ANP reduz alíquotas de royalties para pequenos e médios produtores

Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou no mês de setembro a publicação de uma resolução que regulamentará a diminuição da alíquota de royalties como incentivo para extração de óleo e gás às empresas de pequeno e médio porte .

A expectativa com a nova resolução, segundo a ANP, é que haja continuidade de produção, com extensão da vida útil dos campos, mantendo seus benefícios socioeconômicos regionais, como geração de empregos, renda e arrecadação de tributos, visto que este benefício melhora a atratividade de novos agentes no mercado de exploração de óleo e gás.

De acordo com a resolução, as alíquotas serão diminuídas para 5% para empresas de pequeno porte e 7,5% para empresas de médio porte

Segundo critérios estabelecidos pela agência, existem hoje no país 19 empresas de pequeno porte e 5 de porte médio.

A expectativa é que a nova alíquota incentive a produção de petróleo e gás em campos onshore (que acontecem em terra) especialmente no Nordeste, onde estão a maioria dos 113 campos impactados com a alteração.

Esta iniciativa é importante para fomentar novos agentes do segmento de petróleo e assim aumentar a quantidade de fornecedores de gás, além de gerar mais segurança para a consolidação do Mercado Livre do Gás.

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O que é biogás e qual a sua relação com a abertura do mercado de gás

O decreto 10.712/2021, que regulamenta a Nova Lei do Gás, determina tratamento equânime do gás natural a outros gases provenientes de fontes sintéticas e biometano, desde que eles sejam intercambiáveis e tenham equivalência energética.

O que é o biogás?

O biogás é um tipo de biocombustível produzido a partir da decomposição, sem oxigênio, de materiais orgânicos (de origem animal ou vegetal) cujo resultado é uma mistura de gases, do qual a maior parte é formada por metano (ou biometano, para denotar a origem do gás).

O biometano separado com a filtragem do biogás é um recurso energético semelhante ao gás natural e pode ser injetado nos dutos de transporte e distribuição de gás canalizado para utilização da indústria.

O processo de produção de biometano tem se popularizado por garantir melhorias de eficiência energética no setor agroindustrial, além de ser uma solução para redução de resíduos. Biodigestores, que são os equipamentos usados para produção de biogás, têm sido bastante usados em aterros sanitários.

Existe incentivo?

Para incentivar o desenvolvimento do mercado de gases provenientes de fontes renováveis há iniciativas em alguns estados que prevê descontos na tarifa de uso no sistema de distribuição do gás.

O estado do Rio Grande do Sul prevê este mecanismo na lei do Mercado Livre de Gás, cuja regulação está em consulta pública pela Agência Reguladora do Rio Grande do Sul (AGERGS).

O uso deste insumo traz vantagens não apenas do ponto de vista ambiental, mas também logístico pois permite a interiorização do fornecimento do gás pelo território sem investimento de infraestrutura de transporte, visto que a geração pode estar próxima de centros urbanos – afinal, usa-se resíduos agroindustriais ou urbanos (lixo residencial ou esgoto).

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O que é Energia Natural Afluente? Entenda a importância desse dado

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A Energia Natural Afluente, conhecida também pela sigla ENA, é a quantidade de água recebida por uma usina hidrelétrica que pode ser transformada em energia.

Dessa forma, quanto maior for a vazão dos rios que alimentam a usina e a altura do reservatório, maior a capacidade de geração de energia.

Por isso, quando uma hidrelétrica vai ser construída, é feito um estudo completo da região onde se pretende instalá-la.

Isso porque é importante que a estrutura da usina possa aproveitar a vazão do rio, construindo o reservatório na melhor posição e nas dimensões corretas.

A ENA ainda tem outras funções que vamos explicar ao longo deste artigo.

Continue lendo e entenda mais sobre Energia Natural Afluente, como é feito o cálculo e dados sobre a ENA no Brasil.

O que é Energia Natural Afluente?

Energia Natural Afluente ou ENA é um dado que mostra a quantidade de água que chega dos rios que compõem o sistema hídrico da usina e que pode ser transformada em energia.

Essa informação é importante para o acompanhar a evolução dos recursos hidroenergéticos do país e a eficiência de produtividade de cada usina geradora de energia elétrica.

Também é importante para estudar o desenvolvimento da área das hidroelétricas, acompanhando as variações de chuva, de vazão e criando projeções para o futuro.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pelo monitoramento do setor, é quem faz o acompanhamento das taxas de Energia Natural Afluente.

Leia também: Despacho centralizado, entenda como o ONS coordena a geração das usinas.

Qual a importância da ENA?

Os estudos hidrológicos são essenciais para garantir um planejamento energético eficiente e produtividade dos sistemas de geração de energia elétrica.

A partir de dados como a Energia Natural Afluente, as análises sobre a capacidade das usinas e possíveis preocupações são mais fidedignas e ajudam na hora de criar ações para melhorar esse cenário.

Por isso, é importante acompanhar a ENA e outros índices para que o país consiga oferecer preços competitivos e ser estratégico nos investimentos em relação à energia.

Como calcular a Energia Natural Afluente?

