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Energia solar industrial: como funciona + vantagens de investir

Energia solar industrial: como funciona + vantagens de investir

A conta de luz é um dos principais e maiores gastos mensais das empresas. Por isso, o investimento em energia solar industrial cresce entre as organizações.

O consumo de energia fotovoltaica nos setores de comércio e serviços e industrial é de 6.716 e 1.683 MW (megawatts), respectivamente, segundo dados da Absolar e Aneel

Além das metas de sustentabilidade, a redução desse custo operacional específico traz um alívio financeiro. Afinal, nos últimos anos, a tarifa de energia elétrica no Mercado Cativo teve aumentos significativos. 

Em 2023, o Brasil alcançou um novo recorde de ampliação na geração de energia solar com 3 GW (gigawatts) acrescentados à matriz energética do país.

Seu negócio busca economia e sustentabilidade? Continue no artigo e entenda como funciona a energia solar industrial, vantagens e como implementar.

Boa leitura!

O que é energia solar industrial?

A energia solar industrial é um tipo de energia gerada por meio de painéis fotovoltaicos que captam a radiação solar e transformam em energia elétrica ativa e pronta para consumo.

O processo seguido é o mesmo da captação residencial. O que muda é o porte e capacidade de geração dos projetos industriais.

Como fábricas, empresas e comércios, como grandes shoppings, têm uma demanda contratada alta, a estrutura de captação solar é maior para suprir o consumo. 

Porém, nem todas as empresas focam na autossuficiência energética em um primeiro momento. No varejo, o Magalu é um exemplo. A energia solar cobre 30% do consumo, o que traz uma economia geral de 20% em 626 unidades de onze estados.

Entenda como funciona a energia solar e a função do sistema fotovoltaico no vídeo a seguir:

Qual a importância da energia solar?

A geração de energia por fonte solar é importante porque auxilia as indústrias na redução dos custos, além de reduzir os impactos ambientais da operação e reforçar a responsabilidade socioambiental do negócio.

O investimento proporciona retorno em curto e longo prazo, pois as placas são resistentes e demandam pouca manutenção.

A popularidade das fontes de energia limpa, como a solar, é resultado do incentivo da transição para insumos renováveis. Ou seja, saem os insumos sujos e poluidores e entram os materiais obtidos da natureza.

Dessa forma, com um bom planejamento e uma equipe qualificada, as indústrias programam a criação de um sistema de geração solar eficiente para abastecer a operação.

Leia também >>> Fazenda solar: o que é, como funciona, custos e mais.

Como funciona a energia solar industrial?

A energia solar industrial funciona por meio da instalação de painéis fotovoltaicos em uma área com bastante incidência de radiação solar. Geralmente, esse espaço é o telhado das fábricas, mas pode ser em um terreno da empresa fora da área urbana.

O número de painéis solares e a potência instalada do projeto (capacidade de geração em kW ou MW) depende do consumo e do orçamento disponível.

Por isso, é estratégico contratar uma empresa especializada em projetos industriais para auxiliar na criação do planejamento e no melhor aproveitamento do capital disponível.

Um detalhe que vale a pena destacar é que a empresa não se desconecta da rede elétrica da concessionária. O motivo é que os projetos de geração distribuída (GD) fazem parte do sistema de compensação de energia elétrica. 

Dessa forma, se a estrutura solar gera mais energia do que consome em um dia, o excedente é injetado automaticamente na rede da concessionária, o que gera créditos de energia para o negócio.

Esses créditos servem para abater o consumo nas faturas seguintes (a validade é de 60 meses!), mantendo o ciclo de economia.

A compensação pode ser na conta de luz da sede principal, por exemplo, ou em uma filial em outro bairro, ou cidade vizinha, desde que seja a mesma distribuidora e a segunda unidade consumidora tenha o mesmo titular da primeira.

Quais são as vantagens da energia solar industrial?

Agora que você sabe o que é e como funciona o sistema de geração, conheça as principais vantagens de investir em energia solar industrial.

Economia na conta de luz

A energia solar supre a demanda do negócio e ainda gera créditos. Ou seja, além do consumo via distribuidora diminuir, o que o sistema gerou não perde valor. Como estamos falando de um recurso renovável, a fonte de economia é inesgotável.

Vida útil longa e baixa manutenção

A vida útil prolongada das placas solares é outro benefício da energia solar industrial. Os materiais utilizados, como silício monocristalino e policristalino, duram entre 25 a 30 anos.

Além disso, a manutenção é simples e exige apenas a limpeza de poeira e dejetos. A chuva ainda colabora na limpeza e não danifica a estrutura.

Incentivos fiscais

Por meio do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), ativo desde 2015, os estados têm autorização para conceder isenção de ICMS e PIS e COFINS para projetos de energia solar industrial. 

Em alguns municípios, as indústrias que investem em iniciativas sustentáveis, como energia limpa, recebem desconto no valor do IPTU, ação chamada de IPTU verde.

Como implementar a energia solar?

Existem duas formas de implementar energia solar industrial: migrar para o Mercado Livre de Energia ou contratar uma empresa para auxiliar na criação e instalação de um projeto de geração própria.

Vale destacar que empresas que investem na autoprodução também podem migrar para o Mercado Livre. Geralmente, essa decisão ocorre quando a estrutura de geração não produz toda demanda necessária. 

Dessa forma, as empresas economizam, pois produzem uma parte e compram o restante da energia de que necessitam por um preço competitivo e barato.

Porém, fazer a migração por si só é uma estratégia vantajosa e prática para utilizar energia solar. No Ambiente de Contratação Livre (ACL), as empresas podem:

• escolher o fornecedor;

• contratar carga sob medida;

• Reduzir significativamente os custos mensais com energia elétrica;

• melhorar a previsibilidade orçamentária;

• ampliar o poder na tomada de decisões.

Migre e tenha acesso à energia limpa

Quando o assunto é solução sustentável para economizar na conta de luz, a instalação de energia solar industrial não é a única alternativa. 

O Mercado Livre de Energia é uma solução acessível e prática para empresas que desejam utilizar energia limpa e sustentável. A migração gera até 35% de redução nos custos elétricos

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O que é sistema de compensação de energia elétrica?

O que é sistema de compensação de energia elétrica?

Em tempos de altos gastos, a implementação de um sistema de compensação de energia elétrica é uma alternativa para empresas que desejam reduzir custos operacionais.

Em 2023, os esquemas de microgeração e minigeração acrescentaram 7,4 gigawatts (GW) de potência à rede de distribuição de energia. No total, foram mais de 625 mil novas unidades geradoras, segundo o painel de monitoramento da ANEEL.

O investimento é uma das soluções para economizar na conta de luz e até alcançar a eficiência energética por meio da geração de energia solar ou eólica. 

Já pensou nessa alternativa e quer entender melhor a solução? Continue no artigo e entenda o que é, como funciona e as regras do sistema de compensação de energia elétrica.

Boa leitura!

O que é o sistema de compensação de energia elétrica?

O sistema de compensação de energia elétrica (SCEE) é um esquema de geração no qual o consumidor instala a infraestrutura, seja de painéis fotovoltaicos ou turbinas eólicas, para abastecer a unidade consumidora e receber créditos pela energia excedente injetada na rede da concessionária, o que ajuda a reduzir custos.

A capacidade de geração influencia o número de placas solares ou turbinas e a área necessária para implementar o projeto. O planejamento é uma etapa fundamental para aplicar o orçamento corretamente e obter a economia esperada.

Por exemplo, a instalação de painéis solares pode atender parte ou toda a demanda de energia de uma empresa. Para definir a melhor estratégia, é fundamental estudar o histórico de consumo e a viabilidade financeira da instalação.

