Entenda o que é o CNPE e qual a sua função no setor elétrico brasileiro

informações sobre a função do CNPE no setor elétrico brasileiro

Para que o setor elétrico funcione de forma ordenada e segura, incluindo o Mercado Livre de Energia, é necessário que existam normas e instituições reguladoras, como é o caso do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Se você não sabe qual é o papel desse órgão e qual a sua importância, continue lendo e aprenda sobre o CNPE.

O que é o CNPE?

CNPE é a sigla para Conselho Nacional de Política Energética, órgão responsável por assessorar o presidente da República a respeito de assuntos relacionados à formulação de políticas nacionais e diretrizes energéticas. Ele foi criado em 1997 e é presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Dentre seus objetivos está o de assegurar que todas as áreas do país sejam devidamente contempladas pela energia, assim como revisar a matriz energética para que os recursos energéticos sejam melhor aproveitados.

O CNPE foi instituído por meio da Resolução Normativa ANEEL n. 482, de 17 de abril de 2012.

Instituições reguladoras do setor elétrico, incluindo o CNPE

Para que serve o Ministério de Minas e Energia?

O Ministério de Minas e Energia supervisiona e controla as políticas relacionadas ao desenvolvimento energético do país. Algumas das autarquias vinculadas ao MME são a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

Qual é a função do CNPE?

A função do CNPE é otimizar o aproveitamento dos recursos energéticos do país, por exemplo os combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), biocombustíveis e energia termonuclear. Além disso, cabe a ele oferecer os insumos necessários para que o governo federal consiga tomar decisões mais assertivas sobre a energia do país por meio da assessoria das agências reguladoras.

Também cabe ao CNPE assegurar que todas as áreas do país sejam contempladas com energia elétrica, mesmo as mais remotas e de difícil acesso, assim como traçar diretrizes relacionadas à importação e exportação de petróleo e gás natural.

Além disso, o CNPE está em um dos leilões de energia que ocorrem no Mercado Cativo, o leilão estruturante. Nele se dá a compra de energia de projetos de geração indicados pelo CNPE, os quais devem ser aprovados pelo presidente da República.

Entenda o que é o Mercado Cativo de Energia e quais as diferenças para o Mercado Livre.

O Decreto nº 3.520 de 21 de junho de 2000 estabelece quais são as atribuições da CNPE e destacamos algumas delas a seguir:

  • “Promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do país, em conformidade com o disposto na legislação aplicável e com os seguintes princípios:
    • Preservação do interesse nacional;
    • Promoção do desenvolvimento sustentado, ampliação do mercado de trabalho e valorização dos recursos energéticos;
    • Proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos;
    • Proteção do meio ambiente e promoção da conservação de energia;
    • Garantia do fornecimento de derivados de petróleo em todo o território nacional, nos termos do § 2o do art. 177 da Constituição Federal;
    • Incremento da utilização do gás natural;
    • Identificação das soluções mais adequadas para o suprimento de energia elétrica nas diversas regiões do país;
    • Utilização de fontes renováveis de energia, mediante o aproveitamento dos insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis;
    • Promoção da livre concorrência;
    • Atração de investimentos na produção de energia;
    • Ampliação da competitividade do país no mercado internacional;
    • Incremento da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional; 
    • Garantia de suprimento de biocombustíveis em todo o território nacional (incluído pelo Decreto nº 5.793, de 29.5.2006);
  • Assegurar, em função das características regionais, o suprimento de insumos energéticos às áreas mais remotas ou de difícil acesso do país (…)
  • Rever periodicamente as matrizes energéticas aplicadas às diversas regiões do país, considerando as fontes convencionais e alternativas e as tecnologias disponíveis;
  • Estabelecer diretrizes para programas específicos, como os de uso do gás natural, do carvão, da energia termonuclear, dos biocombustíveis, da energia solar, da energia eólica e da energia proveniente de outras fontes alternativas (redação dada pelo Decreto nº 5.793, de 29.5.2006);
  • Estabelecer diretrizes para a importação e exportação, de maneira a atender às necessidades de consumo interno de petróleo e seus derivados, gás natural e condensado, e assegurar o adequado funcionamento do Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e o cumprimento do Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis, de que trata o art. 4o da Lei no 8.176, de 8 de fevereiro de 1991.”

Quem são os integrantes do CNPE?

De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia, os integrantes da CNPE são divididos entre efetivos e designados.

Membros efetivos: 

  • Ministro de Estado de Minas e Energia (presidente do CNPE)
  • Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República
  • Ministro de Estado das Relações Exteriores
  • Ministro de Estado da Economia
  • Ministro de Estado da Infraestrutura
  • Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  • Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
  • Ministro de Estado do Meio Ambiente
  • Ministro de Estado do Desenvolvimento Regional
  • Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
  • Presidente da Empresa de Pesquisa Energética

Membros designados:

  • Representante dos Estados e do Distrito Federal
  • Representante da Sociedade Civil, especialista em matéria de energia
  • Representante de Universidade Brasileira, especialista em matéria de energia

Como o CNPE e o Mercado Livre de Energia estão relacionados?

O Conselho Nacional de Política Energética é apenas uma das diversas instituições que regulamentam o setor elétrico no Brasil e, por consequência, o Mercado Livre de Energia também. 

O papel de todas elas é garantir a segurança tanto para os clientes quanto para as geradoras e distribuidoras, assim como possibilitar que todos tenham acesso à energia.

Quer saber mais? Conheça as instituições do setor elétrico que regulamentam o setor elétrico e o Mercado Livre de Energia.

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Agora que você já sabe o que é e qual é a função do CNPE, vale entender melhor como o Mercado Livre de Energia pode contribuir para a redução de custos com a energia.

Como ele está no Ambiente de Contratação Livre (ACL), é possível negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores, assim como adequar a demanda contratada ao seu perfil de consumo. Por conta disso, existe a possibilidade de alcançar até 35% de economia na conta de luz.

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O que é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e qual sua atuação?

Explicação sobre o que é a Empresa de Pesquisa Energética EPE

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tem um papel muito importante no que diz respeito ao planejamento do setor energético brasileiro. A instituição é responsável pelos estudos que baseiam as decisões tomadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), assim como por pesquisas e projeções sobre a matriz energética brasileira, dentre diversas outras atribuições. 

Neste artigo você vai conhecer mais detalhes sobre o que é a EPE, quais são suas responsabilidades e como ela influencia o setor energético do país. 

Continue lendo!

O que é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)?

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é uma instituição pública federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Cabe à empresa o desenvolvimento de estudos e pesquisas que fornecem os insumos necessários para o planejamento do setor energético feito pelo MME. Os levantamentos cobrem: energia elétrica, petróleo, gás natural, carvão mineral, fontes renováveis de energia, energia nuclear e eficiência energética, dentre outras.

As áreas de atuação da EPE são:

  • Energia elétrica
  • Estatísticas
  • Economia de energia
  • Petróleo, gás e biocombustíveis
  • Estudos socioambientais e meio ambiente
  • Planejamento estratégico

A empresa foi criada em 2004 por meio da Lei nº 10.847/2004 e suas operações iniciaram efetivamente em 2 de maio de 2005. Sua sede fica em Brasília, mas conta também com um escritório no Rio de Janeiro. 

A estrutura da EPE é formada por quatro diretorias e dez superintendências:

  • Diretoria de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais
      • Superintendência De Estudos Econômicos e Energéticos
      • Superintendência de Meio Ambiente
  • Diretoria de Estudos de Energia Elétrica
      • Superintendência de Planejamento da Geração
      • Superintendência de Projetos da Geração
      • Superintendência de Transmissão de Energia
  • Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis
      • Superintendência de Petróleo
      • Superintendência de Gás Natural e Biocombustíveis
  • Diretoria de Gestão Corporativa
    • Superintendência de Recursos Financeiros
    • Superintendência de Recursos Logísticos
    • Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicações


Para conhecer mais sobre a EPE, a empresa disponibiliza a série “O papel da EPE”.

Qual é o papel da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)?

A EPE foi criada para dar respaldo nas questões que tangem o “desenvolvimento sustentável da infraestrutura energética do país”. Vale reforçar que o planejamento energético do Brasil cabe ao Ministério de Minas e Energia, de modo que os estudos e pesquisas da Empresa de Pesquisa Energética fornecem as informações necessárias para garantir mais assertividade nas decisões tomadas pelo MME.

Seu trabalho se inicia a partir das definições de políticas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do MME. A partir disso, a empresa passa a criar os estudos que vão embasar o desenvolvimento do setor energético brasileiro. Por isso, tem um papel fundamental para garantir um planejamento eficiente. 

Dentre suas responsabilidades, compete a ela “elaborar estudos necessários para o desenvolvimento dos planos de expansão da geração e transmissão de energia elétrica de curto, médio e longo prazo”. 

Assim, considerando os principais estudos e pesquisas desenvolvidos pela EPE, destaque para o Balanço Energético Nacional (BEN), uma publicação anual a respeito da oferta e consumo da energia no país, o qual completou 50 anos em 2020.

