O que é diagnóstico energético e como ele é feito?

Entenda o que é diagnóstico energético e como fazer um

Entender o que é diagnóstico energético é simples: é o levantamento realizado com o objetivo de obter maior eficiência no uso da energia elétrica e, assim, reduzir custos e contribuir para a sustentabilidade.

O diagnóstico também pode ser considerado um relatório que documenta todas as informações referentes ao consumo de energia, assim como ações que precisam ser feitas para que a eficiência seja alcançada.

Para você entender melhor o assunto, aqui vamos explicar em detalhes o que é diagnóstico energético, como ele é realizado e quais são os principais benefícios desse levantamento.

Confira!

O que é diagnóstico energético

O diagnóstico energético pode ser definido como o processo ou estudo para identificar um padrão de consumo de uma empresa ou instalação e, assim, realizar ações que proporcionem um melhor aproveitamento da energia. 

O objetivo do diagnóstico é alcançar a eficiência energética. Além disso, com ele é possível gerenciar a energia com mais estratégia e ainda contribuir para a sustentabilidade. 

Isso porque o levantamento permite ter mais clareza sobre os hábitos de consumo do local em questão, bem como períodos de desperdício, custo da energia elétrica e desempenho dos sistemas.

Como o diagnóstico é realizado

Para a construção do diagnóstico energético é feita uma análise minuciosa da instalação para identificar falhas em alguma parte do processo e também oportunidades de melhorias. 

Em seguida, tudo deverá ser documentado no diagnóstico e, a partir disso, serão propostas ações que devem ser feitas para que o consumo de energia de fato se torne mais eficiente. 

No diagnóstico energético também é apresentado um levantamento de quais serão os recursos necessários para que esse objetivo seja atingido. Então, as prioridades deverão ser definidas para que se analise o que é possível fazer primeiro.

De modo geral, a análise pode ser feita em três frentes, as quais mostraremos a seguir.

Equipamentos da empresa

Considerando uma indústria, por exemplo, os equipamentos são responsáveis por grande parte da demanda energética, então eles devem ser uma prioridade a ser analisada. É preciso averiguar se todas as máquinas estão operando de modo 100% eficiente e quais causam desperdício.

Caso o diagnóstico identifique que há oportunidades de melhoria nesta etapa, pode-se considerar substituir equipamentos por modelos mais novos e que consomem menos energia ou pelo menos fazer rodízios de turnos até que seja possível realizar a troca.

Iluminação do local

Ledo engano considerar que apenas as lâmpadas fazem parte desta análise. Aqui é preciso identificar também interruptores, reatores e, inclusive, a arquitetura do local, afinal, todos esses aspectos têm um grande impacto no consumo de energia.

Algumas mudanças que podem ser implementadas após o diagnóstico é a substituição das lâmpadas antigas por LED, revisão de toda a fiação de energia e também maneiras para aproveitar melhor a luz natural do ambiente — por exemplo, criando janelas em paredes que não são estruturais.

Demanda vs. consumo energético

O diagnóstico energético é fundamental para entender em quais períodos acontecem os picos de gastos e identificar o que está causando esse excesso de consumo. 

Com essa informação em mãos, a empresa pode mitigar o desperdício ou realocar a fonte em questão para períodos em que a demanda é menor, o que significa que a tarifa energética é menor também. 

Além disso, esta etapa também permite reavaliar a energia contratada, caso seu custo esteja muito alto. 

Uma opção é fazer a migração para o Mercado Livre de Energia, no qual as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

Nesse mercado é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz e aumentar a eficiência energética, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda da empresa. 

Inclusive, essa é uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia, já que os clientes podem adequar a contratação ao seu perfil de consumo.

Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia aqui.

Quais são os benefícios do diagnóstico energético

Mais clareza sobre quais são os padrões de consumo da empresa

A conta de energia elétrica é uma das despesas que mais compromete o orçamento de um negócio, por isso é essencial conhecer quais são os padrões de consumo.

A partir disso será possível pensar em estratégias que proporcionem uma maior eficiência energética e trabalhar constantemente para que esse recurso seja economizado.

Maior eficiência energética

Esse também é um dos principais benefícios (e objetivos) do diagnóstico energético. Ao consumir energia com mais eficiência, os custos reduzem, evita-se o desperdício e o impacto no meio ambiente é positivo também.

Diminuição do desperdício

Empresas que não fazem um diagnóstico energético podem ter contas de luz com valores altos sem nem ao menos saberem o porquê.

Assim, ao realizar a análise de todos os equipamentos, da iluminação e da demanda, focos de desperdício serão identificados e ações poderão ser tomadas para diminuir quaisquer problemas.

Redução de custos

O estudo detalhado sobre cada aspecto energético de uma empresa ou instalação permitirá entender os padrões de consumo, obter maior eficiência e diminuir o desperdício, como acabamos de mostrar.

Por consequência, ao optar por solucionar os problemas sinalizados no diagnóstico, os custos sofrerão um grande impacto e o orçamento do negócio também.

Sustentabilidade

Agora que você já sabe o que é diagnóstico energético e quais são seus benefícios, você deve ter percebido que todos eles estão interligados, afinal, o objetivo dessa análise é um só: otimizar o consumo de energia. 

Nesse sentido, o Mercado Livre de Energia é uma solução a ser considerada, como citamos anteriormente. Afinal, com ele é possível escolher o fornecedor, contratar a demanda sob medida e ainda negociar os melhores preços. 

Faça o diagnóstico energético na sua empresa e veja como o seu negócio se beneficiará dessa alternativa.

Além disso, com a Esfera Energia você conta com todo o apoio legal e operacional para uma gestão inteligente da sua energia.

Conheça nossas soluções!

O que é PLD e como ele é calculado?

Entenda o que é PLD e sua participação no Mercado Livre de Energia

Para quem negocia energia no Mercado Livre de Energia, é fundamental entender o que é PLD e como seu cálculo é feito. Em janeiro de 2021, algumas mudanças ocorreram em relação a como o PLD é calculado.

Aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o que é PLD, como ele funciona, quais fatores podem influenciar o preço e como ele é calculado, já considerando as mudanças que entraram em vigor em 2021.

Confira!

O que é PLD?

PLD é a sigla para Preço de Liquidação de Diferenças. O PLD serve como referência para os preços no Mercado Livre de Energia e é utilizado para valorar a energia no Mercado de Curto Prazo (MCP).

Para o cálculo, são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. Ou seja, o PLD equilibra os custos entre a oferta e a demanda de energia do país.

Como funciona o PLD?

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a instituição responsável por gerenciar o mercado de energia elétrica no Brasil. Por meio dela as operações de compra e venda de energia no MCP são viabilizadas e é a CCEE que realiza o cálculo do PLD e determina seu valor.

Aqui você confere um artigo completo sobre como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil.

Segundo a CCEE, “em função da preponderância de usinas hidrelétricas no parque de geração brasileiro, são utilizados modelos matemáticos para o cálculo do PLD, que têm por objetivo encontrar a solução ótima de equilíbrio entre o benefício presente do uso da água e o benefício futuro de seu armazenamento, medido em termos da economia esperada dos combustíveis das usinas termelétricas.”

Ou seja, o PLD tem como objetivo equilibrar todo o setor energético, considerando a demanda atual, a capacidade de fornecimento das hidrelétricas e também o potencial de armazenamento futuro. 

É essencial entender o que é PLD, como ele funciona e como ele é calculado, pois o índice impacta o valor negociado pelos consumidores do Mercado Livre de Energia com as geradoras ou comercializadoras.

Como é calculado o PLD?

O valor da energia é calculado em R$/MWh e pode-se dizer que o PLD serve para balizar os preços de todas as negociações de cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul).

Além disso, o PLD é limitado por um preço mínimo e por um preço máximo, os quais são estabelecidos anualmente pela ANEEL.

O preço do PLD varia pois o cálculo leva em consideração diferentes fatores, tais como:

  • Volume de produção das usinas hidrelétricas
  • Condições climáticas (quanto mais chuva, maior o volume de água nas usinas)
  • Demanda de energia pelos consumidores
  • Preços de combustível
  • Custo de déficit
  • Relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia

Entenda aqui qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Desde janeiro de 2021, passou a ser válido o PLD horário, o que significa que agora são feitas publicações diárias com valores hora a hora para as 24 horas do dia seguinte.

O cálculo é feito por meio de um modelo computacional chamado DESSEM.

De acordo com a CCEE, “o modelo DESSEM foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e procura minimizar o custo total de operação. Por meio da resolução de problemas de otimização, o DESSEM pode racionalizar o uso de geração térmica e operar o sistema de maneira mais eficiente ao longo das horas do dia, contribuindo para a redução dos custos operativos.”

Apesar da mudança, o PLD horário continua valendo para todos os agentes do Mercado Livre de Energia e permanece sendo utilizado para valorar a diferença entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. O que mudou foi apenas a frequência da precificação.

Confira no vídeo abaixo todos os detalhes sobre o que mudou e qual o impacto do PLD horário no Mercado Livre de Energia:

De modo geral, o PLD horário pode beneficiar inúmeros consumidores, dependendo do tipo de modulação contratada e do perfil de consumo de cada empresa.

Por exemplo, em um contrato com modulação Flat, a companhia poderá direcionar o seu consumo de energia para os períodos de PLD mais baixo e, assim, gerar uma exposição positiva no MCP.

Porém, para que a mudança realmente impacte positivamente o orçamento da empresa, é importante estar atento ao mercado para identificar possíveis oportunidades de ganhos e também para reduzir os riscos de perdas ou exposições ao Mercado de Curto Prazo.

Que tal ter acesso a um ebook completo sobre o assunto? Detalhamos todas as informações que você precisa saber a respeito do PLD horário!

 

Por isso é importante contar com a assessoria de uma gestora especializada no Mercado Livre de Energia que entenda o perfil de consumo da empresa e esteja atenta às flutuações do mercado.

Dessa forma, será possível obter informações mais assertivas e negociar o preço da energia de forma mais estratégica.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de Energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação de energia.

Além disso, já estamos a par de todas as mudanças em relação ao PLD horário e preparados para te ajudar a garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Fale com um de nossos consultores e veja como a Esfera pode te ajudar!

Tipos de geração de energia: quais existem, fontes e diferenças

Conheça os principais tipos de geração de energia do Brasil e do mundo

Conhecer os tipos de geração de energia que existem é importante para entender melhor todas as etapas do processo de fornecimento de energia elétrica para residências e empresas. 

Por isso, aqui vamos mostrar quais são os principais tipos que existem, bem como as fontes de energia elétrica renováveis e não renováveis, explicando as diferenças entre elas.

Além disso, você também vai conferir quais são as energias alternativas, bem como o que diferencia uma energia convencional de uma incentivada. 

Confira!

Quais são os tipos de geração de energia

Dentre os principais tipos de geração de energia do Brasil e do mundo, estão: 

  • Energia hidrelétrica
  • Energia eólica
  • Energia solar
  • Energia biomassa
  • Energia maremotriz
  • Energia geotérmica
  • Combustíveis fósseis
  • Energia nuclear

As fontes usadas para a geração de energia podem ser renováveis ou não renováveis.

Fontes renováveis de energia são aquelas que são repostas naturalmente, como a água, vento e luz solar. A água, por exemplo, é um recurso finito, por isso é preciso atenção ao seu uso. Já o vento e a luz solar são fontes inesgotáveis.

As energias renováveis também são conhecidas como energias limpas, pois não liberam dióxido de carbono (CO2) na atmosfera no processo de geração de energia.

Por outro lado, as fontes de energia não renováveis são aquelas que são finitas e podem se esgotar em “breve”, como petróleo, gás natural e carvão mineral.

Além disso, essas fontes também são altamente poluentes, por isso não podem ser consideradas energias limpas.

A seguir mostraremos quais são os tipos de geração de energia que utilizam tanto fonte renováveis quanto fontes não renováveis.

Principais tipos de energia renováveis

  • Hidrelétrica
  • Eólica
  • Solar
  • Biomassa

Energia hidrelétrica

A energia hidrelétrica é a principal do Brasil. Inclusive, a maior geradora de energia elétrica do país é a usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Ela fica em Foz do Iguaçu, no Paraná, na divisa entre o Brasil e o Paraguai (por isso “binacional”). 

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje a hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China, é que detém esse título.

Esse tipo de energia elétrica é gerada por meio do aproveitamento da força e do volume da água. 

Barragens são construídas em rios e um reservatório é formado, então a água é captada desse reservatório e levada pelas tubulações até as turbinas, as quais se movimentam por conta da potência da água. 

Em seguida, os geradores transformam a energia mecânica em energia elétrica.

A geração de energia hidrelétrica depende principalmente da quantidade de chuva, um recurso renovável mas finito, porém as usinas têm reservatórios que armazenam a água para evitar o risco de déficit em períodos de escassez.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Além disso, as usinas hidrelétricas podem ser classificadas em três tipos, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), as quais têm até 1 MW de potência, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), com 1,1 MW a 30 MW de potência, e Usinas Hidrelétricas de Energia (UHE), que têm mais de 30 MW de potência.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que são as PCHs e qual a importância dessas usinas para o setor energético brasileiro.

Energia solar

A energia solar é gerada por meio da radiação do sol, fonte inesgotável, que é captada em painéis fotovoltaicos ou por meio de um sistema heliotérmico, os quais podem tanto ser instalados em telhados quanto em áreas abertas. 

Usando painéis fotovoltaicos, a conversão em energia é direta, enquanto no sistema heliotérmico primeiro a energia se transforma em energia térmica e depois em energia elétrica.

Além disso, assim como a energia eólica, essa energia é 100% limpa e renovável.

Porém, fatores como localização da região, estação do ano e condições atmosféricas interferem no processo de geração de energia solar, o que também a torna pouco previsível.

De qualquer forma, essa fonte de energia está em expansão e desenvolvimento no país. 

Hoje o maior uso da energia solar no Brasil é para obter energia térmica tanto em grandes indústrias como em residências.

Além disso, a região Nordeste também é a mais favorável para a geração de energia solar no país, assim como ocorre com a energia eólica.

Energia biomassa

A energia de biomassa, em linhas gerais, é gerada por meio da queima de matérias orgânicas, como o bagaço da cana-de-açúcar, lenha, resíduos agrícolas e até mesmo excrementos de animais.

Esse processo permite a geração de energia térmica, energia elétrica e também a obtenção de produtos como:

  • Etanol
  • Carvão vegetal
  • Biodiesel
  • Biogás

Além disso, como o dióxido de carbono liberado na queima é reaproveitado pela própria vegetação para realizar fotossíntese, esse tipo de energia pode ser considerada renovável.

No Brasil, o maior recurso aproveitado para esse tipo de geração de energia é o bagaço da cana-de-açúcar. Em média, estima-se que cada tonelada de cana processada precise de 12 kWh de energia elétrica, quantidade que pode ser gerada pela própria cana, o que possibilita a criação de um sistema autossuficiente. 

Além dos tipos de energia renovável mostrados até aqui, é importante lembrar da energia maremotriz, gerada por meio das correntes do mar e altas e baixas das marés, e também da energia geotérmica, obtida por meio do calor do interior da Terra. 

Principais tipos de energia não renováveis

  • Combustíveis fósseis
  • Energia nuclear

Combustíveis fósseis

Os combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural, são queimados para produzir eletricidade nas usinas termelétricas. Isso se dá por meio do aquecimento da água, a qual se transforma em vapor e faz as turbinas da usina girarem.

Elas estão ligadas a geradores que têm um campo eletromagnético e, assim, a energia elétrica é produzida. 

Esses são recursos finitos, porém mundialmente eles são necessários para a geração de energia, o que faz com que inúmeros acordos sejam feitos entre países para garantir que todos sejam contemplados por essas fontes.

Por outro lado, os combustíveis fósseis são altamente poluentes, pois a queima libera muito CO2 na atmosfera, o que contribuiu para o aumento do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global também.

Energia nuclear

O processo de geração de energia nuclear é similar ao que ocorre nas termelétricas: a água é aquecida, a qual se transforma em vapor e este, por sua vez, ativa os geradores de corrente elétrica.

