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O que é curtailment de energia + consequências do corte

O que é curtailment de energia + consequências do corte

As empresas que investem em fontes renováveis enfrentam um desafio importante no processo de geração: o curtailment de energia. No contexto energético, o termo significa corte.

O tema é atual, principalmente pelo aumento dos investimentos em energias renováveis, como solar e eólica, que geram mais do que a capacidade do sistema de transmissão suporta.

A infraestrutura do Sistema Interligado Nacional (SIN) funciona de forma integrada, o que permite o intercâmbio da energia elétrica gerada em diversas regiões brasileiras.

Porém, o SIN ainda não absorve de maneira eficiente a produção crescente dos parques eólicos e das usinas solares, especialmente em regiões de alta geração, como o Nordeste.

A redução ou corte na geração de energia é um problema crescente no mercado porque causa desperdício de energia renovável e perdas financeiras milionárias para as empresas.

Segundo dados da Absolar e da ABEEólica para a revista Valor, os cortes de energia geraram perdas na casa de R$ 1 bilhão — R$ 237 milhões no setor de energia solar e R$ 700 milhões no segmento de energia eólica.

Continue no artigo e entenda o conceito de curtailment de energia, as principais causas, as consequências do corte para os geradores e as medidas para evitar interrupções na geração.

Boa leitura!

O que é curtailment de energia?

O curtailment de energia é o corte da geração em usinas solares e eólicas quando a produção ultrapassa a demanda ou a capacidade de transmissão do sistema em momentos específicos — por exemplo, quando há muito sol ou vento, ou no fim do dia, quando a disponibilidade dos recursos diminui.

Essa ação é controlada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), que sinaliza às geradoras a necessidade do corte.

A preocupação das empresas em relação ao curtailment é o grande desperdício de energia, afinal, o desligamento acontece justamente quando há mais radiação solar e ventos fortes para gerar eletricidade.

Porém, a impossibilidade de o sistema receber o excedente produzido e armazená-lo inviabiliza a continuidade da operação. Dessa forma, as geradoras devem ficar atentas aos riscos e potenciais perdas com o curtailment nos próximos anos.

Segundo a consultoria PSR, a previsão é de que as interrupções continuem frequentes enquanto a oferta de energia seguir em um ritmo maior do que a demanda no país.

Quais são as principais causas da interrupção?

As principais causas do curtailment de energia são: geração maior do que a demanda, infraestrutura insuficiente para integrar as fontes renováveis ao sistema elétrico, limitações para o armazenamento em larga escala.

Entenda como cada fator influencia a ocorrência de interrupções nas usinas produtoras de energia.

1. Excesso de geração e baixa demanda

Ainda segundo dados da consultoria PSR, em 2024 houve uma superoferta de energia de 25%. O mercado ofertou 100 GW médios para cobrir a demanda de 80 GW.

Uma das causas desse desequilíbrio é o ritmo de expansão das usinas renováveis mais acelerado do que a adaptação do sistema de transmissão para comportar o fluxo de energia.

Além do fator técnico, a alta capacidade de geração é um problema, já que, sem alternativas para escoar a energia, o ONS desliga as usinas no momento de maior produtividade. Essa medida pode comprometer o cumprimento dos contratos firmados pelas geradoras com os clientes.

2. Infraestrutura insuficiente

O despacho das fontes geradoras só acontece na quantidade necessária para atender à demanda, o que gera curtailment de energia quando a produção ultrapassa o limite.

Mesmo com iniciativas governamentais, como leilões para contratar empresas com o objetivo de expandir a rede de transmissão e distribuição elétrica do país, o tempo para instalação e o alto custo reduzem a capacidade do sistema.

Como a interrupção está prevista em lei devido a esses gargalos e restrições, os geradores têm prejuízos financeiros, o que pode inviabilizar os projetos.

3. Limitações no armazenamento de energia

Outro gargalo que causa o curtailment é a limitação no armazenamento de energia elétrica. Hoje, o corte acontece porque não há locais para estocar o excedente da produção.

As principais alternativas para driblar as limitações e evitar o desperdício de energia renovável incluem:

  • investimento em baterias de grande escala, ativadas nas faixas de baixa demanda energética;
  • estímulo a novos mercados de energia para absorver a geração;
  • ampliação da mobilidade elétrica, ou seja, substituir fontes “sujas” por fontes renováveis;
  • atração de novos setores, como o de data centers, que têm alta demanda energética.

 

Porém, o sucesso dessas estratégias depende da modernização das redes de transmissão para levar energia até os pontos de consumo.

Quais as consequências do curtailment para os geradores de energia?

As consequências do curtailment para os geradores de energia são bastante negativas, afinal, só o prejuízo financeiro bilionário mostra o quanto os geradores deixam de faturar com as interrupções.

Consequentemente, a redução da rentabilidade das fazendas solares e eólicas pode impactar os investimentos em energia limpa, fontes geradoras mais baratas e renováveis.

A micro e minigeração distribuída e as grandes usinas solares somam 53 GW de capacidade instalada no Brasil, segundo a Absolar, mas o curtailment é um desafio para os investidores.

A dificuldade de integração das fontes renováveis ao sistema tradicional é outra consequência do corte de energia. Muitas distribuidoras recusam a conexão de fontes renováveis devido à inversão de fluxo de potência, principalmente na geração distribuída.

Por fim, o desperdício de energia limpa é um fator crítico, afinal, o consumidor final perde a chance de pagar menos pela energia, o que limita a expansão do setor no mercado energético nacional.

Como evitar o curtailment de energia?

As estratégias para evitar o curtailment de energia incluem maiores investimentos governamentais na infraestrutura de transmissão, regulamentação do armazenamento de energia, otimização da gestão de demanda e planejamento de geração conforme a previsibilidade de consumo.

Entenda como essas soluções funcionam e os efeitos positivos, especialmente para o mercado de energias renováveis.

1. Investimentos em modernização da infraestrutura de transmissão

Uma infraestrutura de transmissão mais ampla e moderna possibilita a chegada de energia limpa aos consumidores finais. Um plano de escoamento mais eficiente ajuda a distribuir o fluxo elétrico e a atender à demanda do país.

2. Armazenamento de energia

A principal forma de evitar o curtailment hoje é o investimento em tecnologias de armazenamento de energia elétrica, como as baterias de níquel-hidreto metálico (NiMH) e de íons de lítio. A Aneel pretende solucionar essa questão até maio de 2025.

O investimento em sistemas híbridos de energia, que unem duas ou mais fontes geradoras, garante um fornecimento mais estável e eficiente, além de equilibrar a oferta e a demanda.

3. Gestão da demanda e flexibilidade no consumo

Outra estratégia para evitar o curtailment é a aplicação de tarifas dinâmicas, cujos preços variam conforme a demanda, o nível de oferta e a sazonalidade, o que incentiva o consumo em horários de maior geração.

A integração do sistema de resposta à demanda é outro mecanismo que permite reduzir ou mudar o consumo para obter compensação financeira. Assim, é possível equilibrar a oferta e a procura de energia e, dessa forma, criar um sistema elétrico mais eficiente, seguro e flexível.

Melhore o planejamento de geração de Energia

A existência do curtailment de energia como forma de conter a geração traz desafios importantes para as empresas geradoras. Por esse motivo, é essencial incluir no planejamento de usinas renováveis os riscos de cortes e previsões de perdas financeiras e redução de capacidade.

Além das soluções discutidas, conhecer novas tecnologias de geração ajuda a encontrar alternativas para mitigar o problema.

Baixe gratuitamente o e-book ‘Tipos de geração de energia’ e conheça as principais fontes usadas no Brasil.curtailment de energia-1

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Energia solar na agricultura: por que adotar + benefícios

Energia solar na agricultura: por que adotar + benefícios

As grandes propriedades e os pequenos produtores rurais enfrentam um desafio em comum: o alto custo com a conta de luz nas áreas produtivas. Porém, a energia solar na agricultura vem para resolver o problema de forma limpa e sustentável.

