Como fazer um orçamento anual da empresa? Veja dicas

Homem escrevendo no computador

Planejar o orçamento anual da empresa é uma etapa fundamental para garantir a saúde do negócio e tomar decisões mais assertivas no próximo ano. Normalmente, isso é feito no final do ano, de modo que é possível analisar os dados anteriores e usá-los como referência durante o planejamento do orçamento empresarial.

Porém, qual é o melhor caminho a seguir e como fazer isso para a empresa crescer? Te ajudaremos com essas informações ao longo deste artigo.

Continue lendo!

O que é orçamento anual de uma empresa?

O orçamento anual da empresa é um “mapa” de todas as receitas e gastos de uma companhia ao longo de um ano inteiro. O documento pode ser feito de inúmeras formas, por isso é essencial que ele esteja alinhado à estratégia e às metas do negócio.

Uma possibilidade é separar o orçamento em trimestres, por exemplo, para analisar com mais profundidade como será o fluxo do caixa da instituição em períodos específicos. Afinal, é natural que as despesas e entradas de dinheiro oscilem ao longo de um ano.

Inclusive, esse é um dos pontos que mostra a importância de uma empresa ter um planejamento financeiro anual. Explicaremos isso em mais detalhes a seguir.

Qual a importância de fazer um planejamento financeiro anual?

O orçamento anual da empresa traz uma série de benefícios para a companhia, sendo alguns deles:

  • visão 360º sobre a saúde financeira do negócio;
  • maior controle das receitas e despesas;
  • definição de melhores estratégias para otimizar ganhos e reduzir gastos;
  • metas mais alinhadas ao que a empresa realmente pode alcançar.

Visão 360º sobre a saúde financeira do negócio

Ao longo do ano, diversos fatores podem influenciar o fluxo financeiro de uma empresa, de modo que decisões precisam ser tomadas “abruptamente” para manter o caixa positivo. 

Entretanto, caso não haja uma visão holística de todo o cenário das finanças do negócio, alguns caminhos podem levar a uma bola de neve de problemas, um cenário mais difícil de reverter. Assim, com o orçamento anual é possível antever o que acontecerá nos próximos meses e analisar o todo, e não apenas períodos específicos.

Maior controle das receitas e despesas

Uma empresa que não tem clareza como o dinheiro está entrando e como ele está saindo pode estar fadada ao fracasso. Desse modo, o planejamento financeiro empresarial anual permite manter controle total sobre as receitas e despesas da instituição, desde que seja atualizado constantemente. 

Inclusive, esse é um ponto crucial: é preciso ir além do planejamento e de fato utilizá-lo e acompanhá-lo ao longo do ano. Caso contrário, o esforço para construir tal orçamento terá sido em vão, não é mesmo? 

Leia também: Gestão de fornecedores: entenda a importância e como fazer

Definição de melhores estratégias para otimizar ganhos e reduzir gastos

Outro benefício do orçamento anual da empresa é a possibilidade de definir melhores planos de ação para gerar mais receitas e diminuir as despesas. Isso é possível por conta da visão sobre as entradas de dinheiro e os gargalos de gastos. 

Com o planejamento financeiro em mãos, as estratégias definidas têm mais embasamento e, por consequência, tendem a ter mais sucesso quando colocadas em prática.

Metas mais alinhadas ao que a empresa realmente pode alcançar

Um dos grandes desafios das empresas é definir metas que sejam desafiadoras o suficiente, mas também factíveis. E mais: elas devem estar alinhadas ao que o negócio necessita para manter suas operações e ainda gerar lucro mês a mês.

Desse modo, o orçamento anual pode fazer muita diferença, visto que é um “raio X” do cenário financeiro da instituição e mostra quais são os valores reais que precisam ser alcançados para o negócio ficar no azul e sobrar dinheiro para fazê-lo crescer.

Quando e como fazer o orçamento anual da empresa?

O momento mais recomendável para fazer o planejamento e orçamento empresarial é no final do ano anterior. Nessa época do ano, já é possível coletar dados sobre o período que passou e definir os próximos passos para o ano seguinte. 

Além disso, vale ter em mente que o ideal é já ter um plano pronto em janeiro, justamente para começar o ano com os números devidamente traçados. Empresas que deixam para fazer o planejamento apenas no ano seguinte tendem a ficar “atrasadas” e trabalhar às cegas durante o primeiro trimestre.

E como fazer um orçamento anual de uma empresa? Tenha em mente os benefícios mostrados no tópico anterior, assim como as dicas abaixo:

  • faça uma análise crítica do negócio;
  • liste todas as possibilidades de entrada de dinheiro e gastos previstos;
  • separe o documento por períodos e áreas;
  • revise o planejamento periodicamente. 

Explicaremos cada um dos pontos a seguir.

