Aconteceu em Abril: O comportamento do PLD Horário e os recordes de geração solar e eólica

Com as gerações eólica e fotovoltaica batendo recordes na primeira quinzena, o mês de abril apresentou elevada amplitude no intraday (dentro do mesmo dia) mostrando que de fato a implementação do PLD horário aproximou a precificação da operação.

Confira abaixo nossas análises sobre o impacto da geração intermitente no PLD.

O comportamento do PLD Horário

O PLD de abril apresentou volatilidade moderada iniciando o mês próximo dos  R$100/MWh, chegando a valores médios diários abaixo de R$80/MWh e próximos à R$170/MWh, fechando o mês em R$132,63/MWh no Sudeste/Centro-Oeste.

No Sul foram observados descolamentos principalmente no período de pico de consumo, o que fez com que o PLD fechasse R$4,29/MWh acima do Sudeste/Centro-Oeste.

O Nordeste fechou o mês com um PLD médio de R$88,55/MWh, influenciado pela boa afluência do Norte e pela geração de fontes renováveis.

Norte fechou o mês em R$77,27/MWh, descolando do piso regulatório à medida que nos aproximamos do final do período de boas afluências do submercado. 

Novamente ressaltamos que o ponto de atenção do mês foi o aumento da amplitude do PLD horário no SE/CO e Sul, que diante das más condições dos reservatórios do SE/CO e consequente aumento da dependência da geração do Norte e das usinas intermitentes do NE, apresentou diferenças de cerca de R$100/MWh entre o PLD mínimo e máximo horário no intraday, como podemos observar nos gráficos abaixo.

Este foi um mês interessante para compreendermos melhor a dinâmica do PLD horário, implementado em janeiro de 2021, que apesar do descasamento na primeira quinzena, o PLD horário entre submercados se mostrou acoplado durante as primeiras horas do dia com uma frequência superior a esperada pelo mercado. 

Este fator é explicado pela dinâmica de intercâmbio de energia entre os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN), dado que durante a madrugada, a redução da demanda corrobora para o não atingimento dos limites de intercâmbio de energia.

No entanto, o fato mais interessante é que este acoplamento foi um dos grandes responsáveis pela elevação da amplitude do PLD.

Em parte, os impactos citados podem ser explicados pelo período de maior geração hídrica do submercado Norte, que se encontra no final de sua temporada de chuvas, mas essa não é a única explicação.

Recorde de geração Eólica e Solar

Abril também apresentou um montante de geração eólica e solar acima do esperado para o Nordeste, chegando a bater recordes de geração nas duas modalidades.

No dia 08/04, o sol brilhou forte e a geração solar bateu o recorde de geração instantânea com 1.862 MW, às 11h10.

Ainda no mesmo dia, a geração eólica superou dois recordes, o primeiro também foi o de geração instantânea, atingindo a marca dos 10.565 MW, às 23h50 e o segundo foi o de geração média, que bateu 9.257 MW Médios, montante suficiente para suprir 81% da demanda do submercado, o que acabou tornando o Nordeste um exportador de energia para os demais submercados.

Recordes como esses chamam a atenção para as gerações renováveis e nos fazem indagar em como isso pode impactar no preço da energia.

Em termos gerais, a energia gerada por fontes renováveis tem um custo menor de produção quando comparado ao Custo Variável Unitário (CVU) das usinas térmicas a gás, carvão ou óleo utilizadas para complementar a geração hídrica no Brasil, e acaba reduzindo o PLD nas horas que sua complementaridade é capaz de deslocar a geração termelétrica, como em situações de carga reduzida e ou geração renovável elevada.

Acompanhamento da Carga

A carga segue uma redução natural sazonal da entrada do período de temperaturas menores, mas acima do observado em 2019 e principalmente no mesmo período de 2020, quando os efeitos do início da pandemia foram os mais severos para a economia. 

O nível do reservatório do Sudeste/Centro-Oeste, durante o mês, sofreu um deplecionamento em torno de 0,5% fechando em 34,7% da capacidade máxima de armazenamento, um dos piores níveis já observados no histórico para o mês, motivo de preocupação, pois o atual nível e a expectativas de chuvas abaixo da média, criam um cenário de tendência de preços elevados e até a um risco de déficit de energia. 

Medidas de redução do risco de déficit estão sendo tomadas desde o final de 2020, quando o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) autorizou o despacho termelétrico e a importação fora da ordem de mérito, medida que elevam o custo de geração do sistema e que acabam sendo remunerados através do ESS (Encargos de Serviço do Sistema) , que implica em encargos elevados para os consumidores.

Entenda o que são os Encargos de Serviço do Sistema (ESS)

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia, fale com um de nossos especialistas.

Conheça as instituições do setor elétrico que regulamentam o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia surgiu com a intenção de proporcionar mais liberdade aos grandes consumidores de energia. Nesse ambiente de negócios compradores e vendedores negociam energia livremente entre si. 

A principal característica do Mercado Livre de Energia, quando comparada ao Mercado Cativo, é a possibilidade de contratação de energia de maneira bilateral diretamente com geradores e comercializadores.

Para oferecer mais credibilidade a este mercado existem alguns órgãos que regulamentam o setor, garantindo segurança e trazendo respaldo aos consumidores livres.

Confira neste post quais são as instituições que regulamentam o Mercado Livre de Energia e como elas ajudam a construir um ambiente seguro.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi criada em 1997 para regular o setor elétrico brasileiro. É a governança do setor elétrico, responsável pela regulação e fiscalização da geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, de acordo com as políticas e diretrizes do governo federal. 

A Aneel tem como função trabalhar diretamente na expansão do Mercado Livre de Energia e aprimorar toda a segurança que o envolve, seja nas transações, na adequação dos critérios para participação no mercado e nos indicadores de monitoramento.  

Estão entre as modalidades de regulação da Aneel:

  • Regulação técnica de padrões de serviço: geração, transmissão, distribuição e comercialização;
  • Regulação econômica: tarifas e mercado;
  • Regulação dos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e eficiência energética.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a entidade responsável por gerir o mercado de energia elétrica no Brasil.

Viabiliza as atividades de compra e venda de energia em todo o País, seja no Ambiente de Contração Cativo (ACR) ou no Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde encontram-se os consumidores livres.

Tem como objetivo trazer ainda mais transparência e confiança ao mercado, fomentando a sua evolução. 

É a entidade responsável por registrar, controlar e organizar todas as operações que ocorrem no Mercado Livre de Energia. 

São agentes da CCEE as empresas que atuam no setor elétrico nas áreas de geração, distribuição e comercialização. Elas só podem comercializar energia de acordo com as regras vigentes no mercado, em leilões promovidos pela CCEE e delegados pela Aneel, ou no Mercado Livre de Energia com a liquidação das diferenças no Mercado de Curto Prazo.

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil

Operador Nacional do Sistema (ONS)

As usinas de geração de energia e consumidores do Brasil estão conectadas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), tornando possível a troca de energia entre as diferentes regiões (submercados) para os diferentes consumidores. O SIN é constituído por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte. 

O Operador Nacional do Sistema (ONS) é o órgão responsável pela coordenação e controle dessas operações sob as instalações de geração e transmissão de energia elétrica no SIN. 

O ONS desenvolve estudos e ações sobre o sistema e seus agentes para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão com o objetivo de garantir a segurança do suprimento em todo o País. Ele também promove a otimização das operações do sistema, garante que todos os agentes do setor tenham acesso à rede de transmissão e trabalha para a expansão e bom funcionamento do SIN.

Está sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) é o órgão que assessora o Presidente da República, destinado à formulação de políticas e diretrizes energéticas.

Tem como objetivo aproveitar os recursos energéticos do País de forma racional, revisar periodicamente a matriz energética que compõe o Brasil e estabelecer diretrizes para programas específicos.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é responsável por avaliar e acompanhar a segurança do suprimento eletroenergético em todo território nacional, propondo ações preventivas para garantir a segurança no atendimento ao sistema elétrico.

Ministério de Minas e Energia (MME)

O Ministério de Minas e Energia (MME) é responsável pela supervisão e controle da execução das políticas direcionadas ao desenvolvimento energético do país.

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Como o próprio nome diz a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é responsável pela realização de pesquisas com a finalidade de subsidiar e dar apoio técnico ao planejamento e implementação das ações do MME, visando a expansão e segurança do sistema elétrico.

Economia do Mercado Livre de Energia aliada à segurança

Desde a sua criação em 1998, o Mercado Livre apresenta números expressivos de crescimento e, principalmente, em relação à economia proporcionada aos consumidores livres, que pode chegar até 35% em relação ao Mercado Cativo

É considerado um ambiente livre pois é possível escolher os seus fornecedores, negociar prazos e adequar a demanda contratada conforme o seu perfil, porém é balizado por regras e diversos mecanismos que proporcionam segurança, tranquilidade e transparência aos consumidores livres.

Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de migração e negociação.

Fale com um de nossos especialistas e veja como a Esfera pode te ajudar.

Esfera Energia lança o primeiro Marketplace de energia do mercado

Muitas empresas brasileiras já são agentes do Mercado Livre de Energia e aproveitam dos seus benefícios. Porém, atualmente, o processo de compra de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL) é, muitas vezes, longo, burocrático e manual. 

A maioria das cotações de mercado acontecem de maneira descentralizada, através de emails e mensagens particulares para as contrapartes. Com isso fica difícil comparar preços, negociar com vários players e tomar as melhores decisões.

Também falta rastreabilidade de todo o processo para garantir que estão em compliance com as regras da empresa que faz a cotação.

É neste cenário que a Esfera Energia lança o primeiro Marketplace de energia do mercado.

Com foco em oferecer soluções digitais para o setor elétrico, a Esfera traz uma plataforma inovadora para o mercado, que traz agilidade, segurança e transparência para as negociações de compra e venda de energia.

“Trabalhamos durante oito meses no desenvolvimento do Marketplace, focando especialmente na experiência do usuário para resolver uma dor de anos do mercado de energia tanto para os clientes, quanto para os fornecedores”, diz Braz, CEO da Esfera Energia.

Direcionada a grandes consumidores e geradores de energia, o hud Cotação já conta com 130 comercializadoras cadastradas e proporciona uma experiência de compra e venda de energia bastante simples e rápida.

Para realizar uma cotação de energia, basta o interessado preencher algumas informações como volume de energia que deseja contratar ou vender, qual o tipo dessa energia e para qual período necessita. Em alguns segundos, as comercializadoras recebem o pedido e já podem enviar as suas propostas, seja por e-mail ou diretamente pela plataforma. 

Durante o processo, todas as etapas da negociação ficam registradas e poderão ser auditadas posteriormente, trazendo mais transparência e rastreabilidade.

Benefícios de comprar e vender com o hud Cotação

Confira os benefícios que o hud Cotação oferece para as operações de compra e venda de energia:

  • Capilaridade de contrapartes para vender ou comprar energia

Já são mais de 130 comercializadoras cadastradas para receber as propostas de compra e venda de energia. Maior concorrência para conquistar os melhores preços. 

  • Auditoria e rastreabilidade completa dos dados

Todas as etapas da negociação ficam registradas e são auditadas posteriormente, oferecendo mais transparência e segurança para as contrapartes nas operações realizadas. 

  • Garantia de melhor preço

Possibilidade de rodadas de negociação para balizar e garantir o melhor preço. 

  • Processo 100% digital e automatizado

Desde a abertura até o fechamento do contrato, todas as partes ficam centralizadas na plataforma, com fluxos automatizados. Garantia de economia de tempo aos envolvidos nas negociações. 

Apenas na fase de testes, a solução já transacionou mais de 100 MW médios por mês, o equivalente a mais de R$ 10 milhões mensais, dependendo do PLD.

Quem já usou, aprovou.

Uma das empresas que participou dos testes da plataforma desde o início foi a Adecoagro, empresa do setor de agronegócios. Segundo Paulo Fiordelice, responsável pelos negócios de energia da empresa, o hud Cotação melhorou suas negociações:

“A utilização da plataforma de cotações agregou muito em termos de praticidade, além de economizar mais tempo e agilidade, traz segurança, transparência e maior visão de posicionamento do mercado.”

Outra empresa que participou dos testes iniciais do hud Cotação, foi a Suzano, referência no segmento de papel e celulose. Para Fábio Campanholo, da gerência de energia, a plataforma trouxe melhorias para o processo de compra e venda de energia: 

“Ferramenta prática e intuitiva, tanto para quem cota, quanto para quem participa da cotação. Economiza tempo de todos os envolvidos, e traz transparência e confiabilidade para o processo.”

A novidade será disponibilizada gratuitamente para todo o mercado de forma gradual. Para assegurar a qualidade da plataforma, a Esfera está admitindo novos usuários via convites. Para garantir a participação as empresas precisam solicitar um convite através de um cadastro no site.

Solicite agora mesmo o seu convite para participar.

A Esfera é uma empresa de tecnologia que atua com comercialização e gestão inteligente de energia elétrica com o objetivo de trazer economia de maneira simples e digital.

Para saber mais sobre a Esfera Energia acesse aqui.

PL do Gás: O que é necessário para que o mercado abra na prática?

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de março o PL do Gás, com a intenção de desverticalizar o setor e avançar no processo de abertura de um futuro Mercado Livre de Gás.

Saiba sobre o que o PL do Gás muda no marco regulatório do setor.

Embora as novas regras para operação dos agentes sejam cruciais para o desenvolvimento do mercado livre de gás no país, é necessário que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) atue na regulamentação da lei, com o objetivo de estabelecer os limites legais que atraiam novos investimentos no setor.

De acordo com o modelo conceitual do mercado de gás na competência da União – Comercialização, carregamento e balanceamento) disponibilizado pela ANP em Setembro/20, a abertura do mercado e desverticalização do setor, fomentará negociações bilaterais, com a entrada de novos agentes no mercado, e a vinda de investimentos.

A lei, que foi sancionada pelo Presidente no dia 8 de abril, traz também maior segurança jurídica para investimentos no setor de gás, que demandam quantidades expressivas de investimento e têm retorno a longo prazo. 

O acordo assinado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Petrobras, afirma que a empresa irá se desfazer de alguns ativos relacionados à infraestrutura de gás, e permitirá  a abertura da concorrência no setor.

O desenvolvimento do mercado bilateral tende a padronizar contratos de negociação, estabelecer parâmetros de monitoramento da qualidade do gás fornecido e criar   o mercado balcão de negociação, num processo semelhante ao que ocorreu na abertura do setor elétrico, conhecido como Mercado Livre de Energia.

O amadurecimento natural do mercado permitirá, a longo prazo, o desenvolvimento de produtos financeiros de negociação do suprimento no mercado futuro.

Apenas com o PL é possível desenvolver o Mercado Livre de Gás?

É importante lembrar que a competência em relação à distribuição do gás natural é dos Estados e eles têm autonomia para criar os seus critérios para operar este suprimento, a nova Lei do Gás não legisla sobre estes aspectos.

Os Estados exercem um papel importante ao estabelecer regras de comercialização de gás, como fomentar o desenvolvimento da malha de distribuição,  estabelecer critérios para definir os tipos de agentes neste mercado, especialmente no que se refere ao volume mínimo necessário para ser considerado consumidor livre deste setor e garantir acesso de novos fornecedores no Estado.

Para o aumento da competitividade e fortalecimento desta indústria, no entanto, é desejável que haja uma uniformização de regras, de modo a alcançarmos uma padronização mínima de nomenclaturas e tratamentos de aspectos técnicos, como modelos de tributação.

Vários estados têm revisado suas regras de fornecimento de gás, a  Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP), publicou  no final de 2020 uma nova resolução que permite o enquadramento como consumidor livre de qualquer consumidor industrial, desde que satisfeitos critérios contratuais com a concessionária.

Outros estados como Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Rio de Janeiro estão com discussões abertas para preparar as condições regulatórias que tornam viáveis a abertura do mercado livre de gás e os investimentos no setor.

E quanto isso vai custar?

O preço pago pelo suprimento tem vários componentes incluídos. Além do valor da molécula, o preço considera o valor do transporte e distribuição, além de impostos federais e estaduais.

No mercado cativo, em que a concessionária de gás entrega a molécula e presta o serviço de fornecimento do gás no local de utilização, os valores são regulados pelos Estados e sofrem reajustes periódicos, de acordo com o calendário de reavaliação dos custos e preços de fornecimento.

No mercado livre, porém, o consumidor poderá negociar bilateralmente com os fornecedores (produtores ou comercializadores) a compra do gás usado em suas instalações e contratar, diretamente com a distribuidora, o uso dos dutos para a entrega do suprimento oferecendo maior flexibilidade para negociação com o fornecedor.

A lei aprovada no congresso prevê tarifação de transporte através da entrada e saída de gás nos sistemas de transporte. Este modelo permite a integração maior das estruturas disponíveis e a operação do sistema de gás em rede.

A Esfera Energia acompanha as discussões sobre a abertura do mercado livre de gás, em níveis federal e estaduais, com o objetivo de identificar oportunidades de novos negócios para os nossos parceiros, buscando otimizar suas operações.

Se tiver interesse em saber mais sobre o assunto, fale com um de nossos especialistas.

 

Aconteceu em Março: O comportamento do consumo de energia no cenário de restrições causadas pela Covid-19

No mercado de energia cresce a preocupação sobre o quanto um lockdown, em razão da pandemia causada pela Covid-19, pode afetar o consumo de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) e, consequentemente, o quanto isso pode afetar na formação dos preços do mercado de energia para os próximos meses.

Assim, como o consumo de energia se tornou uma das maiores incertezas na formação dos preços, confira o nosso acompanhamento do consumo e análise sobre o que pode acontecer nas próximas semanas.

* Semana de implementação da carga global

No início do mês, tivemos a implementação do conceito de carga global nos modelos de precificação horária de energia e, consequentemente, nos relatórios do Operador Nacional do Sistema (ONS) que apresentem quaisquer dados relativos à carga do SIN. 

Com a carga global, a parcela de geração de usinas não supervisionadas pelo ONS, passa a compor o cálculo da demanda, o representando de forma mais fiel. Isso justifica parte da mudança de patamar do consumo, a partir deste período que ficou mais elevado.

Outro causador dessa elevação foi a própria temperatura, que mascarou os efeitos da adoção de medidas mais restritivas de mobilidade urbana em diversas regiões do país. 

Como a adoção de medidas restritivas de circulação teve um impacto muito significativo na carga em 2020, todo o mercado ficou apreensivo na eventualidade de um lockdown em 2021. Desse modo, esperava-se que a mudança para as fases vermelha e emergencial refletissem em uma grande redução do consumo.

Como consequência de tal especulação no mercado de energia foi possível observar uma queda momentânea de preços, mas que não se sustentou pois a influência da temperatura tem sido maior nas últimas semanas.

Para entendermos melhor o que pode acontecer com o consumo, caso medidas mais restritivas sejam decretadas, analisamos o comportamento da carga na Europa durante a segunda fase de lockdown.

O gráfico acima apresenta o consumo semanal de diversos países quando comparado ao nível de carga da primeira semana de março de 2020, período que antecedeu a primeira onda de lockdown.

Olhando para a média europeia (linha vermelha), percebemos que a redução de consumo por conta da pandemia causada pela Covid-19 em abril de 2020 foi superior aos 20%, enquanto o Brasil apresentava uma redução próxima aos 15%, com perfis de queda semelhantes. 

Já na segunda onda de lockdown a redução do consumo europeu permaneceu em um patamar próximo de 6%, valores razoáveis para uma possível queda do consumo brasileiro, uma vez que acreditamos ser improvável a parada do setor industrial.

Em contrapartida, para os meses de abril e maio de 2021 a expectativa é que a temperatura prevista seja superior à média histórica para o período. Desse modo, a redução da carga por conta da pandemia pode ser atenuada ou até mesmo suprimida pelos efeitos de temperatura, que se mostraram muito influentes no consumo de energia nas últimas semanas.

Além disso, no dia 30 de março foi divulgado pelo operador a revisão quadrimestral da carga, onde o ONS em conjunto com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), optaram por uma redução média de 360 MWm a partir de junho de 2021, dando suporte à hipótese de que a redução do consumo por conta da Covid-19 deve ser baixa.

Acompanhamento dos Reservatórios

Com um período úmido apresentando níveis de precipitação inferiores à média histórica no Sudeste do país, os reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste, apesar da recuperação, fecharam o mês em níveis críticos inferiores aos observados nos últimos anos.

Já na região Sul, os reservatórios apresentaram uma manutenção de seus níveis durante o mês de março. Porém fecham o mês com tendência de deplecionamento sem perspectiva de boas afluências para as próximas semanas.

Geração Fora da Ordem de Mérito

No mês de março, com o início do período úmido da região Norte, os submercados Norte e Nordeste reduziram significativamente os níveis de geração térmica para não sobrecarregar o sistema de transmissão responsável pelo intercâmbio de energia com o submercado Sudeste/Centro-Oeste. Desse modo, a geração fora da ordem de mérito (GFOM) também sofreu redução, permitindo que a parcela de segurança energética que compõe os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) fosse reduzida em relação ao mês anterior.

Ainda neste mês, o ONS divulgou a metodologia utilizada como recurso para auxiliar o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na tomada de decisão acerca do despacho térmico fora da ordem de mérito.

O estudo utilizado propõe que os níveis de reservatório do submercado Sudeste/Centro-Oeste ao fim dos meses sejam comparados a 3 curvas de referência que delimitam a disponibilidade térmica total do sistema, que viabilizam a preservação dos  reservatórios conforme a seguir:

  • Curva A: Disponibilidade Térmica total de 11.135 MW médios;
  • Curva B: Disponibilidade Térmica total de 15.052 MW médios;
  • Curva C: Disponibilidade Térmica total de 17.684 MW médios;

No entanto, com os níveis de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste ainda críticos, permanece a perspectiva de despacho fora da ordem de mérito elevado para os próximos meses

No gráfico abaixo é apresentada a proporção da GFOM em relação a geração térmica total do SIN. Nele observamos uma elevação da proporção, mesmo com a redução da GFOM em março.

Desse modo, caso os modelos de precificação de energia não respondam a uma elevação do PLD para os próximos meses, é possível que os níveis de ESS permaneçam em patamares elevados.

PLD Horário

O mês de Março foi marcado por razoável volatilidade, onde o PLD flutuou entre as semanas indo de valores abaixo de R$80/MWh a cerca de R$140/MWh, fechando o mês em R$109,02/MWh no submercado Sudeste/Centro-Oeste.

Para o Sul foram observados descolamentos principalmente no período de pico de consumo, o que fez com que o PLD fechasse R$1,26/MWh acima do Sudeste/Centro-Oeste.

Já o Nordeste fechou o mês com um PLD médio de  R$77,94/MWh, puxado pela boa afluência do Norte e pela geração renovável (eólica e solar).

O Norte em pleno período de chuvas fechou o mês em R$55,65/MWh, próximo ao valor mínimo regulatório que é de R$49,77/MWh.

Ressaltando que a modulação do consumo não se restringe apenas às horas do dia, mas a alocação do consumo nos dias da semana, sendo domingo o dia mais adequado para o maior consumo de energia da semana.

Submercado Sudeste/Centro-Oeste
Submercado Sul
Submercado Nordeste
Submercado Norte

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia, fale com um de nossos especialistas.

Entenda como a aprovação do PL do Gás criará um novo cenário para o Mercado Livre no setor

pl do gás

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de março o PL do Gás, que prevê a descentralização do mercado e mudanças no marco regulatório do setor. Esta foi a terceira votação do texto, que no dia 08 de abril foi sancionada presidente Jair Bolsonaro.

O projeto de lei havia passado pela Câmara em setembro do ano passado e pelo Senado no último mês de dezembro, quando foram introduzidas algumas emendas. O texto final, no entanto, rejeitou as emendas dos senadores e manteve o que havia sido acordado com a Comissão de Minas e Energia.

A expectativa é que a nova lei aumente a competitividade no setor e barateie os preços, assim como ocorreu com a eletricidade no Mercado Livre de Energia. Porém, antes de nos debruçarmos sobre as oportunidades criadas pelo novo marco do gás, vamos entender como chegamos até aqui.

O que é o PL do Gás?

O PL do Gás é o projeto de lei 4.476 de 2020, popularmente conhecido como nova lei do gás. A proposta, de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP), tramita na Câmara desde 2013.

Para obter mais detalhes sobre cada etapa desses trâmites, confira os seguintes conteúdos disponibilizados pelo site Poder 360:

O texto final prevê medidas para fomentar a indústria de gás natural por meio do incentivo à entrada de empresas privadas no setor. Seu principal foco são mudanças na forma de contratação para quebrar o monopólio da Petrobras.

Vale lembrar que esse monopólio não foi estabelecido por lei e que a própria estatal já começou a adotar medidas para rompê-lo. O PL do Gás, por sua vez, oferece mecanismos para acelerar a transformação do modelo atual do mercado.

 

Como funciona o mercado do gás atualmente?

De acordo com o boletim mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil produziu 136 milhões de metros cúbicos de gás por dia em janeiro de 2021. A maior parte desse volume é de gás associado, que se encontra dissolvido no petróleo ou sob a forma de uma capa gasosa.

Mais da metade dessa produção é consumida pela indústria, que é seguida no ranking pela geração de energia elétrica e pelo uso como combustível de automóveis. Já o uso residencial e em estabelecimentos comerciais não ultrapassa 5% do consumo total.

Segundo o governo federal, até 2019, além de ser responsável por quase 80% da produção, a Petrobras era sócia de 19 das 27 distribuidoras do país. Dessa forma, a estatal operava quase 100% da infraestrutura e controlava toda a malha de transporte, com participação em todos os dutos.

Esse cenário começou a mudar em 2019, quando a Petrobras vendeu parte das suas ações na BR Distribuidora e ficou com menos de 50%, o que significou a privatização da subsidiária. Em 2020, dando continuidade ao plano de desinvestimento, a estatal aprovou a venda total das ações.

Essas mudanças já bastariam para chacoalhar o mercado do gás no Brasil. Mas, com o envio do projeto de lei 4476 para a sanção presidencial, a perspectiva é de impactos ainda mais significativos.

O que muda com o PL do Gás?

Essas são as principais mudanças previstas no PL do Gás:

  • As empresas detentoras de gasodutos e unidades de processamento serão obrigadas a permitir que agentes privados tenham acesso a essa infraestrutura, uma vez que não faz sentido construir dutos concorrentes para atender a um mesmo mercado;

  • Essa garantia de acesso também inclui os terminais de GNL (gás natural liquefeito);

  • O acesso a esses equipamentos será feito por meio de cobrança e os proprietários terão preferência na utilização;

  • As tarifas de transporte de gás natural serão propostas pelo transportador e aprovadas pela ANP após consulta pública;

  • As empresas de transporte de gás precisarão apenas de autorização da ANP, não sendo mais necessária uma concessão;

  • Empresas de transporte e distribuição não poderão ter participação societária, mesmo que indireta, em empresas que atuam em outros elos da cadeia, como exploração, produção e carregamento;

  • A ANP poderá também promover medidas para obrigar as empresas a ofertar gás natural para estimular a concorrência e classificar dutos como de transporte dentro de condições pré-estabelecidas;

  • A comercialização de gás será feita por meio de contratos registrados na ANP ou em entidades habilitadas, com exceção da venda pelas distribuidoras de gás canalizado aos seus consumidores cativos;

  • O consumidor livre, o autoprodutor ou o autoimportador que não tiverem as necessidades atendidas pela distribuidora poderão construir e implantar instalações e dutos para seu uso específico por meio de contrato que atribua a operação e a manutenção à distribuidora.

PL do Gás e o Mercado Livre

Ao ler os últimos dois pontos do tópico anterior, é provável que você tenha pensado em ACR e ACL, os ambientes de contratação regulada e livre do mercado de energia elétrica. De fato, o PL do gás também faz distinção entre dois tipos de consumidor:

  • Consumidor cativo: é atendido pela distribuidora local de gás canalizado por meio de comercialização e movimentação de gás natural.

  • Consumidor livre: tem a opção de, nos termos da legislação estadual, adquirir o gás natural de qualquer agente que realiza a atividade de comercialização.

Será que o novo marco do gás deixará o setor com o mesmo potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia? Alguns dados coletados recentemente dão uma indicação dos efeitos positivos dessas mudanças.

De acordo com a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace), em um cenário de competitividade, o custo do gás para indústria e transportes cairia quase 40% até 2028. Outros impactos seriam o aumento de R$ 63 bilhões no fluxo anual de investimentos e a geração de 4,3 milhões de empregos.

No gráfico abaixo, é possível ver como a abertura do mercado de gás impactaria no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com um ganho bem acima do previsto até 2028:

 
Fonte: Abrace

Embora o cenário seja promissor, é bom lembrar que ainda existem alguns desafios. Um deles é o fato de que o PL do Gás não prevê a obrigatoriedade de explorar o gás brasileiro, fazendo com que a importação seja beneficiada no atual cenário em que os preços no mercado internacional estão mais baixos.

Além disso, a infraestrutura existente pertence à Petrobras que, caso aumente sua produção, pode precisar de toda a rede para transportar seu gás, obrigando as empresas privadas a procurar outras opções. A questão é que a implantação de gasodutos é cara e a iniciativa privada não terá interesse em construí-los se não houver demanda.