Muitas empresas utilizam o espaço do telhado para montar painéis solares ou áreas fora da cidade para instalar as turbinas eólicas.

Ou seja, atualmente, as empresas contam com soluções eficientes para gerar a própria energia e alcançar uma margem de economia significativa.

Como funciona o sistema de compensação de energia elétrica?

O sistema de compensação de energia elétrica funciona por meio da compensação da energia elétrica ativa injetada por uma unidade consumidora na rede da concessionária local, como empréstimo gratuito, e posteriormente usada para compensar o consumo como crédito de energia.

Diariamente, os painéis/turbinas geram uma quantidade de energia e abastecem as operações do negócio. O que a operação não consumiu da geração do dia vai automaticamente para a rede da distribuidora.

Mas como saber a produção e o excedente do dia, não é mesmo? Para implementar o projeto, é obrigatório comunicar à concessionária local para trocar o relógio unidirecional pelo bidirecional. Essa mudança não gera custos para o solicitante. 

O relógio bidirecional registra a quantidade de energia (kWh) consumida e a quantidade de energia injetada na rede da distribuidora. Assim, o registro é preciso e dá para esclarecer qualquer dúvida, em caso de divergência.

Os créditos de energia servem tanto para abater o consumo na conta seguinte quanto para reduzir os gastos de outra unidade consumidora vinculada à empresa geradora. Esse processo recebe o nome de autoconsumo remoto.

Um detalhe importante do funcionamento do SCEE é que a unidade não se desconecta da rede local, o que é essencial para utilizar o sistema de créditos. Além disso, se houver uma falha ou falta de energia, o local não fica no escuro.

Leia mais >>> Geração distribuída: o que é, como funciona e prós e contras.

Quais são as regras do sistema de compensação de energia elétrica?

As principais regras do sistema de compensação de energia elétrica, segundo a Resolução Normativa Aneel nº 1.059, de fevereiro de 2023, são:

  • solicitação da entrada no sistema de compensação de energia junto à concessionária local;
  • compensação igual para todas as componentes da tarifa de energia elétrica;
  • apenas parte da quantidade de kW injetado na rede retorna para o consumidor;
  • abastecimento noturno compensando por meio da energia extra gerada no dia seguinte;
  • envio e compensação de energia elétrica automaticamente no fechamento da fatura;
  • autorização para autoconsumo remoto apenas para pontos secundários, mas com a mesma titularidade da unidade consumidora principal;
  • créditos de energia medidos em quilowatts-hora (kW) têm validade de até 60 meses.

Leia também >>> Fazenda solar: o que é, como funciona, custos e mais.

Esquema de microgeração e minigeração no sistema de compensação de energia elétrica

A microgeração e a minigeração (MMGD) são as classificações dadas às pequenas centrais de geração de energia elétrica locais por meio de fontes renováveis, como energia solar e eólica.

O principal fator que diferencia os tipos é a potência que cada sistema de compensação de energia elétrica gera. Veja quais são os limites abaixo.

  • Microgeração distribuída: a potência instalada é de até 75 kW e a responsável pelos custos de atualização dos equipamentos de medição é a distribuidora local.
  • Minigeração distribuída: a potência instalada é superior a 75 kW, menor ou igual a 3 MW para fontes não despacháveis e menor ou igual 5 MW para fontes despacháveis.

O consumo da energia ativa gerada acontece no local de consumo, em outra unidade do mesmo titular (autoconsumo remoto), em múltiplas unidades consumidoras ou por geração compartilhada (locais reunidos em consórcio ou cooperativa).

Como aderir ao sistema de compensação de energia elétrica?

Conheça abaixo os passos para aderir ao sistema de compensação.

1. Ser consumidor cativo

O sistema de compensação atende apenas aos consumidores do Mercado Cativo, também chamado de Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Ou seja, aqueles que compram energia pelo método tradicional por meio das concessionárias.

2. Criar e apresentar o projeto à concessionária 

A criação do projeto de MMGD formaliza os objetivos da empresa com a instalação. O documento facilita a análise das características pela concessionária que atesta a viabilidade ou não da iniciativa. O parecer da distribuidora demora entre 15 e 30 dias.

3. Escolher bons parceiros e materiais

Após a aprovação, começa a instalação do projeto. Para isso, é fundamental contar com uma empresa capacitada e experiente no tipo de fonte geradora escolhida. Além disso, priorize fornecedores de qualidade para evitar problemas de infraestrutura no futuro. 

4. Definir se haverá autoconsumo

Um detalhe importante para aderir ao sistema de compensação de energia elétrica é estabelecer se haverá autoconsumo remoto no começo do projeto. Assim, dá tempo para regularizar a titularidade do imóvel, se necessário.

5. Fazer a instalação

A última etapa é a instalação dos painéis solares ou turbinas eólicas e a ativação para entrar definitivamente para o sistema de compensação. Após a conclusão, o negócio está pronto para economizar!

Conheça os tipos de geração de energia

Se interessou pelo sistema de compensação de energia elétrica, mas quer saber mais sobre as fontes geradoras? 

Baixe gratuitamente o e-book Tipos de Geração de Energia e conheça a estrutura que regulamenta o setor e protege os consumidores.

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Microgrids: o que são, como funcionam e vantagens

Microgrids: o que são, como funcionam e vantagens

O consumo e a demanda por eletricidade aumentam a cada dia. Hoje, o sistema de distribuição de energia é gerenciado pela Aneel e pelas empresas concessionárias. Porém, o modelo atual não cobre todo território nacional e, nesta brecha do mercado, os microgrids entram em ação.

No Brasil, como em outros países, a geração de energia elétrica é centralizada nas grandes usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares. A distribuição da produção acontece por meio de uma complexa rede de cabos de alta tensão que abrange boa parte do país.

Ao chegar nas cidades, a carga se distribui por meio dos cabos de baixa tensão que formam as linhas urbanas de abastecimento.

Porém, o alto índice de emissão de carbono na atmosfera está colocando o planeta em alerta, devido às alterações percebidas no clima, na qualidade do ar e na saúde dos ecossistemas animais e vegetais.

Por isso, a descentralização e a descarbonização na geração de energia elétrica são tópicos atuais com soluções viáveis, como a implementação dos microgrids. 

Continue no artigo e entenda o que são as microrredes, como funcionam, as vantagens de utilizá-las e como esse recurso pode influenciar o futuro da distribuição de energia.

Boa leitura!

O que são microgrids?

Os microgrids, ou microrredes, são pequenos sistemas elétricos que geram energia por meio de fontes renováveis (fotovoltaicas, eólicos, hidrelétricas, biomassa e biodiesel) e armazenam a produção em baterias controladas por meio de sistemas inteligentes para abastecimento local, como pequenas comunidades ou complexos industriais.

Dessa forma, os microgrids chegam até a áreas remotas, como zonas rurais e regiões extremas do país, levando energia aos pontos que não são cobertos pelo Sistema Interligado Nacional.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), quase um milhão de pessoas não têm acesso público à energia elétrica no Brasil. 

No cenário global, 733 milhões de pessoas não têm eletricidade em suas casas e 90% desse montante continuará nessa situação até 2030, conforme o relatório ‘Tracking SDG 7: The Energy Progress Report‘, feito pelo Banco Mundial.

Devido à falta de abastecimento, a população recorre a soluções próprias, utilizando energia solar, mas muitas pessoas utilizam métodos de geração poluentes e caros, como os geradores a diesel.

Com a instalação de microgrids, vizinhanças e comunidades ganham autonomia energética, o que possibilita escolher entre ficar parcial ou totalmente desconectado da rede elétrica da concessionária. 

Leia também >>> Geração distribuída: o que é, como funciona e prós e contras.

Como as microrredes funcionam?

As microrredes podem funcionar de três formas: remotamente, conectadas à rede principal do país e conectadas em grupos.

