está abaixo da superfície terrestre.

Como a energia geotérmica é gerada?

Para entender como é produzida a energia geotérmica, é preciso saber que esse processo é feito por meio das usinas geotérmicas, as quais transformam o calor interno da Terra em energia elétrica.

Essas usinas são instaladas em locais em que há um grande volume de vapor e água quente, os quais são captados, vão para os reservatórios geotérmicos e destes para as turbinas, que por sua vez ativam um gerador que produz a eletricidade.

Há também um outro processo que injeta água no subsolo terrestre para que ela esquente e se transforme em vapor. Tal vapor é captado para gerar a energia elétrica no processo mostrado acima.

Agora que você já conhece a energia geotérmica, vale a pena saber mais sobre quais são suas principais vantagens e desvantagens. Vamos começar pelas vantagens.

Quais as vantagens da energia geotérmica?

  • Fonte renovável de energia
  • Baixo impacto ambiental
  • Não sofre com as oscilações climáticas

Fonte renovável de energia

O calor do centro da Terra é uma fonte inesgotável de energia, diferentemente dos combustíveis fósseis, por exemplo.

Inclusive, há uma necessidade global urgente em reduzir a dependência ao petróleo, carvão mineral e gás natural e o caminho para isso é justamente recorrer às fontes alternativas de energia, como a energia geotérmica.

Baixo impacto ambiental

A energia geotérmica não queima combustíveis fósseis, então gera menor impacto ambiental por emitir menos gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global, como o dióxido de carbono.

Nesse sentido, pode ser considerada uma fonte alternativa de energia para substituir as usinas termelétricas, por exemplo.

Além disso, a geração desse tipo de energia não prejudica a natureza, embora haja a perfuração do solo.

Não sofre com as oscilações climáticas

As variações climáticas não interferem na geração de energia geotérmica, como ocorre com outras fontes de energia, como hidrelétrica, solar e eólica. Inclusive, no caso das hidrelétricas, a falta de chuva pode impactar até mesmo no preço da energia.

Entenda aqui qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Quais as desvantagens da energia geotérmica?

  • Especificidade dos locais nos quais as usinas geotérmicas podem operar
  • Emissão de gás sulfídrico (H2S)
  • Possibilidade de contaminação de lagos e rios

Apesar das vantagens da energia geotérmica, ela também tem desvantagens significativas.

Especificidade dos locais nos quais as usinas geotérmicas podem operar

A energia geotérmica apenas pode ser gerada em locais muito específicos, com condições ideais de temperatura. Além disso, é inviável que as usinas geotérmicas sejam instaladas próximas às áreas residenciais por conta da poluição sonora e do aquecimento na região, o que geraria também um impacto social.

Emissão de gás sulfídrico (H2S)

Embora a energia geotérmica não emita gases que contribuem para o efeito estufa, como o dióxido de carbono, o gás sulfídrico pode ser liberado junto com o vapor d’água, o qual é altamente prejudicial à saúde humana, com forte odor e corrosivo.

Possibilidade de contaminação de lagos e rios

Durante o processo de geração da energia geotérmica, alguns fluidos podem liberar minerais com potencial de prejudicar lagos e rios na região da usina, caso não sejam devidamente tratados.

Como é utilizada a energia geotérmica no Brasil?

A energia geotérmica no Brasil é utilizada apenas para lazer. Poços de Caldas (MG) e Caldas Novas (GO) são duas cidades que usam essa fonte de energia para turismo e aquecem a água por meio do processo chamado de “geotermia”.

A exploração desse tipo de energia no país não é tão significativa principalmente por dois motivos:

  • É preciso que a energia geotérmica seja obtida em áreas de transição entre as placas tectônicas, o que não é o caso do Brasil
  • O país já é amplamente abastecido por fontes hídricas de energia, tendo como principal recurso a energia hidrelétrica

De qualquer forma, os métodos de perfuração estão em desenvolvimento em todo o mundo para que sejam aprimorados e esta se torne, de fato, uma fonte de energia com ampla participação dentre as demais fontes utilizadas globalmente.

O que achou das informações sobre o que é energia geotérmica? Se você quiser saber mais sobre outras fontes alternativas de energia, os artigos abaixo poderão te interessar:

A Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

Quer saber mais? Entre em contato conosco agora mesmo!

O que é energia maremotriz, como ela é gerada e onde existe no Brasil

Conhecer quais são as fontes alternativas de energia é importante para entender como a matriz elétrica do Brasil pode ser expandida e deixar de ser tão dependente das hidrelétricas e termelétricas.