Nas áreas rurais, a luz solar vira um insumo essencial para a infraestrutura, seja em áreas de monocultura, agricultura familiar ou de criação de gado e aves.

Em 2023, o Brasil alcançou a 8ª posição no ranking dos maiores geradores de energia solar do mundo, segundo a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA).

Por outro lado, mais de 200 mil áreas voltadas para agricultura familiar não têm acesso à energia elétrica, conforme dados do IBGE.

O uso de energia solar na agricultura é uma alternativa viável, principalmente com os incentivos governamentais para ampliar o acesso a crédito, o que permite levar eletricidade de forma sustentável, acessível e com qualidade.

Continue no artigo e entenda como funciona, os benefícios, aplicações práticas e a importância da energia solar fotovoltaica na agricultura.

Boa leitura!

Como funciona a energia solar na agricultura?

A energia solar na agricultura funciona por meio da instalação de painéis fotovoltaicos que transformam a radiação solar em energia elétrica pronta para consumo em diversas atividades, desde a irrigação, aquecimento de água até a secagem de grãos.

Em áreas rurais remotas, sem cobertura das empresas distribuidoras de eletricidade, o sistema de geração solar funciona com o apoio de baterias, que armazenam o excedente de energia.

Dessa forma, o local tem abastecimento elétrico durante o dia e a noite, quando não há incidência solar.

Quando a área tem cobertura da concessionária, existe uma conexão do sistema solar que envia o excedente de energia não consumido para a rede da distribuidora.

Dessa forma, o produtor rural ganha créditos de energia, que compensam os gastos de energia utilizados da empresa de abastecimento local. Ou seja, o uso de bateria depende do acesso à infraestrutura de distribuição de energia. 

Assim, com o apoio de uma empresa especializada em projetos de energia solar, é possível planejar um sistema funcional e rentável para garantir o abastecimento permanente e sustentável da área.

Quais são os benefícios da energia solar na agricultura?

O uso de energia solar na agricultura beneficia tanto as atividades rurais quanto a sustentabilidade dos meios de produção. Veja a seguir as principais vantagens do investimento.

Diminuir os custos operacionais

Independentemente do tamanho da propriedade rural, o gasto com energia elétrica é um dos maiores da lista de custos operacionais

O investimento em energia solar diminui esse gasto, pois o sistema fotovoltaico gera eletricidade por meio de uma fonte renovável e duradoura, que melhora a rentabilidade do negócio.

Melhorar a sustentabilidade da operação

A sustentabilidade é um objetivo e um referencial importante para o sucesso dos empreendimentos rurais. Apostar na energia solar na agricultura fortalece o uso de fontes de energia limpa e, portanto, não poluentes.

Além disso, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, um desafio que os países têm em mãos para frear os efeitos das mudanças climáticas.

Ser autossuficiente na geração de energia

A autossuficiência energética é um benefício estratégico da energia solar, pois os produtores rurais produzem a energia necessária e armazenam ou direcionam o excedente para a distribuidora.

Dessa forma, independentemente de fatores externos, a infraestrutura mantém o abastecimento de energia, o que evita perdas e paralisações do trabalho.

Leia também >>> Autoprodução de energia: o que é e quem pode ser um autoprodutor?

Exemplos de uso de energia solar na agricultura

A variedade de usos da energia solar na agricultura é outro benefício do investimento. Uma propriedade rural precisa de energia para diversas tarefas e, por isso, ter um sistema próprio garante o funcionamento ininterrupto das atividades. Confira exemplos:

• Irrigação: muitos produtores utilizam a água de rios e poços próximos para irrigar a plantação. A energia solar abastece os equipamentos que precisam de energia elétrica para bombear e armazenar água.

• Abastecimento de água: com a automação dos sistemas que levam água para os bebedouros dos animais e reservatórios, a energia elétrica é um insumo essencial para manter a hidratação constante, o elimina tarefas manuais e poupa tempo da equipe.

• Secagem e armazenamento: os secadores solares são aparelhos que secam os grãos antes do armazenamento. O processo faz uma secagem uniforme, o que evita fungos e bactérias e garante o armazenamento seguro.

• Iluminação: a disponibilidade de luz para a sede, estufas e arredores do terreno permite a circulação tranquila e a continuidade do trabalho à noite, quando necessário. 

Ventilação de estufas: a temperatura ideal garante o conforto dos animais e a preservação da colheita. Com a energia solar na agricultura, o custo para manter os equipamentos ativos é bem menor.

Qual a importância da energia solar fotovoltaica na agricultura?

As aplicações práticas da energia solar na agricultura reforçam o quanto o investimento pode melhorar a rentabilidade do negócio. O planejamento do sistema, como capacidade de geração e quantidade de placas, garante a cobertura total da demanda de energia.

Assim, apesar do investimento inicial alto, em média, ser de R$ 76 mil, os produtores rurais conseguem uma economia segura em longo prazo com a geração da própria energia.

Além disso, as propriedades com soluções eficientes para reduzir os impactos ambientais valorizam mais, comparado aos que não possuem recursos inovadores.

Esse diferencial ainda aumenta a competitividade no mercado e valoriza a imagem do negócio que pode atrair mais investidores e clientes, o que é fundamental para o crescimento contínuo da operação.

Por fim, a energia solar fotovoltaica na agricultura cresce conforme a necessidade da produção. Assim, se a área de plantio aumenta para acomodar novas culturas, o sistema de geração ganha novas placas para cobrir a demanda.

Conhecer as formas de geração de energia elétrica,além do modelo de compra tradicional, abre novas perspectivas e oportunidades para os produtores rurais economizarem e investirem mais em sustentabilidade. 

Quer conhecer outras fontes de geração de energia elétrica? Baixe o e-book ‘Tipos de Geração de Energia’ e conheça a estrutura que regulamenta o setor e protege os consumidores no Brasil.

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Energia verde na empresa: vantagens + motivos para investir

Energia verde na empresa: vantagens + motivos para investir

Economia, sustentabilidade e visão de futuro. O uso de energia verde na empresa consolida esses e outros valores essenciais para o alinhamento dos negócios com o mercado atual.

As altas emissões de carbono que, não só poluem, como também potencializam o efeito estufa, a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e as queimadas, contribuem  para o aquecimento global e as mudanças climáticas.

De olho na transição energética, o Brasil aumentou em 49,1% a participação de fontes renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE), segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) 2024.

Ou seja, as empresas que desejam investir em energia verde têm diferentes vias de compra e podem aproveitar as vantagens para otimizar suas operações e proteger o meio ambiente.

Continue no artigo e entenda o conceito de energia verde, sua importância nas estratégias corporativas, vantagens do investimento, exemplos de negócios que já utilizam fontes limpas e como implementar o abastecimento renovável no seu negócio.

Boa leitura!

O que é energia verde?

Energia verde é aquela produzida usando um método ou fonte que não causa danos ao meio ambiente. A meta é eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis, como carvão e gás natural, que são algumas das principais causas das alterações climáticas em todo o mundo.

A maioria dos recursos utilizados para geração de energia verde são renováveis. Ou seja, vêm de fontes que são constantes e naturalmente renovadas (daí o nome), como energia eólica e energia solar. 

Devido a essa característica, a energia verde é chamada de sustentável.

Leia mais: O que é energia verde e como incentivar o consumo na sua empresa

Qual a importância da energia verde nas empresas?

A energia verde nas empresas é importante para o meio ambiente, pois substitui os efeitos negativos dos combustíveis fósseis por fontes alternativas mais ecológicas.