As microrredes remotas, ou fora da rede, são instaladas em locais distantes que não são ligados à rede elétrica principal. 

Esse sistema funciona com energia renovável, como energia eólica ou solar, e está permanentemente em modo isolado, necessitando de baterias para armazenar o excedente gerado.

Já as microrredes conectadas à rede principal podem se desconectar se houver problema no fornecimento de energia. Assim, quando uma interrupção ou pico de energia acontece, o microgrid entra em ação.

Por fim, as microrredes em grupos funcionam conectadas entre si para atender uma área geográfica maior, como uma comunidade ou cidade.

O funcionamento dos sistemas por meio de recursos naturais e renováveis reduz consideravelmente as emissões de carbono, contribuindo com o processo de descarbonização da economia. 

Além disso, o modelo ajuda a democratizar o acesso à eletricidade, proporcionando segurança energética à população, qualidade e confiabilidade no fornecimento.

Quais são as vantagens de usar microgrids?

As principais vantagens do uso de microgrids são:

1. Autonomia para gerar e armazenar energia

A autonomia para gerar e armazenar energia elétrica, principalmente em regiões remotas, é uma vantagem que reforça a utilidade dos microgrids. 

O avanço das tecnologias de geração renovável e o aumento da capacidade das baterias possibilita o abastecimento contínuo, seguro e de qualidade das regiões atendidas quando o sistema não está ligado à rede elétrica principal. 

Leia também >>> Fontes renováveis de energia: 7 tipos e o uso no Brasil.

2. Reduz as emissões de gases estufa

Como a geração de energia nos microgrids utiliza fontes de energia limpa, o processo de geração contribui para a redução das emissões de gases estufa, como carbono, metano, óxido nitroso, ozônio, entre outros.

A maioria das fontes renováveis não causa impacto no meio ambiente durante o processo de geração de energia, garantindo o melhor aproveitamento possível dos insumos utilizados.

3. Aumenta o acesso à eletricidade

Outra vantagem dos microgrids é aumentar o acesso da população à eletricidade. Em países com grande dimensão territorial, como o Brasil, fazer a energia chegar a todas as regiões é um desafio.

A implementação das microrredes pode reduzir essa diferença, facilitando o abastecimento por meio de um sistema mais simples, porém inteligente e bastante efetivo para garantir energia de qualidade.

4. Reduz os custos de geração

Os custos com a geração de energia por meio de microgrids é menor comparado aos métodos de geração tradicional das usinas hidrelétricas e termelétricas do país.

A escassez de água, por exemplo, é um dos fatores que aumenta o custo de geração. Quando isso acontece, as usinas termelétricas são acionadas. 

Porém, o custo de operação é alto, o que aumenta o valor da energia para o consumidor. Com os microgrids, os custos mensais para as unidades consumidoras é menor.

5. Melhora o controle de qualidade da energia

O controle de qualidade da energia é uma vantagem essencial, pois garante que as unidades não passem por problemas, como interrupção no abastecimento, picos de energia, entre outros. 

O operador da rede controla a distribuição de forma mais efetiva, monitorando o funcionamento da estrutura local e prevenindo eventos que interfiram na confiabilidade e segurança da rede.

Energia descentralizada e o futuro da distribuição

Os países estão atentos às melhorias na distribuição e acesso à energia elétrica, o que cria um cenário positivo para a existência e expansão dos microgrids no futuro.

Possivelmente, a geração de energia descentralizada irá coexistir com a geração centralizada, o modelo predominante no momento. Porém, as mudanças no método de distribuição ainda são incertas.

O posicionamento dos governos e das empresas privadas que comandam o sistema elétrico, assim como a criação de um mercado para a popularização dos microgrids, vão apontar os rumos que o novo método tomará nos próximos anos.

Quer economizar na conta de luz da sua empresa ou da sua casa hoje? 

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O que é a portabilidade da conta de luz? Conheça o novo projeto

O que é a portabilidade da conta de luz? Conheça o novo projeto

A portabilidade da conta de luz é uma das grandes novidades do setor elétrico brasileiro. Em especial, para os consumidores em redes de baixa tensão — classes residencial, comercial e industrial (PMEs) — que terão acesso ao Mercado Livre de Energia.

As projeções mais recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam para o aumento da tarifa de energia elétrica em todo país. O percentual de reajuste é definido pelas distribuidoras, então, o consumidor de cada região é impactado de forma diferente.

Com a chegada do sistema de portabilidade, os clientes em baixa tensão passarão a negociar seus contratos de energia, como fazem atualmente as grandes indústrias e shoppings centers, com preços mais competitivos e outras vantagens.

Neste artigo, explicamos o que significa a portabilidade da conta de luz, quais mudanças essa possibilidade vai trazer, como está o andamento da legislação que regulamenta o sistema e as vantagens e desvantagens de migrar.

Boa leitura!

O que é portabilidade da conta de luz?

A portabilidade da conta de luz é o nome dado ao processo que vai permitir aos consumidores do Grupo B, atendidos em baixa tensão, negociar o abastecimento de energia elétrica com qualquer geradora e comercializadora de energia do país. Neste grupo, estão residências, comércios, pequenas e médias indústrias e os edifícios residenciais.

Atualmente, essa categoria é classificada como ‘consumidor cativo’, pois faz parte do Mercado Cativo, também chamado de Ambiente de Contratação Regulada (ACR), no qual a compra de energia elétrica é feita exclusivamente por meio de uma empresa distribuidora local. 

Além disso, no ACR não existe a possibilidade de negociação do preço da energia. O consumidor paga o valor que é estabelecido pela concessionária de energia.

Com a portabilidade, os consumidores ligados em baixa tensão terão a chance de migrar para o Mercado Livre de Energia, independentemente do consumo, sendo classificados como ‘consumidores livres’. 

As distribuidoras continuarão prestando seu serviço, ficando responsável pela transmissão da energia contratada até os imóveis. O consumidor vai pagar uma tarifa referente ao serviço que será cobrada na fatura mensal.

Esse modelo comercial de compra de energia elétrica para consumidores residenciais será uma novidade no Brasil, mas já existe em alguns estados dos Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul.

Além de mais liberdade para negociar, o acesso a preços mais competitivos de energia e a possibilidade de escolher a fonte de energia são algumas das vantagens da portabilidade.

Quais mudanças a portabilidade vai trazer para o consumidor?

A principal mudança que a portabilidade da conta de luz vai trazer é no empoderamento do consumidor, colocando-o no centro das decisões sobre a compra de energia e potencializando sua experiência ao permitir a negociação com outras empresas, além da concessionária local.

O modelo de portabilidade do setor elétrico será parecido ao que existe hoje na área de telefonia celular e internet. Assim, o consumidor terá acesso a pacotes com tarifas de energia personalizadas por horário ou serviços pré-pagos.

A aquisição será mediada por um comercializador varejista, que é uma empresa representante de contratos de compra e venda de energia dentro do Mercado Livre, autorizada pela Aneel para operar. 

É importante ressaltar que a portabilidade não será obrigatória. Os clientes que optarem por ficar no Mercado Cativo, assim como os do Mercado Livre, continuam sendo atendidos pelas distribuidoras atuais.

Outra mudança que o acesso ao Mercado Livre vai trazer é a possibilidade de escolher a fonte de energia que vai abastecer o imóvel. 

Com isso, espera-se que a geração de energias renováveis a partir de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), energia eólica e energia solar aumentem, uma vez que o consumidor terá mais controle dos aspectos da contratação.

Esse novo contexto também será um estímulo para que as pessoas valorizem o consumo sustentável e passem a vivenciá-lo na prática. 

Como está o andamento da legislação?

Atualmente, dois projetos de lei estão em tramitação para que o sistema de portabilidade vigore efetivamente no país.

