Aconteceu em Abril: O comportamento do PLD Horário e os recordes de geração solar e eólica

Com as gerações eólica e fotovoltaica batendo recordes na primeira quinzena, o mês de abril apresentou elevada amplitude no intraday (dentro do mesmo dia) mostrando que de fato a implementação do PLD horário aproximou a precificação da operação.

Confira abaixo nossas análises sobre o impacto da geração intermitente no PLD.

O comportamento do PLD Horário

O PLD de abril apresentou volatilidade moderada iniciando o mês próximo dos  R$100/MWh, chegando a valores médios diários abaixo de R$80/MWh e próximos à R$170/MWh, fechando o mês em R$132,63/MWh no Sudeste/Centro-Oeste.

No Sul foram observados descolamentos principalmente no período de pico de consumo, o que fez com que o PLD fechasse R$4,29/MWh acima do Sudeste/Centro-Oeste.

O Nordeste fechou o mês com um PLD médio de R$88,55/MWh, influenciado pela boa afluência do Norte e pela geração de fontes renováveis.

Norte fechou o mês em R$77,27/MWh, descolando do piso regulatório à medida que nos aproximamos do final do período de boas afluências do submercado. 

Novamente ressaltamos que o ponto de atenção do mês foi o aumento da amplitude do PLD horário no SE/CO e Sul, que diante das más condições dos reservatórios do SE/CO e consequente aumento da dependência da geração do Norte e das usinas intermitentes do NE, apresentou diferenças de cerca de R$100/MWh entre o PLD mínimo e máximo horário no intraday, como podemos observar nos gráficos abaixo.

Este foi um mês interessante para compreendermos melhor a dinâmica do PLD horário, implementado em janeiro de 2021, que apesar do descasamento na primeira quinzena, o PLD horário entre submercados se mostrou acoplado durante as primeiras horas do dia com uma frequência superior a esperada pelo mercado. 

Este fator é explicado pela dinâmica de intercâmbio de energia entre os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN), dado que durante a madrugada, a redução da demanda corrobora para o não atingimento dos limites de intercâmbio de energia.

No entanto, o fato mais interessante é que este acoplamento foi um dos grandes responsáveis pela elevação da amplitude do PLD.

Em parte, os impactos citados podem ser explicados pelo período de maior geração hídrica do submercado Norte, que se encontra no final de sua temporada de chuvas, mas essa não é a única explicação.

Recorde de geração Eólica e Solar

Abril também apresentou um montante de geração eólica e solar acima do esperado para o Nordeste, chegando a bater recordes de geração nas duas modalidades.

No dia 08/04, o sol brilhou forte e a geração solar bateu o recorde de geração instantânea com 1.862 MW, às 11h10.

Ainda no mesmo dia, a geração eólica superou dois recordes, o primeiro também foi o de geração instantânea, atingindo a marca dos 10.565 MW, às 23h50 e o segundo foi o de geração média, que bateu 9.257 MW Médios, montante suficiente para suprir 81% da demanda do submercado, o que acabou tornando o Nordeste um exportador de energia para os demais submercados.

Recordes como esses chamam a atenção para as gerações renováveis e nos fazem indagar em como isso pode impactar no preço da energia.

Em termos gerais, a energia gerada por fontes renováveis tem um custo menor de produção quando comparado ao Custo Variável Unitário (CVU) das usinas térmicas a gás, carvão ou óleo utilizadas para complementar a geração hídrica no Brasil, e acaba reduzindo o PLD nas horas que sua complementaridade é capaz de deslocar a geração termelétrica, como em situações de carga reduzida e ou geração renovável elevada.

Acompanhamento da Carga

A carga segue uma redução natural sazonal da entrada do período de temperaturas menores, mas acima do observado em 2019 e principalmente no mesmo período de 2020, quando os efeitos do início da pandemia foram os mais severos para a economia. 

O nível do reservatório do Sudeste/Centro-Oeste, durante o mês, sofreu um deplecionamento em torno de 0,5% fechando em 34,7% da capacidade máxima de armazenamento, um dos piores níveis já observados no histórico para o mês, motivo de preocupação, pois o atual nível e a expectativas de chuvas abaixo da média, criam um cenário de tendência de preços elevados e até a um risco de déficit de energia. 

Medidas de redução do risco de déficit estão sendo tomadas desde o final de 2020, quando o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) autorizou o despacho termelétrico e a importação fora da ordem de mérito, medida que elevam o custo de geração do sistema e que acabam sendo remunerados através do ESS (Encargos de Serviço do Sistema) , que implica em encargos elevados para os consumidores.

Entenda o que são os Encargos de Serviço do Sistema (ESS)

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia, fale com um de nossos especialistas.

Conheça as instituições do setor elétrico que regulamentam o Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia surgiu com a intenção de proporcionar mais liberdade aos grandes consumidores de energia. Nesse ambiente de negócios compradores e vendedores negociam energia livremente entre si. 

A principal característica do Mercado Livre de Energia, quando comparada ao Mercado Cativo, é a possibilidade de contratação de energia de maneira bilateral diretamente com geradores e comercializadores.

Para oferecer mais credibilidade a este mercado existem alguns órgãos que regulamentam o setor, garantindo segurança e trazendo respaldo aos consumidores livres.

Confira neste post quais são as instituições que regulamentam o Mercado Livre de Energia e como elas ajudam a construir um ambiente seguro.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi criada em 1997 para regular o setor elétrico brasileiro. É a governança do setor elétrico, responsável pela regulação e fiscalização da geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, de acordo com as políticas e diretrizes do governo federal. 

A Aneel tem como função trabalhar diretamente na expansão do Mercado Livre de Energia e aprimorar toda a segurança que o envolve, seja nas transações, na adequação dos critérios para participação no mercado e nos indicadores de monitoramento.  

Estão entre as modalidades de regulação da Aneel:

  • Regulação técnica de padrões de serviço: geração, transmissão, distribuição e comercialização;
  • Regulação econômica: tarifas e mercado;
  • Regulação dos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e eficiência energética.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a entidade responsável por gerir o mercado de energia elétrica no Brasil.

Viabiliza as atividades de compra e venda de energia em todo o País, seja no Ambiente de Contração Cativo (ACR) ou no Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde encontram-se os consumidores livres.

Tem como objetivo trazer ainda mais transparência e confiança ao mercado, fomentando a sua evolução. 

É a entidade responsável por registrar, controlar e organizar todas as operações que ocorrem no Mercado Livre de Energia. 

São agentes da CCEE as empresas que atuam no setor elétrico nas áreas de geração, distribuição e comercialização. Elas só podem comercializar energia de acordo com as regras vigentes no mercado, em leilões promovidos pela CCEE e delegados pela Aneel, ou no Mercado Livre de Energia com a liquidação das diferenças no Mercado de Curto Prazo.

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia no Brasil

Operador Nacional do Sistema (ONS)

As usinas de geração de energia e consumidores do Brasil estão conectadas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), tornando possível a troca de energia entre as diferentes regiões (submercados) para os diferentes consumidores. O SIN é constituído por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte. 

O Operador Nacional do Sistema (ONS) é o órgão responsável pela coordenação e controle dessas operações sob as instalações de geração e transmissão de energia elétrica no SIN. 

O ONS desenvolve estudos e ações sobre o sistema e seus agentes para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão com o objetivo de garantir a segurança do suprimento em todo o País. Ele também promove a otimização das operações do sistema, garante que todos os agentes do setor tenham acesso à rede de transmissão e trabalha para a expansão e bom funcionamento do SIN.

Está sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) é o órgão que assessora o Presidente da República, destinado à formulação de políticas e diretrizes energéticas.

Tem como objetivo aproveitar os recursos energéticos do País de forma racional, revisar periodicamente a matriz energética que compõe o Brasil e estabelecer diretrizes para programas específicos.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) é responsável por avaliar e acompanhar a segurança do suprimento eletroenergético em todo território nacional, propondo ações preventivas para garantir a segurança no atendimento ao sistema elétrico.

Ministério de Minas e Energia (MME)

O Ministério de Minas e Energia (MME) é responsável pela supervisão e controle da execução das políticas direcionadas ao desenvolvimento energético do país.

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Como o próprio nome diz a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é responsável pela realização de pesquisas com a finalidade de subsidiar e dar apoio técnico ao planejamento e implementação das ações do MME, visando a expansão e segurança do sistema elétrico.

Economia do Mercado Livre de Energia aliada à segurança

Desde a sua criação em 1998, o Mercado Livre apresenta números expressivos de crescimento e, principalmente, em relação à economia proporcionada aos consumidores livres, que pode chegar até 35% em relação ao Mercado Cativo

É considerado um ambiente livre pois é possível escolher os seus fornecedores, negociar prazos e adequar a demanda contratada conforme o seu perfil, porém é balizado por regras e diversos mecanismos que proporcionam segurança, tranquilidade e transparência aos consumidores livres.