Confira o vídeo da Empresa de Pesquisa Energética sobre o BEN:

Há também o Plano Decenal de Expansão de Energia, que traz as perspectivas de expansão do setor de energia para os próximos 10 anos, e o Plano Nacional de Energia 2050 (PNE), um documento com a estratégia do desenvolvimento energético do Brasil a longo prazo

Ambos envolvem “cenários macroeconômicos, projeção de demanda dos diversos recursos energéticos, tecnologias de geração e expansão do sistema de geração elétrica, expansão do sistema de transmissão elétrica, produção de petróleo e gás natural, oferta de derivados do petróleo, oferta de gás natural, oferta de biocombustíveis, eficiência energética e análise socioambiental”.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também desenvolve documentos com análises periódicas sobre o mercado de energia, dentre eles Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, Boletim Trimestral de Conjuntura Energética, Anuário Estatístico de Energia Elétrica e o Boletim de Conjuntura da Indústria de Petróleo.

Outro papel desempenhado pela EPE é na comercialização de energia no país. O setor energético brasileiro atualmente é segmentado em dois “ambientes”: o Ambiente de Contratação Livre (ACL), o qual é o Mercado Livre de Energia, e o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o Mercado Cativo.

Entenda as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

No Mercado Livre de Energia, os consumidores podem negociar diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica, enquanto no Mercado Cativo os consumidores utilizam a energia fornecida por meio dos distribuidores. Estes, por sua vez, compram a energia através de leilões

Tais leilões são promovidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e coordenados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), enquanto a EPE fornece o “desenho, habilitação de fontes e definição de parâmetros, preços teto, cálculo de garantia física”, dentre outros aspectos fundamentais para a realização dos leilões de energia.

Quais os órgãos responsáveis pela eficiência energética no Brasil?

A EPE atua com diversos órgãos e instituições responsáveis pela eficiência energética no Brasil, por isso vale conhecer quais são eles:

  • Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)
  • Ministério de Minas e Energia (MME)
  • Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
  • Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
  • Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)
  • Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP)
  • Agência Nacional de Águas (ANA)

Quer saber mais sobre cada uma delas? Conheça aqui as instituições do setor elétrico.

Deu para entender o que é EPE e qual sua importância para o desenvolvimento energético do país? Aqui você também viu uma breve introdução sobre o Mercado Livre de Energia, o qual pode ser uma alternativa para sua empresa economizar até 35% na conta de luz.

Se você ficou interessado em saber mais a respeito do Mercado Livre de Energia, a Esfera Energia pode te ajudar. 

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O que é o PNE 2050? Entenda a importância e as diretrizes do plano

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O PNE 2050 é o Plano Nacional de Energia feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) baseado nas diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) com o objetivo de apresentar a estratégia para o uso e expansão em longo prazo dos recursos energéticos do país.

As novas recomendações e diretrizes do Plano Nacional de Energia foram aprovadas em dezembro de 2020 pelo atual ministro do MME, Bento Albuquerque.

O plano anterior a esse foi o PNE 2030, lançado em 2007, que vamos falar mais adiante.

Analisar e ter uma visão para o futuro sobre as fontes de energia permite não só criar políticas sustentáveis para o uso, mas também utilizá-las de forma inovadora.

E esse é o propósito do Plano Nacional de Energia, guiar o país por meio de práticas que aproveitem ao máximo as fontes tradicionais e investir em outras tendências como formas de energia renováveis e mais limpas.

Quer saber mais sobre o PNE 2050 e quais são as diretrizes do plano? Continue lendo e entenda!

O que é o Plano Nacional de Energia?

O Plano Nacional de Energia ou PNE 2050 é um documento onde estão traçadas as principais metas para o uso das fontes de energia do país.

A energia é um fator essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Não só as fábricas e empresas, mas também escolas e universidades e centros de pesquisa dependem de energia para funcionar.

Dessa forma, é estratégico que um país elabore um plano que oriente a criação de boas práticas para que os recursos energéticos não se esgotem e sejam melhor aproveitados.

Além disso, é essencial que a energia seja bem distribuída e chegue a todos os pontos do país, permitindo um desenvolvimento igualitário.

O PNE 2050 atualizou as metas do governo para o setor de energia com ações que devem ser realizadas até o ano de 2050.

No lançamento do plano, o ministro Bento Albuquerque explicou que para acompanhar melhor as diretrizes, o PNE 2050 passará por uma revisão para aperfeiçoamento a cada cinco anos.

Como exemplo, ele destacou que as fontes renováveis têm crescido sobremaneira. “No plano anterior, em 2005, não se falava nem de (energia) eólica e solar. Essas fontes já representam mais de 10% da matriz”, destacou o ministro.

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Fonte: Relatório final PNE 2050.

Qual o objetivo do PNE 2050?

Para criar propostas que vão se desenvolver ao longo dos próximos 30 anos, o estudo para preparar o PNE 2050 se baseou em cenários possíveis para o setor energético.

Então, o objetivo do plano foca na apresentação de soluções realizáveis para antecipar demandas que vão surgir ao longo do tempo.

Dessa forma, ao invés de esperar que um evento ocorra, o PNE 2050 já analisou e propôs meios para conduzir mudanças que podem impactar o dia a dia da população em relação ao uso da energia.

Essas ações serão implementadas ao longo dos anos por meio de programas e políticas governamentais que padronizam as regras nacionais e ajudam a incentivar a conscientização sobre os recursos de energia existentes.  

Estrutura do Plano Nacional de Energia 2050

Um dos principais cenários que passaram pela análise do PNE 2050 é o aumento da demanda crescente por energia.

A necessidade de energia pode subir 2,15 vezes e quando se trata da demanda de energia elétrica especificamente, a estimativa de crescimento é de 3,3 vezes.

Para lidar com esse fato, o PNE traçou dois cenários de ação:

1. o cenário Desafio da Expansão: determinado como aquele em que os responsáveis pelo setor de energia assumem a tarefa de criar uma estratégia para o setor lidar com a expansão significativa da demanda por energia. 

2. o cenário de Estagnação: o foco está na evolução da matriz energética em um contexto onde o crescimento é menor, por isso, com menos foco no quesito expansão. O crescimento projetado nesse caso é de, em média, 10% ao longo de 30 anos.

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Fonte: Relatório final PNE 2050.

Considerando os cenários acima, o PNE 2050 analisa o que chama de Questões Transversais que incluem pontos que se conectam em relação ao consumo e produção de energia. São elas:

  • Economia do compartilhamento;
  • Comportamento do consumidor;
  • Descentralização;
  • Descarbonização;
  • Mudanças climáticas;
  • Transição energética;
  • Integração Energética Sul-Americana;
  • Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação;
  • Digitalização na produção e uso de energia.

Em seguida, são analisadas as principais Fontes e Tecnologias energéticas que vão ser mais utilizadas nos até o final do PNE 2050:

Por fim, o PNE 2050 descreve a Infraestrutura de Transporte de Energia que são os meios de distribuição das diferentes fontes para que elas cheguem aos locais necessários e sejam utilizadas:

  • Transmissão de eletricidade;
  • Malha de Gasodutos;
  • Segmentos de consumo;
  • Transportes;
  • Indústria;
  • Edificações.

Para cada um dos pontos acima foram traçadas diretrizes para que os diferentes recursos sejam bem aproveitados e distribuídos pelo país.

Quais são as diretrizes do Plano Nacional de Energia 2050?

As principais diretrizes estratégicas do Plano Nacional de Energia 2050 são:

  • continuar com o foco no setor energético renovável; 
  • criar soluções de baixo carbono para a transição energética; 
  • manter as emissões do parque termelétrico a carvão ao nível atual; 
  • conduzir um trabalho de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos (RSU) e da agropecuária; 
  • utilizar os recursos do petróleo, expandindo a exportação; 
  • implementar a eletrificação no setor de transportes; 
  • investir em bioenergia e biotecnologia; 
  • construir novas usinas nucleares; 
  • estruturar a integração das fontes eólica e solar fotovoltaica no sistema elétrico; 
  • estimular o desenvolvimento do mercado de gás natural
  • continuar o aproveitamento dos recursos hidrelétricos, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs); 
  • trabalhar o foco em eficiência energética;
  • aumentar e atualizar os ativos de transmissão; 
  • trocar a geração a diesel em sistemas isolados e modernizar o parque hidrelétrico existente.

Para ver as diretrizes completas do PNE 2050, confira o Relatório Final do Plano Nacional de Energia.

O que é o PNE 2030?

O que acabamos de ver é o direcionamento atual do PNE 2050, mas o planejamento anterior está quase chegando ao seu final.

O PNE 2030, lançado em 2007, foi um estudo pioneiro na época por considerar a análise em longo prazo dos recursos energéticos do país.  

Dois pontos do estudo anterior se destacam:  

  • a abordagem macro do setor energético sob o ponto de vista do planejamento integrado de recursos;
  • a participação da sociedade (o MME promoveu nove seminários com especialistas de centros de pesquisa, de entidades do setor de energia e de universidades).

