Qual a diferença entre energia residencial e comercial?

Imagem de dois prédios para ilustrar a diferença entre energia residencial e comercial

Não sabe por que existe diferença de preço entre a energia residencial e comercial? Então você está no lugar certo. Ao longo deste artigo, você conhecerá, em detalhes, tudo relacionado ao tema.

É fato que a energia comercial é mais cara, mas existe uma explicação para isso. Ela está diretamente relacionada aos grupos tarifários e à demanda de energia das unidades consumidoras.

Não ficou claro ainda? Calma! Continue lendo e saiba mais.

Como é feita a distinção entre energia residencial e comercial?

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é a responsável por regular as tarifas de energia no Mercado Cativo, também chamado Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Nele, existem cobranças diferentes entre a energia residencial e a energia comercial

Isso ocorre por conta das “classes de consumo” estabelecidas pela Resolução Normativa ANEEL n. 414/2010. Segundo informações da ANEEL, elas são:

  • Residencial;
  • Industrial;
  • Comercial;
  • Rural;
  • Poder público.

Cada uma delas tem diversas subclasses, justamente para facilitar a categorização das unidades consumidoras de acordo com suas respectivas finalidades.

Por que a tarifa comercial é muito mais cara que a residencial?

A diferença de preço entre energia residencial e comercial ocorre por conta das modalidades tarifárias, definidas de acordo com o grupo tarifário, como pode observar a seguir: 

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias e estabelecimentos comerciais de médio e grande porte, e os sistemas subterrâneos. Sofrem a incidência da tarifa horária azul e tarifa horária verde;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências, áreas rurais, iluminação pública e comércios de pequeno porte. Sofrem a incidência da tarifa convencional monômia e tarifa horária branca

Os consumidores do Grupo A pagam pelo consumo e também por uma parcela de demanda de energia contratada, tenha ela sido usada ou não.

Por outro lado, os integrantes do Grupo B são cobrados apenas pelo consumo. Isso significa que arcam somente com o volume de energia que foi utilizado ao longo do mês. Essa é a principal diferença entre a conta de energia residencial e comercial.

A seguir detalharemos cada uma das tarifas mencionadas.

Tarifa horária azul

A tarifa horária azul (ou tarifa horosazonal azul) tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta. 

De forma simples, horário ponta é o período com alta demanda e consumo (normalmente das 18h às 21h, exceto aos sábados, domingos e feriados) e a cobrança de energia pode triplicar. Por outro lado, o horário fora ponta contempla todas as horas que não se enquadram nesse intervalo.

Aqui explicamos os detalhes sobre as diferenças entre horário ponta e horário fora ponta.

Tarifa horária verde

A tarifa horária verde (ou tarifa horosazonal verde) permite que os valores de consumo sejam ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior. 

Saiba mais sobre as tarifas azul e verde.

Tarifa horária branca

Há também a tarifa horária branca, aplicada aos consumidores do Grupo B. Nela, existem tarifas diferentes de acordo com o dia e horário de utilização. Para economizar, o consumidor pode optar por utilizar mais energia fora dos horários de pico, por exemplo.

Tarifa convencional monômia

O cálculo da tarifa convencional monômia é mais simples, pois considera apenas o consumo de energia, independentemente da demanda de potência ou do horário. Ou seja, os consumidores pagam um valor fixo pelo serviço de distribuição de energia, sem importar a quantidade de energia consumida.

Tarifa convencional binômia

Vale explicar também a tarifa convencional binômia. Essa é a cobrança feita separadamente pelo consumo de energia e pela demanda de potência da unidade consumidora, a despeito dos horários de utilização ao longo do dia. 

Ela incide sobre os consumidores do Grupo A, justamente por eles demandarem mais energia do sistema. Como as tarifas são proporcionais ao consumo e ao uso da capacidade do sistema elétrico, quem usa mais energia paga mais por isso. 

Agora ficou mais claro por que a energia comercial é mais cara? Como as regras de cobrança diferem do Grupo A e para o Grupo B, por consequência o preço final na conta de luz também muda.

Essas regras se aplicam ao Mercado Livre de Energia?

A diferença entre energia residencial e comercial não ocorre no Mercado Livre de Energia. Como explicamos no começo do artigo, as tarifas definidas pela ANEEL são vigentes apenas no Mercado Cativo

Os consumidores livres do Mercado Livre de Energia podem definir o preço, prazo, volume e forma de pagamento da energia diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras.

Isso acontece porque o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos com têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Quer saber mais? Confira nosso e-book completo com todas as informações sobre o Mercado Livre de Energia.

Apesar de as residências ainda não poderem migrar para o Mercado Livre de Energia, os comércios podem considerar fazer esse processo, desde que se enquadrem em pelo menos uma das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

A comunhão de cargas é uma alternativa viável para as empresas que desejam fazer parte do Mercado Livre de Energia, mesmo sem ter a demanda mínima necessária para tal. 

Se você ficou interessado, aqui explicamos como funciona a comunhão de cargas.

A boa notícia é que existe uma proposta em análise no Ministério de Minas e Energia para uma futura abertura do Mercado Livre de Energia. O plano de reforma prevê a redução gradual das exigências para atuar no setor. Eventualmente, isso poderá permitir que até mesmo consumidores residenciais migrem para o ACL

Tal medida faz bastante sentido, especialmente considerando que 80% dos consumidores gostariam de poder escolher o fornecedor de energia elétrica, segundo um levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Entendeu a diferença de preço entre a energia residencial e comercial? Esperamos que sim!

Conte com a Esfera Energia para tirar todas as suas dúvidas a respeito do assunto e considerar a migração para o Mercado Livre de Energia.

Saiba mais sobre a privatização da Sulgás

O governo do estado do Rio Grande do Sul está em processo de privatização da Sulgás, empresa de distribuição de gás canalizado do estado.

A expectativa é que a privatização da Sulgás traga investimentos para o sistema no estado, modernize a infraestrutura do sistema de distribuição e aumente a malha de dutos.

Há um potencial de desenvolvimento de novos negócios na região do porto de Rio Grande e no Vale do Itaqui.