Esfera Energia é referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de migração e negociação.

Fale com um de nossos especialistas e veja como a Esfera pode te ajudar.

Esfera Energia lança o primeiro Marketplace de energia do mercado

Muitas empresas brasileiras já são agentes do Mercado Livre de Energia e aproveitam dos seus benefícios. Porém, atualmente, o processo de compra de energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre (ACL) é, muitas vezes, longo, burocrático e manual. 

A maioria das cotações de mercado acontecem de maneira descentralizada, através de emails e mensagens particulares para as contrapartes. Com isso fica difícil comparar preços, negociar com vários players e tomar as melhores decisões.

Também falta rastreabilidade de todo o processo para garantir que estão em compliance com as regras da empresa que faz a cotação.

É neste cenário que a Esfera Energia lança o primeiro Marketplace de energia do mercado.

Com foco em oferecer soluções digitais para o setor elétrico, a Esfera traz uma plataforma inovadora para o mercado, que traz agilidade, segurança e transparência para as negociações de compra e venda de energia.

“Trabalhamos durante oito meses no desenvolvimento do Marketplace, focando especialmente na experiência do usuário para resolver uma dor de anos do mercado de energia tanto para os clientes, quanto para os fornecedores”, diz Braz, CEO da Esfera Energia.

Direcionada a grandes consumidores e geradores de energia, o hud Cotação já conta com 130 comercializadoras cadastradas e proporciona uma experiência de compra e venda de energia bastante simples e rápida.

Para realizar uma cotação de energia, basta o interessado preencher algumas informações como volume de energia que deseja contratar ou vender, qual o tipo dessa energia e para qual período necessita. Em alguns segundos, as comercializadoras recebem o pedido e já podem enviar as suas propostas, seja por e-mail ou diretamente pela plataforma. 

Durante o processo, todas as etapas da negociação ficam registradas e poderão ser auditadas posteriormente, trazendo mais transparência e rastreabilidade.

Benefícios de comprar e vender com o hud Cotação

Confira os benefícios que o hud Cotação oferece para as operações de compra e venda de energia:

  • Capilaridade de contrapartes para vender ou comprar energia

Já são mais de 130 comercializadoras cadastradas para receber as propostas de compra e venda de energia. Maior concorrência para conquistar os melhores preços. 

  • Auditoria e rastreabilidade completa dos dados

Todas as etapas da negociação ficam registradas e são auditadas posteriormente, oferecendo mais transparência e segurança para as contrapartes nas operações realizadas. 

  • Garantia de melhor preço

Possibilidade de rodadas de negociação para balizar e garantir o melhor preço. 

  • Processo 100% digital e automatizado

Desde a abertura até o fechamento do contrato, todas as partes ficam centralizadas na plataforma, com fluxos automatizados. Garantia de economia de tempo aos envolvidos nas negociações. 

Apenas na fase de testes, a solução já transacionou mais de 100 MW médios por mês, o equivalente a mais de R$ 10 milhões mensais, dependendo do PLD.

Quem já usou, aprovou.

Uma das empresas que participou dos testes da plataforma desde o início foi a Adecoagro, empresa do setor de agronegócios. Segundo Paulo Fiordelice, responsável pelos negócios de energia da empresa, o hud Cotação melhorou suas negociações:

“A utilização da plataforma de cotações agregou muito em termos de praticidade, além de economizar mais tempo e agilidade, traz segurança, transparência e maior visão de posicionamento do mercado.”

Outra empresa que participou dos testes iniciais do hud Cotação, foi a Suzano, referência no segmento de papel e celulose. Para Fábio Campanholo, da gerência de energia, a plataforma trouxe melhorias para o processo de compra e venda de energia: 

“Ferramenta prática e intuitiva, tanto para quem cota, quanto para quem participa da cotação. Economiza tempo de todos os envolvidos, e traz transparência e confiabilidade para o processo.”

A novidade será disponibilizada gratuitamente para todo o mercado de forma gradual. Para assegurar a qualidade da plataforma, a Esfera está admitindo novos usuários via convites. Para garantir a participação as empresas precisam solicitar um convite através de um cadastro no site.

Solicite agora mesmo o seu convite para participar.

A Esfera é uma empresa de tecnologia que atua com comercialização e gestão inteligente de energia elétrica com o objetivo de trazer economia de maneira simples e digital.

Para saber mais sobre a Esfera Energia acesse aqui.

PL do Gás: O que é necessário para que o mercado abra na prática?

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 16 de março o PL do Gás, com a intenção de desverticalizar o setor e avançar no processo de abertura de um futuro Mercado Livre de Gás.

Saiba sobre o que o PL do Gás muda no marco regulatório do setor.

Embora as novas regras para operação dos agentes sejam cruciais para o desenvolvimento do mercado livre de gás no país, é necessário que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) atue na regulamentação da lei, com o objetivo de estabelecer os limites legais que atraiam novos investimentos no setor.

De acordo com o modelo conceitual do mercado de gás na competência da União – Comercialização, carregamento e balanceamento) disponibilizado pela ANP em Setembro/20, a abertura do mercado e desverticalização do setor, fomentará negociações bilaterais, com a entrada de novos agentes no mercado, e a vinda de investimentos.

A lei, que foi sancionada pelo Presidente no dia 8 de abril, traz também maior segurança jurídica para investimentos no setor de gás, que demandam quantidades expressivas de investimento e têm retorno a longo prazo. 

O acordo assinado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a Petrobras, afirma que a empresa irá se desfazer de alguns ativos relacionados à infraestrutura de gás, e permitirá  a abertura da concorrência no setor.

O desenvolvimento do mercado bilateral tende a padronizar contratos de negociação, estabelecer parâmetros de monitoramento da qualidade do gás fornecido e criar   o mercado balcão de negociação, num processo semelhante ao que ocorreu na abertura do setor elétrico, conhecido como Mercado Livre de Energia.

O amadurecimento natural do mercado permitirá, a longo prazo, o desenvolvimento de produtos financeiros de negociação do suprimento no mercado futuro.

Apenas com o PL é possível desenvolver o Mercado Livre de Gás?

É importante lembrar que a competência em relação à distribuição do gás natural é dos Estados e eles têm autonomia para criar os seus critérios para operar este suprimento, a nova Lei do Gás não legisla sobre estes aspectos.

Os Estados exercem um papel importante ao estabelecer regras de comercialização de gás, como fomentar o desenvolvimento da malha de distribuição,  estabelecer critérios para definir os tipos de agentes neste mercado, especialmente no que se refere ao volume mínimo necessário para ser considerado consumidor livre deste setor e garantir acesso de novos fornecedores no Estado.

Para o aumento da competitividade e fortalecimento desta indústria, no entanto, é desejável que haja uma uniformização de regras, de modo a alcançarmos uma padronização mínima de nomenclaturas e tratamentos de aspectos técnicos, como modelos de tributação.

Vários estados têm revisado suas regras de fornecimento de gás, a  Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP), publicou  no final de 2020 uma nova resolução que permite o enquadramento como consumidor livre de qualquer consumidor industrial, desde que satisfeitos critérios contratuais com a concessionária.

Outros estados como Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Rio de Janeiro estão com discussões abertas para preparar as condições regulatórias que tornam viáveis a abertura do mercado livre de gás e os investimentos no setor.

E quanto isso vai custar?

O preço pago pelo suprimento tem vários componentes incluídos. Além do valor da molécula, o preço considera o valor do transporte e distribuição, além de impostos federais e estaduais.

No mercado cativo, em que a concessionária de gás entrega a molécula e presta o serviço de fornecimento do gás no local de utilização, os valores são regulados pelos Estados e sofrem reajustes periódicos, de acordo com o calendário de reavaliação dos custos e preços de fornecimento.

No mercado livre, porém, o consumidor poderá negociar bilateralmente com os fornecedores (produtores ou comercializadores) a compra do gás usado em suas instalações e contratar, diretamente com a distribuidora, o uso dos dutos para a entrega do suprimento oferecendo maior flexibilidade para negociação com o fornecedor.

A lei aprovada no congresso prevê tarifação de transporte através da entrada e saída de gás nos sistemas de transporte. Este modelo permite a integração maior das estruturas disponíveis e a operação do sistema de gás em rede.

A Esfera Energia acompanha as discussões sobre a abertura do mercado livre de gás, em níveis federal e estaduais, com o objetivo de identificar oportunidades de novos negócios para os nossos parceiros, buscando otimizar suas operações.

Se tiver interesse em saber mais sobre o assunto, fale com um de nossos especialistas.

 

Aconteceu em Março: O comportamento do consumo de energia no cenário de restrições causadas pela Covid-19

No mercado de energia cresce a preocupação sobre o quanto um lockdown, em razão da pandemia causada pela Covid-19, pode afetar o consumo de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) e, consequentemente, o quanto isso pode afetar na formação dos preços do mercado de energia para os próximos meses.