Por isso, se você ainda não sabe o que é energia maremotriz e como ela é gerada, aqui vamos mostrar tudo o que você precisa saber sobre o assunto, bem como se essa fonte de energia causa impactos ambientais, quais são suas vantagens e desvantagens, e onde ela é encontrada no Brasil.

Confira!

O que é a energia das marés?

A energia das marés é a energia maremotriz, assim chamada pois é obtida por meio das altas e baixas das marés, e das correntes do mar. Por conta disso, a energia maremotriz é renovável e limpa, já que sua fonte nunca se esgota e nenhum impacto ambiental é gerado durante sua produção e aproveitamento.

A geração desse tipo de energia é possível porque as marés oscilam por conta da força gravitacional exercida pela Lua e pelo Sol na Terra. Dessa forma, o nível do oceano varia diariamente e esse movimento é aproveitado para gerar energia elétrica.

Além disso, a energia maremotriz também pode ser obtida por meio das correntes marítimas.

Como a energia maremotriz é gerada?

A energia maremotriz é gerada por meio da transformação do movimento das marés em energia, o que se dá nas unidades geradoras de energia.

São construídas barragens e nas altas das marés a água do mar é captada e armazenada em diques. Quando a maré baixa, a água é devolvida para o mar e passa por uma turbina, a qual entra em movimento e gera a energia elétrica.

Também é possível obter energia maremotriz por meio do aproveitamento das correntes marítimas. Para isso, turbinas são instaladas no fundo do mar para transformar a força dessas correntes em energia elétrica por meio de um gerador.

Quais os impactos ambientais da energia maremotriz?

A energia maremotriz provoca baixos impactos ambientais, porém são pontos importantes de atenção. Por exemplo, a construção das barragens pode causar a modificação da fauna e da flora local.

De qualquer forma, os impactos não são tão expressivos como ocorre no caso das instalações das usinas hidrelétricas, as quais precisam de uma área alagada muito maior, enquanto as barragens para a geração da energia maremotriz são colocadas diretamente na beira do mar.

Saiba mais sobre as usinas geradoras de energia elétrica no Brasil e como funciona a matriz elétrica do país.

Energia maremotriz: quais são as vantagens e desvantagens?

Agora que você já sabe o que é energia maremotriz, vamos mostrar quais são as suas principais vantagens e desvantagens.

A principal vantagem da energia maremotriz é que ela é limpa e renovável. Não há a liberação de gases poluentes durante a produção e utilização da energia maremotriz. Além disso, sua fonte é inesgotável, por isso é considerada uma energia renovável.

Outra vantagem é que essa é uma alternativa para a geração de energia em locais em que outras fontes são mais escassas, mas há a possibilidade de aproveitar o movimento das marés.

E mais: essa energia não depende do clima, como é o caso de fontes de energia como a solar, eólica e hidrelétrica.

Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens da energia eólica aqui.

Por outro lado, dentre as desvantagens está o fato de que os locais propícios para a geração desse tipo de energia são muito específicos, já que é preciso que o desnível das marés seja maior do que 5 a 7 metros. Então, há um desafio geográfico para a instalação das barragens.

Além disso, o investimento para a construção dessas barragens é muito alto, enquanto o aproveitamento da energia gerada fica em apenas 20%, o que é baixo. Por consequência, o custo-benefício acaba sendo menor.

E há também outra desvantagem que é o fato do processo de geração de energia maremotriz ser intermitente, pois depende do ciclo das marés, então nem sempre é possível produzir a energia quando necessário.

Onde tem energia maremotriz no Brasil?

A energia das marés no Brasil é gerada principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, como no estuário do Rio Bacanga, em São Luís (MA), que tem marés de até 7 metros e na ilha de Macapá (AP), com marés de até 11 metros.

Porém, essa fonte de energia ainda é pouco explorada no Brasil, pois o investimento para a construção das barragens é muito alto para um retorno baixo de potencial energético.

Além disso, a matriz elétrica brasileira ainda é muito dependente das hidrelétricas e termelétricas, de modo que é preciso que mais pesquisas sejam feitas para explorar demais fontes de energia, inclusive a maremotriz.

Quer saber mais? Veja aqui quais são os tipos de geração de energia que existem, fontes e diferenças.

O que achou das informações sobre o que é energia maremotriz? Apesar de ter pouca relevância no Brasil, é importante entender como essa fonte de energia funciona, pois ela é uma alternativa importante para diversificar a matriz elétrica do país.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

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Energia azul: o que é, como funciona e os prós e contras dessa promissora fonte

Você consegue imaginar sua casa iluminada graças ao contato entre a água doce e a água salgada? Pois é exatamente esse o conceito por trás da energia azul, uma das principais apostas dos cientistas quando o assunto é o futuro da geração de energia.