Porém, nas usinas nucleares o calor é gerado por meio da fissão do urânio, processo que ocorre em um reator nuclear. 

No Brasil existem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2 (a Angra 3 está em construção), todas localizadas no Rio de Janeiro. 

Um ponto negativo que não pode ser desconsiderado é o fato de que para a geração desse tipo de energia é necessário o uso de elementos radioativos, o que é considerado inseguro e nocivo para o meio ambiente, já que muito resíduo tóxico é descartado no processo.

Quais são os tipos de energias alternativas

Energias alternativas são aquelas que geram menor impacto ambiental, principalmente por emitirem menos poluentes, sendo opções para substituir as usinas termelétricas, por exemplo, que geram energia por meio da queima de combustíveis fósseis, como mostrado anteriormente.

Dentre os principais exemplos de fontes de energia alternativa que são usadas para a geração de energia elétrica estão a energia hidrelétrica (apesar do impacto ambiental para criar as barragens e reservatórios, não há emissão de dióxido de carbono na atmosfera), eólica, solar, geotérmica e biocombustíveis.

A principal razão para a existência de energias alternativas é a redução da emissão de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global.

Além disso, os combustíveis fósseis são recursos finitos, como já citamos aqui, então há uma necessidade global urgente em reduzir a dependência ao petróleo, carvão mineral e gás natural.

O caminho para isso é recorrer às fontes alternativas de energia.

Diferenças entre energia convencional e energia incentivada

Energia convencional

É a energia gerada em usinas hidrelétricas e termelétricas, as fontes mais tradicionais de geração de energia elétrica do Brasil. Também são mais baratas e no Mercado Livre de Energia podem ser contratadas apenas pelos consumidores livres — mostraremos todos os detalhes sobre isso mais adiante.

Energia incentivada

São as fontes renováveis de energia e que têm pouco impacto ambiental, como a eólica, solar, biomassa, biogás e também as PCHs. 

Apesar da energia gerada pelas fontes renováveis serem mais caras, a ANEEL fornece descontos de 50% a 100% na Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD) e também na Tarifa de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST), dependendo da fonte escolhida. 

O abatimento fornecido para os consumidores serve justamente para incentivar a compra, por isso o nome de “energia incentivada”. 

No Mercado Livre, os consumidores especiais podem contratar energia incentivada.

O estímulo à aquisição de fontes de energia além das hidrelétricas e termelétricas é importante para a diversificação e descentralização da matriz elétrica brasileira.

Hoje ela é composta majoritariamente por usinas hidrelétricas e, quando um período de crise hídrica se inicia, as termelétricas são acionadas, o que encarece a conta de luz para toda a população. 

Por isso, na hora de fazer a escolha entre uma energia convencional ou incentivada, é importante entender qual o padrão de consumo da empresa, fazer projeções, comparar o custo mais elevado com o desconto fornecido na TUSD e na TUST, e optar pela fonte com o melhor custo-benefício e que seja mais vantajosa tanto para o negócio quanto para o meio ambiente

A seguir vamos explicar como é possível contratar diferentes tipos de geração de energia no Mercado Livre de Energia e também quais consumidores podem adquirir qual tipo de energia.

Como negociar diferentes tipos de geração de energia no Mercado Livre

Atualmente, o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. 

Entenda aqui todas as diferenças entre ACR e ACL.

Assim, os consumidores do Mercado Livre de Energia podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Além disso, também é possível escolher a fonte de geração de energia, seja ela convencional ou incentivada.

Porém, é preciso ter atenção às diferenciações entre os tipos de consumidores do Mercado Livre de Energia: 

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 2MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar.

Ou seja, os consumidores livres podem comprar tanto a energia convencional quanto a energia incentivada, enquanto os consumidores especiais podem adquirir apenas a energia incentivada.

Se você ficou interessado, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. 

Atualmente atendemos mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos mais de 300 unidades consumidoras e estamos presentes em 19 estados.

Além disso, se sua empresa é uma geradora, a Esfera também está pronta para te apoiar na comercialização da sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória. 

Gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

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Diferenças entre consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia

Entenda quais são as diferenças entre consumidor livre e especial

O Mercado Livre de Energia tem algumas especificações que são essenciais de serem entendidas, pois determinam a forma como as negociações irão ocorrer.

Dentre essas especificidades, é importante entender as diferenças entre consumidor livre e especial, as classificações das empresas que estão no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Para te ajudar a ter mais clareza sobre quais são as respectivas características de cada grupo de consumidores, bem como o que é preciso fazer para entrar no Mercado Livre, preparamos esse artigo que te mostrará tudo o que você precisa saber a respeito do assunto.

Confira!

Consumidor livre e especial: características e diferenças

Os consumidores livres e especiais são categorias Mercado Livre de Energia estabelecidas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para diferenciar quais são os tipos de negociações que podem ser feitas de acordo com a demanda energética da empresa.

Além disso, essa classificação também determina qual fonte de geração de energia (convencional ou incentivada) poderá ser contratada pelo consumidor.

Consumidor livre

O consumidor livre tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação.

No Mercado Livre de Energia, esses consumidores podem adquirir tanto energia convencional quanto energia incentivada, enquanto os consumidores especiais podem adquirir apenas a energia incentivada.

Energia convencional é a energia gerada em usinas hidrelétricas e termelétricas, as fontes mais tradicionais de geração de energia elétrica do Brasil, ao passo que a energia incentivada são as fontes renováveis de energia e que têm pouco impacto ambiental, como a eólica, solar, biomassa, biogás e também as PCHs.

Saiba mais sobre os tipos de geração de energia aqui.

Consumidor especial

O consumidor especial tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e pode adquirir energia incentivada, sendo ela advinda de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Para efeitos de comparação, um transformador de rua comum que atende a diversas residências tem uma capacidade de gerar cerca de 75 kW.

Isso significa que apenas empresas com uma demanda alta conseguem entrar no Mercado Livre de Energia.

Porém, um projeto de lei que está em tramitação no Senado Federal propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores, saiba mais aqui.

Comunhão

Há ainda uma terceira classificação que é a de “comunhão”. Caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW.

Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Entenda sobre a comunhão de cargas no Mercado Livre.

Como entrar no Mercado Livre de Energia

O primeiro requisito para entrar no Mercado Livre de Energia é se tornar um agente na CCEE para garantir todos os direitos e deveres das partes envolvidas nas negociações, bem como para poder operar de acordo com as normas legais. 

Depois, é preciso se encaixar em uma das categorias entre consumidor livre, especial ou comunhão. 

Por fim, é necessário rescindir o contrato junto à distribuidora de energia informando a migração para o Mercado Livre, a qual pode ser efetivada em até 12 meses, dependendo do tipo do contrato.

Respostas rápidas sobre perguntas frequentes a respeito do Mercado Livre de Energia

Para resumir alguns pontos que mostramos aqui e outros importantes sobre o assunto, veja abaixo as respostas para dúvidas comuns quando se trata do Mercado Livre de Energia.

O que é um consumidor livre de energia elétrica?

O consumidor livre de energia elétrica é aquele que tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode contratar tanto energia convencional (hidrelétricas e termelétricas) quanto energia incentivada (fontes renováveis de energia como eólica, solar, biomassa e PCH).

O que é um consumidor especial de energia elétrica?

O consumidor especial de energia elétrica deve ter uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e pode adquirir apenas energias incentivadas de PCHs, assim como eólica, biomassa ou solar. 

O que são operações estruturadas no Mercado Livre de Energia?

Operações estruturadas são operações não convencionais de compra, venda ou troca de energia.

Por meio da análise de perfil de consumo da empresa e das flutuações dos preços, é possível encontrar oportunidades de realização dessas operações, as quais trarão economias extras nos gastos com energia.

Saiba mais aqui o que são operações estruturadas e como essa estratégia funciona.

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia as empresas podem negociar contratos diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite conseguir melhores preços e alcançar até 35% de redução na conta de luz.

Para saber mais, você pode baixar um ebook completo explicando todas as informações a respeito do Mercado Livre de Energia.

Como funciona o Mercado Livre de Energia Elétrica?

Os consumidores livres do Mercado Livre de Energia conseguem fazer negociações de preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Isso é possível porque atualmente o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. 

Importante destacar que nesse mercado não há a incidência das bandeiras tarifárias, as quais são responsáveis por elevar mais ainda o preço da energia pago para as concessionárias.

Além disso, por conta da alta competitividade no Mercado Livre de Energia entre as empresas comercializadoras para adquirir mais clientes, é possível alcançar uma redução significativa com os custos de energia elétrica, já que as negociações permitem obter melhores ofertas e preços inferiores aos estabelecidos no ACR.

E mais: no ACL as empresas podem contratar carga sob medida de acordo com a demanda, o que permite fazer uma previsão orçamentária muito mais precisa e amplia o poder de tomada de decisões com base em dados mais assertivos.

Inclusive, esse é um dos principais benefícios do Mercado Livre de Energia.

Como migrar para o Mercado Livre de Energia?

Para migrar para o Mercado Livre de Energia é ideal contar com o suporte de uma consultoria especializada para que todos os procedimentos sejam feitos de acordo com a legislação vigente.

A Esfera Energia, por exemplo, fornece o apoio necessário para que as empresas façam a migração com segurança e ainda garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, somos referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos mais de 300 unidades consumidoras e estamos presentes em 19 estados.

Entre em contato conosco agora mesmo!

Qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia?

Veja a importância de contar com uma consultoria no Mercado Livre de Energia

Empresas que desejam migrar para o Mercado Livre de Energia ou que já estejam nele devem contar com o suporte de uma consultoria especializada nesse segmento para garantir que todos os procedimentos sejam feitos com eficiência, segurança e de acordo com as obrigações legais.

Por isso, aqui vamos explicar o que é uma consultoria no Mercado Livre de Energia e qual a importância de contratar uma para fazer o processo de migração. Além disso, também mostraremos quem pode migrar e quais as vantagens de operar no Mercado Livre.

Confira!

O que é uma consultoria no Mercado Livre de Energia

Uma consultoria no Mercado Livre de Energia trabalha para atender às necessidades específicas dos clientes e oferece a eles as melhores opções disponíveis no mercado.

Além disso, também é seu papel apoiar as empresas nas negociações para que os melhores resultados em relação ao custo-benefício sejam atingidos.

Operar no ambiente livre pode ser um desafio para empresas que não estão acostumadas com esse modelo de gestão de energia, por isso é fundamental contar com o apoio de uma empresa especializada que possa oferecer auxílio em todas as etapas. 

Qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia

A consultoria no Mercado Livre de Energia atua para auxiliar os clientes a gerenciarem com mais facilidade a energia contratada e também a otimizarem os custos com esse recurso

A empresa faz análises para que o menor valor possível seja alcançado de acordo com o perfil de consumo de cada consumidor e também para que as melhores oportunidades sejam aproveitadas durante as negociações.

Dessa forma, a importância de uma consultoria está no fato de que ela pode apoiar seus clientes durante a migração para que todo o processo seja feito de acordo com as normas vigentes, assim como propicia que as melhores condições possíveis sejam obtidas na contratação de energia.

Para operar no Mercado Livre de Energia e de fato alcançar reduções significativas na conta de luz, é preciso que estudos sejam feitos em relação à demanda, consumo e também horários em que mais energia é utilizada, o que pode ser feito por uma consultoria.

Aqui explicamos o que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Ou seja, após a migração, uma consultoria pode propor quais são as melhores estratégias de contratação que de fato irão otimizar o consumo de energia e beneficiar os clientes.

Se você tem interesse em fazer a migração para o Mercado Livre de Energia, a seguir vamos responder algumas das principais dúvidas em relação a esse assunto.

Quem pode migrar para o Mercado Livre de Energia?

A migração para o Mercado Livre de Energia pode ser feita por consumidores com uma demanda de no mínimo 500 kW. Esse volume corresponde ao consumo de uma empresa — para fins de comparação, um transformador de rua comum que atende diversas residências tem uma capacidade de cerca de 75 kW.

Vamos explicar melhor os requisitos para fazer a migração. O primeiro deles é se tornar um agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e se enquadrar em algumas das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Saiba mais sobre as diferenças entre consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia.

Importante destacar que esse segmento está em constante transformação e as regras podem mudar de tempos em tempos, por isso é tão importante contar com uma consultoria no Mercado Livre de Energia, principalmente para se preparar para as mudanças que estão por vir. 

Inclusive, está tramitando no Senado Federal um projeto de lei que propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores. Saiba mais sobre a proposta.

Quer saber mais sobre o Mercado Livre de Energia? Temos um ebook completo com todas as informações que você precisa conhecer a respeito do assunto. 

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preços, prazos, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica no país, sem que haja a intermediação de um distribuidor. 

Dessa forma, os consumidores têm mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo e também que atenda melhor às demandas específicas da empresa em questão.

Para se ter uma dimensão de como o Mercado Livre está crescendo, de acordo com levantamento CCEE, no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o mercado livre.

Se você não sabe quem são os consumidores livres de energia, hoje o mercado de energia elétrica no Brasil é separado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ACR.

Empresas de qualquer segmento podem fazer parte do ACL, desde que tenham a demanda mínima de energia necessária para operar no Mercado Livre de Energia, já que não há nenhuma restrição nesse sentido.

Confira o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

Outra vantagem do Mercado Livre de Energia é poder contratar carga sob medida de acordo com as necessidades do negócio e, assim, ter uma melhor previsibilidade sobre quais serão os custos com essa despesa. 

Isso acontece porque contratos são fechados entre clientes e os geradores ou comercializadores. Dessa forma, os valores são válidos ao longo de todo o período de contratação.

Inclusive, por conta disso os consumidores livres também não sofrem com a incidência das bandeiras tarifárias.

Além disso, contando com o apoio de uma consultoria no Mercado Livre de Energia é possível garantir melhores condições na contratação de energia e alcançar uma redução de até 35% na conta de energia elétrica.

Isso é possível porque o Mercado Livre tem diversos fornecedores buscando cada vez mais clientes, então os preços são mais competitivos, o que beneficia as empresas que irão contratar a energia.

Como a Esfera Energia pode ajudar a sua empresa?

Agora que você já sabe como o Mercado Livre de Energia funciona, é importante escolher uma consultoria especializada para apoiar sua empresa em todos os processos, antes, durante e após a migração.

A Esfera Energia oferece o suporte necessário para empresas que desejam entrar no Mercado Livre de Energia e realiza todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para seus clientes.

Além disso, a Esfera também tem soluções para otimizar a previsão de custos e a gestão da energia contratada, como o hud, e trabalha constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas. 

Além disso, a Esfera Energia também atua nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Ou seja, com a Esfera você faz a migração para o Mercado Livre de Energia com segurança, conta com o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e tem especialistas disponíveis a todo momento para resolver qualquer questão sempre que você precisar. 

Atendemos a mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos 300 unidades consumidoras e estamos em 19 estados. Então, quer conhecer mais sobre a Esfera Energia e descobrir como uma consultoria no Mercado Livre de Energia pode fazer toda a diferença para sua empresa reduzir custos com a essa despesa? 

Fale agora mesmo com nossos consultores!

O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?

Entenda o que é energia eólica e quais suas principais vantagens e desvantagens

Se você ainda não sabe o que é energia eólica é simples de entender: é um tipo de energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica. 

A expansão da energia eólica surgiu em um contexto de necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, considerando a dependência do Brasil em relação às usinas hidrelétricas. 

Em períodos de crise hídrica, um sinal de alerta acende no país e é preciso recorrer às usinas termelétricas para suprir o abastecimento da população. Porém, elas são altamente poluentes, por isso a energia eólica surge como uma alternativa que também contribui para o meio ambiente. 

Considerando a importância do assunto, aqui vamos explicar o que é energia eólica, como essa energia é gerada, suas vantagens e desvantagens e também como comprar energia eólica. 

Confira!

O que é energia eólica

Por definição, a energia eólica é um tipo de energia obtida a partir do vento. Ela é considerada 100% limpa pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável já que tem como fonte um recurso inesgotável. 