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No cálculo de Energia Natural Afluente são considerados alguns critérios relacionados a cada estação produtiva. São eles:

  • o nível de água do reservatório precisa se manter entre os valores de nível de água mínimo e máximo para operação, salvo em situações excepcionais;
  • cada reservatório, de acordo com sua capacidade, deve ter uma faixa preestabelecida para a taxa de variação diária do nível de água do reservatório;
  • a vazão de água que passa através das turbinas da usina (vazão turbinada) precisa ser compatível com a geração de aproveitamento.

A ENA é calculada, então, a partir das vazões naturais e das produtibilidades correspondente ao armazenamento de 65% do volume útil dos reservatórios hidroelétricos.

Essa taxa pode ser calculada em base diária, semanal, mensal ou anual e, pode se referir, apenas a uma bacia específica ou a um subsistema, de acordo com as configurações das bacias hidrográficas locais.

A fórmula de cálculo da Energia Natural Afluente é:

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Detalhando a fórmula temos:

t = intervalo de tempo de cálculo da ENA;

i = aproveitamento pertencente ao sistema de aproveitamentos da bacia considerada;

n = número de aproveitamentos existentes no sistema de aproveitamentos da bacia considerada;

Qnat = vazão natural do aproveitamento no intervalo de tempo considerado;

p = produtibilidade média do conjunto turbina-gerador do aproveitamento hidrelétrico, referente à queda obtida pela diferença entre o nível de montante, correspondente a um armazenamento de 65% do volume útil, e o nível médio do canal de fuga;

j = aproveitamento pertencente ao sistema de aproveitamentos do subsistema considerado;

m = número de aproveitamentos existentes no sistema de aproveitamentos do subsistema considerado.

Como está o desempenho do ENA no Brasil?

Pelo site do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), é possível analisar o histórico de desempenho da taxa de ENA de todos os quatro subsistemas nacionais.

Entre o período de janeiro de 2020 a junho de 2021, houve uma queda grande no valor da Energia Natural Afluente em todos os subsistemas em meados de setembro de 2020.

A crise hídrica na qual o Brasil se encontra tem efeito direto nesse valor, pois é a água da chuva que alimenta os rios e, consequentemente, aumenta a vazão das águas.

No gráfico abaixo, é possível ver que a curva da ENA está em queda na maioria dos subsistemas. Nele, observamos que em termos da Média de Longo Termo (MLT), que é a média aritmética das vazões naturais desde 1931, calculada para acompanhar o histórico de desempenho, o Sudeste não apresenta chuvas acima da média desde fevereiro de 2020.

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Fonte: ONS.

Entenda mais sobre o cenário atual no post “Chuva e economia: estamos passando por uma crise hídrica?”

Entender termos técnicos como Energia Natural Afluente e sua influência na geração de energia, permite compreender melhor a realidade brasileira.

As hidrelétricas são as principais fontes de energia geradora do país, mas com a escassez de chuva, as fontes renováveis e outros tipos de energia têm se destacado.

Afinal, um país com grandes dimensões com o Brasil e com a nossa variedade de climas, permite explorar as várias formas de geração de energia.

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Você está ligando na eficiência energética do seu negócio? Já pensou em comprar energias de outras fontes e por um preço mais barato?

A migração para o Mercado Livre de Energia pode ser o caminho para conhecer novas possibilidades e fornecedores no mercado.

Para ter uma gestão de energia eficiente dentro do Mercado Livre de Energia, conheça a Esfera e saiba quais estratégias de contratação de energia podem favorecer mais o seu negócio.

O que é a sigla ESG? Entenda como inserir essa prática na sua empresa

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ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português). O termo funciona como um parâmetro para avaliação das empresas em relação às práticas de desenvolvimento sustentáveis.

Há anos a sustentabilidade vem sendo discutida e, hoje, é um valor vital para qualquer empresa que esteja no mercado.

Tanto que o ESG é considerado um critério para avaliação das empresas no mercado financeiro e é considerado também nas análises de risco.

Então, a forma de conduzir a gestão empresarial tem um olho no presente e outro no futuro, pois a longevidade do negócio está ligada ao seu desempenho e a minimização dos seus impactos negativos.

O estudo Total Societal Impact: A New Lens for Strategy do Boston Consulting Group  destaca que as empresas que criam iniciativas ambientais, sociais e de governança conseguem aumentar seu valor de mercado e sua margem de lucro.

Ao longo deste post, você vai entender que o ESG engloba todas as atividades da empresa.

A abordagem inclui desde a análise de práticas internas de valorização dos funcionários e seus direitos, até os impactos da produção no meio ambiente e no mercado.

Quer alinhar a sua empresa e sua gestão com as práticas de Environmental, Social and Governance? Continue a leitura e entenda tudo sobre ESG e como incluí-lo na realidade do seu negócio.

ESG: o que é?

A sigla ESG significa Environmental, Social and Governance — em tradução, Ambiental, Social e Governança.

O termo surgiu em 2004 na publicação ‘Who Cares Wins’, elaborada em parceria pela Pacto Global e o Banco Mundial.

Na época, Kofi Annan, secretário-geral da ONU, questionou os CEOs das 50 maiores instituições financeiras como cada uma poderia incluir os critérios ambientais, sociais e de governança no mercado de capital financeiro.

Entenda mais detalhes sobre o conceito de ESG no vídeo abaixo:

E será que companhias que visam o lucro podem trabalhar com esses fatores?