Foi a partir do PNE 2030 que questões consolidadas hoje começaram a ser trabalhadas no Brasil.

A primeira é o foco em maior eficiência energética e a segunda, as considerações sobre as questões socioambientais.

O PNE 2030 começou o caminho no qual o PNE 2050 se desenvolve hoje, contribuindo para a recuperação energética do país de crises em relação ao abastecimento e consumo de energia das décadas anteriores.

Entendeu a importância do PNE 2050 para o futuro?

A eficiência energética de um país depende de iniciativas e políticas públicas claras como as do PNE 2050.

Essas diretrizes têm impacto direto na economia e no dia a dia das empresas e de indústrias que buscam novas formas de energia para manter suas operações.

Sua empresa está buscando alternativas de fontes de energia para controlar melhor os gastos?

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O que é e o que faz o Ministério de Minas e Energia?

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O Ministério de Minas e Energia (MME) é um órgão da administração federal que tem como objetivo criar e garantir a prática de políticas públicas relacionadas ao uso sustentável de recursos energéticos e minerais do país.

Esse ministério trabalha para que o país se desenvolva socioeconomicamente por meio de políticas que tornam o uso de diferentes tipos de geração de energia mais eficientes.

Além disso, o MME atua no Mercado Livre de Energia, regulando a compra e venda de energia de fontes independentes.

Quer entender melhor sobre o que é o Ministério de Minas e Energia, saber quem o integra atualmente e conhecer suas principais funções?

Continue lendo este artigo e entenda tudo sobre o funcionamento dessa estrutura administrativa essencial no nosso país.

O que é o Ministério de Minas e Energia?

A sigla MME significa Ministério de Minas e Energia. É um órgão ligado à estrutura do governo federal que trabalha com a criação e gestão de políticas públicas relacionadas ao uso dos recursos energéticos e minerais do país.

O trabalho do MME está associado ao do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), um órgão interministerial que cuida da distribuição da energia por todo o país, inclusive, dos lugares mais remotos.

Outros dois órgãos complementares são o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A criação do Ministério de Minas e Energia aconteceu em julho de 1960 pela lei n° 3.782 durante a gestão do presidente Juscelino Kubitschek.

Em janeiro de 2019, o decreto nº 9.675 reestruturou o novo MME para a estrutura em que ele opera atualmente.

Conheça mais sobre o Ministério de Minas e Energia no vídeo abaixo de comemoração dos 60 anos do órgão:

Quem são os integrantes do MME?

O atual ministro (gestão 2019-2022) responsável pelo MME é o Almirante de Esquadra Bento Albuquerque que acompanha o trabalho das respectivas secretarias abaixo:

  • Energia Elétrica;
  • Geologia Mineração e Transformação Mineral;
  • Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis;
  • Planejamento e Desenvolvimento Energético;
  • Secretaria Executiva.
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(Estrutura organizacional do Ministério das Minas e Energia | Fonte: site oficial MME.)

José Roberto Bueno Júnior e Antônio Carlos Ramos são respectivamente o Chefe de Gabinete e o Chefe de Gabinete Substituto do ministério.

Esses nomes representam o MME em entrevistas à imprensa, inaugurações e reuniões oficiais relacionados ao uso dos recursos energéticos no país.

Quais as principais funções do Ministério de Minas e Energia?

O Ministério de Minas e Energia tem um papel estratégico nas discussões sobre a políticas nacionais relacionadas ao uso dos recursos energéticos do país.

Além da energia gerada pelas hidrelétricas, outras fontes como energia solar, eólica, biocombustíveis, gás natural também entram no escopo da gestão.

Dessa forma, estuda e propõe maneiras para um uso mais eficiente dos recursos existentes no país. 

Para entender a função do MME destacamos as principais atribuições pelas quais a equipe é responsável.

1. Diretrizes de planejamento

O trabalho do MME inclui a criação de diretrizes para o planejamento da área de Minas e de Energia e também das políticas tarifárias nacionais.

Isso envolve tanto o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) quanto o Ambiente de Contratação Livre (ACL), também chamado de Mercado Livre de Energia.

O primeiro diz respeito às operadoras de energia padrão utilizadas pela maioria da população. Já o segundo se refere aos fornecedores de energia que negociam livremente a compra e venda de energia de forma personalizada para os compradores. 

Leia também: O que é tarifa de energia elétrica e o que mais é cobrado na conta de luz.

2. Criação de políticas nacionais

As políticas nacionais criadas pelo Ministério de Minas e Energia passam por diferentes áreas com o objetivo de criar ações que aproveitem ao máximo os recursos do país e nossa capacidade produtiva. 

Algumas ações e estudos passam por assuntos como:

  • geologia, que analisa os meios de explorar e produzir recursos minerais e energéticos;
  • como recursos hídricos, fotovoltaicos e outras fontes podem ser aproveitados para gerar energia elétrica;
  • atividades de mineração e transformação mineral;
  • uso de petróleo, biocombustíveis, gás natural e energia nuclear como fonte de energia.

3. Planos de integração com outros países

Quando o país deseja unir recursos para a geração de energia, o Ministério de Minas e Energia está envolvido ativamente nas negociações.

A usina hidrelétrica de Itaipu, por exemplo, é resultado de um trabalho conjunto de Brasil e Paraguai na geração de energia elétrica para os dois lados da fronteira. 

Além de estudar o projeto, os detalhes relacionados à integração do sistema elétrico nacional também estão entre as funções realizadas pelo ministério.

4. Práticas de sustentabilidade

A exploração dos recursos energéticos precisa seguir práticas sustentáveis para que a produção de energia tenha longevidade.

O Ministério de Minas e Energia também inclui práticas de sustentabilidade no planejamento do setor energético nacional para que a produção seja eficiente, mas também que preserve as fontes geradoras.

A produção eficiente e o uso consciente de energia de qualquer fonte é essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país.

5. Segurança do setor elétrico brasileiro

O Ministério de Minas e Energia também tem a função de monitorar a segurança de todo aparato gerador de energia do país.

Esse trabalho garante que cada sistema gerador opere sem interferência de terceiros e com equipes capacitadas para gerir cada unidade produtora.

6. Ações preventivas sobre oferta e demanda

Para que a oferta e demanda de energia estejam em equilíbrio, o Ministério de Minas e Energia cria ações preventivas para driblar qualquer imprevisto relacionado ao abastecimento.

Assim, o mercado consegue se manter ativo, com as empresas funcionando seguindo todas as diretrizes legais determinadas pelo ministério.

Entendeu o que faz o Ministério de Minas e Energia?

Entender o funcionamento dos órgãos relacionados à energia permite estudar melhor as possibilidades de obter energia a um menor custo.

Se a sua empresa busca por uma maneira de gerenciar melhor os gastos relacionados à energia, a equipe de consultores da Esfera pode te ajudar.

Entenda como comprar energia no Mercado Livre de Energia e quais as regras do Mercado Livre de Energia que você precisa conhecer.

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Por que o GSF é tão controverso e como ele afeta as usinas?

Explicação sobre o que é GSF

GSF é mais uma sigla do setor elétrico que é preciso conhecer, pois ela está diretamente relacionada ao funcionamento de todo o mercado e aos ganhos das usinas geradoras.

Além disso, quando o país passa por um período de poucas chuvas, a pauta do GSF ganha ainda mais força e aparece mais nos noticiários. Mas por quê? O que há de comum entre esses assuntos?

É justamente isso que vamos te ajudar a entender neste artigo.

Continue lendo!

O que é o GSF?

GSF é a sigla para o termo em inglês “Generation Scaling Factor”, uma medida de risco hidrológico. Ele é um fator de “rebalanceamento” e determina quanto cada usina vai receber de energia, independentemente do quanto produziu, já que considera a capacidade de produção de todo o sistema. 

Aqui explicamos a aprovação do GSF pelo Senado. 

Mas o que é risco hidrológico? É o risco climático que existe na operação das usinas hidrelétricas. Basicamente, se não chove, as usinas têm sua capacidade de geração de energia reduzida, o que afeta o GSF. 

Por consequência, todas as usinas do sistema recebem menos energia para vender. Ou seja, é por isso que o GSF também é chamado de “risco hidrológico”, visto que a capacidade das hidrelétricas é determinada pelas condições climáticas de uma região. 

Se ainda estiver confuso, vamos explicar como funciona o GSF.

Como funciona o GSF?

O setor elétrico é regulamentado por uma série de órgãos, dentre eles o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ele é responsável pelo gerenciamento das operações de geração, transmissão e distribuição de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) e é fiscalizado e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Confira um artigo completo com todas as instituições que regulamentam o setor elétrico.

Já o SIN é o sistema em que todas as usinas são ligadas entre si e aos consumidores, enquanto o ONS controla o despacho das usinas hidrelétricas e termelétricas para garantir o equilíbrio de todo o sistema e também a preservação do meio ambiente.

Isto posto, fica mais fácil entender o papel do GSF. Cada usina tem uma capacidade de geração de energia e, quando se trata das usinas hidrelétricas, isso está diretamente relacionado ao volume de chuvas — por isso o risco hidrológico.

