Vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica [LISTA]

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A abundância de água no território nacional coloca o Brasil como um dos países que mais aproveita a energia hidráulica no mundo para gerar eletricidade. Como toda fonte de energia, existem vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica dentro desse contexto favorável.

Entre as fontes da matriz elétrica brasileira, 64,9% (2021) corresponde a fontes hidráulicas que são utilizadas para geração de eletricidade devido ao alto volume de água dos rios e das características geográficas favoráveis.

Em tempos onde a diminuição das emissões de resíduos poluentes na atmosfera é uma prioridade, contar com a força das águas é uma sorte e, ao mesmo tempo, um desafio para os países manterem o seu abastecimento.

As crises hídricas e a necessidade de estudos sobre como a usina hidrelétrica será instalada para minimizar os impactos são alguns pontos analisados pelos órgãos governamentais.

Para entender melhor quais são as vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica, listamos a seguir os principais pontos para entender como o uso dos recursos é gerenciado.

Boa leitura!

Quais as vantagens da energia hidrelétrica?

O território brasileiro concentra 12% das reservas de água doce do planeta e muito desse potencial é usado para geração de eletricidade. Existem três grandes hidrelétricas no país (Itaipu, Belo Monte e Tucuruí), além das CGHs e PCHs, unidades menores, que dão suporte para o abastecimento local.

As principais vantagens da energia hidrelétrica são:

1. É uma fonte limpa e renovável

A primeira vantagem da energia hidrelétrica é que a fonte principal, a água, é um fonte limpa e renovável para geração de eletricidade.

Um país que possui tanto bacias hidrográficas em abundância quanto uma geografia favorável para a instalação de usinas, como é o caso do Brasil, consegue estruturar um bom sistema de geração e distribuição.

A água é utilizada desde os tempos antigos nos moinhos, sem gerar resíduos poluentes como as usinas termelétricas, por isso, é considerada uma fonte limpa e que se renova com o ciclo natural das chuvas.

2. Custo de produção de energia baixo

Outra vantagem da energia hidrelétrica é o custo baixo de produção de energia. A médio e a longo prazo, a manutenção de uma usina necessária é pequena, o que reflete no custo da energia para o consumidor.

O custo de instalação é mais alto, pois são feitos investimentos nos equipamentos, na construção dos reservatórios, barragens, casas de força, além dos estudos ambientais e dos impactos na área.

Atualmente, a digitalização dos processos de gerenciamento das usinas também contribui para melhorar a eficiência e o desempenho das usinas hidrelétricas.

3. Não produz gases do efeito estufa

A geração de eletricidade por meio da energia hidrelétrica também não produz como resíduos gases do efeito estufa, que são responsáveis pela poluição da atmosfera e aumento da temperatura global.

As emissões indiretas vinda dos resíduos orgânicos que entram em decomposição nos reservatórios também não causam impactos significativos e é considerada insignificante, principalmente nas usinas modernas.

4. Produção baseada na demanda

Conseguir manter uma produção de energia baseada na demanda é outra das vantagens da energia hidrelétrica.

Por meio do controle do fluxo de água existente nas usinas, é possível reduzir ou aumentar a produção conforme a necessidade. Isso é útil para atender a demanda em períodos de alto consumo quanto para evitar o desperdício de geração quando necessário.

5. Estrutura responsiva e rápida

A quinta vantagem da energia hidrelétrica é que a estrutura da usina é responsiva e rápida. Quando é preciso aumentar a geração rapidamente, é possível aumentar a vazão de água para gerar mais eletricidade.

A própria estrutura é projetada para permitir uma resposta rápida, assim como permite diminuir o trabalho, voltando a produção normal, depois de um episódio de aumento.

6. Possibilidade de criar usinas secundárias

Como já citamos acima, não existem apenas usinas gigantes como a binacional Itaipu. As usinas menores e que atuam de forma secundária na rede nacional são projetadas para abastecer sub-regiões do país.

O resultado é um custo de distribuição de energia menor, além de impactos reduzidos com a instalação das usinas. Muitas aproveitam a própria estrutura dos rios para fazer uma instalação mais tranquila.