O primeiro é o PL 1917/2015, também chamado de “PL da Portabilidade da Conta de Luz”, que foi aprovado em dezembro de 2021 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. 

As principais diretrizes do projeto são a abertura total do Mercado Livre em 72 meses, a obrigatoriedade da representação varejista para consumidores com carga inferior a 500 kW e a não incidência de descontos no fio para os consumidores em baixa tensão.

Em fevereiro de 2022, encerrou-se o prazo para apresentação de recurso e ele foi apresentado à Mesa Diretora. Desde então, ainda não houve atualização sobre as atividades do PL, de acordo com o site da Câmara.

Outro projeto é o PL 414/2021 (nº anterior: PLS 232/2016), de autoria do Senado, que também tem como objetivo a expansão do Mercado Livre para todos os consumidores, independentemente do grupo de tensão. 

No PL 414, o prazo proposto para a conclusão do processo de abertura é de 42 meses. O texto já passou pelo Senado e, atualmente, tramita na Casa Revisora da Câmara, onde aguarda a criação de Comissão Temporária pela Mesa.

Como nenhum dos projetos de lei foi aprovado, a portabilidade da conta de luz ainda não é uma opção para os consumidores cativos.

Economize hoje na sua conta de luz

Enquanto a portabilidade da conta de luz não é uma realidade no país, existem outros meios de economizar e ainda incentivar a geração de energia sustentável. 

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Taxa de energia solar: o que é e como funciona?

Taxa de energia solar: o que é e como funciona?

A Lei nº 14.300, de janeiro de 2002, conhecida como Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída, gerou muitas dúvidas tanto para os novos quanto para os antigos consumidores-geradores, principalmente em relação à taxa de energia solar.

Já adiantamos que a ideia de que a energia do sol passaria a ser taxada no país, é uma interpretação equivocada sobre a cobrança da taxa de energia solar a partir de 2023 estabelecida pela nova lei.

Você tem interesse em ter um sistema de energia solar fotovoltaico no seu imóvel, mas está em dúvida se as novas regras tornaram o investimento menos atrativo?

Continue lendo e entenda o que é a taxa de energia solar, como funciona e as atualizações sobre a prorrogação do prazo do subsídio de microgeração.

Boa leitura!

O que é a taxa de energia solar?

A taxa de energia solar é a cobrança que será feita aos consumidores que possuem um sistema de geração por energia solar pelo uso da rede de distribuição disponibilizado pela concessionária de energia elétrica.

Isso significa que o consumidor-gerador de energia solar não será cobrado pelo uso da fonte geradora, isto é, o sol, e nem para gerar a energia. 

Atualmente, quem possui um sistema on grid de micro ou minigeração (MMGD) de energia solar, ou seja, que é conectado com a rede da distribuidora, injeta o excedente de energia não consumido na rede e recebe créditos de energia limpa, sem nenhum custo pelo uso da infraestrutura da empresa.

É importante destacar que todos os consumidores pagam uma taxa todos os meses, embutida na conta de luz, chamada Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD), pelo uso dos fios de distribuição da concessionária local.

Com a aprovação da Lei nº 14.300, ficou definido que os donos de sistema de geração fotovoltaica também pagarão pela infraestrutura do serviço de distribuição, chamada de TUSD fio B.

Um detalhe importante é que os consumidores-geradores não terão uma despesa extra. A porcentagem da taxa vai incidir sobre o saldo de créditos de energia que o imóvel tem com a distribuidora.

Quem já é gerador e aqueles que protocolarem a solicitação de acesso à distribuidora em até 12 meses após da publicação da lei estarão isentos da taxação de energia solar até 31 de dezembro de 2045

Já quem protocolar seu projeto a partir de 2023, estará sujeito às novas regras, o que inclui a nova taxa.

Qual o valor da taxa de energia solar?

O valor da taxa de energia solar que vai vigorar após o período de transição ainda será definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em conjunto com a Aneel

A cobrança da tarifa a ser definida acontecerá de maneira gradual de forma que, a cada ano, o consumidor-gerador pague uma parcela maior da taxa de distribuição em relação à  quantidade de energia que ele injetar na rede.

De acordo com a Lei nº 14.300, as proporções cobradas a cada ano serão:

  • 15% da taxa a partir de 2023;
  • 30% da taxa a partir de 2024;
  • 45% da taxa a partir de 2025;
  • 60% da taxa a partir de 2026;
  • 75% da taxa a partir de 2027;
  • 90% da taxa a partir de 2028;
  • 100% da taxa a partir de 2029.

De acordo com a lei, o prazo para o CNPE estabelecer as diretrizes para a definição do valor da taxa era de seis meses. Já a ANEEL, tinha o prazo de até 18 meses para realizar os cálculos da valoração do encargo.

Porém, essas definições ainda não foram apresentadas por nenhuma das duas instituições até o momento.

Atualização: prazo para adesão sem taxa é prorrogado

O prazo original estabelecido pela Lei 14.300 para os consumidores-geradores enviarem novos projetos à distribuidora sem cobrança da taxa de energia solar até 2045 era até 6 de janeiro de 2023.

Porém, esse limite foi prorrogado em seis meses por uma decisão aprovada pela Câmara dos Deputados ainda em dezembro de 2022. Agora, os projetos protocolados até julho de 2023 junto à distribuidora estarão isentos da taxação.

Consequentemente a prorrogação para isenção, os prazos para o começo da cobrança gradual da taxa de energia solar começará a partir de 2024 (e não mais em 2023) para os sistemas implementados que não estão gerando energia e para os projetos que forem apresentados depois do novo prazo.

A fase de transição vai até 2029, como vimos acima, e, a partir de 2030, todos os novos geradores pagam 100% do valor dos encargos sobre o serviço de distribuição.

A energia solar ainda é vantajosa?

O maior questionamento dessa nova etapa do mercado de Geração Distribuída de energia solar é se ainda vale a pena investir. A resposta é sim.

O impacto da taxa de energia solar pelo serviço de distribuição será uma redução nos créditos recebidos a partir da energia injetada, porém a diminuição não é alta a ponto de tornar o investimento totalmente desfavorável.

Outros aspectos que reforçam a vantagem dos sistemas de energia solar são:

Alta margem de economia

A energia solar tem um potencial de economia que chega até 95%. Mesmo com a diminuição pela cobrança da taxa, a margem de economia segue alta e vantajosa para o controle financeiro da casa.

Energia consumida não é tarifada

Reforçamos ao longo do artigo que a taxa de energia solar será cobrada em relação ao excedente injetado na rede da distribuidora. Dessa forma, a energia consumida diretamente após a geração continua isenta de qualquer taxação. 

Proteção dos aumentos tarifários

As bandeiras tarifárias alcançaram os índices mais altos e atípicos em 2022, aumentando o valor final da conta de luz para os consumidores. 

A energia solar tira o consumidor-gerador desse contexto por meio do autoabastecimento, além de diminuir o que é consumido da distribuidora e, portanto, sujeito a bandeira vigente, o que contribui para a economia.

Descomplicando o acesso à energia limpa

Se toda a história sobre a taxa de energia solar é complexa para você. Saiba que essa não é a única alternativa para ter acesso a uma fonte renovável como a energia solar na sua casa.

Se você é atendido pela Cemig em Minas Gerais ou pela CPFL Paulista, pode economizar 16% na conta de luz usando fontes de energia limpa com a Esfera Energia.

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Energia solar compartilhada: o que é e como funciona?

Energia solar compartilhada: o que é e como funciona?

Provavelmente, você já pensou em formas de economizar energia elétrica e pesquisou as oportunidades viáveis. A energia solar compartilhada é uma solução que pode ser bastante útil quando se tem um grupo interessado no mesmo benefício.