Em um contexto com poucas chuvas e que as hidrelétricas não são capazes de gerar toda a energia necessária para o país, o ONS para de despachar (acionar) as usinas com reservatórios com níveis mais críticos para não esgotá-los completamente, e a solução é despachar as termelétricas para garantir o abastecimento energético.

Porém, como as hidrelétricas não são despachadas, isso significa que elas não vão alcançar o volume necessário para gerar energia. Então, entra em ação o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE).

Para entender como funciona o GSF, é importante compreender também o que é o MRE, conceito que explicaremos a seguir.

O que é Mecanismo de Realocação de Energia?

O Mecanismo de Realocação de Energia (também conhecido como Mecanismo de Rebalanceamento de Energia ou Mecanismo de Realocação de Risco) visa mitigar os riscos de geração das usinas hidrelétricas. Dessa forma, quando algumas usinas geram menos eletricidade, outras “compensam” a energia remanescente para assegurar a Garantia Física da usina e de todo o sistema

Garantia Física é o tamanho da usina, por exemplo 800 MW (número fictício), sendo sua capacidade de geração de energia, por isso cada uma tem um valor diferente. 

Para chegar neste número, são feitos cálculos que consideram a frequência de chuvas da região em que a usina está. Porém, a Garantia Física não é 100% certa, pois depende de condições climáticas, apesar de o cálculo ter um nível de confiabilidade alto. 

Em um cenário de escassez de chuvas e até mesmo de crise hídrica, os níveis dos reservatórios ficam mais baixos. Logo, o ONS não despacha as usinas em questão para garantir a preservação da bacia hidrográfica daquela região.

Porém, naturalmente, essas usinas não vão alcançar a produção de sua Garantia Física, ao passo que o sistema não pode ter um déficit. O que fazer?

É feito um “rebalanceamento” da energia de todo o país. Isto é, as usinas do SIN que geraram mais energia do que suas Garantias Físicas redistribuem o excedente para aquelas que não alcançaram o que havia sido previamente acordado. O GSF é justamente esse rebalanceamento.

E mais: com um sistema de realocação de energia, as usinas que não foram despachadas não sofrem prejuízo, considerando que já tinham se comprometido em vender aquela energia. 

Entenda aqui o que é déficit de energia e quais são os riscos de isso acontecer no Brasil.

Como é calculado o GSF?

O cálculo do GSF é feito mensalmente e é a razão entre o volume de energia gerado pelas usinas no MRE e o total de Garantia Física de tais usinas, que é a geração mínima atribuída a cada usina para suprir a carga de todo o sistema.

A fórmula do GSF é:

GSF = Total de energia produzida / Total da Garantia Física

Colocando em números fictícios, imagine que o total de energia produzida pelas usinas foi de 6.450 MW, enquanto a Garantia Física total delas é de 7.000 MW. O cálculo ficaria: 

6.450 MW / 7.000 MW =  0,921

Quando o GSF é igual a 1, isso significa que o sistema está atendendo toda a demanda. Agora, quando ele é menor que 1, é sinal de que ele não está suprindo o quanto deveria. Ou seja, as  termelétricas precisam ser acionadas. 

O GSF é o número que mostra quanto cada usina receberá de energia da sua Garantia Física considerando o total produzido por todo o sistema. O valor é colocado em porcentagem e, neste exemplo, ficaria em 92,1%. Assim, cada usina receberia 92,1% de energia da sua Garantia Física, independentemente do volume que cada uma tenha gerado. 

Em outras palavras, as usinas não vendem quanto de energia geram, mas sim o que todo o sistema gera proporcionalmente, considerando os despachos da ONS feitos por conta do volume de chuvas em uma determinada região. É um grande “trabalho em equipe”.

Outro ponto importante é que, quando o GSF está baixo, os geradores podem ficar expostos ao Mercado de Curto Prazo (MCP) para honrar seus contratos de venda. Na prática, isso significa ter que comprar energia extra para suprir a demanda previamente acordada.

No MCP são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e o volume que foi realmente gerado ou consumido. O preço é determinado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), referência de valores no Mercado Livre de Energia.

Falando em PLD, aproveite para baixar nosso e-book gratuito que explica tudo sobre PLD horário.

O que é a repactuação do risco hidrológico?

A repactuação do risco hidrológico é uma proposta aprovada pela ANEEL em 2020 que surge como solução para o entrave bilionário relacionado ao GSF que impactava o Mercado de Curto Prazo.

Com a repactuação, os geradores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) podem ser compensados, já que os agentes devem abrir mão das ações judiciais que estavam impedindo a liquidação completa do mercado desde 2012. Por consequência, isso resolveria os débitos pendentes na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e melhoraria o cenário das negociações no MCP.

Para contextualizar, algumas usinas começaram a entrar com ações judiciais para não ter que arcar com os custos adicionais do GSF, os quais são considerados inadimplências na CCEE.

O tema do GSF é técnico e pode ser um pouco mais desafiador entendê-lo. Para saber mais e tirar todas as suas dúvidas, você pode contar com a Esfera Energia, consultoria em gestão de energia para geradores de todos os tipos de fonte. 

Fale com um especialista!

O que é a fonte de energia do gás natural? Entenda e conheça as vantagens e desvantagens

Explicação sobre a fonte de energia do gás natural

Considerando a necessidade mundial e brasileira de diversificar e otimizar a matriz energética, é importante conhecer a fonte de energia do gás natural, a qual está ganhando cada vez mais espaço nesse contexto.

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 22,8% da matriz energética mundial é composta por gás natural, ficando atrás apenas do petróleo e derivados (31,5%), e carvão mineral (26,9%).

Já a matriz energética brasileira é composta por 12,2% de gás natural. Na frente estão o petróleo e derivados (34,3%), derivados da cana-de-açúcar (18%) e hidráulica (12,4%).

Matriz energética brasileira e presença da fonte de energia de gás natural

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética

Para você conhecer melhor sobre a fonte de energia do gás natural, aqui vamos te explicar todos os detalhes a respeito do assunto. 

Continue lendo.

O que é energia do gás natural?

A fonte de energia do gás natural é um combustível fóssil não renovável (um recurso finito) encontrado no subsolo, podendo estar ou não associado ao petróleo, ou seja, estar ou não dissolvido em óleo. 

O gás natural é composto por uma mistura de gases como metano, etano e propano, e pode ser obtido tanto em jazidas quanto por meio da queima do bagaço de cana-de-açúcar (biomassa); este último também é chamado de biogás e é um combustível renovável

No começo deste artigo, mostramos a participação do gás natural na matriz energética mundial e brasileira e vamos trazer dados sobre a matriz elétrica, mas antes, explicaremos a diferença entre matriz energética e matriz elétrica:

  • Matriz energética: conjunto de fontes de energia usadas para gerar eletricidade, movimentar carros, preparar comida, dentre outras finalidades
  • Matriz elétrica: conjunto de fontes disponíveis única e exclusivamente para geração de energia 

Ou seja, a matriz elétrica faz parte da matriz energética, mas o contrário não se aplica.

Saiba mais aqui sobre quais são os tipos de geração de energia e suas fontes.

Isto posto, vamos aos dados. O mesmo levantamento da EPE mostra que 23% da matriz elétrica mundial é composta por gás natural, estando em segundo lugar; em primeiro aparece o carvão mineral, com 38%. 

Já a matriz elétrica brasileira é composta por apenas 9,3% de gás natural. Porém, também está em segundo lugar, perdendo apenas para a hidráulica, com 64,9%.

Matriz elétrica brasileira e presença da fonte de energia de gás natural

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética

Como o gás natural é encontrado?

O gás natural pode ser encontrado em campos terrestres (onshore) ou marítimos (offshore), que são as jazidas e depósitos subterrâneos (também chamados de bacias sedimentares). Por isso, comumente está relacionado ao petróleo, já que ambos se transformam a partir da decomposição de matéria orgânica (como plantas e animais mortos) por milhares de anos. 

Essa fonte tem um teor energético elevado, por isso, após passar por um processo de tratamento, é altamente aproveitado para a geração de energia nas indústrias. Também pode ser utilizado em residências (por exemplo, para aquecer a água e o ambiente), comércio (aquecimento) e automóveis (substituição aos combustíveis).

Vale explicar que o gás natural é enviado das fontes até os consumidores por meio de gasodutos — por exemplo, existe o gasoduto Bolívia – Brasil, que leva o recurso do produtor boliviano até os consumidores do Brasil.

Energia de gás natural: vantagens e desvantagens

Agora que você já conhece mais sobre a fonte de energia do gás natural, vamos mostrar suas vantagens e desvantagens. 