A resposta é sim. Isso porque hoje, o ESG é um critério essencial para a tomada de decisão dos investidores, de acordo com o setor de Serviços de Mudança Climática e Sustentabilidade da Ernst Young.

Os valores trabalhados no ESG se alinham tanto com os 10 Princípios do Pacto Global quanto com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

No Brasil, 83% das grandes empresas do mercado nacional já incluem os ODS em suas estratégias e metas de negócio.

Entender e colocar em prática o que é ESG já não é uma prática de exceção. Os negócios que querem prosperar no mercado atual, precisam valorizar os critérios de ESG para ganhar competitividade.

Essa iniciativa demonstra que o negócio tem um compromisso real em consolidar práticas mais eficientes e de menor custo, que vão melhorar sua reputação e atitudes frente às vulnerabilidades e incerteza do mercado.

Para que serve o ESG?

Entendido o significado de ESG, podemos afirmar que nenhuma empresa no mercado atual deveria apostar no crescimento a qualquer custo. Pelo contrário, é preciso pensar no futuro.

Imagine um negócio que causa um enorme impacto ambiental e social com sua atividade e que sua equipe trabalha em condições péssimas, sem nenhum cuidado com a saúde, organização interna ou benefícios.

Com esse perfil, não dá para traçar um panorama positivo para o seu crescimento e desenvolvimento sustentável no mercado, certo?

É aí que entra o ESG. Ele serve como parâmetro para orientar as empresas na aplicação dos critérios ambientais, sociais e de governança.

Se o negócio valoriza e se empenha em ter um desempenho positivo em cada um desses fatores, sua posição no mercado passa a ser mais respeitada.

Tanto que, atualmente, o ESG faz parte da lista de fatores considerados para avaliar empresas nas análises de risco de investimento.

Então, adotar o ESG é alinhar sua empresa com o presente e colocá-la em direção a um futuro mais promissor.

Quais são os critérios do ESG?

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Para entender como o ESG funciona na prática e depois implementar na sua empresa, é importante detalharmos os aspectos de cada critério — Environmental, Social and Governance — que compõem a sigla.

Environmental (Ambiente)

A primeira letra da sigla ESG se refere a Environmental, ou seja, ao Ambiente.

Esse critério diz respeito às atitudes que a empresa toma em relação aos impactos da sua atividade no meio ambiente.

A eficiência energética, por exemplo, é uma preocupação atual importante, pois conhecer e implementar formas de otimizar o uso de energia evita o desperdício e reduz os gastos internos.

Outro ponto importante que impacta o ambiente são os resíduos gerados pelo negócio. Tanto as empresas que fabricam seus produtos quanto aquelas que prestam serviço geram consequências com sua atividade.

Por isso, saber como fazer o descarte correto e também a reciclagem do que for possível são iniciativas importantes.

A escassez atual de água vem alertando para uma possível crise de racionamento. O que sua empresa faz para manter um uso eficiente desse recurso?

Outros pontos como emissão de carbono, poluição do ar e da água, desmatamento e biodiversidade também entram na análise de Environmental (Ambiente).

Grandes empresas como Apple e Microsoft já se comprometeram a neutralizar totalmente a emissão de carbono de suas atividades produtivas até 2030.

Social (Social)

O segundo critério de ESG é o Social. Uma empresa é composta de pessoas e são elas que movimentam todas as ideias planejadas.

Os funcionários, os clientes, os parceiros, os investidores, todos esses públicos estão incluídos no aspecto social.

Ser uma empresa que valoriza a força de trabalho e respeita as leis e os direitos trabalhistas, é ponto importante na gestão das empresas que se dedicam ao ESG.

Isso se reflete no engajamento da equipe com a missão, a visão e os valores do negócio, além de motivar o desenvolvimento profissional.

Um trabalho bem executado leva a cliente satisfeitos com as entregas, o que ajuda na fidelização dos mesmos a marca, contribuindo para uma imagem sólida no mercado.

Outro ponto que é importante destacar no critério Social do ESG é a diversidade. Equipes diversas enriquecem o trabalho.

Por isso, as empresas devem se dedicar a ampliar seus processos seletivos, incentivando a inclusão de grupos minoritários.

Governance (Governança)

Fechando o último pilar do ESG, temos a Governança (Governance). Esse critério se refere às práticas administrativas da empresa.

Todo negócio precisa de uma base boa de administração para criar processos, hierarquias e condutas que organizem as atividades diárias.

Nesse cenário, entra a organização do conselho da empresa, característico de grandes empresas com capital aberto, que são as pessoas que tomam decisões sobre os rumos do negócio.

As condutas da empresa, baseadas nos valores da mesma, também é outro aspecto importante da Governança corporativa.

Isso porque quem trabalha no negócio precisa compartilhar dos valores e seguir as condutas de trabalho para que o ambiente seja organizado e saudável de compartilhar.

As políticas de remuneração, planos de carreira, a relação com entidades e órgãos públicos e os canais de ouvidoria são outros trabalhos que fazem parte de uma governança eficiente.

A Governança é um pilar muito importante do ESG. Confira no vídeo abaixo uma conversa entre especialistas sobre o tema no painel ‘Melhores do ESG’, promovido pela revista Exame:

Como ser uma empresa ESG?