Assim, como o consumo de energia se tornou uma das maiores incertezas na formação dos preços, confira o nosso acompanhamento do consumo e análise sobre o que pode acontecer nas próximas semanas.

* Semana de implementação da carga global

No início do mês, tivemos a implementação do conceito de carga global nos modelos de precificação horária de energia e, consequentemente, nos relatórios do Operador Nacional do Sistema (ONS) que apresentem quaisquer dados relativos à carga do SIN. 

Com a carga global, a parcela de geração de usinas não supervisionadas pelo ONS, passa a compor o cálculo da demanda, o representando de forma mais fiel. Isso justifica parte da mudança de patamar do consumo, a partir deste período que ficou mais elevado.

Outro causador dessa elevação foi a própria temperatura, que mascarou os efeitos da adoção de medidas mais restritivas de mobilidade urbana em diversas regiões do país. 

Como a adoção de medidas restritivas de circulação teve um impacto muito significativo na carga em 2020, todo o mercado ficou apreensivo na eventualidade de um lockdown em 2021. Desse modo, esperava-se que a mudança para as fases vermelha e emergencial refletissem em uma grande redução do consumo.

Como consequência de tal especulação no mercado de energia foi possível observar uma queda momentânea de preços, mas que não se sustentou pois a influência da temperatura tem sido maior nas últimas semanas.

Para entendermos melhor o que pode acontecer com o consumo, caso medidas mais restritivas sejam decretadas, analisamos o comportamento da carga na Europa durante a segunda fase de lockdown.

O gráfico acima apresenta o consumo semanal de diversos países quando comparado ao nível de carga da primeira semana de março de 2020, período que antecedeu a primeira onda de lockdown.

Olhando para a média europeia (linha vermelha), percebemos que a redução de consumo por conta da pandemia causada pela Covid-19 em abril de 2020 foi superior aos 20%, enquanto o Brasil apresentava uma redução próxima aos 15%, com perfis de queda semelhantes. 

Já na segunda onda de lockdown a redução do consumo europeu permaneceu em um patamar próximo de 6%, valores razoáveis para uma possível queda do consumo brasileiro, uma vez que acreditamos ser improvável a parada do setor industrial.

Em contrapartida, para os meses de abril e maio de 2021 a expectativa é que a temperatura prevista seja superior à média histórica para o período. Desse modo, a redução da carga por conta da pandemia pode ser atenuada ou até mesmo suprimida pelos efeitos de temperatura, que se mostraram muito influentes no consumo de energia nas últimas semanas.

Além disso, no dia 30 de março foi divulgado pelo operador a revisão quadrimestral da carga, onde o ONS em conjunto com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), optaram por uma redução média de 360 MWm a partir de junho de 2021, dando suporte à hipótese de que a redução do consumo por conta da Covid-19 deve ser baixa.

Acompanhamento dos Reservatórios

Com um período úmido apresentando níveis de precipitação inferiores à média histórica no Sudeste do país, os reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste, apesar da recuperação, fecharam o mês em níveis críticos inferiores aos observados nos últimos anos.

Já na região Sul, os reservatórios apresentaram uma manutenção de seus níveis durante o mês de março. Porém fecham o mês com tendência de deplecionamento sem perspectiva de boas afluências para as próximas semanas.

Geração Fora da Ordem de Mérito

No mês de março, com o início do período úmido da região Norte, os submercados Norte e Nordeste reduziram significativamente os níveis de geração térmica para não sobrecarregar o sistema de transmissão responsável pelo intercâmbio de energia com o submercado Sudeste/Centro-Oeste. Desse modo, a geração fora da ordem de mérito (GFOM) também sofreu redução, permitindo que a parcela de segurança energética que compõe os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) fosse reduzida em relação ao mês anterior.

Ainda neste mês, o ONS divulgou a metodologia utilizada como recurso para auxiliar o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na tomada de decisão acerca do despacho térmico fora da ordem de mérito.

O estudo utilizado propõe que os níveis de reservatório do submercado Sudeste/Centro-Oeste ao fim dos meses sejam comparados a 3 curvas de referência que delimitam a disponibilidade térmica total do sistema, que viabilizam a preservação dos  reservatórios conforme a seguir:

  • Curva A: Disponibilidade Térmica total de 11.135 MW médios;
  • Curva B: Disponibilidade Térmica total de 15.052 MW médios;
  • Curva C: Disponibilidade Térmica total de 17.684 MW médios;

No entanto, com os níveis de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste ainda críticos, permanece a perspectiva de despacho fora da ordem de mérito elevado para os próximos meses

No gráfico abaixo é apresentada a proporção da GFOM em relação a geração térmica total do SIN. Nele observamos uma elevação da proporção, mesmo com a redução da GFOM em março.

Desse modo, caso os modelos de precificação de energia não respondam a uma elevação do PLD para os próximos meses, é possível que os níveis de ESS permaneçam em patamares elevados.

PLD Horário

O mês de Março foi marcado por razoável volatilidade, onde o PLD flutuou entre as semanas indo de valores abaixo de R$80/MWh a cerca de R$140/MWh, fechando o mês em R$109,02/MWh no submercado Sudeste/Centro-Oeste.

Para o Sul foram observados descolamentos principalmente no período de pico de consumo, o que fez com que o PLD fechasse R$1,26/MWh acima do Sudeste/Centro-Oeste.

Já o Nordeste fechou o mês com um PLD médio de  R$77,94/MWh, puxado pela boa afluência do Norte e pela geração renovável (eólica e solar).

O Norte em pleno período de chuvas fechou o mês em R$55,65/MWh, próximo ao valor mínimo regulatório que é de R$49,77/MWh.

Ressaltando que a modulação do consumo não se restringe apenas às horas do dia, mas a alocação do consumo nos dias da semana, sendo domingo o dia mais adequado para o maior consumo de energia da semana.

Submercado Sudeste/Centro-Oeste
Submercado Sul
Submercado Nordeste
Submercado Norte

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Aconteceu em Fevereiro: Mudanças para a modernização do Setor e expectativa de gastos por motivo de Garantia Energética

O mês de Fevereiro foi marcado por incertezas em relação à volatilidade dos preços da energia, devido aos acontecimentos relacionados à Usina de Belo Monte e ao Ibama. 

Entenda o caso completo da Usina de Belo Monte e o Ibama.

Durante o mês também tivemos boas notícias com a aprovação da MP 998, que em Março foi aprovada também pela presidência e publicada como Lei 14.120.

Confira o que muda com a Lei 14.120, antiga MP 998. 

Ainda em Fevereiro observamos a recuperação parcial dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, porém para a primeira, ainda permanece em níveis críticos, fechando o mês em um dos piores do histórico.

Confira abaixo os principais acompanhamentos do setor com a nossa análise.

Acompanhamento da Carga

Fevereiro iniciou com patamares elevados de carga em decorrência das altas temperaturas da primeira semana do mês, que inclusive foi a semana de maior carga dos últimos 48 meses.

Já para a segunda semana, a redução da temperatura foi responsável pela queda de cerca de 5 GWm da carga semanal, seguida pela semana do Carnaval (semana 8).

Interessante notar que a incidência do Carnaval apresentou um impacto na carga inferior ao observado nos anos de 2019 e 2020 (semanas 10 e 9, respectivamente).

Acompanhamento dos Reservatórios

Fevereiro foi marcado também pela recuperação parcial dos reservatórios dos submercados Sudeste/Centro Oeste e Sul.

O reservatório Sudeste fechou o mês em 29,7%, apresentando uma elevação de 6,5% em relação ao mês anterior. 

Já o reservatório Sul apresentou um fechamento de 63,7% em fevereiro, desse modo representando uma recuperação de 10,9% frente ao mês de Janeiro, justificada pela melhora das afluências iniciada no final de janeiro, que permaneceu em bons níveis até a primeira semana de fevereiro.

Expectativa de Gastos por Garantia Energética

O último trimestre de 2020 foi marcado por meses de chuvas bem abaixo da média histórica, o que culminou em níveis de armazenamento críticos, principalmente para os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul. 

Para conter tal deplecionamento e obter uma melhora de tais níveis, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o despacho de usinas térmicas fora da ordem de mérito e a aquisição de energia de outros países, como Argentina, Paraguai e Uruguai.

Consequentemente, todo esse volume de energia acarreta em encargos e todos os consumidores são impactados.

A expectativa de gastos para o mês de fevereiro é de R$ 925 milhões, uma redução de aproximadamente 43%, quando comparado com o mês anterior.

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A MP 998 foi aprovada como Lei 14.120. O que muda?

No mês de Fevereiro o Senado aprovou a Medida Provisória 998, poucos dias antes do seu vencimento, após pedidos do Ministério de Minas e Energia (MME). Agora, no início de Março, a MP 998 foi aprovada pela presidência e publicada como Lei 14.120.