Em 2022, a tarifa de energia elétrica fez a conta de luz subir e essa despesa pesou no bolso dos brasileiros. De acordo com informações da Aneel, os consumidores residenciais passam por um reajuste médio de 11,35% no ano. Nove distribuidoras repassaram um aumento igual ou maior que 20%.

A energia solar é uma forma de gerar energia por conta própria e reduzir a despesa com eletricidade, porém fazer o investimento sozinho não é viável para a maioria das pessoas.

Mas, uma das opções para se ter acesso à energia elétrica mais barata é por meio da geração compartilhada de energia solar.

Quer entender como funciona essa alternativa? Continue lendo o artigo e saiba mais sobre essa modalidade de produção de energia. 

Boa leitura!

O que é a energia solar compartilhada?

A energia solar compartilhada é uma das modalidades de micro e minigeração distribuída (MMGD) permitidas pela ANEEL na Resolução nº 482. Nesse modelo, um grupo de consumidores (pessoas físicas ou jurídicas) se unem por meio de um consórcio, cooperativa ou associação civil.

O objetivo é dividir os custos para instalação de uma unidade geradora entre os membros e compartilhar a energia elétrica gerada por meio de fonte solar.

Além dessa modalidade, também existem outras opções de geração distribuída que são: autoconsumo remoto, geração no local de consumo e múltiplas unidades consumidoras (voltada para condomínios).

Leia também: O que é geração distribuída? Saiba como produzir sua própria energia elétrica.

Como funciona a energia solar compartilhada?

Para entender como a geração compartilhada de energia solar funciona, é importante saber o passo a passo para formalizar o compartilhamento. Confira:

1. Informe-se como criar um consórcio ou cooperativa

Para que o projeto de energia solar compartilhada dê certo, é importante seguir as regras estabelecidas pela Aneel para fazer a formalização do consórcio, cooperativa ou associação civil.

Uma consultoria jurídica pode ajudar a organizar os detalhes burocráticos exigidos nesse contexto, pois as regras para pessoa física e pessoa jurídica são diferentes.

Nesse cenário, o objetivo é que todos os envolvidos concordem quanto aos objetivos da união, saibam como será o compartilhamento e quais direitos e deveres terão como um grupo. 

2. Contate uma empresa de energia solar

Depois de finalizar a etapa 1, o passo seguinte é entrar em contato com uma empresa de energia solar para criar um projeto que atenda às necessidades de demanda de consumo do grupo.

A ajuda especializada também é importante porque os técnicos vão analisar com precisão os requisitos necessários, fazer a regulamentação exigida pela distribuidora e executar a parte técnica de instalação dos painéis fotovoltaicos corretamente.

Outro detalhe importante para a energia solar compartilhada funcionar é que a infraestrutura deve ser instalada em um local diferente das unidades consumidoras. Assim, a energia excedente é compensada para todos.

Vale destacar também que os membros do grupo devem estar todos na mesma área de concessão da distribuidora de energia local. As unidades podem até estar em cidades diferentes desde que todas sejam atendidas pela mesma distribuidora.

3. Estude a possibilidade de financiamento

O investimento individual para produzir energia solar é um dos motivos que inviabiliza um projeto solo.

Porém, escolhendo a energia solar compartilhada, o grupo pode estudar a possibilidade de financiar o projeto, buscando soluções junto aos bancos onde os membros são correntistas.

Ser um consórcio ou cooperativa formalizada, passa mais confiança para as instituições financeiras e também abre oportunidade de participar de programas de financiamento especiais dos bancos.

Afinal, existem muitas instituições que disponibilizam linhas de crédito especiais para projetos de energia solar. Então, vale a pena pesquisar.

Leia também: Como investir em energia renovável? Conheça as possibilidades.

Geração compartilhada de energia solar é confiável?

O processo para executar a energia solar compartilhada é confiável, pois existem leis e regras claras que devem ser cumpridas para que o projeto seja viável.

Então, uma vez que o consórcio ou cooperativa foi formalizado, o grupo de moradores ou de donos de lojas, por exemplo, está resguardado pela lei e, consequentemente, terá deveres a cumprir.

Assim, executar o passo a passo corretamente é o principal para que o investimento valha a pena e também para que a economia seja benéfica para todos.

Por exemplo, o valor que não vai mais ser gasto com energia elétrica pode ser realocado para pagar o financiamento, ajudando a equilibrar as despesas mensais.

Como é um compromisso de longo prazo, é válido formar um grupo com pessoas de confiança e que sejam comprometidas com o objetivo do investimento.

Isso vai evitar que haja problemas em qualquer aspecto sobre o compartilhamento e qualquer violação do combinado vai passar pelo nível jurídico do acordo.

Vantagens e desvantagens da energia solar compartilhada

Entre as vantagens da energia solar compartilhada estão a economia no custo mensal de energia, diminuição de perdas de energia na geração, menos impacto ambiental e abastecimento seguro.

Quando um grupo se une para um objetivo comum, a desvantagem é a falta de compromisso que pode comprometer a eficiência do sistema criado, como a falta de pagamento da estrutura.

Porém, na energia solar compartilhada, o contrato atribui responsabilidades e penalidades claras para os envolvidos, o que garante o compromisso de todos.

Como ter energia solar sem precisar investir?

A energia solar compartilhada não é a única alternativa disponível para quem busca abastecer a sua casa ou apartamento com energia vinda de uma fonte renovável e mais barata.

Se você é atendido pela Cemig em Minas Gerais ou pela CPFL Paulista, pode economizar 16% na conta de luz usando fontes de energia limpa e sem precisar se preocupar com consórcios e painéis solares.

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Geração Distribuída Mercado Livre de Energia

Conheça os benefícios tributários da energia solar para empresas

Conheça os benefícios tributários da energia solar para empresas

O sol é uma fonte de energia natural que vem sendo bastante aproveitada para abastecer residências, indústrias, comércios e hospitais. Além de ser uma forma limpa de gerar eletricidade, existem vários benefícios tributários da energia solar.

Nesse sentido, os governos federal, estadual e municipal do Brasil oferecem incentivos para os consumidores que se propõem a investir em uma infraestrutura de geração distribuída.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2021, existiam 10 gigawatts (GW) de potência instalada de fonte solar fotovoltaica no país. Isso inclui grandes usinas industriais até pequenas geradoras em casas e condomínios.

Ainda nessa linha, no ranking de países com maior capacidade instalada de energia solar da Agência Internacional para Energia Renováveis (Irena), o Brasil está na 14ª posição e é o único país da América Latina no top 15.

Os benefícios tributários são uma forma de incentivar os consumidores a adotarem as fontes renováveis. Mas como funciona e quais são as vantagens possíveis de se obter?

Continue a leitura deste artigo e entenda quais são os incentivos fiscais para quem gera energia solar. 

Como funciona a geração distribuída e os créditos de energia?

Antes de detalhar os benefícios tributários da energia solar, é importante entender como funciona a geração distribuída e o que são os créditos de energia limpa.

A geração distribuída é uma forma de produzir energia a partir de fontes renováveis por meio de pequenas unidades geradoras localizadas o mais próximo possível do local de consumo.

Com o auxílio de painéis solares fotovoltaicos, a energia solar é capturada e o inversor solar conectado às placas recebe e converte a energia em eletricidade, indo direto para o quadro de luz que abastece a unidade consumidora.

Porém, é importante destacar que a infraestrutura geradora continua conectada a rede da empresa distribuidora local, que abastece a unidade durante a noite.

Inclusive, quando o sistema de energia solar vai ser implementado, é preciso notificar a distribuidora para que seja feita a substituição do medidor na unidade.