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Depois de entender cada um dos critérios, para ser uma empresa ESG é importante que a organização:

  • entenda os impactos positivos e negativos das suas operações;
  • saiba agir em cima desse pontos;
  • trabalhe para minimizar ou eliminar impactos negativos e valorizar os positivos, em busca de um equilíbrio.

Veja quais são os passos principais para organizar esse trabalho dentro da sua empresa.

1. Entenda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU são um conjunto de metas que visam alcançar um mundo mais sustentável e fazem parte da Agenda 2030.

São 17 pontos que as empresas que se comprometem com esses objetivos precisam trabalhar nas suas estratégias para crescerem competitivas e preparadas para as demandas do futuro. São eles:

  1. Erradicação da pobreza;
  2. Fome zero e agricultura sustentável;
  3. Saúde e bem-estar;
  4. Educação de qualidade;
  5. Igualdade de gênero;
  6. Água potável e saneamento;
  7. Energia limpa e acessível;
  8. Trabalho decente e crescimento econômico;
  9. Indústria, inovação e infraestrutura;
  10. Redução das desigualdades;
  11. Cidades e comunidades sustentáveis;
  12. Consumo e produção responsáveis;
  13. Ação contra a mudança global do clima;
  14. Vida na água;
  15. Vida terrestre;
  16. Paz, justiça e instruções eficazes;
  17. Parcerias e meio de implementação.

Conhecendo os ODS, a empresa consegue fazer uma análise inicial dos seus impactos e em quais áreas eles estão.

2. Estabelecer as prioridades do negócio

Entre os objetivos do ODS, cada empresa deve identificar aqueles que fazem sentido para o negócio.

Primeiro, analisa-se os impactos negativos das operações e depois os impactos positivos, que também devem ser repassados.

Dessa forma, as empresas conseguem um mapa das áreas onde a empresa tem maior impacto e priorizá-las nas suas ações de ESG.

Leia também: Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais.

3. Faça o acompanhamento com metas e indicadores

Para acompanhar os trabalhos de implementação do ESG, é importante definir metas e incluir indicadores para avaliar com mais facilidade a evolução.

Lembre-se que essas definições precisam de uma pitada de ambição. Cada um dos pontos prioritários deve ter suas metas e indicadores específicos.

Para auxiliar na definição das metas, confira a análise de adequação completa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) dos objetivos da Agenda 2030 à realidade brasileira.

Assim, o trabalho vai incluir parâmetros objetivos e compatíveis com a estratégia do seu negócio.

4. Coloque as metas de ODS em prática

Com a análise teórica concluída, é hora de colocar o ESG em prática no trabalho diário dos profissionais da empresa.

Faça um repasse dos novos objetivos, das mudanças e o motivo pelo qual a empresa está empenhada nesses focos.

Busque parcerias com outras organizações dedicadas aos ODS para disseminar esses valores na cultura organizacional.

Os gestores têm um papel essencial para disseminar e acompanhar a evolução do trabalho.

5. Mostre os avanços conquistados

Mantenha um acompanhamento periódico das metas e dos indicadores e repasse os resultados para a equipe ver os progressos conquistados.

Essa iniciativa é fundamental para manter a motivação, especialmente com as metas mais ambiciosas e difíceis.

Os dados sobre as metas de ODS podem estar nos relatórios internos da empresa e também nos relatórios para investidores, reforçando a evolução da empresa com o ESG.

A transparência nesse repasse de resultados demonstra o comprometimento da empresa com todas as partes interessadas e valoriza sua imagem no mercado.

Vantagens de adotar as práticas de ESG

As vantagens de adotar as práticas de ESG se refletem diretamente no dia a dia da empresa. Alguns desses benefícios são:

  • Conquistar resultados financeiros melhores;
  • Valorizar a imagem da empresa no mercado nacional e internacional;
  • Ganhar mais confiança dos investidores;
  • Fidelizar os clientes a marca por meio do compartilhamento de valores;
  • Controlar possíveis riscos, se antecipando a eles;
  • Atrair uma nova geração de talentos para a empresa, o que contribui para consolidar o ESG como prática;
  • Aumentar a competitividade no mercado;
  • Construir uma gestão baseada em dados e análises sólidas.

ESG no Brasil: empresas referência em boas práticas

O ranking ‘Best For The World’ premia as empresas com melhores práticas de ESG e tem marca brasileira nessa lista. Sendo mais exato, 39 empresas nacionais entraram no ranking da edição 2021.

A iniciativa da B Lab avalia cinco critérios: meio ambiente, comunidade, governança, clientes e trabalhadores.

Foram mais de 750 empresas avaliadas na última edição e a proposta do ranking é justamente incentivar que mais empresas incluam o ESG na sua estratégia.

Veja a lista completa das empresas brasileiras reconhecidas no ‘Best For The World’.

A Esfera, também está alinhada com o ESG e foi reconhecida no relatório ACE Cortex como uma das startups brasileiras dedicadas a desenvolver soluções de práticas ambientais, sociais e de governança para negócios.

Invista no desenvolvimento sustentável da sua empresa

O ESG é um trabalho recompensador de muitas maneiras para as empresas que se comprometem com os seus objetivos.