Considerada a “MP dos Consumidores”, a MP 998 visa conter os reajustes das tarifas de energia elétrica nos próximos anos, além de prever a retirada gradual dos subsídios para usinas de geração de energias renováveis, como solares e eólicas. Ela também traz pontos importantes para a usina nuclear de Angra 3.

Reunimos os pontos mais importantes da Lei 14.120, que trata os temas originados pela MP 998, e vamos explicar o que muda afinal. Confira.

Destinação de verbas para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

Anualmente as empresas de energia devem aplicar recursos em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em Eficiência Energética (EE).

A Lei prevê a destinação de até 30% desses recursos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) entre 2021 e 2025 que atualmente é custeada por todos os consumidores brasileiros e é utilizada para financiar incentivos e políticas públicas, como os descontos em energia para os clientes de baixa renda. 

As empresas também poderão aplicar os recursos utilizados em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em tecnologias para armazenamento de energias limpas.

Exploração da Usina Nuclear de Angra 3

A usina nuclear de Angra 3 é um projeto existente há mais de 30 anos, que começou a ser construída em 1984. Em 2015  teve as suas obras paralisadas devido a denúncias de corrupção e desvios de dinheiro.

A Lei permite a exploração da usina nuclear de Angra 3 sob regime de autorização do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de competência exclusiva de uma empresa estatal, e a celebração do contrato de comercialização da usina na modalidade reserva de capacidade. Caberá ao CNPE conceder a outorga de autorização por até 50 anos e prorrogáveis por mais 20 anos.

O contrato atual de energia da usina será extinto e, no novo contrato, o preço da energia deverá ser aprovado pelo CNPE após estudo da Eletronuclear e BNDES. Também deverá ser considerado parecer da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em relação ao impacto aos consumidores, a viabilidade econômica do empreendimento e seu financiamento, além de observados também os princípios de modicidade e viabilidade tarifária.

Retirada gradual dos subsídios para usinas de geração de energias renováveis

Atualmente as usinas de fontes renováveis (eólicas, solares, biomassa e PCHs) têm o benefício de descontos na tarifa de transmissão e distribuição de energia (TUST e TUSD). 

A Lei prevê que esse subsídio seja retirado gradualmente, entretanto, os novos empreendimentos que não terão mais direito ao desconto poderão participar de mecanismos que considerem os benefícios ambientais. Caberá ao Poder Executivo, em até 12 meses da publicação da Lei, definir essas diretrizes. No texto original da MP eram considerados apenas os benefícios ambientais relacionados à baixa emissão de gases causadores do efeito estufa. 

Para os empreendimentos existentes continua a valer o percentual de desconto estabelecido na outorga até o fim de sua vigência. Com relação aos novos empreendimentos, apenas os que solicitarem a autorização ou a ampliação da sua capacidade de geração, até 12 meses após a publicação da Lei, e iniciarem a operação de todas as unidades geradoras em 48 meses (contado da data da outorga) terão direito ao percentual de desconto. Passado esse período as novas outorgas não terão mais direito a tal benefício.

Durante a análise da Câmara, o texto da MP 998 foi alterado para restabelecer os subsídios para pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) por um período adicional. Desta forma, a Lei 14.120  mantém o desconto de 50% por cinco anos adicionais e de 25% para outros cinco anos, contados a partir da data de publicação da lei, mas não poderão ser transferidos a terceiros.

Contratação de Reserva de Capacidade

A Lei inclui a possibilidade de licitação para a contratação de usina reserva para gerar energia se necessário, quando o sistema apresentar falta de potência. Os custos serão rateados entre todos os consumidores de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), sejam eles livres ou cativos, na proporção do seu consumo líquido (deduzido de eventual geração). A possibilidade de contratação proporciona segurança energética para todo o SIN.

Desligamento da CCEE

No Brasil é necessário que todos os consumidores do Mercado Livre de Energia sejam agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o que acarreta em diversas obrigações, prazos e pagamentos. 

A Lei inclui a hipótese de desligamento dos agentes da CCEE em caso de solicitação do agente ou descumprimento de obrigação em relação à CCEE. Esse desligamento causará a suspensão do fornecimento de energia das unidades consumidoras. 

Incentivar a modalidade de Comercializador Varejista

Como forma de aliar segurança à modernização do Setor Elétrico, a Lei estabelece que a comercialização no Mercado Livre de Energia poderá ser realizada mediante a comercialização varejista (gerador varejista ou comercializador varejista), conforme regulamento da Aneel, caracterizada pela representação das pessoas físicas ou jurídicas  sem a necessidade de aderir à CCEE e prevê a possibilidade de suspensão do fornecimento de energia elétrica das unidades consumidoras, sob responsabilidade do varejista, caso o consumidor não cumpra com as suas obrigações.

Gestão da Contratação das Distribuidoras

Estabelece a possibilidade de ser instituído mecanismo competitivo de descontratação ou redução, seja ela total ou parcial, da energia elétrica contratada proveniente dos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR).

O montante de energia descontratado ou reduzido não repassará os percentuais de desconto na TUSD/TUST.

Os consumidores serão responsáveis pelas suas contas

O texto da Lei estabelece que consumidores que atualmente atuam no Mercado Cativo que migrarem para o Mercado Livre de Energia permanecerão responsáveis pelos seus pagamentos remanescentes da Conta-Covid. Ela foi criada para equalizar financeiramente as empresas durante o momento de crise, amortecendo o aumento da tarifa para o próximo ciclo ao diluir o empréstimo aos consumidores em 5 anos.

Alívio para os consumidores de energia do Norte

Atualmente os consumidores do Acre e Rondônia possuem uma parte da fatura de energia como se estivessem localizados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O texto prevê mudança no critério de recolhimento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) que passará a ser regional. Assim, os consumidores do Acre e de Rondônia passarão a ter a mesma cobrança dos demais consumidores da região Norte.

Prevê também um alívio para os consumidores de energia dos estados do Norte, que não precisarão mais pagar pelos empréstimos fornecidos às distribuidoras na época em que essas estavam sob controle da União, antes da privatização. 

Além disso, a Reserva Global de Reversão (RGR), um encargo cobrado na conta de luz, financiará o valor dos bens das distribuidoras ainda não reconhecidos pela Aneel, evitando que o custo recaia sobre o consumidor.

O que as mudanças da Lei 14.120, oferecem aos consumidores?

A Lei 14.120 tem o objetivo de trazer benefícios aos consumidores e garantir a redução de tarifas em todo país, em especial na região Norte, onde o custo com energia elétrica é ainda mais elevado. Essa redução do custo da tarifa, no médio e longo prazo, acontecerá a partir da fundamentação e eliminação de encargos que afetam diretamente a conta de luz de todos os consumidores. 

Além disso, pretende oferecer mais racionalidade ao setor elétrico, analisando os subsídios oferecidos às fontes de energia incentivadas que acarretam em altos custos. 

Com a conversão da MP em Lei podemos esperar por decretos e portarias que a complementarão para finalmente entrar em vigor e, assim, observarmos os verdadeiros impactos de todas essas mudanças.

A Esfera Energia conta com uma equipe que monitora e coordena todas as atividades regulatórias, como consultas públicas, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis com o objetivo de representar os interesses dos clientes no Mercado Livre de Energia.Nosso objetivo é potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de cada cliente.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

Aconteceu em Janeiro: A falta de chuvas e o acionamento das térmicas

O ano de 2020 apresentou um período de chuvas abaixo da média principalmente no Sudeste/Centro-Oeste e no Sul do país, resultando em níveis críticos dos reservatórios, que levaram o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a autorizar o despacho por usinas fora da ordem de mérito a partir de 17/10/2020 e importar energia da Argentina, Paraguai e Uruguai, visando a redução do despacho hidráulico e, consequentemente, “salvar” água nos reservatórios.

Os gráficos abaixo, apresentam o comportamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Sul em 2020 em comparação com o máximo, mínimo e médio histórico desde 1996.

Nossas estimativas preveem um nível aproximado de 24% para o final de Janeiro no SE/CO o que ainda é um nível ruim, quando comparado ao histórico, e inferior ao observado em 2020, que fechou janeiro em 25,1%.

Para o Sul, devido às fortes chuvas dos últimos dias, a expectativa é que feche o mês de Janeiro próximo de 45%, o que traz indícios que a Geração Fora da Ordem de Mérito (GFOM) e a importação podem cessar a qualquer momento.

A decisão de manutenção ou não do GFOM e importação é exclusiva do CMSE, que vem semanalmente realizando suas reuniões e definindo pela manutenção. Entretanto essa decisão pode mudar a qualquer momento, desde que o comitê defina que o sistema não corre mais risco.

O gráfico abaixo ilustra a quantidade de energia despachada por GFOM e a importação desde meados de Outubro. A contagem das semanas refere-se ao início da operação em 17/10/2020. 

Consequentemente, todo esse volume de energia, acabou virando encargo por segurança energética, como podemos observar abaixo em R$MM.

O volume total de energia nessas 16 semanas foi de ~4 GW médios, representando uma despesa até o momento de cerca de R$ 3,6 bilhões.