Esse sistema entrou em vigor no país em 2012, quando a ANEEL aprovou e publicou a Resolução Normativa nº 482. Em 2015, houve uma atualização que resultou na RN nº 687, que definiu a política de créditos de energia e as diferenças entre microgeração e minigeração distribuída.

Leia também: Placa solar ou Mercado Livre de Energia: qual a melhor opção?

Microgeração e minigeração distribuída

A microgeração e minigeração distribuída são duas formas de geração de energia por meio de fontes renováveis, uma delas a energia solar. A diferença entre as duas está na capacidade produtiva:

  • Microgeração: é uma central geradora com potência instalada inferior ou igual a 75 kW (quilowatts);
  • Minigeração: é uma central geradora com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW (megawatts) e menor ou igual a 5 MW.

No planejamento, é definido o tipo de geração que será implementada, de acordo com a capacidade de investimento, espaço disponível, entre outros fatores.

Créditos de energia

Na Resolução Normativa nº 687 também foi estabelecido o sistema de crédito de energia. Mas o que isso significa?

A energia gerada pelos painéis que não é consumida na unidade é redirecionada automaticamente para a rede de abastecimento da distribuidora. Esse excedente se transforma em crédito de energia para a unidade geradora.

Dessa forma, o consumidor ganha um desconto na conta de luz de acordo com a quantidade gerada. 

Valor da conta = energia consumida da rede – energia injetada na rede + taxas

Os créditos de energia acumulados são válidos por até 5 anos. Além de consumir os créditos na unidade principal, eles podem ser compartilhados com outro imóvel do mesmo titular, caso seja escolhida a modalidade de geração compartilhada.

Quais são os principais benefícios tributários da energia solar?

Depois de entender como funciona essa infraestrutura, você deve estar se perguntando quais são as vantagens de fazer esse investimento, não é mesmo?

A resposta para isso está nos benefícios tributários da energia solar oferecidos pelos governos federal, estadual e municipal. Confira quais são:

Isenção de PIS/COFINS

A isenção de PIS/COFINS é um dos benefícios tributários da energia solar oferecidos pelo governo federal a partir da Lei Nº 13.169 de 2015. No artigo oitavo, o texto define o seguinte:

“Ficam reduzidas a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) incidentes sobre a energia elétrica ativa fornecida pela distribuidora à unidade consumidora, na quantidade correspondente à soma da energia elétrica ativa injetada na rede de distribuição pela mesma unidade consumidora com os créditos de energia ativa originados na própria unidade consumidora no mesmo mês, em meses anteriores ou em outra unidade consumidora do mesmo titular”.

Esses impostos são destinados ao financiamento da seguridade social e incidem sobre a receita total do contribuinte.

No caso, o valor correspondente ao que o consumidor gera e recebe como crédito de energia está isento dessas tarifas. Dessa forma, o desconto na conta pode ser maior.

Isenção de ICMS

A isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como um dos benefícios tributários da energia solar foi definida no Convênio ICMS 16 de abril de 2015 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ).

Como o ICMS é um imposto estadual, a adesão das unidades federativas a esse benefício foi gradual e, atualmente, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal seguem essa regra do convênio que define em seu artigo primeiro que:

“(Os estados estão) autorizados a conceder isenção do ICMS incidente sobre a energia elétrica fornecida pela distribuidora à unidade consumidora, na quantidade correspondente à soma da energia elétrica injetada na rede de distribuição pela mesma unidade consumidora com os créditos de energia ativa originados na própria unidade consumidora no mesmo mês, em meses anteriores ou em outra unidade consumidora do mesmo titular”.

Assim como o PIS/COFINS, o ICMS não incide sobre o valor da energia gerada via sistema solar. Porém, o que é consumido da rede da distribuidora é taxado normalmente.

Novo sistema de compensação de créditos

Com a aprovação da Lei nº 14.300, chamada de marco legal da GD no Brasil, em janeiro de 2022, aconteceram mudanças no sistema de compensação de créditos. 

Os créditos são concedidos de acordo com o excedente de energia injetado pelo sistema fotovoltaico na rede da distribuidora, retornando em forma de desconto na conta de luz.

Os sistemas instalados a partir de 7 de janeiro de 2023 pagarão a tarifa TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) cobrada pelo transporte da energia.

A partir de 2023, os consumidores terão que pagar uma tarifa de TUSD Fio B de 15% à distribuidora local pelo transporte da energia. A porcentagem da tarifa aumentará progressivamente até o fim da transição em 2045. Quem já tem um sistema ficará isento da taxa.

A nova cobrança não minimiza os benefícios tributários da energia solar que continua sendo um bom investimento em longo prazo. O principal é fazer um estudo de custos para que as expectativas de retorno sobre o investimento sejam realistas.

Aproveite os benefícios da geração distribuída

Gostou de saber mais sobre a geração distribuída e os benefícios tributários da energia solar? Já pensou em levar essa inovação para o seu negócio?

O investimento inicial em uma infraestrutura completa pode variar entre R$ 17 mil até R$ 60 mil, dependendo da capacidade de potência instalada. Segundo a Absolar em reportagem da Forbes, em 2021, o retorno do investimento fica entre 20% e 25% ao ano

A modalidade de Geração Distribuída é indicada para residências e pequenos comércios. Os consumidores de Minas Gerais, atendidos pela CEMIG ou CPFL Paulista, podem economizar até 16% na conta de luz usando fontes de energia limpa.

Já grandes empresas, que possuem uma demanda de energia maior, podem ter acesso a energia gerada por fontes renováveis migrando para o Mercado Livre de Energia e conseguir um desconto de até 35% nos custos.

Seja qual for sua necessidade, a equipe Esfera assessora e guia por todos os passos rumo à economia de energia sustentável. Entre em contato com os nossos especialistas e saiba como começar!

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Geração Distribuída

O que é autoconsumo remoto de energia?

O que é autoconsumo remoto de energia?

O autoconsumo remoto é uma das modalidades de Geração Distribuída autorizadas no Brasil que servem para otimizar o consumo de energia dos consumidores.

Com o valor da tarifa de energia aumentando cada vez mais nos últimos anos, encontrar alternativas para economizar é fundamental.

Entre os investimentos nos quais os consumidores estão investindo estão as fontes de energia renováveis. As chamadas energias limpas chamam a atenção, pois é possível aproveitar bastante as características naturais do nosso país para gerar energia solar ou energia eólica.

Nos centros urbanos, o destaque é para os painéis de captação de energia solar. Mesmo ainda não sendo um investimento inicial barato, em longo prazo a escolha compensa.

Quer saber como esse contexto favorece a modalidade de autoconsumo remoto de energia? Continue a leitura do artigo e saiba tudo sobre essa solução.

O que é autoconsumo remoto?

O autoconsumo remoto é uma modalidade de Geração Distribuída de energia em que a fonte geradora está em um local diferente do ponto de consumo.

Ou seja, imagine que você tem uma unidade da sua fábrica em uma região rural e instala no terreno painéis para captação de energia solar.

Os créditos de energia gerados pela unidade rural podem ser usados para custear o gasto de energia da unidade que fica dentro da cidade.

O processo de autoconsumo remoto é possível desde que o titular da conta das duas unidades seja o mesmo, seja CPF ou CNPJ.

A regulamentação dessa modalidade de geração foi estabelecida em 2015 pela Resolução Normativa nº 687 da ANEEL. Além do autoconsumo remoto, a RN ainda estabelece outras duas modalidades possíveis de Geração Distribuída: a Geração compartilhada e a Geração em condomínios.

Como funciona o autoconsumo remoto de energia?

Para entender como funciona o autoconsumo remoto é preciso entender o conceito de créditos de energia.

Vamos continuar utilizando como exemplo a energia solar fotovoltaica, pois é a fonte mais utilizada para micro e minigeração distribuída no Brasil.