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, a matriz elétrica do país é formada pelas respectivas usinas em operação:

  • 59,27% usinas hidrelétricas
  • 25,56% usinas termelétricas
  • 8,94% usinas eólicas
  • 3,08% pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
  • 1,55% centrais geradoras fotovoltaicas
  • 1,15% usinas termonucleares
  • 0,46% centrais geradoras hidrelétricas
Dados sobre a matriz energética brasileira e a representação da energia eólica nela

Fonte: ANEEL

Isso significa que hoje a energia eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil.

Além disso, a energia eólica é considerada uma fonte alternativa de energia, assim como a solar, de biomassa e PCHs, pois complementa o sistema de geração de energia do país e reduz a dependência das usinas hidrelétricas.

Isso é importante especialmente porque em períodos de escassez hídrica os níveis dos reservatórios ficam mais baixos, então é necessário recorrer a outras fontes de energia para garantir o fornecimento para todo o país.

Como é gerada a energia eólica?

A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível. 

Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador.

Os parques eólicos, como é chamado um conjunto de aerogeradores, podem ser instalados tanto em terra (onshore) quanto no mar (offshore).

No Brasil, a região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, estando 82% nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para a geração de energia eólica.

Energia eólica: vantagens e desvantagens

Vantagens da energia eólica: 

  • É uma energia limpa pois não emite poluentes na atmosfera no processo de geração de energia
  • Sua fonte é um recurso inesgotável e, por isso, é uma energia renovável
  • Proporciona a redução da dependência dos combustíveis fósseis
  • Permite a diminuição da emissão dos gases do efeito estufa
  • Gera empregos nas regiões onde os parques eólicos são instalados

Desvantagens da energia eólica: 

  • O vento é muito irregular, então a geração de energia muitas vezes pode ser imprevisível
  • Os equipamentos têm um custo expressivo
  • É preciso criar um grande parque eólico para comportar os aerogeradores
  • Um grande impacto visual e sonoro é gerado para quem mora nos arredores
  • Os aerogeradores podem afetar o movimento migratório de aves

Em relação às vantagens citadas, o principal benefício é a contribuição ambiental, já que nenhum gás poluente é emitido no processo e uma fonte inesgotável é aproveitada. 

Além disso, ocorre a redução da dependência de combustíveis fósseis, pois hoje as usinas termelétricas são acionadas quando as usinas hidrelétricas estão com reservatórios com níveis baixos.

Tais usinas queimam combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural para produzir energia, processo que libera muito CO2 na atmosfera.

Considerando que hoje as usinas eólicas são a terceira maior fonte de energia do país, elas se tornam ainda mais relevantes considerando a redução da dependência a usinas tão poluentes.

Por outro lado, considerando as desvantagens, o vento é muito irregular, então nem sempre será possível gerar energia quando for necessário.

Por isso, a energia eólica pode ser considerada um tipo de energia “complementar”, pelo menos por enquanto.

Além disso, também há a questão dos custos dos equipamentos, o que causa uma dificuldade para a implantação, assim como é preciso encontrar grandes áreas que tenham muito vento para que os aerogeradores sejam instalados, o que não é uma tarefa muito simples.

Como comprar energia eólica?

O setor energético brasileiro é atualmente segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Dessa forma, uma alternativa para adquirir energia eólica é negociá-la no Mercado Livre de Energia. Os Consumidores Especiais do Ambiente de Contratação Livre (ACL) são aqueles que têm uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e podem adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Além disso, a migração para o Mercado Livre está aumentando cada vez mais com o passar dos anos. De acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o Mercado Livre.

Então, se você ficou interessado, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

Quer saber mais? Entre em contato conosco agora mesmo!

O que é déficit de energia e quais são os riscos de isso acontecer no Brasil?

Entenda o que é déficit de energia

Dúvidas sobre déficit de energia sempre surgem quando o volume de chuvas está baixo e, por consequência, os níveis das principais bacias hidrográficas do país que atendem às usinas hidrelétricas estão abaixo do ideal.

Por isso é importante conhecer todos os detalhes sobre esse termo, bem como quais são os recursos atualmente disponíveis que asseguram o abastecimento de todo o Brasil.

Como nossa matriz energética é majoritariamente formada por energia hidrelétrica, é natural que questionamentos apareçam quando os períodos de escassez começam.

Então, aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito de déficit de energia e o que garante que não faltarão recursos para contemplar todos os cidadãos do país.

Confira!

O que é déficit de energia

Déficit de energia é quando ocorre um desequilíbrio entre a oferta e a demanda energética, ou seja, quando falta energia para suprir todos os usuários da rede. 

No Brasil, a maior parte da matriz energética é formada pelas usinas hidrelétricas, de modo que a geração de energia depende muito dessa fonte.

Assim, quando as condições hidrológicas estão desfavoráveis, ou seja, quando há pouca chuva, o assunto vem à tona pois o sistema pode ficar comprometido. 

Para que isso não ocorra, há uma série de alternativas que garantem o abastecimento de toda a população. Mostraremos mais detalhes sobre isso a seguir.

Quais são os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil

Os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil são baixos, pois hoje diversas soluções são acionadas quando se observa que os níveis dos reservatórios estão baixos.

A seguir mostraremos os detalhes de cada uma delas. 

Uso de diferentes fontes de energia

Para reduzir a dependência das usinas hidrelétricas, estimula-se cada vez mais a implantação de fontes de energia complementares, como as fontes renováveis (energia solar, eólica e biomassa) e também de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Saiba mais sobre a importância das PCHs para o setor energético brasileiro.

No Brasil, os principais tipos de energia que são consumidos depois da energia hidrelétrica vêm de usinas termelétricas, usinas eólicas, usinas nucleares e usinas solares.

As usinas termelétricas, por exemplo, são acionadas quando o volume das chuvas está baixo para que a geração de energia seja garantida.

Porém, neste caso as bandeiras tarifárias ficam vermelhas (patamar 1 ou 2), pois a energia gerada nas termelétricas é mais cara do que nas hidrelétricas já que combustíveis são usados no processo.

Veja no vídeo abaixo da ANEEL a explicação completa sobre o que são as bandeiras tarifárias:

Importante destacar que esse custo adicional é repassado apenas para os consumidores cativos.

No Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias pois os contratos são negociados diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite ter mais controle do orçamento e prever os custos com mais precisão.

Demanda contratada

Com o objetivo de tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores: 

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

Os integrantes do Grupo A devem determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

O objetivo desse acordo com a distribuidora é garantir que o sistema esteja preparado para contemplar todas as empresas sem que haja um risco de déficit de energia caso ocorra uma sobrecarga, por exemplo.

Caso mais energia seja consumida além daquela que havia sido previamente contratada, ocorre a aplicação de uma multa. Dessa forma, as empresas se policiam a operarem dentro do que foi acordado.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que é demanda de energia e qual a diferença entre consumo e demanda.

Energia de reserva

O setor energético brasileiro é segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Conheça todas as diferenças entre ACR e ACL.

No ACR, existe a energia de reserva, que tem como objetivo assegurar o fornecimento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), em especial em períodos com alta demanda. Existem usinas que são contratadas especificamente para esse fim.

Além disso, a energia de reserva também proporciona a diversidade da matriz energética brasileira, já que a geração se dá por meio de fontes complementares às usinas hidrelétricas, justamente para mitigar os riscos de déficit de energia caso ocorra uma redução do volume das chuvas, por exemplo.

Saiba mais sobre o que é energia de reserva e qual a sua importância.

Deu para entender o que é déficit de energia e porque os riscos de isso acontecer no Brasil são baixos? É importante destacar que ações em prol de um consumo mais consciente de energia também são essenciais para evitar a sobrecarga do sistema e ainda contribuem para o meio ambiente.

Por isso, pensar em ações para reduzir o consumo é essencial para que a conta de energia não seja tão alta e também para que a demanda permaneça dentro do volume que foi contratado.

Se você precisa de um suporte especializado para fazer uma gestão mais eficiente da sua energia, conte com a Esfera Energia!

O que é eficiência energética e por que é preciso se atentar a isso

Entenda o que é eficiência energética e quais são seus benefícios

Entender o que é eficiência energética é importante para identificar oportunidades de otimização de consumo para, assim, reduzir os gastos com a conta de luz e contribuir com o meio ambiente.

Segundo dados da Eletrobras, criadora do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), estima-se que até 2018 o programa tenha colaborado para a redução de demanda na ponta de 7,25 milhões de kW.

Esse é um número muito expressivo que evidencia como ações em prol da eficiência energética são fundamentais para garantir o pleno funcionamento de todo o sistema, bem como para reduzir os impactos ambientais.

A seguir explicaremos tudo o que você precisa saber a respeito do assunto, confira.

O que é eficiência energética e qual sua importância

A eficiência energética tem como objetivo otimizar o aproveitamento das fontes de energia para reduzir custos e colaborar com o meio ambiente. Isso significa realizar os mesmos processos utilizando menos recursos.

Para incentivar a criação de produtos mais eficientes energeticamente, a Eletrobras criou em 1985 o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que tem como símbolo o Selo Procel.

Os produtos com os melhores níveis de eficiência energética são contemplados com esse selo, o que também estimula a criação de cada vez mais equipamentos que tenham esse fim.

Os produtos com os melhores níveis de eficiência energética são contemplados com esse selo, o que também estimula a criação de cada vez mais equipamentos que tenham esse fim.

Além disso, também existe o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o qual tem como objetivo “é promover o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia por meio de projetos que demonstrem a importância e a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia.”

E mais: de acordo com a Lei nº 9.991/2000, as distribuidoras de energia têm a obrigação de destinar anualmente 0,4% de suas respectivas receitas operacionais líquidas em ações voltadas para o combate ao desperdício de energia. Esses recursos são destinados ao PEE. Já as concessionárias devem destinar 0,1% para as ações do Procel.

Todas essas informações mostram como o tema é relevante e merece a atenção da sociedade como um todo.

Diversas estratégias estão em curso com o objetivo de otimizar o consumo de energia para reduzir os custos com esse recurso e, principalmente, contribuir para a preservação do meio ambiente.

Mostraremos mais detalhes sobre isso a seguir.

Quais os benefícios da eficiência energética

Ao se dedicar a estratégias que tenham como foco a eficiência energética, o primeiro benefício que poderá ser notado é a redução considerável na conta de luz no final do mês.

Afinal, os insumos serão melhor aproveitados e, por consequência, haverá menor desperdício em diferentes etapas do processo produtivo. 

Isso nos leva ao segundo benefício que é a contribuição para o meio ambiente. Qualquer tipo de geração de energia tem um impacto ambiental, até mesmo as fontes renováveis.

Dessa forma, ao reduzir o desperdício, menos energia precisará ser gerada para realizar os processos.

Além disso, há um terceiro benefício que está relacionado ao aumento exponencial da demanda energética em todo o mundo.

A população mundial cresce exponencialmente a cada década — em 1960 éramos 3 bilhões e hoje já somos mais de 7 bilhões — de modo que ano a ano é preciso recorrer a novas opções de geração de energia e uso otimizado dos recursos para atender toda a população ao redor do globo. 

Dentre elas está a criação de fontes alternativas de energia e as PCHs, bem como ações que têm como objetivo o aumento da eficiência energética em lares e indústrias.

Todos esses benefícios mostram como o uso otimizado da energia é fundamental para reduzir custos e, principalmente, minimizar o impacto ambiental e contemplar todos os indivíduos no mundo que necessitam diariamente de energia.

Como melhorar a eficiência energética na empresa

Agora que você já sabe o que é eficiência energética, você deve estar interessado em alternativas sobre como economizar energia na empresa.

O primeiro passo é fazer um diagnóstico energético do local para identificar oportunidades para o melhor aproveitamento da energia. 

Aqui você confere um artigo completo sobre o que é o diagnóstico energético.

Com esse documento em mãos, será possível entender qual o padrão de consumo da empresa, quais são os focos de desperdício, bem como definir ações para que a eficiência energética seja alcançada. 

Dentre elas, a iluminação deve ser um dos pontos de atenção. Trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, que são mais econômicas e têm maior durabilidade, já é um grande avanço rumo a um consumo mais eficiente de energia.

Além disso, também é preciso fazer uma análise minuciosa de todos os equipamentos da empresa para identificar quais são aqueles operando com o potencial máximo e quais são os que causam desperdício. Se necessário, considere fazer trocas por aparelhos mais eficientes.

Inclusive, fazer a manutenção regular do maquinário é essencial para melhor aproveitar os recursos da empresa e evitar que gastos maiores ocorram caso algum equipamento quebre ou esteja desperdiçando muita energia. Não negligencie as revisões periódicas.

Outra ação importante a ser feita para melhorar a eficiência energética é propagar a conscientização dentro da empresa.

Afinal, são os colaboradores que estão todos os dias utilizando a energia para ligar luzes e operar máquinas, não é mesmo? 

Então, crie ações que mostrem que o uso consciente é importante não apenas para as finanças da empresa, mas principalmente para o meio ambiente.

Ofereça palestras sobre o assunto, cole adesivos pela empresa, espalhe banners pelo local, enfim, qualquer atitude é válida para criar uma mudança de hábito. 

Por fim, uma outra alternativa é considerar migrar para o Mercado Livre de Energia, no qual as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

Nesse mercado é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz e aumentar a eficiência energética, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda da empresa.

Inclusive, essa é uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia, já que os clientes podem adequar a contratação ao seu perfil de consumo.

Com a Esfera Energia você conta com todo o apoio para fazer a migração para o Mercado Livre de Energia com segurança, bem como tem o suporte necessário para alcançar a eficiência energética por meio de uma gestão inteligente da sua energia.

Ficou interessado? Fale agora mesmo com um de nossos consultores!

O que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo

Entenda o que é demanda de energia e como reduzir os gastos com ela

Entender qual é a demanda de energia elétrica da sua empresa, bem como conhecer alternativas para fazer uma gestão mais otimizada é essencial para reduzir custos e evitar multas desnecessárias por ultrapassar o volume que havia sido contratado.

Aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito do assunto: o que é demanda de energia elétrica, o que é a demanda de energia contratada, qual a diferença entre consumo e demanda e também dicas para fazer uma melhor gestão.

Confira!

O que é demanda de energia elétrica?

Demanda de energia elétrica significa a demanda de potência que é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt), a qual é necessária para atender a todas as cargas da unidade dentro de um determinado período de tempo. 

Também é possível dizer que a demanda é a capacidade que o sistema elétrico precisa suportar quando a unidade consumidora atinge sua carga máxima. 

O que é a demanda de energia contratada?

Antes de explicarmos o que é a demanda de energia contratada, é importante lembrar que a conta de energia é diferente para residências e empresas.

Para tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores:

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

No caso dos integrantes do Grupo A, é preciso determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

Ou seja, um contrato é firmado com a distribuidora para estabelecer a demanda de potência necessária para que a empresa funcione plenamente, principalmente quando estiver operando com sua capacidade máxima.

Esse contrato estabelece o valor da demanda e o período de vigência. O objetivo desse acordo é garantir que o sistema esteja preparado para atender às necessidades de todas as empresas, sem correr o risco de um déficit energético caso haja sobrecarga do sistema, por exemplo. 

Além disso, o contrato obriga a distribuidora a fornecer a energia necessária para as empresas, do mesmo modo que os consumidores também têm a obrigação de manter a demanda dentro do volume que foi acordado.

Inclusive, é cobrada uma multa quando uma empresa ultrapassa o valor de consumo que havia sido previamente estabelecido, por isso é preciso saber de fato qual é a demanda de energia para, assim, contratar o necessário para suprir todas as atividades das operações do dia a dia.

Dessa forma, é importante saber como calcular o consumo de energia para contratar a quantidade que a empresa realmente precisa. Veja aqui como calcular o consumo de energia.

Qual a diferença entre consumo e demanda de energia?

O consumo de energia é a quantidade efetivamente utilizada em uma unidade consumidora e é medido em kWh (quilowatt-hora) ou MWh(megawatt-hora).

A diferença entre consumo e demanda de energia é que o consumo é acumulado ao longo do período de uso, então o valor da conta de energia é proporcional ao volume energético consumido em um mês.