Custo que é rateado mensalmente por todo perfil de consumo na CCEE, resultando em um encargo em média de R$8,49/MWh em Outubro, R$19,35/MWh em Novembro (já contabilizados pela CCEE) e uma expectativa para Dezembro cerca de R$28,60/MWh.

Acompanhamento da Carga

Como de costume, o mês de janeiro iniciou com patamares baixos de carga em sua primeira semana, devido à ocorrência do feriado de ano novo. Já para as semanas seguintes, a carga retoma o patamar esperado, ficando entre os níveis observados em 2019 e 2020 para o mesmo período.

No geral, 2020 apresentou um fechamento acima do ano de 2019, apesar da crise sanitária instaurada pela Covid-19.

A carga ainda apresentou um aumento significativo de sua contribuição por parte do Ambiente de Contratação Livre (ACL) se comparado ao ano anterior.

Acompanhamento dos Reservatórios

Após o aumento das chuvas na região Sul do país, seus reservatórios esboçam uma recuperação acentuada que deve acontecer até meados de fevereiro.

Já na região Sudeste, os níveis de reservatórios permanecem críticos, porém o submercado já passou a apresentar uma tendência de recuperação, apesar de lenta, dos reservatórios no mês de Janeiro.

Tenha acesso à análises e estudos detalhados sobre o Mercado Livre de Energia, fale com um de nossos especialistas.

Confira como foi o comportamento do PLD horário no primeiro mês de vigência.

Janeiro foi marcado pela entrada do PLD horário, que finalmente entrou em operação no dia 1º, após ser postergado por alguns anos em decorrência de inconsistências na modelagem e problemas de execução 

Como era esperado, o PLD horário apresenta maior volatilidade e amplitude quando comparado a metodologia anterior, em decorrência da maior granularidade e menor intervalo de atualização das informações, que agora é diária.

O resultado mais  esperado com a entrada do PLD horário era o impacto da modulação dos preços sobre a curva de consumo, pois na metodologia anterior o PLD não apresentava grandes variações entre os patamares e portanto pouca diferença de preços no final de semana, período que não considerava o patamar pesado.

Com a discretização horária, a amplitude dos preços durante o dia se tornou elevada e a diferença entre os finais de semana e os dias da semana ficaram evidentes, em decorrência da carga.

O gráfico abaixo ilustra a amplitude do PLD horário até agora para o submercado SE/CO.

Na quarta-feira, dia 13 de janeiro, a diferença entre o valor máximo e mínimo dentro do dia chegou a incríveis R$56/MWh, saindo de R$298/MWh para R$354/MWh.

Outros dois fatos que também surpreenderam, como o pico de PLD na primeira hora do dia, e o descolamento do PLD SE/CO dos demais submercados, como segue no gráfico da curva do PLD para o dia 28 de Janeiro.

O descolamento no submercado Nordeste já era esperado em decorrência do número de parques de fontes intermitentes, solar e eólica. Já o descolamento do submercado SE/CO se deu em decorrência do limite de intercâmbio entre os subsistemas.

No geral, dependendo do perfil de consumo horário, consumidores que possuem contratos flat em termos de modulação terão uma percepção de PLD diferente da média simples publicada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Aqueles que o perfil de consumo seguem na mesma linha que o consumo total do país, terão uma percepção de PLD acima da média, enquanto aqueles que conseguem reduzir seu consumo no horário de pico, podem usufruir do benefício de liquidações positivas das sobras e déficits horários.

No portfólio de unidades consumidoras da Esfera, cerca de 80% possuem consumo com perfil que segue o perfil do PLD e portanto tem uma percepção de PLD acima do médio, como segue no gráfico abaixo.

Um bom indicador do quão benéfico/maléfico é o perfil de consumo em relação ao PLD, basta calcular a correlação diária entre o PLD e o consumo, hora a hora.

Quanto mais negativo é a correlação, mais o consumo segue em direção oposta ao PLD, resultando em um índice que quanto mais negativo, melhor é a modulação da carga.

O PLD horário veio para ficar, apesar de alguns problemas de simulação e desvios de carga, se mostra mais aderente à realidade e fomenta a redução dos altos e baixos do consumo que faz com que haja uma capacidade de transmissão muito ociosa no sistema Brasileiro.

Esfera Energia é referência nacional em gestão de Energia no Mercado Livre de Energia e oferece consultoria para empresas durante todo o processo de negociação de energia.

Além disso, já estamos a par de todas as mudanças em relação ao PLD horário e preparados para te ajudar a garantir as melhores condições possíveis na contratação de energia.

Fale com um de nossos especialistas e veja como a Esfera pode te ajudar!

Conheça as nomenclaturas por trás dos termos regulatórios

O Setor Elétrico Brasileiro é regulado por um conjunto de normas estabelecidas em atos publicados por diversas entidades. Estar por dentro das mudanças regulatórias é muito importante, mas antes disso é preciso conhecer cada termo. 

Lei, decreto, resoluções, você conhece o significado dessas nomenclaturas? Reunimos as mais utilizadas no setor elétrico para você ficar por dentro. Confira no post.

LEI - Congresso Nacional

Lei é o ato normativo primário, aprovado pela maioria dos parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, responsável por criar, modificar e extinguir direitos e obrigações. Para tanto, são revestidos dos atributos da generalidade, impessoalidade e abstratividade.

MEDIDA PROVISÓRIA - Presidente da República

Medida Provisória é ato normativo com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência.

A Medida Provisória deve ser submetida de imediato à deliberação do Congresso Nacional e perdem a eficácia se não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60 dias. Nesse caso, o Congresso Nacional deverá disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas decorrentes da medida provisória. Se tal disciplina não for feita no prazo de 60 dias após a rejeição ou a perda de eficácia de medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da medida provisória permanecem regidas por ela.

DECRETO - Presidente da República

Decreto é o ato normativo editado pelo Presidente da República para regulamentar leis, entre outras coisas. Ou seja, o decreto detalha a lei, não podendo ir contra ou além do estabelecido nela.

PORTARIA - Ministério de Minas e Energia (MME)

Portaria é um ato administrativo normativo, emitido pelo Ministério de Minas e Energia, que visa à correta aplicação da lei, expressando, em minúcia, o mandamento abstrato da lei, com a mesma normatividade da regra legislativa.

RESOLUÇÕES - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

As resoluções são atos publicados pela Aneel para disciplinar matérias de sua competência específica. As resoluções não podem contrariar os regulamentos e os regimentos, mas explicá-los.

Tipos de Resoluções publicadas pela Aneel: 

Resolução Normativa: Normatiza as diretrizes estabelecidas em atos superiores estabelecendo regras, metodologias, critérios, procedimentos, condições, etc.

Resolução Homologatória: Homologa valores calculados de acordo com critérios pré-estabelecidos, como por exemplo, os limites de PLD, os reajustes/revisões tarifárias das distribuidoras, quotas do Proinfa, etc.  

Resolução Autorizativa: Autoriza a implantação, alteração de características, transferência de empreendimentos, etc.

DESPACHO - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

Despacho é um ato processual com a decisão da Aneel (ou de suas superintendências), em relação a um requerimento ou petição a ela dirigido.

As instituições que regulamentam o setor e os agentes devem cumprir as normas e atos publicados pelas entidades. Algumas dessas instituições são:

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – A Aneel foi criada em 1997 para regular o setor elétrico brasileiro. É responsável pela regulação e fiscalização da geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, de acordo com as políticas e diretrizes do governo federal.

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – A CCEE viabiliza as atividades de compra e venda de energia em todo o País. Tem como objetivo trazer ainda mais transparência e confiança ao mercado, fomentando a sua evolução. 

Entenda como a CCEE gere o Mercado Livre de Energia.

Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – O Operador Nacional do Sistema (ONS) é o órgão responsável pela coordenação e controle das operações sob as instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Desenvolve estudos e ações sobre o sistema e seus agentes para gerenciar as diferentes fontes de energia e a rede de transmissão com o objetivo de garantir a segurança do suprimento em todo o País.

Por isso é importante contar com o apoio de uma boa gestora para auxiliar a sua empresa em todos os processos operacionais e regulatórios peculiares ao Mercado Livre. 

Esfera Energia conta com uma equipe que monitora e coordena todas as atividades regulatórias, como audiências públicas, reajustes tarifários, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis. Estão sempre presentes em reuniões de agências e instituições regulatórias para representar os interesses dos clientes no Mercado Livre de Energia, para potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de cada cliente.

Para saber mais, fale com um de nossos especialistas!

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia

Quando o assunto é preço de energia no mercado brasileiro, não tem como escapar dos temas chuvas e nível dos reservatórios, por conta da matriz energética brasileira, que é composta predominantemente pela fonte hidráulica. Mas qual a relação dessas variáveis com o preço da energia?

Continue com a gente e entenda sobre a interferência das chuvas nesse cálculo.