Vantagens do gás natural:

  • Fonte de energia segura: o gás natural tem menor risco de acidentes, já que dispersa rapidamente no ar caso ocorra algum vazamento e não é tóxico
  • Alto potencial energético: o gás natural gera muita energia e tem pouca perda energética no processo
  • Redução de custos: os custos de armazenamento são menores, pois não há a necessidade de estocar o recurso
  • Estabilidade para a matriz energética: o fornecimento de gás natural é contínuo por meio dos gasodutos

Desvantagens do gás natural: 

  • Fonte poluente: a fonte de energia do gás natural tem origem fóssil, então seu processo de combustão emite gases poluentes, como o dióxido de carbono, o que contribuiu para o efeito estufa, embora menos do que o petróleo e o carvão mineral — inclusive, isso não deixa de ser uma vantagem
  • Infraestrutura: o gás natural precisa de uma infraestrutura robusta para ser produzido
  • Dificuldade geográfica: existe uma concentração geográfica de jazidas, então não é possível extrair o gás natural em qualquer localização
  • Fonte de energia não renovável: se você tinha dúvida se o gás natural é energia renovável ou não renovável, agora sabe que este é um recurso finito

Uso da fonte de energia do gás natural no Brasil

No Brasil, o gás natural é amplamente utilizado nas usinas termelétricas, já que tem um teor energético elevado. Lembrando que a geração de energia nas termelétricas é um processo mais caro do que o das usinas hidrelétricas, já que são utilizados combustíveis fósseis no processo.

Por isso, quando os níveis dos reservatórios estão baixos, as usinas termelétricas são acionadas e, por consequência, a conta de luz fica mais cara, pois há a incidência das bandeiras tarifárias.

Entenda aqui o que são bandeiras tarifárias e como esse sistema funciona.

Além disso, o gás natural também é utilizado em carros que são adaptados para isso e substitui a gasolina e o álcool.

Outra forma de aproveitamento do gás natural é como matéria-prima para produzir fertilizantes e gerar energia em indústrias petroquímicas. Já nas residências e comércios, a fonte de energia do gás natural tem a finalidade tanto de aquecer o ambiente quanto a água.

Neste vídeo da Petrobrás você confere os detalhes sobre o ciclo do gás natural:

Vale destacar que o “gás de cozinha” é o gás liquefeito de petróleo (GLP), o qual é quimicamente distinto do gás natural.

No mundo, os maiores produtores de petróleo e gás natural são Rússia, Arábia Saudita, Estados Unidos e Iraque.

Deu para entender o que é a fonte de energia do gás natural?

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e atualmente gerencia 6% de toda a energia produzida no Brasil, atende 70 unidades geradoras e gere mais de 10 GW de potência.

Conheça nossas soluções para geradores de todos os tipos de fonte!

Como e por que fazer uma mitigação de riscos ambientais

mitigação de riscos ambientais

Desastres como os rompimentos das barragens em Mariana e Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, acenderam um alerta sobre os cuidados que precisamos ter com o meio ambiente.

A pressão por boas práticas ambientais dentro das empresas é tanta que ganhou espaço até no Legislativo, por meio do projeto de lei 5442/19, que regulamenta o compliance ambiental em empresas públicas e privadas.

Mas esse é apenas um dos pontos que discutem a mitigação de riscos ambientais. Continue a leitura para entender como fazer uma gestão de riscos ambientais com segurança e eficiência na sua empresa.

O que são riscos ambientais?

Para iniciar a mitigação de riscos ambientais, precisamos entender quais são os riscos que merecem a atenção da sua equipe. Alguns dos riscos podem parecer óbvios, mas apostamos que pelo menos um desses riscos chamará a sua atenção.

Os cinco principais riscos ambientais são:

Agentes físicos

São os perigos causados por processos na linha de produção e dos equipamentos utilizados. Entre os exemplos estão os ruídos, temperaturas extremas ou com alta volatilidade, vibrações, pressões fora do normal, temperaturas extremas e radiações.

Agentes químicos

Podem ser resumidos como os problemas relacionados com o manuseio de insumos como vapores, névoas, neblinas, gases e poeiras que podem ser inspiradas pelos colaboradores ou absorvidas pela pele.

Agentes biológicos

Provenientes da manipulação e alteração de bactérias, genes, bacilos, parasitas, protozoários e vírus.

Riscos de acidentes

Esse pode não parecer um risco ambiental, mas os riscos de acidentes podem sim causar grandes impactos no meio ambiente. Aqui são listados desde os riscos relacionados à equipamentos, como máquinas com defeitos e ferramentas inadequadas até a iluminação inadequada e probabilidade de explosões ou incêndios.

Um exemplo recente do impacto que esse tipo de risco pode ter foi o incêndio de uma ala Covid-19 do Hospital Doutor Nestor Piva em Aracaju, onde quatro pessoas morreram. A suspeita é de que o fogo tenha iniciado no ar-condicionado.

Riscos ergonômicos

Com uma tendência de crescimento do home office, esse risco se tornou ainda mais relevante às instituições. 

Eles podem ser causados por fatores fisiológicos, como o transporte de grandes cargas, posturas inadequadas e esforço físico intenso. Também é importante lembrar dos cuidados psicológicos, como jornadas de trabalho estendidas, estresse, controle de produtividade e cobrança excessiva.

Como realizar uma mitigação de riscos ambientais?

Agora que todos os perigos foram listados (e não são poucos, não é mesmo?), chega o momento de entender como realizar uma mitigação de riscos ambientais eficiente e segura. Afinal, essa ação não só garantirá a saúde do meio ambiente e a preservação de recursos, como também protegerá todos os colaboradores e a comunidade na qual sua organização está inserida.

1. Levantamento de riscos

Independente da categoria da gestão de risco, o primeiro passo sempre será levantar todos os riscos relacionados. 

No caso da gestão de riscos ambientais, esse levantamento reunirá desde ameaças pertinentes à atuação da empresa como também demandas de terceiros. Ademais, é importante revisar as políticas internas e entender como os riscos ambientais são tratados nela, para entender se há um alinhamento entre as práticas adotadas e a legislação vigente.

2. Priorização de ações preventivas

Para agir com organização na redução do impacto da concretização de um risco ambiental, nossa sugestão é priorizar ações preventivas em relação ao invés das correções posteriores. 

Imagine, por exemplo, que uma reforma está ocorrendo na fábrica da empresa. Será muito mais fácil revisar e mitigar riscos ambientais com a obra em andamento do que esperar ela ser concluída para entender as ameaças que ela oferece à população. 

Evitar que um problema aconteça oferece um melhor retorno sobre investimento, além de ser mais eficiente para combater riscos financeiros e operacionais provenientes de efeitos ambientais.

Algumas sugestões para mitigar esse tipo de risco são a manutenção periódica dos filtros de poluentes, que diminui a emissão de componentes nocivos na atmosfera e evita multas ou embargos provenientes da fiscalização. O descarte adequado de dejetos ou a implantação de um sistema de logística reversa também podem ser incluídos nessa categoria.

3. Mitigação de possíveis riscos

Com todos os riscos ambientais da sua organização e dos seus parceiros e fornecedores levantados, chega o momento de buscar ações para suavizar esse impacto e garantir um equilíbrio entre danos e correções.

Leia também: Plano de mitigação de riscos: passo a passo para montar um

É o caso, por exemplo, da migração para o mercado livre de energia. O Mercado Livre de Energia é um ambiente de negociação em que os consumidores negociam preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com as geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Assim, os consumidores não ficam reféns das tarifas reguladas pelo Governo e têm a liberdade de escolher fornecedores. Em comparação aos preços praticados pelas distribuidoras de energia, os valores do Mercado Livre de Energia são extremamente competitivos, o que permite aos consumidores uma expressiva economia em seus gastos com energia.

Leia também: Entenda o que é energia sustentável e sua importância para o futuro do planeta

4. Realizar ações de remediação

Quando falamos de empresas ligadas direta ou indiretamente à exploração de recursos naturais, como mineradoras, fazendas agrícolas e outras, a mitigação não é o último passo para ajudar o meio ambiente.

Ações como a criação de um seguro ambiental, que financiará soluções em casos extremos, como desastres ambientais diversos, são necessárias para corrigir os erros que não puderam ser prevenidos.

Passo extra: envolver os fornecedores na mitigação de riscos ambientais

Para que a gestão de riscos ambientais seja ainda mais eficiente, por que não envolver os fornecedores no processo? Não se esqueça que os erros que ele comete e os riscos em que ele trabalha podem afetar a sua organização, causando desde atrasos na cadeia de suprimentos até prejuízos financeiros e de reputação.

Para identificar fornecedores que já foram autuados por órgãos de proteção ambiental, como o IBAMA, a consulta pública do processo de qualificação é a melhor opção, onde é possível verificar se o CNPJ já sofreu alguma penalização desse tipo.

Para realizar essa tarefa com ainda mais agilidade e eficiência, ferramentas como o software da Linkana podem ajudar. Com o uso de tecnologias como Machine Learning e Robot Process Automation, as consultas de bases públicas e emissão de certidões negativas acontecem de forma automatizada, agregando mais segurança às relações.

Artigo escrito pela Linkana, solução na redução de custos e mitigação de riscos através da automatização dos processos de homologação de fornecedores e Compliance.

Entenda o que é cogeração qualificada e como ela melhora a eficiência energética

cogeração qualificada

Enquadrada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na definição de energia incentivada, a cogeração qualificada recebe incentivos do governo para estimular seu uso. Mas você sabe o que torna esse tipo de geração de energia tão especial para receber o mesmo tratamento dado às fontes renováveis?