Por isso, o incentivo à demanda deve ser prioridade na construção de um novo mercado do gás, segundo disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Augusto Salomon, em entrevista à agência epbr:

“O principal desafio é acelerar, com regras claras, esse processo de transição na oferta de gás natural — de um único agente dominante no suprimento para uma situação ideal, com ampla concorrência na oferta da molécula de gás nos citygates (pontos de entrega)”.

Após a tão esperada aprovação do PL do Gás, o momento é de esperar os próximos movimentos dos principais atores do setor e ficar de olho nas oportunidades criadas a partir de agora. Para continuar por dentro dos acontecimentos, continue ligado aqui no blog da Esfera Energia.

Entenda o que são os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) e por que eles são cobrados

Saiba mais sobre o que são os Encargos de Serviços do Sistema (ESS)

O setor elétrico é composto por diversas fontes de energia que formam a matriz elétrica brasileira. Nesse contexto existem os Encargos de Serviços do Sistema (ESS), uma ferramenta importante que o Sistema Interligado Nacional (SIN) utiliza para o seu bom funcionamento.

Cada fonte de energia possui suas vantagens e desvantagens, assim como umas podem ser complementares às outras em caso de escassez. Diante disso, o ESS atua para garantir o equilíbrio de todas as operações.

Para você entender melhor todos os detalhes sobre o assunto, aqui vamos explicar o que são os ESS, para que eles servem e quem deve pagá-los.

Confira!

O que são os Encargos de Serviços do Sistema?

Os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS) são a soma dos custos que não estavam previstos inicialmente nas operações de energia. São os custos adicionais de segurança do sistema para que seja suprido o atendimento da demanda de energia e reduzir as chances de ocorrer problemas energéticos.

Entenda aqui o que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), os ESS são os custos decorrentes da manutenção da confiabilidade e da estabilidade do sistema no atendimento à demanda por energia no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Existem dois tipos de encargos dentro do ESS, são eles:

  • Encargo de segurança por razões elétricas: problemas elétricos relacionados a linhas de transmissão, distribuidora ou subestação. Acontece quando a energia foi gerada e está disponível, porém existe algum problema físico é impossível transmiti-la;
  • Encargo de segurança por razões energéticas: problemas elétricos relacionados à falta de insumos para gerar energia, como os baixos níveis dos reservatórios.

O que é o Sistema Interligado Nacional (SIN)

Mencionamos anteriormente o SIN, mas é preciso entender o que ele é e como ele funciona.

O SIN é um sistema hidrotérmico para produção e transmissão de energia elétrica. Ele é dividido por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte.

A conexão desses subsistemas é feita por meio da malha de transmissão e proporciona a transferência de energia entre eles. Além disso, o sistema permite que ocorra a troca entre diversos tipos de energia, como hidrelétrica, solar, eólica, térmica, entre outras.

Confira quais são os tipos de geração de energia que existem, fontes e diferenças.

Essa ligação proporcionada pelo SIN traz ao mercado segurança energética e economia.

Por que o ESS é cobrado?

Os níveis dos reservatórios diminuem em períodos com poucas chuvas e podem chegar abaixo da média histórica daquele mês. Somado a isso, se as previsões de chuvas continuam baixas, os reservatórios não conseguem se recuperar para chegar em níveis mais confortáveis para o restante do ano.

Veja qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Para aliviar esse efeito e garantir a segurança energética do país, o Operador Nacional do Sistema (ONS) decide despachar as usinas térmicas no lugar das hidrelétricas com a intenção de suprir as demandas necessárias.

Nesse momento, o ONS indica quais são as usinas térmicas que deverão ser acionadas, partindo das usinas que têm menor custo de geração para as que têm custo maior.

Desta forma, apenas usinas térmicas que tivessem custos de geração menores que o Preço das Liquidações das Diferenças (PLD) deveriam, por ordem de custo ou por ordem de mérito, ser acionadas.

Porém, seja por restrição física, pela ausência de ligação da usina à rede ou por decisão estratégica do ONS, as usinas térmicas por ordem de mérito podem não estar prontas para serem despachadas e, portanto, é preciso acionar as que estão fora da ordem de mérito (GFOM).

O custo da geração por usinas térmicas fora da ordem de mérito (GFOM) é bem elevado em comparação às hidrelétricas e por isso se faz necessária a cobrança do ESS, com o objetivo de suprir as operações que não estavam previstas no sistema.

Quem é obrigado a pagar os Encargos de Serviços do Sistema?

O custo do acionamento das usinas térmicas fora da ordem de mérito (GFOM) é rateado entre todos os consumidores do sistema, sejam eles cativos ou livres.

Nas contas de luz dos consumidores cativos essa cobrança é representada pelas bandeiras tarifárias, as quais são divididas em quatro patamares: verde, amarelo, vermelho patamar 1 e vermelho patamar 2.

Para os consumidores livres do Mercado Livre de Energia a cobrança é feita proporcionalmente ao seu consumo, frente ao consumo total. O ESS é calculado mensalmente nas contabilizações da CCEE.

É importante lembrar que os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS) são diferentes do Encargo de Energia de Reserva (EER).

Entenda aqui o que é energia de reserva e quando ocorre a cobrança do EER.

Ficou claro o que são os Encargos de Serviços do Sistemas (ESS)? Com esse recurso todo o setor elétrico fica mais seguro. De qualquer forma, é preciso estar atento às previsões de chuvas e, consequentemente, aos níveis dos reservatórios para ter previsibilidade de possíveis encargos e outros impostos.

Para isso é importante contar com o apoio de uma gestora de energia que dê todo o suporte necessário para uma gestão de energia eficiente e tranquila.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação.

Fale com um de nossos especialistas e veja como a Esfera pode te ajudar!

Energia renovável no Brasil: confira oportunidades, desafios e exemplos de empresa que utilizam

O uso de energia renovável no Brasil coloca o país em uma posição de destaque no cenário regional e global. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, as fontes renováveis atingiram uma demanda de participação de 46,1% na matriz energética, o que representa três vezes o percentual mundial.

O potencial é tão impressionante que incentivou o executivo holandês Marco Krapels a deixar um cargo de confiança ao lado de Elon Musk na Tesla para abrir uma empresa de baterias móveis no Brasil. O motivo foi explicado pelo próprio em entrevista à revista Época:

“O Brasil é uma potência da energia renovável (…) No futuro, com o desenvolvimento das fontes de energia solar e eólica, associado ao uso de baterias, deve se tornar a primeira grande nação do mundo a usar 100% de energia renovável”.

Conhecendo as características geográficas do Brasil e todos seus recursos naturais, não se pode dizer que a previsão de Krapels não é realista. No entanto, também temos que admitir que o país ainda enfrenta uma série de obstáculos que o impedem de atingir sua capacidade total.

Pensando nisso, decidimos analisar os dados sobre energia renovável no Brasil e detalhar a participação de todas suas fontes na matriz energética nacional. Neste post você encontrará um guia sobre suas vantagens e seus desafios e ainda conhecerá exemplos de empresas dispostas a diminuir a dependência de combustíveis fósseis.

Quer saber mais sobre essa interessante oportunidade de negócio para quem está no Mercado Livre de Energia? É só continuar com a leitura!

Panorama da energia renovável no Brasil e no mundo

Em termos de capacidade instalada de energia renovável, o Brasil ocupa o terceiro lugar do ranking mundial, com 141.932 MW. Estamos atrás apenas da China, com incríveis 788.916 MW, e dos Estados Unidos, com 282.656 MW.

Esses números são relativos ao ano de 2019 e foram coletados pela Agência Internacional para Energias Renováveis (IRENA). Logo abaixo conseguimos ver um panorama mundial da capacidade instalada de energia renovável:

Como vimos no gráfico, ainda estamos a uma distância considerável da China. No entanto, o que chama a atenção é que já estamos sendo seguidos de perto pela Alemanha, um país consideravelmente menor e, embora mais desenvolvido, com muito menos recursos naturais.

Esse é um indicativo de que o Brasil ainda está muito longe de explorar todo seu potencial. E isso foi comprovado pelo Relatório da Situação Global das Renováveis de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

De acordo com esse relatório, o investimento global em energia verde ultrapassou US$ 2,6 trilhões na última década. Ainda segundo o PNUMA, cinco países se destacaram no investimento em soluções para reduzir os efeitos da mudança climática:

  • China
  • Índia
  • Estados Unidos
  • Japão
  • Espanha

Você deve estar se perguntando o que está faltando para nosso país, com potencial reconhecido mundialmente, também se destacar entre os que mais investem em fontes limpas. Vamos tentar responder analisando alguns dados sobre a energia renovável no Brasil.

Antes, porém, vamos começar pelo básico e lembrar quais são as fontes de energia renováveis.

Quais são as fontes de energia renováveis?

As principais fontes de energia renovável são o sol, a água dos rios, as ondas e as marés, os ventos, os materiais orgânicos e calor do interior da Terra. Além destas, também podemos destacar o hidrogênio, a água salobra e a fotossíntese artificial.

O aproveitamento das principais fontes geram as seguintes energias:

Hidráulica


A força das águas dos rios é transformada em energia cinética e depois em eletricidade nas usinas hidrelétricas.

Biomassa

A queima de qualquer material orgânico não fóssil, como o bagaço de cana-de-açúcar, também pode ser usada para produzir energia.

Eólica

Os ventos giram as hélices das usinas eólicas que movem as turbinas e acionam os geradores de eletricidade.

Solar

Os raios solares são captados por painéis e convertidos em eletricidade ou geram calor para aquecer a água.

Geotérmica

As usinas geotérmicas injetam água no subsolo que, após evaporar devido às altas temperaturas, é conduzida até as turbinas para acionar o gerador de eletricidade.

Maremotriz

A movimentação mais intensa das ondas pode ser aproveitada para gerar energia, assim como a água das marés também pode ser represada como em hidrelétricas.

Hidrogênio

A combinação do hidrogênio com o oxigênio produz vapor de água e libera energia que é convertida em eletricidade.

Após conhecer todas essas fontes fica claro porque o Brasil tem tanto potencial. Com tantas delas em abundância em nosso território, como será que as aproveitamos?

Qual energia o Brasil mais utiliza?

A energia mais utilizada no Brasil, considerando tanto as renováveis como as não-renováveis, é a hidráulica. Sua participação na matriz energética nacional atinge mais de 60% do total, como indica o gráfico abaixo:

energia renovável no brasil
Fonte: Hud, plataforma de comunicação e gestão de energia exclusiva para clientes Esfera.

Devido ao seu enorme potencial hídrico, o Brasil vem historicamente focando seus investimentos em hidrelétricas. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), temos 875 hidrelétricas, centrais geradoras hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas no país.

É justamente essa enorme quantidade de hidrelétricas que coloca o Brasil no Top 3 do ranking mundial de capacidade instalada de energia renovável. No entanto, é bom ressaltar que, apesar de a energia hidráulica ser limpa, a construção das hidrelétricas causa uma série de impactos ambientais e sociais.

O mais indicado seria o Brasil diversificar sua matriz renovável e investir mais para criar usinas de energia solar, eólica e de biomassa. Ainda que também causem repercussões na natureza, normalmente essas ocorrem apenas no local em que são produzidas e são facilmente controladas.

Qual é a porcentagem de uso de energia renovável no Brasil?

A participação das fontes renováveis na matriz elétrica nacional costuma ficar por volta de 80% do total. Como era de se esperar, a principal fonte de energia renovável no Brasil é a hidrelétrica, que representa mais de 60%, seguida pela eólica (cerca de 9%), biomassa e biogás (cerca de 9%) e solar centralizada (cerca de 1%).

Esses dados, divulgados pelo Ministério de Minas e Energia no início de 2020, indicavam que o Brasil havia superado a meta de capacidade instalada estabelecida para 2019 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na ocasião, o diretor-geral da instituição, André Pepitone, destacou quais fontes tinham mais espaço para contribuir ainda mais:

“O maior potencial de crescimento é eólico, sobretudo na região Nordeste, e a solar, contribuindo com a geração de energia. Na energia térmica, um terço vem do bagaço da cana de açúcar”.

A previsão feita em 2019 se confirmou no ano seguinte. Em 2020 foram acrescidos ao sistema elétrico brasileiro 4.932 MW de potência instalada, sendo que cerca de 70% (3.519 MW) foram a partir de fontes renováveis. O grande destaque foi a eólica que, sozinha, representou 35% do total ampliado.

Segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o Brasil liderou o crescimento de energia eólica na América do Sul nos últimos dez anos. Além disso, ficou em oitavo lugar entre os países que mais geraram empregos no mundo por meio da energia solar fotovoltaica.

Potencial da energia renovável no Brasil

A perspectiva para o Brasil passar a ser o primeiro país a usar 100% de energia renovável é, de fato, animadora. Mas a verdade é que ainda estamos bem longe de aproveitar toda nossa capacidade.

Para comprovar, basta dar uma olhada em alguns fatos científicos sobre o potencial das três principais fontes renováveis do Brasil, além da hidrelétrica:

  • De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil recebe mais de 2.200 horas de irradiação solar por ano. Se tudo isso fosse aproveitado por painéis fotovoltaicos e convertido em energia elétrica, seria o equivalente a 15 trilhões de megawatts.

  • Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o potencial de geração do país é de cerca de 500 gigawatts. Esse número é três vezes maior que o atual parque nacional gerador de energia elétrica com todas as fontes disponíveis.

  • Por fim, um estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostra que se todas as fontes de biomassa do Nordeste fossem usadas para fins energéticos seriam produzidos cerca de 55.000 GWh por ano. Isso corresponde a grande parte da energia elétrica consumida na região em 2010, que foi de 60.592 GWh.

Desafios enfrentados pela energia renovável no Brasil

Embora o potencial comprovado seja gigantesco, o Brasil ainda enfrenta alguns obstáculos que o impedem de atingir sua capacidade máxima de produção de energia renovável. A maioria deles estão ligados a fatores econômicos.

Embora, no longo prazo, as fontes renováveis possam reduzir as tarifas de energia, os investimentos iniciais precisam ser volumosos. Mesmo que a tecnologia tenha evoluído muito nos últimos anos e diminuído as despesas, ainda é preciso gastar muito com a infraestrutura necessária para produzir energia renovável.

Outro desafio a se levar em conta é que estamos falando de um investimento de risco. Afinal de contas, a performance da geração depende de uma série de fatores externos, assim como da sazonalização e condições climáticas favoráveis.

Para atrair mais investidores para o setor, é fundamental que sejam desenvolvidos novos modelos de negócio e de gestão de riscos financeiros. Apesar de já ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o Brasil precisa se focar ainda mais em tecnologias de baixo carbono.

Além disso, é necessário criar campanhas de conscientização que mostrem as vantagens das energias renováveis, o que nos leva para o próximo tópico.

Vantagens da energia renovável no Brasil

Confira abaixo alguns benefícios que o investimento em energia renovável pode trazer para seu negócio e para o meio ambiente:

  • Diferente dos combustíveis fósseis, as fontes renováveis são, em teoria, inesgotáveis;
  • Ajuda no combate à emissão de gases do efeito estufa e do aquecimento global;
  • Garantia da autonomia energética, uma vez que não depende da importação de combustíveis fósseis;
  • Criação de novos empregos, principalmente em áreas menos favorecidas;
  • Menos arriscada que a energia nuclear;
  • Estimula o desenvolvimento de novas tecnologias.

O vídeo abaixo, da TV Senado, mostra porque a energia renovável é boa para o planeta e para o bolso:

Empresas que utilizam energia renovável no Brasil

Se as vantagens listadas acima ainda não te convenceram, vamos partir para exemplos concretos. Conheça abaixo cases de empresas que já utilizam energia renovável e tomaram a vanguarda desse movimento.

Braskem

A Braskem assinou um acordo com a EDF Renewables para comprar energia eólica por 20 anos. O contrato ajudará a viabilizar a expansão do Complexo de Folha Larga, na Bahia, e a colocar o estado como provável líder no setor nos próximos anos.

Além disso, a petroquímica fechou parcerias com a francesa Voltalia e a Canadian Solar Inc. A primeira prevê a compra de energia solar por 20 anos e a construção do complexo solar Serra do Mel, no Rio Grande do Norte; enquanto o segundo viabilizará a construção de uma usina solar no norte de Minas Gerais e o fornecimento também por 20 anos.

Ambev

A Ambev estabeleceu como meta que 100% da eletricidade que consome com suas operações em todo o mundo seja proveniente de fontes limpas e renováveis até 2025. No Brasil, a multinacional anunciou que construirá 48 usinas de energia solar para abastecer 94 centros de distribuição.

As usinas serão construídas em 21 estados e no Distrito Federal. A perspectiva é que haja uma redução anual da emissão de dióxido de carbono na ordem de 46 mil toneladas.

Claro

O grupo Claro Brasil, formado pela Claro, Embratel e Net, lançou em dezembro de 2017 o programa Energia da Claro. O conglomerado pretende usar fontes renováveis e outras ações de proteção ao meio ambiente em todas suas operações e instalações no Brasil.

As iniciativas já estão presentes em 12 estados por meio da inauguração de mais de 35 plantas fotovoltaicas ao redor do Brasil. O programa representa a redução da emissão de mais de 100 mil toneladas métricas de dióxido de carbono por ano, o equivalente a retirar quase 420 mil carros de circulação.

Embora os exemplos acima mencionem grandes empresas, as pequenas e médias também podem fazer a sua parte. Além de ajudar o planeta com o investimento em energias limpas, a entrada no setor pode representar novos ganhos por meio de operações estruturadas.

Quem se tornar autoprodutor ou gerador de energia associado à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pode vendê-la aos consumidores do Mercado Livre com demanda entre 500 kW e 3 MW. Essa regra é válida para energia hidrelétrica, eólica, solar e biomassa.

Quer saber como se associar à CCEE e entender todas as regras do Mercado Livre de Energia? A Esfera Energia oferece assessoria completa para ajudar seus clientes a migrarem para esse promissor ambiente de contratação, garantindo o cumprimento das obrigações legais e as melhores condições possíveis de negociação.

Após conhecer toda a capacidade de desenvolvimento das fontes renováveis no Brasil, você certamente também vai querer conferir o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia. Então, não perca mais tempo e converse agora com um dos nossos consultores.

O que é energia geotérmica, como ela é gerada e principais vantagens

Ao redor do mundo existem diversas fontes de energia, dentre elas uma que é gerada por meio do calor do magma terrestre. Mas, afinal, o que é energia geotérmica e como ela é gerada? É isso que mostraremos aqui.

Então, se você ainda não sabe como funciona a energia geotérmica, quais são suas vantagens e desvantagens e como essa fonte de energia é aproveitada no Brasil, continue lendo e veja tudo o que você precisa conhecer a respeito do assunto.

O que é energia geotérmica?

A energia geotérmica é obtida por meio do calor do interior da Terra, portanto é renovável, e é uma alternativa aos combustíveis fósseis para gerar energia elétrica. Sua geração se dá por meio do magma, uma formação rochosa que pode alcançar 6 mil ºC e que esquenta a água, a qual é utilizada para gerar a energia geotérmica.

Assim, a fonte de energia geotérmica é apenas o calor, um recurso infinito e que não é prejudicial ao meio ambiente, pois está abaixo da superfície terrestre.

Como a energia geotérmica é gerada?

Para entender como é produzida a energia geotérmica, é preciso saber que esse processo é feito por meio das usinas geotérmicas, as quais transformam o calor interno da Terra em energia elétrica.

Essas usinas são instaladas em locais em que há um grande volume de vapor e água quente, os quais são captados, vão para os reservatórios geotérmicos e destes para as turbinas, que por sua vez ativam um gerador que produz a eletricidade.

Há também um outro processo que injeta água no subsolo terrestre para que ela esquente e se transforme em vapor. Tal vapor é captado para gerar a energia elétrica no processo mostrado acima.

Agora que você já conhece a energia geotérmica, vale a pena saber mais sobre quais são suas principais vantagens e desvantagens. Vamos começar pelas vantagens.

Quais as vantagens da energia geotérmica?

  • Fonte renovável de energia
  • Baixo impacto ambiental
  • Não sofre com as oscilações climáticas

Fonte renovável de energia

O calor do centro da Terra é uma fonte inesgotável de energia, diferentemente dos combustíveis fósseis, por exemplo.

Inclusive, há uma necessidade global urgente em reduzir a dependência ao petróleo, carvão mineral e gás natural e o caminho para isso é justamente recorrer às fontes alternativas de energia, como a energia geotérmica.

Baixo impacto ambiental

A energia geotérmica não queima combustíveis fósseis, então gera menor impacto ambiental por emitir menos gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global, como o dióxido de carbono.

Nesse sentido, pode ser considerada uma fonte alternativa de energia para substituir as usinas termelétricas, por exemplo.

Além disso, a geração desse tipo de energia não prejudica a natureza, embora haja a perfuração do solo.

Não sofre com as oscilações climáticas

As variações climáticas não interferem na geração de energia geotérmica, como ocorre com outras fontes de energia, como hidrelétrica, solar e eólica. Inclusive, no caso das hidrelétricas, a falta de chuva pode impactar até mesmo no preço da energia.

Entenda aqui qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Quais as desvantagens da energia geotérmica?

  • Especificidade dos locais nos quais as usinas geotérmicas podem operar
  • Emissão de gás sulfídrico (H2S)
  • Possibilidade de contaminação de lagos e rios

Apesar das vantagens da energia geotérmica, ela também tem desvantagens significativas.

Especificidade dos locais nos quais as usinas geotérmicas podem operar

A energia geotérmica apenas pode ser gerada em locais muito específicos, com condições ideais de temperatura. Além disso, é inviável que as usinas geotérmicas sejam instaladas próximas às áreas residenciais por conta da poluição sonora e do aquecimento na região, o que geraria também um impacto social.

Emissão de gás sulfídrico (H2S)

Embora a energia geotérmica não emita gases que contribuem para o efeito estufa, como o dióxido de carbono, o gás sulfídrico pode ser liberado junto com o vapor d’água, o qual é altamente prejudicial à saúde humana, com forte odor e corrosivo.

Possibilidade de contaminação de lagos e rios

Durante o processo de geração da energia geotérmica, alguns fluidos podem liberar minerais com potencial de prejudicar lagos e rios na região da usina, caso não sejam devidamente tratados.

Como é utilizada a energia geotérmica no Brasil?

A energia geotérmica no Brasil é utilizada apenas para lazer. Poços de Caldas (MG) e Caldas Novas (GO) são duas cidades que usam essa fonte de energia para turismo e aquecem a água por meio do processo chamado de “geotermia”.

A exploração desse tipo de energia no país não é tão significativa principalmente por dois motivos:

  • É preciso que a energia geotérmica seja obtida em áreas de transição entre as placas tectônicas, o que não é o caso do Brasil
  • O país já é amplamente abastecido por fontes hídricas de energia, tendo como principal recurso a energia hidrelétrica

De qualquer forma, os métodos de perfuração estão em desenvolvimento em todo o mundo para que sejam aprimorados e esta se torne, de fato, uma fonte de energia com ampla participação dentre as demais fontes utilizadas globalmente.

O que achou das informações sobre o que é energia geotérmica? Se você quiser saber mais sobre outras fontes alternativas de energia, os artigos abaixo poderão te interessar:

A Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

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O que é energia maremotriz, como ela é gerada e onde existe no Brasil

Conhecer quais são as fontes alternativas de energia é importante para entender como a matriz elétrica do Brasil pode ser expandida e deixar de ser tão dependente das hidrelétricas e termelétricas.

Por isso, se você ainda não sabe o que é energia maremotriz e como ela é gerada, aqui vamos mostrar tudo o que você precisa saber sobre o assunto, bem como se essa fonte de energia causa impactos ambientais, quais são suas vantagens e desvantagens, e onde ela é encontrada no Brasil.

Confira!

O que é a energia das marés?

A energia das marés é a energia maremotriz, assim chamada pois é obtida por meio das altas e baixas das marés, e das correntes do mar. Por conta disso, a energia maremotriz é renovável e limpa, já que sua fonte nunca se esgota e nenhum impacto ambiental é gerado durante sua produção e aproveitamento.

A geração desse tipo de energia é possível porque as marés oscilam por conta da força gravitacional exercida pela Lua e pelo Sol na Terra. Dessa forma, o nível do oceano varia diariamente e esse movimento é aproveitado para gerar energia elétrica.

Além disso, a energia maremotriz também pode ser obtida por meio das correntes marítimas.

Como a energia maremotriz é gerada?

A energia maremotriz é gerada por meio da transformação do movimento das marés em energia, o que se dá nas unidades geradoras de energia.

São construídas barragens e nas altas das marés a água do mar é captada e armazenada em diques. Quando a maré baixa, a água é devolvida para o mar e passa por uma turbina, a qual entra em movimento e gera a energia elétrica.

Também é possível obter energia maremotriz por meio do aproveitamento das correntes marítimas. Para isso, turbinas são instaladas no fundo do mar para transformar a força dessas correntes em energia elétrica por meio de um gerador.

Quais os impactos ambientais da energia maremotriz?

A energia maremotriz provoca baixos impactos ambientais, porém são pontos importantes de atenção. Por exemplo, a construção das barragens pode causar a modificação da fauna e da flora local.

De qualquer forma, os impactos não são tão expressivos como ocorre no caso das instalações das usinas hidrelétricas, as quais precisam de uma área alagada muito maior, enquanto as barragens para a geração da energia maremotriz são colocadas diretamente na beira do mar.

Saiba mais sobre as usinas geradoras de energia elétrica no Brasil e como funciona a matriz elétrica do país.

Energia maremotriz: quais são as vantagens e desvantagens?

Agora que você já sabe o que é energia maremotriz, vamos mostrar quais são as suas principais vantagens e desvantagens.

A principal vantagem da energia maremotriz é que ela é limpa e renovável. Não há a liberação de gases poluentes durante a produção e utilização da energia maremotriz. Além disso, sua fonte é inesgotável, por isso é considerada uma energia renovável.

Outra vantagem é que essa é uma alternativa para a geração de energia em locais em que outras fontes são mais escassas, mas há a possibilidade de aproveitar o movimento das marés.

E mais: essa energia não depende do clima, como é o caso de fontes de energia como a solar, eólica e hidrelétrica.

Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens da energia eólica aqui.

Por outro lado, dentre as desvantagens está o fato de que os locais propícios para a geração desse tipo de energia são muito específicos, já que é preciso que o desnível das marés seja maior do que 5 a 7 metros. Então, há um desafio geográfico para a instalação das barragens.

Além disso, o investimento para a construção dessas barragens é muito alto, enquanto o aproveitamento da energia gerada fica em apenas 20%, o que é baixo. Por consequência, o custo-benefício acaba sendo menor.

E há também outra desvantagem que é o fato do processo de geração de energia maremotriz ser intermitente, pois depende do ciclo das marés, então nem sempre é possível produzir a energia quando necessário.

Onde tem energia maremotriz no Brasil?

A energia das marés no Brasil é gerada principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, como no estuário do Rio Bacanga, em São Luís (MA), que tem marés de até 7 metros e na ilha de Macapá (AP), com marés de até 11 metros.

Porém, essa fonte de energia ainda é pouco explorada no Brasil, pois o investimento para a construção das barragens é muito alto para um retorno baixo de potencial energético.

Além disso, a matriz elétrica brasileira ainda é muito dependente das hidrelétricas e termelétricas, de modo que é preciso que mais pesquisas sejam feitas para explorar demais fontes de energia, inclusive a maremotriz.

Quer saber mais? Veja aqui quais são os tipos de geração de energia que existem, fontes e diferenças.

O que achou das informações sobre o que é energia maremotriz? Apesar de ter pouca relevância no Brasil, é importante entender como essa fonte de energia funciona, pois ela é uma alternativa importante para diversificar a matriz elétrica do país.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

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Energia azul: o que é, como funciona e os prós e contras dessa promissora fonte

Você consegue imaginar sua casa iluminada graças ao contato entre a água doce e a água salgada? Pois é exatamente esse o conceito por trás da energia azul, uma das principais apostas dos cientistas quando o assunto é o futuro da geração de energia.

Diante da perspectiva do esgotamento das fontes fósseis e a disseminação das práticas de sustentabilidade, cada vez mais empresas apostam em energia renovável. Enquanto outros tipos de geração de energia, como a eólica e a solar, se consolidam no mercado, a energia azul ainda engatinha, mas demonstra um potencial gigantesco.

Tanto que em 2001 foi fundada a Ocean Energy Systems (OES), uma extensão da Agência Internacional de Energia (AIE) dedicada a estudar o aproveitamento econômico da energia gerada pelos oceanos. E nesse escopo também está incluída a energia azul.

Mas, afinal, o que é energia azul? Como ela é gerada e quais são os prós e contras desta solução energética? É exatamente isso que vamos responder nas próximas linhas. Confira!

O que é energia azul?

Para entender o que é energia azul, vamos precisar lembrar de alguns conceitos básicos das aulas de Química. Afinal de contas, estamos falando da energia que é obtida por meio da diferença de concentração de sal entre a água do mar e água de um rio.

Imagine um tanque dividido por uma membrana semipermeável no qual há água de um rio de um lado e água do mar do outro. A diferença de salinidade entre elas faz com que as moléculas de água doce atravessem a membrana e passem para o lado da água salgada, causando uma pressão que é transformada em eletricidade.