Faça uma análise crítica do negócio

O primeiro passo do orçamento anual da empresa é fazer um diagnóstico e analisar criticamente os números anteriores. O último ano é importante, mas vale também entender o panorama dos três a cinco anos passados. 

Essa etapa te dará mais clareza sobre qual é a realidade da sua empresa, quais são os caminhos possíveis para alcançar melhores resultados e o que ainda precisa melhorar.

Liste todas as possibilidades de entrada de dinheiro e gastos previstos

Dedique um tempo a mais para essa listagem, pois, quanto mais completo o planejamento, mais fácil será definir planos de ação para o negócio. Então, liste como sua empresa ganha dinheiro, investimentos, despesas fixas e variáveis, empréstimos, enfim, absolutamente tudo que afeta o caixa.

Aproveite e confira 7 ideias de redução de custos na indústria.

Separe o documento por períodos e áreas

Um orçamento anual de uma empresa pode se tornar um documento complexo, dependendo do tamanho da companhia. Por isso, vale segmentar o planejamento em períodos (como bimestres ou trimestres) e também por áreas. 

Isso permitirá atribuir responsáveis por determinados indicadores, bem como analisar e comparar números em intervalos específicos (por exemplo, 1º trimestre de 2021 vs. 1º trimestre de 2020). 

Revise o planejamento periodicamente

Ter um planejamento financeiro empresarial feito não significa que ele se manterá fixo ao longo do ano seguinte. É necessário que revisões sejam feitas com recorrência para readequar os números à realidade vigente

Uma dica é fazer as atualizações mantendo os números originais como referência, pois assim é possível comparar o que mudou em relação ao planejamento inicial.

Quer ir além e reduzir os gastos com a conta de luz?

Ao fazer o orçamento anual da empresa, você verá que os gastos com energia elétrica representam uma parcela significativa das despesas. Por isso, vale considerar alternativas para reduzir esse custo, como migrar para o Mercado Livre de Energia.

Nele é possível alcançar até 35% de economia, assim como há uma maior previsibilidade orçamentária, pois os valores negociados são válidos ao longo de todo o período de contratação, assim como não há a incidência das bandeiras tarifárias.

Confira no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia:

Aproveite e baixe agora mesmo nosso e-book gratuito sobre como aumentar o seu saving em compras e o que fazer para aplicar essa estratégia na sua empresa:

Fontes de energia convencionais: o que são e quais as principais?

fontes-energia-convencionais

As fontes de energia convencionais são aquelas que vem de recursos não renováveis, ou seja, que não são repostas a curto prazo e se esgotam com o tempo. O principal exemplo dessa categoria são os combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural.

A matriz energética mundial é centralizada na utilização de recursos energéticos de origem fóssil, principalmente o petróleo (33%), mas também com participação expressiva de carvão (27%) e gás (24%).

O principal problema do uso massivo dessas fontes é a liberação de gases de efeito estufa (GEE) que aumentam a temperatura global, o que gera diversos efeitos, muitos já percebidos atualmente, como:

  • derretimento das geleiras;
  • inundação de áreas costeiras e ilhas;
  • desertificação de áreas férteis;
  • alterações nas estações do ano, entre outros.

Por isso, o controle das emissões de gás carbônico (CO2) e outros gases estufa tem sido uma discussão frequente nas cúpulas mundiais que discutem o clima.

De acordo com o Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2019, os países do G-20, grupo das maiores potências econômicas do mundo, são responsáveis por 78% das emissões de CO2.

Então nos próximos anos, o principal trabalho das nações será equilibrar cada vez mais o uso dos tipos de energia convencional para preservar nosso planeta.

Para entender melhor o impacto das fontes de energia convencionais, explicaremos neste post:

  • O que são fontes de energia convencionais?
  • Quais os dois tipos de fonte de energia?
  • Exemplos de energia convencional
  • Vantagens e desvantagens

Boa leitura!

O que são fontes de energia convencionais?

As fontes de energia convencionais são recursos não renováveis que geram energia através da queima, principalmente, de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás natural.

Além do fato de serem recursos esgotáveis, os tipos de energia convencional liberam resíduos poluentes, especificamente, gases como:

  • Dióxido de Carbono (CO2);
  • Metano (CH4);
  • Óxido Nitroso (N2O);
  • Hexafluoreto de Enxofre (SF6);
  • Hidrofluorcarbono (HFC);
  • Perfluorocarbono (PFC).

A energia nuclear também é classificada como um um tipo de energia convencional.

Quais os dois tipos de fontes de energia?

Os dois tipos principais de fontes de energia são:

  • energias renováveis;
  • energia não renováveis.

Os tipos de energia renovável são recursos que não se esgotam, se renovam rapidamente e não geram resíduos poluentes como:

Já as fontes de energia não renováveis, também chamadas de energia convencional, vem de combustíveis fósseis e da energia nuclear e são mais poluentes.