Antes de mais nada, é preciso entender o conceito de cogeração de energia. O termo se refere ao processo de geração simultânea de duas ou mais energias, normalmente elétrica e térmica, a partir do consumo de uma mesma fonte.

A cogeração surgiu há mais de 100 anos na Europa, por meio do uso do rejeito térmico das centrais termelétricas para outras finalidades, e foi adotado por indústrias ao redor do mundo até meados do século XX. Depois, acabou perdendo competitividade para a eletricidade produzida em grandes centrais.

Nos últimos anos, a busca por formas mais eficientes de gerar energia e a preocupação com a redução da emissão de gás carbônico deram novo impulso à cogeração. E isto também explica porque a Aneel criou o termo cogeração qualificada para promover a racionalidade energética por meio de incentivos.

Quer saber mais sobre o assunto? Nas próximas linhas, mostraremos o que é e como funciona a cogeração qualificada e também detalharemos todos seus benefícios. Confira!

O que é cogeração qualificada?

Cogeração qualificada é um termo usado pela Aneel para determinar os requisitos mínimos de eficiência para a geração de energia elétrica e térmica de uma mesma fonte primária. A agência explica o conceito, em detalhes, na sua Resolução Normativa nº 235, datada de 14 de novembro de 2006.

Em suma, esse é o documento que estabelece os requisitos para a qualificação de centrais termelétricas cogeradoras de energia. O cumprimento dos requisitos especificados ali permite a participação nas políticas de incentivo do governo ao uso racional dos recursos energéticos.

De acordo com essa resolução, o termo cogeração qualificada pode ser aplicado em dois grupos:

I – pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que produzam ou venham a produzir energia elétrica destinada ao serviço público ou à produção independente;

II – pessoa física, pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que produzam ou venham a produzir energia elétrica destinada à autoprodução, com excedente para comercialização eventual ou temporária.

No entanto, para conseguir a qualificação, assim como os incentivos, é preciso cumprir uma série de requisitos que detalharemos mais adiante. Antes, porém, vamos entender o que diferencia a cogeração da geração convencional.

Como funciona a cogeração de energia?

A cogeração de energia começa com a queima de um combustível fóssil, que produz o calor que será transformado em energia mecânica e, em seguida, em eletricidade. Ou seja, segue o mesmo esquema da geração convencional, porém com um detalhe que a torna mais eficiente: ela também gera energia térmica.

Para entender melhor, confira o gráfico abaixo detalhando como funciona a geração convencional:

Como podemos ver, a maior parte da energia contida na fonte primária usada é transformada em calor e liberada no meio ambiente junto com os produtos da combustão. Por esse motivo, por mais eficiente que seja o gerador termelétrico, apenas 40% da energia do combustível pode ser usada para gerar eletricidade.

Esse limite vale para todo tipo de combustível, seja gás, carvão, diesel ou biomassa e não está ligada a questões técnicas; é pura Física. A transformação de calor em energia mecânica é limitada pela Segunda Lei da Termodinâmica e é nessa etapa que ocorre a maior perda de energia útil.

Para evitar o desperdício e aumentar a eficiência energética é que foi desenvolvida a tecnologia da cogeração, detalhada no gráfico abaixo:

O grande diferencial da cogeração em relação à geração convencional é usar o calor que seria liberado no ambiente para produzir energia térmica. Dessa forma, até 50% do combustível usado pode ser direcionado para esse fim e, somado aos 40% da produção de eletricidade, alcançar até 90% de eficiência.

Essa energia térmica pode ser usada para aquecer água para diferentes finalidades e também gerar vapor para alimentar processos industriais. Pode ser, inclusive, usada para a refrigeração de ambientes por meio dos chamados chillers de absorção.

Os sistemas de cogeração de energia mais usados são as turbinas a gás ou vapor, motores de combustão interna, geradores elétricos, caldeiras de recuperação e trocadores de calor.

Benefícios da cogeração

Por conta de suas vantagens, o modelo de produção simultânea de energia está cada vez mais presente em centros comerciais, hotéis, supermercados e nos chamados edifícios inteligentes. Dentre os principais benefícios da cogeração, podemos destacar:

  • Aumento da eficiência na geração de energia;
  • Redução do desperdício de energia útil;
  • Maior economia de combustível;
  • Redução da emissão de poluentes;
  • Geração de excedentes como fonte de receita.

Além deles, é preciso destacar os incentivos aplicados pela Aneel sobre a cogeração qualificada. Por se tratar de um tipo de energia incentivada, os descontos nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição não podem ser inferiores a 50%, incidindo tanto na produção quanto no consumo.

A concessão desses incentivos está condicionada ao cumprimento de algumas exigências determinadas pela Aneel. E é sobre eles que falaremos em nosso último tópico.

Requisitos da cogeração qualificada

Além de estar regularizada na Aneel, a central termelétrica geradora que quiser se enquadrar na modalidade de cogeração qualificada precisa cumprir os requisitos de racionalidade energética determinados pelas seguintes equações:

cogeração qualificada
Fonte: Aneel

Os fatores das fórmulas acima são os seguintes:

  • Ef: Energia da fonte.
  • Et: Energia da utilidade calor.
  • Ee: Energia da utilidade eletromecânica.
  • X: Fator de ponderação.
  • Fc: Fator de cogeração.

Os valores de “X” e “Fc” deverão ser aplicados em função da potência elétrica instalada na central de cogeração e da respectiva fonte, obedecendo a seguinte tabela:

cogeração qualificada
Fonte: Aneel

Ficou confuso? Pois é… Justamente por conta da complexidade dos cálculos e da quantidade de variáveis envolvidas, a melhor forma de buscar a qualificação junto à Aneel é contando com o suporte de uma consultoria especializada.

Nesse sentido, vale lembrar que a energia produzida por cogeração qualificada não pode ser adquirida por consumidores do Mercado Cativo de Energia. Ou seja, ela está inserida em nosso sistema elétrico por meio do Mercado Livre de Energia.

Nada melhor então que buscar a consultoria da Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre. A Esfera já gerencia mais de 300 unidades consumidoras e geradoras em 19 estados, contando com a confiança de marcas como Suzano e Ultragaz.

Se você quiser se livrar das complicações regulatórias, além de auxílio para identificar o melhor momento e o preço da venda da energia que produz, fale agora mesmo com um especialista da Esfera!

Tudo sobre energia fóssil: fontes, prós e contras e como é usada no Brasil

energia fóssil

Seja pelos impactos ambientais que provoca ou por ser proveniente de recursos finitos, a energia fóssil sempre aparece envolta em polêmicas. Porém, ainda que cada vez mais governos e empresas busquem alternativas renováveis e menos poluentes, é inegável que esses tipos de combustível ainda movem o mundo em que vivemos.

Segundo o balanço de 2020 da Agência Internacional de Energia (AIE), os combustíveis fósseis respondem por mais de 80% do fornecimento total de energia mundial. De fato, como vemos no gráfico abaixo, enquanto o fornecimento crescia 2,6 vezes nos últimos 47 anos, esse tipo de geração de energia permanecia dominante.

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Fonte: Agência Internacional de Energia

Ainda de acordo com a AIE, a demanda por todos os combustíveis fósseis deve crescer significativamente em 2021. Para se ter uma ideia, a demanda por carvão, sozinha, aumentará 60% mais do que todas as energias renováveis ​​combinadas.

Ou seja, essas fontes energéticas farão parte da nossa realidade por muito tempo. Por isso, neste post você saberá tudo sobre energia fóssil: os principais combustíveis, como eles geram a eletricidade que abastece casas e indústrias e também seus prós e contras.

Além disso, mostraremos o panorama do uso de combustíveis fósseis no Brasil e porque nosso país é um exemplo para o mundo em relação ao uso de fontes menos prejudiciais para o planeta. Boa leitura!

O que é energia fóssil?

Energia fóssil é toda aquela que provém da queima dos chamados combustíveis fósseis. Esses combustíveis são formados por restos de organismos vegetais e animais acumulados no subsolo do nosso planeta.

Para atingir o ponto em que são capazes de gerar energia, esses restos precisam passar por transformações físicas e químicas que se prolongam por milhões de anos. Ao final, sua principal característica é a alta concentração de carbono, que potencializa o processo de combustão.

Embora seja conhecida desde a Antiguidade, a energia fóssil só passou a ser amplamente usada a partir da Revolução Industrial. Porém, ao contrário do que muitos pensam, a industrialização não começou movida pelos combustíveis fósseis.

O primeiro tear mecanizado, criado em 1764 na Inglaterra, era movido por uma roda de água. Apenas em 1775 foi criado um modelo viável de motor a vapor alimentado por carvão, que tinha a vantagem de poder ser instalado em qualquer lugar e não deixava de funcionar nos períodos de seca.

A partir de então, o desenvolvimento de novas tecnologias e a produção em larga escala fizeram o homem buscar formas mais eficientes de alimentar suas máquinas. Essa necessidade por combustíveis de alto desempenho foi a responsável pela energia fóssil ganhar a importância que perdura até os dias de hoje.