7. Reaproveitamento da água na irrigação

Fechando a lista de vantagens da energia hidrelétrica, temos o reaproveitamento da água que é escoada para a irrigação.

Isso favorece o desenvolvimento da agricultura nas regiões próprias, favorecendo pequenos produtores a gerar renda para diversas famílias. Além disso, a água que sai limpa das usinas ajuda a manter o abastecimento hídrico nos períodos de seca.

Quais as desvantagens da energia hidrelétrica?

Como todo processo, também existem as desvantagens da energia hidrelétrica. Conheça quais são os principais pontos analisados:

1. Influência na flora e a fauna das áreas alagadas

Dependendo do tamanho da usina, é necessário alagar um grande espaço de terra. Isso interfere diretamente na fauna e na flora do lugar e é uma das desvantagens da energia hidrelétrica.

Dessa forma, é preciso existir um planejamento para reequilibrar o habitat natural e até fazer aberturas programadas para permitir a passagens dos rios.

2. Mudanças climáticas

A interrupção do fluxo de água para criar os reservatórios também pode afetar o clima tanto na região quanto nas áreas vizinhas. Por isso, a instalação de uma usina não é um trabalho simples e exige bastante empenho para minimizar essa desvantagem da energia hidrelétrica.

3. Alteração do curso e do nível natural dos rios

Uma vez que uma grande parte do curso da água é barrada e/ou alterada, acontece um desnivelamento do restante do nível do rio. Essa descompensação é considerada para manter um volume viável e ainda garantir que quando for feita a liberação de água, não cause problemas.

Por isso, as usinas são instaladas em bacias hidrográficas volumosas para equilibrar esse desnível.

4. Diminuição da geração nos períodos de seca

Nos períodos de seca, o potencial de geração de eletricidade das usinas é reduzido devido à diminuição da quantidade de água. Quando uma crise hídrica atinge o país, com altos níveis de estiagem, o preço da energia elétrica também é impactado.

Leia também >>> Bandeira de escassez hídrica: o que é e como funciona?

5. Realocação das populações ribeirinhas e nativas

Uma das desvantagens da energia hidrelétrica mais delicadas é a realocação das populações ribeirinhas e nativas das áreas que são inundadas para a construção de uma usina. Isso exige que o governo tenha políticas que garanta a qualidade de vida às pessoas afetadas.

Energia hidrelétrica e o impacto no bolso do consumidor

Mesmo existindo vantagens e desvantagens da energia hidrelétrica, é importante entender que a abundância e a escassez de água interferem nos custos da tarifa de energia no país.

Tanto os consumidores que estão no mercado tradicional quanto os que fazem parte do Mercado Livre de Energia, são afetados pela oscilação da capacidade de geração.

Por isso, se a sua empresa precisa de estratégias mais inteligentes para usar na hora da contratação de energia, você vai gostar de conhecer a Esfera, referência nacional em gestão no Mercado Livre de Energia.

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Dicas para a gestão e controle de compra de insumos

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Em tempos economicamente desafiadores, os gastos com a compra de insumos precisam ser ainda mais bem planejados para atender as demandas da empresa, evitar o desperdício e garantir que não faltem itens essenciais para produção.

Esse processo está diretamente ligado à capacidade produtiva, ou seja, a quantidade de itens que a equipe é capaz de produzir por hora.

Para que a produtividade se mantenha no nível esperado, é preciso que todos os recursos estejam a disposição e que haja um controle da quantidade de cada insumo para planejar os pedidos de reposição.

Isso leva ao alinhamento com os fornecedores, que tem sua própria logística e que deve ser respeitada, para manter um bom relacionamento e consolidar parcerias estratégicas.

Precisa melhorar a compra de insumos na sua empresa? Então, continue a leitura e entenda a importância de fazer uma gestão e controle mais preciso das compras e dicas para otimizar esse trabalho no setor de supply.

O que é compra de insumos?

A compra de insumos é um processo normalmente conduzido pela área de supply chain (cadeia de suprimentos) das empresas, que faz a negociação com diferentes fornecedores para aquisição de produtos como matéria-prima, materiais de embalagem, além de máquinas, energia elétrica, serviços, entre outros.