No Brasil, de acordo com o último Balanço Energético Nacional (BEN) divulgado pela Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE), 83% da nossa matriz energética é baseada em recursos renováveis, ficando bem acima dos 25% da média mundial.

matriz-eletrica-brasileira
Matriz energética brasileira

Exemplos de energia convencional

Agora que já contextualizamos o cenário de uso das fontes de energia convencionais, vamos conhecer melhor cada uma delas:

Petróleo

O petróleo é o principal combustível fóssil utilizado atualmente. A sua extração é feita em áreas de bacia sedimentar que concentram grande quantidade de matéria orgânica e sedimentos de rochas solidificadas a milhões de anos.

Esse tipo de bacia pode ser formado tanto em terra quanto no mar.

Um exemplo é o Pré-Sal brasileiro, localizado no litoral da região Sudeste, com um enorme potencial para extração de petróleo. Em terra, o Oriente Médio tem os maiores produtores mundiais: Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Do petróleo derivam vários de subprodutos como gasolina, óleo diesel, asfalto, gás de cozinha, dentre outros.

Carvão

Outra das fontes de energia convencionais, o carvão é utilizado como recurso para geração de energia desde a Revolução Industrial.

Ele também é extraído de bacias sedimentares e é formado por restos vegetais (raízes, troncos, folhas e galhos de árvores) sedimentados a milhões de anos.

Quanto maior o tempo de sedimentação, maior o teor de carbono que a rocha concentra. Por isso, o carvão mineral é classificado em quatro tipos:

  • Antracito: é o mais antigo, porém raro. Pode conter até 96% de teor de carbono;
  • Hulha: é o mais encontrado e utilizado atualmente com teor de carbono entre 80% e 90%.
  • Linhita: possui teor de carbono de até 75%;
  • Turfa: rocha mais “jovem” com teor de carbono até 60%.

O carvão é utilizado nas usinas termelétricas para gerar energia e também para a produção de plásticos, tintas, fertilizantes, entre outros.

Gás natural

Junto com o petróleo, outra fonte de energia convencional que pode ser extraída é o gás natural.

Composto por hidrocarbonetos e metano, o gás natural é originado pela decomposição da matéria orgânica fossilizada.

Além de também ser utilizado nas termelétricas, o gás natural é muito usado nos sistemas de aquecimento de água em residências e nos sistemas de aquecimento de ambiente em países de clima frio.

Vantagens e desvantagens da energia convencional

exemplos-energia-convencional

Pelos exemplos acima, dá para perceber o quanto a sociedade atual está vinculada às fontes de energia convencionais.

Isso se justifica porque essas fontes agregam algumas vantagens estratégicas para os países como: 

  • facilidade de extrair e processar as matérias-primas;
  • descoberta de reservas facilitada pela tecnologia;
  • formas de transporte fáceis e acessíveis;
  • custo baixo para operação;
  • taxa de eficiência energética alta.

Porém, todas essas vantagens também trazem desvantagens agregadas importantes e que possuem um impacto global como:

  • geração de resíduos alta, em especial, de gases estufa;
  • contaminação do ar e da água;
  • preço de aquisição muito alto;
  • aquecimento global que impacta toda a vida no planeta.

Por isso, nos últimos anos o uso das fontes de energia convencionais estão sendo reavaliados e medidas para valorizar as fontes de energia renovável estão sendo incentivadas.

Quer um resumo dos tipos de energia? Confira nosso e-book gratuito ‘Tipos de Geração de Energia’ com informações sobre as fontes de energia renováveis e não renováveis e as vantagens e desvantagens de cada uma.

Conheça o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia é um ambiente de compra e venda onde as empresas negociam diretamente com o gerador ou comercializador de energia.

Além de negociar preço, também é possível escolher o tipo de geração, optando pelas fontes convencionais ou pela energia incentivada vinda de fontes renováveis.

Assista ao vídeo abaixo e descubra se o seu negócio pode migrar para esse mercado:

Conheça a Esfera, converse com um de nossos especialistas e saiba quais estratégias de contratação podem favorecer mais o seu negócio.

Aconteceu em Outubro: Elevação dos Encargos de Serviços do Sistema

No mês de outubro o mercado de energia foi surpreendido com a sinalização de redução dos preços por conta da melhora das chuvas nas principais bacias do Sudeste/Centro-Oeste. 

Apesar do termo “redução de preços” normalmente ser associado a uma situação boa para a maioria dos brasileiros, essa pode não ser a melhor das interpretações diante das condições de operação do sistema elétrico, que está passando pela pior crise hídrica dos últimos tempos.