Diante da perspectiva do esgotamento das fontes fósseis e a disseminação das práticas de sustentabilidade, cada vez mais empresas apostam em energia renovável. Enquanto outros tipos de geração de energia, como a eólica e a solar, se consolidam no mercado, a energia azul ainda engatinha, mas demonstra um potencial gigantesco.

Tanto que em 2001 foi fundada a Ocean Energy Systems (OES), uma extensão da Agência Internacional de Energia (AIE) dedicada a estudar o aproveitamento econômico da energia gerada pelos oceanos. E nesse escopo também está incluída a energia azul.

Mas, afinal, o que é energia azul? Como ela é gerada e quais são os prós e contras desta solução energética? É exatamente isso que vamos responder nas próximas linhas. Confira!

O que é energia azul?

Para entender o que é energia azul, vamos precisar lembrar de alguns conceitos básicos das aulas de Química. Afinal de contas, estamos falando da energia que é obtida por meio da diferença de concentração de sal entre a água do mar e água de um rio.

Imagine um tanque dividido por uma membrana semipermeável no qual há água de um rio de um lado e água do mar do outro. A diferença de salinidade entre elas faz com que as moléculas de água doce atravessem a membrana e passem para o lado da água salgada, causando uma pressão que é transformada em eletricidade.

Existem dois métodos práticos para ativar essa geração de energia e ambos dependem da osmose com membranas, razão pela qual também é chamada de energia osmótica. São eles:

  • Osmose Retardada por Pressão
  • Eletrodiálise Reversa

Ambos métodos, que detalharemos mais adiante, foram criados na década de 70 pelo professor Sidney Loeb, da Universidade Ben-Gurion de Negev, em Israel. A ideia lhe ocorreu enquanto observava o rio Jordão fluindo para o Mar Morto.

Desde então, a energia azul foi testada com sucesso em laboratórios mundo afora, mas apenas em 2009 a empresa Statkraft construiu na Noruega a primeira usina do mundo para aproveitar a energia osmótica. Para entender melhor seu funcionamento, vamos ao próximo tópico.

Como funciona a energia azul?

Na usina da Statkraft a energia azul é gerada por meio do método de osmose retardada por pressão. Mas, como vimos acima, também é possível obtê-la por eletrodiálise reversa. Vamos entender como funciona a geração em ambos processos:

Osmose Retardada por Pressão

Nesse método, a água doce e a água salgada são enviadas para uma câmara, onde ficam divididas por uma membrana semipermeável. Ao entrar em contato, a pressão exercida pelo fluxo sobre o lado da água do mar é usada para acionar uma turbina e produzir energia elétrica.

energia azul
Fonte: Acciona

Eletrodiálise Reversa

Aqui a energia é gerada quando a água salgada e a água doce passam por uma pilha de membranas de troca catiônica e aniônica alternadas, criando uma espécie de “bateria de sal”. A energia elétrica surge graças à diferença de concentração de íons.

Fonte: Acciona


Além dos dois principais, existem outros métodos de geração de energia azul que ainda estão nos estágios iniciais de testes. São eles:

  • Método Capacitivo: A energia é gerada por meio do carregamento cíclico de eletrodos em uma mistura de água doce e salgada.
  • Diferença de pressão de vapor: O diferencial desse método é não requerer uma membrana e ser menos dependente da filtração.
  • Lagoa Solar: No lugar da energia osmótica, usa a luz do sol que atinge o fundo de uma lagoa de água salgada.
  • Nanotubos de nitreto de boro: Segue o mesmo conceito da osmose retardada por pressão, mas por meio de um sistema experimental de nitreto de boro que produz mais energia que o método da Statkraft.

A energia azul é renovável?

A energia azul é apontada como uma das fontes de energia do futuro justamente por ser renovável. E isso se aplica a cada um dos métodos de obtenção que descrevemos acima.

Além de ser uma fonte inesgotável, a energia azul também pode ser considerada uma energia verde. Nenhuma das técnicas utilizadas para sua geração emite gases poluentes, como o dióxido de carbono.

Essas são apenas algumas das vantagens da energia azul. Para saber melhor os benefícios que ela pode proporcionar, vamos partir para o próximo tópico.

Vantagens da energia azul

A energia azul apresenta uma série de vantagens sobre outras fontes. E não estamos falando apenas dos poluentes combustíveis fósseis, mas também de fontes limpas e renováveis, como a energia eólica e a solar.