De forma simplificada, demanda é a potência necessária para contemplar a unidade consumidora e consumo é quanto de potência é utilizada ao longo do tempo.

Por isso, a sinalização de demanda é kW ou MW e consumo é em kWh ou MWh.

Como calcular a demanda de energia?

O padrão nacional para o cálculo de demanda de energia elétrica de uma unidade é fazer a média de todas as potências registradas em intervalos de 15 em 15 minutos.

Imagine uma empresa que tem uma determinada quantidade de lâmpadas e equipamentos ligados simultaneamente. Cada um deles tem uma determinada potência e, quando eles são ativados, a soma dessas potências é demanda do sistema elétrico. 

Assim, os consumidores do Grupo A (média e alta tensão) pagam tanto pelo consumo quanto uma parcela de demanda de energia contratada, tenha ela sido usada ou não.

Já os integrantes do Grupo B (baixa tensão) são cobrados apenas pelo consumo, ou seja, eles pagam apenas pelo volume de energia que foi utilizado ao longo do mês.

Além disso, outro ponto importante a se explicar é que o consumo e a demanda de energia oscilam muito ao longo do dia.

Durante determinados períodos, todos os equipamentos podem estar ligados, por exemplo, de modo que a unidade consumidora estará operando com sua capacidade máxima, ao passo que durante a madrugada há uma queda significativa.

Por isso, é fundamental entender como funcionam as cobranças no horário ponta e horário fora ponta, bem como se sua tarifa é azul e verde, já que as tarifas mudam conforme o sistema está mais sobrecarregado ou não.

Veja aqui o que é tarifa azul e verde e como escolher a melhor.

Como fazer uma melhor gestão da demanda de energia?

Para contratar a demanda de energia com mais assertividade e geri-la de forma otimizada é preciso entender qual o perfil de consumo da empresa com base nas informações do último ano, pelo menos. 

Com esses dados em mãos, analise se o modelo tarifário é o azul ou verde e se a empresa está com uma alta demanda de energia ou muito abaixo daquela que foi contratada, pois isso permitirá que um novo acordo seja feito e, assim, os custos sejam reduzidos.

Além disso, os consumidores do Grupo A têm a opção de migrarem para o Mercado Livre de Energia, no qual a energia é cobrada pela distribuidora conforme as regras de ponta e fora ponta sob a demanda de potência e o valor não muda de acordo com os horários em que há picos de consumo.

A Esfera Energia, empresa referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia, oferece todo o apoio necessário para clientes que desejam fazer a migração com segurança e também garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Com nossas soluções as empresas podem reduzir em até 35% os custos com a conta de luz e ainda contam com o hud, nossa plataforma para gerir a energia.

Com ele é possível acessar todos os dados referentes à contratação e consumo da energia, bem como insights sobre a performance energética.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para gestão de energia elétrica

Dessa forma é possível ter mais controle sobre sua demanda de energia e, assim, fazer uma gestão mais eficaz para manter os custos dentro do previsto.

Ficou interessado? Fale com um de nossos consultores agora mesmo!

Usinas geradoras de energia elétrica no Brasil: como funciona a matriz elétrica do país

Veja quais são as principais usinas geradoras de energia elétrica no Brasil

As usinas geradoras de energia elétrica no Brasil desempenham um papel fundamental no país que vai muito além da geração de eletricidade: elas também são responsáveis pelo desenvolvimento econômico e social brasileiro.

O assunto é muito vasto, mas aqui iremos abordar alguns dos aspectos mais relevantes para você entender mais sobre essas usinas.

Vamos mostrar quantas geradoras o Brasil tem, qual usina é a maior fonte geradora de energia no país, qual a composição da nossa matriz elétrica e também quais os tipos de energia que o Brasil mais consome.

Continue lendo e tire todas as suas dúvidas sobre as usinas geradoras de energia elétrica do Brasil.

Quantas geradoras o Brasil tem?

Atualmente a matriz elétrica do Brasil tem 9.026 usinas geradoras em operação, segundo dados da ANEEL referentes a novembro de 2020.

Além disso, existe um projeto de expansão do setor energético brasileiro, de modo que uma série de empreendimentos já foram outorgados e já iniciaram a construção (ou estão para começar).

Os dados abaixo mostram um panorama de março de 2020:

Informações sobre o projeto de expansão da matriz elétrica brasileira

Fonte: ANEEL

Por meio do Sistema de Informações de Geração da ANEEL (SIGA), é possível acompanhar diversos dados sobre a matriz elétrica brasileira e segmentá-los por fase de construção, origem de combustível, fonte e combustível final, e renováveis e não renováveis.

Qual a usina que é a maior fonte geradora de energia elétrica no Brasil?

A maior fonte geradora de energia elétrica no Brasil é a usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Ela fica em Foz do Iguaçu, no Paraná, na divisa entre o Brasil e o Paraguai (por isso “binacional”).

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje a hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China, é que detém esse título.

Em seguida, a segunda maior usina geradora de energia do país é a usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Pará. Em terceiro lugar está a usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós, também no Pará. 

Qual a composição da matriz elétrica do Brasil?

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética, a matriz elétrica brasileira é formada majoritariamente por fonte hidráulica (65,2%), seguida pelo gás natural (10,5%), biomassa (8,2%), solar e eólica (6,9%), carvão (4,1%) e nuclear (2,6%).

Essas fontes de energia podem ser renováveis ou não renováveis. Fontes renováveis de energia são aquelas que, como o nome diz, são repostas naturalmente, como a água, vento e luz solar.

Por outro lado, as fontes de energia não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral, são recursos finitos.

A seguir explicaremos quais são os principais tipos de energia que existem no Brasil e quais as diferenças entre cada um deles.

Tipos de energia renovável

A energia hidráulica, principal do Brasil, é gerada por meio do aproveitamento da força e do volume da água.

Para isso, é necessária a existência de usinas hidrelétricas, as quais têm turbinas conectadas a geradores que transformam o movimento das pás das turbinas em energia.

Esse tipo de energia depende principalmente da quantidade de chuva, porém as usinas têm reservatórios que armazenam a água para evitar o risco de déficit em períodos de escassez.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Já a energia eólica é obtida a partir do vento, um recurso renovável e inesgotável, que ativa as turbinas dos aerogeradores instalados em torres, os quais convertem energia mecânica em energia elétrica. 

Porém, é essencial que haja ventos fortes constantemente para a geração desse tipo de energia, assim como os equipamentos são muito caros.

Por isso, a energia eólica ainda está em crescimento no Brasil e tem uma parcela menor dentre as fontes de energia.

Por sua vez, a energia solar é gerada por meio da radiação do sol, fonte inesgotável, que é captada em painéis fotovoltaicos ou por meio de um sistema heliotérmico, os quais podem tanto ser instalados em telhados quanto em áreas abertas.

Esse tipo de energia também representa uma parcela menor de uso no Brasil pois os seus custos são altos. 

Há também a energia de biomassa, que basicamente é gerada por meio da queima de matérias orgânicas, como a cana-de-açúcar, lenha e resíduos agrícolas.

Como o dióxido de carbono liberado na queima é reaproveitado pela própria vegetação, esse tipo de energia pode ser considerada renovável.

Tipos de energia não renovável

Os combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural, são queimados para produzir eletricidade nas usinas termelétricas. Esses são recursos finitos e também poluentes, pois a queima libera muito CO2 na atmosfera, o que contribuiu para o aumento do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global também.

Por fim, a energia nuclear é produzida por meio do aquecimento da água, a qual se transforma em vapor e este, por sua vez, ativa os geradores.

As usinas nucleares até podem ser consideradas menos poluentes do que as termelétricas, porém, o lixo nuclear gerado é muito nocivo para as pessoas e para o meio ambiente.

Quais os tipos de energia que o Brasil mais consome?

Os tipos de energia que o Brasil mais consome são a energia hidrelétrica, energia termoelétrica, energia eólica, energia nuclear e energia solar. 

A energia hidrelétrica é gerada em usinas hidrelétricas que transformam a força da água em energia, como é o caso da Itaipu Binacional.

Barragens são construídas em rios e um reservatório é formado. A água é captada desse reservatório e levada pelas tubulações até as turbinas, as quais se movimentam por conta da potência da água. Em seguida, os geradores transformam a energia mecânica em energia elétrica.

Já as usinas termelétricas produzem energia por meio do aquecimento da água, processo que é feito através da queima dos combustíveis fósseis que citamos anteriormente.

A água se transforma em vapor e faz as turbinas da usina girarem. Elas estão ligadas a geradores que têm um campo eletromagnético e, assim, a energia elétrica é produzida. 

Há também a energia eólica, considerada uma energia limpa, pois aproveita apenas o vento para gerar energia, não polui o meio ambiente e tem como fonte um recurso inesgotável.

Porém, apesar desses aspectos positivos, o vento é muito irregular, então nem sempre será possível gerar energia quando for necessário.

Dessa forma, a energia eólica pode ser considerada um tipo de energia “complementar”.

Agora falando sobre as usinas nucleares, no Brasil existem duas em operação: Angra 1 e Angra 2 (a Angra 3 está em construção), todas localizadas no Rio de Janeiro.

Para a geração desse tipo de energia, é necessário o uso de elementos radioativos, o que é considerado inseguro e nocivo para o meio ambiente, já que muito resíduo tóxico é descartado no processo.

Por fim, a energia solar aproveita a luz natural do sol para gerar energia. Usando painéis fotovoltaicos, a conversão em energia é direta, enquanto no sistema heliotérmico primeiro a energia se transforma em energia térmica e depois em energia elétrica.

Além disso, assim como a energia eólica, essa energia é 100% limpa e renovável, tendo como fonte um recurso inesgotável. 

O que achou sobre as informações sobre o assunto? Se sua empresa é uma geradora, saiba que você pode contar com a Esfera Energia para comercializar sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória.

Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Conheça as soluções da Esfera para usinas geradoras!

O que é PCH e qual sua importância para o setor energético brasileiro?

Entenda o que é PCH e qual a diferença entre PCH e UHE

Se você ainda não sabe o que é PCH, é simples de entender: PCH é a sigla usada para “Pequena Central Hidrelétrica”, usinas menores do que as tradicionais, mas que também usam a força e a velocidade da água para gerarem energia. 

Elas são consideradas uma fonte alternativa de energia e têm o potencial de complementar a matriz energética brasileira, em especial em períodos de crise hídrica, já que não precisam de grandes reservatórios para gerar energia.

Mas o que exatamente são essas centrais, como elas funcionam, qual a diferença entre elas e as usinas hidrelétricas, e por que elas são importantes para o setor energético brasileiro? 

Responderemos a cada uma dessas perguntas a seguir, continue lendo!

O que é uma usina PCH?

PCH é a sigla para “Pequena Central Hidrelétrica”, ou seja, usinas hidrelétricas menores em tamanho e em potência, conforme classificação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de 1997.

Inclusive, é a ANEEL que estabelece todas as normas que regem as PCHs no Brasil.

Tais usinas usam a força e a pressão da água para gerar energia, devem ter entre 5 e 30 megawatts de potência (quantidade de energia gerada por hora de funcionamento com a usina operando com capacidade máxima) e menos de 13 km² em área total de reservatório.

Essas novas diretrizes foram determinadas pela Resolução Normativa N° 745 de 22 de novembro de 2016.

Isso significa que elas não necessitam estocar tanta água e muitas vezes conseguem até mesmo aproveitar o nível das cheias dos rios.

Dessa forma, elas são uma alternativa importante diante de períodos de muita seca no país e têm se tornado cada vez mais relevantes para complementarem o sistema de geração de energia no Brasil. 

Por isso, pode-se dizer que as PCHs são fontes alternativas de energia, assim como a energia eólica, solar e de biomassa.

Confira no vídeo abaixo da ANEEL a explicação da empresa sobre as pequenas centrais hidrelétricas e seus benefícios econômicos e sociais para o país: 

Como as PCHs funcionam?

As pequenas centrais hidrelétricas, assim como as usinas hidrelétricas em si, precisam ser construídas em rios que tenham um alto volume de água e também com desníveis ao longo de seu percurso.

Neste rio, uma barragem é construída para represar a água e um reservatório parecido com um grande lago é formado “atrás” de tal barragem.

Então, a água é levada por meio das tubulações da usina até as turbinas, as quais irão se movimentar por conta da força e da velocidade da água.

Essas turbinas são conectadas a um gerador, o qual transforma o movimento das pás das turbinas em energia.

O processo é similar ao utilizado nas usinas hidrelétricas, mas aqui a diferença é que o impacto ambiental é menor, a construção é mais rápida e os custos são reduzidos.

Qual é a diferença de PCH e UHE?

UHE significa “Usina Hidrelétrica” e algumas características diferenciam uma PCH de uma UHE.

Elas são usinas de grande porte com capacidade de produzir mais de 30 megawatts por hora operando em capacidade máxima e devem ter mais de 13 km² em área total de reservatório.

Ou seja, as UHEs são o próximo “nível” de classificação após as PCHs. Hoje a maior usina hidrelétrica do Brasil é a Itaipu Binacional, que fica na divisa entre o Brasil e o Paraguai, no rio Paraná.

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje quem detém esse título é a Hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China.

Os custos de construção e o impacto ambiental também são dois aspectos relevantes que diferenciam uma PCH de uma UHE.

Por conta do porte menor, as PCH são mais viáveis e sustentáveis, contribuindo inclusive para a descentralização da geração de energia no país, o que contribuiu para a redução de seu preço.

Por que as PCHs são importantes para o setor energético brasileiro?

Como citamos no começo deste artigo, as pequenas centrais hidrelétricas são uma alternativa para complementar a matriz hídrica brasileira, o que também torna o setor mais acessível para empresas que desejam investir na geração de energia.

Além disso, as usinas hidrelétricas, sejam elas de pequeno ou grande porte, são consideradas fontes renováveis de energia e ajudam a reduzir a emissão dos gases do efeito estufa, já que utilizam a força da água para a geração de eletricidade, sem consumi-la efetivamente. 

Ao contrário das fontes de energia não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral que são usados em termelétricas, por exemplo, as usinas hidrelétricas não emitem poluentes no meio ambiente, contribuindo assim para a sustentabilidade.

Há também o aspecto de que a água dos rios que é utilizada está em território nacional, de modo que a energia gerada pelas hidrelétricas não sofre com oscilações de preço do mercado, como é o caso do combustível e do gás natural.

Dessa forma, a energia advinda das hidrelétricas tem um melhor custo-benefício para todo o país.

Por fim, as PCHs têm tecnologia nacional, o que estimula a indústria brasileira, bem como geram empregos nas regiões nas quais são construídas, contribuindo assim para o desenvolvimento social e econômico do local.

Como a Esfera Energia pode te ajudar a comercializar a sua energia?

Agora você já sabe o que é PCH, mas como funciona a comercialização dessa energia? Uma opção é negociá-la no Mercado Livre de Energia.

Inclusive, os Consumidores Especiais do Ambiente de Contratação Livre (ACL) são aqueles que têm uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e podem adquirir energia justamente de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Nesse sentido, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Com a Esfera Energia você conta com uma equipe preparada para resolver suas preocupações regulatórias, bem como tem o apoio necessário para identificar o melhor momento e preço de venda e, assim, ter mais liquidez para a sua empresa.

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7 ideias de redução de custos na indústria

Veja 7 ideias de redução de custos na indústria para otimizar sua produção

Encontrar ideias de redução de custos na indústria é um dos maiores desafios de qualquer negócio.

No dia a dia de produção, em alguns momentos pode parecer que não existe mais nenhum caminho para cortar gastos, mas saiba que, fazendo um planejamento adequado, é possível sim identificar oportunidades de economia.

Por isso, aqui vamos mostrar qual a importância desse planejamento e, em seguida, apresentaremos algumas ideias de como reduzir os custos na indústria sem afetar a produtividade do negócio.

Confira!

Por que é importante fazer um planejamento de redução de custos

Para um negócio crescer, não basta apenas vender produtos ou serviços, é preciso também otimizar o processo produtivo, reduzir custos e, assim, garantir a lucratividade da empresa. 