Em momentos de crise hidroenergéticas,como a que estamos vivendo, a decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é de que o despacho termelétrico continue em plena capacidade, ou seja, todas as usinas termelétricas disponíveis devem gerar energia e, obviamente, as usinas devem ser remuneradas por essa geração.

A remuneração pode acontecer essencialmente de duas maneiras: através do PLD, e através de Encargos de Serviços do Sistema (ESS), quando o PLD não for suficiente para cobrir o Custo Variável Unitário (CVU) da usina.

Entenda mais os Encargos de Serviços do Sistema (ESS).

Dessa forma, com a manutenção do despacho termelétrico praticamente na sua disponibilidade máxima do sistema e com a redução do PLD, maior é o peso do custo do despacho que vai para encargos.

O gráfico mostra os níveis diários totais da geração termelétrica do SIN, a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM) e o PLD da região Sudeste/Centro-Oeste em 2021.

No gráfico é possível observar que desde meados de agosto o despacho termelétrico está em cerca de 21 GWm e vem se mantendo desde então.

Nesse período o PLD esteve acima do máximo regulatório, muitas vezes cobrindo os custos de grande parte das térmicas. Entretanto, a partir da segunda semana de outubro, com o início da queda do PLD e a manutenção do despacho termelétrico, houve uma rápida elevação do despacho fora da ordem de mérito (GFOM), que já chega a uma representatividade de 45% da geração total do SIN.

A perspectiva da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é de que esse custo chegue próximo aos R$ 4 bilhões, que ainda deve ser acrescido às outras parcelas do encargo, podendo chegar a mais de R$ 4,8 bilhões só referente ao mês de outubro, o que representa cerca de R$92/MWh adicionais na liquidação financeira de todos os consumidores do sistema (livres e cativos), através do ESS, o maior valor do encargo desde que se tem registro (2013).

Com o aumento das chuvas previstas à medida que nos aproximamos do período chuvoso da região sudeste, a perspectiva de redução do PLD nas próximas semanas se mantém, o que colabora  para um ESS ainda maior no mês de novembro.

Importante lembrar que, a definição do volume de energia gerado fora da ordem de mérito é competência do CMSE junto a CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), que pode revisar a decisão do GFOM a qualquer momento. Logo, é possível que determinem uma redução do montante despachado e assim o ESS recue nos próximos meses.

Acompanhamento do PLD

O mês de outubro apresentou o PLD abaixo do teto regulatório com os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte acoplados durante todo o período e fechando o mês em R$ 249,36/MWh.

Já o Nordeste apresentou desacoplamento para baixo em relação aos demais submercados em algumas horas durante o mês, fechando assim em R$ 248,97/MWh.

O patamar mais baixo de PLD para o mês de outubro também foi o principal fator na redução de amplitude do PLD diário e redução de sua volatilidade horária.

Acompanhamento da Carga

O consumo no mês de outubro iniciou com uma redução devido a uma frente fria associada às chuvas da região Sudeste e Sul na segunda semana operativa do mês.

Já na terceira semana a redução do consumo foi decorrida em função do feriado de 12/10, e já mostrou uma recuperação da carga na semana seguinte. 

Vale destacar que no próximo mês é publicada a próxima revisão quadrimestral da carga, que é a expectativa de carga mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o ciclo 2022 à 2026.

Acompanhamento dos reservatórios

O reservatório equivalente do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou o mês em 18,2% da sua capacidade máxima, sendo assim o primeiro mês de replecionamento dos reservatórios desde o mês de abril.

Isto ocorre por conta das medidas adotadas pelo governo para a recuperação dos reservatórios e principalmente por conta da melhora das chuvas no mês de outubro. 

Ainda assim, os níveis de reservatórios não são confortáveis e se apresentam próximos do mínimo histórico dos últimos 25 anos.

Entenda como o nível dos reservatórios impacta a geração de energia.

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia e conte com a nossa expertise. Fale com um de nossos especialistas

Recursos Energéticos Distribuídos (REDs): o que são e qual a importância?

Painéis solares em campo aberto

Está ocorrendo um aumento da presença dos Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) no setor energético. Isso se dá, principalmente, por conta da redução dos custos de investimento e transação, crescimento e desenvolvimento de tecnologias, bem como do papel ativo dos consumidores. 

Segundo a nota técnica PR 08/18 do Ministério de Minas e Energia, “o recente crescimento, associado à característica dos RED indica que a difusão destas tecnologias apresenta um elevado potencial disruptivo, capaz de transformar profundamente os sistemas elétricos que hoje são predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados centralizadamente.”

De acordo com dados do Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE 230), estima-se que os Recursos Energéticos Distribuídos correspondam a 19% do consumo de eletricidade até 2030

O documento também prevê que a conservação total de energia e os RED atinjam

8% em 2030, e a conservação de energia elétrica e os RED alcancem 19% no mesmo ano.