O grande diferencial da energia azul sobre outras energias limpas é o fato de ser mais consistente. A geração é menos dependente de fatores externos e climáticos, como o vento e o sol, que podem reduzir a produtividade em determinados períodos.

Além disso, uma planta de energia azul pode ter um tamanho consideravelmente menor que o de outras usinas. Mesmo quando comparada com as solares e eólicas, ela teria um impacto menor na paisagem e não demandaria muito uso do solo.

Desvantagens da energia azul

Apesar de todas as vantagens, a construção de uma planta de energia azul também carrega pontos negativos. Assim como no caso de uma usina hidrelétrica, é preciso levar em consideração os impactos ambientais e os efeitos nos sistemas hidrológicos e nas regras de gestão da água da região.

No entanto, o principal ponto negativo da energia azul ainda é o seu preço. A baixa eficácia em relação ao custo das membranas artificiais usadas para sua obtenção, que são caras e difíceis de produzir, ainda torna sua produção pouco viável.

O futuro da energia azul

Embora ainda não seja viável economicamente, os especialistas acreditam que, uma vez construída a usina, a energia azul pode gerar energia a uma taxa muito mais barata do que a solar e eólica. E vários estudos estão sendo feitos mundialmente para baratear o custo das membranas.

A análise dos indicadores de viabilidade econômica da energia azul é justamente um dos focos da OES, que citamos no início do texto. O chamado Programa de Colaboração Tecnológica em Sistemas de Energia Oceânica é formado atualmente por 24 países e pela Comissão Europeia.

Além do método osmótico, a OES também investe na obtenção da energia gerada por outros elementos oceânicos como:

  • Força das ondas
  • Variação das marés
  • Correntes marinhas
  • Variação das temperaturas

O governo brasileiro não faz parte da OES e tampouco há relatos de estudos avançados sobre a produção de energia azul no Brasil. No entanto, se levarmos em conta a capacidade hídrica e o vasto litoral, o país tem potencial para se tornar um gigante do setor.

Caso as previsões dos cientistas se concretizem e o custo caia consideravelmente nos próximos anos, a energia azul se tornará uma interessante opção limpa e renovável para iluminar lares e alimentar indústrias. E no futuro também estará disponível no Mercado Livre de Energia.

Enquanto a energia azul não chega, vale lembrar que os consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) já podem adquirir energia de outras fontes renováveis, como eólica, biomassa ou solar.

Ficou interessado, mas ainda faz parte do mercado cativo? Faça sua migração com a consultoria da Esfera Energia, referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia.

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Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa

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Você já parou para pensar em todos os benefícios de uma campanha de economia de energia elétrica nas empresas? Não estamos falando apenas do alívio de pagar uma conta de luz mais barata, mas também de uma das melhores dicas de sustentabilidade para trabalhar de forma consciente e preservar nosso planeta.

Além de saber como calcular o consumo de energia, para reduzir os custos é preciso um esforço conjunto, tanto da parte dos gestores quanto de funcionários e colaboradores. Os responsáveis pela empresa devem, por exemplo, direcionar seus esforços para pontos como:

  • Uso de equipamentos com consumo de energia A
  • Manutenções preventivas nos equipamentos
  • Automação de luz e ar-condicionado
  • Substituição de lâmpadas incandescentes pelas de LED ou fluorescentes
  • Ambientes com cores claras e luz natural

Porém, tudo isso será em vão sem uma campanha de economia de energia elétrica. Para implementá-la de forma eficaz em sua empresa e conscientizar toda a força de trabalho, confira as dicas que listamos abaixo.

7 dicas para campanha de economia de energia elétrica nas empresas

Segundo um ranking que mede o custo da energia para a indústria divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), o Brasil é o 6º país com a conta mais cara do mundo. O valor, de R$ 402,26 por MW/h, é 46% superior à média internacional.

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Fonte: Veja

Esses dados comprovam que uma campanha de redução de consumo deve ser prioridade em uma estratégia de gestão de energia elétrica. E, como você verá logo abaixo, seus funcionários podem contribuir de forma significativa com a adoção de alguns hábitos simples e práticos.

1. Desligar luzes e aparelhos eletrônicos ao final do dia

Vamos começar pela maneira mais simples de economizar energia, mas que muitas vezes passa despercebida na correria do dia a dia. Oriente seus funcionários a sempre apagar as luzes e desligar os aparelhos eletrônicos no final do dia.

Se possível, o ideal é que os aparelhos sejam retirados da tomada, principalmente quando se trata de períodos de inatividade mais longos. Além de representar uma economia considerável no longo prazo, é uma medida de segurança para evitar possíveis curto-circuitos.