Quais são os principais combustíveis fósseis?

Os principais combustíveis fósseis são o petróleo, o carvão mineral e o gás natural. Embora tenham como fator comum a alta concentração de carbono, cada uma dessas fontes energéticas tem particularidades que conheceremos melhor logo abaixo.

Petróleo

Principal fonte de energia mundial, o petróleo é uma combinação complexa de hidrocarbonetos, ou seja, moléculas de carbono e hidrogênio. Esse combustível é formado pela sedimentação de substâncias orgânicas depositadas no fundo dos mares e oceanos.

Durante milhões de anos, o calor das rochas dessas bacias sedimentares, bem como a pressão exercida sobre elas, gera uma substância oleosa escura geralmente menos densa que a água e altamente inflamável.

Além de ser responsável por 32% do total do fornecimento de energia mundial, segundo a AIE, o petróleo é matéria-prima de vários subprodutos, como gasolina, querosene, óleo diesel, gás de cozinha e asfalto, dentre outros.

Gás natural

Assim como o petróleo, o gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos, com predominância de metano, também formada da decomposição de matéria orgânica fossilizada. Justamente por isso, é encontrado nas reservas petrolíferas.

A participação desse combustível fóssil na matriz energética mundial vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. Como mostrado no gráfico da AIE, saltou de 16% em 1971 para 23% em 2018.

Além de utilizado nas termelétricas como fonte de energia, o gás natural também é usado para aquecer a água usada em cozinhas e banheiros, como no Brasil, e para alimentar os aquecedores das casas dos países mais frios.

Carvão mineral

Primeiro combustível da Revolução Industrial, o carvão mineral ainda é a segunda maior fonte energética mundial, sendo responsável por 27% do total do fornecimento. Essa rocha sedimentar fossilizada é formada a partir da decomposição de restos vegetais por meio de um processo chamado incarbonização.

Quanto maior o tempo de incarbonização, maior o teor de carbono e, consequentemente, o poder energético do combustível. Nesse sentido, existem quatro tipos de carvão mineral:

  • Antracito: o mais raro, por ter se formado ainda na era Paleozóica, e também o mais potente, podendo chegar a 96% de teor de carbono.
  • Hulha, ou carvão betuminoso: é o mais facilmente encontrado nas bacias sedimentares e seu teor de carbono oscila entre 80% e 90%.
  • Linhita: seu teor de carbono varia entre 65% e 75% de carbono.
  • Turfa: é a mais “jovem” variedade de carvão, formado na era Cenozóica, e seu teor de carbono não ultrapassa 60%.

Como funciona a energia fóssil?

A energia fóssil é utilizada de três formas principais:

  • Combustível para máquinas e veículos;
  • Aquecimento de casas;
  • Geração de eletricidade.

Talvez agora você esteja se perguntando como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral são capazes de produzir a energia que abastece lares e indústrias de todo o mundo. Para isso, é preciso entender o funcionamento das usinas termelétricas.

A geração de eletricidade nas termelétricas acontece por meio da queima de combustíveis fósseis. Nelas, o calor da combustão aquece a água em uma caldeira e a transforma em vapor com alta pressão que faz com que as pás das turbinas da usina comecem a girar.

Essas turbinas estão acopladas a geradores que transformam a energia cinética em energia elétrica. Em seguida, a água é novamente resfriada em um condensador para que um novo ciclo de geração seja iniciado.

Confira no vídeo abaixo, do canal Lesics, todos os detalhes do funcionamento de uma usina termelétrica movida a carvão:

Apesar de o carvão, o petróleo e o gás natural serem os combustíveis mais usados nas termelétricas, também é possível gerar eletricidade nesse tipo de usina por meio de outras fontes. Algumas alternativas, como a biomassa, são uma solução eficaz para uma das principais desvantagens da energia fóssil, como veremos a seguir.

Quais são as vantagens e desvantagens dos combustíveis fósseis?

De forma geral, o principal ponto positivo dos combustíveis fósseis é sua alta eficiência energética quando comparados a outras fontes. Outras vantagens da energia fóssil, que ajudam a explicar porque ela ainda predomina na matriz mundial, são o custo-benefício e a facilidade de extração e processamento.

Por outro lado, se a pergunta é se a energia fóssil é renovável ou limpa, a resposta é negativa. Os graves problemas ambientais causados pela queima desses combustíveis e o fato de serem recursos finitos são pontos negativos que não podem ser deixados de lado e preocupam cada vez mais os especialistas.

As emissões dos gases oriundos da sua combustão destroem a camada de ozônio e aceleram os efeitos do aquecimento global, como a elevação dos níveis do mar e o aumento das temperaturas médias. Isso sem falar da contaminação do solo, dos oceanos e da natureza em geral.

Confira abaixo os prós e os contras de cada um dos principais combustíveis fósseis.

Vantagens e desvantagens do petróleo

Além da alta eficiência energética, o petróleo se destaca pela facilidade de armazenamento e de transporte. Outro ponto positivo é o fato de ter inúmeros derivados, como plástico, gasolina e asfalto.

No entanto, essa onipresença do petróleo tornou a humanidade extremamente dependente desse combustível. O reflexo mais negativo dessa dependência, além das mencionadas graves consequências ambientais, são guerras e disputas geopolíticas por suas reservas.

Vantagens e desvantagens do gás natural

Comparado aos outros combustíveis fósseis, o gás natural é mais limpo e mais barato. Essas vantagens o tornam uma fonte de energia interessante tanto para o uso residencial como para o industrial e o automotivo.

Por outro lado, podem ocorrer vazamentos durante sua produção que liberam gás metano na atmosfera. Outro ponto negativo é o risco maior de incêndios, explosões e acidentes por asfixia.

Vantagens e desvantagens do carvão mineral

A grande vantagem do carvão mineral é que, além das termelétricas, ele pode alimentar as siderúrgicas e as indústrias químicas devido ao seu poder calorífico. E o melhor é que ele pode ser encontrado em praticamente todas regiões do planeta.

Essa abundância, porém, não significa que as reservas de carvão serão eternas. Além da desvantagem de ser uma fonte de energia não renovável e altamente poluente, seu poder calorífico também aumenta o risco de explosões.

Qual é o combustível fóssil mais poluente?

O carvão mineral é o combustível fóssil mais poluente do mundo. Para se ter uma ideia, ele emite cerca de duas vezes mais dióxido de carbono do que o gás natural e 30% mais do que a gasolina quando queimado. Além disso, dependendo da situação do mercado de petróleo, também pode ser o mais caro.

Por outro lado, o gás natural é o mais promissor dos combustíveis fósseis quando falamos em termos ambientais e econômicos. Além de ser menos poluente e caro que o carvão e o petróleo, a produção de energia nas termelétricas a gás também pode ser mais limpa, por exemplo, do que a energia nuclear.

Panorama do uso de combustíveis fósseis no Brasil

Com uma matriz energética bastante diversificada, o Brasil utiliza os três principais combustíveis fósseis em suas usinas termelétricas. Confira abaixo mais detalhes sobre cada uma delas.

Fonte: Agência Internacional de Energia

O petróleo na matriz energética brasileira

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE), o uso de petróleo para geração de eletricidade no Brasil mais que dobrou nos últimos 30 anos. Sua participação passou de 4937 GWh em 1990 para 10.224, em 2019.

Além disso, segundo informações do Operador Nacional do Sistema (ONS), as termelétricas movidas a óleo e diesel representam atualmente 2,5% do total da capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN), com 4.273 MW.

O gás natural na matriz energética brasileira

Por sua vez, o uso de gás natural para gerar eletricidade aumentou incríveis 185 vezes nos últimos 30 anos. Segundo dados da AIE, o total passou de apenas 326 GWh em 1990 para 60.448 GWh em 2019.

Já sua participação no total da capacidade instalada no SIN é de 8,9%, com as termelétricas movidas a gás e a GNL somando 15.079 MW.

O carvão na matriz energética brasileira

Por fim, a geração de eletricidade por meio da queima do carvão também aumentou consideravelmente nas últimas três décadas. de acordo com a AIE, seu uso mais quintuplicou, passando de 4.754 GWh em 1990 para 24.089 GWh em 2019.

Atualmente, segundo o ONS, as termelétricas movidas a carvão representam 1,8% do total da capacidade instalada do Sistema Integrado, com 3.017 MW.

Como vimos acima, a matriz energética brasileira é bastante diferente da média global. Enquanto mundialmente os combustíveis fósseis ainda são a principal fonte de energia, no Brasil a participação combinada de petróleo, gás natural e carvão mineral não chega a 15% do total.

Alternativas à energia fóssil

Como vimos ao longo do texto, apesar da importância para o fornecimento de energia mundial, os combustíveis fósseis estão com os dias contados. Não apenas por serem não-renováveis, mas também pelos impactos ambientais.