Por isso, diante da importância do tema, vamos apresentar um resumo sobre os Recursos Energéticos Distribuídos. 

Continue lendo para saber mais.

O que são os Recursos Energéticos Distribuídos?

De acordo com a definição presente no PDE 2030, REDs são “tecnologias de geração, armazenamento de energia elétrica e redução do consumo localizado dentro dos limites da área de uma determinada concessionária de distribuição, normalmente junto a unidades consumidoras, atrás do medidor (“behind-the-meter”).”

Os Recursos Energéticos Distribuídos abrangem, por exemplo:

  • eficiência energética;
  • geração distribuída de eletricidade;
  • veículos elétricos;
  • armazenamento e resposta da demanda;
  • produção descentralizada de combustíveis;
  • redes elétricas inteligentes;
  • micro e minigeração distribuídas (MMGD);
  • autoprodução de energia (não injetada);
  • energia solar térmica.

A energia solar está em destaque por conta da perspectiva de crescimento dessa fonte e sua disseminação na sociedade. 

Veja na ilustração abaixo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a comparação entre o sistema atual e o projetado.

Plano para o futuro do setor energético
Fonte: EPE

Segundo a International Renewable Energy Agency (IRENA), existem alguns caminhos possíveis para viabilizar e implementar os REDs:

  • Tecnologias: veículos elétricos, carregamento e armazenamento, Internet das Coisas, medidores inteligentes, 5G, Inteligência Artificial;
  • Modelos de negócio: agregadores, energy-as-a-service e modelos pré-pagos;
  • Desenho de mercado: Mercado Livre, definição clara de custos, tarifas binômias, granularidade dos preços no tempo e no espaço;
  • Operação do sistema: previsão de geração de energia renovável, cooperação entre sistemas de transmissão e distribuição, virtual power lines.
Fonte: IRENA

Qual a importância dos REDs?

A importância dos RED para a matriz energética brasileira se dá pelo fato de que novas práticas de planejamento, expansão e operação do sistema de energia e das redes elétricas serão necessárias.

Um dos principais benefícios dos Recursos Energéticos Distribuídos é a proximidade entre as fontes de geração e as unidades consumidoras, o que acarreta redução de perdas elétricas

O PDE 2030 também sinaliza que os REDs “podem oferecer confiabilidade suficiente para os operadores do sistema em situações extremas, se estiverem adequadamente alocados espacialmente e operados em momentos mais adequados.”

Para os consumidores, os Recursos Energéticos Distribuídos representam mais autonomia para realizar a geração e gestão da própria energia. 

Outro aspecto que merece destaque é que os REDs estão diretamente relacionados ao seu desenvolvimento no mercado e ao planejamento da matriz energética brasileira. Eles fazem parte de uma “sopa de letrinhas” que envolve mais duas siglas: ESG e DDD

O que significam ESG e DDD?

ESG é a sigla para “Environmental, Social and Governance” que, em português, significa “Ambiental, Social e Governança”. Basicamente, dizem respeito à preservação do meio ambiente, responsabilidade social e práticas de governança. 

Já DDD significa “Descarbonização, Descentralização, Digitalização”. São ações voltadas para eficiência energética, matriz energética renovável, novas tecnologias, machine learning, geração distribuída e resposta da demanda, para citar alguns exemplos.

É claro que esses termos não estão relacionados apenas ao setor energético. Contudo, eles têm um grande impacto no futuro da energia e no desenvolvimento sustentável do país. Quando se trata de geração distribuída, ela faz parte justamente da “descentralização”. 

O PDE 2030 mostra uma expansão significativa da geração distribuída (números em GW), enquanto há uma redução da capacidade instalada de carvão, diesel e óleo, um reflexo da descarbonização. 

Confira o gráfico abaixo para entender melhor. 

Projeção dos recursos energéticos para 2030
Fonte: PDE 2030

Próximos passos dos Recursos Energéticos Distribuídos

Apesar do potencial de desenvolvimento dos REDs no país, esforços serão necessários para viabilizar seu aproveitamento com mais eficiência. 

A nota técnica PR 08/18 do governo mencionada anteriormente mostra algumas recomendações de ações a serem implementadas nas próximas décadas em relação aos Recursos Energéticos Distribuídos:

  • ambiente de mercado de isonomia;
  • revisar subsídios e impostos nas tarifas de eletricidade;
  • maior interação do planejamento com as distribuidoras;
  • maior acesso a dados;
  • legislação flexível para acomodar inovações;
  • monitoramento de mercado e mecanismos de saída;
  • considerar aspectos de cibersegurança e privacidade;
  • revisão do paradigma regulatório das distribuidoras;
  • programas de EE e RD baseados em economia comportamental.

Existe também um cenário de expansão da oferta centralizada de energia. A geração centralizada é a forma tradicional de produzir energia: uma grande fonte geradora e linhas de transmissão para fazer com que o recurso chegue às unidades consumidoras. 