Existem dois métodos práticos para ativar essa geração de energia e ambos dependem da osmose com membranas, razão pela qual também é chamada de energia osmótica. São eles:

  • Osmose Retardada por Pressão
  • Eletrodiálise Reversa

Ambos métodos, que detalharemos mais adiante, foram criados na década de 70 pelo professor Sidney Loeb, da Universidade Ben-Gurion de Negev, em Israel. A ideia lhe ocorreu enquanto observava o rio Jordão fluindo para o Mar Morto.

Desde então, a energia azul foi testada com sucesso em laboratórios mundo afora, mas apenas em 2009 a empresa Statkraft construiu na Noruega a primeira usina do mundo para aproveitar a energia osmótica. Para entender melhor seu funcionamento, vamos ao próximo tópico.

Como funciona a energia azul?

Na usina da Statkraft a energia azul é gerada por meio do método de osmose retardada por pressão. Mas, como vimos acima, também é possível obtê-la por eletrodiálise reversa. Vamos entender como funciona a geração em ambos processos:

Osmose Retardada por Pressão

Nesse método, a água doce e a água salgada são enviadas para uma câmara, onde ficam divididas por uma membrana semipermeável. Ao entrar em contato, a pressão exercida pelo fluxo sobre o lado da água do mar é usada para acionar uma turbina e produzir energia elétrica.

energia azul
Fonte: Acciona

Eletrodiálise Reversa

Aqui a energia é gerada quando a água salgada e a água doce passam por uma pilha de membranas de troca catiônica e aniônica alternadas, criando uma espécie de “bateria de sal”. A energia elétrica surge graças à diferença de concentração de íons.

Fonte: Acciona


Além dos dois principais, existem outros métodos de geração de energia azul que ainda estão nos estágios iniciais de testes. São eles:

  • Método Capacitivo: A energia é gerada por meio do carregamento cíclico de eletrodos em uma mistura de água doce e salgada.
  • Diferença de pressão de vapor: O diferencial desse método é não requerer uma membrana e ser menos dependente da filtração.
  • Lagoa Solar: No lugar da energia osmótica, usa a luz do sol que atinge o fundo de uma lagoa de água salgada.
  • Nanotubos de nitreto de boro: Segue o mesmo conceito da osmose retardada por pressão, mas por meio de um sistema experimental de nitreto de boro que produz mais energia que o método da Statkraft.

A energia azul é renovável?

A energia azul é apontada como uma das fontes de energia do futuro justamente por ser renovável. E isso se aplica a cada um dos métodos de obtenção que descrevemos acima.

Além de ser uma fonte inesgotável, a energia azul também pode ser considerada uma energia verde. Nenhuma das técnicas utilizadas para sua geração emite gases poluentes, como o dióxido de carbono.

Essas são apenas algumas das vantagens da energia azul. Para saber melhor os benefícios que ela pode proporcionar, vamos partir para o próximo tópico.

Vantagens da energia azul

A energia azul apresenta uma série de vantagens sobre outras fontes. E não estamos falando apenas dos poluentes combustíveis fósseis, mas também de fontes limpas e renováveis, como a energia eólica e a solar.

O grande diferencial da energia azul sobre outras energias limpas é o fato de ser mais consistente. A geração é menos dependente de fatores externos e climáticos, como o vento e o sol, que podem reduzir a produtividade em determinados períodos.

Além disso, uma planta de energia azul pode ter um tamanho consideravelmente menor que o de outras usinas. Mesmo quando comparada com as solares e eólicas, ela teria um impacto menor na paisagem e não demandaria muito uso do solo.

Desvantagens da energia azul

Apesar de todas as vantagens, a construção de uma planta de energia azul também carrega pontos negativos. Assim como no caso de uma usina hidrelétrica, é preciso levar em consideração os impactos ambientais e os efeitos nos sistemas hidrológicos e nas regras de gestão da água da região.

No entanto, o principal ponto negativo da energia azul ainda é o seu preço. A baixa eficácia em relação ao custo das membranas artificiais usadas para sua obtenção, que são caras e difíceis de produzir, ainda torna sua produção pouco viável.

O futuro da energia azul

Embora ainda não seja viável economicamente, os especialistas acreditam que, uma vez construída a usina, a energia azul pode gerar energia a uma taxa muito mais barata do que a solar e eólica. E vários estudos estão sendo feitos mundialmente para baratear o custo das membranas.

A análise dos indicadores de viabilidade econômica da energia azul é justamente um dos focos da OES, que citamos no início do texto. O chamado Programa de Colaboração Tecnológica em Sistemas de Energia Oceânica é formado atualmente por 24 países e pela Comissão Europeia.

Além do método osmótico, a OES também investe na obtenção da energia gerada por outros elementos oceânicos como:

  • Força das ondas
  • Variação das marés
  • Correntes marinhas
  • Variação das temperaturas

O governo brasileiro não faz parte da OES e tampouco há relatos de estudos avançados sobre a produção de energia azul no Brasil. No entanto, se levarmos em conta a capacidade hídrica e o vasto litoral, o país tem potencial para se tornar um gigante do setor.

Caso as previsões dos cientistas se concretizem e o custo caia consideravelmente nos próximos anos, a energia azul se tornará uma interessante opção limpa e renovável para iluminar lares e alimentar indústrias. E no futuro também estará disponível no Mercado Livre de Energia.

Enquanto a energia azul não chega, vale lembrar que os consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) já podem adquirir energia de outras fontes renováveis, como eólica, biomassa ou solar.

Ficou interessado, mas ainda faz parte do mercado cativo? Faça sua migração com a consultoria da Esfera Energia, referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia.

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Aprenda como fazer uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa

campanha de economia de energia eletrica nas empresas

Você já parou para pensar em todos os benefícios de uma campanha de economia de energia elétrica nas empresas? Não estamos falando apenas do alívio de pagar uma conta de luz mais barata, mas também de uma das melhores dicas de sustentabilidade para trabalhar de forma consciente e preservar nosso planeta.

Além de saber como calcular o consumo de energia, para reduzir os custos é preciso um esforço conjunto, tanto da parte dos gestores quanto de funcionários e colaboradores. Os responsáveis pela empresa devem, por exemplo, direcionar seus esforços para pontos como:

  • Uso de equipamentos com consumo de energia A
  • Manutenções preventivas nos equipamentos
  • Automação de luz e ar-condicionado
  • Substituição de lâmpadas incandescentes pelas de LED ou fluorescentes
  • Ambientes com cores claras e luz natural

Porém, tudo isso será em vão sem uma campanha de economia de energia elétrica. Para implementá-la de forma eficaz em sua empresa e conscientizar toda a força de trabalho, confira as dicas que listamos abaixo.

7 dicas para campanha de economia de energia elétrica nas empresas

Segundo um ranking que mede o custo da energia para a indústria divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), o Brasil é o 6º país com a conta mais cara do mundo. O valor, de R$ 402,26 por MW/h, é 46% superior à média internacional.

campanha de economia de energia eletrica nas empresas
Fonte: Veja

Esses dados comprovam que uma campanha de redução de consumo deve ser prioridade em uma estratégia de gestão de energia elétrica. E, como você verá logo abaixo, seus funcionários podem contribuir de forma significativa com a adoção de alguns hábitos simples e práticos.

1. Desligar luzes e aparelhos eletrônicos ao final do dia

Vamos começar pela maneira mais simples de economizar energia, mas que muitas vezes passa despercebida na correria do dia a dia. Oriente seus funcionários a sempre apagar as luzes e desligar os aparelhos eletrônicos no final do dia.

Se possível, o ideal é que os aparelhos sejam retirados da tomada, principalmente quando se trata de períodos de inatividade mais longos. Além de representar uma economia considerável no longo prazo, é uma medida de segurança para evitar possíveis curto-circuitos.

2. Colocar o computador para hibernar

Sabemos que o computador é um aparelho eletrônico à parte e que muitas vezes não é conveniente desligá-lo e ter que abrir tudo novamente para começar a trabalhar no dia seguinte. Por isso, a melhor solução é colocá-lo para hibernar.

Dessa forma, você consegue salvar seu trabalho, mantém todas as abas e páginas da internet abertas, mas o computador fica desligado. A reativação leva um pouco mais de tempo do que quando o colocamos no modo de suspensão, mas a economia de energia vale a pena.

Outro toque importante a dar aos funcionários é que, no caso de um intervalo rápido, também vale a pena desligar ao menos o monitor.

3. Aproveitar a luz natural

Se você fez a sua parte e criou um ambiente de trabalho com cores claras e muitas janelas, é essencial orientar os funcionários a aproveitar ao máximo a luz natural. Além do alívio na conta de luz no final do mês, a saúde e o bem-estar da força de trabalho também agradecem.

Organize o espaço de trabalho posicionando as mesas e locais de convivência bem perto das janelas. Dessa forma, é possível aproveitar a luz do sol para iluminar o ambiente e ainda arejá-lo com ar fresco.

4. Otimizar o uso do ar condicionado

Como dissemos acima, o ideal é deixar as janelas abertas para aproveitar não só a luz como também a ventilação natural. Mas estamos cientes de que vivemos em um país tropical e o uso do ar condicionado é, muitas vezes, inevitável.

No entanto, não é preciso simular o clima da Sibéria para deixar o ambiente de trabalho mais fresco. Se estiver muito quente do lado de fora, ligar o aparelho em menos de 20°C demandará muita energia para manter a diferença de temperatura entre o ambiente externo e o interno.

O mais recomendado é pedir que os funcionários deixem o ar condicionado em 23°C. Essa temperatura já é suficiente para refrescar o ambiente e é adequada para a maioria das pessoas.

5. Ter atenção ao usar a geladeira

Embora gastem menos energia que o ar condicionado, as geladeiras da empresa também devem ser usadas de forma consciente. Para isso, oriente seus funcionários a guardar e retirar os alimentos de uma só vez para não ficar abrindo e fechando a porta.

Também é preciso pedir que as pessoas fiquem atentas às borrachas de vedação para garantir que as portas permaneçam bem fechadas. Como responsável pela empresa, além da conscientização, é importante providenciar que as geladeiras sejam instaladas em locais arejados e sem encostar em paredes e móveis.

6. Incentivar o uso das escadas

Estimular as pessoas a trocar os elevadores pelas escadas tem vários benefícios. Além da economia na conta de luz, essa sugestão ajuda a melhorar o condicionamento físico dos funcionários e ainda aumenta a disposição para outras tarefas cotidianas.

Quando o uso do elevador for imprescindível, a dica também é bastante simples. Peça que as pessoas apertem apenas o botão correspondente ao sentido para o qual desejam se deslocar. Isso fará com que apenas o elevador mais próximo seja acionado.

7. Evitar os horários de pico

Nós já falamos aqui no blog sobre horário ponta e fora ponta. Mas não custa lembrar: entre as 18h e 21h dos dias úteis a tarifa de energia chega a ter um preço três vezes maior quando comparada aos valores cobrados nas demais horas do dia.

Oriente então seus funcionários a tentar realizar suas atividades sempre dentro do horário comercial, fora do pico de consumo. Se for necessário estender o horário de trabalho para a noite, peça que eles redobrem os cuidados com todos os itens que listamos acima.

Com estas dicas simples, você conseguirá dar forma a uma campanha de economia de energia elétrica na sua empresa. E, para manter os funcionários sempre bem conscientizados da sua importância, também vale a pena:

  • Distribuir panfletos sobre a campanha
  • Espalhar adesivos informativos
  • Produzir vídeos educativos
  • Realizar reuniões periódicas sobre metas de redução

Por fim, se você quiser economizar ainda mais, nossa recomendação é que você migre para o Mercado Livre de Energia. Qualquer indústria ou comércio que esteja ligado em média ou alta tensão pode participar, desde que atenda a alguns requisitos.

Como consumidor livre, você poderá negociar tanto o preço da energia como as condições de pagamento. Além da redução nos custos, também é possível optar por tipos de geração de energia mais sustentáveis.

Quer saber como poupar até 35% na sua conta de luz no Mercado Livre de Energia? Acesse agora mesmo o site da Esfera Energia e converse com um dos nossos consultores sobre a possibilidade de terceirizar toda a gestão de energia elétrica da sua empresa com segurança.

Entenda o que é energia sustentável e sua importância para o futuro do planeta

energia sustentavel


O conceito de energia sustentável nunca esteve tão em evidência como agora. E não é para menos, uma vez que as principais fontes energéticas mundiais, os combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural, não vão durar para sempre e, após seu esgotamento, precisaremos continuar abastecendo lares e indústrias.

Para se ter uma ideia da importância do tema, a ONU o transformou em um dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Está lá no número 7: garantir o acesso a fontes de energia viáveis, sustentáveis e modernas para todos.

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Mas você sabe exatamente o que é energia sustentável? O que a diferencia das energias renováveis e qual a sua importância não só para o futuro energético, mas para a própria sobrevivência do planeta?

Para responder essas e outras perguntas sobre o assunto, preparamos um guia especial no qual você conhecerá os principais tipos de energia sustentável, seus benefícios e como ter acesso a eles no Mercado Livre de Energia. Boa leitura!

O que é energia sustentável?


O conceito de energia sustentável está intrinsecamente conectado ao de desenvolvimento sustentável. Em suma, é a energia capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das futuras gerações.

Detalhando ainda mais, é todo o tipo de energia que consegue manter um equilíbrio entre produção e consumo. Ela é gerada sem provocar grandes impactos ao meio ambiente e é consumida em quantidade e velocidade nas quais a natureza ou a ação humana conseguem repor.

O vídeo abaixo, do Media Lab Estadão, fala um pouco mais da importância de adotar práticas de sustentabilidade na geração de energia:

Com essa breve explicação, você deve estar imaginando que todas as fontes de energia renováveis são sustentáveis. Afinal de contas, se bem utilizadas, elas estarão sempre disponíveis.

O termo sustentável, porém, pode ser mais subjetivo do que imaginamos e variar de acordo com fatores além do tipo de fonte. Ficou confuso? Então vamos para o próximo tópico para saber a diferença entre energia sustentável e renovável.

Qual a diferença entre energia renovável e sustentável?

É muito comum pensar que todas as fontes de energia renováveis são sustentáveis, mas infelizmente, nem sempre isso é verdade. Para entender a diferença, vamos relembrar a definição de energia renovável.

Podemos chamar de renovável toda energia obtida de recursos naturais que nunca se esgotam, uma vez que são repostos pela própria natureza. Entre as principais fontes, podemos destacar a chuva, o sol, o vento e até mesmo as ondas e as marés.

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Até os recursos renováveis podem se esgotar

No entanto, vale lembrar que mesmo as fontes renováveis podem se tornar insustentáveis. Se um recurso for usado em uma quantidade ou velocidade superior à sua capacidade de reposição, ele se esgotará.

E aí reside a diferença. Além de ser renovável, a energia sustentável precisa ser usada com cautela e consciência. É fundamental preservar o meio ambiente e se adaptar ao desenvolvimento econômico e social das comunidades ao redor.

Um exemplo prático de energia renovável vs energia sustentável

Basta pensar, por exemplo, na energia hidrelétrica, a principal fonte da matriz energética brasileira. Como ela é obtida por meio do potencial hidráulico de um rio, ela é considerada renovável.

Porém, a construção de uma usina hidrelétrica pode causar danos graves ao meio ambiente. Não apenas prejudicando a fauna, a flora e a população ribeirinha, mas muitas vezes ameaçando a própria sobrevivência do rio.

Por isso, para ser considerado sustentável, o uso da energia hidráulica deve ser realizado de uma maneira que evite que o rio perca seu volume. Essa tarefa envolve preservar os mananciais e o fluxo de água e também toda a mata ao seu redor.

Com as fontes não renováveis, como o petróleo, cada vez mais próximas do esgotamento, é urgente que energia e sustentabilidade caminhem de mãos dadas. Nas próximas linhas você entenderá porque as próximas gerações precisam que medidas nesse sentido comecem a ser adotadas imediatamente.

Qual a importância da energia sustentável?

Para compreender a importância da energia sustentável, nada melhor que listar os benefícios que seu uso proporciona para o futuro energético do planeta assim como para a sobrevivência de nossos filhos e netos. Entre eles, podemos destacar:

Solução contra o aquecimento global

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera bateu um novo recorde em 2020. A organização ressaltou ainda que somente quando as emissões geradas pela queima de combustíveis fósseis se aproximarem de zero será possível começar a reduzir a concentração desse gás na atmosfera.

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Junto ao metano e ao óxido nitroso, o dióxido de carbono é um dos principais gases do efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global. As consequências climáticas, como degelo, aumento do nível dos mares, desertificação e alteração do regime das chuvas, já estão sendo sentidas ao redor do mundo.

A solução não passa apenas por parar de usar combustíveis fósseis, mas também por encontrar soluções alternativas. E é exatamente aí que entra a energia sustentável.

O uso de fontes renováveis e limpas de energia desponta como a melhor resposta ao aquecimento global. Razão pela qual a ONU, governos, empresas e pesquisadores de todo o planeta estudam formas de torná-las mais baratas e acessíveis.

Melhora na saúde da população

Outra consequência do efeito estufa é o aumento da contaminação atmosférica. O exemplo mais concreto disso está no fato de as autoridades chinesas decretarem alertas ambientais com grande frequência por conta das nuvens de poluição que costumam “engolir” Pequim.

Não é preciso ser um grande especialista para saber que o uso de energia sustentável também se refletiria em uma melhora geral da saúde da população. Afinal de contas, a poluição causa uma série de efeitos negativos diretos no nosso organismo, como infecções das vias aéreas, doenças cardiovasculares e câncer de pulmão.

Não podemos esquecer ainda que os danos sofridos pela atmosfera aumentam a incidência dos raios solares sobre a pele. Para o Brasil, onde 30% dos tumores malignos atingem justamente a pele, a energia sustentável também se torna assim um assunto de saúde pública.

Diversificação da matriz energética

Os benefícios da energia sustentável não se resumem ao meio ambiente e à saúde. Seu uso também traz reflexos econômicos positivos por conta dos efeitos da diversificação da matriz energética.

Vamos pensar novamente no caso do Brasil. Quem fica de olho no comportamento das bandeiras tarifárias sabe que, quando a conta de luz aumenta muito, a causa normalmente está relacionada com a escassez de chuvas para encher os reservatórios.

Investindo em outras fontes sustentáveis, como eólica, solar e biomassa, o país reduziria consideravelmente a dependência da energia hídrica. O resultado seria que os custos de geração, distribuição e consumo diminuiriam e você sentiria o impacto na redução da conta de luz, mas não na qualidade do serviço.

Quais os tipos de energia sustentável?

Após saber o que é energia sustentável e quais são seus benefícios, é hora de conhecer suas principais fontes. Confira uma versão resumida no infográfico abaixo e, em seguida, uma explicação mais detalhada sobre cada uma delas e de seu uso no Brasil.

1. Energia hidrelétrica

O Brasil pode ser considerado uma referência mundial no uso de energia renovável e sustentável justamente por seu potencial hídrico. A participação de energia hidrelétrica na matriz energética brasileira chega a mais de 60% do total.

No entanto, como ressaltamos acima, para a energia hidrelétrica ser realmente renovável é fundamental gerá-la com sustentabilidade. Apenas o uso consciente tornará a água um recurso inesgotável e disponível para as próximas gerações.

Nesse sentido, vale lembrar o recente acordo entre Belo Monte e Ibama. Um termo de compromisso assinado no início de fevereiro obriga que a empresa operadora da usina aplique uma série de medidas de mitigação de impactos estabelecidas pelo órgão ambiental para seguir operando de acordo com seu cronograma.

2. Energia solar

Além de ser renovável e abastecida por uma fonte inesgotável, a energia solar traz as vantagens de não poluir o planeta, exigir pouca manutenção e ainda gerar uma economia considerável na conta de luz. Mesmo assim, ela ainda não é usada em larga escala no Brasil.

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Para se ter uma ideia, o Brasil tinha até 2018 apenas 1 gigawatt em termos de capacidade instalada de geração fotovoltaica. A China, por sua vez, tem 130 gigawatts.

Um dos principais fatores que explicam esses números baixos é a falta de incentivo do governo. Apenas em 2013 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permitiu que as pessoas pudessem gerar sua própria energia e trocar o excedente por créditos na concessionária.

Além disso, existem poucas campanhas informativas sobre os benefícios da energia solar no Brasil. Isso faz com que muita gente se foque apenas em suas desvantagens, como o custo elevado da implementação.

3. Energia eólica

As vantagens da energia eólica são bem conhecidas: é limpa, sua fonte é um recurso inesgotável e diminui a dependência dos combustíveis fósseis. Por outro lado, os ventos são irregulares e os equipamentos para a construção de um parque eólico têm um custo expressivo.

Segundo dados da Aneel divulgados no primeiro semestre de 2020, as usinas eólicas representam cerca de 9% do total da capacidade instalada no Brasil. Isso significa que essa fonte de geração já é a terceira mais usada no país, atrás apenas das hidrelétricas e termelétricas.

A região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, com mais de 80% deles nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para sua geração.

4. Energia de biomassa

Entre as matérias orgânicas queimadas para gerar biomassa, podemos destacar o bagaço da cana-de-açúcar, lenha, resíduos agrícolas e até mesmo excrementos de animais. Além da geração de energia elétrica e térmica, esse processo também permite a obtenção de produtos como:

  • Etanol
  • Carvão vegetal
  • Biodiesel
  • Biogás

Vale lembrar que o dióxido de carbono liberado na queima das matérias orgânicas é reaproveitado pela própria vegetação para realizar fotossíntese. Logo, esse tipo de energia pode ser considerada renovável e sustentável.

Atrás da hidrelétrica e da eólica, a biomassa aparece como a terceira maior fonte renovável da matriz energética brasileira, representando cerca de 9% do total. No país, o principal recurso aproveitado para sua geração é o bagaço da cana.

5. Energia geotérmica

Também conhecida como geotermal, a energia geotérmica é proveniente do calor do interior do planeta. Obtido através de rochas quentes, secas ou úmidas, e também do vapor, esse calor pode ser transportado para uma usina e transformado em eletricidade.

Apesar de ser uma das fontes renováveis menos custosas e mais confiáveis, a energia geotérmica ainda não decolou. Os principais obstáculos são as limitações geográficas e a falta de investimento em exploração de superfície e perfuração.

Embora não participe da matriz energética brasileira, a energia geotérmica cobre uma parcela significativa da demanda de eletricidade em países como Islândia, El Salvador, Nova Zelândia, Quênia e Filipinas. Além disso, é responsável por mais de 90% da demanda de aquecimento na Islândia.

6. Energia maremotriz

A energia maremotriz tem sido cada vez mais usada em países da Europa e da América do Norte. Mas, apesar de limpa e renovável, sua geração depende de sistemas similares ao das hidrelétricas, como a construção de barragens.

O problema é que essas barragens precisam ser construídas no litoral. Por conta dessa proximidade, algumas áreas podem acabar sendo inutilizadas para o banho de mar, o que pode acarretar impactos na economia local.

Levando em conta as saliências e reentrâncias, o Brasil tem 9200 quilômetros de litoral. Por isso, os pesquisadores se concentram agora em identificar os pontos de maior potencial para tornar o país pioneiro na América Latina na geração de eletricidade pelo movimento das marés.

7. Energia ondomotriz

Assim como no caso da maremotriz, o Brasil também apresenta um potencial interessante para a geração da energia ondomotriz. A diferença, no caso, é que já existe um projeto em solo nacional para transformar o movimento das ondas em eletricidade.

A Usina de Ondas do Pecém, no Ceará, foi construída em 2012 e se tornou o primeiro projeto do tipo na América Latina. As atividades chegaram a ser paralisadas em 2016, mas foram retomadas um ano depois.

A expectativa agora é que Pecém gere 100 quilowatts, o suficiente para abastecer até 60 famílias locais.

Desafios da energia sustentável

Como vimos, o potencial para o aproveitamento da energia sustentável no mundo, e em especial no Brasil, é gigantesco. Mas ainda existem obstáculos consideráveis que impedem que elas sejam usadas em larga escala e eles quase sempre estão relacionados com fatores econômicos.

Os investimentos iniciais na energia sustentável precisam ser volumosos e eles envolvem uma série de riscos. A performance da geração, por exemplo, depende de fatores climáticos e geográficos, que acabam incidindo na sazonalização dos contratos de compra e venda.

Para atrair mais investimentos em sustentabilidade na geração de energia, é preciso criar novos modelos de negócio e de gestão de riscos financeiros. Além disso, é fundamental apostar em campanhas de conscientização que mostrem a importância de todos fazerem sua parte.

Você mesmo pode participar fazendo sua empresa se juntar ao potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia. Os consumidores livres podem escolher quais tipos de geração de energia contratar e optar por investir em fontes sustentáveis.

O ideal é que as empresas interessadas em fazer essa migração contem com uma consultoria especializada no Mercado Livre de Energia. O papel da Esfera Energia é justamente garantir que todos os procedimentos sejam feitos com eficiência, segurança e de acordo com as obrigações legais.

Quer melhorar a gestão de energia elétrica da sua empresa e ainda economizar até 35% na conta de luz? Entre em contato agora mesmo com um especialista da Esfera Energia!

Indicadores de produção industrial: 7 métricas indispensáveis para uma gestão mais qualificada e com base em dados concretos

indicadores de produção industrial

Para garantir a melhoria contínua dos processos de produção industrial, com redução de custos e mantendo a qualidade final das entregas, é indispensável fazer uso de indicadores de desempenho (KPIs).

Basicamente, essas ferramentas servem para mensurar, quantitativa e qualitativamente, diferentes aspectos de uma indústria.

A partir disso, consegue-se tomar decisões estratégicas com maior segurança e assertividade, pois elas passam a ser fundamentadas em dados concretos.

Os KPIs para indústrias podem melhorar a qualidade da gestão, permitindo identificar se o desempenho da produção está em conformidade com o que era esperado.

E, caso não estejam, procura-se descobrir maneiras de melhorar o processo, otimizando as atividades em busca de mais eficiência e produtividade.

Os indicadores de produção industrial permitem fazer um monitoramento mais eficaz da linha de fabricação. Além disso, essas ferramentas contribuem para a redução de custos operacionais e otimização dos processos internos.

Pensando nisso, trouxemos aqui 7 KPIs para indústrias que você precisa conhecer. Nas próximas linhas deste conteúdo, você vai conferir quais indicadores de produção industrial utilizar na sua empresa e tornar suas operações mais eficientes:

  1. Eficácia Geral do Trabalho – OLE;
  2. Produtividade Homem / Hora;
  3. On Time In Full – OTIF;
  4. Tempo Médio para Reparo – MTTR;
  5. Tempo de Inatividade;
  6. Tempo Médio entre Falhas;
  7. Eficiência Global dos Equipamentos – OEE.

7 indicadores de produção industrial para usar no seu modelo de negócio

Indicadores de desempenho do setor de indústrias são ferramentas indispensáveis para mensurar e acompanhar a performance das operações fabris.

Os KPIs fornecem dados e informações valiosas, que vão orientar a maneira de conduzir o negócio e facilitar a identificação de soluções para problemas que a empresa possa vir a enfrentar.

Confira a seguir quais indicadores de produção industrial implementar na sua fábrica.

1 - Eficácia Geral do Trabalho - OLE

 A Eficácia Geral do Trabalho, ou OLE (Overall Labor Effectiveness) é um indicador que busca avaliar três variáveis do processo produtivo:

  • Disponibilidade: tempo em que os colaboradores ficaram disponíveis durante o expediente;
  • Desempenho: quanto os colaboradores conseguiram produzir durante o expediente;
  • Qualidade: quanto do que foi produzido está em perfeitas condições para a venda.

Multiplique essas três variáveis e você obterá o resultado o OLE.

2 - Produtividade Homem / Hora

O segundo indicador da nossa lista de KPIs para indústrias busca mensurar quanto cada colaborador é capaz de produzir por hora trabalhada.

Para fazer o cálculo, basta dividir o total de peças produzidas pelo total de horas trabalhadas.

Você pode comparar esse resultado entre máquinas, entre turnos e até individualmente entre os colaboradores. Também pode comparar com a produtividade geral do mercado em que atua para saber se sua empresa está competitiva no setor.

3 - On Time In Full - OTIF

O On Time In Full (OTIF) é um KPI que mostra a eficiência das entregas. Uma produção industrial eficiente precisa ser capaz de entregar os produtos completos (in full) dentro do prazo previamente estabelecido (on time).

O cálculo é feito multiplicando o percentual de entregas on time pelo percentual de entregas in full.

Hoje, com os mercados virtuais mais do que consolidados e até em ascensão, é cada vez mais importante monitorar suas entregas para satisfazer clientes cada vez mais exigentes com esses prazos.

4 - Tempo Médio para Reparo - MTTR

Esse indicador é mais voltado para a área de manutenção da fábrica. O Tempo Médio para Reparo, ou MTTR (Mean Time To Repair) calculo quanto tempo costuma-se levar, em média, para corrigir as falhas do processo produtivo.

Para calcular o MTTR, divida o tempo total gasto na correção de falhas pelo total de falhas corrigidas.

5 - Tempo de Inatividade

Outra métrica relacionada à área de manutenção do processo industrial é o Tempo de Inatividade. O objetivo desse KPI é mensurar quanto tempo os equipamentos da fábrica ficaram sem funcionar.