Quais são as fontes de energia que temos atualmente no Brasil?

Antes de entrarmos no conceito por trás do tema, é importante conhecer a composição da matriz energética brasileira, fator que transforma nosso mercado de energia tão único e específico e que atualmente está dividida como segue:

Composição da matriz energética brasileira. Fonte: hud, a plataforma de comunicação e gestão de energia exclusiva para clientes Esfera.

Agora que conhecemos a composição da matriz energética vamos falar sobre a fonte hidráulica, que é a principal fonte de produção de energia elétrica do Brasil.

Como é produzida a energia nas hidrelétricas?

As usinas hidrelétricas transformam a energia potencial da água em energia cinética. A água é conduzida por um ducto coletor até as pás da turbina, que por sua vez se encontram acopladas ao eixo do gerador responsável por transformar essa energia mecânica em energia elétrica.  Todo esse processo possui um rendimento muito elevado, próximo a 90%, se tornando uma das fontes com maior fator de capacidade.

A energia gerada é transportada através de cabos ou barras condutoras até subestações elevadoras, onde tem sua tensão elevada, a fim de reduzir as perdas inerentes ao transporte de energia em longas distâncias, e depois é direcionada para regiões mais próximas aos grandes centros consumidores de energia. Nestes, a energia passa por uma subestação abaixadora que reduz os níveis de tensão a valores adequados para a distribuição de energia aos consumidores.  

As usinas hidrelétricas podem ser classificadas através da sua forma de operação:

Usinas com reservatório: Possui uma capacidade de armazenamento situada a montante da usina e seu funcionamento pode ser gerenciado a partir da necessidade de demanda;

Usinas a fio d’água: Utiliza reservatório com acumulação suficiente apenas para prover regularização diária ou semanal, ou ainda que utilize diretamente a vazão afluente do aproveitamento;

Usinas Reversíveis: Usinas que além de gerarem energia elétrica, conseguem reaproveitar a água, através de um sistema de bombeamento.

A relação dos níveis dos reservatórios com o preço da energia

Como dito anteriormente, a matriz energética brasileira ainda é composta principalmente pela fonte hidráulica, criando uma grande dependência da geração hidroelétrica nas condições dos reservatórios e nas expectativas de chuvas. 

O despacho de grande parte das usinas é realizado de forma centralizada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) cujo objetivo é atender a demanda, visando o menor custo, seja futuro ou imediato. O cálculo é realizado através da execução de uma cadeia de modelos de otimização, que observam tanto para os níveis dos reservatórios e as projeções de chuva, quanto para outras variáveis como previsão de carga, disponibilidade das usinas, entre outras. Com base nos resultados dos modelos o ONS realiza o despacho das usinas.

Quando os reservatórios estão em níveis baixos, há um aumento do despacho termelétrico com elevação do custo imediato, visando melhorar a situação dos reservatórios e consequentemente garantir o suprimento de energia, mas tudo a depender das projeções de chuva. 

Sendo assim, quando se espera a entrada de um bom volume de chuvas, os modelos despacham uma quantidade menor de usinas na expectativa de melhora das condições do sistema. Porém numa situação de frustração dessa expectativa, os reservatórios continuam em níveis baixos e a dependência das chuvas aumentam ainda mais, elevando a volatilidade das projeções do PLD e consequentemente os preços de mercado.

Caso as condições sejam de poucas chuvas previstas e os reservatórios estejam em níveis críticos, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) pode autorizar o ONS a despachar usinas térmicas fora da ordem de mérito com o intuito de salvar reservatório, reduzindo a geração hidráulica. Tais despachos não entram no cálculo do PLD e são valorados via encargos em que todos os consumidores são impactados, tanto os livres quanto os cativos. 

As condições do sistema impactam todos os consumidores, no caso dos consumidores cativos é representado pelas Bandeiras Tarifárias, que atribuem uma cor diferente conforme o custo de geração da energia. Entenda como funcionam as Bandeiras Tarifárias aqui.

No caso dos consumidores livres, que fazem parte do Mercado Livre de Energia, esse impacto é representado no valor do PLD (Preço da Liquidação das Diferenças). 

Porém no Mercado Livre de Energia é possível evitar essas variações causadas pelas chuvas com estratégias estruturadas e inteligentes para a contratação de energia e assim mitigar os risco de exposição ao Mercado de Curto Prazo (MCP), onde o PLD poderá apresentar valores superiores em comparação às contratações de longo prazo, que apresentam preços menores e com menor volatilidade.

Para uma gestão de energia eficiente no Mercado Livre de Energia, conheça a Esfera e saiba mais sobre nossas estratégias de contratação de energia. 

Existem riscos no Mercado Livre de Energia?

O principal benefício do Mercado Livre de Energia é a autonomia do consumidor para contratar a sua própria energia. Mas será que existe risco no Mercado Livre? Respondemos que sim, e que ele pode elevado dependendo da forma como é feita a gestão de energia. Continue com a gente para entender mais sobre o assunto. 

Entenda a influência das chuvas no Mercado de Energia

O mercado de energia brasileiro possui especificidades como uma matriz energética com mais de 60% da capacidade de produção de fonte hidroelétrica, tornando a geração extremamente dependente das chuvas, que como bem sabemos é uma variável de difícil previsibilidade e alta complexidade. Além do volume de chuvas também temos o fator  da localização de onde essa chuva cairá, pois de nada adianta chover em regiões onde não existem usinas ou reservatórios, ou chover em reservatórios que estão próximos do limite máximo de armazenamento, resultando em um sistema complexo e extremamente volátil

Dessa forma, para tentar otimizar o aproveitamento das chuvas tanto no locacional quanto temporalmente, foram desenvolvidos modelos de otimização cujo objetivo é despachar as usinas buscando maximizar os recursos hídricos, de forma a garantir o fornecimento atual de energia e se precaver do risco de um apagão no futuro.

O PLD no Mercado de Energia

Como resultado, um dos produtos desses modelos de otimização é o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), valor calculado em R$/MWh que é utilizado na liquidação da energia no mercado de curto prazo (MCP). Quando o consumidor livre não contrata energia, seu fornecimento é garantido, porém será liquidado na CCEE ao custo do PLD além de sofrer as consequências regulatórias.

Diante dessa introdução sobre formação do PLD e sua influência sobre os preços dos contratos, confira o gráfico do histórico do PLD comparado ao histórico do preço médio da tarifa de energia das distribuidoras para a categoria alta tensão.

No horizonte da análise, o PLD ultrapassou o valor médio da tarifa de energia das distribuidoras em vários momentos, como por exemplo de 2013 à 2015. Nessas situações, o consumidor livre descontratado teve uma despesa de compra maior comparado ao valor praticado pela distribuidora do Mercado Cativo, mesmo estando no Mercado Livre. 

Estar descontratado no Mercado Livre de Energia, seja devido a uma má gestão de contratação ou por qualquer outro motivo, é o maior risco que o consumidor pode se expor. Ficar exposto ao PLD pode resultar em despesas, pois o o seu valor já chegou a ultrapassar o dobro do custo praticado no Mercado Cativo.

Assim como ficar exposto ao Mercado de Curto Prazo, uma estratégia mal definida ou a falta de uma estratégia, pode resultar em contratação em momentos inoportunos. Uma contratação no momento correto, pode garantir longos períodos de custo de compra de energia abaixo do mercado, garantindo assim, maior competitividade.

Como o PLD é o preço que será aplicado às sobras e déficits no momento da liquidação, este se torna a referência para a formação dos preços de contratos.

No gráfico abaixo comparamos o histórico do PLD versus as cotações de preços de mercado para produtos anuais.

O que observamos no gráfico, é que quanto mais próximo estamos do início de fornecimento do contrato, maior é a volatilidade dos preços.

Com isso o conceito de maturidade, distanciamento do início de suprimento do contrato, é extremamente importante no mercado de energia, pois produtos mais distantes tendem a apresentar preços menores e com menor volatilidade, entretanto, quanto mais distante é o contrato, maior é o período de indexação, gerando um trade off entre contratação de longo prazo e risco de indexação.

E quanto mais próximo estamos da entrega da energia, maior é a correlação com o PLD consequentemente maior o risco de captura de preços elevados e alta volatilidade.

O gráfico abaixo ilustra a volatilidade histórica dos produtos anuais por maturidade nos valores atuais de mercado. Fica nítido a amplitude que o preço pode atingir nos produtos mais próximos e a média maior, enquanto os produtos mais distantes possuem amplitude e média menores. 

Recentemente, em decorrência da pandemia, os preços sofreram uma forte redução chegando ao menor patamar dos últimos anos, e a expectativa era de se manter nesse patamar até pelo menos o primeiro semestre de 2021, entretanto, a escassez de chuvas e a elevação da carga resultou em aumento do PLD que acabou puxando os preços de 2021 principalmente.

Toda essa dinâmica de preços deve ser levada em consideração no desenho da estratégia de contratação de energia, deixando claro sobre os riscos do Mercado Livre e de como mitigá-los.