Porém, não adianta apenas fazer cortes sem que haja um planejamento, pois isso pode afetar toda a cadeia de produção. Depois, reverter esse cenário demandará ainda mais tempo e poderá prejudicar os ganhos do negócio. 

Então, antes de mais nada, é preciso fazer um levantamento sobre quais são as despesas fixas e variáveis da indústria para entender quais que, de fato, são os custos do seu negócio e conseguir criar ações que otimizem a produção e valorizem o preço do produto final. 

Depois, é preciso iniciar o planejamento sobre possíveis ações para reduzir os custos na indústria.

Nesse planejamento, você deverá fazer uma previsão sobre possíveis impactos positivos e negativos que cada redução pode ter nas atividades, bem como cada um dos setores poderão ser afetados. 

Essa análise é fundamental para que os esforços sejam destinados aos custos certos e haja uma redução significativa sem que a produção seja afetada. 

A seguir mostraremos algumas ideias para que os gastos diminuam, mas é claro que cada negócio tem suas próprias demandas, então é preciso estudar o que faz sentido para sua indústria ou não e fazer as adaptações necessárias.

7 ideias de redução de custos na indústria

1. Organize o fluxo de caixa e faça um acompanhamento recorrente

Esse deve ser o primeiro passo para que qualquer uma das próximas ideias tenha resultados significativos. Afinal, como você irá mensurar qual foi o impacto de uma ação nos custos da indústria se não souber quanto do orçamento do negócio é comprometido por aquele gasto? 

Então, organize o fluxo de caixa, identifique quais são todas as despesas e faça um acompanhamento recorrente para entender com clareza como cada redução está afetando as finanças da indústria.

2. Mapeie a produtividade dos funcionários e reorganize equipes

O “chão de fábrica”, ou seja, a “mão de obra” de uma indústria é vital para o funcionamento de qualquer negócio, mas será que o potencial de cada colaborador está sendo devidamente aproveitado? 

Por isso, faça um mapeamento da produtividade de todos os funcionários e identifique quais áreas podem operar com menos pessoal. Então, reorganize as equipes, realocando colaboradores para que eles possam contribuir com outras etapas que necessitam de seus serviços. 

Essa é uma estratégia de redução de custos pois permite identificar quais novas contratações realmente são necessárias e também proporciona um melhor aproveitamento da mão de obra que já atua na indústria hoje.

3. Treine e incentive seus funcionários

Essa dica também está diretamente relacionada à produtividade, afinal, colaboradores capacitados produzem mais e melhor.

Ofereça treinamentos periódicos e faça reuniões sazonais para apresentar dados sobre empresa, de modo que todos estejam alinhados sobre quais são os objetivos do negócio. 

Além disso, ofereça incentivos e mostre que há propósito no trabalho de cada um. São ações como essas que melhoram o desempenho dos funcionários e, por consequência, otimizam a produção feita por eles.

4. Crie um processo para reduzir os gastos e o desperdício de matéria-prima

Uma gestão eficiente de recursos ajuda a reduzir os gastos e garante um melhor aproveitamento de cada matéria-prima.

Para isso, o primeiro passo é rever os fornecedores e, se preciso, contratar novas empresas com um melhor custo-benefício. Além disso, veja se a compra em grande escala tem um preço mais atrativo.

Outro ponto de atenção é o desperdício de recursos ao longo da cadeia de produção, pois este é praticamente um “gasto invisível” que acontece aos poucos mas está sempre lá.

Por isso, crie um processo que diminua ou elimine completamente a perda de matéria-prima durante a produção. Afinal, você pagou por aquele recurso, não é mesmo?

5. Faça a manutenção preventiva de equipamentos

Não negligencie a manutenção do seu maquinário! É melhor ter um “gasto” fazendo a manutenção periódica de todos os equipamentos do que precisar arcar com o custo de uma máquina quebrada e ainda ter a produção afetada por isso. 

Então, crie o hábito de manter todos os equipamentos devidamente vistoriados e com a manutenção em dia. Isso evitará muitos problemas e ainda ajudará a reduzir custos na indústria.

6. Elimine os gastos com tarifas bancárias desnecessárias

Sabe aquela taxa que está no seu orçamento mas você não costuma dar muita atenção a ela porque “ela sempre está lá” e “faz parte dos gastos”? Reveja isso. 

As tarifas bancárias para indústrias podem ser muito elevadas, então é fundamental renegociar o que for possível e conseguir melhores taxas para o seu negócio. Com o tempo, você verá o impacto dessa ação no orçamento.

7. Reduza os gastos com as contas de água e luz

No caso da conta de água, é possível conscientizar seus colaboradores a respeito da importância da economia desse recurso, por exemplo.

Além disso, contrate uma equipe para fazer uma vistoria periódica da indústria para identificar possíveis vazamentos de água que possam passar despercebidos no dia a dia.

Em relação aos custos de energia elétrica, é possível considerar trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, por exemplo, bem como substituir máquinas antigas por equipamentos mais atualizados e que consomem menos energia.

Além disso, outra alternativa é migrar para o Mercado Livre de Energia. Nele, as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

E mais: nesse mercado não há a incidência das bandeiras tarifárias, as quais muitas vezes acabam elevando ainda mais o preço da energia pago para as concessionárias.

Assim, no Mercado Livre de Energia é possível contratar energia com valores muito mais baixos e, em alguns cenários, alcançar até 35% de economia na conta de luz.

Para fazer o processo de migração com segurança, o ideal é contar com o suporte de uma empresa especializada no assunto, como a Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e que realiza uma consultoria completa para esse processo.

A Esfera também oferece todo o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Ficou interessado? Fale com um de nossos consultores e conheça todas as soluções da Esfera Energia.

Agora você já conhece as principais ideias de redução de custos na indústria, então basta fazer um planejamento e colocar em prática cada uma delas para otimizar sua produção e preservar o orçamento do seu negócio.

Quais fatores influenciam o preço da energia elétrica industrial?

Entenda o que é considerado no cálculo do preço da energia elétrica industrial

A conta de luz é uma das principais despesas de uma indústria, por isso entender quais fatores têm impacto sobre o preço da energia elétrica industrial pode fazer a diferença para o orçamento do seu negócio.

Para começar, é preciso explicar que o setor energético brasileiro está segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

No ACR, o preço é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), enquanto no ACL existe a possibilidade de negociar valores e condições de pagamento de acordo com a geradora ou comercializadora.

No caso da cobrança feita pela ANEEL, considera-se a inflação e os custos e investimentos das distribuidoras.

Além disso, por conta das bandeiras tarifárias, o valor da conta de luz oscila mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade de uso de usinas termelétricas.

Entenda aqui as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

É válido esclarecer também que no ACR existem diferentes classes de consumo e o preço da energia elétrica varia em cada uma delas: residencial, industrial, comercial, rural e de poder público.

Além disso, as tarifas são divididas em dois grupos:

  • Grupo A: média e alta tensão, e também sistemas subterrâneos. Nesse grupo existem as cobranças “horário ponta” e “horário fora ponta” e as tarifas “horária azul” e “horária verde”;
  • Grupo B: baixa tensão, residencial, rural, iluminação pública e demais classes. Aqui também existem duas tarifas: “convencional monômia”, o que significa que a cobrança é a mesma independentemente do horário do dia em que for utilizada, ou “horária branca”, na qual a tarifa muda conforme o horário de utilização do dia.

Fatores que influenciam o preço da energia elétrica industrial

Horário ponta e fora ponta

Esses conceitos estão relacionados à demanda e ao consumo. Demanda é a potência de energia necessária para atender ao consumo em determinados períodos do dia, ou seja, a capacidade do sistema elétrico. Tal potência normalmente é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt).

Já o consumo é a quantidade utilizada, sendo medido em kWh (quilowatt-hora) ou MWh (megawatt-hora). Uma conta de energia tradicional é o acumulado de consumo energético ao longo de um mês inteiro.

Tais horários precisam existir pois em determinados períodos do ano (ou até mesmo ao longo de apenas um dia), a demanda e o consumo de energia podem variar e passar por picos e baixas.

Dessa forma, cobranças diferentes são realizadas de acordo com essas oscilações, as chamadas “tarifas horosazonais”, pois justamente têm como referência a necessidade energética em períodos específicos do dia ou do ano.

Então, as diferenças entre essas tarifas são:

  • Horário ponta: período de três horas consecutivas que normalmente ocorre das 18h às 21h, exceto aos sábados, domingos e feriados. Esse é um período com alta demanda e consumo, de modo que pode ocorrer uma cobrança triplicada de energia, que tem como objetivo estimular a queda do pico e, assim, não sobrecarregar as linhas de transmissão;
  • Horário fora ponta: todas as demais horas do dia além do período ponta. A determinação desse intervalo varia de acordo com a concessionária, mas normalmente é das 0h às 17h59 e das 21h às 23h59.

Aqui você confere um artigo completo sobre as diferenças entre horário ponta e horário fora ponta.

O que são as tarifas azul e verde

Os consumidores do grupo A, que são os de alta tensão, podem escolher qual tipo de tarifa preferem, a tarifa azul ou a tarifa verde. Dessa forma, diferentes perfis de consumo de empresas podem se encaixar melhor nas políticas de preços regulamentadas pela ANEEL.

Veja o que muda de uma para outra:

  • Tarifa azul: a tarifa tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta;
  • Tarifa verde: os valores de consumo podem ser ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior. 

É importante entender esses aspectos pois o preço da energia elétrica industrial varia de acordo com essas diferenciações. 

Além disso, cada estado do Brasil e suas respectivas cidades têm diferentes geradoras e distribuidoras de energia, de modo que o valor pode mudar de um lugar para outro, inclusive no decorrer dos meses, dependendo da incidência das bandeiras tarifárias, por exemplo.

Como calcular o consumo de energia elétrica empresarial

O preço da energia elétrica industrial, que também pode ser chamado de tarifa elétrica (TE) é estabelecido pelas concessionárias de energia. Além disso, as indústrias fazem parte do grupo A, o que significa que o preço do kwh pode ter quatro variações:

  • Preço na tarifa verde no horário ponta 
  • Preço na tarifa verde no horário fora ponta
  • Preço na tarifa azul no horário ponta
  • Preço na tarifa azul no horário fora ponta

Por isso, aqui vamos explicar como você pode calcular o consumo de energia da sua empresa, mas o valor da TE você deverá consultar diretamente na sua fornecedora de energia, pois o preço pode ser diferente de acordo com a sua contratação de energia e também depende de qual cidade do país sua indústria está. 

Para calcular o valor é preciso multiplicar o consumo de energia no período faturado (normalmente apresentado nas faturas de energia na unidade de kWh) pela soma das tarifas de energia (TE) e de uso do sistema de distribuição (TUSD), de acordo com o posto tarifário (consumo ponta e consumo fora ponta). 

O mesmo é utilizado para o cálculo de consumo de demanda: multiplica-se a demanda contratada (ou registrada) pelo valor da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD), também de acordo com o posto tarifário (ponta e/ou fora ponta).

Aqui você confere um artigo completo sobre como calcular o consumo de energia e qual a importância de saber fazer essa análise.

Ao fazer esses cálculos, você pode se surpreender com os custos elevados da sua conta de luz, bem como com o preço da energia elétrica industrial.

Por isso, uma alternativa para você reduzir significativamente essa despesa é considerar a migração para o Mercado Livre de Energia.

Por que considerar migrar para o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia faz parte do Ambiente de Contratação Livre (ACL), como mostramos no começo deste artigo.

Nele, os consumidores livres podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Dessa forma, é possível contratar a energia com melhores condições e, assim, conseguir preços inferiores aos estabelecidos no ACR, sendo possível alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica.

Para fazer a migração é ideal contar com o apoio de uma empresa especializada no processo. A Esfera Energia, por exemplo, é uma empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Fornecemos toda a assistência necessária para o cumprimento das obrigações legais e também atuamos nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia. 

Além disso, você também conta com o hud, nossa plataforma com todos os dados sobre consumo, performance, preço e insights de mercado para você acompanhar todas as informações sobre a sua contratação e ter mais eficiência para gerenciar sua energia elétrica industrial.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para gestão de energia elétrica

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O que é energia de reserva e quando ocorre a cobrança do EER?

Entenda o que é energia de reserva e qual sua importância para o setor energético

Você sabe o que é energia de reserva e para que ela serve? Essa energia tem como objetivo assegurar o fornecimento de energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), especialmente em períodos em que há um aumento expressivo da demanda.

Pode ocorrer também a cobrança do Encargo de Energia de Reserva (EER) caso seja necessário cobrir todas as despesas relacionadas ao fornecimento de energia em determinados períodos.

A seguir vamos mostrar todos os detalhes sobre o que é energia de reserva, o que é o EER e quando ele é cobrado, confira!

O que é energia de reserva

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a energia de reserva tem o propósito de garantir mais segurança ao fornecimento energético no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Esse tipo de energia está presente no Brasil desde 2008 e é regulamentado pelo decreto nº 6.353/2008.

Existem usinas que são contratadas especificamente para complementar o fornecimento no ACR, formado por consumidores cativos, e a negociação ocorre por meio dos Leilões de Energia de Reserva (LER).

Quer saber mais sobre o que é um leilão de energia e quais tipos que existem? Confira o artigo completo aqui.

Tal contratação é feita por meio dos Contratos de Energia de Reserva (CER), os quais formalizam o processo entre os agentes vendedores nos leilões e a CCEE.

Neste caso, a CCEE atua como representante dos agentes de consumo, inclusive dos consumidores livres — que são aqueles que fazem parte do Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Entenda aqui quais são as diferenças entre ACR e ACL.

A quantidade de energia a ser contratada e quais serão as fontes fornecedoras são definidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) de acordo com estudos realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Além disso, essa dinâmica de contratação pode sofrer a taxação do Encargo de Energia de Reserva (EER), que é cobrado de todos os consumidores que fazem parte do SIN.

O que é o Encargo de Energia de Reserva (EER)

O Encargo de Energia de Reserva (EER) se refere à tarifa cobrada para cobrir todos os custos relacionados à contratação da energia de reserva, tais como despesas administrativas, financeiras e tributárias.

O encargo está previsto no decreto nº 6.353/2008 e na Resolução Normativa Aneel nº 337/2008 e o seu valor é rateado entre todos os usuários finais do SIN.

O rateio é feito com base no consumo energético de cada usuário liquidado nos últimos 12 meses, o que significa que aqueles que tiveram um consumo maior acabarão pagando mais pelo EER.

O preço do encargo é determinado de acordo com as Regras de Comercialização de energia elétrica vigentes e é a CCEE a responsável por recolher a tarifa, a qual é cobrada desde 2009.

A gestão desse recurso financeiro, por sua vez, é feita pela Conta de Energia de Reserva (Coner), a qual deve receber o EER e pagar os agentes vendedores de acordo com os termos estabelecidos nos CER.

Além disso, também deve receber eventuais multas referentes à energia de reserva e também referentes à inadimplência no pagamento do EER.

Quando o Encargo de Energia de Reserva é cobrado

A energia de reserva gerada pelas usinas contratadas é liquidada mensalmente pelo Mercado de Curto Prazo, que, de acordo com a CCEE, “pode ser definido como o segmento da CCEE onde são contabilizadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados pelos agentes e os montantes de geração e de consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes.”

O valor dessa energia é abonado no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), mas, quando o PLD está muito baixo e o montante arrecadado não é suficiente para cobrir todas as despesas referentes à operação de fornecimento de energia, há a necessidade de se cobrar o EER. Isso viabiliza o equilíbrio financeiro da Coner.

Dessa forma, a cobrança do EER garante que as usinas recebam o necessário para cobrir suas respectivas receitas fixas. 

Por garantia, a CCEE mantém uma parte do valor arrecadado como um “saldo extra” na Coner como segurança caso haja inadimplência de algum usuário.

A Resolução Normativa Aneel nº 337/2008 estabelece que os usuários de energia de reserva são os “agentes de distribuição, consumidores livres, consumidores especiais, autoprodutores (na parcela da energia adquirida), agentes de geração com perfil de consumo e agentes de exportação participantes da CCEE.”