O preço da energia é mais competitivo e, muitas vezes, mais barato que a eletricidade gerada por fontes convencionais

Além disso, as usinas geradoras estão no território de consumo, o que faz com que não sejam tão afetadas por crises geopolíticas, picos de preços ou interrupções na cadeia de suprimentos. 

Juntos aos benefícios econômicos, a expansão da energia verde gera empregos locais, especialmente na construção e manutenção das instalações.

Por fim, o uso de energia verde nas empresas é uma solução de baixo custo para atender as necessidades energéticas em muitas partes do mundo. 

O aumento da acessibilidade e consumo de fontes verdes nos mercados energéticos dos países tende a diminuir os custos de implementação, tanto de pequenas unidades produtoras quanto de grandes fazendas solares ou eólicas para comercialização.

Os países que oferecem um ambiente de contratação diferenciado para grandes consumidores, como o Mercado Livre de Energia no Brasil, facilitam o acesso dos negócios aos geradores de energia limpa e a compra do insumo.

Quais as vantagens da energia verde?

A utilização de energia verde nas empresas traz vantagens econômicas, ambientais e corporativas que são estratégicas para o desempenho dos negócios, como:

  1. redução dos custos operacionais em longo prazo, especialmente pela negociação via Mercado Livre de Energia;
  2. melhora da imagem corporativa, pois a troca destaca o compromisso com a eficiência energética e a redução dos impactos operacionais no meio ambiente;
  3. atração de clientes conscientes por meio do compartilhamento de valores em comum;
  4. aquisição de benefícios fiscais e incentivos governamentais direcionados para negócios que investem em energia verde;
  5. diversificação do fornecimento de energia e redução da dependência de combustíveis importados.

Leia também: Quais são os benefícios tributários da energia solar? [GUIA]

Por que as empresas devem investir em energia verde?

O Brasil está entre os 80% dos países que importam combustíveis fósseis, segundo dados da International Renewable Energy Agency (IRENA), o que nos torna vulneráveis ​​a choques e crises geopolíticas.

Uma forma de driblar essa dependência é investir em energia verde e disponibilizá-la no mercado para empresas e indústrias, o que fortalece o mercado econômico local.

Como cada negócio tem uma demanda de consumo que varia conforme o tamanho da operação, a análise do retorno sobre investimento (ROI) em fontes verdes é um passo crucial para a criação de um bom plano energético.

Dessa forma, as organizações levantam as formas mais vantajosas de investir e ter acesso à energia renovável, seja por meio da autoprodução ou da migração para o Mercado Livre.

A Ambev é um case do mercado interno, pois recentemente, alcançou uma meta projetada para 2025 de usar energia elétrica renovável em toda operação nacional. Além de construir usinas solares, a empresa compra o insumo de parceiros.

Esse empenho impacta diretamente os índices de sustentabilidade, como redução da pegada de carbono, preservação do meio ambiente, apoio a projetos ambientais locais e criação de infraestruturas de produção e administração mais ecológicas.

Atualmente, a ascensão dos objetivos ESG (do inglês, Environmental, Social e Governance) e o reconhecimento de empresas que direcionam esforços para estes três aspectos na gestão impactam diretamente o reconhecimento e valor de mercado dos negócios.

Exemplos de empresas que apostam nas fontes verdes

A Braskem, multinacional da área petroquímica que atua em vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, investe em projetos próprios de eficiência energética e parcerias de longo prazo para compra de energias limpas.

A empresa se uniu à EDF Renewable do Brasil, em 2022, e financiou a expansão do parque eólico do Complexo de Folha Larga, na Bahia.

Na cervejaria Heineken, a energia verde abastece totalmente as operações de fabricação e engarrafamento das cervejas. Em 2019, o grupo inaugurou um parque eólico capaz de gerar 112 mil MWh/ano no Ceará.

Além de ser uma empresa carbono neutro desde 2007, o Google igualou, em 2017 e 2018, o consumo anual de energia elétrica com as compras de energias renováveis. Ou seja, as fontes limpas abastecem totalmente as instalações.

Como implementar energia verde na sua empresa?

Agora que você sabe a importância estratégica da energia verde na empresa, já se pergunta como implementar esse recurso na sua operação, uma vez que não consegue fazer um investimento astronômico?

A boa notícia é que você não precisa gastar tanto. A migração para o Mercado Livre de Energia é a melhor solução para abastecer seu negócio com eletricidade gerada por fontes renováveis.

Para realizar a avaliação energética e auxiliar sua empresa na escolha dos melhores fornecedores, conheça o Esfera Resolve!

A solução da Esfera Energia é ideal para grandes empresas que precisam de suporte e acompanhamento de um time especialista na gestão inteligente da energia.

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Fazenda solar: o que é e como funciona a geração de energia?

Fazenda solar: o que é e como funciona a geração de energia?

Quando o assunto é geração de energia por meio de fontes limpas e renováveis, o Brasil é destaque. A extensão territorial e o clima do país favorecem o aproveitamento, principalmente da alta incidência solar. Um empreendimento que utiliza esse recurso natural é a fazenda solar.

A estrutura de geração de uma fazenda fotovoltaica é maior que residencial e, portanto, os projetos têm uma potência de geração igualmente maior. Não à toa, a energia solar é a segunda maior fonte do Brasil. 

O dado é do relatório preliminar da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) que destaca que, em 2023, o Brasil gerou 36 GW (gigawatts) por fonte solar, representando 16,5% da matriz elétrica nacional.

Ou seja, o investimento em fazenda de energia solar no país contribui para reduzir a emissão de gás carbônico, um dos principais gases do efeito estufa, e ainda proporciona mais economia para o consumidor.

Conhece o termo, mas não sabe o que é exatamente, como funciona e se vale a pena investir em uma fazendo solar? Continue a leitura do artigo e entenda tudo sobre essa solução.

O que é uma fazenda de energia solar?

A fazenda solar é um empreendimento de minigeração distribuída de energia formado por um conjunto de placas solares que ocupa uma grande área fora dos centros urbanos, onde é possível captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica.

A micro e a minigeração distribuída (MMGD) foi regulamentada pela Resolução da ANEEL n.º 482 de 2012, que instituiu o sistema de compensação de energia elétrica. Com isso, os consumidores foram autorizados a produzir energia para consumo próprio em suas unidades.

Os projetos de Geração distribuída (GD) das fazendas solares estão na modalidade de minigeração, o que significa que podem ter potência instalada de 75 kW até 3 MW.

Para incentivar, descentralizar e democratizar o acesso à geração de energia limpa, em 2022, foi aprovada a  Lei 14.300, que atualizou as diretrizes para as modalidades de MMGD, tornando o processo mais organizado e claro. 

Portanto, quem deseja instalar ou comprar energia de fazendo solar hoje no Brasil consegue fazer isso por diferentes meios, incentivando donos de comércio, empresas e indústrias a investirem em projetos da modalidade.

O vídeo abaixo detalha como as modalidades de Geração distribuída funcionam e quem pode participar desse mercado. Vale o play!

Como funciona uma fazenda solar?

O funcionamento de uma fazenda solar é semelhante ao de um projeto residencial. A diferença está na área que a fazenda ocupa e na sua potência de geração. As placas são instaladas em áreas rurais, pois são espaços onde é possível aproveitar a incidência de sol sem interferências.

Apesar disso, são áreas suficientemente próximas para que a estrutura seja ligada à rede da distribuidora local para a qual a energia gerada pelo conjunto de painéis fotovoltaicos é direcionada.

Com isso, a energia das fazendas fotovoltaicas são convertidas automaticamente em créditos de energia pela companhia distribuidora, distribuídos da seguinte forma:

  • para abatimento do consumo na unidade consumidora (UC) do titular responsável pela fazenda;
  • para compartilhamento dos créditos por mais de uma UC sob titularidade do dono (autoconsumo remoto);
  • para dividir entre várias unidades consumidoras de diferentes titulares participantes de um consórcio ou cooperativa.