Já a geração distribuída é composta por unidades geradoras menores e mais próximas ao consumidor final. Neste caso, as fontes de energia devem ser renováveis ou de cogeração qualificada.

Isso significa redução dos custos de transmissão e dos impactos ambientais causados pela geração centralizada. Também estão nesse contexto as micro e minigeração distribuídas.

Ou seja, é fato que existem mais desafios para a implementação de projetos centralizados, o que justifica a perspectiva de uma maior participação dos Recursos Energéticos Distribuídos para atender a demanda. 

Deu para entender o que são os Recursos Energéticos Distribuídos? Como explicamos anteriormente, um dos caminhos para a implementação dos REDs é por meio de um Mercado Livre. 

Por isso, vale conhecer mais a respeito do Mercado Livre de Energia, assim como descobrir como adquirir energia diretamente dos distribuidores de fontes de energia renováveis ou de cogeração qualificada.

Se você ficou interessado e quer saber mais, conte com a Esfera Energia.

Somos referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferecemos todo o suporte necessário para empresas que desejam migrar e operar no Ambiente de Contratação Livre. 

Fale agora mesmo com um de nossos especialistas!

Os 3Ds de energia: descarbonização, descentralização e digitalização

Painéis solares ao pôr do sol

O sistema elétrico brasileiro está passando por grandes transformações que prometem mudar o futuro da energia, principalmente devido aos 3Ds: descarbonização, descentralização e digitalização

Existe uma nova dinâmica em curso com a geração descentralizada, com foco na produção fotovoltaica, o que demanda o desenvolvimento de novas tecnologias. 

A demanda global por energia renovável passa pelos 3Ds da energia, visto que colabora para redução da emissão de gás carbônico (descarbonização), permite a geração descentralizada de energia (descentralização) e demanda novas tecnologias para o funcionamento de todo o sistema (digitalização). 

Explicaremos esses aspectos em mais detalhes a seguir, continue lendo. 

O que são os 3Ds da energia (descarbonização, descentralização e digitalização)?

Descarbonização, descentralização e digitalização, também chamados 3Ds de energia, resumem as ações em prol do desenvolvimento sustentável do setor elétrico do Brasil

Eles são os pilares da transformação do setor e fomentam a construção de um novo modelo de mercado para os próximos anos. 

O objetivo é alcançar uma maior eficiência energética por meio de uma matriz energética mais renovável, e da geração distribuída e assegurada por novas tecnologias.

Entenda os detalhes de cada um desses 3Ds.

Descarbonização

Existe uma demanda mundial para reduzir o uso de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica. Isso se dá tanto pelo fato de esses recursos serem não renováveis — o que significa que um dia irão se esgotar —, quanto para descarbonizar o sistema elétrico

Como a queima de combustíveis fósseis gera gás carbônico (CO₂), o qual é altamente poluente, e contribui para o efeito estufa e o aquecimento global, é imprescindível encontrar soluções para tornar a geração elétrica mais sustentável. 

Diante de tamanho desafio, os países estão se comprometendo a descarbonizar o setor elétrico, o que é formalizado em encontros sobre as mudanças climáticas, como o Acordo de Paris, de 2015.

A energia solar, principalmente, está se tornando uma fonte de energia mais barata, além de contribuir para a descarbonização da geração de energia. Como está ganhando escala e a tecnologia está se desenvolvendo a cada dia que passa, essa fonte está em destaque quando se trata da descarbonização do sistema.

Além disso, a energia solar alavanca a geração distribuída (GD) por descentralizar o sistema elétrico, principalmente entre os consumidores residenciais. 

Entenda aqui o que é geração distribuída.

Ou seja, a descarbonização é uma consequência direta da busca por soluções mais sustentáveis, baratas e competitivas para gerar energia elétrica com eficiência.

Descentralização

Acabamos de citar a geração distribuída e ela é a essência da descentralização do setor elétrico brasileiro. Por conta da GD, o modelo tradicional de geração centralizada está passando por uma mudança significativa e se tornando mais participativo. 

Porém, isso torna a estrutura mais complexa, o que demanda novas tecnologias para controlar toda a operação e armazenar a eletricidade quando há um excesso de geração. 

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE 2030) mostra uma expansão significativa da geração distribuída (números em GW), enquanto há uma redução da capacidade instalada de carvão, diesel e óleo, um reflexo da descarbonização. 

Projeção dos recursos energéticos para 2030
Fonte: PDE 2030

Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) fazem parte da descentralização e abrangem, por exemplo, os veículos elétricos, a produção descentralizada de combustíveis, a micro e minigeração distribuídas (MMGD) e a energia solar térmica.