Ele pode ser analisado em conjunto com o indicador de desempenho industrial anterior, o Tempo Médio para Reparo, pois estão intimamente ligados.

Afinal, se uma máquina demora muito para ser reparada, isso significa que o tempo de inatividade do processo industrial será maior.

6 - Tempo Médio entre Falhas

O Tempo Médio entre Falhas, ou MTBF (Mean Time Between Failures) mede a frequência em que os equipamentos da produção industrial precisam passar por manutenção. 

Some o tempo total entre cada falha e depois divida pelo total de falhas. Quanto maior for o Tempo Médio entre Falhas, melhor será o desempenho da indústria.

7 - Eficiência Global dos Equipamentos - OEE

Se o OLE mede a eficiência dos trabalhadores da fábrica, o OEE (Overall Equipment Effectiveness) se dedica a mensurar a eficiência das máquinas e equipamentos do processo produtivo.

Os três fatores analisados continuam sendo os mesmos:

  • Qualidade: equipamentos em perfeito estado;
  • Produtividade: quanto cada máquina tem conseguido produzir;
  • Disponibilidade: tempo dedicado à produção.

Multiplique o percentual de cada fator e encontre o resultado do OEE.

Você sabe como gerenciar indicadores? Agora que você já conhece vários deles, fundamentais para uma indústria, veja dicas de como gerenciá-los neste vídeo:

Bom, esses são os 7 principais indicadores de produção industrial. Ficou claro como utilizar cada um deles?

Implemente essas métricas no seu modelo de negócio e promova uma gestão mais qualificada e com base em dados concretos. Assim, seu processo produtivo será bem mais eficiente.

Este post foi escrito pela equipe da Siteware, uma empresa que une pessoas, operação e estratégia em um único software, para que as empresas melhorem seus resultados, sua comunicação e sua governança.

Entenda como comprar energia no Mercado Livre de Energia

como comprar energia no mercado livre

Mais de 8,5 mil empresas brasileiras já se tornaram agentes do Mercado Livre de Energia Elétrica. Essas companhias desfrutam, principalmente, da possibilidade de comprar energia com valores inferiores àqueles que são praticados no Mercado Cativo.

Porém, a compra de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL) é um processo longo e burocrático, que pode oferecer riscos aos consumidores que não tiverem o acompanhamento adequado.

Continue conosco para entender como comprar energia no Mercado Livre e alcançar as melhores condições de contratação. Veja também quem pode atuar nesse ambiente e quais são os vendedores.

Quem pode comprar energia elétrica no Mercado Livre

Há dois tipos de consumidores que podem comprar energia elétrica no Mercado Livre de Energia no Brasil: consumidores livres e consumidores especiais.

  • Consumidor Livre: demanda mínima de 1.500 kW e possibilidade de escolha de seu fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação. Tem a possibilidade de contratar energia proveniente de qualquer fonte de geração.
  • Consumidor Especial: demanda entre 500 kW e 1.500 kW, com o direito de adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou hidráulica de empreendimentos com potência inferior ou igual a 50.000 kW, ou ainda de fontes incentivadas especiais (eólica, biomassa ou solar). 

Uma terceira alternativa possível para se tornar consumidor do Mercado Livre é a comunhão. Por meio dela, a empresa que não tenha demanda suficiente para operar sozinha no Ambiente de Contratação Livre pode realizar comunhão com outras unidades consumidoras para atingir o nível mínimo de demanda de 0,5 MW. 

Isso somente é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em área contígua (sem separação por vias públicas).

A comunhão permite que empresas vizinhas ou do mesmo grupo econômico somem suas demandas para chegar aos 500 kW e, assim, estejam aptas a comprar energia no Mercado Livre.

De quem é possível comprar energia no Mercado Livre

Apenas agentes cadastrados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) podem comercializar energia elétrica. Entres aqueles que podem vender energia estão comercializadores, geradores, autoprodutores e importadores.

Há ainda a possibilidade de consumidores do Mercado Livre negociarem o excedente de energia elétrica com outros consumidores livres e especiais.

Os consumidores podem adquirir energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL) por meio de contratos de compra de fonte incentivada ou fonte convencional. 

Fontes convencionais

No mercado de energia elétrica no Brasil, as fontes mais comuns são as usinas hidrelétricas de grande porte e as usinas termelétricas. Elas são chamadas de fontes convencionais.

Fontes incentivadas

Fontes incentivadas são usinas eólicas, solares, a biomassa, hidráulicas ou cogeração qualificada com potência injetada inferior ou igual a 50.000 kW.

Os consumidores de energia que compram de fontes incentivadas têm direito a redução entre 50% e 100% nas tarifas de uso do sistema de distribuição e transmissão (Tusd e Tust), que são os valores cobrados pelo transporte de energia.

O percentual de desconto para o consumidor depende da data de homologação da outorga ou do registro de usina na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do tipo de fonte de geração.

A oferta de desconto para compra de fontes incentivadas é uma forma de incentivo econômico para fontes renováveis no Brasil. 

Compra de energia das comercializadoras

Além de comprar energia das geradoras, o consumidor pode adquirir em negociação com as comercializadoras. 

Elas são agentes do Mercado Livre que não têm usinas próprias e adquirem a energia de diferentes fornecedores, para criar um portfólio de diversos produtos para os consumidores.

Os comercializadores são regulamentados pela Aneel e devem possuir capital social integralizado de no mínimo R$ 1 milhão, além de comprovar aptidão para o desenvolvimento da atividade.

Conforme regulamentação da Aneel, os comercializadores devem gerir riscos de volume e preço para os seus clientes.

Como comprar energia elétrica no Mercado Livre

No Mercado Livre de Energia, os consumidores negociam livremente preços, prazos e volumes com as geradoras ou comercializadoras. 

Para a compra de energia elétrica, é recomendável que essas empresas adotem estratégias de longo prazo, já que as variações de custos de energia no Brasil podem tornar os valores menos vantajosos do que no Mercado Cativo.

Geralmente, o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) está mais suscetível a variações de preço, especialmente pela cobrança de bandeiras tarifárias aplicadas em momentos de queda no volume de chuvas. Porém, essas variações afetam também o Mercado Livre.

Para a compra de energia elétrica ser bem-sucedida e o consumidor encontrar as melhores condições, é importante que haja a análise de seu perfil de consumo. Inclusive, realizar estudos de viabilidade econômica é um dos passos na migração para o Mercado Livre de Energia.

Assim como acontece no mercado de investimentos, as estratégias de compra de energia no ambiente livre seguem os perfis dos consumidores.

Consumidores de perfil conservador

Para consumidores com maior aversão a risco, a estratégia de compra de energia elétrica no Mercado Livre busca contratos longos, que ofereçam maior previsibilidade de custos para a empresa.

Os preços aplicados são negociados para todo o período de vigência do contrato.

Consumidores de perfil arrojado

No caso de consumidores cujo perfil seja de menor aversão a risco, as estratégias de compra de energia elétrica no Mercado Livre buscam contemplar oportunidades de maiores vantagens econômicas. 

Para aquisição de energia com menor preço, é possível contratar volumes inferiores à necessidade de longo prazo e comprar o restante em contratos de curto prazo, visando aproveitar momentos de queda de preço.

Entretanto, esse risco é mais alto para o comprador, que ficará mais suscetível às variações de tarifas. Por isso, é recomendável o acompanhamento de uma consultoria especializada em transações no Mercado Livre de Energia.

É possível ainda que os contratos prevejam consumo flexível, para que haja redução do risco de déficits e superávits. Os percentuais de flexibilidade devem ser negociados entre consumidores e vendedores.

Como evitar riscos na compra de energia no Mercado Livre

Apenas os agentes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e registrados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) podem orientar consumidores que desejam migrar do Ambiente de Contratação Regulada, conhecido como Mercado Cativo, para o Mercado Livre.

É recomendável que a migração e a compra de energia no Mercado Livre sejam acompanhadas por consultorias especializadas no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Se sua empresa deseja migrar do Mercado Cativo e se tornar uma agente do Mercado Livre de Energia, a Esfera Energia realiza o planejamento de migração com análises técnica e regulatória minuciosas, deslumbrando, desde o começo, os ganhos a serem gerados. 

Os consumidores ganham voz na negociação com os maiores geradores de liquidez deste mercado em busca dos melhores termos para os seus orçamentos, sem conflitos de interesse ou qualquer forma de comissionamento.

O acompanhamento vai desde a contratação de energia até as questões burocráticas que envolvem a migração, com ações rápidas a cada ajuste regulatório. 

Para que sua empresa encontre as melhores condições de compra de energia no Mercado Livre, fale com um especialista Esfera!

O que é a tarifa binômia e como ela funciona?

No Brasil, as tarifas do Mercado Cativo são reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), dentre elas a tarifa binômia. Mas você sabe o que é a tarifa binômia, como ela funciona, para quais tipos de consumidores ela é aplicada e as diferenças para a tarifa monômia?

Explicaremos todas essas questões a seguir. Continue lendo e veja tudo o que você precisa saber a respeito do assunto!

O que é a tarifa convencional binômia?

A tarifa convencional binômia é a cobrança feita separadamente pelo consumo de energia e pela demanda de potência da unidade consumidora, sem considerar os horários de utilização ao longo do dia.

Entenda aqui o que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Segundo definição ANEEL, a tarifa binômia é “aquela que é constituída por valores monetários aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável.” Ela foi estabelecida por meio da Resolução Normativa ANEEL n. 479, de 3 de abril de 2012.

Ela é aplicada aos consumidores do grupo A, que são os consumidores de média e alta tensão, no qual estão principalmente as indústrias e estabelecimentos comerciais de médio e grande porte.

Isso significa que os consumidores do grupo A pagam à parte pela infraestrutura necessária para atender a potência da sua unidade consumidora.

Como funciona a tarifa binômia?

As tarifas de energia são definidas pela ANEEL, a qual é responsável por regular todas as etapas relacionadas à energia elétrica, da geração à comercialização, bem como fiscalizar todo o setor elétrico brasileiro.

Também cabe à ANEEL realizar leilões de energia, implementar novas políticas, criar regras, calcular e estabelecer tarifas e mediar conflitos entre consumidores e agentes, caso estes ocorram.

Dessa forma, a ANEEL determina que os consumidores do grupo A (alta tensão) devem ser cobrados por meio da tarifa binômia. Com isso, são feitos cálculos separados para o consumo de energia e para a demanda de potência de cada unidade, os quais não são afetados pelas horas de consumo ao longo do dia.

Por meio da tarifa binômia, os consumidores têm tarifas que são proporcionais ao consumo e ao uso da capacidade do sistema elétrico. Assim, aqueles que usam mais energia pagam um valor mais alto por isso.

Para quais tipos de consumidores a tarifa binômia é aplicada?

Como mostramos anteriormente, atualmente a tarifa binômia da ANEEL é aplicada apenas aos consumidores do grupo A. 

Para tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores:

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias e estabelecimentos comerciais de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércios de pequeno porte.

Os consumidores do grupo A devem determinar qual será a demanda  de consumo de suas respectivas empresas e informá-la para a distribuidora da região para poder fazer a contratação da demanda — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

Esse contrato estabelece o valor da demanda e o período de vigência. Tal acordo tem como objetivo garantir que o sistema esteja preparado para atender às necessidades de todas as empresas, sem correr o risco de um déficit energético caso haja sobrecarga do sistema, por exemplo. 

Além disso, o contrato obriga a distribuidora a fornecer a energia necessária para as empresas, do mesmo modo que os consumidores também têm a obrigação de manter a demanda dentro do volume que foi acordado.

Inclusive, quando uma empresa ultrapassa o valor de demanda  que havia sido previamente estabelecida é cobrada uma multa, por isso é importante saber de fato qual é a demanda de energia necessária e, assim, contratar o necessário para suprir todas as atividades das operações do dia a dia.

Qual a diferença entre tarifa monômia e binômia?

A ANEEL estabelece quatro modalidades tarifárias:

  • Convencional monômia
  • Convencional binômia
  • Branca
  • Horosazonal verde
  • Horosazonal azul

A tarifa convencional monômia é atualmente aplicada apenas aos consumidores do grupo B (baixa tensão). Ela tem um cálculo mais simples e considera apenas o consumo de energia independentemente da demanda de potência ou do horário do dia.

Assim, todos os consumidores ligados àquela rede pagam um valor fixo em relação ao custo do serviço de distribuição de energia, que também é chamado de “tarifa fio”, não importa qual seja a quantidade de energia consumida.

Por outro lado, a tarifa convencional binômia é a cobrança feita separadamente pelo consumo de energia e pela demanda de potência da unidade consumidora, sem considerar os horários de utilização ao longo do dia. 

Neste caso, a cobrança pelo serviço de distribuição é proporcional à demanda e ao consumo de cada unidade, já que os consumidores do grupo A exigem mais do sistema.

Já a tarifa branca também é aplicada aos consumidores do grupo B, porém tem tarifas diferentes de acordo com o dia e horário de utilização. Dessa forma, o consumidor pode optar por fazer mais atividades que precisem de energia fora dos horários de pico, reduzindo assim os custos com a energia elétrica.

Em relação à tarifa horosazonal verde, com ela é possível que os valores de consumo sejam ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior.

Já a tarifa horosazonal azul de energia tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta.

Saiba mais sobre as diferenças entre a tarifa azul e verde e como escolher a melhor.

Existe tarifa binômia no Mercado Livre de Energia?

Não. As tarifas estabelecidas pela ANEEL são vigentes apenas no Mercado Cativo. Os consumidores livres do Mercado Livre de Energia podem definir o preço, prazo, volume e forma de pagamento da energia diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras.

Por isso, os consumidores livres têm mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo e também que atenda melhor às suas demandas específicas.

Entenda o que é e como funciona o Mercado Livre de Energia.

Então, que tal considerar migrar para o Mercado Livre de Energia? Você pode contar com a consultoria da Esfera Energia para realizar todo o processo com segurança e de acordo com todas as obrigações legais.

Além disso, a Esfera também atua nas negociações para garantir as melhores tarifas e condições possíveis na contratação de energia.

Ficou interessado? Fale agora mesmo com um de nossos consultores!

O que é o Mercado Cativo de Energia e quais as diferenças para o Mercado Livre?

Para entender melhor as diferenças nos processos de aquisição de energia, é importante conhecer o que é o Mercado Cativo de Energia.

No Brasil, ele é formado principalmente por residências e pequenas empresas que não têm demanda energética suficiente para migrar para o Mercado Livre de Energia.

Mas como esse mercado funciona, como o preço da energia é definido e quais são as principais diferenças entre o Mercado Cativo e o Mercado Livre de Energia? A seguir vamos explicar todos os detalhes sobre o assunto.

Confira!

O que é Mercado Cativo de Energia elétrica?

O setor energético brasileiro é atualmente segmentado em dois “ambientes”, o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), que é o Mercado Cativo, e o Ambiente de Contratação Livre (ACL), que é o Mercado Livre de Energia. 

Entenda aqui as principais diferenças entre ACR e ACL.

Assim, o Mercado Cativo de Energia é formado pelos consumidores que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia. Esses consumidores também são chamados de consumidores cativos.

Como o preço de energia elétrica é definido no Mercado Cativo?

No Mercado Cativo de Energia os consumidores podem comprar energia elétrica apenas da concessionária responsável pela distribuição da energia na região. 

Além disso, no ACR a energia é negociada pelas distribuidoras por meio de leilões e o preço é estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No Mercado Cativo também há a incidência das bandeiras tarifárias.

Por conta das bandeiras tarifárias, o valor da conta de luz oscila mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade de uso de usinas termoelétricas.

Já os reajustes de preços que acontecem ao longo do ano consideram a inflação, os custos para a geração de energia e os investimentos das distribuidoras.

Quais as diferenças entre o Mercado Cativo e o Mercado Livre de Energia?

A principal diferença entre o Mercado Cativo e o Mercado Livre de Energia é a contratação da energia.

Os consumidores cativos de energia não podem negociar o preço a ser pago e devem seguir os valores estabelecidos pelas concessionárias da região, enquanto os consumidores livres podem fazer as negociações diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia.

Assim, no Ambiente de Contratação Regulada o consumidor paga uma fatura mensal que inclui o serviço de distribuição e a geração de energia, enquanto no Ambiente de Contratação Livre os consumidores Livres negociam suas condições de contratação diretamente com os fornecedores.

Além disso, no Mercado Livre de Energia, é possível escolher de qual empresa comprar e também definir o preço, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com ela. Por isso, os consumidores livres conseguem atingir um preço de contratação de energia muito mais baixo do que no Mercado Cativo.

Inclusive, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), 80% dos consumidores gostariam de poder escolher o fornecedor de energia elétrica.

Se você também tem interesse em escolher seu fornecedor e tem a demanda mínima necessária para fazer a migração, é válido considerar migrar do Mercado Cativo para o Mercado Livre de Energia.

Para isso, as empresas devem se enquadrar em pelo menos uma das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma comunhão de cargas com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Saiba mais sobre a comunhão de cargas aqui.

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

O Mercado Livre está em franca expansão. Segundo um levantamento realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em 2020 foi registrado um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do Mercado Cativo para o Mercado Livre em comparação com 2019.

Afinal, no Mercado Livre de Energia os consumidores têm mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo e também que atenda melhor às suas demandas específicas.

Por conta disso, os consumidores conseguem encontrar melhores ofertas e obter preços inferiores aos estabelecidos no ACR, sendo possível alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica.

Veja aqui quais são as principais vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia.

Já adiantamos que no Mercado Livre de Energia é possível contratar carga sob medida de acordo com a demanda da empresa. Isso permite fazer previsões no orçamento com muito mais precisão e, por consequência, tomar decisões tendo como referência dados mais assertivos.

Essa previsão pode ser feita porque quando os contratos são fechados os valores são válidos ao longo de todo o período de contratação e não sofrem oscilações imprevisíveis que podem impactar negativamente o orçamento da empresa.

Além disso, tendo o apoio de uma consultoria no Mercado Livre de Energia é possível alcançar uma redução de até 35% na conta de energia elétrica. Como os fornecedores querem conquistar cada vez mais clientes, os preços para a contratação são muito mais competitivos.

A Esfera Energia oferece o suporte necessário para empresas que desejam migrar para Mercado Livre de Energia, auxiliando em todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para seus clientes.

Além disso, a Esfera Energia também atua nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Ou seja, com a Esfera você faz a migração para o Mercado Livre de Energia com segurança, conta com o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e tem especialistas disponíveis a todo momento para resolver qualquer questão sempre que você precisar.

Atendemos a mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos 300 unidades consumidoras e estamos em 19 estados. Então, quer conhecer mais sobre a Esfera Energia e descobrir como uma consultoria no Mercado Livre de Energia pode fazer toda a diferença para sua empresa reduzir custos com a essa despesa?

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Entenda os impactos ambientais da Belo Monte e como o acordo com o Ibama afeta o setor energético – e sua conta de luz

Ganhou destaque nos jornais do último dia 8 de fevereiro a informação de que o Ibama chegou a um acordo com Belo Monte sobre o fluxo de água que a usina deve liberar para o rio Xingu, no Pará. A notícia merece atenção não só pela magnitude dos atores e fatores envolvidos, mas também por suas consequências.

O caso ganhou as manchetes em janeiro depois de o Ibama ter exigido que a Norte Energia, responsável pelo empreendimento, aumentasse a vazão de água para mitigar os impactos ambientais da usina hidrelétrica de Belo Monte. Essa medida, no entanto, acarretou efeitos negativos na capacidade de produção de energia.

Por conta disso, o Ministério de Minas e Energia e representantes do setor elétrico também entraram na discussão para contestar a decisão do órgão ambiental. E a situação se arrastou por dias até ser resolvida com o termo de compromisso assinado no início de fevereiro.

Mas, afinal, o que vai mudar com esse acordo? Quais serão as consequências para o ecossistema do Xingu? Como isso impactará nos preços da conta de luz de lares e empresas?

Essas são as respostas que você encontrará neste artigo. Mas, para isso, é essencial voltar um pouco no tempo e saber como estava a situação antes do acordo.

Como a Belo Monte operava antes do acordo com o Ibama?

O processo de licenciamento ambiental da usina de Belo Monte esteve envolto em polêmicas desde os primórdios do projeto, ainda na década de 1980. Seus críticos sempre ressaltaram não apenas os efeitos negativos ao meio ambiente, mas também os impactos sociais na população local que depende do rio Xingu.

Após muita discussão, o Ibama concedeu, em junho de 2011, a licença de instalação à Norte Energia. Quase cinco anos depois, em maio de 2016, Belo Monte foi oficialmente inaugurada como a quarta maior hidrelétrica do mundo em potência instalada, com 11.233 megawatts.

Atualmente, a usina opera com base em dois hidrogramas para determinar a quantidade de água que liberará no trecho de vazão reduzida da Volta Grande do Xingu e quanto usará para alimentar suas turbinas. Os chamados hidrogramas A e B preveem vazões distintas de acordo com a época do ano, como podemos ver no gráfico abaixo:

Belo Monte Ibama
Imagem: ONS

Como você deve ter percebido, esse gráfico também inclui o hidrograma exigido pelo Ibama, com números bem superiores aos da Norte Energia. E isso nos ajuda a entender porque o órgão ambiental decidiu contestar a quantidade de água que estava sendo liberada para o Xingu.

Por que o Ibama interferiu nas operações de Belo Monte?

Em janeiro deste ano, a Norte Energia tinha programado liberar 1.100 metros cúbicos de água por segundo em um trecho de vazão reduzida do rio Xingu. O Ibama, no entanto, exigiu que a liberação fosse de 3.100 m³/s para tentar mitigar os impactos sociais e ambientais da usina hidrelétrica de Belo Monte na região.

No final daquele mês, o órgão ambiental determinou outro aumento na liberação para esse mesmo trecho do rio no período entre 1 a 7 de fevereiro. Enquanto a usina pretendia operar com vazão de 1,6 mil m³/s, o Ibama determinou que esta fosse da ordem de 10,9 mil m³/s.

A Norte Energia chegou a apresentar um estudo complementar para justificar a adoção do chamado hidrograma B para essa época do ano. Porém, o documento foi rejeitado pelo órgão ambiental.

De acordo com relatórios do Ibama, tanto o hidrograma A quanto o B estão causando danos em um trecho de 130 quilômetros de extensão chamado Volta Grande do Xingu. Alguns exemplos dos impactos ambientais e sociais são:

  • Falta de garantia de migração de espécies para áreas alagadas;
  • Mudanças ecológicas nas espécies capturadas e no modo de vida dos indígenas;
  • Vazões insuficientes para inundar planícies aluviais, comprometendo a alimentação dos peixes;
  • Necessidade de tratamento da água para consumo.

Para propor um hidrograma sete vezes superior à Norte Energia, o Ibama lembrou que mesmo os 10,9 mil m³/s não chegariam perto da média histórica da vazão natural em fevereiro, de cerca de 14 mil m³/s. Mesmo assim, essa decisão acionou um alerta em todo o setor elétrico brasileiro.

Os efeitos do aumento da vazão de Belo Monte no setor elétrico

Assim que a determinação do Ibama foi divulgada, tanto o Ministério de Minas e Energia quanto membros do setor elétrico entraram no circuito para contestá-la. A alegação foi que o aumento da vazão acarretaria efeitos pesados na capacidade de geração de Belo Monte.

Em um post anterior do blog, nós detalhamos o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia. O gráfico abaixo mostra como seria a diferença de geração entre os hidrogramas A e B de Belo Monte e o hidrograma proposto pelo Ibama:

Belo Monte Ibama
Imagem: ONS

Com a redução do volume, a solução seria compensar a defasagem com outros tipos de geração de energia, como as usinas térmicas. No entanto, estas, além de caras, são mais poluentes e também causam impactos ambientais.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo dessa aquisição, considerando apenas janeiro e fevereiro, seria de cerca de R$ 1,3 bilhão. Esse valor deverá ser dividido entre todos os consumidores na conta de luz.

A restrição de geração em Belo Monte, junto a outros fatores como a alta do do dólar e do IGPM e a baixa quantidade de chuvas, fez o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, prever um quadro desanimador:

“Estamos buscando medidas para conter a escalada tarifária. Mas cada setor tem que ajudar um pouco. As nossas áreas técnicas já fazem estimativas e sinalizam que, se nada for feito, o reajuste em 2021, média Brasil, está na casa dos 13%.”

Enquanto a ameaça de um aumento considerável na conta de luz de todos os consumidores aumentava, enfim chegou a notícia que tantos esperavam: Belo Monte e Ibama finalmente haviam selado um acordo.

Como será a operação de Belo Monte após o acordo com o Ibama?

Em um fato relevante divulgado no dia 8 de fevereiro, a Norte Energia informou da assinatura de um termo de compromisso com o Ibama. Esse documento estabelece que a empresa irá operar o hidrograma B durante todo o ano de 2021, tal qual o preconizado no licenciamento ambiental da usina de Belo Monte.

Para operar nessas condições, a Norte Energia precisou aceitar medidas adicionais estabelecidas pelo Ibama. Para minimizar os impactos no trecho de vazão reduzida, a empresa terá que aplicar R$ 157 milhões em programas e ações ao longo dos próximos três anos.

De acordo com uma nota do Ibama, a Norte Energia se comprometeu a:

  • Executar o projeto experimental de alimentação e reprodução da fauna afetada;
  • Desenvolver pesquisas e monitoramento das espécies;
  • Recompor a cobertura vegetal impactada;
  • Realizar ações de reparação para as comunidades humanas locais.

Com a Norte Energia se comprometendo com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da região, o acordo foi muito bem recebido pelo setor. De acordo com cálculos do mercado, caso as restrições fossem mantidas, a usina teria que arcar com um custo adicional de R$ 4 bilhões a R$ 10 bilhões.

O compromisso selado entre Belo Monte e Ibama também é uma boa notícia para todos os consumidores do país. Afinal, além de afastar o temor de problemas com déficit de energia, também representa um alívio no cálculo da conta de luz.

Para continuar por dentro dos acontecimentos do setor energético brasileiro e do Mercado Livre de Energia, continue acompanhando nosso blog. E, se quiser acesso a relatórios e estudos mais detalhados, fale agora mesmo com um especialista da Esfera Energia!

Imagem da capa: Divulgação Belo Monte

Aconteceu em Fevereiro: Mudanças para a modernização do Setor e expectativa de gastos por motivo de Garantia Energética

O mês de Fevereiro foi marcado por incertezas em relação à volatilidade dos preços da energia, devido aos acontecimentos relacionados à Usina de Belo Monte e ao Ibama. 

Entenda o caso completo da Usina de Belo Monte e o Ibama.

Durante o mês também tivemos boas notícias com a aprovação da MP 998, que em Março foi aprovada também pela presidência e publicada como Lei 14.120.

Confira o que muda com a Lei 14.120, antiga MP 998. 

Ainda em Fevereiro observamos a recuperação parcial dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, porém para a primeira, ainda permanece em níveis críticos, fechando o mês em um dos piores do histórico.

Confira abaixo os principais acompanhamentos do setor com a nossa análise.

Acompanhamento da Carga

Fevereiro iniciou com patamares elevados de carga em decorrência das altas temperaturas da primeira semana do mês, que inclusive foi a semana de maior carga dos últimos 48 meses.

Já para a segunda semana, a redução da temperatura foi responsável pela queda de cerca de 5 GWm da carga semanal, seguida pela semana do Carnaval (semana 8).

Interessante notar que a incidência do Carnaval apresentou um impacto na carga inferior ao observado nos anos de 2019 e 2020 (semanas 10 e 9, respectivamente).

Acompanhamento dos Reservatórios

Fevereiro foi marcado também pela recuperação parcial dos reservatórios dos submercados Sudeste/Centro Oeste e Sul.

O reservatório Sudeste fechou o mês em 29,7%, apresentando uma elevação de 6,5% em relação ao mês anterior. 

Já o reservatório Sul apresentou um fechamento de 63,7% em fevereiro, desse modo representando uma recuperação de 10,9% frente ao mês de Janeiro, justificada pela melhora das afluências iniciada no final de janeiro, que permaneceu em bons níveis até a primeira semana de fevereiro.

Expectativa de Gastos por Garantia Energética

O último trimestre de 2020 foi marcado por meses de chuvas bem abaixo da média histórica, o que culminou em níveis de armazenamento críticos, principalmente para os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul. 

Para conter tal deplecionamento e obter uma melhora de tais níveis, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o despacho de usinas térmicas fora da ordem de mérito e a aquisição de energia de outros países, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Consequentemente, todo esse volume de energia acarreta em encargos e todos os consumidores são impactados.

A expectativa de gastos para o mês de fevereiro é de R$ 925 milhões, uma redução de aproximadamente 43%, quando comparado com o mês anterior.

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia, fale com um de nossos especialistas.

Energia incentivada vale a pena? Entenda o que é e o que a diferencia da energia convencional

Energia incentivada é toda aquela proveniente de fontes alternativas que ajudam a diversificar a matriz energética brasileira. Diferente da energia convencional, gerada em grandes hidrelétricas e termelétricas, tem sua origem em recursos renováveis, como sol, vento e chuva, entre outros.