Pela venda de sua participação na concessionária, o governo do RS arrecadou R$ 928 milhões.

Além do avanço no setor da indústria, os recursos desta transação serão usados para a saúde, educação e segurança pública.

Os investimentos na expansão da malha de distribuição devem atender também o abastecimento comercial e urbano nas principais cidades do estado, de acordo com o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Luiz Henrique Viana.

A transferência dos ativos de distribuição para a iniciativa privada é parte de um processo mais amplo de organização dos agentes atuantes na cadeira de gás natural que identificam oportunidades no mercado e desenvolvem soluções para atuar tanto no Mercado Cativo quanto no Mercado Livre.

Neste contexto, a Petrobrás, principal atuante na cadeia de óleo e gás no país, assinou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em que se compromete a sair dos ativos de processamento, transporte e distribuição de óleo e gás até dezembro de 2021 e em junho deste ano encerrou sua participação na BR Distribuidora, empresa que atua no mercado de distribuição de combustível e que é sócia de diversas distribuidoras estaduais de gás natural, da qual tinha 41% de participação.

Este processo tem o objetivo de desverticalizar o setor e permitir a entrada de novos agentes neste mercado, fomentando o mercado livre de gás.

Quer saber mais sobre o mercado de gás? Converse com um de nossos especialistas!

COP26 pretende estabelecer critérios para mercado de carbono

Em novembro a Inglaterra sedia a COP26, Conferência de Clima organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global e as iniciativas propostas para redução destes impactos.

Na conferência 200 países devem apresentar seus planos para redução da emissão dos gases de efeito estufa até 2030.

Esta iniciativa, proposta no “Acordo de Paris” em 2015, estabelece que os países deverão estabelecer medidas para garantir que o aumento da temperatura média do planeta não exceda 2°C, quando comparado às médias pré-industriais.

Para alcançar estas metas, a iniciativa de regulação do mercado global de crédito de carbono é bastante aguardada pelas empresas e governos.

Mas afinal, o que são créditos de carbono?

A depender do tipo de atividades desenvolvidas pelas empresas ou países, as instituições podem ter perfil de retenção de carbono ou emissão de gases de efeito estufa.

Como o desenvolvimento tecnológico de soluções para neutralizar a emissão de carbono nos processos produtivos, agentes que absorvem mais gases do que emitem podem comercializar crédito de carbono para que agentes que emitem mais possam neutralizar suas emissões, o que forma um mercado de negociação destes ativos.

O Brasil é um dos países com maiores potenciais de venda de crédito de carbono porque tem uma matriz energética renovável e tem retenção de carbono em suas florestas e agronegócio.

O que é necessário para desenvolver este mercado?

Para que este mercado se desenvolva é necessário um acordo que padronize os mecanismos de funcionamento do mercado de carbono e assim garantir que as metodologias de mensuração de retenção e emissão de gases de efeito estufa e a precificação sejam estáveis, confiáveis a longo prazo.

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Indicadores de desempenho ambiental: o que são e quais analisar?

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Os indicadores ambientais são dados extraídos a partir das atividades de uma empresa, que avaliam o desempenho dos esforços realizados por meio das políticas de sustentabilidade do negócio.

Acompanhar essas métricas é uma forma de mensurar o impacto que as operações geram no meio ambiente e também de evoluir nas boas práticas à medida que a empresa conquista melhorias.

Para ser uma empresa sustentável é fundamental conhecer quais são os indicadores de desempenho ambiental e, a partir deles, traçar metas para reduzir os impactos causados pelas atividades.

Essa é uma tarefa de gestão interna muito importante que ganha força no mercado, pois hoje, as empresas que se preocupam com o meio ambiente e criam formas de otimizar seus processos se destacam das concorrentes.

Como cada negócio tem suas características próprias e exerce uma influência diferente com suas atividades, saber como direcionar a análise dos indicadores é fundamental.

Continue a leitura e entenda o que é, quais são e a importância de estabelecer indicadores de desempenho ambiental.

Boa leitura!

O que são indicadores de desempenho ambiental?

Os indicadores de desempenho ambiental são informações que a empresa extrai sobre suas atividades para melhorar a performance de seus processos e reduzir os impactos dos mesmos no meio ambiente.

A gestão ambiental é importante para todo tipo de negócio, mas as grandes indústrias produtoras que geram muitos resíduos e movimentam uma grande cadeia de produção e distribuição são as que mais investem nesse monitoramento.

Outro fator que torna a mensuração de indicadores de desempenho ambiental tão relevante é que a sustentabilidade passou a ser um valor estratégico no mercado.

Empresas que processam e avaliam seus dados ambientais conseguem mostrar que estão alinhadas com o desenvolvimento sustentável.

Em um mundo com recursos finitos, ter uma visão de curto, médio e longo prazo dos impactos causados e ações para otimizar essa influência mostra que o negócio está atento às demandas atuais.

A comunicação depois que os dados são mensurados também é uma iniciativa que complementa o trabalho, afinal, mostrar informações concretas traz mais credibilidade frente aos diversos públicos da empresa como consumidores, fornecedores e parceiros.

Leia também: Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais.

Quais são os indicadores de desempenho ambiental?

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Agora que você já sabe o que são os indicadores de desempenho ambiental, deve estar se perguntando quais deve selecionar e mensurar no seu negócio, não é mesmo?

Nesse caso, não existe exatamente uma resposta padrão para todas as empresas. Cada tipo de negócio tem um modo de operação e, consequentemente, exerce uma influência no meio ambiente. Por isso, a lista de indicadores varia.

Para auxiliar no processo de definição, mensuração e análise dos indicadores de desempenho ambiental, muitas empresas adotam a Norma ISO 14031.

As regras da norma auxiliam na implementação de uma gestão ambiental consistente e adequada à realidade de cada negócio.

Com essa orientação, é mais fácil ser objetivo ao estabelecer as metas relevantes, facilmente entendidas e também alcançáveis.

A partir dos dados selecionados, é possível avaliar os esforços feitos para alcançar as metas ambientais e se estão dando certo ou precisam de ajustes.