Se você também quer colocar o seu negócio no caminho do desenvolvimento sustentável, nós da Esfera Energia podemos te ajudar, pois também somos uma empresa comprometida com o ESG.

Fazendo um bom Gerenciamento de Energia Elétrica, por exemplo, você consegue minimizar o desperdício e conseguir preços melhores, otimizando o orçamento da empresa.

Com a consultoria da Esfera, sua empresa pode entrar no Mercado Livre de Energia e fazer a compra de fontes alternativas e renováveis.

Tudo isso sem precisar lidar com burocracia, tendo nossos especialistas como parceiros nas negociações. Conheça nossos serviços!

O que é uma CGH de energia? Conheça como funciona

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Uma CGH de energia é uma Central Geradora Hidrelétrica, um tipo de usina hidrelétrica de tamanho e potência menores que têm o potencial de gerar de 0 até 5 MW de energia. No Brasil existem atualmente 731 unidades de CGH em operação.

Quando pensamos em usinas hidrelétricas, logo vem à cabeça grandes construções como a Usina de Itaipu (na fronteira Brasil/Paraguai) ou a Usina de Belo Monte (Pará).

Mas além desses grandes centros geradores, existem as CGHs que são as unidades produtoras de energia menores.

A energia gerada nessas unidades menores são essenciais para fortalecer o abastecimento e a distribuição de energia no país.

Continue lendo e entenda melhor como funciona uma CGH de energia e qual a diferença entre CGH, PCH e UHE.

O que significa CGH e como ela funciona?

A sigla CGH significa Central Geradora Hidrelétrica que é um tipo de usina menor em tamanho e potência de geração.

Para ser considerada uma CGH, a unidade tem que gerar até 5 MW de energia.

Pelo Sistema de Informações de Geração (SIGA) criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), podemos ver os dados atualizados sobre a capacidade de geração de energia elétrica do país.

As 731 unidades de CGH de energia em operação atualmente geram um total de 851.389,42 kWs.

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Distribuição das unidades de CGHs no Brasil | Fonte: SIGA.

O funcionamento de CGH é semelhante ao de uma usina tradicional, apenas com as proporções ajustáveis ao seu tamanho.

Isso impacta no tempo de construção que, no caso de uma Central Geradora Hidrelétrica, leva aproximadamente dois anos e meio.

Na imagem abaixo, temos um exemplo de CGH e suas proporções. Pelo tamanho reduzido, essas unidades não exigem o alagamento de grandes áreas, preservando melhor o seu entorno.

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Exemplo de uma CGH em funcionamento | Foto: ABRAPCH.

Leia também: O que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Vantagens de uma CGH de energia

Uma das principais vantagens de uma CGH de energia é o tempo de construção de uma unidade.

Como destacamos acima, uma unidade de Central Geradora Hidrelétrica fica pronta em aproximadamente dois anos e meio.

Outra vantagem é em relação ao custo de produção, já que o tempo de trabalho é menor e também o tamanho da estrutura.

Isso enxuga os gastos relativos a mão de obra, equipamentos e material de estrutura.

A preservação do habitat natural no entorno da CGH é maior, pois não é necessário alagar grandes áreas, como é o caso de usinas hidrelétricas de grande porte.

Uma CGH pode, inclusive, ser instalada em rios com menor vazão, o que facilita a criação desses pontos de apoio à rede de energia hidrelétrica do país. Veja um exemplo no vídeo abaixo:

Conheça as Usinas geradoras de energia elétrica no Brasil e como funciona a matriz elétrica do país.

Qual a diferença entre CGH, PCH e UHE?

Agora que você sabe o que é uma CGH de energia, como ela funciona e as vantagens da sua utilização, é importante entender a diferença para outras unidades.

Afinal, qual a diferença entre CGH, PCH e UHE?

Uma PCH é uma Pequena Central Hidrelétrica que também é um tipo de usina hidrelétrica com tamanho e potência menor, porém maior que uma CGH.

As unidades PCH têm a capacidade de produzir de 5 a 30 MW de potência e possuem uma área de reservatório abaixo de 13 km².

Existem 542 unidades ativas de PCH no país que produzem juntas um total de 5.468.793,57 kWs de potência.

Já uma UHE é a sigla para Usina Hidrelétrica e corresponde às grandes usinas geradoras de energia elétrica do país.

A capacidade de produção de uma UHE é maior que 30 MW por hora e o reservatório de água abrange áreas superiores a 13 km².

No Brasil, existem 233 unidades UHE ativas que juntas produzem 103.026.516 kWs.

Analisando a capacidade de geração e o tamanho, fica fácil entender que a complexidade de estrutura vai aumentando, de acordo com a capacidade de produção.

A diferença na construção

O processo de licenciamento, como é chamada a etapa pré-produção, é mais simples no caso de uma CGH de energia.

Já para a construção de UHEs, o processo é mais complexo, pois vai envolver uma área maior e mais ajustes em relação ao posicionamento, desalojamento de pessoas, preservação do ambiente do entorno, segurança, etc.

Uma PCH leva, em média, cinco anos para ficar pronta. No caso de uma UHE, o prazo pode ser ainda maior. A Usina de Itaipu, por exemplo, levou 10 anos para ser construída.

Quando as usinas são acionadas?