Digitalização

A digitalização passa por conceitos como a Internet das Coisas (Internet Of Things, IoT), Big Data, Data Analysis, Blockchain e Inteligência Artificial (IA). Por conta de tais aspectos, a digitalização proporciona a quebra de barreiras, aumentando a flexibilidade de todo o sistema elétrico.

Vale assistir a esse TEDx com Renata Rampim, autora do livro “Internet das Coisas sem mistérios: uma nova inteligência para os negócios”, para entender a Internet das Coisas.

Um sistema elétrico mais participativo necessita de um alto volume de troca de dados e informações para a realização de negociações entre geradores e consumidores, por isso a digitalização.

ESG e DDD: o resumo do futuro do setor de energia

Essas duas siglas resumem o que se espera do setor energético para os próximos anos. 

ESG é a sigla para “Environmental, Social and Governance”, em português “Ambiental, Social e Governança”:

  • Environmental: conservação do meio ambiente, eficiência no uso de água e energia, redução do desmatamento, gestão adequada de resíduos, redução das emissões de carbono e proteção da biodiversidade;
  • Social: cuidado aos colaboradores, diversidade e inclusão no ambiente corporativo, relacionamento com a comunidade ao redor, proteção aos dados de clientes, direitos humanos e respeito à legislação trabalhista;
  • Governance: funcionamento e administração dos negócios, como ética, compliance, conduta corporativa, controle de riscos, direitos e deveres de cada um, etc.

Enquanto isso, a descarbonização, descentralização e digitalização tratam de: 

  • Descarbonização: diretamente relacionada ao “E” do ESG, diz respeito a uma matriz mais renovável, compromissos ambientais para redução da emissão de gás carbônico e eficiência energética, por exemplo;
  • Descentralização: geração distribuída de energia, REDs e resposta à demanda para o surgimento de um novo modelo de mercado;
  • Digitalização: no setor elétrico, existe o conceito de “Energy-as-a-Service (EaaS)”, assim como ações para ampliar a conectividade da energia aos consumidores por meio do surgimento de novas tecnologias.

Vale destacar que essas siglas estão relacionadas apenas ao setor energético. Entretanto, elas sinalizam os caminhos para o futuro do mercado, e para o desenvolvimento do país e do mundo. 

Como você pôde entender, descarbonização, descentralização e digitalização são as palavras que já estão ditando os rumos do setor elétrico e energético do país. As fontes renováveis são a base da transformação, especialmente a energia solar, por isso é importante estar preparado para se adaptar ao novo modelo. 

No Mercado Livre de Energia, consumidores podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com as geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, inclusive adquirir energia de fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa.

Ao fazer a migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), as empresas podem economizar até 35% com a conta de energia elétrica. E mais: no Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias. 

Para saber mais, baixe nosso e-book gratuito e tire todas as suas dúvidas sobre o Mercado Livre de Energia.

Veja no vídeo abaixo quais são as vantagens e desvantagens do Mercado livre de Energia:

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia. Atendemos mais de 130 grupos empresariais, gerenciamos mais de 320 ativos e estamos presentes em 20 estados. 

Auxiliamos empresas a migrarem para o Mercado Livre com segurança, assim como apoiamos as tomadas de decisão e gestão de energia. 

Em relação à Digitalização, os clientes da Esfera Energia têm acesso ao Hud, nossa plataforma de comunicação e gestão de energia com todos os dados sobre consumo, performance, preço e insights de mercado. 

Ficou interessado? Fale com um de nossos especialistas!

O que são os submercados de energia e por que eles existem?

submercados-energia

Já imaginou interligar 8.516.000 km² de área para fornecer energia? Essa é a realidade do nosso país e isso não seria possível se não existissem os submercados de energia elétrica.

Hoje, a infraestrutura de transmissão e distribuição é formada por uma rede ampla e complexa que atende a maioria dos estados.

Só não podemos afirmar que 100% do Brasil está interligado, pois o estado de Roraima ainda não faz parte do SIN, e os estados Amazonas e Amapá estão apenas parcialmente vinculados ao fluxo do sistema.

Entender como funcionam os submercados de energia é importante para conhecer as possibilidades do comércio de energia no país.

Além disso, conhecendo a estrutura por trás do fornecimento, a consciência sobre os potenciais e as limitações no setor permitem desenvolver um pensamento mais sustentável nos negócios.

Quer entender melhor esse contexto? Continue a leitura e compreenda o conceito de submercados de energia, por que eles existem e como os estados estão alocados nessa divisão.

O que são submercados de energia?

Submercados de energia são as divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) que fazem a transmissão e a distribuição de energia elétrica do Brasil. Cada um possui seu próprio PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que é cobrado dentro de suas fronteiras.

Quem mantém o controle e a continuidade das operações do SIN e nos submercados de energia é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que comanda todas as etapas do fornecimento.