O objetivo é estabelecer uma ordem de controle para que cada insumo esteja sempre disponível para uso, evitando pausas ou até paradas longas na cadeia de produção.

Tanto grandes quanto pequenas empresas devem valorizar a gestão de compra de insumos para criar bons relacionamentos com fabricantes, varejistas, fornecedores e distribuidoras.

Qual a importância do planejamento na compra de insumos?

Compras geram gastos e nenhuma empresa deve conduzir suas operações sem um controle financeiro eficiente e bem planejado.

Além disso, a compra de insumos envolve o abastecimento de diversas áreas. Por isso, os pedidos devem ser bem pensados e direcionados aos fornecedores certos.

Com um planejamento da compra de insumos guiando o trabalho, é mais fácil analisar quanto tempo dura cada estoque e qual o prazo certo para fazer a compra e receber a reposição no tempo adequado.

Dessa forma, a operação pode ser mais eficiente e ter menos desperdícios durante a produção.

Outro fator que reforça a importância de trabalhar de forma planejada na gestão de compra de insumos é o alinhamento com a logística dos fornecedores.

Fazer pedidos de última hora e em grande volumes pode resultar em problemas, pois é preciso checar se o fornecedor pode atender e tem a quantidade pedida disponível.

Tenha em mente que o seu negócio não é o único cliente atendido, então, os fabricantes precisam ser comunicados com antecedência de qualquer aumento na demanda.

Todos esses cuidados com o planejamento de compra de insumos vai permitir que sua empresa tenha um controle financeiro mais efetivo e consiga negociar cada compra a um bom valor e ainda aproveitar as vantagens que os fornecedores oferecem.

5 dicas de gestão e controle de compra de insumos

Com algumas mudanças, dá para melhorar o planejamento e manter a gestão de controle de compra de insumos mais organizada e funcional. Confira a seguir as principais dicas que ajudam a chegar nesse objetivo:

1. Mantenha um histórico dos pedidos

O histórico dos pedidos é estratégico para o controle de compra de insumos porque ajuda a analisar se as previsões feitas anteriormente atenderam a demanda ou se houve falta logo depois de um pedido.

Isso significa que as previsões precisam ser ajustadas melhor, correspondendo a necessidade real de produção. Também permite definir a frequência ideal de compra para cada item.

Para fazer isso, invista em um software para registrar e acompanhar esses dados, que vão servir tanto para orientar as compras quanto para o controle de estoque e armazenamento.

2. Invista em pesquisa de preço

Um planejamento de controle de insumos permite que a equipe consiga pesquisar no mercado quais fornecedores têm os melhores preços.

Com essa informação, a equipe de supply pode selecionar os melhores fornecedores e negociar condições de compra mais vantajosas.

Lembrando que o preço é uma parte da equação. Para uma tomada de decisão assertiva, conheça a forma como o fornecedor trabalha, a qualidade do seu produto, etc.

3. Negocie prazos e pagamentos

Outra forma de manter uma boa gestão de compra de insumos é organizar os prazos dos pedidos.

Primeiro, determine em quanto tempo o estoque é utilizado. Depois, de acordo com a logística do fornecedor, planeje a data para fazer os pedidos. O ideal é que a reposição chegue antes do estoque anterior acabar.

À medida que o relacionamento com um fornecedor é recorrente, aproveite para negociar também os prazos de pagamento para equilibrar seu fluxo de caixa. Bons clientes conseguem barganhar melhores condições, então seja um!

4. Seja criterioso na seleção de fornecedores

Antes de contratar um novo fornecedor, estabeleça os principais critérios de qualificação para avaliar com cuidado e atenção cada parceiro em potencial.

Isso é importante para não se associar a empresas que possuem pendências fiscais e/ou jurídicas ou que tenham uma fama ruim no mercado. Assim, seu negócio pode criar uma rede de fornecedores confiáveis e fazer um controle de compras seguro.

5. Avalie a eficiência da gestão de compras

Os processos de gestão e controle de compra de insumos vão melhorando à medida que são colocados em prática.