Já são 82,6 mil micro e mini usinas que possuem juntas aproximadamente 870 MW de potência instalada.

Quando um sistema fotovoltaico é construído, ele é conectado a rede elétrica da empresa distribuidora local. Assim, a energia captada durante o dia que não é consumida na unidade é repassada para a rede da distribuidora.

Quando isso acontece, a unidade consumidora ganha um bônus com a empresa distribuidora, chamado de crédito de energia.

A antiga Resolução Normativa ANEEL nº 482 de 2012 permitia que apenas a unidade produtora usufruísse dos benefícios desse crédito. Agora, com a RN nº 687, esse crédito pode ser utilizado por outra unidade que possui o mesmo titular.

Como no exemplo que mostramos acima, a filial de uma empresa pode ceder seus créditos de energia para compensar os gastos da unidade principal.

Uma vez que o dono é o mesmo, o autoconsumo remoto funciona sem nenhum problema.

O prazo de utilização dos créditos de energia é de 60 meses. Após esse prazo, a contagem dos créditos é zerada.

Com o autoconsumo remoto, o consumidor/gerador da própria energia consegue aproveitar melhor os créditos adquiridos e fazer uma grande economia.

Inclusive, se uma das unidades que aproveita os créditos da energia mudar de endereço, ainda assim, os créditos continuam válidos e podem ser aproveitados no novo local.

Esse processo deve ser regularizado junto a empresa distribuidora de energia da sua região, para que a instalação seja feita corretamente e todo processo funcione sem erros.

Quais as vantagens do autoconsumo remoto?

Agora que você sabe o que é e como funciona o autoconsumo remoto de energia, vamos falar sobre as vantagens de implementar essa modalidade.

Usar os créditos de energia em até duas unidades

Dependendo da capacidade de geração de energia que sua instalação produzir, você consegue utilizar os créditos para economizar nas contas de até duas unidades extras.

Lembrando que os três pontos precisam estar sob a mesma titularidade para que seja possível trocar os créditos.

Flexibilidade para escolher onde fazer a instalação

Como estamos falando de energia solar, é importante que a estrutura fotovoltaica seja instalada em um local com boa incidência de sol.

Dessa forma, você tem flexibilidade para escolher o ponto mais eficiente e que vai conseguir gerar uma boa quantidade de energia. Com o autoconsumo remoto, as outras unidades também ganham.

Economia na conta de energia

O autoconsumo remoto ajuda a diminuir bastante os gastos com energia, otimizando o orçamento da empresa.

Dessa forma, podem ser feitos investimentos em outras áreas importantes do negócio e que vão contribuir para o seu crescimento.

Fácil de instalar e usar

A instalação de painéis de energia solar é fácil de ser feita e o sistema entra em uso tão logo seja finalizada toda a implementação.

Se feito em uma área segura, a manutenção só será necessária em momentos pontuais se acontecer algum incidente.

Qual a diferença entre geração compartilhada e autoconsumo remoto?

Citamos no início do texto que a Geração Distribuída possui três modalidades:

  1. Autoconsumo remoto;
  2. Geração compartilhada;
  3. Geração em condomínios.

Agora que você conhece o autoconsumo remoto, vamos explicar brevemente as outras duas soluções.

Na Geração compartilhada, consumidores residenciais e consumidores empresariais da mesma área podem fazer uma parceria para instalar um micro ou minigerador.

Como a operação é feita em conjunto, os envolvidos compartilham os créditos de energia gerados pela solução implementada. A porcentagem de cada um é pré-definida no acordo firmado entre as partes.

Já na Geração em condomínios, o sistema de geração de energia é instalado para gerar crédito de energia para o próprio condomínio manter suas operações. A energia também pode incluir o abastecimento dos apartamentos.

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Geração Distribuída

MMGD: o que é micro e minigeração distribuída?

MMGD: o que é micro e minigeração distribuída?

No Brasil, a micro e a minigeração distribuída (MMGD) foi regulamentada pela Resolução da ANEEL nº 482 de 2012, que criou o sistema de compensação de energia elétrica, autorizando os consumidores a produzirem energia para consumo próprio em suas unidades.

Em janeiro de 2022 foi sancionada a Lei 14.300, chamada de marco legal da microgeração e minigeração distribuída (MMGD), que fez atualizações nas modalidades, deixando o processo ainda mais claro e organizado.

O objetivo da ANEEL é incentivar e viabilizar a implementação de tipos de geração de energia limpa e renovável pelos consumidores. O mais utilizado, apesar de ainda não ter um custo acessível para todos, é a instalação de painéis de energia solar.

A MMGD faz parte do conceito de geração distribuída que é o nome dado a energia produzida na unidade consumidora ou próximo a ela dentro de uma rede de distribuição local.

A condição nesse modelo é que seja sempre uma fonte de energia renovável, o que gera inúmeros benefícios para quem investe nessa alternativa, seja uma residência, empresa, condomínio, comércios ou uma grande indústria.

Se interessou e quer saber mais sobre os processos de MMGD? Continue a leitura e entenda as diferenças entre micro e minigeração distribuída, como utilizá-las e principais normas.

Boa leitura!

O que significa MMGD?

MMGD é a sigla para micro e minigeração distribuída que são pequenas centrais de geração de energia elétrica locais por meio de fontes renováveis ou cogeração qualificada.

A finalidade da MMGD é que os consumidores possam produzir sua própria eletricidade e, com isso, economizar no valor das suas contas de luz.

É importante destacar que mesmo gerando sua energia na unidade consumidora, o imóvel não é desconectado da rede de distribuição local. Pelo contrário, ao decidir se tornar uma MMGD, é preciso fazer uma atualização na distribuidora local para acertar detalhes técnicos (vistoria e substituição do medidor).

Isso porque o excedente de energia produzida é enviado para a rede de distribuição e o imóvel gerador recebe os créditos que serão utilizados para compensação em sua conta de luz todo mês.

Se a quantidade de energia gerada cobrir a quantidade consumida no imóvel, as únicas despesas mensais serão a taxa de manutenção padrão mínima cobrada pela distribuidora (taxa de disponibilidade) e a contribuição de iluminação pública (taxa municipal obrigatória).

Qual a diferença entre micro e minigeração distribuída?

A diferença entre micro e minigeração distribuída está na potência que cada sistema é capaz de gerar.

– Na microgeração distribuída, a potência de geração instalada é de até 75 kW e a responsável pelos custos de atualização dos equipamentos de medição é a distribuidora local.

– Na minigeração distribuída, a potência de geração instalada é superior a 75 kW, menor ou igual a 3 MW para fontes não despacháveis e menor ou igual 5 MW para fontes despacháveis.

Nesse caso, é o próprio consumidor que arca com a atualização do sistema de medição bem como, em alguns casos, com eventuais custos relacionados à sua conexão com a rede da distribuidora local.

Para aderir a MMGD, é preciso ser um consumidor cativo, ou seja, aquele que faz parte do mercado de contratação de energia elétrica tradicional, também chamado de Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

Assista ao vídeo abaixo e conheça os ambientes do mercado de energia elétrica brasileiro:

Quais são as modalidades da ANEEL para micro e minigeração distribuída?

Segundo a resolução da ANEEL nº 482, a micro e minigeração distribuída pode ser registrada em quatro modelos de compensação:

1. Geração no local de consumo

No modelo de geração no local de consumo, o sistema gerador (painéis, bateria, cabos, controlador de carga, etc) está instalado na unidade consumidora que, por sua vez, faz a utilização da eletricidade no imóvel. Nesse caso, não existe nenhum compartilhamento.

2. Autoconsumo remoto

No autoconsumo remoto, duas ou mais unidades pertencentes ao mesmo titular (pessoa física ou jurídica) são abastecidas pela mesma unidade de micro ou minigeração distribuída.

