O que é um comercializador varejista? Entenda as vantagens e desvantagens

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Para entrar no Mercado Livre de Energia (MLE), existem duas formas: se associar à CCEE ou contratar um comercializador varejista.

O comercializador varejista é uma empresa habilitada pelo Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para representar consumidores livres ou especiais e também empresas geradoras na compra e venda de energia.

Migrar para o Mercado Livre de Energia permite negociar com mais liberdade e com diferentes fontes, mas a burocracia para se enquadrar nesse mercado exige a assessoria de alguém especializado na área.

Um comercializador varejista experiente e que trabalha de maneira séria no mercado pode ajudar sua empresa a ganhar mais autonomia e reduzir custos energéticos.

Neste artigo, vamos te explicar os principais pontos sobre o trabalho do comercializador varejista como:

  • O que é um comercializador varejista?
  • Quais são as funções de um comercializador varejista?
  • Quem pode contratar um comercializador varejista?
  • Mudanças da MP 998 na comercialização varejista
  • Vantagens e desvantagens de um comercializador varejista

Boa leitura!

O que é um comercializador varejista?

Um comercializador varejista, também chamado de representante, é uma empresa que faz a representação contínua de um consumidor ou empresa geradora (representados) dentro do Mercado Livre de Energia.

Dessa forma, ao invés do cliente se associar diretamente à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o comercializador é quem faz sua habilitação junto ao órgão para representar os clientes nas negociações.

Essa função foi criada em 2013 e atualizada em 2015 pela Resolução Normativa Nº 654 da ANEEL.

O objetivo dessa figura dentro do ACL é simplificar o processo de migração das empresas, permitindo que tanto grandes negócios quanto empresas menores possam negociar livremente a compra de energia.

Além disso, contratar um comercializador varejista evita ter que passar por toda a burocracia da CCEE, pois o representante faz todas as habilitações técnicas dos clientes junto ao órgão.

Quais são as funções de um comercializador varejista?

O comercializador varejista é responsável por todas as funções para que cada um dos seus representados participem da comercialização de energia elétrica.

Entre essas funções estão:

  • Migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL);
  • Gestão operacional completa: modelo, medição, pagamento, entre outras obrigações financeiras.

O trabalho deve ser feito por uma empresa séria para evitar penalizações no atraso da migração, por exemplo.

Por isso, ao optar por contratar esse serviço de um terceiro, invista seu tempo em uma pesquisa criteriosa e peça indicações para conhecer os melhores profissionais.

Leia também: Entenda as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

Quem pode contratar um comercializador varejista?

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De acordo com a Resolução Normativa ANEEL Nº 570, estão elegíveis para contratar e serem representados na comercialização varejista:

  • os consumidores com unidades consumidoras aptas à aquisição de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Ex: geradoras de energia elétrica, comercializadoras, consumidores livres e consumidores especiais; e
  • os detentores de concessão, autorização ou registro de geração com capacidade instalada inferior a 50 MW não comprometidos com Contrato de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado (CCEAR), Contrato de Energia de Reserva (CER) ou Cotas.

Uma empresa detentora de concessão ou autorização para geração com capacidade instalada igual ou superior a 50 MW, pode contratar um comercializador varejista, mas precisa ter um registro próprio na CCEE.

Mudanças da MP 998 na comercialização varejista

A MP 998 ou “MP dos Consumidores” foi aprovada e publicada como Lei nº 14.120 em março de 2021. O projeto trouxe diversas mudanças no mercado de comercialização de energia.

A lei estabeleceu a figura do comercializador varejista como mediador das negociações de compra e venda dentro do Mercado Livre de Energia para pessoas físicas ou jurídicas, desde que seja seguida a regulamentação da ANEEL.

Outro detalhe importante da MP 998 foi a determinação de suspensão de energia em uma unidade consumidora caso o representado não cumpra com as obrigações de pagamento.

Dessa forma, o comercializador varejista não é penalizado pela inadimplência do seu cliente e também não fica responsável pelo pagamento da dívida.

Vantagens e desvantagens de um comercializador varejista

Agora que você conhece melhor a função do comercializador varejista, vamos listar algumas vantagens e desvantagens de contratar uma empresa.