Por isso, implemente indicadores para acompanhar a eficiência do trabalho e ajustar tarefas que podem ser feitas de uma forma melhor, melhorando a produtividade e os resultados alcançados pela equipe.

Leia também >>> Indicadores de produção industrial: 7 métricas indispensáveis

Sua empresa tem eficiência energética?

A energia elétrica também entra na lista de compra de insumos, afinal, é ela que mantém grande parte da infraestrutura funcionando. E sabia que a aquisição desse recurso pode ter um custo-benefício melhor para sua empresa?

Para equilibrar os gastos, ter acesso a fornecedores de diversas fontes de energia e negociar com mais flexibilidade, existe a opção de migrar para o Mercado Livre de Energia.

A Esfera Energia presta uma consultoria completa para o processo de migração e monta um planejamento com análises técnicas e regulatórias minuciosas, detalhando desde o começo até os ganhos a serem gerados.

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Demanda contratada: o que é e a importância de uma boa estratégia

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A demanda contratada é um termo mais conhecido pelos donos de empresas e indústrias que têm uma necessidade de abastecimento de energia elétrica maior, bem diferente do consumidor comum.

As regras de compra de energia elétrica para consumo por demanda contratada são específicas para esse tipo de fornecimento, criando uma estrutura que exige planejamento tanto dos contratantes quanto das distribuidoras de energia.

Então, é importante entender as diferenças que existem em um contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda para seguir as especificações estabelecidas por lei para as empresas.

Quer entender mais sobre esse contexto? Continue lendo o artigo e saiba mais sobre a demanda contratada, a importância de uma boa estratégia para evitar sobras e quais são os déficits e penalidades do consumo em excesso.

Boa leitura!

O que é demanda contratada?

A demanda de energia é a quantidade de potência expressa em kW (quilowatt) ou MW (megawatt) que uma empresa precisa para que toda sua estrutura funcione — máquinas, iluminação, equipamentos, etc.

Partindo desse primeiro conceito, a demanda contratada é o volume de consumo que uma empresa tem e contrata da distribuidora da sua região para garantir o abastecimento ao longo dos meses.

Isso significa que um contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda será formalizado, indicando o valor que a empresa vai pagar referentes aos kilowatts contratados, independentemente de a empresa consumi-los 100% ou não.

A demanda contratada pode ser entendida como a demanda necessária e não necessariamente a demanda máxima que uma empresa possui. Isso porque muitas empresas não colocam em operação todo seu aparato operacional.

Então na hora de contratar, o abastecimento segue um planejamento que define o que é necessário somado a uma margem de erro para evitar prejuízos.

Qual a demanda mínima a ser contratada?

A demanda mínima a ser contratada por uma empresa que faz parte do Grupo A é de 30 kW. Então, na fatura virá o valor referente à taxa mínima estabelecida em contrato, mesmo que o total não tenha sido consumido integralmente.

Como funciona a compra de energia elétrica para consumo por demanda contratada?

A compra de energia elétrica para consumo por demanda contratada começa com uma análise interna para determinar quais são as necessidades energéticas da empresa.

A forma recomendada para avaliar o consumo de energia é estudar o histórico de gastos dos 12 meses anteriores para analisar as variações e conseguir estabelecer a quantidade adequada.

Quando a empresa é mais nova e não tem ainda um histórico ou não faz acompanhamento, a solução é contratar um profissional que faça uma análise da estrutura atual e crie uma projeção de gastos para orientar a contratação junto a distribuidora.

É importante ressaltar que é possível solicitar alterações na quantidade de energia na demanda contratada. A ANEEL determinou um período de teste que dura 3 ciclos de faturamento, o que corresponde a 90 dias.

Assim, a empresa pode acompanhar o consumo e, se necessário, fazer alterações no contrato para adequar a demanda contratada à realidade.

O objetivo é não comprar energia em excesso de forma que a empresa gaste sem consumir e nem de menos, o que pode levar a multas onerosas.

Depois desse primeiro trimestre onde é permitido alterações, só é possível modificar os termos da demanda contratada a cada 12 ciclos de faturamento, ou seja, uma vez por ano.