As PCHs costumam ser acionadas nos períodos de cheia como apoio para as UHEs que conseguem aumentar o armazenamento nos reservatórios para passarem pelo período de estiagem.

Quando a fase de seca começa, as PCHs diminuem a produção e as UHEs aumentam para garantir o abastecimento.

Tanto as CGHs quanto as PCHs são importantes para levar energia elétrica para cidades pequenas e regiões rurais por meio das linhas de transmissão que percorrem um caminho menor.

O motivo de existirem mais unidades de CGH e PCH é pela maior eficiência operacional aliado a um baixo custo de manutenção e o alcance de uma geração de energia sempre dentro da margem esperada.

Gostou de saber mais sobre as CGHs de energia?

É importante entender de onde vem e como é distribuída a energia elétrica das empresas e residências.

Isso porque hoje é possível ir além das opções tradicionais e encontrar fornecedores de energia negociando preço e quantidade diretamente.

A Esfera Energia atende 70 unidades de Usinas Geradoras que comercializam energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória.

Precisa comprar energia elétrica por um valor acessível ou é uma empresa geradora em busca de compradores diversos para conseguir vender com liquidez?

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O que é e como se tornar uma empresa sustentável? Entenda a importância

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Uma empresa sustentável é aquela que conhece suas operações e se empenha em usar bem seus recursos para deixar um resultado positivo na sociedade com políticas que resultem no seu desenvolvimento contínuo.

Cada negócio precisa de um conjunto de recursos para funcionar e a execução das suas atividades tem um impacto no meio em que vivemos.

Para ser uma empresa sustentável é importante pensar nos detalhes da estrutura operacional do negócio para conseguir agir, eliminando ou diminuindo alguns impactos.

Entenda mais sobre o conceito de empresa sustentável, como se tornar uma empresa nesses moldes e as vantagens de investir nesse objetivo.

Boa leitura!

O que é uma empresa sustentável?

Como destacamos acima, uma empresa sustentável é aquela que planeja suas ações para conseguir crescer e se desenvolver, considerando e atuando para minimizar seu impacto no meio ambiente.

Muitas indústrias geram resíduos diretos da sua produção, muitos deles poluentes, e devem se planejar para minimizar esse impacto.

Um exemplo simples que pode ser viável, dependendo do setor, é encaminhar resíduos de produção para reciclagem, por exemplo.

A cana de açúcar que sobra da produção de combustível, o etanol, é utilizada posteriormente como adubo na plantação.

Mas para que os planos virem ações práticas, é essencial que a empresa analise sua estrutura de produção para identificar quais práticas devem melhorar.

Essas definições vão ter impacto:

  • no valor e na imagem da marca  no mercado;
  • no reconhecimento que os funcionários têm da empresa;
  • na satisfação dos clientes e da sociedade pelas iniciativas.

Leia também: O que é energia sustentável e sua importância para o futuro do planeta.

Como tornar uma empresa sustentável?

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Agora que já explicamos o que é, o próximo passo é entender o que é necessário para uma empresa ser sustentável.

Reunimos aqui algumas dicas que podem se encaixar nos processos da sua empresa para que a sustentabilidade seja um valor na prática. Confira:

1. Conheça o seu negócio

Para ser uma empresa sustentável, você precisa conhecer o seu negócio para entender como as práticas de sustentabilidade se encaixam na sua realidade.

Qualquer atividade empresarial tem um impacto tanto no meio ambiente quanto na sociedade.

Sua ações podem não gerar um impacto grande diretamente, mas já pensou nos seus parceiros e fornecedores.

2. Engaje sua equipe de trabalho

Uma empresa sustentável não chega a esse patamar sem uma equipe engajada em cumprir essa missão.

Por isso, é importante investir no marketing interno para incluir a sustentabilidade como um valor da cultura organizacional.

Se os funcionários entenderem e ajudarem a cumprir as diretrizes de sustentabilidade, o caminho será um sucesso.

Comunique de forma criativa as mudanças e crie diretrizes simples de seguir, orientando através de cartazes, e-mails marketing, vídeos, etc.

3. Crie programas de sustentabilidade por área

Outro detalhe relacionado à organização como uma empresa sustentável é separar as iniciativas de sustentabilidade por áreas.

Em empresas maiores, principalmente grandes indústrias e fábricas, as práticas de sustentabilidade precisam ser adequadas para aquela área.

Um exemplo simples é desligar os equipamentos e as luzes durante o horário do almoço.

Apesar de cada setor poder conduzir práticas sustentáveis de forma separada, é importante comunicar isso para a equipe para que todos conheçam os protocolos.

4. Digitalize a estrutura de gestão da empresa

A produção de papel, o gasto com impressão e a compra de maquinário geram impacto direto no meio ambiente e custos altos para uma empresa.

Digitalizar a gestão significa concentrar os documentos da empresa em serviços de armazenamento na nuvem.

Esses sistemas possuem controle de acesso, o que possibilita manter a segurança dos arquivos institucionais e compartilhá-los apenas com pessoas autorizadas.

Muitos documentos podem ser arquivados também com assinatura digital, eliminando a necessidade de impressão.

5. Priorize a economia de energia

Muitas empresas conseguem resultados significativos com ações simples que visam a economia de recursos como a energia elétrica.