Na busca por alternativas, o uso de energia renovável no Brasil torna nosso país uma referência. Segundo o Ministério de Minas e Energia, esse tipo de fonte atingiu uma demanda de participação de 46,1% na matriz energética, o que representa três vezes o percentual mundial.

A fonte mais utilizada no Brasil, considerando renováveis e não-renováveis, é a energia hidráulica. Sua participação na matriz energética nacional atinge mais de 60% do total, como indica o gráfico abaixo:

energia fóssil
Fonte: Hud, plataforma de comunicação e gestão de energia exclusiva para clientes Esfera.

O gráfico também mostra uma participação importante da energia eólica e da energia de biomassa. Junto com a energia solar, essas fontes se consolidam como as melhores alternativas para o Brasil diversificar sua matriz e depender menos dos combustíveis fósseis.

Além disso, após a criação do Mercado Livre de Energia, o Brasil permite que empresas negociem diretamente com o gerador ou comercializador de energia. É possível também escolher o tipo de geração, seja ela convencional, como de termelétricas movidas a combustíveis fósseis, ou energia incentivada, composta por fontes renováveis.

Se você quer fazer parte deste ambiente de negociação, saiba que a Esfera Energia é referência em gestão de energia elétrica no Mercado Livre e atende mais de 120 grupos empresariais, gerenciando mais de 300 unidades consumidoras em 19 estados.

E se sua empresa é uma usina geradora nós também podemos ajudar. A Esfera já gerencia 6% da energia produzida no Brasil e oferece suporte na comercialização pelo melhor preço e com segurança regulatória.

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Sistema Interligado Nacional: como funciona e quais são os prós e contras do SIN

sistema interligado nacional

Em países de dimensões continentais, um dos desafios mais comuns é garantir a distribuição de energia para todo o território de forma eficaz e segura. No caso do Brasil, isso só é possível graças a uma rede de transmissão de centenas de milhares de quilômetros totalmente conectada entre si, o chamado Sistema Interligado Nacional (SIN).

Durante muito tempo, o setor elétrico brasileiro era verticalizado e formado por estatais que controlavam tanto a geração quanto a transmissão e a distribuição. Esse cenário começou a mudar em 1995, com a promulgação da Lei n° 9.074, que permitiu a entrada da iniciativa privada.

Três anos depois, em 1998, chegaram mudanças ainda mais profundas com a criação do Mercado Livre de Energia e do Sistema Interligado Nacional. O primeiro já é um velho conhecido dos leitores do blog, mas muita gente ainda não sabe porque o SIN também representa um divisor de águas no setor.

Nas próximas linhas, você entenderá o que é e como funciona o Sistema Interligado Nacional, assim como suas vantagens e desvantagens. Confira!

O que é o Sistema Interligado Nacional (SIN)?

O Sistema Interligado Nacional é o conjunto de equipamentos e instalações conectados eletricamente para possibilitar o suprimento de energia do país. Sua criação é consequência da resolução 351/98 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que autoriza o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a coordenar e controlar a geração e a transmissão desses sistemas interligados.

O Brasil é abastecido por um sistema hidro-termo-eólico de grande porte formado por empreendimentos de diversos proprietários, tanto estatais quanto privados. Também fazem parte da nossa matriz usinas de outros tipos de geração de energia, como a solar e a nuclear.

Todas as empresas que produzem e transmitem energia dentro desse modelo de interconexão fazem parte do Sistema Integrado Nacional. Atualmente, segundo o ONS, o SIN tem uma capacidade instalada de mais de 170 mil megawatts e uma extensão de rede básica de transmissão de mais de 145 mil quilômetros.

No mapa abaixo é possível conferir a distribuição das linhas de transmissão pelo território nacional:

sistema interligado nacional
Fonte: ONS

Quais sistemas fazem parte do SIN?

O Sistema Interligado Nacional é formado por quatro subgrupos:

  • Subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), que abrange essas duas regiões do país, assim como os estados de Rondônia e Acre;

  • Subsistema Sul (S), que corresponde à toda a região sul do país;

  • Subsistema Nordeste (NE), que engloba a região nordeste com exceção do do Maranhão;

  • Subsistema Norte (N), que abrange os estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Tocantins.

Além destes, existem ainda os chamados sistemas isolados. De acordo com o ONS, existem 212 localidades isoladas no Brasil, cujo consumo representa menos de 1% da carga total do país.

A maior parte dos sistemas isolados está na região Norte, nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá e Pará. Por sua vez, Roraima é o único estado brasileiro que não está integrado ao SIN, tendo seu abastecimento feito parcialmente pela Venezuela.

A principal consequência desse isolamento é o aumento na conta de luz, uma vez que grande parte da geração é realizada por termelétricas.

Como funciona o Sistema Interligado Nacional?

Os subsistemas que você conheceu acima estão todos conectados entre si. Toda a energia gerada por eles se junta no Sistema Interligado Nacional que, por meio da sua extensa malha de transmissão, a redistribui de maneira equilibrada por todo o país.

No sistema hidro-termo-eólico brasileiro, as hidrelétricas são responsáveis pela maior parte da geração, com mais de 60% da capacidade instalada. Graças ao SIN, essas usinas localizadas em 16 bacias hidrográficas de diferentes regiões atuam de forma integrada para levar luz a lares e indústrias.

Por sua vez, as usinas térmicas desempenham um papel estratégico no SIN, permitindo a gestão dos reservatórios de água para assegurar o atendimento futuro. Já a energia eólica tem aumentado sua participação na matriz e ganhado cada vez mais importância no atendimento ao mercado consumidor.

As operações de todas essas instalações e equipamentos que compõem o SIN são coordenadas e controladas pelo ONS e reguladas e fiscalizadas pela Aneel. Entre suas atribuições estão o detalhamento, o planejamento e programação da geração, transmissão e distribuição de energia.

Por meio da interconexão dos subsistemas é possível, por exemplo, verificar as regiões de maior demanda e, se for o caso, propor a ampliação e o reforço da rede de transmissão. Além disso, o funcionamento integrado aumenta a segurança operacional para evitar interrupções no abastecimento.

Confira no vídeo abaixo mais informações sobre o SIN e os submercados:

Quais são as vantagens do Sistema Interligado Nacional?

Como mencionado acima, um dos principais benefícios do SIN é a segurança e a confiabilidade das operações. Se houver uma falha em uma linha de transmissão, o sistema é capaz de redirecionar a eletricidade e fazer com que menos pessoas sejam afetadas por possíveis apagões pelo menor tempo possível.

A conexão entre os subsistemas também permite que o SIN ajuste a distribuição da energia à sazonalidade das chuvas. Afinal de contas, em um país das dimensões do Brasil, os períodos de chuva, fundamentais para abastecer os reservatórios das hidrelétricas, variam de acordo com a região.

Outra vantagem é a possibilidade de planejar a utilização das diversas fontes que compõem a nossa matriz energética. A interconexão aumenta a eficiência do sistema e reduz os custos relacionados à geração.

Justamente por isso, é certo dizer que o SIN não apenas permite, como incentiva o uso de energia renovável no Brasil. Essa diversificação traz como principais benefícios a diminuição do uso de combustíveis poluentes e a redução dos impactos ambientais característicos dessas fontes energéticas.

Quais são as desvantagens do Sistema Interligado Nacional?

Embora o SIN seja eficaz em sua missão de abastecer o Brasil de forma equilibrada, não podemos deixar de citar alguns pontos negativos. Entre eles, podemos destacar as perdas energéticas que acontecem nas linhas de transmissão quando é necessário percorrer grandes distâncias.

Além disso, a possibilidade de abastecer uma região com energia gerada em outra parte do país, que inicialmente parece vantajosa, traz efeitos colaterais menos benéficos. Isso acontece porque essa complementação ao suprimento pode acabar desestimulando investimentos na geração na região assistida.

As desvantagens do Sistema Interligado Nacional também chegam à conta de luz dos consumidores. Devido à complexidade e à envergadura do SIN, os custos com a transmissão de energia acabam deixando as tarifas um pouco mais salgadas.

SIN e o Mercado Livre de Energia

Em 1998, além do Sistema Integrado Nacional, também foi criado o Mercado Livre de Energia. Desde então, esse ambiente de contratação de energia elétrica permite que alguns consumidores negociem preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com geradoras ou comercializadoras.

Ou seja, é a opção ideal para quem quer a liberdade de escolher seus fornecedores e não pagar as tarifas reguladas pelo governo. Afinal de contas, em comparação aos preços praticados pelas distribuidoras, os valores no Mercado Livre são muito mais competitivos e garantem uma economia expressiva nos gastos com energia.

No Brasil, qualquer indústria ou comércio ligado em média ou alta tensão pode participar, desde que atenda alguns requisitos. Para saber se sua empresa se enquadra e como fazer a migração para o Mercado Livre, vale a pena procurar a assessoria de consultorias especializadas, como a Esfera Energia.

Com análises técnicas e regulatórias minuciosas, a Esfera faz todo o acompanhamento do processo junto com sua empresa e oferece suporte tanto no momento da contratação de energia como em questões burocráticas. Se você ficou interessado, fale agora mesmo com um dos nossos especialistas!