Para uma gestão de energia inteligente e eficiente, entre em contato conosco e saiba mais sobre nossas estratégias e políticas de contratação de contratação de energia. 

Serviço Boutique no Mercado Livre de Energia com foco na economia de cada cliente

Ter uma gestão eficiente no Mercado Livre de Energia proporciona uma economia ainda maior para as empresas. Para isso, é essencial que a gestora que faz a representação conheça todos os detalhes sobre cada cliente, trace o seu perfil de consumo e o seu perfil de mercado e, assim, encontre as melhores oportunidades de operações.

Uma boa operação no Mercado Livre depende de diversas variáveis que precisam ser monitoradas diariamente e são através desses monitoramentos que surgem as melhores oportunidades de ganho. 

Empresas diferentes precisam de estratégias diferentes. É por isso que as análises precisam ser feitas individualmente. As gestoras precisam dedicar tempo e atenção à cada cliente para propor as melhores operações baseadas nas oportunidades que sejam adequadas para cada perfil.

A importância de um time de especialistas

Monitorar as flutuações do mercado é muito importante, mas é preciso uma equipe para analisar os dados e transformá-los em oportunidades.

Na Esfera contamos com um time de especialistas multidisciplinares, divididos em diferentes áreas, totalmente dedicados à análises de comportamentos do mercado que trazem dados para embasar o planejamento das estratégias sugeridas.

Algumas áreas na Esfera que são essenciais no planejamento estratégico e gestão dos nossos clientes: 

Área de Risco e Inteligência

A área de risco atua com previsões e insights sobre o preço da energia de forma rápida e assertiva para os clientes. 

Essa área é focada em analisar as variáveis estratégicas que influenciam no preço da energia como: previsão de chuvas, previsão de vazões, nível de armazenamento das usinas, entre outras. 

Com essas variáveis rodam os modelos de preços e, em conjunto com a área de Monitoramento e Inteligência de Mercado, projetam diversos cenários para a melhor tomada de decisão.

Monitoramento e Inteligência de Mercado

A área de Monitoramento e Inteligência de Mercado, além do acompanhamento das variáveis supracitadas acima, analisa outras variáveis que também impactam diretamente o preço da energia, como a projeção de carga no SIN (Sistema Interligado Nacional), as tendências de preços dos contratos de energia, o crescimento do PIB, entre outras. 

Com as rodadas de preço feitas em conjunto com a equipe de Risco e Inteligência, analisam o impacto de todas as variáveis de mercado e criam juntos diversos cenários de preços.

Eles relacionam todas essas variáveis e os cenários de preços com a estratégia de contratação de cada cliente para propor operações personalizadas e os melhores momentos para a contratação de energia. 

Com foco especial no cliente, a área trabalha em análises personalizadas para sugerir as melhores oportunidades que potencializam os benefícios que o Mercado Livre de Energia oferece.

Operações e Assuntos Regulatórios

A equipe de operações e assuntos regulatórios monitora e coordena todas as atividades regulatórias, como audiências públicas, reajustes tarifários, alterações nas legislações setoriais e outras variáveis.

Estão sempre presentes em reuniões de agências e instituições regulatórias para representar os interesses dos clientes no Mercado Livre de Energia.

Além disso, eles analisam as alterações regulatórias com base nas condições contratuais de cada cliente para encontrar as melhores soluções nas mudanças regulatórias ou legais. 

Esse processo é desenhado com estratégias individuais para potencializar os ganhos ou reparar possíveis perdas de cada cliente.

Atendimento

A área de atendimento está totalmente focada no cliente e reúne as informações de todas as outras áreas para definir, junto ao cliente, as melhores estratégias para cada negócio.

Um bom  atendimento precisa ser pessoal e personalizado e estar sempre disponível, seja para propor soluções para os desafios dos clientes, tirar dúvidas ou discutir sobre cenários futuros.

Em um atendimento diferenciado e próximo, o executivo de contas conhece os detalhes sobre as informações dos seus clientes e tem propriedade para sugerir operações que façam mais sentido para cada um deles.

Consultoria Boutique versus Consultoria Generalista

No Mercado Livre de Energia ter uma consultoria dedicada ao seu negócio é fundamental para trazer oportunidades reais que maximizem os resultados de ganhos

Consultorias generalistas oferecem serviços padronizados a todos os clientes, sem análises individuais que sejam adequadas para cada perfil. Isso impossibilita a estruturação de uma estratégia individual que aumente as possibilidades de ganho e mitigue os riscos de exposição ao mercado. Sem o conhecimento individual do cliente, a consultoria reduz as oportunidades de calls direcionais assertivos para o momento ideal de compra e venda de energia. Esse distanciamento também proporciona baixa flexibilidade nas negociações.

Na Esfera Energia são feitas análises detalhadas e individuais de cada cliente, nos permitindo dar o call no melhor momento para compra para cada um deles. Com isso nós conseguimos proporcionar mais eficiência nas contratações, gerando uma economia de 7% a mais, em comparação ao Mercado

Aqui temos um time dedicado à performance da sua empresa no Mercado Livre de Energia, que monitora todas as variáveis que influenciam no preço da energia, estuda diariamente os melhores momentos para a contratação e propõe operações desenhadas exclusivamente para o seu negócio.

Isso é a Esfera. Isso é o nosso diferencial e está no nosso DNA. 

Clique aqui e vem ser livre com a gente! 

Confira o potencial de crescimento do Mercado Livre de Energia.

Benefícios como a possibilidade de definir a estratégia de contratação, o momento de compra, os fornecedores e as flexibilidades que se adequam ao perfil de consumo e que acabam melhorando a precisão das previsões de custos, atraem cada dia mais consumidores ao Mercado Livre de Energia, além é claro, da economia com a compra de energia.

O movimento migratório de consumidores do Mercado Cativo para o Mercado Livre teve um grande crescimento em 2016 devido a adesão dos chamados consumidores especiais, que para se adequarem a categoria, devem possuir demanda contratada igual ou maior que 500 kW e menor que 2.000 kW.

Esta curva de crescimento continuou em ascendência em 2019 e ao que tudo indica deve manter-se ao final de 2020 e início de 2021 com possibilidade de uma nova onda de elevação, em decorrência da queda dos preços de energia ocasionada pela Covid-19. Veja abaixo o comparativo entre a tarifa média aplicada aos consumidores cativos do subgrupo de tensão A4 e o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) nos últimos 5 anos

* Valores referentes ao período de janeiro a agosto de 2020

O PLD é o valor que baliza todas as negociações no mercado de curto prazo do Mercado Livre. É definido semanalmente para cada submercado nacional (Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste e Sul).

De acordo com o infográfico, o PLD esteve abaixo da tarifa média das distribuidoras em todos os anos analisados, e a representatividade do Mercado Livre ou ACL (Ambiente de Contratação Livre) em termos de consumo só aumentou. Embora o PLD seja a variável escolhida na comparação acima, destacamos que o esse é o preço de liquidação no mercado de curto prazo, servindo aqui, apenas como referência comparativa. Os preços dos contratos firmados no Mercado Livre normalmente são fechados com antecedência, capturando valores inferiores ao PLD, sendo um dos pontos mais importantes da gestão de energia no Mercado Livre a gestão eficiente na contratação de energia, com o objetivo de capturar os melhores momentos para se contratar energia buscando sempre uma gestão que não tenham conflitos de interesse, e dessa forma consiga proporcionar o maior benefício ao cliente.

Para entender melhor o mercado potencialmente livre que ainda está no Mercado Cativo ou ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e que possa migrar nos próximos anos, selecionamos e analisamos as 23 maiores distribuidoras de energia do país, segundo a ANEEL, que juntas representam cerca de 56% do consumo total de energia do SIN (Sistema Interligado Nacional).

A partir dos dados dos últimos processos de reajuste/revisão tarifários apresentados pela ANEEL, levantamos informações do tamanho do mercado dos  consumidores cativos pertencentes ao grupo de tensão de fornecimento igual ou superior a 2,3 kV (Grupo A). 

Ainda que o Mercado Livre já represente 30,9% da energia consumida no SIN , o estudo foi capaz de estimar que cerca de 6,3 GW médios do Mercado Cativo são potenciais consumidores livres. Considerando a migração total desse mercado potencial, o Mercado Livre  passaria a ter uma representatividade de 41% do consumo total do SIN, e este número deve ser ainda maior, dado que a amostra abrange 56% do consumo do SIN.

Além de outras distribuidoras menores não consideradas em nosso estudo, destacamos a tramitação do PLS 232/16 no senado. Popularizado como o marco do setor elétrico, o projeto de lei trata de aspectos referentes à modernização e abertura do Mercado Livre de Energia para consumidores do grupo de tensão B, que apresentam uma tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV.