Para aqueles ainda pouco familiarizados com os termos e regras do Mercado Livre de Energia, seu nome vem dos incentivos criados pelo governo para estimular seu uso. Esses estímulos vêm na forma de descontos na transmissão da energia realizada pela concessionária, aplicados tanto para a geração quanto para o consumo.

No entanto, isso não significa que a energia incentivada é mais barata. Mesmo com os descontos na Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), ela pode ser mais cara do que a energia convencional.

Quer entender melhor o que causa essas oscilações de preço? Então leia este artigo até o final para entender o que é energia incentivada e o que a diferencia da energia convencional.

O que é energia incentivada?

A energia incentivada foi criada para estimular o uso de recursos renováveis, mais limpos e com menor impacto ambiental. As fontes mais comuns são usinas eólicas, solares, de biomassa e até mesmo as chamadas PCHs, que são centrais hidrelétricas com potência inferior ou igual a 30.000 kW.

Para entender melhor do que se trata, vamos dar uma olhada em um trecho do artigo 26 da Lei nº 9.427/1996, que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel):

“Para os empreendimentos hidroelétricos com potência igual ou inferior a 5.000 kW (cinco mil quilowatts) e para aqueles com base em fontes solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada, conforme regulamentação da Aneel, incluindo proveniente de resíduos sólidos urbanos e rurais, cuja potência injetada nos sistemas de transmissão ou distribuição seja menor ou igual a 30.000 kW (trinta mil quilowatts), a Aneel estipulará percentual de redução não inferior a 50% (cinquenta por cento) a ser aplicado às tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição, incidindo na produção e no consumo da energia.”

Como vimos, a legislação determina que os descontos da Aneel para a energia incentivada não podem ser menores que 50%. Por outro lado, eles podem chegar a 80% ou a até 100%, dependendo do tipo de empreendimento e da data de homologação ou registro junto à agência.

Além disso, cabe destacar que existem dois subgrupos dentro do segmento de energia incentivada:

Energia incentivada especial

Esse tipo de energia incentivada pode ser adquirida por consumidores livres e especiais e tem como fontes:

  • Empreendimentos hidroelétricos com potência igual ou inferior a 1.000 kW;
  • Empreendimentos hidroelétricos com potência superior a 1.000 kW e igual ou inferior a 30.000 kW, destinados à produção independente ou autoprodução, mantidas as características de PCH;
  • Empreendimentos com base em fontes solar, eólica, ou biomassa, cuja potência injetada nos sistemas de transmissão ou distribuição seja menor ou igual a 30.000 kW.

Energia incentivada não especial

Esse tipo de energia só pode ser adquirida por consumidores do Ambiente de Contratação Livre e é oriunda de:

  • Empreendimentos enquadrados como Cogeração Qualificada com qualquer potência injetada;
  • Empreendimentos com base em fontes solar, eólica, ou biomassa, cuja potência injetada nos sistemas de transmissão ou distribuição seja superior a 50.000 kW ou igual ou inferior a 300.000 kW que resultem de leilões realizados a partir de 1º de janeiro de 2016 ou venham a ser autorizados a partir de 1º de janeiro de 2016.

Para saber como funciona o mercado de contratação de energia, vale a pena pesquisar mais sobre o Ambiente de Contratação Regulada e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Confira em nosso post o que são ACR e ACL.

Diferença entre energia incentivada e convencional

A grande diferença entre energia incentivada e convencional está em suas fontes. Enquanto a primeira é gerada por recursos naturais como sol, vento, chuva, marés e energia geotérmica, a segunda é proveniente de usinas termelétricas e grandes hidrelétricas.

Outro fator que faz toda a diferença para quem quer começar a negociar no Mercado Livre de Energia é que cada uma delas só pode ser adquirida por grupos específicos. A convencional, por exemplo, é reservada para grandes consumidores livres, que possuem demanda contratada acima de 1.500 kW.

Nesse sentido, vale lembrar que existe ainda uma subcategoria, chamada energia convencional especial, que pode ser adquirida por qualquer tipo de consumidor. Nela podemos enquadrar empreendimentos com as seguintes características:

  • Hidroelétricos com potência superior a 1.000 kW e igual ou inferior a 50.000 kW, sem características de PCH;
  • Fonte solar, eólica ou biomassa cuja potência injetada nos sistemas de transmissão ou distribuição seja superior a 30.000 kW e igual ou inferior a 50.000 kW.

Se você ficou confuso com os tipos e subtipos de energia, confira abaixo o gráfico da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) que as classifica de acordo com a fonte, potência e data de autorização da usina:

energia incentivada

Fonte: CCEE

Além das fontes e tipos de consumidores, também existem diferenças no que diz respeito a valor e liquidez de mercado. A convencional é mais barata, mas não recebe os descontos que podem chegar a até 100%.

Isso significa que, dependendo do padrão de consumo e dos incentivos, a energia incentivada pode ser mais viável, mesmo sendo mais cara. No entanto, é necessário analisar os fatores que incidem na oscilação de preços para decidir qual opção é mais vantajosa.

Como é calculado o preço da energia incentivada?

A grande variação no preço da energia incentivada acontece por conta da oscilação entre oferta e demanda. O balanço entre os dois fatores é determinado por uma série de circunstâncias complexas, como a sazonalização e até aspectos macroeconômicos.

Em relação à oferta de energia incentivada, temos dois tipos: a dos geradores que se encaixam nos parâmetros determinados pela Aneel e a dos consumidores livres que, depois de adquiri-la, optam por fazer cessões de contrato devido a variações de consumo.

No primeiro caso, a quantidade de energia disponível é determinada por fatores climáticos, como ciclos hidrológicos, solares e dos ventos. Já no segundo, as variantes estão relacionadas com os preços de commodities e a taxa de câmbio, entre outros.

Além da flutuação de oferta, a demanda também varia muito. Isso acontece porque, além dos consumidores com demanda entre 500 kW e 1.500 kW que só podem adquirir este tipo de energia, há consumidores livres que optam por ela para reduzir o custo da TUSD.

Energia incentivada vale a pena?

Como ficou claro no tópico anterior, são muitas as variantes que explicam a oscilação do preço da energia incentivada. E é por isso que, mesmo com todos os descontos e sendo mais benéfica para o meio ambiente, ela pode pesar mais no planejamento e orçamento.

Por outro lado, se o momento for propício, o uso de energia incentivada pode significar uma considerável redução de custos. Sem falar que também pode ajudar na obtenção de um certificado de uso de energia renovável, um diferencial em um mercado cada vez mais focado em sustentabilidade.

Devido a todos esses fatores, o mais recomendável é contar com o apoio de uma consultoria especializada no processo de avaliação de consumo e negociação. Além de cuidar de todo o processo burocrático para a migração para o Mercado Livre, a Esfera Energia oferece soluções que otimizam a previsão de custos e a gestão da energia elétrica.

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O que é energia hidráulica e como funciona a principal fonte energética do Brasil?

O que é energia hidráulica

Todo mundo aprende ainda na escola o que é energia hidráulica. Também chamada de energia hídrica, é toda energia obtida pela força da movimentação da água corrente ou em desníveis acentuados e que se consolidou como um dos métodos mais usados para gerar eletricidade.

Mas agora, passados tantos anos, quem realmente se lembra como funciona e como é gerada a energia hidráulica? Caso tenha esquecido, esse post é pra você – ainda mais se quiser entender como tudo isso impacta nos preços do Mercado Livre de Energia.

Nas próximas linhas você saberá quais são as vantagens e desvantagens da energia hidráulica e entenderá melhor sua importância dentro da matriz energética brasileira. Boa leitura!

O que é energia hidráulica?

A energia hidráulica é obtida pelo aproveitamento do potencial gravitacional da água corrente e de quedas d`água. Quando é usada para gerar eletricidade passa a ser chamada de energia hidrelétrica.

Devido ao seu enorme potencial hídrico, o Brasil vem historicamente focando seus investimentos em hidrelétricas. Por conta disso, a energia hidráulica sempre foi e continua sendo a principal fonte da matriz energética do Brasil, representando atualmente mais de 60% do total, como mostra o gráfico abaixo:

o que é energia hidráulica

Fonte: Hud, plataforma de comunicação e gestão de energia exclusiva para clientes Esfera.

O gráfico é perfeito para demonstrar o quanto esse tipo de energia é imprescindível para o sistema elétrico nacional. Embora sua participação na matriz tenha diminuído ao longo dos anos (já chegou a 90%), a hidráulica ainda é a energia que move o Brasil.

Qual a importância da energia hidráulica?

A importância da energia hidráulica é explicada pelo fato de ser uma fonte de eletricidade segura. Além disso, por conseguirem alterar rapidamente sua capacidade de geração, por meio do aumento da vazão de água que passa pelas turbinas, as hidrelétricas conseguem atender picos de consumo mais rápido que outras fontes.

Outro diferencial da energia hidráulica é que se trata de uma fonte limpa e renovável. Afinal de contas, não emite gases do efeito estufa e a água é um recurso que ainda é constantemente reposto pela natureza.

Esse fator é extremamente importante quando se leva em consideração que a matriz energética mundial ainda é composta majoritariamente por fontes não renováveis. Isso quer dizer que combustíveis fósseis, cuja queima gera gases poluentes nocivos ao meio ambiente, ainda abastecem a maioria de lares e indústrias do planeta.

Apesar de a energia hidráulica ser limpa, as usinas hidrelétricas causam uma série de impactos ambientais e sociais que detalharemos mais à frente. Antes disso, vamos lembrar outros tipos de energia menos problemáticas para o nosso planeta.

Quais são os tipos de energia limpa?

Energia limpa é toda aquela gerada através de fontes renováveis e sem a emissão de poluentes ou maiores impactos ao meio ambiente. Além da hidráulica, os outros tipos de energia limpa são:

  • Eólica
  • Solar
  • Maremotriz
  • Biomassa

Vale destacar que mesmo essas energias causam repercussões na natureza, mas normalmente essas ocorrem apenas no local em que são produzidas e são controladas. No caso da energia hidráulica, você entenderá melhor como ela é gerada no próximo tópico.

Como funciona a energia hidráulica?

A energia hidráulica é gerada por meio de uma série de processos naturais, como a evaporação, a condensação e a precipitação das águas. Todos esses eventos acontecem sem a interferência do homem, influenciados apenas por fatores como a irradiação solar e a energia gravitacional.

Por outro lado, para ser transformada em eletricidade, a energia hidráulica precisa antes ser convertida em energia cinética. E é nesse momento que a ação humana se faz necessária por meio da construção das usinas hidrelétricas.

Para entender melhor a transformação da energia hidráulica em elétrica, vamos conferir um exemplo prático. No caso, o funcionamento da líder mundial em produção de energia limpa e renovável: a Itaipu Binacional.

Na usina, que se alimenta de um lago de 1.350 km², a água é captada e conduzida por dutos coletores até a turbina, dispositivo responsável pela conversão de energia. Essa turbina nada mais é que uma roda dotada de pás que é ativada com a chegada da água.

Essas pás estão conectadas ao eixo de um gerador, que finalmente transformará a energia cinética do movimento de rotação da turbina em energia elétrica. Após provocar esse movimento, a água volta ao seu leito natural pelo canal de fuga.

O vídeo abaixo, do canal Nossa Ecologia, detalha ainda mais o processo de transformação da energia hidráulica em eletricidade nas usinas hidrelétricas:

Vantagens e desvantagens da energia hidráulica

Agora que já vimos o que é e como é gerada a energia hidráulica, vamos nos focar nos prós e contras da principal fonte de energia elétrica dos brasileiros. Como citamos anteriormente, a principal vantagem é o fato de ser limpa e renovável.

Além disso, entre seus pontos positivos, podemos destacar que o custo de produção para transformá-la em energia elétrica é baixo. Apesar de ser caro construir uma usina hidrelétrica, depois que ela entra em operação a energia hídrica se torna uma fonte barata de eletricidade e esse preço mais baixo chega até o consumidor final.

Outra vantagem da energia hidráulica é que ela não produz dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa, ao contrário de outros tipos, como termelétrica. Isso não quer dizer, no entanto, que elas não causem efeitos nocivos ao meio ambiente, ainda que indiretamente.

Embora a energia hidráulica seja limpa, a construção das hidrelétricas costuma prejudicar a flora e a fauna das áreas alagadas. Entre as principais desvantagens podemos destacar o desmatamento, mudanças climáticas e a alteração do curso e do nível natural dos rios.

Outro ponto negativo é que, em períodos de seca, a produção energética cai e aumenta o preço pago pelo consumidor final. Isso sem falar nos transtornos causados às populações locais que muitas vezes precisam ser realocadas para a construção da usina.

A energia hidráulica no Mercado Livre de Energia

No início do post vimos que a matriz energética brasileira é extremamente dependente da energia hidráulica. E, apesar de ser mais barata que outras fontes energéticas, essa dependência acaba sendo um dos riscos do Mercado Livre de Energia.

Sua geração depende da ocorrência de chuvas e é essencial entender os impactos dos reservatórios no preço da energia. Quando a previsão indica períodos maiores de seca, o Operador Nacional do Sistema (ONS) pode autorizar o despacho de usinas térmicas e reduzir a geração hidráulica para salvar as reservas.

Esses despachos afetam os bolsos de todos os consumidores, sejam cativos ou livres. Os primeiros sentem o efeito por meio das chamadas bandeiras tarifárias, enquanto no Mercado Livre de Energia o impacto vem no valor do PLD (Preço da Liquidação das Diferenças) e pode chegar também na cobrança de encargos para segurança do sistema.

No Mercado de Curto Prazo (MCP) é possível que o PLD apresente valores superiores aos das contratações de longo prazo. A boa notícia é que no Mercado Livre de Energia é possível evitar essas variações causadas pela imprevisibilidade das chuvas desde que se realize uma gestão de energia elétrica com eficiência.

Se no planejamento estratégico da sua empresa ainda faltam estratégias inteligentes para usar na hora da contratação de energia, você vai gostar de conhecer a Esfera, referência nacional em gestão no Mercado Livre de Energia.

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A MP 998 foi aprovada como Lei 14.120. O que muda?

No mês de Fevereiro o Senado aprovou a Medida Provisória 998, poucos dias antes do seu vencimento, após pedidos do Ministério de Minas e Energia (MME). Agora, no início de Março, a MP 998 foi aprovada pela presidência e publicada como Lei 14.120.

Considerada a “MP dos Consumidores”, a MP 998 visa conter os reajustes das tarifas de energia elétrica nos próximos anos, além de prever a retirada gradual dos subsídios para usinas de geração de energias renováveis, como solares e eólicas. Ela também traz pontos importantes para a usina nuclear de Angra 3.

Reunimos os pontos mais importantes da Lei 14.120, que trata os temas originados pela MP 998, e vamos explicar o que muda afinal. Confira.

Destinação de verbas para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

Anualmente as empresas de energia devem aplicar recursos em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em Eficiência Energética (EE).

A Lei prevê a destinação de até 30% desses recursos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) entre 2021 e 2025 que atualmente é custeada por todos os consumidores brasileiros e é utilizada para financiar incentivos e políticas públicas, como os descontos em energia para os clientes de baixa renda. 

As empresas também poderão aplicar os recursos utilizados em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em tecnologias para armazenamento de energias limpas.

Exploração da Usina Nuclear de Angra 3

A usina nuclear de Angra 3 é um projeto existente há mais de 30 anos, que começou a ser construída em 1984. Em 2015  teve as suas obras paralisadas devido a denúncias de corrupção e desvios de dinheiro.

A Lei permite a exploração da usina nuclear de Angra 3 sob regime de autorização do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de competência exclusiva de uma empresa estatal, e a celebração do contrato de comercialização da usina na modalidade reserva de capacidade. Caberá ao CNPE conceder a outorga de autorização por até 50 anos e prorrogáveis por mais 20 anos.

O contrato atual de energia da usina será extinto e, no novo contrato, o preço da energia deverá ser aprovado pelo CNPE após estudo da Eletronuclear e BNDES. Também deverá ser considerado parecer da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em relação ao impacto aos consumidores, a viabilidade econômica do empreendimento e seu financiamento, além de observados também os princípios de modicidade e viabilidade tarifária.

Retirada gradual dos subsídios para usinas de geração de energias renováveis

Atualmente as usinas de fontes renováveis (eólicas, solares, biomassa e PCHs) têm o benefício de descontos na tarifa de transmissão e distribuição de energia (TUST e TUSD). 

A Lei prevê que esse subsídio seja retirado gradualmente, entretanto, os novos empreendimentos que não terão mais direito ao desconto poderão participar de mecanismos que considerem os benefícios ambientais. Caberá ao Poder Executivo, em até 12 meses da publicação da Lei, definir essas diretrizes. No texto original da MP eram considerados apenas os benefícios ambientais relacionados à baixa emissão de gases causadores do efeito estufa. 

Para os empreendimentos existentes continua a valer o percentual de desconto estabelecido na outorga até o fim de sua vigência. Com relação aos novos empreendimentos, apenas os que solicitarem a autorização ou a ampliação da sua capacidade de geração, até 12 meses após a publicação da Lei, e iniciarem a operação de todas as unidades geradoras em 48 meses (contado da data da outorga) terão direito ao percentual de desconto. Passado esse período as novas outorgas não terão mais direito a tal benefício.

Durante a análise da Câmara, o texto da MP 998 foi alterado para restabelecer os subsídios para pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) por um período adicional. Desta forma, a Lei 14.120  mantém o desconto de 50% por cinco anos adicionais e de 25% para outros cinco anos, contados a partir da data de publicação da lei, mas não poderão ser transferidos a terceiros.

Contratação de Reserva de Capacidade

A Lei inclui a possibilidade de licitação para a contratação de usina reserva para gerar energia se necessário, quando o sistema apresentar falta de potência. Os custos serão rateados entre todos os consumidores de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), sejam eles livres ou cativos, na proporção do seu consumo líquido (deduzido de eventual geração). A possibilidade de contratação proporciona segurança energética para todo o SIN.

Desligamento da CCEE

No Brasil é necessário que todos os consumidores do Mercado Livre de Energia sejam agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o que acarreta em diversas obrigações, prazos e pagamentos. 

A Lei inclui a hipótese de desligamento dos agentes da CCEE em caso de solicitação do agente ou descumprimento de obrigação em relação à CCEE. Esse desligamento causará a suspensão do fornecimento de energia das unidades consumidoras. 

Incentivar a modalidade de Comercializador Varejista

Como forma de aliar segurança à modernização do Setor Elétrico, a Lei estabelece que a comercialização no Mercado Livre de Energia poderá ser realizada mediante a comercialização varejista (gerador varejista ou comercializador varejista), conforme regulamento da Aneel, caracterizada pela representação das pessoas físicas ou jurídicas  sem a necessidade de aderir à CCEE e prevê a possibilidade de suspensão do fornecimento de energia elétrica das unidades consumidoras, sob responsabilidade do varejista, caso o consumidor não cumpra com as suas obrigações.

Gestão da Contratação das Distribuidoras

Estabelece a possibilidade de ser instituído mecanismo competitivo de descontratação ou redução, seja ela total ou parcial, da energia elétrica contratada proveniente dos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR).

O montante de energia descontratado ou reduzido não repassará os percentuais de desconto na TUSD/TUST.

Os consumidores serão responsáveis pelas suas contas

O texto da Lei estabelece que consumidores que atualmente atuam no Mercado Cativo que migrarem para o Mercado Livre de Energia permanecerão responsáveis pelos seus pagamentos remanescentes da Conta-Covid. Ela foi criada para equalizar financeiramente as empresas durante o momento de crise, amortecendo o aumento da tarifa para o próximo ciclo ao diluir o empréstimo aos consumidores em 5 anos.

Alívio para os consumidores de energia do Norte

Atualmente os consumidores do Acre e Rondônia possuem uma parte da fatura de energia como se estivessem localizados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O texto prevê mudança no critério de recolhimento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) que passará a ser regional. Assim, os consumidores do Acre e de Rondônia passarão a ter a mesma cobrança dos demais consumidores da região Norte.

Prevê também um alívio para os consumidores de energia dos estados do Norte, que não precisarão mais pagar pelos empréstimos fornecidos às distribuidoras na época em que essas estavam sob controle da União, antes da privatização. 

Além disso, a Reserva Global de Reversão (RGR), um encargo cobrado na conta de luz, financiará o valor dos bens das distribuidoras ainda não reconhecidos pela Aneel, evitando que o custo recaia sobre o consumidor.

O que as mudanças da Lei 14.120, oferecem aos consumidores?

A Lei 14.120 tem o objetivo de trazer benefícios aos consumidores e garantir a redução de tarifas em todo país, em especial na região Norte, onde o custo com energia elétrica é ainda mais elevado. Essa redução do custo da tarifa, no médio e longo prazo, acontecerá a partir da fundamentação e eliminação de encargos que afetam diretamente a conta de luz de todos os consumidores. 

Além disso, pretende oferecer mais racionalidade ao setor elétrico, analisando os subsídios oferecidos às fontes de energia incentivadas que acarretam em altos custos. 

Com a conversão da MP em Lei podemos esperar por decretos e portarias que a complementarão para finalmente entrar em vigor e, assim, observarmos os verdadeiros impactos de todas essas mudanças.

A Esfera Energia conta com uma equipe que monitora e coordena todas as atividades regulatórias, como consultas públicas, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis com o objetivo de representar os interesses dos clientes no Mercado Livre de Energia.Nosso objetivo é potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de cada cliente.

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Como fazer a redução de custos numa linha de montagem?

Veja 6 ideias de redução de custos numa linha de montagem

Encontrar alternativas para a redução de custos numa linha de montagem é fundamental para garantir a eficiência da indústria e otimizar o uso de recursos ao longo de toda a produção.

Por isso, a gestão adequada de materiais, equipamentos, processos e pessoas faz toda a diferença para reduzir custos.

Confira a seguir algumas ideias para implementar na sua indústria!

6 ideias de redução de custos numa linha de montagem

Se você está buscando alternativas sobre como reduzir custos numa linha de montagem, algumas opções são:

  1. Elimine o desperdício de recursos e materiais
  2. Otimize a matéria-prima utilizada
  3. Faça a manutenção dos equipamentos com frequência
  4. Revise o fluxo e o processo de montagem
  5. Aproveite ao máximo a mão de obra
  6. Diminua os gastos com energia elétrica

Explicaremos em detalhes cada uma dessas ideias a seguir!

1. Elimine o desperdício de recursos e materiais

O primeiro passo para reduzir custos numa linha de montagem é fazer uma gestão de recursos e materiais eficiente para eliminar qualquer desperdício.

Dessa forma, as matérias-primas são melhor aproveitadas ao longo de todo o processo, sendo possível obter uma redução expressiva já em um primeiro momento.

Infelizmente, o desperdício é um “gasto invisível”, mas que tem uma participação significativa nos custos de uma indústria.

Por isso, faça uma análise minuciosa de toda a linha de montagem para identificar potenciais focos de desperdício e atacá-los.

2. Otimize a matéria-prima utilizada

A matéria-prima é a base para que uma linha de montagem funcione, então encontrar alternativas para otimizar o seu uso e também como reduzir os custos com isso terá um impacto positivo em todo o processo produtivo. 

Tenha em mente que não necessariamente um fornecedor mais barato terá o melhor custo-benefício. Faça um levantamento e uma pesquisa minuciosa para identificar quais produtos contribuem para tornar a linha de montagem mais ágil e que sejam de qualidade. 

Às vezes, adquirir apenas uma matéria-prima mais barata não surtirá efeito na redução de custos em si, pois a qualidade poderá ser inferior e gerar problemas para outras etapas da produção.

Então, busque alternativas para otimizar a matéria-prima sem que a qualidade do produto final seja perdida. Isso fará toda a diferença tanto na linha de montagem quanto para o cliente que está na ponta.

3. Faça a manutenção dos equipamentos com frequência

Muitos equipamentos de uma linha de montagem quebram e ficam completamente inutilizados por conta da falta de manutenção. 

Com isso, o custo para a substituição de maquinário quebrado se torna muito mais alto do que a manutenção.

Por isso, contrate uma equipe especializada para periodicamente realizar um check-up de todos os equipamentos e, assim, identificar problemas com mais agilidade e consertá-los o quanto antes. 

Lembre-se que equipamentos que não funcionam com 100% de eficiência também representam custos para a empresa, por isso é tão importante mantê-los operando com seu máximo potencial para aproveitar esses recursos da melhor forma possível.

4. Revise o fluxo e o processo de montagem

Outra ideia de redução de custos numa linha de montagem é analisar como o processo completo é realizado. Qual é o fluxo atual? Quanto tempo leva cada etapa? É possível implementar automações?

Para responder essas perguntas, é importante fazer um mapeamento de todo esse fluxo e identificar oportunidades de melhoria. 

Peça o apoio dos responsáveis de cada área para obter informações mais assertivas sobre como a produção pode melhorar e comece a traçar um plano de ação para implementar as ideias. 

Nesta etapa também é fundamental entender quais são os problemas mais recorrentes que ocorrem na linha de montagem para solucioná-los o quanto antes. Para isso, vale conversar com os colaboradores para ter mais clareza sobre como o processo pode ser otimizado.

Por fim, é possível redesenhar toda a linha de montagem para criar um novo fluxo, listando quais máquinas e ferramentas são necessárias para as respectivas etapas e também realocando pessoal para que a mão de obra seja melhor aproveitada. 

Mostraremos os detalhes sobre isso no próximo tópico.

5. Aproveite ao máximo a mão de obra

Para o pleno funcionamento de uma linha de montagem, é fundamental que os colaboradores contribuam da melhor forma possível e tenham seu potencial devidamente aproveitado. 

Dessa forma, entenda como os funcionários operam para ter mais clareza se todos estão alocados nas etapas certas da linha de montagem e se a quantidade de trabalhadores em cada uma delas é suficiente.

Essa análise também permitirá identificar quais colaboradores podem atuar em diferentes processos. Assim, ao fazer um levantamento de quais serão as novas contratações necessárias, será possível ser mais assertivo.

Outro ponto importante é investir na capacitação dos funcionários responsáveis pela linha de montagem. Afinal, a mão de obra já está atuando na empresa, mas, para que seu potencial seja devidamente aproveitado, é preciso que toda a equipe esteja em constante processo de aprimoramento.

Além disso, a valorização de colaboradores reduz a rotatividade, otimiza a produção e, por consequência, proporciona a redução de custos para toda a empresa.

6. Diminua os gastos com energia elétrica

É natural que uma linha de montagem gere custos elevados de energia elétrica, por isso é importante encontrar alternativas de redução de custos nesse aspecto. 

Uma primeira ação que pode ser feita está diretamente relacionada à dica mostrada no tópico 3: reveja os equipamentos da linha de montagem. 

Ao fazer a manutenção periódica das máquinas, será possível identificar quais são as mais utilizadas e quais consomem mais energia, para então considerar substituí-las por equipamentos mais novos e econômicos.

Outra ideia de redução de custos numa linha de montagem é migrar para o Mercado Livre de Energia. Nele, as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

Além disso, após fazer um diagnóstico energético do consumo de toda a indústria, é possível contratar energia no Mercado Livre com valores muito mais baixos e, em alguns cenários, alcançar até 35% de economia na conta de luz.

Para migrar para o Mercado Livre de Energia, o ideal é contar com o suporte de uma empresa especializada no assunto, como a Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e que realiza uma consultoria completa para esse processo.

A Esfera também oferece todo o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

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Aconteceu em Janeiro: A falta de chuvas e o acionamento das térmicas

O ano de 2020 apresentou um período de chuvas abaixo da média principalmente no Sudeste/Centro-Oeste e no Sul do país, resultando em níveis críticos dos reservatórios, que levaram o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a autorizar o despacho por usinas fora da ordem de mérito a partir de 17/10/2020 e importar energia da Argentina, Paraguai e Uruguai, visando a redução do despacho hidráulico e, consequentemente, “salvar” água nos reservatórios.

Os gráficos abaixo, apresentam o comportamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Sul em 2020 em comparação com o máximo, mínimo e médio histórico desde 1996.

Nossas estimativas preveem um nível aproximado de 24% para o final de Janeiro no SE/CO o que ainda é um nível ruim, quando comparado ao histórico, e inferior ao observado em 2020, que fechou janeiro em 25,1%.

Para o Sul, devido às fortes chuvas dos últimos dias, a expectativa é que feche o mês de Janeiro próximo de 45%, o que traz indícios que a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM) e a importação podem cessar a qualquer momento.

A decisão de manutenção ou não do GFOM e importação é exclusiva do CMSE, que vem semanalmente realizando suas reuniões e definindo pela manutenção. Entretanto essa decisão pode mudar a qualquer momento, desde que o comitê defina que o sistema não corre mais risco.

O gráfico abaixo ilustra a quantidade de energia despachada por GFOM e a importação desde meados de Outubro. A contagem das semanas refere-se ao início da operação em 17/10/2020. 

Consequentemente, todo esse volume de energia, acabou virando encargo por segurança energética, como podemos observar abaixo em R$MM.

O volume total de energia nessas 16 semanas foi de ~4 GW médios, representando uma despesa até o momento de cerca de R$ 3,6 bilhões.

Custo que é rateado mensalmente por todo perfil de consumo na CCEE, resultando em um encargo em média de R$8,49/MWh em Outubro, R$19,35/MWh em Novembro (já contabilizados pela CCEE) e uma expectativa para Dezembro cerca de R$28,60/MWh.