A última opção é chamada de geração compartilhada, uma das modalidades de GD existentes e aprovadas pela ANEEL, que pode ser formada por pessoas físicas (cooperativas) e jurídicas (consórcios) para divisão dos créditos de energia de um empreendimento.

Por exemplo, o dono de uma empresa com filiais na cidade que possui uma fazenda fotovoltaica pode utilizar os créditos gerados para abater o consumo de energia da matriz e das demais unidades. 

Isso é possível porque as unidades consumidoras estão na área de cobertura da distribuidora local e possuem o mesmo titular.

Leia mais: O que é energia solar compartilhada e como funciona?

Quais são os prós e contras do investimento?

Agora que você sabe o que é e como funciona uma fazenda de energia solar, podemos destacar os prós e contras de investir em uma estrutura desse tipo. Confira!

Prós

As principais vantagens de investir ou participar de um projeto de fazenda solar são:

  • economia contínua na conta de luz;
  • usar a geração compartilhada para criar parcerias entre negócios;
  • contribuir para redução de carbono na atmosfera;
  • não poluir o meio ambiente (os painéis são poluentes zero);
  • ter um investimento com vida útil longa (25 a 30 anos).

Contras

Entre os contras de fazer um investimento em fazenda solar estão:

  • alto custo dos equipamentos da estrutura e da mão de obra;
  • pagamento do custo de rede (instituído pela Lei 14.300/22), que influencia na rentabilidade dos créditos de energia;
  • retorno do investimento maior (para quem monta, em média, cinco anos);
  • economia menor para quem compartilha comparado ao sistema próprio, em média de 10% a 20%. 

Quanto custa construir uma fazenda de energia solar?

O custo médio para montar uma fazenda fotovoltaica varia conforme o tamanho da área de instalação, a potência instalada e as condições do clima da região. A estimativa é que um projeto custe aproximadamente 4 milhões. Já o tempo para retorno do investimento é de cinco anos, em média.

Simplifique a compra de energia

A construção de fazendas solares vale a pena, mas é preciso ter um grande aporte financeiro para conseguir levantar a estrutura e aproveitar os benefícios que ela proporciona em longo prazo.

Quer abastecer seu negócio ou casa, mas não possui viabilidade financeira para um projeto próprio? 

A Esfera Energia te auxilia no processo de como comprar energia solar e de outras fontes limpas sem o alto investimento e burocracia de fazer uma fazenda solar do zero.

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O que é distribuição de energia elétrica?

O que é distribuição de energia elétrica?

A distribuição de energia é a última etapa da rede de fornecimento de energia elétrica, que chega até o consumidor final por meio dos fios e cabos elétricos que vemos nas ruas das cidades.

Para chegar até o consumidor, a energia percorre um caminho longo das linhas de transmissão até chegar às subestações locais de distribuição que regulam e distribuem a energia na tensão correta para as cidades.

No dia a dia, raramente prestamos atenção nesse movimento constante que nos permite realizar tantas tarefas rotineiras, não é mesmo?

Por isso, entender o que é distribuição de energia é apenas o começo. 

Continue a leitura e saiba como funciona a rede de fornecimento no Brasil e como os novos modelos de distribuição estão otimizando o cenário nacional. 

O que é a distribuição de energia?

distribuição de energia (elétrica)

A distribuição de energia elétrica, como o próprio nome dá a entender, é a etapa final do fornecimento de energia que leva a eletricidade para as casas, comércios e fábricas nas cidades e arredores. 

Os fios e cabos interligados pelos postes e transformadores permitem que os imóveis recebam energia elétrica de forma ininterrupta todos os dias. 

A infraestrutura de distribuição também pode ser subterrânea, onde os cabos e fios passam dentro de dutos embaixo do solo. 

De todas as etapas, a rede de distribuição de energia elétrica é a mais complexa, extensa e com mais ramificações para chegar ao maior número de consumidores possíveis.

Para garantir a segurança da rede são utilizados:

  • equipamentos de medição, controle e proteção;
  • transformadores;
  • fios e cabos condutores.

Com uma olhada rápida para a rua você consegue visualizar facilmente essa infraestrutura. 

Qual a diferença entre distribuição e transmissão de energia elétrica?

A diferença entre distribuição e transmissão de energia é que a transmissão é a etapa anterior, ou seja, a que conduz a energia gerada na fonte por meio de fios e torres até as subestações transmissoras que estão conectadas às subestações distribuidoras responsáveis pela distribuição.

De forma resumida, a ordem correta da cadeia do setor elétrico no Brasil é dividido em: 

  1. Geração; 
  2. Transmissão; 
  3. Distribuição;
  4. Consumo.

distribuição de energia (elétrica)

Fonte: Abradee.

Como é feita a distribuição de energia no Brasil

De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), 60% da distribuição de energia é feita por empresas do setor privado e 40% por instituições públicas.

A distribuição no Brasil é feita por meio da rede elétrica e do conjunto de instalações e equipamentos elétricos. Existem três níveis de operação:  

  • Alta tensão: carga superior a 69 kV e inferior a 230 kV; 
  • Média tensão: carga superior a 1 kV e inferior a 69 kV; 
  • Baixa tensão: carga igual ou inferior a 1 kV. 

Segundo a Aneel existem 105 distribuidoras cadastradas no Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica. Desse total, 54 são concessionárias, 38 são permissionárias, além de 13 cooperativas de eletrização rural.

Desafios da distribuição de energia no país

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a distribuição de energia enfrenta muitos desafios.

Um dos principais é a carência de infraestrutura. Parte da estrutura sofre com o envelhecimento e desgaste dos equipamentos, o que afeta a qualidade do serviço.

Além disso, os preços elevados do atual modelo tributário também impactam diretamente os consumidores.

Geração distribuída e a distribuição de energia no Brasil

A geração distribuída é uma das tendências que vêm sendo utilizadas para encurtar as distâncias das redes de fornecimento de energia.

Por meio de fontes renováveis como energia solar e energia eólica, os sistemas de geração ficam mais próximos do local de consumo.

Dessa forma, o consumidor não só consegue obter energia limpa, mas também encurtar o caminho que a energia precisa percorrer para ser usada.

Seguindo a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, todo consumidor do território nacional, pessoa física ou jurídica, pode gerar sua própria energia.

Os principais motivos para o alto incentivo e regulamentação desse modo de geração de energia são:

  • possuir um baixo impacto ambiental;
  • reduzir o carregamento das redes; 
  • minimizar as perdas;
  • diversificar a matriz energética.

Para aderir  à geração distribuída, o consumidor deve tomar a iniciativa e cobrir os gastos relativos à infraestrutura de instalação, além de estudar a viabilidade do projeto no local desejado.  

O investimento é bastante alto, o que ainda não permite uma adesão em massa. Porém, as iniciativas existentes tanto no âmbito governamental quanto no setor privado, mostram que as energias renováveis tem um grande potencial para dar autonomia para o consumidor. 

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Energia luminosa: o que é, como é gerada + exemplos

Energia luminosa: o que é, como é gerada + exemplos

A energia luminosa impulsionou o desenvolvimento da vida no planeta os avanços das sociedades, da tecnologia, da saúde e de inúmeras outras áreas. Já imaginou sua vida hoje sem a existência de luz?

Basta reparar na rotina de um dia nublado ou chuvoso, em que temos pouca luz natural vinda do sol. Em dias como esse, mantemos as lâmpadas em casa ou no trabalho acesas por mais tempo.

Quando a energia elétrica cai devido à chuva forte, por exemplo, precisamos recorrer a fontes alternativas, como velas, geradores ou lanterna para iluminar a casa.

A vela é um mecanismo simples que ilustra a ação deste tipo de energia para iluminar ambientes. Já a lanterna é um recurso mais tecnológico que produz luz visível quando a energia das pilhas passa pelo filamento de tungstênio ou LED.