Acima do ONS, está a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela fiscalização e regulamentação das atividades no setor, e que também define a tarifa de energia a ser paga.

Confira no vídeo abaixo todos os detalhes sobre o Sistema Interligado Nacional:

Para que os submercados foram criados?

A extensão territorial do Brasil é um dos motivos pelos quais os submercados de energia elétrica foram criados.

Porém, não só o tamanho do território que influenciou essa decisão. As características físicas de cada parte do país impõem limitações para a instalação dos equipamentos que interligam as regiões.

Dessa forma, os submercados de energia ajudam a tornar o fornecimento de energia mais eficiente, seguro e abrangente.

Uma das vantagens da divisão atual é fazer o aproveitamento da sazonalidade de chuva de cada região, mantendo o equilíbrio no fornecimento de energia.

Outra vantagem da criação dos submercados é a confiabilidade do sistema (SIN). Se uma região passa por uma interrupção, o SIN consegue redirecionar energia de outra para suprir a necessidade de energia.

Além disso, os submercados de energia permitem balancear o uso das fontes de energia existentes, incentivando muito as fontes renováveis, o que contribui para a reduzir os custos de produção de energia elétrica e preservar o meio ambiente.

Quantos e quais são os submercados do Brasil no contexto do SIN?

Atualmente, existem quatro submercados de energia no Brasil (veja o mapa abaixo) que são:

  1. Sudeste/Centro Oeste;
  2. Sul;
  3. Nordeste;
  4. Norte.

No submercado Sudeste/Centro Oeste (laranja) estão: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre.

Do submercado de energia do Sul (cinza escuro) fazem parte: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Já o submercado do Nordeste (rosa) inclui os estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Por fim, fazem parte do submercado de energia elétrica do Norte (verde oliva): Maranhão, Tocantins, Pará, Amapá e Amazonas.

O estado de Roraima é o único que ainda não faz parte do submercado de energia do Brasil e, atualmente, o abastecimento de energia elétrica da região vem da Venezuela. Mas já existem iniciativas para integrá-lo ao mapa brasileiro.

mapa-submercado-energia-brasil-2
Mapa da divisão dos submercados de energia do Brasil.

Como funciona o mercado de energia?

Toda essa organização serve de base para organizar o funcionamento do mercado de energia no país, gerido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CEE).

Com a estrutura física para geração, transmissão, distribuição e consumo definida como vimos acima, é importante entender como funciona a parte comercial do fornecimento de energia.

Os contratos de compra de energia podem ser feitos de duas maneiras:

  • pelo Ambiente de Contratação Regulado (ACR); ou
  • pelo Ambiente de Contratação Livre (ACL).

No ACR, as distribuidoras participam de leilões para compra e fornecimento de energia por meio de licitações. O negócio é firmado em um Contrato de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR).

Em cada região do país existem diferentes distribuidoras que prestam seus serviços, cobrando um valor mensal do consumidor final de acordo com o seu consumo.

Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), não existem leilões. A compra é feita diretamente com os comercializadores ou geradores de energia.

A vantagem principal de comprar via ACL é negociar livremente preço, prazo e volume de energia necessária.

Além disso, é possível ter acesso a outras fontes de energia mais sustentáveis como energia solar, energia eólica, energia geotérmica, entre outras.

Essa alternativa é muito utilizada por empresas que gastam uma grande quantidade de energia por mês, pois a negociação nesse ambiente é realmente vantajosa.

No final do mês, o consumidor do ACL paga uma conta relacionada ao valor de energia adquirido e outra referente à distribuição paga à empresa local que presta o serviço.

Quer conhecer melhor o funcionamento desses dois ambientes? Leia também o artigo: Entenda as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

Influência do PDL de energia nos submercados

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) regula os preços de todas as negociações em cada submercado de energia elétrica nacional.

O valor máximo e mínimo do PLD é definido pela ANEEL todos os anos e leva em consideração fatores como:

  • valor do combustível;
  • necessidade de energia dos consumidores;
  • volume de produção das usinas hidrelétricas;
  • condições climáticas (abundância de chuvas, crises hídricas), entre outros.

A partir de 2021, passou a vigorar o PLD horário, ou seja, acontecem publicações diárias determinando os valores hora a hora para o dia seguinte.

Dessa forma, o PLD equilibra as diferenças entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos em cada submercado.

Entenda melhor esse cenário assistindo ao vídeo abaixo:

Quer mais liberdade para negociar energia?

Agora que você entende como funcionam os submercados de energia e as negociações possíveis, pode conhecer melhor o Mercado Livre de Energia e as suas vantagens:

Além disso, ao migrar, sua empresa pode economizar até 35% da conta de luz. Quer ver o quanto você conseguiria economizar ? Baixe a planilha de viabilidade da Esfera e faça os cálculos!