Quando é feita uma solicitação, a empresa distribuidora local tem um prazo de 30 dias para fazer o ajuste solicitado pelo cliente.

Além de estabelecer o valor da demanda a ser pago, no contrato também consta o período de vigência do mesmo.

O que acontece se ultrapassar a demanda contratada?

Caso a demanda contratada seja ultrapassada, a empresa deve preparar o bolso, pois é cobrada uma multa bastante alta.

O valor é alto porque ao informar a quantidade de carga que precisa, a distribuidora prepara a rede para levar a energia até o ponto de abastecimento. Nesse caminho, existem fios e equipamentos específicos que suportam a carga prevista.

Quando a demanda é muito maior, existe o risco de ocorrerem danos na infraestrutura projetada pela distribuidora e as multas cobradas são usadas para cobrir os gastos envolvidos. Como os reparos são caros, o valor cobrado também é.

A tarifa varia de acordo com as definições de cada operadora e o valor vem especificado na fatura seguinte para a empresa.

Vale destacar que existe uma margem de tolerância para ultrapassagem de consumo de 5% da demanda contratada. Então, é possível acompanhar e ajustar antes de ser multado.

Leia também: Como calcular o consumo de energia elétrica empresarial?

Quem pode fazer contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda?

A contratação de energia elétrica para residências e para empresas é diferente justamente por causa da demanda e da forma de consumo de cada local. Por isso, os consumidores são divididos em dois grupos:

  • Grupo A: para aqueles com demandas de média e alta tensão como indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: para aqueles com demandas de baixa tensão como imóveis residenciais e comerciais.

Os consumidores que podem fazer contrato de fornecimento de energia elétrica por demanda são os que estão dentro do grupo A, que é dividido em seis subgrupos, de acordo com a tensão em kilovolt (kV) fornecida:

  • A1: igual ou superior a 230 kV;
  • A2: 88 kV a 138 kV;
  • A3: 69 kV;
  • A3a: 30 kV a 44 kV;
  • A4: 2,3 kV a 25 kV;
  • AS: inferior a 2,3 kV (por sistema subterrâneo de distribuição).

Os três primeiros subgrupos são classificados como alta tensão e os três últimos de média tensão.

A política de preço que regula as tarifas de energia na demanda contratada também é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Na demanda contratada existem dois tipos de tarifas possíveis: a azul e a verde.

Na tarifa azul, existem dois valores diferentes para a demanda de potência que varia de acordo com o horário de ponta e o horário fora de ponta.

Na tarifa verdade, por sua vez, os valores de consumo podem ser ou não diferentes no horário ponta e horário fora de ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta também é maior.

Horário de ponta e horário fora de ponta

Afinal, por que existe essa separação entre horário de ponta e horário fora de ponta? Essa é uma forma de separar os momentos de maior e menor consumo de energia como um todo.

O horário de ponta é o intervalo de três horas (exceto fins de semana e feriados) onde existe uma alta demanda e consumo de energia, ou seja, quando existem mais pessoas consumindo.

Cada distribuidora do país estabelece o período de ponta na região em que faz a cobertura — geralmente, compreende o período de 18h até 21h.

Nesse horário, o valor pago pela energia é bem maior. O objetivo da tarifa alta é reduzir o consumo para não evitar sobrecarga no sistema de transmissão.

Já o horário fora de ponta compreende as demais horas do dia, nas quais o consumo é mais distribuído e, por isso, não existem picos. O valor cobrado, portanto, é mais baixo.

Então, de acordo com o perfil de consumo, cada empresa pode fazer a demanda contratada na tarifa em que for mais vantajosa para a cobrança.

Entenda melhor sobre esse assunto no artigo: O que é tarifa azul e verde e como escolher a melhor.

Como planejar uma boa estratégia para a demanda contratada?

Para evitar prejuízos financeiros com multas, é importante conhecer sua empresa e as demandas energéticas que ela possui.

Esse trabalho pode ser assessorado por uma empresa gestora que auxilia nas análises e a migrar para ambientes de contratação mais vantajosos como o Mercado Livre de Energia.

A Esfera Energia é uma empresa referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e pode ajudar seu negócio a reduzir em até 35% os custos com energia.

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