Considerando que nossos ancestrais tinham que friccionar pedras para produzir faíscas e queimar folhas e galhos para iluminar e se aquecer, já avançamos bastante nos métodos de aproveitamento da energia vinda da luz.

Já tinha pensado como a energia luminosa é essencial no nosso cotidiano, inclusive, na geração de energia elétrica?

Neste artigo, explicamos o conceito, as formas pelas quais a energia pode ser gerada e exemplos. Continue a leitura e confira!

O que é energia luminosa?

Energia luminosa é a radiação eletromagnética com frequência e comprimento de onda na faixa do espectro visível, ou seja, que nossos olhos captam como luz. A luz pode ser medida e percebida pelo seu brilho, grau de iluminação, fluxo e intensidade luminosa, viajando pelo ar em forma de ondas

O Sol é o maior produtor desse tipo de energia, que mantém a vida humana, das plantas e dos animais. Estes utilizam o calor para manter seus sistemas orgânicos ativos. 

A luz também pode vir de fontes artificiais e podem ser utilizadas para iluminar, aquecer um ambiente e até gerar energia.

A geração de energia luminosa

A energia luminosa é gerada por meio de fontes naturais, como o Sol e o fogo, seja de uma fogueira ou de uma simples vela. Com as descobertas e novas tecnologias, surgiram as lâmpadas, lanternas e outros dispositivos capazes de produzir luz a partir da eletricidade.

O Sol gera esse tipo de energia por meio da fusão de átomos de hidrogênio em seu núcleo. Essa reação acontece em altíssima velocidade, gerando luz e calor que se propagam por meio de ondas eletromagnéticas, alcançando a superfície da Terra.

A energia é captada pelas plantas na fotossíntese e pelos seres humanos, estimulando a produção de vitamina D, essencial na regulação de minerais, como cálcio e fósforo no organismo.

A geração artificial de carga luminosa acontece por meio de reações químicas e/ou elétricas, utilizadas na criação dos equipamentos, conforme a tecnologia aplicada. Alguns exemplos são os bastões luminosos, fogos de artifício e lâmpadas incandescentes.

Quais são os tipos e exemplos de energia luminosa?

A energia luminosa é dividida em dois tipos: a incandescente e a luminescente, que se subdivide em fluorescente e fosforescente. Entenda a diferença entre cada uma.

Energia incandescente

A energia incandescente é produzida quando um material é submetido a altas temperaturas, produzindo energia na forma de calor (radiação térmica).

Os principais exemplos desse tipo de energia são: a queima da parafina da vela, as antigas lâmpadas incandescentes (95% da energia captada é transformada em calor e somente 5% em luz) e o nosso astro-rei, o Sol.

Energia luminescente

A energia luminescente é gerada por meio de reações que não envolvem calor, ou seja, a luminosidade é obtida mesmo em condições de baixa temperatura. Esse grupo subdivide-se em dois:

Energia luminescente fluorescente

O mecanismo da energia luminescente fluorescente emite luz apenas quando é abastecido por uma fonte externa.

A lâmpada fluorescente é o exemplo mais conhecido. A emissão de luz é resultado da ionização de gases em seu interior. Por isso, a lâmpada fluorescente é mais eficiente na iluminação do que a incandescente. 

Outro exemplo são as placas de trânsito nas estradas e ruas das cidades que brilham quando são iluminadas pelo farol dos carros.

Leia também >>> Lâmpada mais econômica: ranking dos tipos + dicas de uso.

Energia luminescente fosforescente

Já a energia luminescente fosforescente é produzida por materiais capazes de armazenar parte da luz do ambiente e emiti-la por alguns segundos, horas e até dias.

Um exemplo desse tipo de energia luminosa está nas residências. Os botões dos interruptores brilham no escuro após as luzes do cômodo serem apagadas. Já reparou? 

Alguns relógios também possuem ponteiros e números luminosos para facilitar a conferência das horas no escuro.

Como é utilizada a energia luminosa?

A energia luminosa gerada pelo Sol é utilizada pelos seres humanos na manutenção de várias atividades orgânicas, como produção de vitamina D, ajuste do humor, controle do estresse, melhorias no sono e diminuição da pressão arterial. A mesma energia contribui para a fotossíntese das plantas, que libera oxigênio, mantendo direta e indiretamente várias cadeias alimentares.

Energia solar na geração de energia elétrica

Ao longo do artigo, listamos vários exemplos em que a eletricidade gera carga luminosa. Porém, a luz, especificamente a luz solar, também pode ser transformada em energia elétrica.

O mecanismo é possível graças às placas solares, formadas por células fotovoltaicas capazes de captar a radiação solar, transformá-la em energia e abastecer casas, comércios e até empresas. 

As placas são fabricadas de materiais semicondutores que, quando absorvem a luz, agitam os átomos presentes no seu interior, gerando uma movimentação de elétrons, responsável pela formação da corrente elétrica.

A corrente é encaminhada pelos fios da estrutura a um aparelho conversor, que transforma a corrente em eletricidade para ser consumida pelos equipamentos e lâmpadas.

O sistema para geração de energia solar pode ser instalado em casas, geralmente no telhado, onde há maior incidência de Sol, e em áreas rurais, formando as chamadas fazendas de energia solar. 

Leia mais: O que é energia solar? [Guia completo com prós e contras].

Conhecer os tipos de energia é importante para entender os impactos do uso de cada tipo para gerar insumos importantes, como a energia elétrica.

Por isso, desenvolvemos um e-book completo sobre o tema, explicando como cada tipo de fonte é utilizada na geração de energia. Clique na imagem abaixo para fazer o download gratuitamente.

 

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Energia química: o que é, exemplos e impactos dessa fonte

Energia química: o que é, exemplos e impactos dessa fonte

Existem diversos tipos de energia atendendo a diferentes propósitos, como fazer uma máquina funcionar, gerar eletricidade e manter as funções do corpo em atividade. A energia química é uma das opções energéticas que faz parte do nosso dia a dia.

Antes de explicar o conceito, é importante destacar que energia é a capacidade existente em um corpo para executar um trabalho ou realizar uma ação.

Quando um processo está funcionando, movimentando ou aquecendo outro corpo, isso significa que está havendo um gasto ou transferência de energia nessa interação.

Neste artigo, explicamos o conceito, os tipos de reações químicas que existem, exemplos de situações onde essa forma de energia é utilizada, suas vantagens, desvantagens e impactos socioambientais.

Continue a leitura e confira!

O que é energia química?

A energia química é o potencial energético armazenado nas ligações químicas de compostos. O rompimento dos elos químicos, ao passarem pelos processos de reação, é o que libera energia. Por isso, também é chamada de energia potencial, pois só é cedida quando há uma interferência sobre a matéria. 

A energia liberada ou absorvida nesse processo é utilizada para realizar uma ação. Por exemplo, no corpo humano, as reações metabólicas são reações que mantêm funções primordiais, como respiração, batimentos cardíacos, movimentos que requerem força, entre outras.

Os combustíveis fósseis, como carvão, gás natural e petróleo são fontes para reações químicas, pois se transformam em energia térmica (calor) e energia cinética para movimentar as rodas de um carro ou mover as turbinas das usinas termelétricas que geram eletricidade.

Leia também >>> Fonte de energia não renovável: o que é, tipos e uso no Brasil

Quais os tipos de energia química?

Os dois tipos de reação que envolvem energia química são: a endotérmica e a exotérmica.

Reação endotérmica

A reação endotérmica, ou endoérgica, é aquela que necessita da entrada de energia no processo de reação química para ocorrer. Essa energia é responsável pela quebra das ligações químicas que vão formar novos subprodutos.

Um exemplo são as reações que necessitam de calor para acontecer, como a fotossíntese, que utiliza a energia do sol para quebrar as moléculas de água e gás carbônico das plantas, transformando-as em glicose e oxigênio. 