Importante reforçar que agentes que não efetuarem o pagamento do EER e ficarem inadimplentes correm o risco de serem desligados da CCEE caso não regularizem sua situação o mais breve possível.

De qualquer forma, o fato é que o EER não é cobrado todos os meses, pois depende do montante arrecadado e do valor abatido no PLD. Vale se planejar para que, caso haja a cobrança, o pagamento seja feito e não haja o risco de inadimplência.

Qual a importância da energia de reserva para o setor

Agora que você já sabe o que é energia de reserva, é importante ter clareza sobre sua importância para todo o mercado.

Como explicamos, seu propósito é garantir o fornecimento de energia para todo o Sistema Interligado Nacional, mesmo quando há um aumento da demanda, mas sua relevância vai além disso.

A energia de reserva também proporciona um mercado mais diverso por meio da construção de usinas que fornecem fontes complementares às usinas hidrelétricas, como fontes renováveis (energia solar, eólica e biomassa) e também de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Dessa forma, o setor não corre o risco de sofrer um déficit de fornecimento caso haja escassez de água, por exemplo. Em uma situação como essa, o abastecimento é assegurado pelas usinas de energia de reserva.

Deu para entender o que é energia de reserva e o que é o EER, bem como a importância desse tipo de energia para todo o mercado? Com esse recurso todo o setor fica seguro e não há o risco que alguma empresa fique sem abastecimento.

O que achou sobre as informações sobre o assunto? Se sua empresa é uma geradora, saiba que você pode contar com a Esfera Energia para comercializar sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória.

Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Conheça as soluções da Esfera para usinas geradoras!

Como fazer o monitoramento de energia elétrica?

Entenda o que é o monitoramento de energia elétrica e como fazer

Se o monitoramento de energia elétrica ainda não é uma prática na sua empresa, aqui você irá entender por que é importante começar a fazê-lo o mais breve possível e quais são as vantagens dessa gestão para o seu negócio.

Nesse sentido, fazer uma gestão eficiente é fundamental para garantir que o recurso esteja sendo devidamente aproveitado e que o gasto corresponda ao que de fato é usado, sem desperdício.

Por isso, aqui vamos mostrar tudo o que você precisa saber a respeito do monitoramento de energia elétrica, sua importância e como começar a fazer na sua empresa.

O que é monitoramento de energia elétrica

O processo de monitoramento energético é realizado para entender detalhadamente o consumo de energia ao se analisar pontos que não são contemplados com a precisão necessária nas faturas tradicionais de energia.

Tais faturas também são importantes para para uma gestão eficiente, porém, o intervalo contemplado é de um mês inteiro e, assim, não é possível entender as nuances que acontecem hora a hora, minuto a minuto.

Por isso, ao adotar um sistema de monitoramento de energia elétrica, é possível identificar períodos em que há maior consumo, por exemplo, e elaborar estratégias para otimizar a gestão desse recurso.

Veja aqui o que é gestão de energia elétrica e como fazer com eficiência.

Por que é importante fazer o monitoramento de energia elétrica

O grande desafio para empresas que não têm um sistema de monitoramento de energia elétrica é que não dá para se ter muita clareza sobre quais são as ações do dia a dia que de fato fazem diferença para um melhor aproveitamento energético.

Por exemplo, em uma grande indústria, caso uma máquina seja desligada por 24h, como será possível entender qual foi o impacto em relação à redução de consumo se o único dado disponível será a conta no final do mês?

É justamente por isso que fazer um monitoramento de energia elétrica é tão importante, pois permite que as empresas tenham uma visão mais assertiva sobre o consumo ao longo das horas e não em apenas em um período tão extenso como um mês inteiro.

Fazendo uma gestão adequada do consumo energético, é possível identificar oportunidades estratégicas para reduzir custos e otimizar o uso da energia elétrica em qualquer empresa, de um escritório comercial a uma grande indústria.

Além disso, um sistema de monitoramento adequado permite adotar uma rotina de testes, como substituir equipamentos por modelos mais novos e que consomem menos energia, fazer rodízios de turnos e até mesmo disseminar uma cultura de economia de energia entre os funcionários.

Assim, basta acompanhar os dados hora a hora para identificar o que foi efetivo e o que não funcionou para continuar buscando soluções para economizar cada vez mais e evitar o desperdício de energia.

A relação entre o monitoramento de energia e sustentabilidade

Otimizar o consumo energético e, por consequência, reduzir o desperdício, está diretamente relacionado à preservação ambiental e à sustentabilidade. Mas como isso tudo está relacionado?

Para que qualquer equipamento funcione, uma parte da energia elétrica será aproveitada, enquanto outra invariavelmente acabará sendo desperdiçada no processo.

Assim, é preciso pensar em eficiência energética, ou seja, ações que podem ser tomadas para que esse recurso seja melhor aproveitado e o impacto ambiental seja cada vez menor.

Empresas sustentáveis hoje são referência no mercado e tornaram-se preferência para os consumidores, justamente porque existe uma preocupação global em preservar o meio ambiente por meio das mais diversas ações.

Assim, ao adotar um sistema de monitoramento de energia elétrica, se torna possível identificar o que está causando desperdício e, então, adotar soluções para reverter esse cenário.

Opções para otimizar o monitoramento de energia elétrica

As soluções oferecidas pelo mercado em relação a metodologias e sistemas de monitoramento de energia elétrica são inúmeras, mas aqui mostraremos algumas das mais conhecidas para você se inteirar sobre quais recursos estão à disposição.

Uma delas é a medição de entrada da distribuidora. Isso é possível porque as distribuidoras de energia são obrigadas a permitir acesso ao relógio de energia, no qual é colocado um dispositivo que coleta os dados e os envia para um software que mostrará as informações de consumo a cada 15 minutos, aproximadamente.

Esses dados são os mesmos usados pela distribuidora para formar a conta de luz, mas a diferença é que aqui as empresas têm acesso a uma análise mais específica sobre a demanda em curtos períodos de tempo.

Outra opção é a medição setorial, que permite analisar o consumo energético de forma mais individualizada e específica, ao invés de mensurar apenas a entrada de energia em si, como é o caso do sistema mencionado acima.

Tal medição é muito usada principalmente em locais em que diferentes empresas ocupam um mesmo lugar e é preciso que a medição do consumo seja individualizada, como é o caso de edifícios comerciais e shoppings, por exemplo.

Também é possível usar essa opção para acompanhar como a energia é utilizada em processos específicos dentro de uma produção e, assim, identificar quais são os equipamentos que demandam mais energia e podem ser melhor aproveitados para reduzir o consumo, por exemplo.

Como a Esfera Energia pode te ajudar a monitorar a energia elétrica

A energia elétrica é uma das principais despesas de uma empresa e pode ser que você esteja enfrentando o desafio de encontrar alternativas que ajudem a reduzir os gastos com esse recurso.

Por isso, você pode considerar migrar para o Mercado Livre de Energia. Nele é possível escolher os fornecedores de energia e optar por aquele que ofereça a melhor oferta para o seu negócio.

Ainda não conhece o Mercado Livre de Energia? Aqui explicamos tudo o que você precisa saber a respeito dele.

Caso você queira fazer a migração, você pode contar com o suporte da Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre e que ajuda empresas a economizarem até 35% na conta de luz todos os meses.

Além disso, você também tem acesso ao hud, plataforma com todos os dados sobre consumo, performance energética, preço e insights do mercado, o qual permite fazer um monitoramento de energia elétrica com muito mais eficiência.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para monitoramento de energia elétrica

Ficou interessado? Com a Esfera Energia você tem acesso a soluções completas que te ajudarão a reduzir os custos com energia elétrica por meio de uma gestão inteligente.

Converse com um de nossos especialistas!

Veja como mudar de fornecedor de energia elétrica no Brasil

Tudo o que você precisa saber sobre como mudar de fornecedor de energia

O setor energético no Brasil tem uma série de regras, em especial quando se trata de como mudar de fornecedor de energia. Hoje não são todas as pessoas que têm acesso a essa opção, o que é muito diferente do que acontece na Europa, por exemplo. 

Enquanto aqui é preciso ter uma demanda mínima para conseguir mudar de fornecedor, o mercado europeu é completamente aberto e até mesmo os consumidores residenciais podem escolher de qual empresa comprar energia. 

Segundo um levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), 80% dos consumidores gostariam de poder escolher o fornecedor de energia elétrica. Inclusive, a Abraceel defende o Mercado Livre de Energia, pois isso tornaria o setor mais competitivo. 

Veja no gráfico abaixo a evolução desde 2014 até 2020 do interesse por conseguir fazer essa mudança: 

Percentual de consumidores que gostariam de mudar o fornecedor de energia, segundo a Abraceel

Fonte: Abraceel

A pesquisa também mostra que 64% dos entrevistados trocariam de fornecedor caso a medida fosse implementada no Brasil e, para a maioria das pessoas, o maior motivo de troca seria o preço. 

Isso evidencia o potencial que o Brasil tem para expandir o Mercado Livre e como há demanda pela possibilidade de negociar diretamente com os fornecedores e, assim, conseguir ofertas melhores pela energia contratada.

Mas por que estamos falando em Mercado Livre de Energia? A seguir explicaremos o processo sobre como mudar de fornecedor de energia e quais são os critérios que existem hoje no Brasil. 

O que é preciso saber a respeito de como mudar de fornecedor de energia

O setor energético brasileiro é atualmente segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. Hoje representa cerca de 30% do mercado energético do Brasil.

Por isso começamos o artigo citando o Mercado Livre. Para mudar de fornecedor, é preciso estar no ACL e, no Brasil, ainda há algumas restrições que impedem que todos tenham acesso a todos os fornecedores do país — diferentemente do que acontece na Europa, por exemplo, que permite que todos estejam no Mercado Livre de Energia.

Por aqui, apesar do ACL ter uma parcela menor do setor energético, é um mercado que está em franco crescimento no Brasil. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apenas em setembro de 2020 o Mercado Livre cresceu 22%. Além disso, estão acontecendo cerca de 150 migrações por mês, em média, o maior volume desde 2016.

Para entrar neste mercado é preciso atender a alguns requisitos mínimos. O primeiro deles é fazer parte da CCEE e se enquadrar em algumas das categorias abaixo: 

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Por enquanto, apenas empresas com uma alta demanda de energia conseguem entrar no Mercado Livre para negociar energia — para se ter uma noção, um transformador de rua comum que atende a diversas residências tem uma capacidade de gerar cerca de 75 kW.

Processo para mudar de fornecedor de energia

Para entrar no Mercado Livre é necessário fazer uma migração, desde que se atenda aos requisitos mínimos citados anteriormente. Uma vez no Mercado Livre, é possível fazer a mudança de fornecedor de energia. 

Nele os consumidores podem escolher melhores preços, prazos, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica no país. 

Dessa forma, ganha-se mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo. Inclusive, como no Mercado Livre de Energia as empresas conseguem encontrar melhores ofertas e obter preços inferiores do que os estabelecidos no ACR, é possível alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica.

A energia no Mercado Livre é mais barata justamente pela possibilidade de negociar o preço diretamente com os fornecedores, afinal, quanto maior a competitividade, mais as empresas farão ofertas melhores para conquistar mais clientes, e, por consequência, ampliar sua presença no mercado.

Inclusive, um projeto de lei que está em tramitação no Senado Federal propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores. Entenda aqui todos os detalhes da proposta.

Além disso, o Mercado Livre também permite a contratação de carga sob medida de acordo com a demanda, o que, por sua vez, torna possível fazer uma previsão orçamentária muito mais precisa e amplia o poder de tomada de decisões com base em dados mais assertivos.

E mais: este mercado também permite a venda do excedente de energia. Durante a contratação, pode acontecer de algumas estimativas serem mais altas do que o consumo que de fato acontece. Por isso, a legislação do Mercado Livre permite a venda para os outros agentes do setor e o comprador não fica no “prejuízo”. 

Fazer a migração para o Mercado Livre pode parecer um processo burocrático, por isso existem empresas especializadas que fornecem todo o respaldo necessário para companhias entrarem nesse mercado e usufruírem de todos os seus benefícios, tal como mudar de fornecedor de energia e conseguir preços melhores. 

É o caso da Esfera Energia, empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia. Temos acesso direto aos maiores
geradores de liquidez do mercado, representamos empresas em negociações de compra e venda e fornecemos toda a assessoria necessária para o planejamento da contratação de energia.

Agora que você sabe como mudar de fornecedor de energia, o que está esperando para fazer a migração para o Mercado Livre? Fale agora mesmo com um de nossos especialistas!

Descubra como vender energia no Mercado Livre em etapas simples

Aprenda como vender energia no Mercado Livre

Tanto se fala em compra e venda de energia, mas, afinal, como vender energia no Mercado Livre? Essa dúvida pode surgir para quem está começando a entender as novas formas de negociação existentes no Brasil em relação à energia, e aqui vamos te ajudar a entender isso. 

Porém, antes de começar, é preciso relembrar alguns pontos importantes sobre o Mercado Livre de Energia. Ele permite que os consumidores negociem preços, prazos, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica no país, sem que haja a intermediação de um distribuidor. 

Aqui você confere qual é o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

Isso proporciona aos consumidores mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo. Além disso, essas negociações são possíveis porque hoje o mercado de energia elétrica no Brasil é separado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia. Hoje representa cerca de 70% da energia comercializada no país;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ACR.

Agora ficará mais fácil entender como vender energia no Mercado Livre. A seguir explicaremos o que é preciso saber para fazer uma negociação, mostraremos quais são os requisitos mínimos necessários para entrar no Mercado Livre e também qual a importância de se ter um agente comercializador. Continue lendo. 

Como vender energia no Mercado Livre

Uma das grandes vantagens de vender energia no Mercado Livre é a possibilidade de negociação da energia excedente, desde que haja a autorização da ANEEL para que isso seja feito. 

Ao comprar energia, pode acontecer de o consumidor fazer estimativas que nem sempre irão corresponder ao que de fato será utilizado. Isso significa que a energia que não foi usada pode ser comercializada para outros agentes do Mercado Livre, de modo que todas as partes acabam beneficiadas por isso. 

Além disso, como explicamos anteriormente, aqueles que estão no ACL podem vender e comprar energia diretamente dos fornecedores e comercializadores, sem que haja a necessidade da intermediação de uma distribuidora. 

Isso ocorre por meio da existência de contratos bilaterais e tem valores, prazos e volumes negociados de forma individual. No ambiente livre, os contratos de fornecimento de energia podem ter, no máximo, cinco anos, enquanto no ambiente regulado é possível ter contratos com prazos de até 30 anos.

Requisitos para entrar no Mercado Livre

Para participar do Mercado Livre é preciso atender a alguns requisitos mínimos. O primeiro deles é fazer parte da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e se enquadrar em algumas das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Entenda aqui sobre a comunhão de cargas no Mercado Livre.

Para fins de comparação, um transformador de rua comum que atende a diversas residências tem uma capacidade de cerca de 75 kW. Isso significa que, por enquanto, apenas empresas com uma alta demanda de energia conseguem entrar no Mercado Livre para negociar energia.

De qualquer maneira, isso já está transformando a forma como se compra e consome energia no país, então é cada vez mais importante entender como as negociações no Mercado Livre funcionam para estar preparado para as mudanças que estão por vir.

Nesse sentido, está tramitando no Senado Federal um projeto de lei que propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores. Entenda aqui a proposta.

Importância de uma empresa gestora

Sendo um agente da CCEE e estando no Mercado Livre, o próximo passo para que seja possível vender energia no Mercado Livre é ter uma empresa gestora, a qual irá realizar as operações de acordo com as necessidades dos clientes.

A gestora irá entender quais são suas respectivas demandas para oferecer a eles as melhores opções disponíveis no mercado. Além disso, é seu papel também atuar como uma facilitadora de todas as documentações necessárias para que a operação aconteça. 

Para fazer a melhor negociação de venda, é preciso que a gestora entenda com seu cliente quanto a empresa pretende gerar de economia a longo prazo, para que assim a venda traga os melhores resultados de acordo com aquilo que foi previamente acordado. 

Agora que você já sabe como vender energia no mercado livre, para dar andamento a isso é recomendável ter o apoio de uma consultoria especializada que possa fazer um acompanhamento de todo o processo de negociação. 