Vantagens do comercializador varejista

As principais vantagens são:

Desvantagens do comercializador varejista

A desvantagem de contratar um comercializador varejista só ocorre se você não tiver uma empresa parceira e que forneça um serviço de qualidade.

Isso porque o representante assume todas as tarefas necessárias para que seus representados possam comprar legalmente dentro das regras do Mercado Livre de Energia.

Então, qualquer conduta de comercialização errada pode comprometer a empresa. Por isso, é importante fazer uma parceria com uma empresa bem recomendada.

O que não dispensa que você, como representado, entenda todos os processos e obrigações que precisa cumprir.

Dessa forma, as vantagens compensam todo o investimento e sua empresa economiza na energia elétrica.

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Agora que você sabe o que é e o que faz um comercializador varejista, pode procurar um profissional experiente para auxiliar o seu negócio na migração.

A Esfera é uma empresa gestora e comercializadora de energia. O diferencial da nossa abordagem é que nossa comercializadora não negocia preços para os os clientes de gestão.

Assim, garantimos apenas a vantagem de atuar como gestora e comercializadora, sem nenhum conflito de interesse que prejudique nossos clientes. O resultado é uma economia de até 7% em relação aos concorrentes de mercado.

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O que são selos de sustentabilidade? Quais os principais?

Pessoa com a mão no meio de plantas

Os selos de sustentabilidade certificam empresas que seguem determinadas diretrizes focadas na redução dos impactos ambientais. Isso é importante não apenas para o meio ambiente, mas também para atender às demandas de consumidores cada vez mais conscientes.

Uma pesquisa realizada pela Union + Webster mostra que 87% dos brasileiros preferem comprar de empresas sustentáveis. Isso mostra que, tão importante quanto adquirir produtos e serviços de qualidade, é conhecer a procedência deles.

Continue lendo e saiba mais sobre os selos de sustentabilidade.

O que são certificações sustentáveis?

As certificações sustentáveis, também chamadas “selos de sustentabilidade”, comprovam que uma empresa adota processos sustentáveis tanto no desenvolvimento de novos produtos como em sua infraestrutura como um todo.

As principais categorias contempladas pelos selos de empresa sustentável são:

  • eficiência energética;
  • gestão da água;
  • alimentos orgânicos e veganos;
  • manejo florestal;
  • gestão de resíduos;
  • biodiversidade;
  • turismo;
  • setor têxtil.

Existem diferentes selos de sustentabilidade para empresas e cada um deles valida um aspecto.

Quais são os selos de sustentabilidade?

Hoje existem mais de 30 selos de sustentabilidade no Brasil e vamos destacar alguns deles aqui:

  • BREEAM
  • Carbon Trust Standard
  • Ecocert
  • ISO 14001
  • ISO 26000
  • ISO 50001
  • Procel Edifica
  • Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica 

Confira os detalhes de cada uma das certificações nacionais de sustentabilidade a seguir. 

BREEAM

O BREEAM foi uma das primeiras metodologias de sustentabilidade criadas no mundo voltada para projetos, infraestrutura e prédios. Lançado em 1990, avalia o desempenho das medidas adotadas para reduzir o impacto ambiental da construção civil.

Carbon Trust Standard

A Carbon Trust oferece certificações para indústrias com base no consumo de energia e água, e emissão de CO2. O estímulo desse selo é reduzir o impacto ambiental dos processos de uma empresa ao adotar práticas mais eficientes e sustentáveis.

Ecocert

Fundada em 1991 na França, a Ecocert incentiva um modelo agrícola favorável ao meio ambiente, e certifica alimentos orgânicos e cosméticos naturais ou orgânicos.

Segundo a empresa, “nós nos esforçamos para viabilizar processos de produção que respeitem o meio ambiente, uso responsável da energia disponível e dos recursos naturais (água, ar, fertilidade do solo), setores socialmente responsáveis e melhor qualidade e segurança do produto.”

ISO 14001

A ISO 14001 é oferecida no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e especifica os requisitos do sistema de gestão ambiental, considerando aspectos como uso de recursos naturais, proteção de florestas e preservação da biodiversidade. O selo de sustentabilidade é oferecido para empresas e empreendimentos de todos os setores.