Por exemplo, o dono de uma empresa que possui uma matriz e uma filial pode optar por esse modelo. O mesmo vale para o proprietário de um imóvel residencial que possui casas em locais diferentes ou em área rural.

Os créditos de energia excedentes são usados para compensar o consumo na unidade remota.

3. Múltiplas unidades consumidoras

Os condomínios se encaixam no modelo de múltiplas unidades consumidoras. Nesse caso, a micro ou minigeração distribuída vai atender duas ou mais unidades consumidoras consideradas distintas, mas dentro da mesma propriedade: os apartamentos e as áreas de uso comum.

Os apartamentos sob responsabilidade dos moradores e as áreas comuns sob gerenciamento do síndico ou administradora.

4. Geração compartilhada, reunidas em consórcio ou cooperativa

Por fim, a geração compartilhada é um modelo constituído pela união de consumidores (pessoas físicas ou jurídicas) principalmente por meio de consórcio, cooperativa e associação civil.

O sistema de micro ou minigeração distribuída fica em local diferente das unidades consumidoras e a energia excedente pode ser compensada para todos. Nesse caso, as unidades são de titularidades diferentes.

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Geração Distribuída

Entenda o que é cogeração qualificada e como ela melhora a eficiência energética

Entenda o que é cogeração qualificada e como ela melhora a eficiência energética

Enquadrada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na definição de energia incentivada, a cogeração qualificada recebe incentivos do governo para estimular seu uso. Mas você sabe o que torna esse tipo de geração de energia tão especial para receber o mesmo tratamento dado às fontes renováveis?

Antes de mais nada, é preciso entender o conceito de cogeração de energia. O termo se refere ao processo de geração simultânea de duas ou mais energias, normalmente elétrica e térmica, a partir do consumo de uma mesma fonte.

A cogeração surgiu há mais de 100 anos na Europa, por meio do uso do rejeito térmico das centrais termelétricas para outras finalidades, e foi adotado por indústrias ao redor do mundo até meados do século XX. Depois, acabou perdendo competitividade para a eletricidade produzida em grandes centrais.

Nos últimos anos, a busca por formas mais eficientes de gerar energia e a preocupação com a redução da emissão de gás carbônico deram novo impulso à cogeração. E isto também explica porque a Aneel criou o termo cogeração qualificada para promover a racionalidade energética por meio de incentivos.

Quer saber mais sobre o assunto? Nas próximas linhas, mostraremos o que é e como funciona a cogeração qualificada e também detalharemos todos seus benefícios. Confira!

O que é cogeração qualificada?

Cogeração qualificada é um termo usado pela Aneel para determinar os requisitos mínimos de eficiência para a geração de energia elétrica e térmica de uma mesma fonte primária. A agência explica o conceito, em detalhes, na sua Resolução Normativa nº 235, datada de 14 de novembro de 2006.

Em suma, esse é o documento que estabelece os requisitos para a qualificação de centrais termelétricas cogeradoras de energia. O cumprimento dos requisitos especificados ali permite a participação nas políticas de incentivo do governo ao uso racional dos recursos energéticos.

De acordo com essa resolução, o termo cogeração qualificada pode ser aplicado em dois grupos:

I – pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que produzam ou venham a produzir energia elétrica destinada ao serviço público ou à produção independente;

II – pessoa física, pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que produzam ou venham a produzir energia elétrica destinada à autoprodução, com excedente para comercialização eventual ou temporária.

No entanto, para conseguir a qualificação, assim como os incentivos, é preciso cumprir uma série de requisitos que detalharemos mais adiante. Antes, porém, vamos entender o que diferencia a cogeração da geração convencional.

Como funciona a cogeração de energia?

A cogeração de energia começa com a queima de um combustível fóssil, que produz o calor que será transformado em energia mecânica e, em seguida, em eletricidade. Ou seja, segue o mesmo esquema da geração convencional, porém com um detalhe que a torna mais eficiente: ela também gera energia térmica.

Para entender melhor, confira o gráfico abaixo detalhando como funciona a geração convencional:

Como podemos ver, a maior parte da energia contida na fonte primária usada é transformada em calor e liberada no meio ambiente junto com os produtos da combustão. Por esse motivo, por mais eficiente que seja o gerador termelétrico, apenas 40% da energia do combustível pode ser usada para gerar eletricidade.

Esse limite vale para todo tipo de combustível, seja gás, carvão, diesel ou biomassa e não está ligada a questões técnicas; é pura Física. A transformação de calor em energia mecânica é limitada pela Segunda Lei da Termodinâmica e é nessa etapa que ocorre a maior perda de energia útil.

Para evitar o desperdício e aumentar a eficiência energética é que foi desenvolvida a tecnologia da cogeração, detalhada no gráfico abaixo:

O grande diferencial da cogeração em relação à geração convencional é usar o calor que seria liberado no ambiente para produzir energia térmica. Dessa forma, até 50% do combustível usado pode ser direcionado para esse fim e, somado aos 40% da produção de eletricidade, alcançar até 90% de eficiência.

Essa energia térmica pode ser usada para aquecer água para diferentes finalidades e também gerar vapor para alimentar processos industriais. Pode ser, inclusive, usada para a refrigeração de ambientes por meio dos chamados chillers de absorção.

Os sistemas de cogeração de energia mais usados são as turbinas a gás ou vapor, motores de combustão interna, geradores elétricos, caldeiras de recuperação e trocadores de calor.

Benefícios da cogeração

Por conta de suas vantagens, o modelo de produção simultânea de energia está cada vez mais presente em centros comerciais, hotéis, supermercados e nos chamados edifícios inteligentes. Dentre os principais benefícios da cogeração, podemos destacar:

  • Aumento da eficiência na geração de energia;
  • Redução do desperdício de energia útil;
  • Maior economia de combustível;
  • Redução da emissão de poluentes;
  • Geração de excedentes como fonte de receita.

Além deles, é preciso destacar os incentivos aplicados pela Aneel sobre a cogeração qualificada. Por se tratar de um tipo de energia incentivada, os descontos nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição não podem ser inferiores a 50%, incidindo tanto na produção quanto no consumo.

A concessão desses incentivos está condicionada ao cumprimento de algumas exigências determinadas pela Aneel. E é sobre eles que falaremos em nosso último tópico.

Requisitos da cogeração qualificada

Além de estar regularizada na Aneel, a central termelétrica geradora que quiser se enquadrar na modalidade de cogeração qualificada precisa cumprir os requisitos de racionalidade energética determinados pelas seguintes equações:

cogeração qualificada
Fonte: Aneel

Os fatores das fórmulas acima são os seguintes:

  • Ef: Energia da fonte.
  • Et: Energia da utilidade calor.
  • Ee: Energia da utilidade eletromecânica.
  • X: Fator de ponderação.
  • Fc: Fator de cogeração.

Os valores de “X” e “Fc” deverão ser aplicados em função da potência elétrica instalada na central de cogeração e da respectiva fonte, obedecendo a seguinte tabela:

cogeração qualificada
Fonte: Aneel

Ficou confuso? Pois é… Justamente por conta da complexidade dos cálculos e da quantidade de variáveis envolvidas, a melhor forma de buscar a qualificação junto à Aneel é contando com o suporte de uma consultoria especializada.

Nesse sentido, vale lembrar que a energia produzida por cogeração qualificada não pode ser adquirida por consumidores do Mercado Cativo de Energia. Ou seja, ela está inserida em nosso sistema elétrico por meio do Mercado Livre de Energia.

Nada melhor então que buscar a consultoria da Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre. A Esfera já gerencia mais de 300 unidades consumidoras e geradoras em 19 estados, contando com a confiança de marcas como Suzano e Ultragaz.

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