Reação exotérmica

A reação exotérmica, ou exoérgica, é aquela na qual a reação química libera energia, geralmente em forma de calor, ao formar novas ligações químicas.

Isso acontece porque neste tipo de reação, a energia das ligações químicas entre os reagentes é maior que a dos produtos, o que exige que o excesso de energia gerado seja liberado para o meio.

Um exemplo desse tipo de reação é a queima de combustíveis para movimentar motores de carros, máquinas e geradores de energia elétrica. 

Exemplos de energia química

A energia química faz parte do nosso cotidiano, além de auxiliar nas atividades industriais e comerciais. Veja alguns exemplos abaixo:

  • Biomassa: a energia de biomassa é resultado da queima de matérias-primas orgânicas, convertendo o calor em energia.
  • Queima de combustíveis fósseis: produtos como petróleo, gás natural e carvão, que possuem energia química armazenada, são transformadas em energia térmica e energia cinética, gerando eletricidade e o movimento para ativar motores, respectivamente.
  • Pilhas e baterias: esses componentes são utilizados para manter dispositivos eletrônicos funcionando, como controle remoto, smartphones e tablets. A reação de oxirredução que acontece no interior dos aparelhos transforma a energia química em energia elétrica.
  • Geração de energia nuclear: a fissão ou fusão nuclear são reações que transformam átomos em energia química. O calor, produto das reações, também é utilizado para gerar energia elétrica. 

Vantagens e desvantagens da energia química

O aproveitamento desse tipo de energia no cotidiano tem suas vantagens e desvantagens, conforme o tipo e os recursos utilizados na reação. 

Separamos uma lista com os prós e contras dessa forma de energia. Confira!

Vantagens

As principais vantagens são:

  • Possui alto desempenho: não é preciso ter uma abundância de matéria para obter a energia necessária, garantindo um bom aproveitamento da matéria-prima.
  • Gera subprodutos aproveitáveis: a energia em forma de calor, por exemplo, é um subproduto das reações que pode ser reutilizado para gerar energia.
  • Permite aproveitar resíduos: as matérias orgânicas que passam pelo processo de reação para gerar biocombustíveis, como o biogás e o hidrogênio verde, evitam o desperdício desses insumos que seriam perdidos na natureza. 

Desvantagens

Algumas das desvantagens dos processos que envolvem reações químicas são:

  • Subprodutos poluentes: ao mesmo tempo que existem insumos orgânicos bem aproveitados por meio da reação química, a queima de combustíveis fósseis emite gases poluentes na atmosfera, que contribuem para a poluição e aquecimento global.
  • Abastecimento constante: quanto mais matéria-prima se utiliza, mais é preciso para alimentar as reações. A extração, especialmente de compostos não renováveis, alimenta a cadeia de uso, que gera impactos severos no meio ambiente e na qualidade de vida do planeta.

Leia também >>> Energia suja: o que é, fontes, desvantagens e alternativas.

Impactos socioambientais da energia química

O impacto causado pelas reações químicas, seja para gerar energia elétrica ou combustíveis, é sentido ao longo da cadeia desde a extração desses elementos.

Um dos impactos sociais é a poluição das cidades devido ao aumento massivo da frota de automóveis, uma vez que os motores emitem gases poluentes, que prejudicam a respiração, causam ou agravam doenças pulmonares, cardíacas, entre outras.

Quanto maior a cidade, mais evidente é o problema. Áreas próximas a grandes indústrias que ainda utilizam combustíveis fósseis afetam não só o ar, mas a água e as áreas verdes ao redor.

Por isso, há um grande incentivo para o uso de fontes alternativas de energia limpa, como biodiesel e biometano para diminuir a utilização das fontes poluentes. 

O Brasil é destaque na produção de biocombustíveis. A projeção da Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) é que, em 2023, só a geração de biodiesel cresça +17,5%.

Quer conhecer mais sobre essas fontes? Baixe gratuitamente o e-book e entenda como cada uma é aproveitada. Clique na imagem abaixo para fazer o download!

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O que é uma PCH e como uma usina funciona?

O que é uma PCH e como uma usina funciona?

Se você ainda não sabe o que é PCH, é simples de entender. PCH é a sigla para Pequena Central Hidrelétrica, usinas menores do que as tradicionais, mas que também usam a força e a velocidade da água para gerarem energia. 

Elas são consideradas uma fonte alternativa e têm o potencial de complementar a matriz energética brasileira, em especial em períodos de crise hídrica, já que não precisam de grandes reservatórios para produzir eletricidade.

Mas o que são essas centrais exatamente, como elas funcionam, qual a diferença das usinas hidrelétricas e porque elas são importantes para o setor energético brasileiro? 

Respondemos cada uma dessas perguntas a seguir. Continue a leitura e entenda!

O que é uma PCH?

PCH é a sigla para “Pequena Central Hidrelétrica”, ou seja, usinas hidrelétricas menores em tamanho e em potência. Tais usinas têm entre 5 e 30 MW (megawatts) de potência (quantidade de energia gerada por hora de funcionamento com a usina operando com capacidade máxima) e menos de 13 km² em área total de reservatório.

Isso significa que as PCHs não necessitam estocar tanta água e, muitas vezes, conseguem até mesmo aproveitar o nível das cheias dos rios.

Dessa forma, as Pequenas Centrais são uma alternativa importante diante de períodos de muita seca no país e têm se tornado cada vez mais relevantes para complementar o sistema de geração de energia no Brasil. 

Por isso, pode-se dizer que as PCHs são fontes alternativas de energia, assim como a energia eólica, energia solar e biomassa.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabelece todas as normas que regem as PCHs no Brasil. As diretrizes relacionadas ao funcionamento das Pequenas Centrais Hidrelétricas foram atualizadas pela Resolução Normativa N° 745, de 22 de novembro de 2016.

Assista ao vídeo abaixo da ANEEL, a explicação da Agência sobre as Pequenas Centrais Hidrelétricas e seus benefícios econômicos e sociais para o país: 

Como as PCHs funcionam?

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), assim como as usinas hidrelétricas, precisam ser construídas em rios que tenham um alto volume de água e desníveis ao longo de seu percurso.

No rio, é construída uma barragem para represar a água e um reservatório, parecido com um grande lago, é formado “atrás” da barragem.

Dessa forma, a água é levada por meio das tubulações até as turbinas que irão se movimentar por conta da força e da velocidade da água.

As turbinas são conectadas a um gerador, que transforma o movimento das pás das turbinas em energia elétrica.

O processo é similar ao que acontece nas usinas hidrelétricas, mas nas PCHs, a diferença é que o impacto ambiental é menor, a construção é mais rápida e os custos são reduzidos.

Qual é a diferença entre PCH e UHE?

UHE significa “Usina Hidrelétrica” e algumas características diferenciam uma PCH dessas unidades. As usinas de grande porte tem capacidade de produzir mais de 30 megawatts por hora, operar em capacidade máxima e ter mais de 13 km² em área total de reservatório.

Ou seja, as UHEs são o próximo “nível” de classificação após as PCHs. Hoje, a maior usina hidrelétrica do Brasil é a Itaipu Binacional, que fica na divisa entre Brasil e Paraguai, no rio Paraná.

Até 2003, ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje quem detém esse título é a Hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China.

Os custos de construção e o impacto ambiental também são dois aspectos relevantes que diferenciam uma PCH de uma UHE.

Por conta do porte menor, as PCHs são mais viáveis e sustentáveis, contribuindo para a descentralização da geração de energia no país.

Por que as PCHs são importantes para o setor energético brasileiro?

Como citamos no começo deste artigo, as Pequenas Centrais Hidrelétricas são uma alternativa para complementar a matriz hídrica brasileira, o que torna o setor mais acessível para empresas que desejam investir na geração de energia.