Acompanhamento da Carga

Como de costume, o mês de janeiro iniciou com patamares baixos de carga em sua primeira semana, devido à ocorrência do feriado de ano novo. Já para as semanas seguintes, a carga retoma o patamar esperado, ficando entre os níveis observados em 2019 e 2020 para o mesmo período.

No geral, 2020 apresentou um fechamento acima do ano de 2019, apesar da crise sanitária instaurada pela Covid-19.

A carga ainda apresentou um aumento significativo de sua contribuição por parte do Ambiente de Contratação Livre (ACL) se comparado ao ano anterior.

Acompanhamento dos Reservatórios

Após o aumento das chuvas na região Sul do país, seus reservatórios esboçam uma recuperação acentuada que deve acontecer até meados de fevereiro.

Já na região Sudeste, os níveis de reservatórios permanecem críticos, porém o submercado já passou a apresentar uma tendência de recuperação, apesar de lenta, dos reservatórios no mês de Janeiro.

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia, fale com um de nossos especialistas.

Confira como foi o comportamento do PLD horário no primeiro mês de vigência.

Janeiro foi marcado pela entrada do PLD horário, que finalmente entrou em operação no dia 1º, após ser postergado por alguns anos em decorrência de inconsistências na modelagem e problemas de execução 

Como era esperado, o PLD horário apresenta maior volatilidade e amplitude quando comparado a metodologia anterior, em decorrência da maior granularidade e menor intervalo de atualização das informações, que agora é diária.

O resultado mais  esperado com a entrada do PLD horário era o impacto da modulação dos preços sobre a curva de consumo, pois na metodologia anterior o PLD não apresentava grandes variações entre os patamares e portanto pouca diferença de preços no final de semana, período que não considerava o patamar pesado.

Com a discretização horária, a amplitude dos preços durante o dia se tornou elevada e a diferença entre os finais de semana e os dias da semana ficaram evidentes, em decorrência da carga.

O gráfico abaixo ilustra a amplitude do PLD horário até agora para o submercado SE/CO.

Na quarta-feira, dia 13 de janeiro, a diferença entre o valor máximo e mínimo dentro do dia chegou a incríveis R$56/MWh, saindo de R$298/MWh para R$354/MWh.

Outros dois fatos que também surpreenderam, como o pico de PLD na primeira hora do dia, e o descolamento do PLD SE/CO dos demais submercados, como segue no gráfico da curva do PLD para o dia 28 de Janeiro.

O descolamento no submercado Nordeste já era esperado em decorrência do número de parques de fontes intermitentes, solar e eólica. Já o descolamento do submercado SE/CO se deu em decorrência do limite de intercâmbio entre os subsistemas.

No geral, dependendo do perfil de consumo horário, consumidores que possuem contratos flat em termos de modulação terão uma percepção de PLD diferente da média simples publicada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Aqueles que o perfil de consumo seguem na mesma linha que o consumo total do país, terão uma percepção de PLD acima da média, enquanto aqueles que conseguem reduzir seu consumo no horário de pico, podem usufruir do benefício de liquidações positivas das sobras e déficits horários.

No portfólio de unidades consumidoras da Esfera, cerca de 80% possuem consumo com perfil que segue o perfil do PLD e portanto tem uma percepção de PLD acima do médio, como segue no gráfico abaixo.

Um bom indicador do quão benéfico/maléfico é o perfil de consumo em relação ao PLD, basta calcular a correlação diária entre o PLD e o consumo, hora a hora.

Quanto mais negativo é a correlação, mais o consumo segue em direção oposta ao PLD, resultando em um índice que quanto mais negativo, melhor é a modulação da carga.

O PLD horário veio para ficar, apesar de alguns problemas de simulação e desvios de carga, se mostra mais aderente à realidade e fomenta a redução dos altos e baixos do consumo que faz com que haja uma capacidade de transmissão muito ociosa no sistema Brasileiro.

Esfera Energia é referência nacional em gestão de Energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação de energia.

Além disso, já estamos a par de todas as mudanças em relação ao PLD horário e preparados para te ajudar a garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Fale com um de nossos especialistas e veja como a Esfera pode te ajudar!

Conheça as nomenclaturas por trás dos termos regulatórios

O Setor Elétrico Brasileiro é regulado por um conjunto de normas estabelecidas em atos publicados por diversas entidades. Estar por dentro das mudanças regulatórias é muito importante, mas antes disso é preciso conhecer cada termo. 

Lei, decreto, resoluções, você conhece o significado dessas nomenclaturas? Reunimos as mais utilizadas no setor elétrico para você ficar por dentro. Confira no post.

LEI - Congresso Nacional

Lei é o ato normativo primário, aprovado pela maioria dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, responsável por criar, modificar e extinguir direitos e obrigações. Para tanto, são revestidos dos atributos da generalidade, impessoalidade e abstratividade.

MEDIDA PROVISÓRIA - Presidente da República

Medida Provisória é ato normativo com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência.

A Medida Provisória deve ser submetida de imediato à deliberação do Congresso Nacional e perdem a eficácia se não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60 dias. Nesse caso, o Congresso Nacional deverá disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas decorrentes da medida provisória. Se tal disciplina não for feita no prazo de 60 dias após a rejeição ou a perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da medida provisória permanecem regidas por ela.

DECRETO - Presidente da República

Decreto é o ato normativo editado pelo Presidente da República para regulamentar leis, entre outras coisas. Ou seja, o decreto detalha a lei, não podendo ir contra ou além do estabelecido nela.

PORTARIA - Ministério de Minas e Energia (MME)

Portaria é um ato administrativo normativo, emitido pelo Ministério de Minas e Energia, que visa à correta aplicação da lei, expressando, em minúcia, o mandamento abstrato da lei, com a mesma normatividade da regra legislativa.

RESOLUÇÕES - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

As resoluções são atos publicados pela Aneel para disciplinar matérias de sua competência específica. As resoluções não podem contrariar os regulamentos e os regimentos, mas explicá-los.

Tipos de Resoluções publicadas pela Aneel: 

Resolução Normativa: Normatiza as diretrizes estabelecidas em atos superiores estabelecendo regras, metodologias, critérios, procedimentos, condições, etc.

Resolução Homologatória: Homologa valores calculados de acordo com critérios pré-estabelecidos, como por exemplo, os limites de PLD, os reajustes/revisões tarifárias das distribuidoras, quotas do Proinfa, etc.  

Resolução Autorizativa: Autoriza a implantação, alteração de características, transferência de empreendimentos, etc.

DESPACHO - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Despacho é um ato processual com a decisão da Aneel (ou de suas superintendências), em relação a um requerimento ou petição a ela dirigido.

As instituições que regulamentam o setor e os agentes devem cumprir as normas e atos publicados pelas entidades. Algumas dessas instituições são:

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – A Aneel foi criada em 1997 para regular o setor elétrico brasileiro. É responsável pela regulação e fiscalização da geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, de acordo com as políticas e diretrizes do governo federal.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – A CCEE viabiliza as atividades de compra e venda de energia em todo o País. Tem como objetivo trazer ainda mais transparência e confiança ao mercado, fomentando a sua evolução. 

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia.

Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – O Operador Nacional do Sistema (ONS) é o órgão responsável pela coordenação e controle das operações sob as instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Desenvolve estudos e ações sobre o sistema e seus agentes para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão com o objetivo de garantir a segurança do suprimento em todo o País.

Por isso é importante contar com o apoio de uma boa gestora para auxiliar a sua empresa em todos os processos operacionais e regulatórios peculiares ao Mercado Livre. 

Esfera Energia conta com uma equipe que monitora e coordena todas as atividades regulatórias, como audiências públicas, reajustes tarifários, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis. Estão sempre presentes em reuniões de agências e instituições regulatórias para representar os interesses dos clientes no Mercado Livre de Energia, para potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de cada cliente.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

O que é diagnóstico energético e como ele é feito?

Entenda o que é diagnóstico energético e como fazer um

Entender o que é diagnóstico energético é simples: é o levantamento realizado com o objetivo de obter maior eficiência no uso da energia elétrica e, assim, reduzir custos e contribuir para a sustentabilidade.

O diagnóstico também pode ser considerado um relatório que documenta todas as informações referentes ao consumo de energia, assim como ações que precisam ser feitas para que a eficiência seja alcançada.

Para você entender melhor o assunto, aqui vamos explicar em detalhes o que é diagnóstico energético, como ele é realizado e quais são os principais benefícios desse levantamento.

Confira!

O que é diagnóstico energético

O diagnóstico energético pode ser definido como o processo ou estudo para identificar um padrão de consumo de uma empresa ou instalação e, assim, realizar ações que proporcionem um melhor aproveitamento da energia. 

O objetivo do diagnóstico é alcançar a eficiência energética. Além disso, com ele é possível gerenciar a energia com mais estratégia e ainda contribuir para a sustentabilidade. 

Isso porque o levantamento permite ter mais clareza sobre os hábitos de consumo do local em questão, bem como períodos de desperdício, custo da energia elétrica e desempenho dos sistemas.

Como o diagnóstico é realizado

Diagnóstico energético

Para a construção do diagnóstico energético é feita uma análise minuciosa da instalação para identificar falhas em alguma parte do processo e também oportunidades de melhorias. 

Em seguida, tudo deverá ser documentado no diagnóstico e, a partir disso, serão propostas ações que devem ser feitas para que o consumo de energia de fato se torne mais eficiente. 

No diagnóstico energético também é apresentado um levantamento de quais serão os recursos necessários para que esse objetivo seja atingido. Então, as prioridades deverão ser definidas para que se analise o que é possível fazer primeiro.

De modo geral, a análise pode ser feita em três frentes, as quais mostraremos a seguir.

Equipamentos da empresa

Considerando uma indústria, por exemplo, os equipamentos são responsáveis por grande parte da demanda energética, então eles devem ser uma prioridade a ser analisada. É preciso averiguar se todas as máquinas estão operando de modo 100% eficiente e quais causam desperdício.

Caso o diagnóstico identifique que há oportunidades de melhoria nesta etapa, pode-se considerar substituir equipamentos por modelos mais novos e que consomem menos energia ou pelo menos fazer rodízios de turnos até que seja possível realizar a troca.

Iluminação do local

Ledo engano considerar que apenas as lâmpadas fazem parte desta análise. Aqui é preciso identificar também interruptores, reatores e, inclusive, a arquitetura do local, afinal, todos esses aspectos têm um grande impacto no consumo de energia.

Algumas mudanças que podem ser implementadas após o diagnóstico é a substituição das lâmpadas antigas por LED, revisão de toda a fiação de energia e também maneiras para aproveitar melhor a luz natural do ambiente — por exemplo, criando janelas em paredes que não são estruturais.

Demanda vs. consumo energético

O diagnóstico energético é fundamental para entender em quais períodos acontecem os picos de gastos e identificar o que está causando esse excesso de consumo. 

Com essa informação em mãos, a empresa pode mitigar o desperdício ou realocar a fonte em questão para períodos em que a demanda é menor, o que significa que a tarifa energética é menor também. 

Além disso, esta etapa também permite reavaliar a energia contratada, caso seu custo esteja muito alto. 

Uma opção é fazer a migração para o Mercado Livre de Energia, no qual as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

Nesse mercado é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz e aumentar a eficiência energética, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda da empresa. 

Inclusive, essa é uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia, já que os clientes podem adequar a contratação ao seu perfil de consumo.

Saiba mais sobre as vantagens e desvantagens do Mercado Livre de Energia aqui.

Quais são os benefícios do diagnóstico energético

Mais clareza sobre quais são os padrões de consumo da empresa

A conta de energia elétrica é uma das despesas que mais compromete o orçamento de um negócio, por isso é essencial conhecer quais são os padrões de consumo.

A partir disso será possível pensar em estratégias que proporcionem uma maior eficiência energética e trabalhar constantemente para que esse recurso seja economizado.

Maior eficiência energética

Esse também é um dos principais benefícios (e objetivos) do diagnóstico energético. Ao consumir energia com mais eficiência, os custos reduzem, evita-se o desperdício e o impacto no meio ambiente é positivo também.

Diminuição do desperdício

Empresas que não fazem um diagnóstico energético podem ter contas de luz com valores altos sem nem ao menos saberem o porquê.

Assim, ao realizar a análise de todos os equipamentos, da iluminação e da demanda, focos de desperdício serão identificados e ações poderão ser tomadas para diminuir quaisquer problemas.

Redução de custos

O estudo detalhado sobre cada aspecto energético de uma empresa ou instalação permitirá entender os padrões de consumo, obter maior eficiência e diminuir o desperdício, como acabamos de mostrar.

Por consequência, ao optar por solucionar os problemas sinalizados no diagnóstico, os custos sofrerão um grande impacto e o orçamento do negócio também.

Sustentabilidade

Agora que você já sabe o que é diagnóstico energético e quais são seus benefícios, você deve ter percebido que todos eles estão interligados, afinal, o objetivo dessa análise é um só: otimizar o consumo de energia. 

Nesse sentido, o Mercado Livre de Energia é uma solução a ser considerada, como citamos anteriormente. Afinal, com ele é possível escolher o fornecedor, contratar a demanda sob medida e ainda negociar os melhores preços. 

Faça o diagnóstico energético na sua empresa e veja como o seu negócio se beneficiará dessa alternativa.

Além disso, com a Esfera Energia você conta com todo o apoio legal e operacional para uma gestão inteligente da sua energia.

Conheça nossas soluções!

O que é PLD e como ele é calculado?

Entenda o que é PLD e sua participação no Mercado Livre de Energia

Para quem negocia energia no Mercado Livre de Energia, é fundamental entender o que é PLD e como seu cálculo é feito. Em janeiro de 2021, algumas mudanças ocorreram em relação a como o PLD é calculado.

Aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o que é PLD, como ele funciona, quais fatores podem influenciar o preço e como ele é calculado, já considerando as mudanças que entraram em vigor em 2021.

Confira!

O que é PLD?

PLD é a sigla para Preço de Liquidação de Diferenças. O PLD serve como referência para os preços no Mercado Livre de Energia e é utilizado para valorar a energia no Mercado de Curto Prazo (MCP).

Para o cálculo, são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. Ou seja, o PLD equilibra os custos entre a oferta e a demanda de energia do país.

Como funciona o PLD?

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a instituição responsável por gerenciar o mercado de energia elétrica no Brasil. Por meio dela as operações de compra e venda de energia no MCP são viabilizadas e é a CCEE que realiza o cálculo do PLD e determina seu valor.

Aqui você confere um artigo completo sobre como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil.

Segundo a CCEE, “em função da preponderância de usinas hidrelétricas no parque de geração brasileiro, são utilizados modelos matemáticos para o cálculo do PLD, que têm por objetivo encontrar a solução ótima de equilíbrio entre o benefício presente do uso da água e o benefício futuro de seu armazenamento, medido em termos da economia esperada dos combustíveis das usinas termelétricas.”

Ou seja, o PLD tem como objetivo equilibrar todo o setor energético, considerando a demanda atual, a capacidade de fornecimento das hidrelétricas e também o potencial de armazenamento futuro. 

É essencial entender o que é PLD, como ele funciona e como ele é calculado, pois o índice impacta o valor negociado pelos consumidores do Mercado Livre de Energia com as geradoras ou comercializadoras.

Como é calculado o PLD?

Como o PLD é calculado

O valor da energia é calculado em R$/MWh e pode-se dizer que o PLD serve para balizar os preços de todas as negociações de cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul).

Além disso, o PLD é limitado por um preço mínimo e por um preço máximo, os quais são estabelecidos anualmente pela ANEEL.

O preço do PLD varia pois o cálculo leva em consideração diferentes fatores, tais como:

  • Volume de produção das usinas hidrelétricas
  • Condições climáticas (quanto mais chuva, maior o volume de água nas usinas)
  • Demanda de energia pelos consumidores
  • Preços de combustível
  • Custo de déficit
  • Relação entre entrada de novos projetos e disponibilidade de geração e transmissão de energia

Entenda aqui qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Desde janeiro de 2021, passou a ser válido o PLD horário, o que significa que agora são feitas publicações diárias com valores hora a hora para as 24 horas do dia seguinte.

O cálculo é feito por meio de um modelo computacional chamado DESSEM.

De acordo com a CCEE, “o modelo DESSEM foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e procura minimizar o custo total de operação. Por meio da resolução de problemas de otimização, o DESSEM pode racionalizar o uso de geração térmica e operar o sistema de maneira mais eficiente ao longo das horas do dia, contribuindo para a redução dos custos operativos.”

Apesar da mudança, o PLD horário continua valendo para todos os agentes do Mercado Livre de Energia e permanece sendo utilizado para valorar a diferença entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos. O que mudou foi apenas a frequência da precificação.

Confira no vídeo abaixo todos os detalhes sobre o que mudou e qual o impacto do PLD horário no Mercado Livre de Energia:

De modo geral, o PLD horário pode beneficiar inúmeros consumidores, dependendo do tipo de modulação contratada e do perfil de consumo de cada empresa.

Por exemplo, em um contrato com modulação Flat, a companhia poderá direcionar o seu consumo de energia para os períodos de PLD mais baixo e, assim, gerar uma exposição positiva no MCP.

Porém, para que a mudança realmente impacte positivamente o orçamento da empresa, é importante estar atento ao mercado para identificar possíveis oportunidades de ganhos e também para reduzir os riscos de perdas ou exposições ao Mercado de Curto Prazo.

Que tal ter acesso a um ebook completo sobre o assunto? Detalhamos todas as informações que você precisa saber a respeito do PLD horário!

 

Por isso é importante contar com a assessoria de uma gestora especializada no Mercado Livre de Energia que entenda o perfil de consumo da empresa e esteja atenta às flutuações do mercado.

Dessa forma, será possível obter informações mais assertivas e negociar o preço da energia de forma mais estratégica.

A Esfera Energia é referência nacional em gestão de Energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação de energia.

Além disso, já estamos a par de todas as mudanças em relação ao PLD horário e preparados para te ajudar a garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Fale com um de nossos consultores e veja como a Esfera pode te ajudar!

Tipos de geração de energia: quais existem, fontes e diferenças

Conheça os principais tipos de geração de energia do Brasil e do mundo

Conhecer os tipos de geração de energia que existem é importante para entender melhor todas as etapas do processo de fornecimento de energia elétrica para residências e empresas. 

Por isso, aqui vamos mostrar quais são os principais tipos que existem, bem como as fontes de energia elétrica renováveis e não renováveis, explicando as diferenças entre elas.

Além disso, você também vai conferir quais são as energias alternativas, bem como o que diferencia uma energia convencional de uma incentivada. 

Confira!

Quais são os tipos de geração de energia

Dentre os principais tipos de geração de energia do Brasil e do mundo, estão: 

  • Energia hidrelétrica
  • Energia eólica
  • Energia solar
  • Energia biomassa
  • Energia maremotriz
  • Energia geotérmica
  • Combustíveis fósseis
  • Energia nuclear

As fontes usadas para a geração de energia podem ser renováveis ou não renováveis.

Fontes renováveis de energia são aquelas que são repostas naturalmente, como a água, vento e luz solar. A água, por exemplo, é um recurso finito, por isso é preciso atenção ao seu uso. Já o vento e a luz solar são fontes inesgotáveis.

As energias renováveis também são conhecidas como energias limpas, pois não liberam dióxido de carbono (CO2) na atmosfera no processo de geração de energia.

Por outro lado, as fontes de energia não renováveis são aquelas que são finitas e podem se esgotar em “breve”, como petróleo, gás natural e carvão mineral.

Além disso, essas fontes também são altamente poluentes, por isso não podem ser consideradas energias limpas.

A seguir mostraremos quais são os tipos de geração de energia que utilizam tanto fonte renováveis quanto fontes não renováveis.

Principais tipos de energia renováveis

  • Hidrelétrica
  • Eólica
  • Solar
  • Biomassa

Energia hidrelétrica

A energia hidrelétrica é a principal do Brasil. Inclusive, a maior geradora de energia elétrica do país é a usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Ela fica em Foz do Iguaçu, no Paraná, na divisa entre o Brasil e o Paraguai (por isso “binacional”). 

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje a hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China, é que detém esse título.

Esse tipo de energia elétrica é gerada por meio do aproveitamento da força e do volume da água. 

Barragens são construídas em rios e um reservatório é formado, então a água é captada desse reservatório e levada pelas tubulações até as turbinas, as quais se movimentam por conta da potência da água. 

Em seguida, os geradores transformam a energia mecânica em energia elétrica.

A geração de energia hidrelétrica depende principalmente da quantidade de chuva, um recurso renovável mas finito, porém as usinas têm reservatórios que armazenam a água para evitar o risco de déficit em períodos de escassez.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Além disso, as usinas hidrelétricas podem ser classificadas em três tipos, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), as quais têm até 1 MW de potência, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), com 1,1 MW a 30 MW de potência, e Usinas Hidrelétricas de Energia (UHE), que têm mais de 30 MW de potência.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que são as PCHs e qual a importância dessas usinas para o setor energético brasileiro.

Energia solar

A energia solar é gerada por meio da radiação do sol, fonte inesgotável, que é captada em painéis fotovoltaicos ou por meio de um sistema heliotérmico, os quais podem tanto ser instalados em telhados quanto em áreas abertas. 

Usando painéis fotovoltaicos, a conversão em energia é direta, enquanto no sistema heliotérmico primeiro a energia se transforma em energia térmica e depois em energia elétrica.

Além disso, assim como a energia eólica, essa energia é 100% limpa e renovável.

Porém, fatores como localização da região, estação do ano e condições atmosféricas interferem no processo de geração de energia solar, o que também a torna pouco previsível.

De qualquer forma, essa fonte de energia está em expansão e desenvolvimento no país. 

Hoje o maior uso da energia solar no Brasil é para obter energia térmica tanto em grandes indústrias como em residências.

Além disso, a região Nordeste também é a mais favorável para a geração de energia solar no país, assim como ocorre com a energia eólica.

Energia biomassa

A energia de biomassa, em linhas gerais, é gerada por meio da queima de matérias orgânicas, como o bagaço da cana-de-açúcar, lenha, resíduos agrícolas e até mesmo excrementos de animais.

Esse processo permite a geração de energia térmica, energia elétrica e também a obtenção de produtos como:

  • Etanol
  • Carvão vegetal
  • Biodiesel
  • Biogás

Além disso, como o dióxido de carbono liberado na queima é reaproveitado pela própria vegetação para realizar fotossíntese, esse tipo de energia pode ser considerada renovável.

No Brasil, o maior recurso aproveitado para esse tipo de geração de energia é o bagaço da cana-de-açúcar. Em média, estima-se que cada tonelada de cana processada precise de 12 kWh de energia elétrica, quantidade que pode ser gerada pela própria cana, o que possibilita a criação de um sistema autossuficiente. 

Além dos tipos de energia renovável mostrados até aqui, é importante lembrar da energia maremotriz, gerada por meio das correntes do mar e altas e baixas das marés, e também da energia geotérmica, obtida por meio do calor do interior da Terra. 

Principais tipos de energia não renováveis

  • Combustíveis fósseis
  • Energia nuclear

Combustíveis fósseis

Os combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural, são queimados para produzir eletricidade nas usinas termelétricas. Isso se dá por meio do aquecimento da água, a qual se transforma em vapor e faz as turbinas da usina girarem.

Elas estão ligadas a geradores que têm um campo eletromagnético e, assim, a energia elétrica é produzida. 

Esses são recursos finitos, porém mundialmente eles são necessários para a geração de energia, o que faz com que inúmeros acordos sejam feitos entre países para garantir que todos sejam contemplados por essas fontes.

Por outro lado, os combustíveis fósseis são altamente poluentes, pois a queima libera muito CO2 na atmosfera, o que contribuiu para o aumento do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global também.

Energia nuclear

O processo de geração de energia nuclear é similar ao que ocorre nas termelétricas: a água é aquecida, a qual se transforma em vapor e este, por sua vez, ativa os geradores de corrente elétrica.

Porém, nas usinas nucleares o calor é gerado por meio da fissão do urânio, processo que ocorre em um reator nuclear. 

No Brasil existem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2 (a Angra 3 está em construção), todas localizadas no Rio de Janeiro. 

Um ponto negativo que não pode ser desconsiderado é o fato de que para a geração desse tipo de energia é necessário o uso de elementos radioativos, o que é considerado inseguro e nocivo para o meio ambiente, já que muito resíduo tóxico é descartado no processo.

Quais são os tipos de energias alternativas

Energias alternativas são aquelas que geram menor impacto ambiental, principalmente por emitirem menos poluentes, sendo opções para substituir as usinas termelétricas, por exemplo, que geram energia por meio da queima de combustíveis fósseis, como mostrado anteriormente.

Dentre os principais exemplos de fontes de energia alternativa que são usadas para a geração de energia elétrica estão a energia hidrelétrica (apesar do impacto ambiental para criar as barragens e reservatórios, não há emissão de dióxido de carbono na atmosfera), eólica, solar, geotérmica e biocombustíveis.

A principal razão para a existência de energias alternativas é a redução da emissão de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global.

Além disso, os combustíveis fósseis são recursos finitos, como já citamos aqui, então há uma necessidade global urgente em reduzir a dependência ao petróleo, carvão mineral e gás natural.

O caminho para isso é recorrer às fontes alternativas de energia.

Diferenças entre energia convencional e energia incentivada

Energia convencional

É a energia gerada em usinas hidrelétricas e termelétricas, as fontes mais tradicionais de geração de energia elétrica do Brasil. Também são mais baratas e no Mercado Livre de Energia podem ser contratadas apenas pelos consumidores livres — mostraremos todos os detalhes sobre isso mais adiante.

Energia incentivada

São as fontes renováveis de energia e que têm pouco impacto ambiental, como a eólica, solar, biomassa, biogás e também as PCHs. 

Apesar da energia gerada pelas fontes renováveis serem mais caras, a ANEEL fornece descontos de 50% a 100% na Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD) e também na Tarifa de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST), dependendo da fonte escolhida. 

O abatimento fornecido para os consumidores serve justamente para incentivar a compra, por isso o nome de “energia incentivada”. 

No Mercado Livre, os consumidores especiais podem contratar energia incentivada.

O estímulo à aquisição de fontes de energia além das hidrelétricas e termelétricas é importante para a diversificação e descentralização da matriz elétrica brasileira.

Hoje ela é composta majoritariamente por usinas hidrelétricas e, quando um período de crise hídrica se inicia, as termelétricas são acionadas, o que encarece a conta de luz para toda a população. 

Por isso, na hora de fazer a escolha entre uma energia convencional ou incentivada, é importante entender qual o padrão de consumo da empresa, fazer projeções, comparar o custo mais elevado com o desconto fornecido na TUSD e na TUST, e optar pela fonte com o melhor custo-benefício e que seja mais vantajosa tanto para o negócio quanto para o meio ambiente

A seguir vamos explicar como é possível contratar diferentes tipos de geração de energia no Mercado Livre de Energia e também quais consumidores podem adquirir qual tipo de energia.

Como negociar diferentes tipos de geração de energia no Mercado Livre

Atualmente, o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. 

Entenda aqui todas as diferenças entre ACR e ACL.

Assim, os consumidores do Mercado Livre de Energia podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Além disso, também é possível escolher a fonte de geração de energia, seja ela convencional ou incentivada.

Porém, é preciso ter atenção às diferenciações entre os tipos de consumidores do Mercado Livre de Energia: 

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Ou seja, os consumidores livres podem comprar tanto a energia convencional quanto a energia incentivada, enquanto os consumidores especiais podem adquirir apenas a energia incentivada.

Se você ficou interessado, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. 

Atualmente atendemos mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos mais de 300 unidades consumidoras e estamos presentes em 19 estados.

Além disso, se sua empresa é uma geradora, a Esfera também está pronta para te apoiar na comercialização da sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória. 

Gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Entre em contato conosco agora mesmo!

Diferenças entre consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia

Entenda quais são as diferenças entre consumidor livre e especial

O Mercado Livre de Energia tem algumas especificações que são essenciais de serem entendidas, pois determinam a forma como as negociações irão ocorrer.

Dentre essas especificidades, é importante entender as diferenças entre consumidor livre e especial, as classificações das empresas que estão no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Para te ajudar a ter mais clareza sobre quais são as respectivas características de cada grupo de consumidores, bem como o que é preciso fazer para entrar no Mercado Livre, preparamos esse artigo que te mostrará tudo o que você precisa saber a respeito do assunto.

Confira!

Consumidor livre e especial: características e diferenças

Os consumidores livres e especiais são categorias Mercado Livre de Energia estabelecidas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para diferenciar quais são os tipos de negociações que podem ser feitas de acordo com a demanda energética da empresa.

Além disso, essa classificação também determina qual fonte de geração de energia (convencional ou incentivada) poderá ser contratada pelo consumidor.

Consumidor livre

O consumidor livre tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação.

No Mercado Livre de Energia, esses consumidores podem adquirir tanto energia convencional quanto energia incentivada, enquanto os consumidores especiais podem adquirir apenas a energia incentivada.