É importante destacar que a Norma ISO 14031 é aplicável a empresas de todos os tamanhos e segmentos de negócio, independentemente da complexidade do serviço/produto produzido e da localização.

Mas ela não funciona como uma certificação. É uma ferramenta de gestão interna que orienta o trabalho relacionado às práticas ambientais.

Tipos de indicadores ambientais

Seguindo as regras da ISO 14031, os indicadores de desempenho ambiental podem ser divididos em duas categorias: os indicadores gerenciais e indicadores operacionais.

O indicadores gerenciais são dados relacionados às ações internas que impactam o desempenho ambiental do negócio como:

  • horas de treinamento para equipe de colaboradores;
  • parcela para investimento em pesquisa dentro do planejamento financeiro;
  • adequação da empresa a normas ambientais do setor, entre outras.

Já os indicadores operacionais vão mostrar os resultados que as atividades diárias tem no meio ambiente como:

  • uso de combustíveis fósseis nas operações;
  • geração de resíduos sólidos ou líquidos;
  • emissão de gases estufa, como o carbono;
  • quantidade de energia gasta por produto ou produção.

Implementando uma Avaliação de Desempenho Ambiental com o apoio da ISO 14031, é possível alinhar seu negócio com as práticas atuais para preservar e oferecer mais qualidade de vida no presente e no futuro.

Leia também: O que é o PNE 2050? Conheça as diretrizes para uso de energia.

Quais as vantagens dos indicadores ambientais?

A frase abaixo do famoso estatístico William E. Deming ressalta de forma objetiva as vantagens de mensurar os indicadores de desempenho ambiental:

“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia”.

Informação consistente é o ponto de partida para fazer análises assertivas e evitar que o seu negócio cause desastres ambientais.

Com dados em mãos, a equipe pode trabalhar para melhorar o gerenciamento de resíduos, criando um plano para diminuição até reduzi-lo totalmente.

Outra vantagem é não ser autuado por órgãos oficiais por descumprimento de padrões ambientais, o que gera gastos com pagamentos de multas e processos.

Dicas para definir indicadores de desempenho ambiental na indústria

Na hora de escolher entre os indicadores de desempenho ambiental quais serão avaliados no seu negócio, priorize os seguintes aspectos:

  • simplicidade e facilidade de interpretação: escolha métricas que mostram objetivamente a evolução como aumento ou diminuição;
  • gastos otimizados: a menos que seja necessário, selecione indicadores que possam ser obtidos sem necessidade de exames e análises complexas que vão gerar custos altos;
  • agilidade para calcular: quanto acessíveis forem os dados, mais rápida é a execução dos cálculos;
  • usar unidades de medidas conhecidas: toneladas, kilowatts, metros cúbicos, porcentagem são alguns exemplos de medidas objetivas e que dão clareza aos indicadores.

Acompanhe o desempenho ambiental do seu negócio

Os indicadores de desempenho ambiental podem ajudar o seu negócio a otimizar diversos processos, incluindo a utilização de energia.

Além de analisar onde é possível diminuir o consumo, também auxilia no estudo para adquirir energia de forma mais barata e de fontes limpas e sustentáveis.

O caminho para essa solução pode estar na migração para Mercado Livre de Energia. Não sabe como funciona? Assista ao vídeo abaixo e descubra se o seu negócio pode migrar:

Ficou interessado e quer saber por onde começar? Então baixe o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.

Transição energética: o que é e como o Brasil está nesse contexto?

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A transição energética é o processo pelo qual um país passa ao fazer mudanças em suas matrizes energéticas para sair de uma produção rica em gases estufa (ex: petróleo, carvão) e investir em fontes de energia renováveis e mais limpas, o que tem como objetivo assegurar a longevidade do sistema.

Nos últimos anos, a preocupação com os efeitos da emissão excessiva de gases como o carbono no meio ambiente colocou o mundo inteiro em alerta.

Eventos como a Eco-92 em 1992 e a Rio+20 em 2012, ambos promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), e a COP21 em 2015, exemplificam que a preocupação com a sustentabilidade e a capacidade dos países de lidarem com os efeitos da exploração dos recursos é um tema muito importante.

O Acordo de Paris, assinado na COP 21, por exemplo, reuniu a assinatura de 195 países que se comprometeram a frear suas emissões de gases que causam o efeito estufa e, consequentemente, o aumento da temperatura global.

Por isso, o conceito de transição energética não poderia ser mais atual, pois é importante buscar a eficiência energética, ou seja, aproveitar melhor o potencial das fontes de energia não só gastando menos, mas também evitando desperdícios.

Continue a leitura e entenda melhor o processo de transição, os objetivos que se pretende alcançar com essa iniciativa e o cenário da transição energética no Brasil.

O que é transição energética?

O conceito de transição energética está atrelado às mudanças feitas nas fontes geradoras de energia em um país, migrando de soluções que geram excesso de resíduos como petróleo para fonte renováveis como energia solar, eólica, biomassa, entre outros.

Diante de um cenário onde o excesso de poluição gerado pelos países do mundo provoca preocupações que são discutidas a anos, é importante ter atenção a desigualdade dentro desse cenário.

O estudo Tracking SDG 7: The Energy Progress Report destaca que se não acontecer mudanças profundas, em 2030, 660 milhões de pessoas ainda não terão acesso à eletricidade.

O relatório joga o holofote no trabalho por vir, mas destaca também que nos últimos anos (2010 a 2019, período analisado pelo estudo), mais de um bilhão de pessoas obtiveram acesso a energia elétrica, principalmente, através de fontes renováveis.

Então, a transição energética é um caminho que todas as nações devem percorrer como forma de preservar o planeta e seus recursos para as gerações futuras.

Além de promover mais qualidade de vida para a sociedade atual que já sente os impactos do aumento da temperatura global, que a cada ano evidencia o que os excessos vêm causando para a coletividade.

Qual o objetivo da transição energética?

O objetivo da transição energética é colocar os países em movimento na busca de formas mais sustentáveis de atender as demandas da sua população.

A busca por um desenvolvimento sustentável significa que existe uma preocupação com o presente e com o futuro para que a eficiência energética exista na prática.