Além disso, as usinas hidrelétricas, sejam elas de pequeno ou grande porte, são consideradas fontes renováveis de energia, pois ajudam a reduzir a emissão de gases do efeito estufa, já que utilizam a força da água para a geração de eletricidade, sem consumi-la efetivamente. 

Ao contrário das fontes de energia não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral que são usados em termelétricas, por exemplo, as usinas hidrelétricas não emitem poluentes no meio ambiente, contribuindo assim para a sustentabilidade.

Outro aspecto é que a água dos rios costuma estar em território nacional, de modo que a energia gerada pelas hidrelétricas não sofre com as oscilações de preço do mercado externo, como é o caso do combustível e do gás natural.

Dessa forma, a energia advinda das hidrelétricas tem um melhor custo-benefício para todo país.

Por fim, as PCHs têm tecnologia nacional, o que estimula a indústria brasileira, bem como geram empregos nas regiões nas quais são construídas, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do local.

Quais as desvantagens das PCHs?

As principais desvantagens das PCHs são em relação às consequências da criação de barragens que afetam os leitos dos rios, a vida dos peixes e da população que vive próxima a área. 

Atualmente, o principal desafio é a melhoria do planejamento para entender os impactos e o custo-benefício de ter uma PCH em determinada região.

Como comprar energia vinda de PCH?

Para comprar energia vinda de uma PCH, as empresas precisam fazer parte do Mercado Livre de Energia, um Ambiente de Contratação Livre, que permite escolher o tipo de fonte que será usado para abastecer a infraestrutura de um negócio.

A migração é um processo que pode ser realizado de forma independente, mas o recomendado é ter a assessoria de uma Gestora para cumprir todas as etapas do processo corretamente.

Dessa forma, além de colocar as empresas no mercado, a Gestora avalia as oportunidades de compra de energia das PCHs e ajuda as empresas a escolherem a melhor oferta. 

Leia também: Como migrar para o Mercado Livre de Energia em 10 passos.

Como a Esfera Energia pode te ajudar a comercializar a sua energia?

Quem gera energia elétrica por meio de uma PCH pode negociá-la no Mercado Livre de Energia. A Esfera Energia auxilia usinas geradoras a comercializar a energia elétrica produzida pelo melhor preço e com segurança regulatória.

Os consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) podem comprar energia gerada por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e outras fontes renováveis, como eólica, biomassa ou solar.

Ou seja, os negócios que querem priorizar a compra de energia limpa, conseguem fazer compras estratégicas no Mercado Livre, pois nesse ambiente a gama de fornecedores é maior e a negociação direta.

Converse agora com um dos nossos especialistas para saber como economizar até 35% da conta de luz da sua empresa e como vender a energia produzida pelo seu empreendimento.

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O que é energia maremotriz: como é gerada e onde existe no Brasil e no mundo?

O que é energia maremotriz: como é gerada e onde existe no Brasil e no mundo?

Conhecer quais são as fontes alternativas de energia é importante para entender como a matriz elétrica do Brasil pode ser expandida e deixar de ser tão dependente das hidrelétricas e termelétricas.

Por isso, se você ainda não sabe o que é energia maremotriz e como ela é gerada, aqui vamos mostrar tudo o que você precisa saber sobre o assunto, bem como se essa fonte de energia causa impactos ambientais, quais são suas vantagens e desvantagens, e onde ela é gerada no Brasil.

Confira!

O que é a energia das marés?

A energia das marés é a energia maremotriz, assim chamada pois é obtida por meio das altas e baixas das marés, e das correntes do mar. Por conta disso, a energia maremotriz é renovável e limpa, já que sua fonte nunca se esgota e pouco impacto ambiental é gerado durante sua produção e aproveitamento.

A geração desse tipo de energia é possível porque as marés oscilam por conta da força gravitacional exercida pela Lua e pelo Sol na Terra. Dessa forma, o nível do oceano varia diariamente e esse movimento é aproveitado para gerar energia elétrica.

Fonte: https://www.oceanoparaleigos.com/post/mar%C3%A9s

Além disso, a energia maremotriz também pode ser obtida por meio das correntes marítimas.

Como a energia maremotriz é gerada?

A energia maremotriz é gerada por meio da transformação do movimento das marés em energia, o que se dá nas unidades geradoras de energia.

São construídas barragens e nas altas das marés a água do mar é captada e armazenada em diques. Quando a maré baixa, a água é devolvida para o mar e passa por uma turbina, a qual entra em movimento e gera a energia elétrica.

Também é possível obter energia maremotriz por meio do aproveitamento das correntes marítimas. Para isso, turbinas são instaladas no fundo do mar para transformar a força dessas correntes em energia elétrica por meio de um gerador.

Quais os impactos ambientais da energia maremotriz?

A energia maremotriz provoca baixos impactos ambientais, porém são pontos importantes de atenção. Por exemplo, a construção das barragens pode causar a modificação da fauna e da flora local.

De toda forma, os impactos não são tão expressivos como ocorre no caso das instalações das usinas hidrelétricas, as quais precisam de uma área alagada muito maior, enquanto as barragens para a geração da energia maremotriz são colocadas diretamente na beira do mar.

Saiba mais sobre as usinas geradoras de energia elétrica no Brasil e como funciona a matriz elétrica do país.

Energia maremotriz: quais são as vantagens e desvantagens?

Agora que você já sabe o que é energia maremotriz, vamos mostrar quais são as suas principais vantagens e desvantagens.

Vantagens da energia maremotriz

A principal vantagem da energia maremotriz é que ela é limpa e renovável. Não há a liberação de gases poluentes durante a produção e utilização da energia maremotriz. Além disso, sua fonte é inesgotável, por isso é considerada uma energia renovável.

Outra vantagem é que essa é uma alternativa para a geração de energia em locais em que outras fontes são mais escassas, mas há a possibilidade de aproveitar o movimento das marés.

E mais: essa energia não depende do clima, como é o caso de fontes de energia como a solar, eólica e hidrelétrica.

Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens da energia eólica aqui.

Desvantagens da energia maremotriz

Por outro lado, dentre as desvantagens, está o fato de que os locais propícios para a geração desse tipo de energia são muito específicos, já que é preciso que o desnível das marés seja maior do que 5 a 7 metros. Então, há um desafio geográfico para a instalação das barragens.

Além disso, o investimento para a construção dessas barragens é muito alto, enquanto o aproveitamento da energia gerada fica em apenas 20%, o que é baixo. Por consequência, o custo-benefício acaba sendo menor.

E há também outra desvantagem que é o fato do processo de geração de energia maremotriz ser intermitente, pois depende do ciclo das marés, então nem sempre é possível produzir a energia quando necessário.

Onde tem energia maremotriz no mundo?

São poucos os países que fazem uso da energia maremotriz, sendo a usina de Sihwa, na Coréia do Sul, a maior do mundo. Outros exemplos são a usina de Rance, na França, e a usina de Jiangxia, na China.

Onde tem energia maremotriz no Brasil?

O maior potencial para a geração de energia das marés no Brasil se encontra principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, mas ainda é pouco aproveitado.

Há apenas um exemplo nacional: situada no Ceará, a Usina de Pecém é a primeira da América Latina a se aproveitar da energia das ondas.

Há também um projeto para uma usina na barragem no Rio Bacanga, em São Luís (MA), mas que ainda não foi concluído por conta dos altos custos e viabilidade técnica.

Como se pode ver, essa fonte de energia ainda é pouco explorada no Brasil, pois o investimento para a construção das barragens é muito alto para um retorno baixo de potencial energético.

Além disso, a matriz elétrica brasileira ainda é muito dependente das hidrelétricas e termelétricas, de modo que é preciso que mais pesquisas sejam feitas para explorar demais fontes de energia, inclusive a maremotriz.