ISO 26000

A ISO 26000 tem como foco a responsabilidade social nas empresas. De acordo com o Inmetro, “a responsabilidade social se expressa pelo desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente.”

ISO 50001

A ISO 50001 estabelece as normas sobre o Sistema de Gestão de Energia (SGE). O objetivo de tal sistema é tornar o consumo energético mais eficiente a partir de procedimentos e atividades que podem ser implementados por qualquer organização. Por consequência, as empresas economizam dinheiro e ainda contribuem para a redução dos gases do efeito estufa.

Procel Edifica

O selo do Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica) foi criado em 2003 pela Eletrobrás em parceria com instituições públicas e privadas. Seu objetivo é promover o uso racional de energia elétrica em edificações desde a fundação do empreendimento.

Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica é conhecido como Procel, o qual certifica equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos. O Selo Procel é oferecido apenas a produtos com os melhores níveis de eficiência energética em sua categoria e que consomem menos energia.

Qual a importância das certificações de sustentabilidade?

O selo de empresa sustentável sinaliza para a sociedade que a organização está focada em adotar práticas favoráveis ao meio ambiente. Isso é importante não apenas para o planeta, mas também para atender às demandas de um mercado cada vez mais consciente na hora de adquirir novos produtos.

Com a utilização de selos verdes, uma empresa consegue comunicar com mais facilidade aos seus consumidores que adota metodologias sustentáveis em seu processo produtivo. Considerando o aumento da conscientização ambiental da população, como mostrado no começo deste artigo, ter selos de sustentabilidade também é uma estratégia de negócio.

Ou seja, ao conseguir um selo de sustentabilidade, uma instituição contempla o “tripé” de meio ambiente, economia e sociedade.

Além disso, existem outros benefícios, como:

  • redução de custos: para obter um selo de sustentabilidade, uma empresa precisa reduzir o consumo de recursos como energia e água, além de reutilizar produtos, o que naturalmente reduz os custos; 
  • visibilidade e valor da marca: empresas sustentáveis estão no radar dos consumidores, visto que eles estão mais conscientes sobre os produtos que adquirem.

E, claro, o maior benefício é a contribuição para um planeta cada vez mais sustentável. 

Leia também: Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa

A relação entre selos de sustentabilidade, ESG e ODS

Os selos de sustentabilidade estão diretamente relacionados às práticas estabelecidas pelo ESG, sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

Basicamente, o ESG define os parâmetros para avaliar se empresas estão seguindo ou não práticas sustentáveis focadas no meio ambiente, pessoas e governança do negócio. No vídeo abaixo você confere mais detalhes sobre o ESG:

O ESG também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, 17 objetivos classificados em quatro temas: social, ambiental, econômico e institucional. 

Ou seja, empresas sustentáveis, que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e da economia, e que respeitem seus colaboradores, podem trabalhar para se alinharem ao ESG, aos ODS e, por consequência, conseguir os selos de sustentabilidade.

No fim, as certificações sustentáveis, o ESG e o ODS têm o mesmo objetivo: a construção de um futuro melhor. 

Energia e sustentabilidade

Esses três aspectos contemplam a energia, a qual tem um papel fundamental para a redução dos impactos ambientais. Existem alguns caminhos possíveis para isso, como:

  • a geração distribuída (GD), que estabelece as normas para os consumidores produzirem sua própria energia, desde que as fontes sejam renováveis ou de cogeração qualificada; 
  • o consumo de energia sustentável, ou seja, aquisição de energia de fontes com menor impacto ao meio ambiente, como hidrelétrica, solar, eólica, biomassa, geotérmica, maremotriz e ondomotriz.

Aproveite para ler um artigo sobre energia verde e suas fontes.

Quer saber mais sobre os tipos de geração de energia? Temos um e-book completo sobre o assunto, baixe agora mesmo. 

Esperamos que você tenha conseguido entender o que são os selos de sustentabilidade e qual a importância deles para o desenvolvimento de empresas focadas em contribuir com o meio ambiente. 

Um passo importante é adquirir energia de fontes sustentáveis, como eólica, solar e biomassa, e você pode fazer isso com facilidade migrando para o Mercado Livre de Energia. E mais: atuando nesse mercado, é possível economizar até 35% com a conta de luz. 

Fale com um consultor da Esfera Energia e veja como fazer a migração.