Então, o objetivo dessa transição também envolve a educação sobre o uso da energia.

Mesmo vindo de recursos renováveis, a energia deve ser melhor aproveitada, afinal, esse recurso ainda não chega para todos no planeta.

No Brasil, por exemplo, em áreas remotas dos estados da região Norte, o consumo elétrico representa menos de 1% do consumo do país.

Devido a essa limitação, para ter acesso a eletricidade, essas áreas recorrem a combustível fóssil que custa caro, polui mais e é de difícil acesso.

De olho na transição energética, diversos projetos na região focam no uso da energia renovável como a energia fotovoltaica para melhorar o acesso nessas comunidades isoladas.

Iniciativas como essa, reforçam o motivo pela qual as fontes renováveis são estratégicas, pois elas podem ser implementadas para aproveitar melhor a capacidade do local que precisa de energia.

Como e quando deve se processar a transição energética brasileira?

O Brasil já investe em iniciativas relacionadas à transição energética.

Dentro da ANEEL, existe a área que se dedica a Pesquisa de Eficiência Energética para estudar a viabilidade de uso de soluções geradoras como energia solar, energia biomassa, energia eólica, entre outras.

Por ser um país de extensão territorial grande, com condições climáticas diversas, os recursos renováveis conseguem ser muito bem explorados e existe muito espaço para inovação.

De acordo com o último Balanço Energético Nacional (BEN) divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, o uso de fontes renováveis já representa 46,1% da matriz energética do Brasil.

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Fonte: Relatório BEN 2020.

O balanço também destacou o crescimento da energia solar que aumentou 92% e o da energia eólica que aumentou 15.5%.

O cenário é positivo e mostra que o país está atento às questões energéticas. E isso se justifica pelo crescimento do consumo: no uso residencial subiu 3,5%; enquanto o uso comercial subiu 4,5%.

Avaliando o panorama como um todo, o Brasil se destaca no cenário mundial usando três vezes mais fontes renováveis que a média.

Além do investimento interno, o Brasil, assim como outros países, se comprometeu junto a Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2016 a:

  • reduzir em 37% emissões de gases estufa até o ano de 2025; e
  • reduzir 43% os níveis de emissão até 2030.

Outras iniciativas com as quais o país se comprometeu foram:

  • aumentar em 18% a participação de bioenergia na matriz nacional;
  • tornar o setor elétrico 10% mais eficiente;
  • atingir 45% de participação de fontes renováveis na matriz energética nacional.

Leia mais sobre o cenário atual no artigo: Energia renovável no Brasil: confira oportunidades, desafios e exemplos de empresa que utilizam.

Quer alinhar sua empresa com a transição energética?

Entender o que é o processo de transição energética é importante, pois alinha governo e sociedade na busca por um mundo com mais qualidade de vida para todos.

Ter um negócio com objetivos de longo prazo é um desafio que passa também pela eficiência energética conquistada com a execução das operações diárias.

Por isso, muitas empresas buscam alternativas para encontrar novas fontes e o Mercado Livre de Energia abre uma nova porta.

Veja no vídeo abaixo e entenda como funciona e quem pode migrar para esse mercado:

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Gestão de fornecedores: entenda a importância e como fazer

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A gestão de fornecedores é essencial para toda empresa que precisa de terceiros para suprir necessidades do seu negócio.

Com organização e profissionalismo, é possível criar um relacionamento sólido e duradouro com os fornecedores, o que garante os melhores preços, além de condições de pagamento flexíveis.

Por isso, aprender como fazer esse processo ajuda a manter as atividades funcionando sem problemas como a falta de insumos e matéria-prima.

Continue a leitura e entenda o que é, a importância e como fazer a gestão de fornecedores, criando processos eficientes.

Boa leitura!

O que é gestão de fornecedores?

A gestão de fornecedores é o processo que auxilia o planejamento e o gerenciamento de empresas terceirizadas para garantir as melhores negociações em relação aos serviços prestados, formas de pagamento e prazos.

Esse conjunto de técnicas otimiza a prestação do serviço, além de garantir que o seu negócio seja:

  • atendido corretamente;
  • receba as atualizações necessárias;
  • funcione sem grandes problemas.

Quem faz parte dessa equipe precisa se empenhar na pesquisa e negociação com os fornecedores para encontrar aqueles que atendem a necessidade da empresa.

Isso porque o fornecedor também precisa estar comprometido a entregar um produto ou serviço da maneira que foi negociado.

Leia também: Indicadores de produção industrial – 7 métricas indispensáveis para uma gestão mais qualificada e com base em dados concretos.

Qual a importância da gestão de relacionamento com o fornecedor?

A gestão de fornecedores é importante porque ela garante que as atividades que dependem do serviço ou produto terceirizado continuem sem nenhuma interrupção.

Com isso, o negócio consegue manter suas operações otimizadas e enxutas, conseguindo atender os clientes com a mesma qualidade que recebe.

Existem possibilidades de terceirizar diversas partes das operações, desde matéria-prima, serviço de limpeza, até compra de energia (para empresas que estejam dentro do ACL).

Cada um desses fornecedores é importante para que tudo funcione como deveria.

Mas como executar um plano de gestão eficiente para os fornecedores? O que fazer para obter o que a empresa precisa da melhor forma? Confira as dicas no próximo tópico!

Como fazer a gestão de fornecedores?

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1. Faça pesquisas detalhadas sobre o fornecedor

É vantajoso construir relacionamentos de longa data, mas sempre que for necessário trocar de fornecedor ou contratar um novo pesquise bastante antes.

Cheque o site oficial da empresa, o status do CNPJ, redes sociais, os alvarás e permissões necessárias para a prestação do serviço, etc.

A gestão de fornecedores já começa nessa fase, pois escolhendo uma empresa idônea, você poupa seu negócio de problemas futuros.

2. Pesquise avaliações de antigos clientes

Muitos fornecedores disponibilizam depoimentos em seus sites que ajudam bastante a analisar se aquele fornecedor traz resultados positivos ou não.