2. Colocar o computador para hibernar

Sabemos que o computador é um aparelho eletrônico à parte e que muitas vezes não é conveniente desligá-lo e ter que abrir tudo novamente para começar a trabalhar no dia seguinte. Por isso, a melhor solução é colocá-lo para hibernar.

Dessa forma, você consegue salvar seu trabalho, mantém todas as abas e páginas da internet abertas, mas o computador fica desligado. A reativação leva um pouco mais de tempo do que quando o colocamos no modo de suspensão, mas a economia de energia vale a pena.

Outro toque importante a dar aos funcionários é que, no caso de um intervalo rápido, também vale a pena desligar ao menos o monitor.

3. Aproveitar a luz natural

Se você fez a sua parte e criou um ambiente de trabalho com cores claras e muitas janelas, é essencial orientar os funcionários a aproveitar ao máximo a luz natural. Além do alívio na conta de luz no final do mês, a saúde e o bem-estar da força de trabalho também agradecem.

Organize o espaço de trabalho posicionando as mesas e locais de convivência bem perto das janelas. Dessa forma, é possível aproveitar a luz do sol para iluminar o ambiente e ainda arejá-lo com ar fresco.

4. Otimizar o uso do ar condicionado

Como dissemos acima, o ideal é deixar as janelas abertas para aproveitar não só a luz como também a ventilação natural. Mas estamos cientes de que vivemos em um país tropical e o uso do ar condicionado é, muitas vezes, inevitável.

No entanto, não é preciso simular o clima da Sibéria para deixar o ambiente de trabalho mais fresco. Se estiver muito quente do lado de fora, ligar o aparelho em menos de 20°C demandará muita energia para manter a diferença de temperatura entre o ambiente externo e o interno.

O mais recomendado é pedir que os funcionários deixem o ar condicionado em 23°C. Essa temperatura já é suficiente para refrescar o ambiente e é adequada para a maioria das pessoas.

5. Ter atenção ao usar a geladeira

Embora gastem menos energia que o ar condicionado, as geladeiras da empresa também devem ser usadas de forma consciente. Para isso, oriente seus funcionários a guardar e retirar os alimentos de uma só vez para não ficar abrindo e fechando a porta.

Também é preciso pedir que as pessoas fiquem atentas às borrachas de vedação para garantir que as portas permaneçam bem fechadas. Como responsável pela empresa, além da conscientização, é importante providenciar que as geladeiras sejam instaladas em locais arejados e sem encostar em paredes e móveis.

6. Incentivar o uso das escadas

Estimular as pessoas a trocar os elevadores pelas escadas tem vários benefícios. Além da economia na conta de luz, essa sugestão ajuda a melhorar o condicionamento físico dos funcionários e ainda aumenta a disposição para outras tarefas cotidianas.

Quando o uso do elevador for imprescindível, a dica também é bastante simples. Peça que as pessoas apertem apenas o botão correspondente ao sentido para o qual desejam se deslocar. Isso fará com que apenas o elevador mais próximo seja acionado.

7. Evitar os horários de pico

Nós já falamos aqui no blog sobre horário ponta e fora ponta. Mas não custa lembrar: entre as 18h e 21h dos dias úteis a tarifa de energia chega a ter um preço três vezes maior quando comparada aos valores cobrados nas demais horas do dia.

Oriente então seus funcionários a tentar realizar suas atividades sempre dentro do horário comercial, fora do pico de consumo. Se for necessário estender o horário de trabalho para a noite, peça que eles redobrem os cuidados com todos os itens que listamos acima.

Com estas dicas simples, você conseguirá dar forma a uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa. E, para manter os funcionários sempre bem conscientizados da sua importância, também vale a pena:

  • Distribuir panfletos sobre a campanha
  • Espalhar adesivos informativos
  • Produzir vídeos educativos
  • Realizar reuniões periódicas sobre metas de redução

Por fim, se você quiser economizar ainda mais, nossa recomendação é que você migre para o Mercado Livre de Energia. Qualquer indústria ou comércio que esteja ligado em média ou alta tensão pode participar, desde que atenda a alguns requisitos.

Como consumidor livre, você poderá negociar tanto o preço da energia como as condições de pagamento. Além da redução nos custos, também é possível optar por tipos de geração de energia mais sustentáveis.

Quer saber como poupar até 35% na sua conta de luz no Mercado Livre de Energia? Acesse agora mesmo o site da Esfera Energia e converse com um dos nossos consultores sobre a possibilidade de terceirizar toda a gestão de energia elétrica da sua empresa com segurança.