A Esfera Energia apoia empresas que desejam entrar no Mercado Livre de Energia e realiza todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para seus clientes.

Além disso, a Esfera também oferece soluções para otimizar a previsão de custos e a gestão da contratação de energia, e trabalha constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

O que é tarifa azul e verde e como escolher a melhor

Diferença entre tarifa azul e verde

Ao realizar a contratação de demanda de energia, uma empresa irá se deparar com duas escolhas: as tarifas azul e verde. Elas estão diretamente relacionadas aos horário ponta e fora ponta, que diferenciam o consumo energético em determinados períodos do dia. 

Então, para ajudar nessa questão, primeiro explicaremos o que é horário ponta e fora ponta, depois mostraremos as diferenças entre a tarifa azul e verde e, por fim, como fazer a melhor escolha para o seu negócio. 

Continue lendo e veja tudo o que você precisa saber a respeito desse assunto.

Horário ponta e fora ponta

Antes de irmos à explicação sobre as tarifas azul e verde, é importante entender qual a diferença entre horário ponta e fora ponta. Esses conceitos dizem respeito à demanda e ao consumo, que, apesar de usualmente serem usados como sinônimos, têm significados diferentes.

Demanda é a potência de energia necessária para atender ao consumo em determinados períodos do dia, ou seja, a capacidade do sistema elétrico. Tal potência normalmente é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt). 

Já o consumo é a quantidade utilizada, sendo medido em kWh (quilowatt-hora) ou MWh (megawatt-hora). Uma conta de energia tradicional é o acumulado de consumo energético ao longo de um mês. 

Ao longo de um dia e em alguns períodos do ano, a demanda e o consumo de energia sofrem variações, passando por picos e baixas. No final da tarde, por exemplo, há um pico, pois as pessoas começam a acender as luzes. Já de madrugada acontecem as baixas, pois muitas empresas não estão operando e a população está dormindo. 

É por conta dessas variações que foram determinados o horário ponta e fora ponta, de modo que cobranças diferentes são feitas de acordo com a demanda e consumo — as chamadas tarifas horosazonais. 

Mas o que é tarifa horosazonal? É o valor cobrado de acordo com o consumo de energia elétrica e a potência requisitada em horários específicos ao longo do dia e também em determinados períodos do ano.

Horário ponta

O horário ponta é um período de três horas consecutivas que normalmente ocorre das 18h às 21h, exceto aos sábados, domingos e feriados. Por conta de ser um horário de alta demanda e consumo, pode haver uma cobrança triplicada de energia — ou seja, uma tarifa horosazonal, pois tem como base a necessidade de energia em um momento específico do dia. 

O objetivo dessa cobrança mais alta é justamente reduzir o pico e não sobrecarregar as linhas de transmissão. 

Horário fora ponta

Horário fora ponta são todas as demais horas do dia além do período ponta. A determinação desse intervalo varia de acordo com a concessionária, mas normalmente é das 0h às 17h59 e das 21h às 23h59.

O que são as tarifas azul e verde

Ao fazer uma contratação de valores, consumidores de alta tensão (grupo A) podem solicitar à concessionária duas opções de enquadramento tarifário: a tarifa azul e a tarifa verde. Tal enquadramento permite que diferentes perfis de consumo de empresas se encaixem melhor nas políticas de preços regulamentadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Qual a diferença entre tarifa azul e verde

A tarifa verde permite que os valores de consumo sejam ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior. 

Já a tarifa azul de energia tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta.

Então, em resumo, a diferença entre a tarifa azul e verde é a tarifa paga no consumo de ponta: a tarifa verde tem apenas um valor para demanda e um preço mais alto no transporte de ponta, ao passo que a tarifa azul tem dois valores de demanda, os quais mudam de acordo com as horas de utilização do dia. 

É importante não confundir a tarifa azul e verde com as bandeiras tarifárias. Estas têm como objetivo informar ao consumidor quando a energia está mais cara ou barata de acordo com três classificações: verde, amarela e vermelha.

Aqui estamos falando especificamente sobre a tarifa azul e verde, às quais estão relacionadas à contratação de valores de energia.

Qual a melhor tarifa para o meu negócio?

A escolha entre a tarifa azul e verde depende de alguns fatores. Por isso, é importante fazer simulações, projetar os consumos no horário ponta e fora ponta, entender qual a demanda energética da sua empresa e então tomar uma decisão. 

Além disso, é válido considerar uma migração para o Mercado Livre de Energia, principalmente porque a energia no mercado livre é cobrada pela distribuidora conforme as regras de ponta e fora ponta sob a demanda de potência e o valor não muda de acordo com os horários em que há picos de consumo.

Para te ajudar nessa decisão, você pode contar com a Esfera Energia, empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia e que também ajuda o cliente a comprar energia nos melhores momentos.

Apoiamos empresas que desejam entrar nesse mercado e fazemos todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para nossos clientes.

Além disso, também temos soluções para otimizar a previsão de custos, tornamos a gestão da contratação de energia mais eficiente e trabalhamos constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

Como calcular o consumo de energia elétrica empresarial?

Descubra como calcular o consumo de energia elétrica

Quando as empresas sabem como calcular o consumo de energia elétrica, a gestão do consumo se torna muito mais assertiva, pois é possível encontrar onde há mais gasto energético e como mudar isso. 

Além disso, o cálculo do consumo empresarial é diferente do residencial, até porque as empresas estão em outro grupo de consumidores. Com o objetivo de tornar o sistema elétrico mais eficiente, foi feita uma divisão entre Grupo A e Grupo B:

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

Os integrantes do Grupo A, por exemplo, precisam determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

Por isso, é importante entender como calcular o consumo de energia, para que assim seja possível fazer negociações com mais assertividade. Além disso, quando uma empresa ultrapassa o valor de consumo que havia sido previamente acordado, é cobrada uma multa sobre isso, então é fundamental saber de fato qual é a demanda de energia para contratar o necessário.

Como calcular o consumo de energia

No Brasil, a tarifa de energia elétrica é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). De acordo com as resoluções da ANEEL, o cálculo da tarifa considera:

  • Energia gerada
  • Transporte de energia até as unidades consumidoras (transmissão e distribuição)
  • Encargos setoriais

O custo da transmissão e distribuição da energia é chamado de Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD). Em relação aos encargos setoriais, estão impostos dos governos Federal, Estadual e Municipal, respectivamente:

  • PIS/COFINS
  • ICMS (diferente entre estados)
  • Contribuição para Iluminação Pública

Além disso, desde 2004 o valor da energia elétrica também passou a ser determinado por meio de leilões. Essa “competição” é benéfica para tanto para as empresas, quanto para os consumidores, pois faz o preço cair. 

Em relação aos custos de transporte de energia, a ANEEL afirma que “atua para que as tarifas sejam compostas por custos eficientes, que efetivamente se relacionem com os serviços prestados.” Já os encargos não são de responsabilidade da ANEEL, mas estão presentes no cálculo por conta da instituição de leis. 

Na imagem abaixo estão as porcentagens de quanto cada parte do cálculo representa no custo total de energia:

Como calcular o consumo de energia elétrica de acordo com diretrizes da ANEEL

Fonte: ANEEL

Para calcular o valor é preciso multiplicar o consumo de energia no período faturado (normalmente apresentado nas faturas de energia na unidade de kWh) pela soma das tarifas de energia (TE) e de uso do sistema de distribuição (TUSD), de acordo com o posto tarifário (consumo ponta e consumo fora ponta). 

O mesmo é utilizado para o cálculo de consumo de demanda: multiplica-se a demanda contratada (ou registrada) pelo valor da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD), também de acordo com o posto tarifário (ponta e/ou fora ponta).

Agora é possível entender melhor como é medido o consumo de energia elétrica no Brasil. Mas por que é importante saber disso, afinal? Vamos explicar a seguir. 

A importância de saber como calcular o consumo de energia

Um dos principais motivos que nós já mostramos aqui anteriormente é o fato de permitir que as empresas tenham mais clareza sobre quanto de energia consomem e, assim, consigam fazer contratos de compra com mais precisão. 

Isso evitará o pagamento de multas por excesso de uso e ajudará a manter o controle sobre o consumo. Aliás, ter mais controle é outra vantagem de saber fazer o cálculo, pois é a partir disso que é possível entender melhor o funcionamento de todos os dispositivos da empresa, fazer projeções e identificar o que pode ser feito para reduzir o consumo. 

Ao reduzir o consumo, por consequência haverá uma economia de energia, o que também é fundamental para qualquer empresa. Buscar soluções a todo momento para otimizar a gestão da energia elétrica é o melhor caminho para reduzir custos e ainda contribuir para o meio ambiente. 

Importante destacar que empresas que prezam pela sustentabilidade são cada vez mais notadas pelos consumidores e vistas com bons olhos. Por isso, pensar em diminuir o consumo energético tem um impacto ambiental muito significativo, então é importante ter atenção a isso. 

Por fim, saber como calcular o consumo de energia também é importante para entender que investir em equipamentos com melhor custo-benefício pode fazer toda a diferença na demanda energética da empresa. Faça uma varredura completa dos aparelhos que gastam mais e procure substituí-los assim que possível. 

Como economizar no consumo e no valor pago pelo kWh

Ao fazer os cálculos, você poderá identificar que o consumo de energia elétrica está muito alto e que o valor do kWh também está elevado. Para isso, é possível lançar mão de algumas opções. 

Um caminho é rever se o valor pago mensalmente para a distribuidora de fato está sendo consumido. Caso contrário, você pode buscar alternativas para rever o preço acordado anteriormente. 

Outra opção é migrar para o Mercado Livre de Energia, o qual permite que empresas negociem diretamente com o gerador ou comercializador de energia elétrica. Isso porque, ao deixar de comprar energia das distribuidoras tradicionais, a empresa pode entrar no mercado livre e escolher o melhor valor dentre os oferecidos por diversas geradoras.

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o mercado livre cresceu 22% no último ano. O dado é muito relevante e mostra como esse segmento está ganhando força no país.

Caso você tenha interesse em fazer a migração e não saiba por onde começar, a Esfera Energia é uma empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Fazemos todo o processo de migração com foco nos ganhos que serão gerados para nossos clientes e também representamos empresas nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

O que é gestão de energia elétrica e como fazer com eficiência?

A importância de fazer a gestão de energia elétrica da sua empresa

Encontrar estratégias para reduzir os custos operacionais é uma tarefa constante em empresas. Nesse sentido, uma gestão de energia elétrica eficaz pode fazer toda a diferença na ponta do lápis e a economia gerada pode ser realocada para outras demandas financeiras do negócio. 

Ou seja, pensar em eficiência energética é fundamental para otimizar quanto se gasta com essa demanda, pois é possível estruturar um plano para encontrar possíveis falhas no consumo e repensar como isso pode ser feito. 

A seguir vamos apresentar tudo o que você precisa saber a respeito da gestão de energia elétrica, mostraremos por que é importante monitorar o consumo de energia e, por fim, vamos explicar como fazer uma gestão verdadeiramente eficaz. Confira!

O que é gestão de energia elétrica

Gestão de energia elétrica são ações que têm como objetivo alcançar a eficiência energética por meio da mensuração do consumo. Com base em dados, é possível encontrar oportunidades para otimizar a demanda atualmente consumida e, assim, evitar o desperdício energético.

Além da redução de custos, outros dois principais objetivos da gestão de energia elétrica são a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, como dióxido de carbono e metano, assim como a redução do risco de um consumo descontrolado acabar com a energia contratada pela empresa e parar a operação por tempo indeterminado — acarretando também na necessidade de realizar uma contratação emergencial, a qual tem um custo muito mais elevado.

Para impulsionar essa gestão e torná-la ainda mais eficiente, foi criada a ISO 50001. 

ISO 50001

ISO é a sigla para “International Organization for Standardization” e é uma federação a nível global que estabelece normas internacionais para diferentes produtos e serviços dos mais diversos segmentos.

No caso da ISO 50001, ela estabelece o Sistema de Gestão de Energia (SGE), o qual tem como objetivo otimizar o desempenho energético das empresas, englobando a eficiência energética e o consumo. 

Segundo informações da ABNT, “a ISO 50001 é apenas uma das muitas normas ISO que vão ajudar a garantir o acesso à energia acessível, confiável e moderna para todos até 2030”. Além disso, 95% dos usuários afirmaram que com a norma foi possível identificar atividades com maior consumo de energia.

Seu foco é tanto a redução das emissões de gases do efeito estufa quanto a economia gerada para as companhias por meio de uma gestão de energia elétrica eficaz. Com a norma, organizações de qualquer tipo podem traçar planos de ação para reduzir a demanda de energia e definir metas para que o objetivo seja atingido dentro de prazos estabelecidos. 

Além disso, a ISO 50001 segue um modelo de “sistema de gestão de melhoria contínua” e estabelece algumas exigências para as organizações, como o desenvolvimento de uma política para o uso adequado da energia, definir metas e objetivos para que tal política seja realizada, mensurar resultados, fazer análises com base em dados para tomar decisões mais assertivas, revisitar a política estabelecida sempre que necessário e trabalhar continuamente para otimizar a gestão de energia elétrica.

Para adquirir a norma, basta acessar o site da ABNT. Lembrando que ela não é obrigatória para nenhuma empresa.

Por que é importante monitorar o consumo de energia?

Dentre as principais vantagens de fazer a gestão da energia elétrica, estão:

  • Identificar oportunidades de otimização de recursos;
  • Entender com mais clareza quando ocorrem os picos de consumo;
  • Fazer análises comparativas das demandas energéticas;
  • Encontrar soluções para reduzir o consumo;
  • Aumento da economia para a empresa;
  • Redução da emissão de gases do efeito estufa no planeta.

A seguir explicaremos melhor a importância do monitoramento constante do consumo de energia para impulsionar a eficiência da empresa.

Ao analisar criteriosamente o consumo energético ao longo de determinados períodos, é possível identificar padrões e oportunidades de otimização. Por exemplo, ao verificar a existência de picos de consumo, uma ação importante a ser feita é checar quais equipamentos estavam sendo usados no momento e averiguar se não é válido substituí-los por outros mais eficientes. 

Porém, é importante lembrar que toda análise deve ser feita em comparação a um período anterior com condições similares de influências externas, principalmente em relação aos níveis de produção. O ideal é selecionar um período do ano vigente e compará-lo com o mesmo período do ano anterior, para citar uma opção. 

De qualquer forma, é fundamental analisar os dados continuamente para checar se as ações necessárias identificadas inicialmente continuam sendo realizadas em prol da eficiência energética. 

Não deixe que os colaboradores esqueçam da importância das ações e também preserve o hábito de fazer a manutenção recorrente de equipamentos para que o consumo não volte a aumentar.

E, claro, como já citamos anteriormente, fazer uma gestão eficiente da energia elétrica é um fator preponderante para reduzir a emissão de gases do efeito estufa que são tão prejudiciais para o planeta. Empresas que prezam pela sustentabilidade são cada vez mais bem vistas pelos consumidores, então dedique uma atenção especial a isso.

Como fazer uma gestão de energia elétrica eficaz

O primeiro passo é estruturar um planejamento com processos, metas e objetivos que devem ser atingidos por meio da gestão energética. Tal planejamento deve ser feito com base em dados obtidos a partir da mensuração da demanda atual, análise da infraestrutura da empresa e projeções sobre qual poderá ser a economia atingida caso as metas estabelecidas sejam alcançadas.

Lembre-se que a gestão energética deve ser um processo contínuo, não apenas uma ação pontual. Após identificar oportunidades de melhoria, é fundamental trabalhar de modo recorrente para que a empresa não volte a operar desperdiçando recursos e gastando mais dinheiro do que o necessário com isso. 

Em relação aos custos, caso nesse levantamento você se depare com um consumo muito alto e preços elevados, este também é o momento de considerar migrar para o Mercado Livre de Energia. 

Nele é possível escolher fornecedores de energia e não ficar mais atado aos preços das concessionárias tradicionais. Além disso, por ser um mercado com mais concorrência entre quem comercializa a energia, o valor da tarifa tende a ser mais baixo.