Suponhamos que você deseja mudar de fornecedor de energia, mas quer opiniões de pessoas que fizeram essa transição.

Entrar em contato com colegas de outras empresas pode ajudar muito a entender o trabalho na prática, além de buscar a assessoria de uma empresa especializada.

Quer ver na prática como essa mudança acontece? Leia o Case de migração para o Mercado Livre de Energia da Rich’s.

3. Solicite mais de uma proposta e compare

Outro ponto importante da gestão de fornecedores é comparar propostas de empresas diferentes.

Se o processo de gerenciamento for bem organizado, é fácil identificar quando existe a necessidade de trocar ou atualizar um fornecedor e se planejar com antecedência.

Assim, você pode pesquisar fornecedores em potencial, filtrar as melhores opções e comparar tanto preço quanto qualidade do serviços, vantagens oferecidas, etc.

4. Acompanhe a prestação do serviço

Depois de fechar o contrato, a gestão de fornecedores continua, pois é necessário garantir que a empresa está recebendo aquilo que contratou.

Então, se você passou a comprar energia fora do circuito oficial das grandes distribuidoras, por exemplo, precisa checar se:

  • se a cota comprada é suficiente;
  • se a energia será compatível para a produção;
  • se está em dia com as obrigações, entre outros pontos.

Receber o serviço corretamente e com qualidade é essencial para que a rotina do negócio se desenvolva corretamente.

Leia também: Entenda o que é o CCEAL de energia e saiba como funciona esse tipo de contrato.

5. Cumpra os prazos acordados

Um ponto que facilita muito a gestão de fornecedores é estabelecer relacionamentos duradouros e próximos com eles.

Quanto menos você precisar mudar, melhor. Isso ajuda a manter o padrão de qualidade do serviço prestado, o que deixa os clientes da sua empresa sempre satisfeitos.

Para isso acontecer, cumpra sempre os prazos de pagamento acordados na negociação, antecipe-se se algum imprevisto acontecer e não deixe uma data vencer sem dar uma explicação.

Essa postura garante uma gestão de relacionamento com o fornecedor duradoura.

6. Faça uma avaliação anual dos fornecedores

Outro ponto importante da gestão de fornecedores é a avaliação dos serviços prestados com uma certa frequência.

A avaliação pode ser anual, mas também pode ser mensal, dependendo do tipo de serviço prestado pela empresa.

É importante analisar com a equipe os pontos altos e baixos para decidir pela renovação do contrato ou não.

Crie um questionário com perguntas com os pontos fundamentais da prestação do serviço para facilitar a análise. Assim, a equipe consegue ser objetiva e tomar decisões consistentes.

Como está a gestão de fornecedores na sua empresa?

Dentro dos processos de negócio, a gestão de fornecedores é muito estratégica, pois é um serviço que precisa contribuir para a empresa alcançar suas metas.

Se o seu negócio está em busca de economia na conta de energia, conhecer como funciona o Mercado Livre de Energia e se é possível migrar para ele pode ser a solução.

No vídeo abaixo, você pode entender em detalhes esse processo:

Para conseguir executar cada etapa da forma correta, conheça a Esfera e saiba quais estratégias de contratação podem favorecer mais o seu negócio.

Aproveite e faça o download do e-book ‘Como aumentar o seu Saving em compras?’ para aprender mais sobre gestão.

Como os governos podem economizar energia? Conheça iniciativas atuais

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O Brasil vive uma das maiores crises hídricas dos últimos tempos. Especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a seca é a pior registrada nos últimos 91 anos. Esse cenário leva ao aumento da conta de luz e a necessidade de poupar gastos. Então, como os governos podem economizar energia?

Como responsáveis pela geração, distribuição e monitoramento da matriz energética nacional, setores como o Ministério de Minas e Energia e a ANEEL se empenham em conscientizar a população.

No Brasil, a dependência das hidrelétricas, que são responsáveis pela produção de 65% da eletricidade do país, colocou os responsáveis pela gestão em estado de alerta.

Isso aumenta ainda mais a importância de planejar ações imediatas para equilibrar o consumo tanto nas residências quanto nas empresas.

Por isso, vemos iniciativas constantes do governo federal para conscientizar toda população.

Neste artigo, vamos mostrar o que está acontecendo, quais iniciativas já foram implementadas, como isso afeta o valor da energia e também iniciativas no Brasil e em outros lugares do mundo que reforçam a importância de economizar energia.

Boa leitura!

Consequências da crise hídrica no Brasil

Como destacamos na abertura do texto, a atual crise hídrica nacional é a mais severa dos últimos 91 anos.

Com a força energética do Brasil concentrada nas hidrelétricas, quando falta chuva o nível dos reservatórios diminui e medidas de contenção são necessárias.

Um dos primeiros movimentos que acontece nesses casos é o acionamento das usinas termoelétricas, movidas a óleo ou diesel.

Como o custo de operação dessas usinas é mais alto, o consumidor arca com parte dele, pois a ANEEL reajusta a tarifa de energia.

Desde 2015, vigora no país o sistema de bandeiras tarifárias que representa a variação no custo de energia e possui três faixas: verde, amarela e vermelha.

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Então, à medida que fica mais caro produzir a energia que é consumida, a bandeira é trocada e o valor total da conta de luz aumenta.

Apesar de oneroso para o consumidor, essa medida acontece para preservar as hidrelétricas e manter a capacidade dos reservatórios para que seja possível gerar energia.

Além disso, o governo também reajusta o uso das hidrovias como a Tietê Paraná, uma das principais do país, também com o objetivo de economizar energia.

Outro investimento relacionado a como os governos podem economizar energia são as campanhas de conscientização da população.

Esse é um passo essencial, pois o consumo consciente também é importante para as pessoas não sofrerem tanto com o aumento da tarifa.

Como os governos podem economizar energia?

O governo federal por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) encabeça as campanhas de economia de energia no país.

A seguir, vamos conhecer algumas iniciativas no Brasil e no mundo relacionadas ao uso consciente da energia e de como as fontes renováveis são a saída nas quais muitos países investem.