Energia convencional é a energia gerada em usinas hidrelétricas e termelétricas, as fontes mais tradicionais de geração de energia elétrica do Brasil, ao passo que a energia incentivada são as fontes renováveis de energia e que têm pouco impacto ambiental, como a eólica, solar, biomassa, biogás e também as PCHs.

Saiba mais sobre os tipos de geração de energia aqui.

Consumidor especial

O consumidor especial tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e pode adquirir energia incentivada, sendo ela advinda de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Para efeitos de comparação, um transformador de rua comum que atende a diversas residências tem uma capacidade de gerar cerca de 75 kW.

Isso significa que apenas empresas com uma demanda alta conseguem entrar no Mercado Livre de Energia.

Porém, um projeto de lei que está em tramitação no Senado Federal propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores, saiba mais aqui.

Comunhão

Há ainda uma terceira classificação que é a de “comunhão”. Caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW.

Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Entenda sobre a comunhão de cargas no Mercado Livre.

No infográfico abaixo você confere um resumo dessas informações.

Pré Adesão e tipos de comunhão

Como entrar no Mercado Livre de Energia

O primeiro requisito para entrar no Mercado Livre de Energia é se tornar um agente na CCEE para garantir todos os direitos e deveres das partes envolvidas nas negociações, bem como para poder operar de acordo com as normas legais. 

Depois, é preciso se encaixar em uma das categorias entre consumidor livre, especial ou comunhão. 

Por fim, é necessário rescindir o contrato junto à distribuidora de energia informando a migração para o Mercado Livre, a qual pode ser efetivada em até 12 meses, dependendo do tipo do contrato.

Respostas rápidas sobre perguntas frequentes a respeito do Mercado Livre de Energia

Para resumir alguns pontos que mostramos aqui e outros importantes sobre o assunto, veja abaixo as respostas para dúvidas comuns quando se trata do Mercado Livre de Energia.

O que é um consumidor livre de energia elétrica?

O consumidor livre de energia elétrica é aquele que tem uma demanda mínima de 1,5 MW e pode contratar tanto energia convencional (hidrelétricas e termelétricas) quanto energia incentivada (fontes renováveis de energia como eólica, solar, biomassa e PCH).

O que é um consumidor especial de energia elétrica?

O consumidor especial de energia elétrica deve ter uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e pode adquirir apenas energias incentivadas de PCHs, assim como eólica, biomassa ou solar. 

O que são operações estruturadas no Mercado Livre de Energia?

Operações estruturadas são operações não convencionais de compra, venda ou troca de energia.

Por meio da análise de perfil de consumo da empresa e das flutuações dos preços, é possível encontrar oportunidades de realização dessas operações, as quais trarão economias extras nos gastos com energia.

Saiba mais aqui o que são operações estruturadas e como essa estratégia funciona.

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia as empresas podem negociar contratos diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite conseguir melhores preços e alcançar até 35% de redução na conta de luz.

Para saber mais, você pode baixar um ebook completo explicando todas as informações a respeito do Mercado Livre de Energia.

Como funciona o Mercado Livre de Energia Elétrica?

Os consumidores livres do Mercado Livre de Energia conseguem fazer negociações de preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Isso é possível porque atualmente o setor energético no Brasil está segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado. 

Importante destacar que nesse mercado não há a incidência das bandeiras tarifárias, as quais são responsáveis por elevar mais ainda o preço da energia pago para as concessionárias.

Além disso, por conta da alta competitividade no Mercado Livre de Energia entre as empresas comercializadoras para adquirir mais clientes, é possível alcançar uma redução significativa com os custos de energia elétrica, já que as negociações permitem obter melhores ofertas e preços inferiores aos estabelecidos no ACR.

E mais: no ACL as empresas podem contratar carga sob medida de acordo com a demanda, o que permite fazer uma previsão orçamentária muito mais precisa e amplia o poder de tomada de decisões com base em dados mais assertivos.

Inclusive, esse é um dos principais benefícios do Mercado Livre de Energia.

Como migrar para o Mercado Livre de Energia?

Para migrar para o Mercado Livre de Energia é ideal contar com o suporte de uma consultoria especializada para que todos os procedimentos sejam feitos de acordo com a legislação vigente.

A Esfera Energia, por exemplo, fornece o apoio necessário para que as empresas façam a migração com segurança e ainda garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Além disso, somos referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente atendemos mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos mais de 300 unidades consumidoras e estamos presentes em 19 estados.

Entre em contato conosco agora mesmo!

Qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia?

Veja a importância de contar com uma consultoria no Mercado Livre de Energia

Empresas que desejam migrar para o Mercado Livre de Energia ou que já estejam nele devem contar com o suporte de uma consultoria especializada nesse segmento para garantir que todos os procedimentos sejam feitos com eficiência, segurança e de acordo com as obrigações legais.

Por isso, aqui vamos explicar o que é uma consultoria no Mercado Livre de Energia e qual a importância de contratar uma para fazer o processo de migração. Além disso, também mostraremos quem pode migrar e quais as vantagens de operar no Mercado Livre.

Confira!

O que é uma consultoria no Mercado Livre de Energia

Uma consultoria no Mercado Livre de Energia trabalha para atender às necessidades específicas dos clientes e oferece a eles as melhores opções disponíveis no mercado.

Além disso, também é seu papel apoiar as empresas nas negociações para que os melhores resultados em relação ao custo-benefício sejam atingidos.

Operar no ambiente livre pode ser um desafio para empresas que não estão acostumadas com esse modelo de gestão de energia, por isso é fundamental contar com o apoio de uma empresa especializada que possa oferecer auxílio em todas as etapas. 

Qual a importância de uma consultoria no Mercado Livre de Energia

A consultoria no Mercado Livre de Energia atua para auxiliar os clientes a gerenciarem com mais facilidade a energia contratada e também a otimizarem os custos com esse recurso

A empresa faz análises para que o menor valor possível seja alcançado de acordo com o perfil de consumo de cada consumidor e também para que as melhores oportunidades sejam aproveitadas durante as negociações.

Dessa forma, a importância de uma consultoria está no fato de que ela pode apoiar seus clientes durante a migração para que todo o processo seja feito de acordo com as normas vigentes, assim como propicia que as melhores condições possíveis sejam obtidas na contratação de energia.

Para operar no Mercado Livre de Energia e de fato alcançar reduções significativas na conta de luz, é preciso que estudos sejam feitos em relação à demanda, consumo e também horários em que mais energia é utilizada, o que pode ser feito por uma consultoria.

Aqui explicamos o que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo.

Ou seja, após a migração, uma consultoria pode propor quais são as melhores estratégias de contratação que de fato irão otimizar o consumo de energia e beneficiar os clientes.

Se você tem interesse em fazer a migração para o Mercado Livre de Energia, a seguir vamos responder algumas das principais dúvidas em relação a esse assunto.

Quem pode migrar para o Mercado Livre de Energia?

A migração para o Mercado Livre de Energia pode ser feita por consumidores com uma demanda de no mínimo 500 kW. Esse volume corresponde ao consumo de uma empresa — para fins de comparação, um transformador de rua comum que atende diversas residências tem uma capacidade de cerca de 75 kW.

Vamos explicar melhor os requisitos para fazer a migração. O primeiro deles é se tornar um agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e se enquadrar em algumas das categorias abaixo:

  • Consumidor Livre: tem uma demanda mínima de 1.500 kW e pode escolher o fornecedor de energia elétrica por meio de livre negociação;
  • Consumidor Especial: tem uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW, podendo adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como  eólica, biomassa ou solar;
  • Comunhão: caso a empresa não tenha demanda suficiente para conseguir entrar no Mercado Livre, é possível fazer uma “comunhão” com outras unidades consumidoras para atingir o mínimo necessário de 500 kW. Porém, isso apenas é válido para consumidores com o mesmo CNPJ ou localizados em áreas que não são separadas por vias públicas.

Saiba mais sobre as diferenças entre consumidor livre e especial no Mercado Livre de Energia.

Importante destacar que esse segmento está em constante transformação e as regras podem mudar de tempos em tempos, por isso é tão importante contar com uma consultoria no Mercado Livre de Energia, principalmente para se preparar para as mudanças que estão por vir. 

Inclusive, está tramitando no Senado Federal um projeto de lei que propõe a abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores. Saiba mais sobre a proposta.

Quer saber mais sobre o Mercado Livre de Energia? Temos um ebook completo com todas as informações que você precisa conhecer a respeito do assunto. 

Por que migrar para o Mercado Livre de Energia?

No Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preços, prazos, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica no país, sem que haja a intermediação de um distribuidor. 

Dessa forma, os consumidores têm mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo e também que atenda melhor às demandas específicas da empresa em questão.

Para se ter uma dimensão de como o Mercado Livre está crescendo, de acordo com levantamento CCEE, no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o mercado livre.

Se você não sabe quem são os consumidores livres de energia, hoje o mercado de energia elétrica no Brasil é separado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ACR.

Empresas de qualquer segmento podem fazer parte do ACL, desde que tenham a demanda mínima de energia necessária para operar no Mercado Livre de Energia, já que não há nenhuma restrição nesse sentido.

Confira o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

Outra vantagem do Mercado Livre de Energia é poder contratar carga sob medida de acordo com as necessidades do negócio e, assim, ter uma melhor previsibilidade sobre quais serão os custos com essa despesa. 

Isso acontece porque contratos são fechados entre clientes e os geradores ou comercializadores. Dessa forma, os valores são válidos ao longo de todo o período de contratação.

Inclusive, por conta disso os consumidores livres também não sofrem com a incidência das bandeiras tarifárias.

Além disso, contando com o apoio de uma consultoria no Mercado Livre de Energia é possível garantir melhores condições na contratação de energia e alcançar uma redução de até 35% na conta de energia elétrica.

Isso é possível porque o Mercado Livre tem diversos fornecedores buscando cada vez mais clientes, então os preços são mais competitivos, o que beneficia as empresas que irão contratar a energia.

Como a Esfera Energia pode ajudar a sua empresa?

Agora que você já sabe como o Mercado Livre de Energia funciona, é importante escolher uma consultoria especializada para apoiar sua empresa em todos os processos, antes, durante e após a migração.

A Esfera Energia oferece o suporte necessário para empresas que desejam entrar no Mercado Livre de Energia e realiza todo o processo burocrático com assertividade e eficiência, tendo como foco os ganhos que serão gerados para seus clientes.

Além disso, a Esfera também tem soluções para otimizar a previsão de custos e a gestão da energia contratada, como o hud, e trabalha constantemente para adotar novas tecnologias que rentabilizem as operações das empresas. 

Além disso, a Esfera Energia também atua nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Ou seja, com a Esfera você faz a migração para o Mercado Livre de Energia com segurança, conta com o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e tem especialistas disponíveis a todo momento para resolver qualquer questão sempre que você precisar. 

Atendemos a mais de 120 grupos empresariais, gerenciamos 300 unidades consumidoras e estamos em 19 estados. Então, quer conhecer mais sobre a Esfera Energia e descobrir como uma consultoria no Mercado Livre de Energia pode fazer toda a diferença para sua empresa reduzir custos com a essa despesa? 

Fale agora mesmo com nossos consultores!

O que é energia eólica e qual sua importância para a matriz elétrica do Brasil?

Entenda o que é energia eólica e quais suas principais vantagens e desvantagens

Se você ainda não sabe o que é energia eólica é simples de entender: é um tipo de energia gerada por meio dos ventos, os quais movimentam turbinas e transformam a energia mecânica em energia elétrica. 

A expansão da energia eólica surgiu em um contexto de necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, considerando a dependência do Brasil em relação às usinas hidrelétricas. 

Em períodos de crise hídrica, um sinal de alerta acende no país e é preciso recorrer às usinas termelétricas para suprir o abastecimento da população. Porém, elas são altamente poluentes, por isso a energia eólica surge como uma alternativa que também contribui para o meio ambiente. 

Considerando a importância do assunto, aqui vamos explicar o que é energia eólica, como essa energia é gerada, suas vantagens e desvantagens e também como comprar energia eólica. 

Confira!

O que é energia eólica

Por definição, a energia eólica é um tipo de energia obtida a partir do vento. Ela é considerada 100% limpa pois não polui o meio ambiente no processo de geração de energia e é renovável já que tem como fonte um recurso inesgotável. 

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgados no primeiro semestre de 2020, a matriz elétrica do país é formada pelas respectivas usinas em operação:

  • 59,27% usinas hidrelétricas
  • 25,56% usinas termelétricas
  • 8,94% usinas eólicas
  • 3,08% pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
  • 1,55% centrais geradoras fotovoltaicas
  • 1,15% usinas termonucleares
  • 0,46% centrais geradoras hidrelétricas
Dados sobre a matriz energética brasileira e a representação da energia eólica nela

Fonte: ANEEL

Isso significa que hoje a energia eólica já é a terceira maior fonte de energia do Brasil.

Além disso, a energia eólica é considerada uma fonte alternativa de energia, assim como a solar, de biomassa e PCHs, pois complementa o sistema de geração de energia do país e reduz a dependência das usinas hidrelétricas.

Isso é importante especialmente porque em períodos de escassez hídrica os níveis dos reservatórios ficam mais baixos, então é necessário recorrer a outras fontes de energia para garantir o fornecimento para todo o país.

Como é gerada a energia eólica?

A energia eólica é gerada a partir da energia cinética do vento que movimenta as pás e ativa os aerogeradores (turbinas). Estes devem ser instalados em regiões mais altas para captar a maior quantidade de vento possível. 

Esse movimento gera energia mecânica, a qual é transformada em energia elétrica por meio da indução eletromagnética que ocorre em um gerador.

Os parques eólicos, como é chamado um conjunto de aerogeradores, podem ser instalados tanto em terra (onshore) quanto no mar (offshore).

No Brasil, a região que concentra a maior produção de energia eólica é o Nordeste. Em outubro de 2020, todo o país tinha 653 parques eólicos, estando 82% nesta região, principalmente porque as condições naturais são favoráveis para a geração de energia eólica.

Energia eólica: vantagens e desvantagens

Vantagens da energia eólica: 

  • É uma energia limpa pois não emite poluentes na atmosfera no processo de geração de energia
  • Sua fonte é um recurso inesgotável e, por isso, é uma energia renovável
  • Proporciona a redução da dependência dos combustíveis fósseis
  • Permite a diminuição da emissão dos gases do efeito estufa
  • Gera empregos nas regiões onde os parques eólicos são instalados

Desvantagens da energia eólica: 

  • O vento é muito irregular, então a geração de energia muitas vezes pode ser imprevisível
  • Os equipamentos têm um custo expressivo
  • É preciso criar um grande parque eólico para comportar os aerogeradores
  • Um grande impacto visual e sonoro é gerado para quem mora nos arredores
  • Os aerogeradores podem afetar o movimento migratório de aves

Em relação às vantagens citadas, o principal benefício é a contribuição ambiental, já que nenhum gás poluente é emitido no processo e uma fonte inesgotável é aproveitada. 

Além disso, ocorre a redução da dependência de combustíveis fósseis, pois hoje as usinas termelétricas são acionadas quando as usinas hidrelétricas estão com reservatórios com níveis baixos.

Tais usinas queimam combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural para produzir energia, processo que libera muito CO2 na atmosfera.

Considerando que hoje as usinas eólicas são a terceira maior fonte de energia do país, elas se tornam ainda mais relevantes considerando a redução da dependência a usinas tão poluentes.

Por outro lado, considerando as desvantagens, o vento é muito irregular, então nem sempre será possível gerar energia quando for necessário.

Por isso, a energia eólica pode ser considerada um tipo de energia “complementar”, pelo menos por enquanto.

Além disso, também há a questão dos custos dos equipamentos, o que causa uma dificuldade para a implantação, assim como é preciso encontrar grandes áreas que tenham muito vento para que os aerogeradores sejam instalados, o que não é uma tarefa muito simples.

Como comprar energia eólica?

O setor energético brasileiro é atualmente segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Dessa forma, uma alternativa para adquirir energia eólica é negociá-la no Mercado Livre de Energia. Os Consumidores Especiais do Ambiente de Contratação Livre (ACL) são aqueles que têm uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e podem adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Além disso, a migração para o Mercado Livre está aumentando cada vez mais com o passar dos anos. De acordo com levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no último ano houve um crescimento de 22% no volume de consumidores que passaram do mercado cativo para o Mercado Livre.

Então, se você ficou interessado, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Além disso, no Mercado Livre de Energia os consumidores podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica.

Quer saber mais? Entre em contato conosco agora mesmo!

O que é déficit de energia e quais são os riscos de isso acontecer no Brasil?

Entenda o que é déficit de energia

Dúvidas sobre déficit de energia sempre surgem quando o volume de chuvas está baixo e, por consequência, os níveis das principais bacias hidrográficas do país que atendem às usinas hidrelétricas estão abaixo do ideal.

Por isso é importante conhecer todos os detalhes sobre esse termo, bem como quais são os recursos atualmente disponíveis que asseguram o abastecimento de todo o Brasil.

Como nossa matriz energética é majoritariamente formada por energia hidrelétrica, é natural que questionamentos apareçam quando os períodos de escassez começam.

Então, aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito de déficit de energia e o que garante que não faltarão recursos para contemplar todos os cidadãos do país.

Confira!

O que é déficit de energia

Déficit de energia é quando ocorre um desequilíbrio entre a oferta e a demanda energética, ou seja, quando falta energia para suprir todos os usuários da rede. 

No Brasil, a maior parte da matriz energética é formada pelas usinas hidrelétricas, de modo que a geração de energia depende muito dessa fonte.

Assim, quando as condições hidrológicas estão desfavoráveis, ou seja, quando há pouca chuva, o assunto vem à tona pois o sistema pode ficar comprometido. 

Para que isso não ocorra, há uma série de alternativas que garantem o abastecimento de toda a população. Mostraremos mais detalhes sobre isso a seguir.

Quais são os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil

Os riscos de um déficit de energia acontecer no Brasil são baixos, pois hoje diversas soluções são acionadas quando se observa que os níveis dos reservatórios estão baixos.

A seguir mostraremos os detalhes de cada uma delas. 

Uso de diferentes fontes de energia

Para reduzir a dependência das usinas hidrelétricas, estimula-se cada vez mais a implantação de fontes de energia complementares, como as fontes renováveis (energia solar, eólica e biomassa) e também de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Saiba mais sobre a importância das PCHs para o setor energético brasileiro.

No Brasil, os principais tipos de energia que são consumidos depois da energia hidrelétrica vêm de usinas termelétricas, usinas eólicas, usinas nucleares e usinas solares.

As usinas termelétricas, por exemplo, são acionadas quando o volume das chuvas está baixo para que a geração de energia seja garantida.

Porém, neste caso as bandeiras tarifárias ficam vermelhas (patamar 1 ou 2), pois a energia gerada nas termelétricas é mais cara do que nas hidrelétricas já que combustíveis são usados no processo.

Veja no vídeo abaixo da ANEEL a explicação completa sobre o que são as bandeiras tarifárias:

Importante destacar que esse custo adicional é repassado apenas para os consumidores cativos.

No Mercado Livre de Energia não há a incidência de bandeiras tarifárias pois os contratos são negociados diretamente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica, o que permite ter mais controle do orçamento e prever os custos com mais precisão.

Demanda contratada

Com o objetivo de tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores: 

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

Os integrantes do Grupo A devem determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

O objetivo desse acordo com a distribuidora é garantir que o sistema esteja preparado para contemplar todas as empresas sem que haja um risco de déficit de energia caso ocorra uma sobrecarga, por exemplo.

Caso mais energia seja consumida além daquela que havia sido previamente contratada, ocorre a aplicação de uma multa. Dessa forma, as empresas se policiam a operarem dentro do que foi acordado.

Aqui você confere um artigo completo sobre o que é demanda de energia e qual a diferença entre consumo e demanda.

Energia de reserva

O setor energético brasileiro é segmentado em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

Conheça todas as diferenças entre ACR e ACL.

No ACR, existe a energia de reserva, que tem como objetivo assegurar o fornecimento de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN), em especial em períodos com alta demanda. Existem usinas que são contratadas especificamente para esse fim.

Além disso, a energia de reserva também proporciona a diversidade da matriz energética brasileira, já que a geração se dá por meio de fontes complementares às usinas hidrelétricas, justamente para mitigar os riscos de déficit de energia caso ocorra uma redução do volume das chuvas, por exemplo.

Saiba mais sobre o que é energia de reserva e qual a sua importância.

Deu para entender o que é déficit de energia e porque os riscos de isso acontecer no Brasil são baixos? É importante destacar que ações em prol de um consumo mais consciente de energia também são essenciais para evitar a sobrecarga do sistema e ainda contribuem para o meio ambiente.

Por isso, pensar em ações para reduzir o consumo é essencial para que a conta de energia não seja tão alta e também para que a demanda permaneça dentro do volume que foi contratado.

Se você precisa de um suporte especializado para fazer uma gestão mais eficiente da sua energia, conte com a Esfera Energia!

O que é eficiência energética e por que é preciso se atentar a isso

Entenda o que é eficiência energética e quais são seus benefícios

Entender o que é eficiência energética é importante para identificar oportunidades de otimização de consumo para, assim, reduzir os gastos com a conta de luz e contribuir com o meio ambiente.

Segundo dados da Eletrobras, criadora do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), estima-se que até 2018 o programa tenha colaborado para a redução de demanda na ponta de 7,25 milhões de kW.

Esse é um número muito expressivo que evidencia como ações em prol da eficiência energética são fundamentais para garantir o pleno funcionamento de todo o sistema, bem como para reduzir os impactos ambientais.

A seguir explicaremos tudo o que você precisa saber a respeito do assunto, confira.

O que é eficiência energética e qual sua importância

A eficiência energética tem como objetivo otimizar o aproveitamento das fontes de energia para reduzir custos e colaborar com o meio ambiente. Isso significa realizar os mesmos processos utilizando menos recursos.

Para incentivar a criação de produtos mais eficientes energeticamente, a Eletrobras criou em 1985 o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que tem como símbolo o Selo Procel.

Os produtos com os melhores níveis de eficiência energética são contemplados com esse selo, o que também estimula a criação de cada vez mais equipamentos que tenham esse fim.

Os produtos com os melhores níveis de eficiência energética são contemplados com esse selo, o que também estimula a criação de cada vez mais equipamentos que tenham esse fim.

Além disso, também existe o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o qual tem como objetivo “é promover o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia por meio de projetos que demonstrem a importância e a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia.”

E mais: de acordo com a Lei nº 9.991/2000, as distribuidoras de energia têm a obrigação de destinar anualmente 0,4% de suas respectivas receitas operacionais líquidas em ações voltadas para o combate ao desperdício de energia. Esses recursos são destinados ao PEE. Já as concessionárias devem destinar 0,1% para as ações do Procel.

Todas essas informações mostram como o tema é relevante e merece a atenção da sociedade como um todo.

Diversas estratégias estão em curso com o objetivo de otimizar o consumo de energia para reduzir os custos com esse recurso e, principalmente, contribuir para a preservação do meio ambiente.

Mostraremos mais detalhes sobre isso a seguir.

Quais os benefícios da eficiência energética

Ao se dedicar a estratégias que tenham como foco a eficiência energética, o primeiro benefício que poderá ser notado é a redução considerável na conta de luz no final do mês.

Afinal, os insumos serão melhor aproveitados e, por consequência, haverá menor desperdício em diferentes etapas do processo produtivo. 

Isso nos leva ao segundo benefício que é a contribuição para o meio ambiente. Qualquer tipo de geração de energia tem um impacto ambiental, até mesmo as fontes renováveis.

Dessa forma, ao reduzir o desperdício, menos energia precisará ser gerada para realizar os processos.

Além disso, há um terceiro benefício que está relacionado ao aumento exponencial da demanda energética em todo o mundo.

A população mundial cresce exponencialmente a cada década — em 1960 éramos 3 bilhões e hoje já somos mais de 7 bilhões — de modo que ano a ano é preciso recorrer a novas opções de geração de energia e uso otimizado dos recursos para atender toda a população ao redor do globo. 

Dentre elas está a criação de fontes alternativas de energia e as PCHs, bem como ações que têm como objetivo o aumento da eficiência energética em lares e indústrias.

Todos esses benefícios mostram como o uso otimizado da energia é fundamental para reduzir custos e, principalmente, minimizar o impacto ambiental e contemplar todos os indivíduos no mundo que necessitam diariamente de energia.

Como melhorar a eficiência energética na empresa

Agora que você já sabe o que é eficiência energética, você deve estar interessado em alternativas sobre como economizar energia na empresa.

O primeiro passo é fazer um diagnóstico energético do local para identificar oportunidades para o melhor aproveitamento da energia. 

Aqui você confere um artigo completo sobre o que é o diagnóstico energético.

Com esse documento em mãos, será possível entender qual o padrão de consumo da empresa, quais são os focos de desperdício, bem como definir ações para que a eficiência energética seja alcançada. 

Dentre elas, a iluminação deve ser um dos pontos de atenção. Trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, que são mais econômicas e têm maior durabilidade, já é um grande avanço rumo a um consumo mais eficiente de energia.

Além disso, também é preciso fazer uma análise minuciosa de todos os equipamentos da empresa para identificar quais são aqueles operando com o potencial máximo e quais são os que causam desperdício. Se necessário, considere fazer trocas por aparelhos mais eficientes.

Inclusive, fazer a manutenção regular do maquinário é essencial para melhor aproveitar os recursos da empresa e evitar que gastos maiores ocorram caso algum equipamento quebre ou esteja desperdiçando muita energia. Não negligencie as revisões periódicas.

Outra ação importante a ser feita para melhorar a eficiência energética é propagar a conscientização dentro da empresa.

Afinal, são os colaboradores que estão todos os dias utilizando a energia para ligar luzes e operar máquinas, não é mesmo? 

Então, crie ações que mostrem que o uso consciente é importante não apenas para as finanças da empresa, mas principalmente para o meio ambiente.

Ofereça palestras sobre o assunto, cole adesivos pela empresa, espalhe banners pelo local, enfim, qualquer atitude é válida para criar uma mudança de hábito. 

Por fim, uma outra alternativa é considerar migrar para o Mercado Livre de Energia, no qual as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

Nesse mercado é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz e aumentar a eficiência energética, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda da empresa.

Inclusive, essa é uma das principais vantagens do Mercado Livre de Energia, já que os clientes podem adequar a contratação ao seu perfil de consumo.

Com a Esfera Energia você conta com todo o apoio para fazer a migração para o Mercado Livre de Energia com segurança, bem como tem o suporte necessário para alcançar a eficiência energética por meio de uma gestão inteligente da sua energia.

Ficou interessado? Fale agora mesmo com um de nossos consultores!

O que é demanda de energia elétrica e qual a diferença para consumo

Entenda o que é demanda de energia e como reduzir os gastos com ela

Entender qual é a demanda de energia elétrica da sua empresa, bem como conhecer alternativas para fazer uma gestão mais otimizada é essencial para reduzir custos e evitar multas desnecessárias por ultrapassar o volume que havia sido contratado.

Aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber a respeito do assunto: o que é demanda de energia elétrica, o que é a demanda de energia contratada, qual a diferença entre consumo e demanda e também dicas para fazer uma melhor gestão.

Confira!

O que é demanda de energia elétrica?

Demanda de energia elétrica significa a demanda de potência que é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt), a qual é necessária para atender a todas as cargas da unidade dentro de um determinado período de tempo. 

Também é possível dizer que a demanda é a capacidade que o sistema elétrico precisa suportar quando a unidade consumidora atinge sua carga máxima. 

O que é a demanda de energia contratada?

Antes de explicarmos o que é a demanda de energia contratada, é importante lembrar que a conta de energia é diferente para residências e empresas.

Para tornar o sistema elétrico mais eficiente, existem dois grupos de consumidores:

  • Grupo A: consumidores de média e alta tensão, no qual estão as indústrias de médio e grande porte;
  • Grupo B: consumidores de baixa tensão, sendo eles residências e comércio. 

No caso dos integrantes do Grupo A, é preciso determinar qual é o volume de consumo de suas respectivas empresas e informá-lo para a distribuidora da região para poder fazer a contratação de energia — essa demanda é chamada de “demanda contratada”.

Ou seja, um contrato é firmado com a distribuidora para estabelecer a demanda de potência necessária para que a empresa funcione plenamente, principalmente quando estiver operando com sua capacidade máxima.

Esse contrato estabelece o valor da demanda e o período de vigência. O objetivo desse acordo é garantir que o sistema esteja preparado para atender às necessidades de todas as empresas, sem correr o risco de um déficit energético caso haja sobrecarga do sistema, por exemplo. 

Além disso, o contrato obriga a distribuidora a fornecer a energia necessária para as empresas, do mesmo modo que os consumidores também têm a obrigação de manter a demanda dentro do volume que foi acordado.

Inclusive, é cobrada uma multa quando uma empresa ultrapassa o valor de consumo que havia sido previamente estabelecido, por isso é preciso saber de fato qual é a demanda de energia para, assim, contratar o necessário para suprir todas as atividades das operações do dia a dia.

Dessa forma, é importante saber como calcular o consumo de energia para contratar a quantidade que a empresa realmente precisa. Veja aqui como calcular o consumo de energia.

Qual a diferença entre consumo e demanda de energia?

O consumo de energia é a quantidade efetivamente utilizada em uma unidade consumidora e é medido em kWh (quilowatt-hora) ou MWh(megawatt-hora).