A tarifa de energia elétrica é um dos custos mais altos nas empresas atualmente. Seja uma pequena agência de marketing até uma grande fábrica, nenhuma funciona sem equipamentos elétricos.

Atualizar os equipamentos (os mais modernos economizam energia), aproveitar a luz natural, instalar lâmpadas econômicas, incluir sensores de presença como forma de acionamento são alguns exemplos de ações para reduzir gastos com energia.

Outra maneira de fazer isso, é comprando energia de acordo com a demanda da sua empresa. Saiba mais no post: Entenda o que é e como funciona o Mercado Livre de Energia.

Vantagens de ser uma empresa sustentável

A principal vantagem que uma empresa sustentável usufrui é de uma boa imagem perante o mercado, clientes e colaboradores. Outros benefícios importantes são:

  • vantagem competitiva frente a concorrência;
  • economia de custos de operação;
  • oferecer melhores preços no mercado;
  • inovação na forma de produção e no aproveitamento de matéria-prima;
  • preservar o ambiente entorno da empresa, oferecendo qualidade de vida aos colaboradores;
  • ganhar em valor de mercado.

Leia também: Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa.

Já pensou em se tornar uma empresa sustentável?

O objetivo de ser uma empresa sustentável não acontece do dia para a noite. As ações precisam ser consistentes.

Enquanto algumas práticas são implementadas rapidamente, outras vão exigir mais planejamento para darem resultado.

Se a sua empresa busca por uma maneira de gerenciar melhor os gastos relacionados à energia, a equipe de consultores da Esfera pode te ajudar.

A Esfera Energia é uma empresa que realiza a consultoria completa para ajudar seus clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Fazemos a contratação de energia sob medida para seu negócio e operamos em conformidade com as normas da CCEE e ONS.

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Entenda sobre a Redução Voluntária da Demanda (RVD) e saiba como render cashback para sua empresa

O país vem atravessando a pior seca dos últimos 91 anos causando impacto direto nos níveis de armazenamento dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do Brasil e reacendendo a discussão sobre um possível racionamento de energia elétrica.

Nesse sentido, o governo federal vem adotando medidas para estimular a redução de consumo com o objetivo de reduzir o risco de cortes de carga. 

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a portaria  normativa nº 22/GG/MME que viabiliza a Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD), prevendo o pagamento de compensação financeira às empresas participantes do Mercado Livre de Energia que se disponham a reduzir o consumo.

O que é Redução Voluntária da Demanda?

O Programa de Redução Voluntária da Demanda (RVD) tem como objetivo ajudar na redução do consumo de energia elétrica em meio à crise hídrica que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas. 

A portaria publicada estabelece diretrizes para que o setor industrial apresente ofertas de Redução Voluntária da Demanda de Energia (RVD), com o objetivo de atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Ele prevê o pagamento de compensação financeira às empresas que se disponham a reduzir o consumo por períodos. 

Como funciona o RVD?

A empresa deve inicialmente se habilitar junto ao Operador Nacional do Sistema (ONS) e ofertar uma redução de consumo de no mínimo de 5 MW (megawatt) por um período de 4 ou 7 horas consecutivas dentro da grade horária definida pelo ONS.

Importante lembrar que 5 megawatts (MW) é a oferta mínima para cada hora de duração da oferta, com preço estabelecido em R$/MWh, dia da semana e identificação do submercado.

Quem pode participar do RVD?

O Programa de Redução Voluntária da Demanda é voltado apenas a grandes consumidores que façam parte do Mercado Livre de Energia, que devem estar adimplentes com as obrigações junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Qual a vantagem de aderir ao RVD?

A principal vantagem para os consumidores que têm condições de atender o volume mínimo de redução de consumo é a possibilidade de geração de receita adicional, além da economia na conta de energia decorrente da redução de consumo.

Embora o RVD traga a possibilidade de ganhos adicionais, há uma barreira de entrada para aqueles consumidores que não conseguem atingir o limite mínimo de redução de 5 MW por hora.

É possível participar do RVD sem ter o mínimo de redução?

Com o objetivo de viabilizar a participação desses consumidores, a Esfera lançou o Esfera Energy Back.

Com a habilitação junto ao ONS para atuar como um agregador de cargas, a Esfera poderá representar todos os consumidores que tenham interesse em participar do RVD independente do volume de redução ofertado. 

Com o Esfera Energy Back, a Esfera ficará responsável por todo o processo de habilitação junto ao ONS e a CCEE e também pelo contato  junto às distribuidoras de energia.

Qual o benefício de participar do Programa RVD com o Esfera Energy Back?

Ao aderir ao programa de RVD  através do Esfera Energy Back, além da geração de receita adicional, a sua redução pode valer até 5x mais. Ainda há a possibilidade de otimizar o fluxo  de caixa através da antecipação do pagamento do seu cashback, sem a necessidade de aguardar a liberação dos recursos através da CCEE.

Confira outros benefícios ao aderir ao Esfera Energy Back:

  • Até 5x a mais de cashback com a sua redução de energia.
  • Possibilitamos a soma de demandas necessárias para participar.
  • Sem burocracias! Nós cuidamos de tudo pra você.
  • Representamos os seus interesses junto aos órgãos reguladores.
  • Possibilidade de antecipação do pagamento do seu cashback.