Campanha Consumo Consciente Já

A educação é uma das principais formas de como os governos podem economizar energia. Afinal, com uma população consciente dos recursos disponíveis, é possível incentivar práticas simples, mas que causam um grande impacto.

A atual campanha ‘Consumo Consciente Já’ traz como mote a frase: “Se desperdiçar, vai faltar”.

Essa é uma iniciativa do governo federal para todo país como forma de chamar a atenção da população para evitar desperdício de energia.

O site oficial traz algumas dicas essenciais de como economizar energia na hora de utilizar eletrodomésticos como:

  • televisão;
  • computador;
  • ar-condicionado;
  • ferro;
  • chuveiro elétrico;
  • máquina de lavar;
  • iluminação.

Confira abaixo um dos vídeos produzidos para a campanha ‘Consumo Consciente Já’:

Outras ações governamentais de economia

Além de educar o consumidor, existem outras formas como os governos podem economizar energia. E não estamos falando só no Brasil, mas veremos as iniciativas internacionais nos tópicos seguintes.

Os leilões de energia vêm sendo feitos no Brasil como forma de diversificar a matriz energética. Principalmente para as fontes de energia renovável com o objetivo de produzir energia limpa, de fontes mais baratas e sustentáveis.

Além disso, para reforçar o sistema de transmissão nacional, o governo investe no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Essa rede permite que a energia produzida em uma região seja transportada para outra, o que ajuda a reduzir a dependência da produção local.

Programa Energy Star

O programa Energy Star também é outro exemplo de iniciativa de como os governos podem economizar energia.

Esse projeto do governo norte-americano também funciona de forma educativa e tem como objetivo fornecer informações de credibilidade e embasadas para ajudar os consumidores a fazerem escolhas melhores.

Existe, inclusive, um selo ‘Energy Star’ que identifica produtos que são eficientes energeticamente.

Também existe um tipo de certificação para prédios que são construídos pensando em eficiência energética.

O programa tem excelentes resultados. De acordo com o site oficial, o selo Energy Star é reconhecido por 90% dos americanos.

Investimentos em energia renovável na Europa

Na Europa, a forma como os governos podem economizar energia está no investimento em energia renovável.

Na União Europeia, as instalações fotovoltaicas para captação de energia solar estão sendo implementadas por todo o continente.

Além do sol, a energia eólica, produzida pelo vento, também é outro investimento que países como a França estão investindo.

O país aprovou cerca de 300 projetos relacionados a fontes renováveis como forma de melhorar a infraestrutura energética do país, além de focar na recuperação econômica pós-pandemia da Covid-19.

Quer economizar nos custos de energia?

Além de saber como os governos podem economizar energia para orientar as iniciativas da sua empresa, existem novas formas de baratear a compra de energia.

Isso é possível migrando para o Mercado Livre de Energia. Veja no vídeo abaixo e entenda como funciona e quem pode migrar para esse mercado:

Baixe também o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.

O que é a ANEEL? Entenda o trabalho e as funções da agência

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ANEEL é a sigla para Agência Nacional de Energia Elétrica que é vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Sua função é regular, fiscalizar, estabelecer tarifas, entre outras funções relacionadas à relacionadas à geração, transmissão, distribuição, consumo e comercialização de energia elétrica no Brasil

A agência é classificada como uma autarquia em regime especial, pois segue leis específicas e possui autonomia para as tomadas de decisão sobre o setor.

Você já deve ter reparado, principalmente, quando o assunto é a tarifa de energia e seus reajustes, que a fonte que é consultada pelos jornais e telejornais é sempre a ANEEL.

Atualmente, com a crise hídrica no Brasil, a ANEEL tem divulgado previsões sobre o custo de energia e já afirmou que, em 2022, pode haver um aumento de 16,7% na tarifa.

Por isso, é importante conhecer o que é ANEEL, o que ela faz e como atua no setor elétrico. Continue a leitura e confira o artigo completo! 

O que significa ANEEL?

Agência Nacional de Energia Elétrica, mais conhecida como ANEEL, é uma “autarquia em regime especial” que atua dentro do Ministério de Minas e Energia.

Criada em dezembro de 1997 com a aprovação da Lei nº 9.427/1996 e do Decreto nº 2.335/1997, o trabalho da ANEEL é regular o setor elétrico no Brasil.

Todas as definições feitas são voltadas para que a população seja atendida e beneficiada com um serviço de qualidade e instituído de forma transparente.

Como a maioria do setor público, a ANEEL tem sua missão, visão e valores institucionais que reforçam o compromisso e o objetivo de suas funções.

De acordo com site oficial da agência, a missão da ANEEL, ou seja, o propósito para a Agência existir é:

“Proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade”.

Já a visão, que é onde a ANEEL planeja chegar seu trabalho durante o período de 2018-2021, é:

“Ser essencial para assegurar a qualidade e a sustentabilidade do serviço de energia elétrica”.

Por fim, os valores, que também são definições estratégicas para a gestão de qualquer órgão ou setor público e privado, são:

  • Autonomia;
  • Compromisso com o interesse público;
  • Diálogo;
  • Efetividade;
  • Equilíbrio;
  • Ética;
  • Imparcialidade;
  • Isonomia (igualmente perante a lei);
  • Previsibilidade;
  • Simplicidade;
  • Transparência.

Agora que você já entendeu o que é a ANEEL e quais os compromissos da Agência com a sociedade em geral, vamos entender melhor qual a função da ANEEL.

O que a ANEEL faz?

A equipe da ANEEL tem várias funções que estão ligadas a regulamentação do setor de energia elétrica.

Mas além de regular, ela também:

  • fiscaliza;
  • leiloa;
  • define direitos;
  • define tarifas;
  • estimula a inovação.

Regulação

Como todo serviço, a energia elétrica também tem uma regulamentação própria que é definida pela ANEEL.

Existem três categorias de regulação praticadas pela Agência:

  • a regulação de padrões técnicos para geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia;
  • a regulação econômica que envolve tarifas e mercado;
  • a regulação dos projetos de pesquisa.

Leilão

Qualquer serviço público que não seja prestado pelo Estado, só pode ser realizado por outras empresas mediante um processo de licitação.

Então, a ANEEL é a responsável pela contratação de concessionárias e permissionárias em três tipos diferentes de leilão:

  1. Leilão de Geração: para produção, transmissão e distribuição de energia elétrica;
  2. Leilão de Transmissão: para obras e empreendimentos de expansão do setor elétrico;
  3. Leilão de Distribuição: para a prestação exclusiva de distribuição de energia elétrica.

A ANEEL também autoriza, por meio de despachos, a construção e operação de novas estruturas do sistema (usinas, linhas de transmissão, comercializadoras de energia).

Definição de direitos

Outra atividade que a ANEEL faz é a regulamentação dos direitos e deveres do consumidor e das empresas no fornecimento de energia.

As ‘Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica’ estão registradas na Resolução Normativa n. 414/2010, uma atualização do texto original feita em julho de 2018.

Definição de tarifas

Sabia que não é a distribuidora de energia do seu estado que define a tarifa de energia que resulta no valor final da sua conta de luz?

É a ANEEL que determinada as alíquotas e as distribuidoras licitadas apenas recebem as resoluções da Agência para cobrar os consumidores.

Estímulo à inovação

Por fim, a ANEEL também faz o estímulo à inovação do setor no país, por meio dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento, de Eficiência Energética e Parcerias Estratégicas.

O uso de recursos de forma inteligente é essencial para garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento do país. Por isso, a ANEEL investe na pesquisa de novas tecnologias.

Leia também: Entenda o que é energia sustentável e sua importância para o futuro do planeta.

O que a ANEEL fiscaliza?

A ANEEL fiscaliza cada uma das partes que envolvem a prestação de serviços públicos e privados relacionados ao fornecimento de energia no Brasil.

Então, a Agência faz a fiscalização através de três superintendências:

  • Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração (SFG);
  • Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade (SFE);
  • Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira (SFF).
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Fonte: ANEEL.

O objetivo é garantir a qualidade do serviço, além de autuar aquelas que descumprem as normas com multas e, em casos graves, até perda de concessão.

Além disso, todo cidadão/usuário pode reportar problemas com os serviços de fornecimento de energia em um canal próprio criado para o registro de reclamações.

Entendeu o que é a ANEEL?

Agora que você sabe como a ANEEL gerencia o setor de energia elétrica, pode estar se perguntando como driblar as altas taxas cobradas atualmente.

Conhecer o Mercado Livre de Energia é o primeiro passo para abrir novas possibilidades de aquisição de energia de fontes alternativas e negociar tarifas diretamente com os fornecedores. Todos os contratos seguem as regras da ANEEL.

Está perdido e não sabe por onde começar? Então baixe o e-book da Esfera de como fazer a migração para o Mercado Livre de Energia. Conheça todos os passos, documentos e contratos necessários para o processo.

Aconteceu em Setembro: O crescimento da geração renovável e as medidas para conter a crise hídrica

O mês de setembro foi marcado pela maior contribuição da geração de energia renovável no Nordeste para o Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Habitualmente, os meses de agosto e setembro marcam o pico da safra dos ventos dessa região, quando é esperado o pico de geração eólica do ano. 

O gráfico abaixo mostra que em 2021 não foi diferente.

A geração eólica apresentou elevação desde o início de agosto, e se manteve elevada até o fim de setembro, fato que levou o Operador Nacional do Sistema (ONS) a mudar o critério de confiabilidade das linhas de transmissão entre o Nordeste e o Sudeste de N-2 para N-1. 

Ou seja, uma redução provisória da confiabilidade do sistema de transmissão a fim de aumentar a capacidade de intercâmbio de energia entre os subsistemas. 

Essa é uma das medidas de combate à crise hidro energética, que busca um melhor aproveitamento da geração renovável do Nordeste, exportador nesse período.

Ainda em setembro, tivemos o início da primavera que contribuiu para o aumento da geração fotovoltaica, como observamos no gráfico abaixo.

Destacamos que a geração solar fotovoltaica bateu recordes no dia 19 de setembro, quando atingiu 1.251 MWm, sendo capaz de atender 2% da demanda do sistema, com pico de geração instantânea de 3.574 MW, sendo 2.610 MW provenientes do Nordeste, montante capaz de atender mais de 27% do subsistema.

Programa de Redução Voluntária da Demanda

Outro fator relevante ao mês de setembro foi o início do programa de Redução Voluntária da Demanda (RVD), medida que atende a Portaria MME nº 22/2021 e tem o objetivo de combater a crise hidro energética através da redução do consumo dos grandes consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL).

O prazo inicial para o envio das ofertas de redução para o mês de setembro era até o dia 10/09, mas por conta da quantidade de dúvidas relacionadas ao processo no sistema do ONS foi prorrogado para o dia 17/09. 

O montante total aprovado para redução pelo CMSE foi de 442 MW. 

A maior adesão foi do segmento industrial, com destaque para o setor metalúrgico seguido pelos ramos de minerais não metálicos, indústria química e papel & celulose.

Entenda mais sobre o Programa de Redução Voluntária de Demanda 

Acompanhamento do PLD

Durante a maior parte do mês de setembro, o PLD se manteve no teto regulatório de R$ 583,88/MWh, reduzindo apenas no final do mês  por conter dias pertencentes à primeira semana de outubro pelos modelos de precificação de energia.

Na base horária, os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte apresentaram-se acoplados durante quase todo o período, enquanto o Nordeste apresentou maior volatilidade dada a grande contribuição da geração de fontes renováveis em setembro.

Acompanhamento da Carga

No mês de setembro o consumo iniciou com uma redução devido a uma frente fria que atingiu os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul na primeira semana, além do feriado de 7 de setembro.

Após o feriado, o consumo manteve um patamar elevado, também observado ao final de agosto, fechando o mês com uma carga média de 70 GWm.

Para as próximas semanas seguimos com a expectativa de elevação do consumo, em comparação com as semanas anteriores, em decorrência do aumento de temperatura esperado para o período.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 16,7% da sua capacidade máxima, resultando no pior nível observado nos últimos anos, ficando cerca de 32 p.p. abaixo da média do mês de Setembro.