A diferença entre consumo e demanda de energia é que o consumo é acumulado ao longo do período de uso, então o valor da conta de energia é proporcional ao volume energético consumido em um mês.

De forma simplificada, demanda é a potência necessária para contemplar a unidade consumidora e consumo é quanto de potência é utilizada ao longo do tempo.

Por isso, a sinalização de demanda é kW ou MW e consumo é em kWh ou MWh.

Como calcular a demanda de energia?

O padrão nacional para o cálculo de demanda de energia elétrica de uma unidade é fazer a média de todas as potências registradas em intervalos de 15 em 15 minutos.

Imagine uma empresa que tem uma determinada quantidade de lâmpadas e equipamentos ligados simultaneamente. Cada um deles tem uma determinada potência e, quando eles são ativados, a soma dessas potências é demanda do sistema elétrico. 

Assim, os consumidores do Grupo A (média e alta tensão) pagam tanto pelo consumo quanto uma parcela de demanda de energia contratada, tenha ela sido usada ou não.

Já os integrantes do Grupo B (baixa tensão) são cobrados apenas pelo consumo, ou seja, eles pagam apenas pelo volume de energia que foi utilizado ao longo do mês.

Além disso, outro ponto importante a se explicar é que o consumo e a demanda de energia oscilam muito ao longo do dia.

Durante determinados períodos, todos os equipamentos podem estar ligados, por exemplo, de modo que a unidade consumidora estará operando com sua capacidade máxima, ao passo que durante a madrugada há uma queda significativa.

Por isso, é fundamental entender como funcionam as cobranças no horário ponta e horário fora ponta, bem como se sua tarifa é azul e verde, já que as tarifas mudam conforme o sistema está mais sobrecarregado ou não.

Veja aqui o que é tarifa azul e verde e como escolher a melhor.

Como fazer uma melhor gestão da demanda de energia?

Para contratar a demanda de energia com mais assertividade e geri-la de forma otimizada é preciso entender qual o perfil de consumo da empresa com base nas informações do último ano, pelo menos. 

Com esses dados em mãos, analise se o modelo tarifário é o azul ou verde e se a empresa está com uma alta demanda de energia ou muito abaixo daquela que foi contratada, pois isso permitirá que um novo acordo seja feito e, assim, os custos sejam reduzidos.

Além disso, os consumidores do Grupo A têm a opção de migrarem para o Mercado Livre de Energia, no qual a energia é cobrada pela distribuidora conforme as regras de ponta e fora ponta sob a demanda de potência e o valor não muda de acordo com os horários em que há picos de consumo.

A Esfera Energia, empresa referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia, oferece todo o apoio necessário para clientes que desejam fazer a migração com segurança e também garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Com nossas soluções as empresas podem reduzir em até 35% os custos com a conta de luz e ainda contam com o hud, nossa plataforma para gerir a energia.

Com ele é possível acessar todos os dados referentes à contratação e consumo da energia, bem como insights sobre a performance energética.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para gestão de energia elétrica

Dessa forma é possível ter mais controle sobre sua demanda de energia e, assim, fazer uma gestão mais eficaz para manter os custos dentro do previsto.

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Usinas geradoras de energia elétrica no Brasil: como funciona a matriz elétrica do país

Veja quais são as principais usinas geradoras de energia elétrica no Brasil

As usinas geradoras de energia elétrica no Brasil desempenham um papel fundamental no país que vai muito além da geração de eletricidade: elas também são responsáveis pelo desenvolvimento econômico e social brasileiro.

O assunto é muito vasto, mas aqui iremos abordar alguns dos aspectos mais relevantes para você entender mais sobre essas usinas.

Vamos mostrar quantas geradoras o Brasil tem, qual usina é a maior fonte geradora de energia no país, qual a composição da nossa matriz elétrica e também quais os tipos de energia que o Brasil mais consome.

Continue lendo e tire todas as suas dúvidas sobre as usinas geradoras de energia elétrica do Brasil.

Quantas geradoras o Brasil tem?

Atualmente a matriz elétrica do Brasil tem 9.026 usinas geradoras em operação, segundo dados da ANEEL referentes a novembro de 2020.

Além disso, existe um projeto de expansão do setor energético brasileiro, de modo que uma série de empreendimentos já foram outorgados e já iniciaram a construção (ou estão para começar).

Os dados abaixo mostram um panorama de março de 2020:

Informações sobre o projeto de expansão da matriz elétrica brasileira

Fonte: ANEEL

Por meio do Sistema de Informações de Geração da ANEEL (SIGA), é possível acompanhar diversos dados sobre a matriz elétrica brasileira e segmentá-los por fase de construção, origem de combustível, fonte e combustível final, e renováveis e não renováveis.

Qual a usina que é a maior fonte geradora de energia elétrica no Brasil?

A maior fonte geradora de energia elétrica no Brasil é a usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Ela fica em Foz do Iguaçu, no Paraná, na divisa entre o Brasil e o Paraguai (por isso “binacional”).

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje a hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China, é que detém esse título.

Em seguida, a segunda maior usina geradora de energia do país é a usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Pará. Em terceiro lugar está a usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós, também no Pará. 

Qual a composição da matriz elétrica do Brasil?

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética, a matriz elétrica brasileira é formada majoritariamente por fonte hidráulica (65,2%), seguida pelo gás natural (10,5%), biomassa (8,2%), solar e eólica (6,9%), carvão (4,1%) e nuclear (2,6%).

Essas fontes de energia podem ser renováveis ou não renováveis. Fontes renováveis de energia são aquelas que, como o nome diz, são repostas naturalmente, como a água, vento e luz solar.

Por outro lado, as fontes de energia não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral, são recursos finitos.

A seguir explicaremos quais são os principais tipos de energia que existem no Brasil e quais as diferenças entre cada um deles.

Tipos de energia renovável

A energia hidráulica, principal do Brasil, é gerada por meio do aproveitamento da força e do volume da água.

Para isso, é necessária a existência de usinas hidrelétricas, as quais têm turbinas conectadas a geradores que transformam o movimento das pás das turbinas em energia.

Esse tipo de energia depende principalmente da quantidade de chuva, porém as usinas têm reservatórios que armazenam a água para evitar o risco de déficit em períodos de escassez.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Já a energia eólica é obtida a partir do vento, um recurso renovável e inesgotável, que ativa as turbinas dos aerogeradores instalados em torres, os quais convertem energia mecânica em energia elétrica. 

Porém, é essencial que haja ventos fortes constantemente para a geração desse tipo de energia, assim como os equipamentos são muito caros.

Por isso, a energia eólica ainda está em crescimento no Brasil e tem uma parcela menor dentre as fontes de energia.

Por sua vez, a energia solar é gerada por meio da radiação do sol, fonte inesgotável, que é captada em painéis fotovoltaicos ou por meio de um sistema heliotérmico, os quais podem tanto ser instalados em telhados quanto em áreas abertas.

Esse tipo de energia também representa uma parcela menor de uso no Brasil pois os seus custos são altos. 

Há também a energia de biomassa, que basicamente é gerada por meio da queima de matérias orgânicas, como a cana-de-açúcar, lenha e resíduos agrícolas.

Como o dióxido de carbono liberado na queima é reaproveitado pela própria vegetação, esse tipo de energia pode ser considerada renovável.

Tipos de energia não renovável

Os combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás natural, são queimados para produzir eletricidade nas usinas termelétricas. Esses são recursos finitos e também poluentes, pois a queima libera muito CO2 na atmosfera, o que contribuiu para o aumento do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global também.

Por fim, a energia nuclear é produzida por meio do aquecimento da água, a qual se transforma em vapor e este, por sua vez, ativa os geradores.

As usinas nucleares até podem ser consideradas menos poluentes do que as termelétricas, porém, o lixo nuclear gerado é muito nocivo para as pessoas e para o meio ambiente.

Quais os tipos de energia que o Brasil mais consome?

Os tipos de energia que o Brasil mais consome são a energia hidrelétrica, energia termoelétrica, energia eólica, energia nuclear e energia solar. 

A energia hidrelétrica é gerada em usinas hidrelétricas que transformam a força da água em energia, como é o caso da Itaipu Binacional.

Barragens são construídas em rios e um reservatório é formado. A água é captada desse reservatório e levada pelas tubulações até as turbinas, as quais se movimentam por conta da potência da água. Em seguida, os geradores transformam a energia mecânica em energia elétrica.

Já as usinas termelétricas produzem energia por meio do aquecimento da água, processo que é feito através da queima dos combustíveis fósseis que citamos anteriormente.

A água se transforma em vapor e faz as turbinas da usina girarem. Elas estão ligadas a geradores que têm um campo eletromagnético e, assim, a energia elétrica é produzida. 

Há também a energia eólica, considerada uma energia limpa, pois aproveita apenas o vento para gerar energia, não polui o meio ambiente e tem como fonte um recurso inesgotável.

Porém, apesar desses aspectos positivos, o vento é muito irregular, então nem sempre será possível gerar energia quando for necessário.

Dessa forma, a energia eólica pode ser considerada um tipo de energia “complementar”.

Agora falando sobre as usinas nucleares, no Brasil existem duas em operação: Angra 1 e Angra 2 (a Angra 3 está em construção), todas localizadas no Rio de Janeiro.

Para a geração desse tipo de energia, é necessário o uso de elementos radioativos, o que é considerado inseguro e nocivo para o meio ambiente, já que muito resíduo tóxico é descartado no processo.

Por fim, a energia solar aproveita a luz natural do sol para gerar energia. Usando painéis fotovoltaicos, a conversão em energia é direta, enquanto no sistema heliotérmico primeiro a energia se transforma em energia térmica e depois em energia elétrica.

Além disso, assim como a energia eólica, essa energia é 100% limpa e renovável, tendo como fonte um recurso inesgotável. 

O que achou sobre as informações sobre o assunto? Se sua empresa é uma geradora, saiba que você pode contar com a Esfera Energia para comercializar sua energia elétrica pelo melhor preço e com segurança regulatória.

Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Conheça as soluções da Esfera para usinas geradoras!

O que é PCH e qual sua importância para o setor energético brasileiro?

Entenda o que é PCH e qual a diferença entre PCH e UHE

Se você ainda não sabe o que é PCH, é simples de entender: PCH é a sigla usada para “Pequena Central Hidrelétrica”, usinas menores do que as tradicionais, mas que também usam a força e a velocidade da água para gerarem energia. 

Elas são consideradas uma fonte alternativa de energia e têm o potencial de complementar a matriz energética brasileira, em especial em períodos de crise hídrica, já que não precisam de grandes reservatórios para gerar energia.

Mas o que exatamente são essas centrais, como elas funcionam, qual a diferença entre elas e as usinas hidrelétricas, e por que elas são importantes para o setor energético brasileiro? 

Responderemos a cada uma dessas perguntas a seguir, continue lendo!

O que é uma usina PCH?

PCH é a sigla para “Pequena Central Hidrelétrica”, ou seja, usinas hidrelétricas menores em tamanho e em potência, conforme classificação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de 1997.

Inclusive, é a ANEEL que estabelece todas as normas que regem as PCHs no Brasil.

Tais usinas usam a força e a pressão da água para gerar energia, devem ter entre 5 e 30 megawatts de potência (quantidade de energia gerada por hora de funcionamento com a usina operando com capacidade máxima) e menos de 13 km² em área total de reservatório.

Essas novas diretrizes foram determinadas pela Resolução Normativa N° 745 de 22 de novembro de 2016.

Isso significa que elas não necessitam estocar tanta água e muitas vezes conseguem até mesmo aproveitar o nível das cheias dos rios.

Dessa forma, elas são uma alternativa importante diante de períodos de muita seca no país e têm se tornado cada vez mais relevantes para complementarem o sistema de geração de energia no Brasil. 

Por isso, pode-se dizer que as PCHs são fontes alternativas de energia, assim como a energia eólica, solar e de biomassa.

Confira no vídeo abaixo da ANEEL a explicação da empresa sobre as pequenas centrais hidrelétricas e seus benefícios econômicos e sociais para o país: 

Como as PCHs funcionam?

As pequenas centrais hidrelétricas, assim como as usinas hidrelétricas em si, precisam ser construídas em rios que tenham um alto volume de água e também com desníveis ao longo de seu percurso.

Neste rio, uma barragem é construída para represar a água e um reservatório parecido com um grande lago é formado “atrás” de tal barragem.

Então, a água é levada por meio das tubulações da usina até as turbinas, as quais irão se movimentar por conta da força e da velocidade da água.

Essas turbinas são conectadas a um gerador, o qual transforma o movimento das pás das turbinas em energia.

O processo é similar ao utilizado nas usinas hidrelétricas, mas aqui a diferença é que o impacto ambiental é menor, a construção é mais rápida e os custos são reduzidos.

Qual é a diferença de PCH e UHE?

UHE significa “Usina Hidrelétrica” e algumas características diferenciam uma PCH de uma UHE.

Elas são usinas de grande porte com capacidade de produzir mais de 30 megawatts por hora operando em capacidade máxima e devem ter mais de 13 km² em área total de reservatório.

Ou seja, as UHEs são o próximo “nível” de classificação após as PCHs. Hoje a maior usina hidrelétrica do Brasil é a Itaipu Binacional, que fica na divisa entre o Brasil e o Paraguai, no rio Paraná.

Até 2003 ela era considerada a maior barragem do mundo, mas hoje quem detém esse título é a Hidrelétrica das Três Gargantas, localizada na China.

Os custos de construção e o impacto ambiental também são dois aspectos relevantes que diferenciam uma PCH de uma UHE.

Por conta do porte menor, as PCH são mais viáveis e sustentáveis, contribuindo inclusive para a descentralização da geração de energia no país, o que contribuiu para a redução de seu preço.

Por que as PCHs são importantes para o setor energético brasileiro?

Como citamos no começo deste artigo, as pequenas centrais hidrelétricas são uma alternativa para complementar a matriz hídrica brasileira, o que também torna o setor mais acessível para empresas que desejam investir na geração de energia.

Além disso, as usinas hidrelétricas, sejam elas de pequeno ou grande porte, são consideradas fontes renováveis de energia e ajudam a reduzir a emissão dos gases do efeito estufa, já que utilizam a força da água para a geração de eletricidade, sem consumi-la efetivamente. 

Ao contrário das fontes de energia não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral que são usados em termelétricas, por exemplo, as usinas hidrelétricas não emitem poluentes no meio ambiente, contribuindo assim para a sustentabilidade.

Há também o aspecto de que a água dos rios que é utilizada está em território nacional, de modo que a energia gerada pelas hidrelétricas não sofre com oscilações de preço do mercado, como é o caso do combustível e do gás natural.

Dessa forma, a energia advinda das hidrelétricas tem um melhor custo-benefício para todo o país.

Por fim, as PCHs têm tecnologia nacional, o que estimula a indústria brasileira, bem como geram empregos nas regiões nas quais são construídas, contribuindo assim para o desenvolvimento social e econômico do local.

Como a Esfera Energia pode te ajudar a comercializar a sua energia?

Agora você já sabe o que é PCH, mas como funciona a comercialização dessa energia? Uma opção é negociá-la no Mercado Livre de Energia.

Inclusive, os Consumidores Especiais do Ambiente de Contratação Livre (ACL) são aqueles que têm uma demanda entre 500 kW e 1,5 MW e podem adquirir energia justamente de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ou de fontes renováveis como eólica, biomassa ou solar.

Nesse sentido, a Esfera Energia é referência nacional em gestão energética no Mercado Livre de Energia. Atualmente gerenciamos 6% de toda a energia produzida no Brasil, atendemos a 70 unidades geradoras e gerimos mais de 10 GW de potência.

Com a Esfera Energia você conta com uma equipe preparada para resolver suas preocupações regulatórias, bem como tem o apoio necessário para identificar o melhor momento e preço de venda e, assim, ter mais liquidez para a sua empresa.

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7 ideias de redução de custos na indústria

Veja 7 ideias de redução de custos na indústria para otimizar sua produção

Encontrar ideias de redução de custos na indústria é um dos maiores desafios de qualquer negócio.

No dia a dia de produção, em alguns momentos pode parecer que não existe mais nenhum caminho para cortar gastos, mas saiba que, fazendo um planejamento adequado, é possível sim identificar oportunidades de economia.

Por isso, aqui vamos mostrar qual a importância desse planejamento e, em seguida, apresentaremos algumas ideias de como reduzir os custos na indústria sem afetar a produtividade do negócio.

Confira!

Por que é importante fazer um planejamento de redução de custos

Para um negócio crescer, não basta apenas vender produtos ou serviços, é preciso também otimizar o processo produtivo, reduzir custos e, assim, garantir a lucratividade da empresa. 

Porém, não adianta apenas fazer cortes sem que haja um planejamento, pois isso pode afetar toda a cadeia de produção. Depois, reverter esse cenário demandará ainda mais tempo e poderá prejudicar os ganhos do negócio. 

Então, antes de mais nada, é preciso fazer um levantamento sobre quais são as despesas fixas e variáveis da indústria para entender quais que, de fato, são os custos do seu negócio e conseguir criar ações que otimizem a produção e valorizem o preço do produto final. 

Depois, é preciso iniciar o planejamento sobre possíveis ações para reduzir os custos na indústria.

Nesse planejamento, você deverá fazer uma previsão sobre possíveis impactos positivos e negativos que cada redução pode ter nas atividades, bem como cada um dos setores poderão ser afetados. 

Essa análise é fundamental para que os esforços sejam destinados aos custos certos e haja uma redução significativa sem que a produção seja afetada. 

A seguir mostraremos algumas ideias para que os gastos diminuam, mas é claro que cada negócio tem suas próprias demandas, então é preciso estudar o que faz sentido para sua indústria ou não e fazer as adaptações necessárias.

7 ideias de redução de custos na indústria

1. Organize o fluxo de caixa e faça um acompanhamento recorrente

Esse deve ser o primeiro passo para que qualquer uma das próximas ideias tenha resultados significativos. Afinal, como você irá mensurar qual foi o impacto de uma ação nos custos da indústria se não souber quanto do orçamento do negócio é comprometido por aquele gasto? 

Então, organize o fluxo de caixa, identifique quais são todas as despesas e faça um acompanhamento recorrente para entender com clareza como cada redução está afetando as finanças da indústria.

2. Mapeie a produtividade dos funcionários e reorganize equipes

O “chão de fábrica”, ou seja, a “mão de obra” de uma indústria é vital para o funcionamento de qualquer negócio, mas será que o potencial de cada colaborador está sendo devidamente aproveitado? 

Por isso, faça um mapeamento da produtividade de todos os funcionários e identifique quais áreas podem operar com menos pessoal. Então, reorganize as equipes, realocando colaboradores para que eles possam contribuir com outras etapas que necessitam de seus serviços. 

Essa é uma estratégia de redução de custos pois permite identificar quais novas contratações realmente são necessárias e também proporciona um melhor aproveitamento da mão de obra que já atua na indústria hoje.

3. Treine e incentive seus funcionários

Essa dica também está diretamente relacionada à produtividade, afinal, colaboradores capacitados produzem mais e melhor.

Ofereça treinamentos periódicos e faça reuniões sazonais para apresentar dados sobre empresa, de modo que todos estejam alinhados sobre quais são os objetivos do negócio. 

Além disso, ofereça incentivos e mostre que há propósito no trabalho de cada um. São ações como essas que melhoram o desempenho dos funcionários e, por consequência, otimizam a produção feita por eles.

4. Crie um processo para reduzir os gastos e o desperdício de matéria-prima

Uma gestão eficiente de recursos ajuda a reduzir os gastos e garante um melhor aproveitamento de cada matéria-prima.

Para isso, o primeiro passo é rever os fornecedores e, se preciso, contratar novas empresas com um melhor custo-benefício. Além disso, veja se a compra em grande escala tem um preço mais atrativo.

Outro ponto de atenção é o desperdício de recursos ao longo da cadeia de produção, pois este é praticamente um “gasto invisível” que acontece aos poucos mas está sempre lá.

Por isso, crie um processo que diminua ou elimine completamente a perda de matéria-prima durante a produção. Afinal, você pagou por aquele recurso, não é mesmo?

5. Faça a manutenção preventiva de equipamentos

Não negligencie a manutenção do seu maquinário! É melhor ter um “gasto” fazendo a manutenção periódica de todos os equipamentos do que precisar arcar com o custo de uma máquina quebrada e ainda ter a produção afetada por isso. 

Então, crie o hábito de manter todos os equipamentos devidamente vistoriados e com a manutenção em dia. Isso evitará muitos problemas e ainda ajudará a reduzir custos na indústria.

6. Elimine os gastos com tarifas bancárias desnecessárias

Sabe aquela taxa que está no seu orçamento mas você não costuma dar muita atenção a ela porque “ela sempre está lá” e “faz parte dos gastos”? Reveja isso. 

As tarifas bancárias para indústrias podem ser muito elevadas, então é fundamental renegociar o que for possível e conseguir melhores taxas para o seu negócio. Com o tempo, você verá o impacto dessa ação no orçamento.

7. Reduza os gastos com as contas de água e luz

No caso da conta de água, é possível conscientizar seus colaboradores a respeito da importância da economia desse recurso, por exemplo.

Além disso, contrate uma equipe para fazer uma vistoria periódica da indústria para identificar possíveis vazamentos de água que possam passar despercebidos no dia a dia.

Em relação aos custos de energia elétrica, é possível considerar trocar as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, por exemplo, bem como substituir máquinas antigas por equipamentos mais atualizados e que consomem menos energia.

Além disso, outra alternativa é migrar para o Mercado Livre de Energia. Nele, as empresas podem negociar preços, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os fornecedores.

E mais: nesse mercado não há a incidência das bandeiras tarifárias, as quais muitas vezes acabam elevando ainda mais o preço da energia pago para as concessionárias.

Assim, no Mercado Livre de Energia é possível contratar energia com valores muito mais baixos e, em alguns cenários, alcançar até 35% de economia na conta de luz.

Para fazer o processo de migração com segurança, o ideal é contar com o suporte de uma empresa especializada no assunto, como a Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e que realiza uma consultoria completa para esse processo.

A Esfera também oferece todo o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Ficou interessado? Fale com um de nossos consultores e conheça todas as soluções da Esfera Energia.

Agora você já conhece as principais ideias de redução de custos na indústria, então basta fazer um planejamento e colocar em prática cada uma delas para otimizar sua produção e preservar o orçamento do seu negócio.

Quais fatores influenciam o preço da energia elétrica industrial?

Entenda o que é considerado no cálculo do preço da energia elétrica industrial

A conta de luz é uma das principais despesas de uma indústria, por isso entender quais fatores têm impacto sobre o preço da energia elétrica industrial pode fazer a diferença para o orçamento do seu negócio.

Para começar, é preciso explicar que o setor energético brasileiro está segmentado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): são os consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ambiente regulado.

No ACR, o preço é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), enquanto no ACL existe a possibilidade de negociar valores e condições de pagamento de acordo com a geradora ou comercializadora.

No caso da cobrança feita pela ANEEL, considera-se a inflação e os custos e investimentos das distribuidoras.

Além disso, por conta das bandeiras tarifárias, o valor da conta de luz oscila mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade de uso de usinas termelétricas.

Entenda aqui as diferenças entre ACR e ACL na compra de energia.

É válido esclarecer também que no ACR existem diferentes classes de consumo e o preço da energia elétrica varia em cada uma delas: residencial, industrial, comercial, rural e de poder público.

Além disso, as tarifas são divididas em dois grupos:

  • Grupo A: média e alta tensão, e também sistemas subterrâneos. Nesse grupo existem as cobranças “horário ponta” e “horário fora ponta” e as tarifas “horária azul” e “horária verde”;
  • Grupo B: baixa tensão, residencial, rural, iluminação pública e demais classes. Aqui também existem duas tarifas: “convencional monômia”, o que significa que a cobrança é a mesma independentemente do horário do dia em que for utilizada, ou “horária branca”, na qual a tarifa muda conforme o horário de utilização do dia.

Fatores que influenciam o preço da energia elétrica industrial

Horário ponta e fora ponta

Esses conceitos estão relacionados à demanda e ao consumo. Demanda é a potência de energia necessária para atender ao consumo em determinados períodos do dia, ou seja, a capacidade do sistema elétrico. Tal potência normalmente é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt).

Já o consumo é a quantidade utilizada, sendo medido em kWh (quilowatt-hora) ou MWh (megawatt-hora). Uma conta de energia tradicional é o acumulado de consumo energético ao longo de um mês inteiro.

Tais horários precisam existir pois em determinados períodos do ano (ou até mesmo ao longo de apenas um dia), a demanda e o consumo de energia podem variar e passar por picos e baixas.

Dessa forma, cobranças diferentes são realizadas de acordo com essas oscilações, as chamadas “tarifas horosazonais”, pois justamente têm como referência a necessidade energética em períodos específicos do dia ou do ano.

Então, as diferenças entre essas tarifas são:

  • Horário ponta: período de três horas consecutivas que normalmente ocorre das 18h às 21h, exceto aos sábados, domingos e feriados. Esse é um período com alta demanda e consumo, de modo que pode ocorrer uma cobrança triplicada de energia, que tem como objetivo estimular a queda do pico e, assim, não sobrecarregar as linhas de transmissão;
  • Horário fora ponta: todas as demais horas do dia além do período ponta. A determinação desse intervalo varia de acordo com a concessionária, mas normalmente é das 0h às 17h59 e das 21h às 23h59.

Aqui você confere um artigo completo sobre as diferenças entre horário ponta e horário fora ponta.

O que são as tarifas azul e verde

Os consumidores do grupo A, que são os de alta tensão, podem escolher qual tipo de tarifa preferem, a tarifa azul ou a tarifa verde. Dessa forma, diferentes perfis de consumo de empresas podem se encaixar melhor nas políticas de preços regulamentadas pela ANEEL.

Veja o que muda de uma para outra:

  • Tarifa azul: a tarifa tem dois valores diferentes de demanda de potência de acordo com o horário ponta e o horário fora ponta;
  • Tarifa verde: os valores de consumo podem ser ou não diferentes no horário ponta e horário fora ponta, mas a cobrança pela demanda de potência é única e o preço de transporte na ponta é maior. 

É importante entender esses aspectos pois o preço da energia elétrica industrial varia de acordo com essas diferenciações. 

Além disso, cada estado do Brasil e suas respectivas cidades têm diferentes geradoras e distribuidoras de energia, de modo que o valor pode mudar de um lugar para outro, inclusive no decorrer dos meses, dependendo da incidência das bandeiras tarifárias, por exemplo.

Como calcular o consumo de energia elétrica empresarial

O preço da energia elétrica industrial, que também pode ser chamado de tarifa elétrica (TE) é estabelecido pelas concessionárias de energia. Além disso, as indústrias fazem parte do grupo A, o que significa que o preço do kwh pode ter quatro variações:

  • Preço na tarifa verde no horário ponta 
  • Preço na tarifa verde no horário fora ponta
  • Preço na tarifa azul no horário ponta
  • Preço na tarifa azul no horário fora ponta

Por isso, aqui vamos explicar como você pode calcular o consumo de energia da sua empresa, mas o valor da TE você deverá consultar diretamente na sua fornecedora de energia, pois o preço pode ser diferente de acordo com a sua contratação de energia e também depende de qual cidade do país sua indústria está. 

Para calcular o valor é preciso multiplicar o consumo de energia no período faturado (normalmente apresentado nas faturas de energia na unidade de kWh) pela soma das tarifas de energia (TE) e de uso do sistema de distribuição (TUSD), de acordo com o posto tarifário (consumo ponta e consumo fora ponta). 

O mesmo é utilizado para o cálculo de consumo de demanda: multiplica-se a demanda contratada (ou registrada) pelo valor da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD), também de acordo com o posto tarifário (ponta e/ou fora ponta).

Aqui você confere um artigo completo sobre como calcular o consumo de energia e qual a importância de saber fazer essa análise.

Ao fazer esses cálculos, você pode se surpreender com os custos elevados da sua conta de luz, bem como com o preço da energia elétrica industrial.

Por isso, uma alternativa para você reduzir significativamente essa despesa é considerar a migração para o Mercado Livre de Energia.

Por que considerar migrar para o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia faz parte do Ambiente de Contratação Livre (ACL), como mostramos no começo deste artigo.

Nele, os consumidores livres podem negociar preço, prazo, volume e forma de pagamento direto com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia elétrica. 

Dessa forma, é possível contratar a energia com melhores condições e, assim, conseguir preços inferiores aos estabelecidos no ACR, sendo possível alcançar até 35% de redução de custos com energia elétrica.

Para fazer a migração é ideal contar com o apoio de uma empresa especializada no processo. A Esfera Energia, por exemplo, é uma empresa que realiza uma consultoria completa para ajudar os clientes a migrarem para o Mercado Livre de Energia.

Fornecemos toda a assistência necessária para o cumprimento das obrigações legais e também atuamos nas negociações para garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia. 

Além disso, você também conta com o hud, nossa plataforma com todos os dados sobre consumo, performance, preço e insights de mercado para você acompanhar todas as informações sobre a sua contratação e ter mais eficiência para gerenciar sua energia elétrica industrial.

Conheça o hud, plataforma da Esfera Energia para gestão de energia elétrica

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