Aqui você confere um conteúdo completo sobre o que é e como funciona o Mercado Livre de Energia.

Caso você se interesse em fazer a migração, a Esfera Energia é uma empresa que realiza a consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia. Além disso, oferecemos soluções completas para empresas reduzirem até 35% dos custos com a conta de luz e alcançarem a eficiência energética. 

Para tornar esse processo ainda mais otimizado, também temos uma plataforma completa de comunicação e gestão, o hud, que permite acessar rapidamente todos os dados referentes à contratação e consumo da energia, bem como oferece insights sobre a performance energética, proporcionando assim uma gestão completa da energia da sua empresa.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para monitoramento de energia elétrica

Seguindo esses passos, é possível melhorar exponencialmente a gestão de energia elétrica do seu negócio e ainda contar com o suporte integral de uma consultoria especializada no assunto e que tem como foco os ganhos dos clientes. 

Converse com um de nossos especialistas!

Regras do Mercado Livre de Energia que você precisa conhecer

Conheça quais são as regras do Mercado Livre de Energia

A possibilidade de escolher um fornecedor de energia com o melhor custo benefício para sua empresa é muito atrativa, mas antes é preciso conhecer as regras do Mercado Livre de Energia.

Tendo conhecimento das principais diretrizes, é possível começar a planejar a migração para o Mercado Livre. De acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o mercado livre.

Então, se você também quer ter a liberdade de poder negociar o preço da sua energia diretamente com o fornecedor, veja quais são as regras do Mercado Livre de Energia e como fazer a migração.

Principais regras do Mercado Livre de Energia

No Mercado Livre de Energia, os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Antes de explicar quais são as regras, é preciso mostrar como o setor energético no Brasil está segmentado: 

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. Hoje representa cerca de 30% do mercado energético do Brasil.

Então, para fazer a migração para o ACL e, por consequência, para o Mercado Livre, é preciso seguir algumas regras e atender a requisitos mínimos. 

O primeiro deles é se tornar um agente na CCEE para que todos os direitos e deveres das partes envolvidas na negociação sejam garantidos. 

Depois, é preciso se enquadrar em algumas das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Para entender melhor como funciona o Mercado Livre de Energia, confira o artigo completo sobre o assunto.

Lembrando que empresas de qualquer segmento podem fazer parte do ACL, desde que tenham a demanda mínima de energia necessária para operar no Mercado Livre de Energia, pois não há nenhuma restrição em relação a isso. 

Estando tudo certo em relação aos requisitos anteriores, é preciso também rescindir o contrato junto à distribuidora de energia informando a migração para o Mercado Livre, que pode ser efetivada em até 12 meses, dependendo do tipo do contrato.

Tipos de contratos

Para fazer parte do Mercado Livre é preciso ser um agente da CCEE, pois é ela que faz a regulação de todas as operações. Dessa forma, as transações de compra e venda precisam ser formalizadas por dois tipos de contratos:

  • Contratos curtos: as empresas podem optar por essa modalidade principalmente caso o preço esteja alto e não queiram se comprometer com esse custo elevado por muito tempo. Além disso, após o término do contrato, é possível tentar negociar novamente com um valor mais baixo;
  • Contratos longos: esses contratos permitem que os consumidores consigam barganhar preços melhores durante a negociação, até porque uma contratação a longo prazo é benéfica também para o fornecedor. Além disso, normalmente os contratos longos são fechados quando o preço está mais baixo, o que garante uma oferta melhor para o contratante.

De qualquer forma, é importante reforçar que não há garantias. O preço da energia no Mercado Livre é muito volátil por conta de uma série de variáveis: oferta e demanda, condições climáticas, volume de produção das usinas hidrelétricas, preço do combustível, custo de déficit e relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia. 

Então, a melhor alternativa é recorrer a empresas especializadas que possam oferecer suporte para a negociação e definir as melhores estratégias para contração de energia.

Leia também: Existem riscos no Mercado Livre de Energia?

Requisitos técnicos

Dentre as regras do Mercado Livre de Energia também estão alguns requisitos técnicos necessários para a migração. Um deles é adequar o medidor de energia para o novo tipo de fornecimento que será realizado. 

Essa etapa é fundamental para que a empresa opere de acordo com as normas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da CCEE. O ponto de medição é instalado simultaneamente à realização do projeto de medição e comunicação de energia do consumidor que está migrando para o Mercado Livre. 

Tal projeto serve para documentar toda a estrutura física e elétrica do local, de modo que depois seja possível determinar qual será o sistema utilizado na operação. Então, essas informações são repassadas para os órgãos reguladores citados acima, tornando assim todo o processo legal.

Essa parte técnica pode ser um desafio para empresas que não estão habituadas ao sistema do Mercado Livre de Energia, por isso reforçamos a importância de contratar os serviços de uma empresa especializada que possa apoiar a implementação da parte técnica também.

Importante ressaltar que, para operar no Mercado Livre com segurança e de acordo com as normas vigentes, é fundamental fazer o processo de migração conforme as leis estabelecem para que não haja problemas futuros que gerem qualquer tipo de ônus jurídico ou financeiro. 

Diante disso, o mais recomendável é contar com o suporte de uma consultoria que tenha conhecimento detalhado de todas as regras do Mercado Livre de Energia e que possa fazer todo o processo burocrático pela sua empresa.

A Esfera Energia, por exemplo, é uma empresa que realiza a consultoria completa para ajudar seus clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Oferecemos uma assessoria completa no planejamento da contratação, apoiamos empresas para o cumprimento das obrigações legais e trabalhamos para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, fazemos a contratação de energia sob medida para seu negócio e operamos em conformidade com as normas da CCEE e ONS. 

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O que é um leilão de energia?

Veja o que é um leilão de energia e como funciona

Para entender o que é um leilão de energia, basta ter em mente que esse é o processo que viabiliza a contratação de energia no Brasil. Com ele é possível atender às demandas do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o qual é composto por consumidores cativos.

No ACR, a energia é comprada pelos distribuidores justamente por meio de leilões. Após isso, o preço é determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A seguir explicaremos exatamente o que é um leilão de energia, como ele é regulado, como funcionam os leilões e por que é importante que eles existam.

Confira.

O que é um leilão de energia e como ele é regulado

O leilão de energia serve para que os responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica no Brasil “disputem” entre si e garantam que a demanda do mercado seja atendida dentro de um período determinado.  

Isso significa que nos leilões ocorre uma concorrência entre os agentes do setor para que seja feita a negociação dos contratos de fornecimento de energia dentro de um prazo previamente estabelecido.

Assim, é possível definir quem serão os responsáveis pela operação ou construção das instalações de transmissão. 

Hoje os leilões de energia são o principal caminho para se contratar energia no Brasil e ocorrem desde 2002. Eles são realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com delegação da ANEEL.

Como funcionam os leilões de energia elétrica?

Hoje todo o processo ocorre online e a ANEEL determina qual é o valor máximo que a energia poderá ser comercializada no país. Os vencedores são aqueles que conseguem atingir a menor tarifa e, assim, tornam a contratação de energia mais eficiente. 

Segundo a CCEE, existem nove categorias de leilões de energia:

1. Leilão de Venda

Esse foi o primeiro leilão realizado e aconteceu em 2002. O objetivo foi disponibilizar a energia fornecida pelas geradoras federais, estaduais e privadas para os distribuidores e comercializadores. Dessa forma, todos puderam ter acesso de forma justa aos lotes de energia.

2. Leilão de Fontes Alternativas

Com o surgimento das fontes renováveis de energia, surgiu também esse tipo de leilão. Nele entraram as energias eólica, de biomassa e energia proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), aumentando assim as opções disponíveis no mercado energético brasileiro.

3. Leilão de Excedentes

Esse leilão aconteceu em 2003 e, como o próprio nome já diz, teve como objetivo vender o excesso de energia elétrica gerada pelas concessionárias e autorizadas responsáveis por isso no Brasil.

4. Leilão Estruturante

O objetivo do leilão estruturante é a compra de energia de projetos de geração indicados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e devem ser aprovados pelo presidente da República.

Esses leilões têm como foco empreendimentos que são prioridade em relação à licitação e implantação de energia por conta de seus objetivos estratégicos e por atender a determinadas demandas de interesse público.

5. Leilão de Energia de Reserva

A possibilidade de contratar energia de reserva foi uma solução encontrada para garantir mais segurança em relação ao fornecimento de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Então, para contratar esse tipo de energia (que também é vista como um “seguro”), é preciso participar dos leilões de energia de reserva.

6. Leilão de Energia Nova

Conforme novas usinas são construídas, é preciso criar alternativas para atender ao aumento de carga dessas distribuidoras. Para isso, existem os leilões de energia nova, nos quais é possível vender e contratar energia de usinas que ainda serão construídas.

Esse leilão pode ser de dois tipos: A-3, que são usinas que começarão a operar em até 3 anos, e A-5, que iniciarão suas operações comerciais em até 5 anos.

7. Leilão de Energia Existente

Esses leilões foram criados para a comercialização de energia gerada por usinas que já estão construídas e operando e que seus investimentos já tenham sido “pagos”, pois, assim, a energia possui um custo mais baixo.

8. Leilão de Compra

Os leilões de compra aconteceram em 2003 e 2004 e teve como objetivo permitir que a energia de produtores com “sobras contratuais” pudesse ser comprada pelos distribuidores.

9. Leilão de Ajuste

Por fim, esse tipo de leilão serve para readequar os contratos de aquisição de energia por conta de diferenças entre previsões realizadas e o que de fato aconteceu no mercado.

Por que é importante que existam leilões de energia?

Os leilões de energia permitem a livre concorrência e a expansão do mercado no Brasil e também regulam a forma como os contratos são negociados no país. Isso possibilita que haja uma disputa justa e que investimentos sejam feitos para a criação de novas instalações. 

Além disso, os leilões determinam quem serão os prestadores de serviço e quais são as melhores alternativas para que os custos de produção e transmissão sejam menores. Assim, no final, o consumidor é o maior beneficiado, tendo uma cobrança de tarifa adequada pela energia que está recebendo. 

Entender o que é um leilão de energia e tudo relacionado a ele pode parecer um desafio, mas a Esfera Energia está aqui para te ajudar.

Apoiamos empresas que desejam entrar no Mercado Livre de Energia e realizamos todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para os nossos clientes.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

Entenda como o preço de energia no Mercado Livre é definido

Qual o preço da energia no Mercado Livre

É comum ter dúvidas sobre o preço da energia no Mercado Livre, especialmente porque muitas variáveis impactam na definição do valor.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores têm a possibilidade de negociar o preço, prazos, volume e forma de pagamento de acordo com suas respectivas demandas, mas também há uma precificação diferente quando há uma “sobra” de energia produzida que volta para o mercado.

Aqui vamos te ajudar a entender os critérios para a definição do preço da energia Mercado Livre, mostraremos quais são as regras atualmente existentes e se há uma média de preço usada como referência.

Confira!

Como é definido o preço de energia no Mercado Livre?

Enquanto no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) o preço é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no Ambiente de Contratação Livre (ACL) existe a possibilidade de negociar valores e condições de pagamento de acordo com a geradora ou comercializadora.

No caso do reajuste feito pela ANEEL, é levado em consideração a inflação e os custos e investimentos das distribuidoras. Além disso, por conta das bandeiras tarifárias, o valor da conta de luz oscila mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade de uso de usinas termoelétricas.

Assim, no Mercado Livre de Energia as empresas conseguem encontrar melhores ofertas e obter preços inferiores aos estabelecidos no ACR, sendo possível alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica, um número muito expressivo considerando o volume de consumo das empresas.

Mas, afinal, como o preço da energia é estabelecido no Mercado Livre e por que ele consegue ser mais barato? 

Confira qual é o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

O fato é que muitas vezes as geradoras acabam produzindo mais energia do que havia sido previamente acordado para vender às distribuidoras no mercado regulado — aquele formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia.

Assim, a “sobra” acaba sendo ofertada no Mercado Livre de Energia, já que não é possível estocar/armazenar o excedente produzido. Essa diferença tem seu preço definido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Preço de Liquidação de Diferenças (PLD)

O PLD é o valor de energia calculado em R$/MWh que é utilizado na liquidação da energia no mercado de curto prazo (MCP). Ele serve para balizar os preços de todas as negociações e é definido semanalmente pelo CCEE para cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul). 

Além disso, o PLD é limitado por um preço mínimo e por um preço máximo, os quais são estabelecidos anualmente pela ANEEL. 

Assim, é possível dizer que o PLD serve para equilibrar os custos entre a oferta e a demanda de energia no país. Porém, seu preço é variável por conta de uma série de fatores que mostraremos a seguir.

Apesar dos contratos a longo prazo também serem negociados ao custo do PLD, o valor não sofre tanta volatilidade porque há mais tempo para consumo, ao passo que nas negociações no mercado de curto prazo o preço oscila mais pois se negocia o déficit e o excedente de energia das empresas.

E mais: ao comprar energia em grandes volumes, é possível negociar os contratos com valores mais atrativos. As empresas também são protegidas pela previsibilidade dos preços nessas negociações, pois o contrato estabelece o valor que será pago pela energia ao longo de todo o seu período de vigência.

Existem riscos no Mercado Livre de Energia? Quais são eles?

Voltando ao PLD, segundo o CCEE, “são utilizados modelos matemáticos para o cálculo do PLD”. A conta leva em consideração tanto a forte presença de usinas hidrelétricas no Brasil, quanto o risco de déficit no fornecimento, o que torna necessário recorrer à geração térmica de energia. Esse caminho aumenta os preços de operação principalmente por conta do uso de combustíveis.

Então, de modo geral, a definição considera:

  • Volume de produção das usinas hidrelétricas
  • Condições climáticas (quando mais chuva, maior o volume de água nas usinas)
  • Demanda de energia pelos consumidores
  • Preços de combustível 
  • Custo de déficit
  • Relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia

O resultado desse processo são os Custos Marginais de Operação (CMO) para cada período analisado, para cada patamar de carga e também para cada um dos submercados, por isso a existência dessa divisão.

Assim, o PLD tem seu valor estabelecido por semana-patamar (leve, médio e pesado) de acordo com o CMO e também dentro dos preços mínimo e máximo previamente sinalizados pela ANEEL para cada um dos submercados.

Porém, a partir de janeiro de 2021 o cálculo deixará de ser por patamar e passará a ser PLD horário, o que significa que serão feitas publicações diárias com valores hora a hora para as 24 horas do dia seguinte.

A mudança servirá para todos os agentes do Mercado Livre de Energia. De qualquer forma, o que passará a ser diferente é apenas a frequência da precificação.

Existe uma média de preço?

O primeiro ponto a ser considerado é justamente os valores mínimo e máximo estabelecidos anualmente pela ANEEL. Abaixo está uma tabela da CCEE com os valores vigentes desde 2017:

Como o preço de energia no Mercado Livre é estabelecido

Fonte: CCEE

Como explicamos acima, os preços costumam variar muito por conta de uma série de fatores, como clima, oferta e demanda atuais e futuras. É justamente por isso que o CCEE determina semanalmente os valores para cada submercado. 

No período de 17 a 23 de outubro, por exemplo, o preço médio das cargas nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte estava em R$ 318,45 o MWh e no Nordeste R$ 220,60.

Em 2020, por conta da pandemia, o preço da energia no Mercado Livre sofreu uma redução considerável e alcançou um dos menores patamares dos últimos anos.

Estimava-se que os valores continuariam dessa forma até 2021, mas por conta da redução das chuvas e do aumento da carga, houve novamente um aumento do PLD e, por consequência, os preços previstos para 2021 subiram também.

Acompanhar as oscilações do Mercado Livre de Energia pode ser um desafio, mas estamos aqui para te ajudar. A Esfera Energia funciona como uma consultoria que ajuda o cliente a comprar energia com o melhor preço no melhor momento possível.

Apoiamos empresas que desejam entrar nesse mercado e fazemos todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para nossos clientes.

Além disso, também temos soluções para otimizar a previsão de custos, tornamos a gestão da contratação de energia mais eficiente e trabalhamos constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!