Entenda como o nível dos reservatórios impacta a geração de energia.

Apesar da redução, o mês de setembro deu indícios de uma melhora das chuvas na região sul para as próximas semanas. Fator que deve contribuir para uma elevação do intercâmbio de energia entre o Sul e o Sudeste/Centro-Oeste e, assim como as outras medidas, auxiliar na redução do deplecionamento dos reservatórios dessa região.

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia e conte com a nossa expertise. Fale com um de nossos especialistas

O que são os ODS? Entenda a importância dos objetivos

Árvore para representar a sustentabilidade e o que são os ODS

Aprender a respeito do que são os ODS é de vital importância para entender quais são as propostas para diminuir os impactos sociais, econômicos e ambientais que assolam o mundo.

Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), publicado em agosto de 2021, mostra que a influência humana é diretamente responsável pela alta na temperatura global e “não tem precedentes”.

Já outro relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que, em 2020, 9,9% da população mundial sofreu com a fome.

Em relação à energia, mais um relatório da ONU mostra que “o número de pessoas sem acesso à eletricidade diminuiu de 1,2 bilhão em 2010 para 759 milhões em 2019. No entanto, o impacto financeiro da COVID-19 até agora tornou os serviços básicos de eletricidade inacessíveis para outros 30 milhões, principalmente na África.”

Por isso, é imprescindível entender o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e atuar para diminuir as desigualdades em todo o planeta.

Continue lendo e saiba mais.

O que são os ODS?

ODS é a sigla para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, determinados em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), composta por 193 Estados-membros da ONU. Ao todo, são 17 objetivos e 169 metas globais interconectados a serem atingidos até 2030, estabelecidos na Agenda 2030

Eles contemplam o desenvolvimento socioeconômico sustentável mundial e passam por pautas como saúde, educação, água, energia, meio ambiente e igualdade de gênero, dentre inúmeros outros, como mostraremos mais adiante. 

Os ODS foram definidos a partir de uma negociação mundial iniciada em 2013. O Brasil participou ativamente do processo e sinalizou a erradicação da pobreza como prioridade do país. 

Em poucas palavras, o propósito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é garantir que todas as pessoas no mundo possam desfrutar de paz e prosperidade.

Como surgiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

As referências para a criação dos ODS foram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), os quais estiveram em vigor entre 2000 e 2015. Como avanços foram observados em relação à redução da pobreza global, e melhora no acesso à educação e à água, foi determinado o estabelecimento dos ODS.

O foco era dar continuidade ao trabalho iniciado, traçando novas metas. E assim foi feito, de modo a contemplar todos os países, independentemente da realidade local e do nível de desenvolvimento de cada nação.

A proposta é que os países estabeleçam suas próprias metas nacionais de acordo com suas respectivas particularidades, e que tais metas sejam incorporadas aos planos de governo, e políticas e programas nacionais.

Quais são os ODS?

De acordo com a Estratégia ODS, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são:

  • “01 – Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;
  • 02 – Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável;
  • 03 – Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;
  • 04 – Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;
  • 05 – Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;
  • 06 – Água limpa e saneamento: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;
  • 07 – Energia limpa e acessível: garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos;
  • 08 – Trabalho decente e crescimento econômico: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos;
  • 09 – Inovação infraestrutura: construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação;
  • 10 – Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles;
  • 11 – Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;
  • 12 – Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis;
  • 13 – Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos (*);
  • 14 – Vida na água: conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares, e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;
  • 15 – Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade;
  • 16 – Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;
  • 17 – Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.”

* “Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima.”

quadro com todos os ods
Fonte: Estratégia ODS

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem uma série de vídeos explicando detalhadamente cada um dos 17 objetivos.

Quais são os temas tratados pelos ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável podem ser classificados em quatro temas principais: 

  • Social: são as necessidades humanas, como saúde, educação, justiça e melhor qualidade de vida;
  • Ambiental: preservação do meio ambiente, combate ao desmatamento, proteção da fauna e da flora, uso sustentável dos oceanos e combate às mudanças climáticas; 
  • Econômica: consumo de energia, uso e esgotamento de recursos naturais, produção de resíduos, etc.;
  • Institucional: capacidade de colocar em prática os ODS. 

Veja aqui o que é energia verde e como incentivar o consumo na sua empresa.

Em se tratando de energia, um artigo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez uma análise a respeito da energia solar

Segundo o documento, a expansão foi lenta até 2016, mas ganhou força em 2017 por conta do crescimento da geração centralizada e da geração distribuída (GD), quando os próprios consumidores produzem sua energia.

“Esta, que contava com apenas 7,4 mil unidades instaladas em 2016, saltou para 71,4 mil em abril de 2019. Apesar desses números, a contribuição da energia solar para a capacidade total de geração de energia elétrica ainda é residual (1,7% da capacidade total instalada, em abril de 2019).”

Qual a importância dos ODS?

Após entender o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é preciso conhecer também qual a importância deles para o planeta. O fato é que os ODS estabelecem os caminhos necessários para a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e justa

Diante de tantos desafios sociais, econômicos e ambientais, ter estratégias para reverter cenários críticos é determinante para garantir um mundo melhor para as futuras gerações.

Além disso, com um plano traçado e acordado entre diferentes países, as governanças verdadeiramente abraçam a causa e se empenham em bater as metas definidas. 

Como você pôde ver, a energia é um dos ODS, sendo a meta “garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos”.

Dentre os tipos de energia sustentável, estão:

Quer saber mais sobre os tipos de geração de energia no Brasil, assim como as vantagens e desvantagens de cada um? Temos um e-book completo sobre o assunto!

Saber o que são os ODS é o primeiro passo rumo à construção de um mundo mais sustentável. Para contribuir com eles, em especial com o objetivo de energia limpa e acessível, sua empresa pode migrar para o Mercado Livre de Energia.

Nele é possível contratar fontes sustentáveis de energia e alcançar até 35% de economia na conta de luz. Para fazer a migração, o ideal é contar com o apoio de uma consultoria especializada, como a Esfera Energia

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