Atualmente o RVD é a principal medida adotada pelo governo para estimular a redução de consumo das empresas e reduzir a pressão nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Mas é também uma ótima oportunidade de redução de custos para os consumidores do Mercado Livre de Energia, neste momento em que vivemos  uma elevação nos preços da energia elétrica.

Quer saber mais sobre o Esfera Energy Back?

Convidamos Raphael Santana, Diretor de Gestão de Energia, para explicar tudo sobre a Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD) e o Esfera Energy Back em um webinário exclusivo.

Será no dia 05/10, às 10h.

Inscreva-se aqui para participar.

Aconteceu em Agosto: Bandeira Tarifária “Escassez Hídrica” e as ações adotadas pelo governo

No mês de agosto, reacenderam as discussões sobre a possibilidade de um programa de racionamento de energia devido à sinalização de piora da crise hidro energética que atinge o Brasil e que, em decorrência da sinalização do Operador Nacional do Sistema (ONS) sobre a necessidade de uma oferta de geração adicional de cerca de 5,5 GWm para que não ocorram cortes de carga no SIN, resultou em diversos programas governamentais que buscam reduzir o risco de corte de carga e de um eventual racionamento. 

Confira abaixo as principais ações adotadas pelo governo. 

A primeira medida, apresentada ainda em julho e com início em agosto, trata da possibilidade de declaração de oferta adicional de geração excedente de usinas térmicas sem custo variável unitário, ou seja, usinas de energia a biomassa (fortemente presentes no setor sucroenergético). 

Nos procedimentos descritos pela Portaria Normativa nº17/GM/MME, que trata os detalhes da medida, as ofertas direcionadas ao ONS e sujeitas a aprovação do CMSE, são enviadas pelos próprios agentes declarando os montantes de geração adicional com duração de um a seis meses, indicando também o preço em R$/MWh da energia e o subsistema de entrega.

Ao final de agosto também foi publicada a Portaria Normativa nº22/GM/MME referente à Redução Voluntária de Demanda (RVD). Nela, é descrito que os consumidores livres ou seus agentes agregadores interessados em participar do programa deverão encaminhar suas ofertas de redução em múltiplos produtos com duração horária de quatro e sete horas, em lotes com volume mínimo de 5 MW, discretizados de 1 em 1 MW, para cada hora de duração da oferta. 

Além disso, as ofertas devem respeitar a grade horária publicada pelo ONS, que dispõe sobre os horários permitidos para a redução e compensação de redução da demanda, e as regras a respeito do consumo de referência denominado de linha base e sua margem superior, ambas publicadas no caderno de Regras Provisórias da RVD da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Fonte: ONS

Outro fato relevante foi o anúncio do Ministério de Minas e Energia (MME) em coletiva de imprensa sobre outras duas medidas visando uma maior garantia de segurança no suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A primeira foi a adoção de um novo patamar excepcional de bandeira tarifária deliberada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG). A nova bandeira denominada “Escassez Hídrica” tem vigência de setembro até abril de 2022, e representa um valor de R$14,20 a cada 100 kWh consumidos. 

A outra foi o plano de RVD para o mercado cativo, (consumidores do grupo A e B). Neste plano, reduções de pelo menos 10% (limitado a até 20%) do consumo referente ao mesmo mês de 2020, serão premiados em R$0,50/kWh durante os meses de setembro a dezembro de 2021. O operador salienta que a medida tem um foco em atingir os consumidores residenciais e pressupõe que essa iniciativa pode resultar em uma redução de cerca de 1,41% da carga do SIN (cerca de 914 MWm) para o período.

Acompanhamento do PLD

No mês de agosto o PLD se manteve no teto regulatório de R$ 583,88/MWh para todos os submercados, assim como no mês anterior.

No entanto, destacamos a elevação da geração renovável, principalmente a eólica, no submercado Nordeste dado o início da safra dos ventos.

Com isso, em momentos de maior geração eólica e menor consumo no submercado, o PLD horário do NE apresentou um descolamento em relação aos demais submercados, chegando até mesmo a apresentar PLD piso (R$ 49,77/MWh) por uma hora nos dias 01/08 e 29/08.

Acompanhamento da Carga

O consumo no mês de agosto apresentou acentuada elevação nas duas últimas semanas do mês devido ao aumento da temperatura no Sudeste e Sul do país.

Apesar da expectativa de elevação da carga pelo ONS, agosto fechou com cerca de 800 MWm abaixo do projetado. 

Para as próximas semanas seguimos com a expectativa de elevação do consumo em comparação com as semanas anteriores, em decorrência do aumento de temperatura esperado para o período.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório equivalente do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 21,3% da sua capacidade máxima, resultando no pior nível observado nos últimos anos, ficando cerca de 33 p.p. abaixo da média do mês de Agosto.

Estamos passando pelo pior cenário de chuvas desde 1931, com uma expectativa de manutenção da redução dos níveis dos reservatórios, pelo menos até o final de novembro.

Dessa forma, caso o cenário de chuvas dos próximos meses não desempenhe pelo menos na média histórica a ponto de restabelecer um nível razoável para os reservatórios, não teremos como evitar um cenário  de racionamento para 2022, implicando na redução compulsória do consumo e/ou possíveis cortes de carga em determinadas horas do dia.

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