Quer saber mais sobre outros tipos de geração de energia que existem, fontes e diferenças? Faça o download do e-book “Tipos de Geração de Energia” e conheça cada alternativa e as possibilidades de utilização de cada um.

Conheça o Mercado Livre de Energia

O que você achou das informações sobre o que é energia maremotriz? Apesar de ter pouco impacto na matriz do Brasil, é importante entender como essa fonte de energia funciona, pois ela é uma alternativa importante para diversificar a matriz elétrica do país.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos 75 unidades geradoras e geramos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

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O que é energia do petróleo e como ela é utilizada no mundo?

O que é energia do petróleo e como ela é utilizada no mundo?

O processo de obtenção da energia de petróleo se dá por meio da queima de combustíveis, os quais são derivados dessa matéria-prima. No Brasil e no mundo, o petróleo tem um papel fundamental tanto no setor de energia quanto para o desenvolvimento da indústria e da economia, e os números confirmam isso.

Segundo dados de 2020 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 29,5% da matriz energética mundial é composta de petróleo e derivados, sendo essas as principais fontes de energia do planeta. Considerando a matriz energética brasileira em 2021, o número sobe para 34,4%.

Quando se trata da matriz elétrica mundial, o petróleo e derivados representam apenas 2,5%. No Brasil, a participação é de 3%. Contudo, a energia de petróleo é essencial principalmente para o acionamento das termelétricas, como explicaremos mais adiante.

Fonte: EPE

Quer saber mais? Então continue lendo.

O que é a energia do petróleo?

A energia de petróleo é obtida a partir dos combustíveis, que são seus derivados, os quais podem ser o óleo de combustível, o óleo diesel e o gás de refinaria. Os geradores a diesel, por exemplo, atendem sistemas que não são contemplados pela rede elétrica convencional.

Considerando que no Brasil a principal fonte de energia é hidráulica, a geração térmica é fundamental para suprir a demanda em períodos de pico e para alcançar locais que não estão no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Porém, o uso do petróleo com essa finalidade não é tão expressivo no país, embora as usinas termelétricas utilizem os derivados dessa fonte de energia, as quais são acionadas quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixos.

Por conta de seus subprodutos, hoje a fonte de energia do petróleo é a principal do mundo e está presente em praticamente tudo o que utilizamos, de forma direta ou indireta, visto que é uma matéria-prima para inúmeros derivados, do gás combustível a plásticos e borrachas.

Qual a origem do petróleo?

A hipótese mais aceita para explicar a origem do petróleo são os sedimentos orgânicos marinhos. Ao longo de milhões de anos, a decomposição de matéria orgânica (principalmente do plâncton, que são plantas e animais microscópicos) se acumulou no fundo de mares e lagos.

Com o passar do tempo, a pressão física e química, assim como os movimentos da crosta terrestre, causaram a formação de uma substância oleosa, o petróleo.

Por isso, é possível dizer que ele é um óleo de origem fóssil formado em rochas sedimentares ao longo de milhões de anos. Estima-se que esse processo ocorreu no final da Era Mesozoica e no início da Era Cenozoica.

Qual a importância do petróleo?

O petróleo não é encontrado em qualquer parte do mundo. É preciso ter condições adequadas em bacias sedimentares específicas, por isso essa fonte de energia é causa de tantos conflitos entre países.

A energia do petróleo começou a ser usada principalmente a partir da Segunda Revolução Industrial, quando foi criado o motor de combustão interna, o qual é utilizado em carros até hoje. Como o combustível para mover os carros é um derivado do petróleo, ele se tornou uma matéria-prima vital para o desenvolvimento econômico naquele período.

Hoje, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) é a organização responsável por controlar a produção e o preço do petróleo em todo o mundo.

Como o petróleo se transforma em energia? 

Ele é extraído dos poços produtores com água e gás. Após separar os fluidos, o petróleo é enviado para refinarias e lá é transformado em gasolina, diesel, óleo combustível e querosene, por exemplo. Então, os combustíveis são queimados em caldeiras, turbinas e motores de combustão interna, e assim a energia é gerada.

E se você está se perguntando se a energia do petróleo é renovável, a resposta é não. Além disso, é uma fonte poluente, já que passa por um processo de queima para produzir energia.

Leia também: Energia renovável no Brasil: confira oportunidades, desafios e exemplos de empresa que utilizam

Como o petróleo é usado como fonte de energia?

A fonte de energia do petróleo é obtida por meio da queima de combustíveis, o que significa que essa matéria-prima não é usada diretamente para gerar energia, mas sim seus derivados. Estes são produzidos nas refinarias de petróleo por meio de um processo chamado “destilação fracionada”.

Dentre os derivados do petróleo, estão:

  • gás combustível;
  • gasolina de aviação;
  • gasolina comum;
  • querosene;
  • óleo diesel
  • óleo combustível;
  • óleos lubrificantes;
  • parafina;
  • asfalto.Ilustração do processo de destilação fracionada

Esses são apenas alguns exemplos, mas o petróleo está presente em inúmeros recursos do nosso dia a dia, os quais são subprodutos dos derivados retirados diretamente do petróleo, como plásticos, tintas, borrachas, tecidos, fertilizantes e até cosméticos.

Apesar de demandar uma estrutura complexa de extração e distribuição, o petróleo é uma fonte de energia de baixo custo, principalmente por ser negociado mundialmente e ser uma matéria-prima versátil.

Energia do petróleo: vantagens e desvantagens

As principais vantagens do petróleo são:

  • é uma commodity essencial para o desenvolvimento econômico mundial;
  • gera muita energia, por isso é amplamente utilizado para produzir combustível para carros e aviões;
  • é uma matéria-prima que pode ser utilizada para o desenvolvimento de inúmeros produtos;
  • tem ampla infraestrutura logística e está disponível em todo o mundo.

Já as desvantagens são:

  • emite poluentes no processo de queima para obter derivados e gerar energia, contribuindo para o efeito estufa;
  • tem potencial de acabar com ecossistemas inteiros quando ocorrem derramamentos acidentais;
  • é uma fonte não renovável de energia, o que significa que um dia irá acabar;
  • apenas pode ser encontrado em bacias sedimentares específicas.

O petróleo no Brasil e no mundo

O Brasil é autossuficiente na produção de petróleo desde a descoberta do pré-sal, ou seja, não dependemos da importação dessa commodity. Sua exploração começou com a criação da Petrobrás e a primeira reserva foi descoberta no Recôncavo Baiano.

Falando em Petrobrás, confira este vídeo da empresa com um resumo sobre a extração e utilização do petróleo:

Qual é a maior reserva de petróleo do Brasil?

Hoje, as principais áreas de extração de petróleo no Brasil são a Bacia de Campos – a maior e principal do país -, a Bacia de Santos, a Bacia do Espírito Santo e a Bacia do Recôncavo Baiano.

Vale explicar que existem dois tipos de petróleo: o petróleo leve e o petróleo pesado. No Brasil, a incidência é do petróleo pesado, que tem uma consistência mais “pastosa”. Por isso, costuma ser utilizado principalmente para a produção de derivados como asfalto e parafina.

Já o petróleo leve, presente principalmente na Arábia Saudita, é de maior qualidade e normalmente usado para a produção de combustíveis.

Quais são os maiores produtores de petróleo do mundo?

As maiores reservas do mundo estão na Venezuela, Arábia Saudita, Canadá, Irã e Iraque. Já os maiores consumidores são os Estados Unidos, a China, o Japão, a Índia e a Rússia.

Fonte: Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás

Se você gostou do conteúdo sobre a energia do petróleo, vai gostar também do e-book gratuito da Esfera sobre os tipos de geração de energia. Nele você vai saber mais sobre:

  • energia eólica
  • energia solar
  • energia maremotriz

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E se quiser saber mais sobre geração e comercialização de energia, conte com a Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia.