O que é tarifa azul e verde e como escolher a melhor

Diferença entre tarifa azul e verde

Ao realizar a contratação de demanda de energia, uma empresa irá se deparar com duas escolhas: as tarifas azul e verde. Elas estão diretamente relacionadas aos horário ponta e fora ponta, que diferenciam o consumo energético em determinados períodos do dia. 

Então, para ajudar nessa questão, primeiro explicaremos o que é horário ponta e fora ponta, depois mostraremos as diferenças entre a tarifa azul e verde e, por fim, como fazer a melhor escolha para o seu negócio. 

Continue lendo e veja tudo o que você precisa saber a respeito desse assunto.

Horário ponta e fora ponta

Antes de irmos à explicação sobre as tarifas azul e verde, é importante entender qual a diferença entre horário ponta e fora ponta. Esses conceitos dizem respeito à demanda e ao consumo, que, apesar de usualmente serem usados como sinônimos, têm significados diferentes.

Demanda é a potência de energia necessária para atender ao consumo em determinados períodos do dia, ou seja, a capacidade do sistema elétrico. Tal potência normalmente é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt). 

Já o consumo é a quantidade utilizada, sendo medido em kWh (quilowatt-hora) ou MWh (megawatt-hora). Uma conta de energia tradicional é o acumulado de consumo energético ao longo de um mês. 

Ao longo de um dia e em alguns períodos do ano, a demanda e o consumo de energia sofrem variações, passando por picos e baixas. No final da tarde, por exemplo, há um pico, pois as pessoas começam a acender as luzes. Já de madrugada acontecem as baixas, pois muitas empresas não estão operando e a população está dormindo. 

É por conta dessas variações que foram determinados o horário ponta e fora ponta, de modo que cobranças diferentes são feitas de acordo com a demanda e consumo — as chamadas tarifas horosazonais. 

Mas o que é tarifa horosazonal? É o valor cobrado de acordo com o consumo de energia elétrica e a potência requisitada em horários específicos ao longo do dia e também em determinados períodos do ano.

Horário ponta

O horário ponta é um período de três horas consecutivas que normalmente ocorre das 18h às 21h, exceto aos sábados, domingos e feriados. Por conta de ser um horário de alta demanda e consumo, pode haver uma cobrança triplicada de energia — ou seja, uma tarifa horosazonal, pois tem como base a necessidade de energia em um momento específico do dia. 

O objetivo dessa cobrança mais alta é justamente reduzir o pico e não sobrecarregar as linhas de transmissão. 

Horário fora ponta

Horário fora ponta são todas as demais horas do dia além do período ponta. A determinação desse intervalo varia de acordo com a concessionária, mas normalmente é das 0h às 17h59 e das 21h às 23h59.

O que são as tarifas azul e verde

Ao fazer uma contratação de valores, consumidores de alta tensão (grupo A) podem solicitar à concessionária duas opções de enquadramento tarifário: a tarifa azul e a tarifa verde. Tal enquadramento permite que diferentes perfis de consumo de empresas se encaixem melhor nas políticas de preços regulamentadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Qual a diferença entre tarifa azul e verde

A tarifa verde permite que os valores de consumo sejam ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior. 

Já a tarifa azul de energia tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta.

Então, em resumo, a diferença entre a tarifa azul e verde é a tarifa paga no consumo de ponta: a tarifa verde tem apenas um valor para demanda e um preço mais alto no transporte de ponta, ao passo que a tarifa azul tem dois valores de demanda, os quais mudam de acordo com as horas de utilização do dia. 

É importante não confundir a tarifa azul e verde com as bandeiras tarifárias. Estas têm como objetivo informar ao consumidor quando a energia está mais cara ou barata de acordo com três classificações: verde, amarela e vermelha.

Aqui estamos falando especificamente sobre a tarifa azul e verde, às quais estão relacionadas à contratação de valores de energia.

Qual a melhor tarifa para o meu negócio?

A escolha entre a tarifa azul e verde depende de alguns fatores. Por isso, é importante fazer simulações, projetar os consumos no horário ponta e fora ponta, entender qual a demanda energética da sua empresa e então tomar uma decisão. 

Além disso, é válido considerar uma migração para o Mercado Livre de Energia, principalmente porque a energia no mercado livre é cobrada pela distribuidora conforme as regras de ponta e fora ponta sob a demanda de potência e o valor não muda de acordo com os horários em que há picos de consumo.

Para te ajudar nessa decisão, você pode contar com a Esfera Energia, empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia e que também ajuda o cliente a comprar energia nos melhores momentos.

Apoiamos empresas que desejam entrar nesse mercado e fazemos todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para nossos clientes.

Além disso, também temos soluções para otimizar a previsão de custos, tornamos a gestão da contratação de energia mais eficiente e trabalhamos constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas.

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Como calcular o consumo de energia elétrica empresarial?

Descubra como calcular o consumo de energia elétrica

Quando as empresas sabem como calcular o consumo de energia elétrica, a gestão do consumo se torna muito mais assertiva, pois é possível encontrar onde há mais gasto energético e como mudar isso. 

Além disso, o cálculo do consumo empresarial é diferente do residencial, até porque as empresas estão em outro grupo de consumidores. Com o objetivo de tornar o sistema elétrico mais eficiente, foi feita uma divisão entre Grupo A e Grupo B:

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

Os integrantes do Grupo A, por exemplo, precisam determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

Por isso, é importante entender como calcular o consumo de energia, para que assim seja possível fazer negociações com mais assertividade. Além disso, quando uma empresa ultrapassa o valor de consumo que havia sido previamente acordado, é cobrada uma multa sobre isso, então é fundamental saber de fato qual é a demanda de energia para contratar o necessário.

Como calcular o consumo de energia

No Brasil, a tarifa de energia elétrica é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). De acordo com as resoluções da ANEEL, o cálculo da tarifa considera:

  • Energia gerada
  • Transporte de energia até as unidades consumidoras (transmissão e distribuição)
  • Encargos setoriais

O custo da transmissão e distribuição da energia é chamado de Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD). Em relação aos encargos setoriais, estão impostos dos governos Federal, Estadual e Municipal, respectivamente:

  • PIS/COFINS
  • ICMS (diferente entre estados)
  • Contribuição para Iluminação Pública

Além disso, desde 2004 o valor da energia elétrica também passou a ser determinado por meio de leilões. Essa “competição” é benéfica para tanto para as empresas, quanto para os consumidores, pois faz o preço cair. 

Em relação aos custos de transporte de energia, a ANEEL afirma que “atua para que as tarifas sejam compostas por custos eficientes, que efetivamente se relacionem com os serviços prestados.” Já os encargos não são de responsabilidade da ANEEL, mas estão presentes no cálculo por conta da instituição de leis. 

Na imagem abaixo estão as porcentagens de quanto cada parte do cálculo representa no custo total de energia:

Fonte: ANEEL

Para calcular o valor é preciso multiplicar o consumo de energia no período faturado (normalmente apresentado nas faturas de energia na unidade de kWh) pela soma das tarifas de energia (TE) e de uso do sistema de distribuição (TUSD), de acordo com o posto tarifário (consumo ponta e consumo fora ponta). 

O mesmo é utilizado para o cálculo de consumo de demanda: multiplica-se a demanda contratada (ou registrada) pelo valor da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD), também de acordo com o posto tarifário (ponta e/ou fora ponta).

Agora é possível entender melhor como é medido o consumo de energia elétrica no Brasil. Mas por que é importante saber disso, afinal? Vamos explicar a seguir. 

A importância de saber como calcular o consumo de energia

Um dos principais motivos que nós já mostramos aqui anteriormente é o fato de permitir que as empresas tenham mais clareza sobre quanto de energia consomem e, assim, consigam fazer contratos de compra com mais precisão. 

Isso evitará o pagamento de multas por excesso de uso e ajudará a manter o controle sobre o consumo. Aliás, ter mais controle é outra vantagem de saber fazer o cálculo, pois é a partir disso que é possível entender melhor o funcionamento de todos os dispositivos da empresa, fazer projeções e identificar o que pode ser feito para reduzir o consumo. 

Ao reduzir o consumo, por consequência haverá uma economia de energia, o que também é fundamental para qualquer empresa. Buscar soluções a todo momento para otimizar a gestão da energia elétrica é o melhor caminho para reduzir custos e ainda contribuir para o meio ambiente. 

Importante destacar que empresas que prezam pela sustentabilidade são cada vez mais notadas pelos consumidores e vistas com bons olhos. Por isso, pensar em diminuir o consumo energético tem um impacto ambiental muito significativo, então é importante ter atenção a isso. 

Por fim, saber como calcular o consumo de energia também é importante para entender que investir em equipamentos com melhor custo-benefício pode fazer toda a diferença na demanda energética da empresa. Faça uma varredura completa dos aparelhos que gastam mais e procure substituí-los assim que possível. 

Como economizar no consumo e no valor pago pelo kWh

Ao fazer os cálculos, você poderá identificar que o consumo de energia elétrica está muito alto e que o valor do kWh também está elevado. Para isso, é possível lançar mão de algumas opções. 

Um caminho é rever se o valor pago mensalmente para a distribuidora de fato está sendo consumido. Caso contrário, você pode buscar alternativas para rever o preço acordado anteriormente. 

Outra opção é migrar para o Mercado Livre de Energia, o qual permite que empresas negociem diretamente com o gerador ou comercializador de energia elétrica. Isso porque, ao deixar de comprar energia das distribuidoras tradicionais, a empresa pode entrar no mercado livre e escolher o melhor valor dentre os oferecidos por diversas geradoras.

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o mercado livre cresceu 22% no último ano. O dado é muito relevante e mostra como esse segmento está ganhando força no país.

Caso você tenha interesse em fazer a migração e não saiba por onde começar, a Esfera Energia é uma empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Fazemos todo o processo de migração com foco nos ganhos que serão gerados para nossos clientes e também representamos empresas nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

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O que é gestão de energia elétrica e como fazer com eficiência?

A importância de fazer a gestão de energia elétrica da sua empresa

Encontrar estratégias para reduzir os custos operacionais é uma tarefa constante em empresas. Nesse sentido, uma gestão de energia elétrica eficaz pode fazer toda a diferença na ponta do lápis e a economia gerada pode ser realocada para outras demandas financeiras do negócio. 

Ou seja, pensar em eficiência energética é fundamental para otimizar quanto se gasta com essa demanda, pois é possível estruturar um plano para encontrar possíveis falhas no consumo e repensar como isso pode ser feito. 

A seguir vamos apresentar tudo o que você precisa saber a respeito da gestão de energia elétrica, mostraremos por que é importante monitorar o consumo de energia e, por fim, vamos explicar como fazer uma gestão verdadeiramente eficaz. Confira!

O que é gestão de energia elétrica

Gestão de energia elétrica são ações que têm como objetivo alcançar a eficiência energética por meio da mensuração do consumo. Com base em dados, é possível encontrar oportunidades para otimizar a demanda atualmente consumida e, assim, evitar o desperdício energético.

Além da redução de custos, outros dois principais objetivos da gestão de energia elétrica são a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, como dióxido de carbono e metano, assim como a redução do risco de um consumo descontrolado acabar com a energia contratada pela empresa e parar a operação por tempo indeterminado — acarretando também na necessidade de realizar uma contratação emergencial, a qual tem um custo muito mais elevado.

Para impulsionar essa gestão e torná-la ainda mais eficiente, foi criada a ISO 50001. 

ISO 50001

ISO é a sigla para “International Organization for Standardization” e é uma federação a nível global que estabelece normas internacionais para diferentes produtos e serviços dos mais diversos segmentos.

No caso da ISO 50001, ela estabelece o Sistema de Gestão de Energia (SGE), o qual tem como objetivo otimizar o desempenho energético das empresas, englobando a eficiência energética e o consumo. 

Segundo informações da ABNT, “a ISO 50001 é apenas uma das muitas normas ISO que vão ajudar a garantir o acesso à energia acessível, confiável e moderna para todos até 2030”. Além disso, 95% dos usuários afirmaram que com a norma foi possível identificar atividades com maior consumo de energia.

Seu foco é tanto a redução das emissões de gases do efeito estufa quanto a economia gerada para as companhias por meio de uma gestão de energia elétrica eficaz. Com a norma, organizações de qualquer tipo podem traçar planos de ação para reduzir a demanda de energia e definir metas para que o objetivo seja atingido dentro de prazos estabelecidos. 

Além disso, a ISO 50001 segue um modelo de “sistema de gestão de melhoria contínua” e estabelece algumas exigências para as organizações, como o desenvolvimento de uma política para o uso adequado da energia, definir metas e objetivos para que tal política seja realizada, mensurar resultados, fazer análises com base em dados para tomar decisões mais assertivas, revisitar a política estabelecida sempre que necessário e trabalhar continuamente para otimizar a gestão de energia elétrica.

Para adquirir a norma, basta acessar o site da ABNT. Lembrando que ela não é obrigatória para nenhuma empresa.

Por que é importante monitorar o consumo de energia?

Dentre as principais vantagens de fazer a gestão da energia elétrica, estão:

  • Identificar oportunidades de otimização de recursos;
  • Entender com mais clareza quando ocorrem os picos de consumo;
  • Fazer análises comparativas das demandas energéticas;
  • Encontrar soluções para reduzir o consumo;
  • Aumento da economia para a empresa;
  • Redução da emissão de gases do efeito estufa no planeta.

A seguir explicaremos melhor a importância do monitoramento constante do consumo de energia para impulsionar a eficiência da empresa.

Ao analisar criteriosamente o consumo energético ao longo de determinados períodos, é possível identificar padrões e oportunidades de otimização. Por exemplo, ao verificar a existência de picos de consumo, uma ação importante a ser feita é checar quais equipamentos estavam sendo usados no momento e averiguar se não é válido substituí-los por outros mais eficientes. 

Porém, é importante lembrar que toda análise deve ser feita em comparação a um período anterior com condições similares de influências externas, principalmente em relação aos níveis de produção. O ideal é selecionar um período do ano vigente e compará-lo com o mesmo período do ano anterior, para citar uma opção. 

De qualquer forma, é fundamental analisar os dados continuamente para checar se as ações necessárias identificadas inicialmente continuam sendo realizadas em prol da eficiência energética. 

Não deixe que os colaboradores esqueçam da importância das ações e também preserve o hábito de fazer a manutenção recorrente de equipamentos para que o consumo não volte a aumentar.

E, claro, como já citamos anteriormente, fazer uma gestão eficiente da energia elétrica é um fator preponderante para reduzir a emissão de gases do efeito estufa que são tão prejudiciais para o planeta. Empresas que prezam pela sustentabilidade são cada vez mais bem vistas pelos consumidores, então dedique uma atenção especial a isso.

Como fazer uma gestão de energia elétrica eficaz

O primeiro passo é estruturar um planejamento com processos, metas e objetivos que devem ser atingidos por meio da gestão energética. Tal planejamento deve ser feito com base em dados obtidos a partir da mensuração da demanda atual, análise da infraestrutura da empresa e projeções sobre qual poderá ser a economia atingida caso as metas estabelecidas sejam alcançadas.

Lembre-se que a gestão energética deve ser um processo contínuo, não apenas uma ação pontual. Após identificar oportunidades de melhoria, é fundamental trabalhar de modo recorrente para que a empresa não volte a operar desperdiçando recursos e gastando mais dinheiro do que o necessário com isso. 

Em relação aos custos, caso nesse levantamento você se depare com um consumo muito alto e preços elevados, este também é o momento de considerar migrar para o Mercado Livre de Energia. 

Nele é possível escolher fornecedores de energia e não ficar mais atado aos preços das concessionárias tradicionais. Além disso, por ser um mercado com mais concorrência entre quem comercializa a energia, o valor da tarifa tende a ser mais baixo.

Aqui você confere um conteúdo completo sobre o que é e como funciona o Mercado Livre de Energia.

Caso você se interesse em fazer a migração, a Esfera Energia é uma empresa que realiza a consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia. Além disso, oferecemos soluções completas para empresas reduzirem até 35% dos custos com a conta de luz e alcançarem a eficiência energética. 

Para tornar esse processo ainda mais otimizado, também temos uma plataforma completa de comunicação e gestão, o hud, que permite acessar rapidamente todos os dados referentes à contratação e consumo da energia, bem como oferece insights sobre a performance energética, proporcionando assim uma gestão completa da energia da sua empresa.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para monitoramento de energia elétrica

Seguindo esses passos, é possível melhorar exponencialmente a gestão de energia elétrica do seu negócio e ainda contar com o suporte integral de uma consultoria especializada no assunto e que tem como foco os ganhos dos clientes. 

Converse com um de nossos especialistas!

Regras do Mercado Livre de Energia que você precisa conhecer

Conheça quais são as regras do Mercado Livre de Energia

A possibilidade de escolher um fornecedor de energia com o melhor custo benefício para sua empresa é muito atrativa, mas antes é preciso conhecer as regras do Mercado Livre de Energia.

Tendo conhecimento das principais diretrizes, é possível começar a planejar a migração para o Mercado Livre. De acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o mercado livre.

Então, se você também quer ter a liberdade de poder negociar o preço da sua energia diretamente com o fornecedor, veja quais são as regras do Mercado Livre de Energia e como fazer a migração.

Principais regras do Mercado Livre de Energia

No Mercado Livre de Energia, os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Antes de explicar quais são as regras, é preciso mostrar como o setor energético no Brasil está segmentado: 

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. Hoje representa cerca de 30% do mercado energético do Brasil.

Então, para fazer a migração para o ACL e, por consequência, para o Mercado Livre, é preciso seguir algumas regras e atender a requisitos mínimos. 

O primeiro deles é se tornar um agente na CCEE para que todos os direitos e deveres das partes envolvidas na negociação sejam garantidos. 

Depois, é preciso se enquadrar em algumas das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ e alocados no mesmo submercado ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Lembrando que empresas de qualquer segmento podem fazer parte do ACL, desde que tenham a demanda mínima de energia necessária para operar no Mercado Livre de Energia, pois não há nenhuma restrição em relação a isso. 

Estando tudo certo em relação aos requisitos anteriores, é preciso também rescindir o contrato junto à distribuidora de energia informando a migração para o Mercado Livre, que pode ser efetivada em até 12 meses, dependendo do tipo do contrato.

Confira o vídeo abaixo para entender melhor como funciona o Mercado Livre de Energia:

Tipos de contratos

Para fazer parte do Mercado Livre é preciso ser um agente da CCEE, pois é ela que faz a regulação de todas as operações. Dessa forma, as transações de compra e venda precisam ser formalizadas por dois tipos de contratos:

  • Contratos curtos: as empresas podem optar por essa modalidade principalmente caso o preço esteja alto e não queiram se comprometer com esse custo elevado por muito tempo. Além disso, após o término do contrato, é possível tentar negociar novamente com um valor mais baixo;
  • Contratos longos: esses contratos permitem que os consumidores consigam barganhar preços melhores durante a negociação, até porque uma contratação a longo prazo é benéfica também para o fornecedor. Além disso, normalmente os contratos longos são fechados quando o preço está mais baixo, o que garante uma oferta melhor para o contratante.

De qualquer forma, é importante reforçar que não há garantias. O preço da energia no Mercado Livre é muito volátil por conta de uma série de variáveis: oferta e demanda, condições climáticas, volume de produção das usinas hidrelétricas, preço do combustível, custo de déficit e relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia. 

Então, a melhor alternativa é recorrer a empresas especializadas que possam oferecer suporte para a negociação e definir as melhores estratégias para contração de energia.

Leia também: Existem riscos no Mercado Livre de Energia?

Requisitos técnicos

Dentre as regras do Mercado Livre de Energia também estão alguns requisitos técnicos necessários para a migração. Um deles é adequar o medidor de energia para o novo tipo de fornecimento que será realizado. 

Essa etapa é fundamental para que a empresa opere de acordo com as normas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da CCEE. O ponto de medição é instalado simultaneamente à realização do projeto de medição e comunicação de energia do consumidor que está migrando para o Mercado Livre. 

Tal projeto serve para documentar toda a estrutura física e elétrica do local, de modo que depois seja possível determinar qual será o sistema utilizado na operação. Então, essas informações são repassadas para os órgãos reguladores citados acima, tornando assim todo o processo legal.

Essa parte técnica pode ser um desafio para empresas que não estão habituadas ao sistema do Mercado Livre de Energia, por isso reforçamos a importância de contratar os serviços de uma empresa especializada que possa apoiar a implementação da parte técnica também.

Importante ressaltar que, para operar no Mercado Livre com segurança e de acordo com as normas vigentes, é fundamental fazer o processo de migração conforme as leis estabelecem para que não haja problemas futuros que gerem qualquer tipo de ônus jurídico ou financeiro. 

Diante disso, o mais recomendável é contar com o suporte de uma consultoria que tenha conhecimento detalhado de todas as regras do Mercado Livre de Energia e que possa fazer todo o processo burocrático pela sua empresa.

A Esfera Energia, por exemplo, é uma empresa que realiza a consultoria completa para ajudar seus clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Oferecemos uma assessoria completa no planejamento da contratação, apoiamos empresas para o cumprimento das obrigações legais e trabalhamos para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, fazemos a contratação de energia sob medida para seu negócio e operamos em conformidade com as normas da CCEE e ONS. 

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O que é um leilão de energia?

Veja o que é um leilão de energia e como funciona

Para entender o que é um leilão de energia, basta ter em mente que esse é o processo que viabiliza a contratação de energia no Brasil. Com ele é possível atender às demandas do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o qual é composto por consumidores cativos.

No ACR, a energia é comprada pelos distribuidores justamente por meio de leilões. Após isso, o preço é determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A seguir explicaremos exatamente o que é um leilão de energia, como ele é regulado, como funcionam os leilões e por que é importante que eles existam.

Confira.

O que é um leilão de energia e como ele é regulado

O leilão de energia serve para que os responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica no Brasil “disputem” entre si e garantam que a demanda do mercado seja atendida dentro de um período determinado.  

Isso significa que nos leilões ocorre uma concorrência entre os agentes do setor para que seja feita a negociação dos contratos de fornecimento de energia dentro de um prazo previamente estabelecido.

Assim, é possível definir quem serão os responsáveis pela operação ou construção das instalações de transmissão. 

Hoje os leilões de energia são o principal caminho para se contratar energia no Brasil e ocorrem desde 2002. Eles são realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com delegação da ANEEL.

Como funcionam os leilões de energia elétrica?

Hoje todo o processo ocorre online e a ANEEL determina qual é o valor máximo que a energia poderá ser comercializada no país. Os vencedores são aqueles que conseguem atingir a menor tarifa e, assim, tornam a contratação de energia mais eficiente. 

Segundo a CCEE, existem nove categorias de leilões de energia:

1. Leilão de Venda

Esse foi o primeiro leilão realizado e aconteceu em 2002. O objetivo foi disponibilizar a energia fornecida pelas geradoras federais, estaduais e privadas para os distribuidores e comercializadores. Dessa forma, todos puderam ter acesso de forma justa aos lotes de energia.

2. Leilão de Fontes Alternativas

Com o surgimento das fontes renováveis de energia, surgiu também esse tipo de leilão. Nele entraram as energias eólica, de biomassa e energia proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), aumentando assim as opções disponíveis no mercado energético brasileiro.

3. Leilão de Excedentes

Esse leilão aconteceu em 2003 e, como o próprio nome já diz, teve como objetivo vender o excesso de energia elétrica gerada pelas concessionárias e autorizadas responsáveis por isso no Brasil.

4. Leilão Estruturante

O objetivo do leilão estruturante é a compra de energia de projetos de geração indicados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e devem ser aprovados pelo presidente da República.

Esses leilões têm como foco empreendimentos que são prioridade em relação à licitação e implantação de energia por conta de seus objetivos estratégicos e por atender a determinadas demandas de interesse público.

5. Leilão de Energia de Reserva

A possibilidade de contratar energia de reserva foi uma solução encontrada para garantir mais segurança em relação ao fornecimento de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Então, para contratar esse tipo de energia (que também é vista como um “seguro”), é preciso participar dos leilões de energia de reserva.

6. Leilão de Energia Nova

Conforme novas usinas são construídas, é preciso criar alternativas para atender ao aumento de carga dessas distribuidoras. Para isso, existem os leilões de energia nova, nos quais é possível vender e contratar energia de usinas que ainda serão construídas.

Esse leilão pode ser de dois tipos: A-3, que são usinas que começarão a operar em até 3 anos, e A-5, que iniciarão suas operações comerciais em até 5 anos.

7. Leilão de Energia Existente

Esses leilões foram criados para a comercialização de energia gerada por usinas que já estão construídas e operando e que seus investimentos já tenham sido “pagos”, pois, assim, a energia possui um custo mais baixo.

8. Leilão de Compra

Os leilões de compra aconteceram em 2003 e 2004 e teve como objetivo permitir que a energia de produtores com “sobras contratuais” pudesse ser comprada pelos distribuidores.

9. Leilão de Ajuste

Por fim, esse tipo de leilão serve para readequar os contratos de aquisição de energia por conta de diferenças entre previsões realizadas e o que de fato aconteceu no mercado.

Por que é importante que existam leilões de energia?

Os leilões de energia permitem a livre concorrência e a expansão do mercado no Brasil e também regulam a forma como os contratos são negociados no país. Isso possibilita que haja uma disputa justa e que investimentos sejam feitos para a criação de novas instalações. 

Além disso, os leilões determinam quem serão os prestadores de serviço e quais são as melhores alternativas para que os custos de produção e transmissão sejam menores. Assim, no final, o consumidor é o maior beneficiado, tendo uma cobrança de tarifa adequada pela energia que está recebendo. 

Entender o que é um leilão de energia e tudo relacionado a ele pode parecer um desafio, mas a Esfera Energia está aqui para te ajudar.

Apoiamos empresas que desejam entrar no Mercado Livre de Energia e realizamos todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para os nossos clientes.

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Entenda como o preço de energia no Mercado Livre é definido

Qual o preço da energia no Mercado Livre

É comum ter dúvidas sobre o preço da energia no Mercado Livre, especialmente porque muitas variáveis impactam na definição do valor.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores têm a possibilidade de negociar o preço, prazos, volume e forma de pagamento de acordo com suas respectivas demandas, mas também há uma precificação diferente quando há uma “sobra” de energia produzida que volta para o mercado.

Aqui vamos te ajudar a entender os critérios para a definição do preço da energia Mercado Livre, mostraremos quais são as regras atualmente existentes e se há uma média de preço usada como referência.

Confira!

Como é definido o preço de energia no Mercado Livre?

Enquanto no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) o preço é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no Ambiente de Contratação Livre (ACL) existe a possibilidade de negociar valores e condições de pagamento de acordo com a geradora ou comercializadora.

No caso do reajuste feito pela ANEEL, é levado em consideração a inflação e os custos e investimentos das distribuidoras. Além disso, por conta das bandeiras tarifárias, o valor da conta de luz oscila mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade de uso de usinas termoelétricas.

Assim, no Mercado Livre de Energia as empresas conseguem encontrar melhores ofertas e obter preços inferiores aos estabelecidos no ACR, sendo possível alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica, um número muito expressivo considerando o volume de consumo das empresas.

Mas, afinal, como o preço da energia é estabelecido no Mercado Livre e por que ele consegue ser mais barato? 

Confira qual é o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

O fato é que muitas vezes as geradoras acabam produzindo mais energia do que havia sido previamente acordado para vender às distribuidoras no mercado regulado — aquele formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia.

Assim, a “sobra” acaba sendo ofertada no Mercado Livre de Energia, já que não é possível estocar/armazenar o excedente produzido. Essa diferença tem seu preço definido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Preço de Liquidação de Diferenças (PLD)

O PLD é o valor de energia calculado em R$/MWh que é utilizado na liquidação da energia no mercado de curto prazo (MCP). Ele serve para balizar os preços de todas as negociações e é definido pela CCEE para cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul). 

Além disso, o PLD é limitado por um preço mínimo e por um preço máximo, os quais são estabelecidos anualmente pela ANEEL. 

Assim, é possível dizer que o PLD serve para equilibrar os custos entre a oferta e a demanda de energia no país. Porém, seu preço é variável por conta de uma série de fatores que mostraremos a seguir.

Apesar dos contratos a longo prazo também serem negociados ao custo do PLD, o valor não sofre tanta volatilidade porque há mais tempo para consumo, ao passo que nas negociações no mercado de curto prazo o preço oscila mais pois se negocia o déficit e o excedente de energia das empresas.

E mais: ao comprar energia em grandes volumes, é possível negociar os contratos com valores mais atrativos. As empresas também são protegidas pela previsibilidade dos preços nessas negociações, pois o contrato estabelece o valor que será pago pela energia ao longo de todo o seu período de vigência.

Existem riscos no Mercado Livre de Energia? Quais são eles?

Voltando ao PLD, segundo o CCEE, “são utilizados modelos matemáticos para o cálculo do PLD”. A conta leva em consideração tanto a forte presença de usinas hidrelétricas no Brasil, quanto o risco de déficit no fornecimento, o que torna necessário recorrer à geração térmica de energia. Esse caminho aumenta os preços de operação principalmente por conta do uso de combustíveis.

Então, de modo geral, a definição considera:

  • Volume de produção das usinas hidrelétricas
  • Condições climáticas (quando mais chuva, maior o volume de água nas usinas)
  • Demanda de energia pelos consumidores
  • Preços de combustível 
  • Custo de déficit
  • Relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia

O resultado desse processo são os Custos Marginais de Operação (CMO) para cada período analisado e também para cada um dos submercados, por isso a existência dessa divisão.

Porém, em janeiro de 2021 o cálculo deixou de ser por patamar e passou a ser PLD horário, o que significa que serão feitas publicações diárias com valores hora a hora para as 24 horas do dia seguinte.

A mudança serve para todos os agentes do Mercado Livre de Energia.

Confira no vídeo abaixo uma explicação completa sobre o que é PLD e como ele é calculado:

Existe uma média de preço?

O primeiro ponto a ser considerado é justamente os valores mínimo e máximo estabelecidos anualmente pela ANEEL. Abaixo está uma tabela da CCEE com os valores vigentes desde 2017:

Como o preço de energia no Mercado Livre é estabelecido

Fonte: CCEE

Como explicamos acima, os preços costumam variar muito por conta de uma série de fatores, como clima, oferta e demanda atuais e futuras. É justamente por isso que o CCEE determina semanalmente os valores para cada submercado. 

No período de 17 a 23 de outubro, por exemplo, o preço médio das cargas nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte estava em R$ 318,45 o MWh e no Nordeste R$ 220,60.

Em 2020, por conta da pandemia, o preço da energia no Mercado Livre sofreu uma redução considerável e alcançou um dos menores patamares dos últimos anos.

Estimava-se que os valores continuariam dessa forma até 2021, mas por conta da redução das chuvas e do aumento da carga, houve novamente um aumento do PLD e, por consequência, os preços previstos para 2021 subiram também.

Acompanhar as oscilações do Mercado Livre de Energia pode ser um desafio, mas estamos aqui para te ajudar. A Esfera Energia funciona como uma consultoria que ajuda o cliente a comprar energia com o melhor preço no melhor momento possível.

Apoiamos empresas que desejam entrar nesse mercado e fazemos todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para nossos clientes.

Além disso, também temos soluções para otimizar a previsão de custos, tornamos a gestão da contratação de energia mais eficiente e trabalhamos constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

O que fazer para evitar os riscos do Mercado Livre de Energia?

riscos do mercado livre de energia

As empresas que aderem ao Mercado Livre de Energia no Brasil podem negociar as melhores condições em relação a preço, prazo e volume, além de terem total liberdade de escolha de fornecedores.
Porém, os consumidores podem estar sujeitos a riscos do Mercado Livre de Energia se não estiverem bem assessorados. Nesse caso, a queda de tarifas de energia pode não se tornar realidade, e essas empresas enfrentarem prejuízos para os quais não estavam preparadas.
Por isso, é importante conhecer quais são os riscos envolvidos na migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e tudo o que pode ser feito para evitá-los.

Os 2 maiores riscos do Mercado Livre de Energia — e como evitá-los

O Mercado Livre de Energia Elétrica é um ambiente que permite a livre negociação de consumidores com geradores ou comercializadores.

Embora as empresas possam encontrar as melhores condições de contratação, é preciso ter atenção para que negociações mal conduzidas não se transformem em grandes dores de cabeça.

Pagar tarifas mais altas do que o planejado ou fazer a contratação de volume de energia aquém da demanda necessária são os principais riscos do Mercado Livre. Entenda, a seguir, por que esses cenários podem se tornar realidade.

1. Exposição a variações de preço de energia

Uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia Elétrica no Brasil é a possibilidade de contratar energia com valores inferiores àqueles que são praticados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

Isso é possível pela configuração do Mercado Livre, que permite aos consumidores negociarem as melhores condições diretamente com geradores e comercializadores. Assim, é possível alcançar preços mais baixos do que os cobrados pelas concessionárias no Mercado Cativo.

As tarifas praticadas pelas distribuidoras sofrem o impacto das bandeiras tarifárias e, em momentos em que as condições de geração de energia são consideradas desfavoráveis — como em períodos de seca ou menor volume de chuvas —, esses valores se tornam mais caros para o consumidor cativo.

Porém, as oscilações nos volumes de chuvas impactam toda a cadeia produtiva de energia elétrica no Brasil, principalmente pela dependência de geração das usinas hidrelétricas.

Dessa forma, os valores do Ambiente de Contratação Livre não são constantes e mesmo os agentes do Mercado Livre podem sofrer com oscilação de tarifas de energia.

Como evitar a exposição a variações de preço no Mercado Livre

As variações de preços no Mercado Livre de Energia são um risco maior para as empresas que fazem a contratação de energia por prazos curtos.

Assim, no momento de necessidade de nova aquisição, esses consumidores podem encontrar tarifas mais altas do que as praticadas no Mercado Cativo.

Portanto, para evitar esse risco, é recomendável que a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) envolva uma estratégia de longo prazo.

Os consumidores podem negociar valores a serem praticados em todo o período de vigência do contrato, o que os mantém protegidos nos períodos de aumento dos preços.

Usualmente, a contratação de energia por prazos curtos é feita por consumidores de perfil arrojado.

Essas empresas contratam volume inferior à toda sua demanda e aguardam oportunidades para comprar o restante em contratos de curto prazo, visando aproveitar momentos de queda de preço.

Entretanto, é válido ressaltar que essa estratégia apresenta um grande risco para os consumidores e somente deve ser realizada com o acompanhamento de consultorias especializadas em compra e venda de energia no Mercado Livre.

2. Volume de energia inadequado para o consumo

Um risco para as empresas que fazem a migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o Mercado Livre é uma análise inadequada do volume de energia a ser contratado.

Na negociação com geradoras ou comercializadoras, os consumidores precisam fazer previsões de qual será seu gasto de energia elétrica durante o tempo contratado. Caso essa previsão seja mal feita, é possível que a empresa não receba a energia necessária.

Além disso, a projeção incorreta sobre a demanda de energia elétrica pode levar o consumidor a ficar exposto aos preços de curto prazo, prejudicando os ganhos financeiros que teria com a migração.

Como evitar erros na avaliação de demanda de energia elétrica

Para evitar que o volume de energia contratado não atenda à demanda da empresa, é recomendável contar com a assessoria de consultorias especializadas em analisar todas as variáveis que impactam o Mercado Livre de Energia no Brasil.

Um dos passos na migração para o Mercado Livre de Energia é realizar estudos de viabilidade econômica. Nesta etapa, devem ser realizados estudos comparativos com as previsões de gastos para os mercados cativo e livre.

Toda a análise que engloba as variáveis que impactam nos preços e no consumo de energia elétrica são realizadas pelas consultorias, que se responsabilizam por gerir riscos de volume e preço para os seus clientes.

Uma boa alternativa para evitar que o volume contratado esteja inadequado para a demanda é firmar contratos que prevejam consumo flexível, como 10% acima ou abaixo do total contratado — os percentuais de flexibilidade devem ser negociados entre consumidores e vendedores.

Essa flexibilidade assegura que haja redução do risco de déficits e superávits.

Quer se preparar para esses riscos do Mercado Livre? Baixe o nosso ebook gratuito:

Como se prevenir de riscos do Mercado Livre de Energia

Como vimos, a falta de acompanhamento adequado na migração para o Mercado Livre de Energia e também na compra de energia elétrica pode representar prejuízos para as empresas.

Somente os agentes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e registrados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) podem orientar consumidores que desejam migrar para o Mercado Livre.

É recomendável que a migração e a compra de energia no Mercado Livre sejam acompanhadas por consultorias especializadas no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Caso sua empresa deseje migrar do Mercado Cativo e se tornar uma agente do Mercado Livre de Energia, a Esfera Energia realiza o planejamento de migração com análises técnica e regulatória minuciosas, para mapear, desde o começo, os ganhos a serem gerados. 

O acompanhamento vai desde a contratação de energia até as questões burocráticas que envolvem a migração, com ações rápidas a cada ajuste regulatório. 

Para que sua empresa se previna dos riscos do Mercado Livre de Energia, fale com um especialista Esfera!

Conheça as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia

Mercado Livre de Energia Vantagens e Desvantagens

A possibilidade de contratação de energia elétrica no Mercado Livre de Energia pode representar uma grande vantagem competitiva. Afinal, a compra no Ambiente de Contratação Livre (ACL) permite negociar as melhores condições, o que pode refletir em significativa redução de custos operacionais.

No entanto, a possibilidade de reduzir custos não é a única vantagem desfrutada por quem participa do Mercado Livre de Energia. As empresas que negociam diretamente com geradores ou comercializadoras percebem diversos outros benefícios da migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

A seguir, apresentamos quais são as vantagens e as desvantagens do Mercado Livre de Energia e também os fatores que devem ser observados para que sua empresa consiga tirar o melhor proveito dessa migração.

Vantagens do Mercado Livre de Energia

  • Liberdade de escolha do fornecedor
  • Contratação de carga sob medida
  • Redução significativa nos custos com energia elétrica
  • Previsibilidade orçamentária
  • Amplo poder na tomada de decisões
  • Sustentabilidade

Liberdade de escolha do fornecedor

O Ambiente de Contratação Regulada (ACR) é formado por consumidores cativos, que podem adquirir energia elétrica apenas da concessionária responsável pela distribuição de energia em sua região. Assim, não há qualquer liberdade de escolha de fornecedor. 

Já o Mercado Livre de Livre é formado pelos consumidores livres ou especiais, que podem negociar diretamente com a geradora ou comercializadora de energia elétrica.

Dessa forma, a empresa que atua no Ambiente de Contratação Livre (ACL) pode identificar qual geradora atende melhor às suas demandas e negociar as melhores condições de contratação, como preço, prazo, volume e forma de pagamento.

Contratação de carga sob medida 

No Mercado Livre, o consumidor pode contratar o volume de energia de acordo com a demanda de sua empresa numa negociação feita diretamente com a geradora. Assim, há flexibilidade para adequar preço, volume, prazo e forma de reajuste, além de prever sazonalidades. 

O acordo com a comercializadora pode prever a adequação do fornecimento aos períodos em que a companhia demanda mais energia elétrica para a sua produção.

Essa é uma principais vantagens do Mercado Livre de Energia em relação ao Ambiente de Contratação Regulada, afinal, os consumidores cativos não têm a possibilidade de adequar produtos e condições ao seu perfil de consumo. 

Redução em até 35% nos custos com energia elétrica

Em comparação com os preços praticados pelas distribuidoras de energia, os valores negociados no Mercado Livre de Energia são extremamente competitivos. Dessa forma, os consumidores alcançam até 35% de redução de custos com energia elétrica.

Para que essa liberdade de negociação se torne efetivamente uma vantagem, é preciso que a empresa mantenha monitoramento do mercado e analise as variáveis que permitam identificar os melhores momentos de compra.

Também é recomendável que sejam feitas cotações com vários players, para garantir que a aquisição de energia elétrica seja feita dentro das melhores condições.

Previsibilidade orçamentária

Na contratação de energia elétrica no Mercado Livre, as empresas negociam valores que serão válidos por todo o período de contrato. Assim, não ficam suscetíveis às bandeiras tarifárias que influenciam os valores cobrados pelas concessionárias. 

Em momentos em que as condições de geração de energia são consideradas desfavoráveis — como em períodos de seca ou menor volume de chuvas —, as tarifas se tornam mais caras para o consumidor cativo. 

Dessa forma, as empresas que seguem no Ambiente de Contratação Regulada não conseguem manter o mesmo controle de custos alcançado por aquelas que estão no Mercado Livre.

Amplo poder na tomada de decisões

O Mercado Livre de Energia é um ambiente de negociação que possibilita a escolha do fornecedor de acordo com os critérios estabelecidos pela própria empresa. A decisão sobre a melhor relação entre custo e benefício fica inteiramente nas mãos do consumidor.

Diante da possibilidade de controlar toda a estratégia de compra de energia elétrica, as empresas do Mercado Livre podem ter uma grande vantagem competitiva sobre concorrentes que estão no Mercado Cativo.

Enquanto os consumidores livres negociam as melhores condições e podem obter significativa redução de custos, quem segue no Ambiente Regulado é refém dos valores determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Sustentabilidade

Os consumidores do Mercado Livre de Energia têm a vantagem de poder comprar energia de fontes renováveis, diminuindo impactos negativos para o meio ambiente, como a emissão de gases de efeito estufa. 

Além disso, essas empresas se posicionam positivamente diante de seu público consumidor como companhias sustentáveis.

Embora sejam diversas as vantagens do Mercado Livre de Energia, é preciso ter atenção aos riscos que uma migração mal conduzida pode trazer para os consumidores. Entenda, a seguir, quais são os pontos de atenção para quem pretende participar do Ambiente de Contratação Livre.

Desvantagens do Mercado Livre de Energia

  • Exposição a variações de preço
  • Volume de energia inadequados para o consumo

Exposição a variações de preço

Embora a participação no Mercado Livre de Energia permita negociar as melhores condições diretamente com a geradora ou comercializadora, o consumidor precisa estar atento às variações de preço que ocorrem no Ambiente de Contratação Livre.

Geralmente, as empresas que fazem a migração do Mercado Cativo alcançam grande redução de custos com energia elétrica. Porém, a prática de valores inferiores no Mercado Livre não é constante. 

Por isso, é preciso criar uma estratégia de compra para que a empresa consiga tirar proveito dos momentos em que indicativos de preço sejam favoráveis. 

Volume de energia inadequados para o consumo

Outro ponto de atenção para as empresas que fazem a migração do Ambiente Regulado para o Mercado Livre é a análise correta da demanda de consumo. 

Na negociação com geradores ou comercializadoras, os consumidores precisam fazer previsões de qual será seu gasto de energia elétrica durante o tempo contratado. Caso essa previsão seja mal feita, é possível que a empresa não receba a energia necessária. 

Assim, é recomendável contar com a assessoria de consultorias especializadas em analisar todas as variáveis que impactam o Mercado Livre de Energia no Brasil.

No vídeo abaixo fizemos um resumo de todas as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia, confira:

Como assegurar as vantagens do Mercado Livre de Energia

Se sua empresa deseja migrar do Mercado Cativo e se tornar uma agente do Mercado Livre de Energia, a Esfera Energia realiza o planejamento de migração com análises técnica e regulatória minuciosas, deslumbrando, desde o começo, os ganhos a serem gerados.

Os consumidores ganham voz na negociação com os maiores geradores de liquidez deste mercado em busca dos melhores termos para os seus orçamentos, sem conflitos de interesse ou qualquer forma de comissionamento.

O acompanhamento vai desde a contratação de energia até as questões burocráticas que envolvem a migração, com ações rápidas a cada ajuste regulatório. Para que sua empresa consiga desfrutar de todas as vantagens do Mercado Livre de Energia, fale com um especialista Esfera!

Entenda as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia

diferenças entre acr e acl

Quem deseja entender como funciona o mercado de contratação de energia elétrica no Brasil precisa compreender o que significam Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Essas duas siglas se referem aos dois modelos de compra de energia no país, e entender como cada um deles funciona pode representar uma grande diferença no valor gasto com as contas de energia.

Continue conosco para saber a diferença entre Ambiente de Contratação Regulada e Ambiente de Contratação Livre. Ao fim deste conteúdo, você terá todas as informações necessárias para entender qual é o melhor modelo de compra de energia elétrica para a sua empresa.

Caso queira uma explicação rápida sobre o assunto, neste vídeo detalhamos as diferenças entre o ACR e o ACL, confira:

Continue lendo e saiba mais!

O que é o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e como funciona

O Ambiente de Contratação Regulada (ACR) é formado pelos consumidores cativos. Nele, a energia é comprada pelas distribuidoras por meio de leilões, e o preço é determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O consumidor cativo é aquele que só pode comprar energia elétrica da concessionária responsável pela distribuição em sua região, naquele que é o modelo mais comum para residências e pequenas empresas.

No Mercado Cativo, as tarifas são reguladas pelo governo, e cada unidade consumidora paga uma fatura mensal, que inclui o serviço de distribuição e a geração de energia.

O preço de energia elétrica pago pelo consumidor é influenciado pelo sistema de bandeiras tarifárias praticadas pela ANEEL. Quando as condições de geração de energia são consideradas desfavoráveis — em períodos de seca, por exemplo —, as tarifas se tornam mais caras para o consumidor.

O que é o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e como funciona

O Ambiente de Contratação Livre (ACL) é aquele conhecido como o Mercado Livre de Energia. Neste ambiente de negociação, os consumidores negociam as condições de compra de energia elétrica diretamente com as geradoras ou comercializadoras.

No ACL, o consumidor mantém dois contratos: um com a distribuidora, pelo uso do fio de transmissão, e outro com a geradora, que será a responsável por comercializar a energia.

A fatura paga pelo serviço de distribuição feito pela concessionária local tem preço regulado. Já as condições referentes a preço, prazo e volume de energia são livremente negociadas entre o consumidor livre e a geradora ou comercializadora.

Dessa forma, no Mercado Livre de Energia, as empresas podem encontrar melhores condições e negociar valores inferiores àqueles que normalmente pagariam pela energia comprada das distribuidoras no Ambiente de Contratação Regulada.

Enquanto o ACR tem os consumidores cativos, o Ambiente Livre é formado por consumidores livres e consumidores especiais.

Os consumidores livre são aqueles que têm demanda mínima de 1.500 kW e possibilidade de escolha de seu fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação.

Já os consumidores especiais têm demanda entre 500 kW e 1,5 MW, com o direito de adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes incentivadas especiais (eólica, biomassa ou solar).

Caso o consumidor não tenha demanda suficiente para operar sozinho no Ambiente de Contratação Livre, é possível realizar comunhão com outras unidades consumidoras para atingir o nível mínimo de demanda de 0,5 MW.

Nesse caso, empresas vizinhas ou do mesmo grupo econômico somam suas demandas para chegar aos 500 kW.

Aproveite e confira o vídeo abaixo com todos os detalhes sobre como funciona o Mercado Livre de Energia:

Diferenças entre ACR e ACL na contratação de energia elétrica

A principal diferença entre Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e Ambiente de Contratação Livre (ACL) está no modelo de contratação de energia elétrica.

Enquanto o consumidor pode negociar as condições de preço, prazo e volume diretamente com a geradora ou comercializadora no Mercado Livre de Energia, os valores praticados no Ambiente Regulado são estabelecidos pelo governo, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Porém, essa não é a única diferença entre ACR e ACL. Confira, abaixo, quais são as particularidades de cada um dos ambientes de contratação de energia elétrica no Brasil.

ACR_ACL

Quem participa

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): geradoras, distribuidoras e comercializadoras de energia elétrica, sendo que as comercializadoras podem negociar energia apenas nos leilões realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sob delegação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): geradoras de energia elétrica, comercializadoras, consumidores livres e consumidores especiais.

Como é a contratação de energia elétrica

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): realizada por meio de leilões pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sob delegação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os consumidores finais adquirem a energia elétrica distribuída pelas concessionárias que atuam em suas regiões.
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): acontece em livre negociação entre os consumidores de energia elétrica e geradoras e comercializadoras.

Quais são os tipos de contrato

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): chamado de Contrato de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR), é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): preço, prazo, volume de energia, forma de pagamento e todos os outros fatores relacionados ao acordo são estabelecidos livremente entre consumidores e geradoras ou comercializadoras.

Como é determinado o preço da energia elétrica

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): estabelecido em leilão realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Para o consumidor final, as tarifas são reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e podem sofrer oscilações de acordo com a bandeira tarifária vigente.
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): o preço, assim como a forma de pagamento e o prazo, é acordado entre o consumidor e a geradora ou comercializadora de energia elétrica.

Como migrar do Ambiente Regulado para o Ambiente Livre

O Mercado Livre de Energia permite que as empresas negociem as melhores condições de compra de energia elétrica e, assim, possam atingir grandes índices de economia. Porém, para realizar a migração do Ambiente Regulado, é necessário que a empresa atenda a todos os requisitos para participação no Ambiente Livre.

Assim, é recomendável recorrer a consultorias especializadas, que fornecem o acompanhamento de todo o processo de migração de ACR para ACL.

A Esfera Energia realiza o planejamento com análises técnica e regulatória minuciosas, deslumbrando, desde o começo, os ganhos a serem gerados.

Os consumidores ganham voz na negociação com os maiores geradores de liquidez deste mercado em busca dos melhores termos para os seus orçamentos, sem conflitos de interesse ou qualquer forma de comissionamento.

O acompanhamento vai desde a contratação de energia até as questões burocráticas que envolvem a migração para o Mercado Livre, com ações rápidas a cada ajuste regulatório. Para entender as necessidades de sua empresa, fale com um especialista Esfera!

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil

Mercado Livre de Energia CCEE

As empresas que decidem atuar no Mercado Livre de Energia no Brasil devem se vincular à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Essa é a entidade que regula a compra e venda de energia elétrica no Brasil.

Atualmente, a CCEE conta com mais de 10 mil associados. Entender o seu funcionamento é fundamental para compreender como é definido o preço de energia elétrica no Brasil e identificar quais são as melhores condições de negociação no Mercado Livre de Energia.

Continue conosco para saber como funciona a CCEE, como é composta a entidade e o que é levado em consideração para o cálculo do preço de energia elétrica no Brasil.

O que é e como funciona a CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a entidade responsável por gerir o mercado de energia elétrica no Brasil. Sem fins lucrativos, ela foi criada pela Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004, e é regulamentada pelo decreto Nº 5.177, de 12 de agosto de 2004.

A CCEE viabiliza as atividades de compra e venda de energia elétrica no país e realiza a contabilização e a liquidação financeira no mercado de curto prazo.

Assim, a entidade faz o cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), divulgado de hora em hora e usado para valorar as operações de compra e venda de energia no Brasil.

Entenda o que é PLD e como ele é calculado no vídeo abaixo:

Responsabilidades da CCEE

Conforme a própria entidade, são responsabilidades da CCEE:

  • Implantar e divulgar regras e procedimentos de comercialização;
  • Fazer a gestão de contratos do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e do Ambiente de Contratação Livre (ACL);
  • Manter o registro de dados de energia gerada e de energia consumida;
  • Realizar leilões de compra e venda de energia no ACR, sob delegação da Aneel;
  • Realizar leilões de Energia de Reserva, sob delegação da Aneel, e efetuar a liquidação financeira dos montantes contratados nesses leilões;
  • Apurar infrações que sejam cometidas pelos agentes do mercado e calcular penalidades;
  • Servir como fórum para a discussão de ideias e políticas para o desenvolvimento do mercado, fazendo a interlocução entre os agentes do setor com as instâncias de formulação de políticas e de regulação.

Como é formada a CCEE

A CCEE é uma entidade sem fins lucrativos, sendo mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil, como as empresas geradoras (concessionárias de serviço público, produtores independentes e autoprodutores), distribuidoras, comercializadoras, importadoras e exportadoras de energia elétrica, além dos consumidores livres.

Um Conselho de Administração, composto por cinco membros eleitos pela Assembleia Geral dos Associados, é responsável pela gestão da entidade. 

Já a Superintendência da CCEE garante a execução das decisões e diretrizes estratégicas adotadas pelo Conselho de Administração e atua como responsável pelas questões operacionais da instituição. 

O organograma da entidade é composto ainda pelo Conselho Fiscal, cuja função é zelar pelo cumprimento dos deveres estatutários e fiscaliza os atos administrativos.

Em abril de 2021, a CCEE chegou à marca de mais de 10 mil associados, o  que representa um crescimento de 20%, comparado com o mesmo período de 2020. 

Entre eles, crescimento de 22% dos consumidores especiais, ou seja, aqueles que têm demanda entre 500 kW e 1,5MW. 

Já os consumidores livres — que têm demanda mínima de 1.500 kW — crescimento de 11%.

Como a CCEE calcula o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD)

A CCEE é responsável pela contabilização e pela liquidação financeira no mercado de curto prazo de energia. A entidade realiza o cálculo e da divulgação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é usado como referência de valores nas operações de compra e venda de energia.

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, “o PLD é calculado pela CCEE diariamente para cada hora do dia seguinte, considerando a aplicação dos limites máximos (horário e estrutural) e mínimo vigentes para cada período de apuração e para cada submercado”.

Para o cálculo do PLD, a CCEE leva em consideração que a maior parte do parque de energia elétrica do Brasil é formado por hidrelétricas. O objetivo é manter o equilíbrio entre a capacidade de energia atual das águas e a capacidade futura de armazenamento, medido em termos da economia esperada dos combustíveis das usinas termelétricas.

Embora o máximo consumo de energia hidrelétrica possa minimizar os custos de combustível e ser a alternativa mais econômica, esse raciocínio poderia levar a riscos futuros.

A confiabilidade de fornecimento de energia elétrica no Brasil depende justamente de manter o nível dos reservatórios o mais elevado possível. Por isso, é feito o uso de gerações térmicas, o que aumenta os custos de operação.

Assim, para definir a geração hidráulica e a geração térmica de cada submercado, a CCEE utiliza modelos matemáticos que consideram:

  • condições hidrológicas;
  • demanda de energia;
  • preços de combustível;
  • custo de déficit;
  • entrada de novos projetos;
  • disponibilidade de equipamentos de geração e transmissão.

A partir da análise desses fatores e da definição das gerações elétrica e térmica, são alcançados os Custos Marginais para Operação (CMO) para o período estudado.

Para o cálculo do PLD, não são consideradas restrições de transmissões em cada submercado. A CCEE considera a energia comercializada como disponível de forma igualitária em todos os pontos de consumo. Dessa forma, é praticado o mesmo preço para todas as regiões.

O Preço de Liquidação das Diferenças é divulgado diariamente e impacta no valor que os consumidores do Mercado Livre de Energia negociam com geradoras ou comercializadoras.

Assim, para assegurar as melhores condições de negociação, é recomendável que as empresas contem com o acompanhamento de consultorias especializadas.

Aproveite e confira o vídeo abaixo com todos os detalhes sobre como funciona o Mercado Livre de Energia:

Esfera Energia analisa variáveis e diferentes cenários do Mercado Livre de Energia para identificar os melhores preços para seus clientes. Além disso, são realizadas cotações com diferentes players antes da escolha de uma comercializadora.

Fale com um especialista da Esfera e encontre as melhores condições de preços, prazos e volume ao comprar a energia elétrica para sua empresa!