O Mercado Livre de Energia está crescendo e logo será realidade para boa parte dos consumidores brasileiros que poderão usufruir de todos os seus benefícios. É importante lembrar que neste mercado é essencial ter o apoio de uma gestora séria e idônea para propor as melhores soluções e mitigar os riscos de exposição ao mercado de curto prazo. 

Para saber mais sobre a Esfera Energia, clique aqui.

O que são bandeiras tarifárias e como esse sistema funciona?

Entenda como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

As bandeiras tarifárias têm as mesmas cores dos semáforos (verde, amarelo e vermelho) e sinalizam se o consumidor cativo terá ou não acréscimo no valor da energia por conta das condições de geração de eletricidade.

Por conta do sistema de bandeiras tarifárias, o valor da conta de luz oscila mês a mês dentro de valores pré-determinados e de acordo com a necessidade de uso de usinas termelétricas, as quais são acionadas quando o volume das chuvas está baixo, garantindo assim a geração de energia.

Entenda qual o impacto dos níveis dos reservatórios no preço da energia.

Quer saber mais sobre as bandeiras tarifárias e como isso impacta a conta de luz? Aqui vamos mostrar todos os detalhes sobre o assunto, confira!

O que são bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi instituído pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) por meio da Resolução Normativa n° 547/13 de 16 de abril de 2013 e passou a valer em 2015 para todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), exceto em Roraima, que não faz parte dele.

A finalidade das bandeiras tarifárias é informar o consumidor quando a energia estará mais cara ou mais barata. Elas sinalizam o custo dessa energia, considerando um valor mais alto conforme as condições para sua geração.

Atualmente no Brasil existem diversas formas de gerar energia, como solar, biomassa, eólica e outras. Porém, a energia mais barata é gerada nas hidrelétricas que dependem do nível de água nos reservatórios para a geração de energia, este ocasionado pelas chuvas.

Veja aqui quais são os tipos de geração de energia, fontes e diferenças.

Os períodos de chuvas são suficientes para abastecer as hidrelétricas de grande parte do país, fazendo com que a energia fique mais barata. No entanto, nos períodos de seca, é necessário acionar as usinas termelétricas que possuem uma geração de energia mais cara.

Este aumento no custo de geração é repassado ao consumidor cativo através das bandeiras tarifárias.

Quais são os tipos de bandeiras tarifárias

Existem três tipos de bandeiras tarifárias, sendo que a bandeira vermelha é segmentada em dois patamares:

  • Bandeira verde: significa que as condições estão boas para a geração de energia, logo os custos são reduzidos. Não implica em nenhum acréscimo na conta de luz;
  • Bandeira amarela: representa que as condições de geração da energia estão menos favoráveis, com custo um pouco mais alto. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,35 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Bandeira vermelha – patamar 1: significa que as condições de geração da energia estão com custos mais altos. A tarifa sofre acréscimo de R$ 4,17 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Bandeira vermelha – patamar 2: sinaliza que as condições de geração da energia estão com custos ainda mais altos. A tarifa sofre acréscimo de R$ 6,25 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido.

Como funciona o sistema de bandeiras na conta de energia

O objetivo do sistema de bandeiras tarifárias é equilibrar os custos que as distribuidoras têm com a aquisição de energia e o preço que é repassado para o consumidor cativo.

Além disso, ele também serve para conscientizar a população sobre o consumo de energia mais sustentável. Afinal, se há a incidência da bandeira vermelha na conta de energia, por exemplo, isso significa que o fornecimento está mais escasso por conta dos níveis mais baixos dos reservatórios.

Mas como funciona exatamente a bandeira vermelha de energia na conta de luz? Neste caso, a tarifa vai ter um aumento (patamar 1 ou 2) porque a energia gerada nas termelétricas é mais cara do que nas hidrelétricas já que combustíveis são usados no processo. 

Na descrição detalhada da conta de luz, aparecerá uma sinalização de qual é a bandeira vigente.

E o que significa a bandeira verde na conta de luz? Ela representa que as condições para geração de energia são boas, ou seja, as hidrelétricas estão sendo suficientes para suprir a demanda, de modo que não há nenhum acréscimo na tarifa.

Neste vídeo da ANEEL você confere a explicação detalhada sobre o que são as bandeiras tarifárias:

Como o sistema de bandeiras tarifárias funciona no Brasil

O sistema de bandeiras tarifárias é dividido por subsistemas, conforme a região. No Brasil existem quatro subsistemas:

  • Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO): regiões Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia
  • Sul (S): região Sul
  • Nordeste (NE): região Nordeste, com exceção do Maranhão 
  • Norte (N): Pará, Tocantins e Maranhão

Além disso, o sistema de bandeira tarifária é aplicado para os consumidores do Mercado Cativo que são atendidos pelas distribuidoras, exceto aqueles que estão localizados em sistemas isolados, como Roraima. 

Por outro lado, os contratos de energia do Mercado Livre são negociados bilateralmente entre clientes e geradoras, por isso os consumidores livres não são afetados por esses acréscimos na cobrança, já que os valores são válidos ao longo de todo o período de contratação.

Ou seja, eles não ficam expostos às condições de geração de energia, o que também contribui para uma maior previsibilidade de custos e controle orçamentário.

Se você não sabe quem são os consumidores livres de energia, hoje o mercado de energia elétrica no Brasil é separado em dois “ambientes”:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR): formado por consumidores cativos que têm acesso à energia com tarifas estabelecidas pelo governo e pagam mensalmente pelo serviço de distribuição e de geração de energia;
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL): consumidores livres que negociam energia no Mercado Livre de Energia e podem encontrar preços melhores do que os normalmente disponíveis no ACR.

Saiba mais sobre as diferenças entre ACR e ACL.

Quais as principais vantagens do Mercado Livre de Energia

O Mercado Livre de Energia tem uma série de benefícios para o consumidor, como poder de escolha e flexibilidade, já que é possível comprar a energia mais atrativa para sua demanda e momento, podendo optar também por fontes sustentáveis.

Além disso, as empresas podem negociar preços, prazos, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores ou comercializadores de energia elétrica no país, sem que haja a intermediação de um distribuidor.

Dessa forma, os consumidores têm mais liberdade para escolher um fornecedor com tarifas mais atrativas do que as tradicionalmente reguladas pelo governo e também que atenda melhor às demandas específicas da empresa em questão.

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E mais: por conta da alta competitividade no Mercado Livre de Energia para conquistar os clientes, os valores de negociação acabam sendo mais baixos e é possível alcançar até 35% de economia na conta de luz. 

Outra vantagem é a possibilidade de aumentar a eficiência energética da empresa, já que a energia pode ser contratada de acordo com a demanda do negócio. Esse é um dos principais benefícios do Mercado Livre de Energia, uma vez que os consumidores livres podem fechar contratos que são realmente adequados ao perfil de consumo da empresa.

Para migrar para o Mercado Livre de Energia, o ideal é contar com o suporte de uma empresa especializada no assunto, como a Esfera Energia, referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e que realiza uma consultoria completa para esse processo.

A Esfera também oferece todo o apoio necessário para o cumprimento das obrigações legais e garante as melhores condições possíveis na contratação de energia.

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Operações estruturadas como estratégia de ganho extra no Mercado Livre.

Conhecer o perfil de consumo da empresa, os detalhes das contratações e as variáveis que influenciam nas flutuações de preços é muito importante. Só assim é possível encontrar oportunidades de realização de operações estruturadas, que trarão economias extras nos gastos com energia.

As operações estruturadas são operações não comuns de compra, venda ou troca de energia. Elas são baseadas em estudos das informações de mercado e das contratações de cada empresa. Essas informações são analisadas e cruzadas mensalmente para encontrar uma possível oportunidade de ganho adicional nos custos com energia elétrica.

Todo esse processo é feito no Mercado de Curto Prazo (MCP).

Entenda o que é o Mercado de Curto Prazo no Mercado Livre de Energia.

O Mercado de Curto Prazo (MCP) ou Spot refere-se à liquidação das diferenças de balanço energético entre os agentes. 

São contabilizadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados pelos agentes e os montantes de geração e de consumo efetivamente verificados.

Se uma empresa comprar energia a mais do que utiliza mensalmente, a sobra será liquidada (vendida) no MCP ao valor do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças). Caso a empresa consuma mais do que estiver contratado ela também poderá ser liquidada (comprada) no MCP.

Conheça alguns tipos de operações estruturadas SWAP que podem gerar ganhos para sua empresa.

Operação SWAP. O que é?

O termo SWAP, que em inglês significa “troca”, representa qualquer tipo de ‘troca’ de energia que acontecem por diversos motivos. São operações de balcão que permitem grande flexibilidade nas negociações conforme características específicas de cada contrato.

Caso exista uma possibilidade de troca da energia já contratada por outra com preços mais vantajosos a operação de SWAP é realizada.

As operações estruturadas de SWAP de energia podem ser divididas em algumas categorias:

Operação Estruturada de SWAP Fonte de Energia ou Tipo de Energia

Dentro do Mercado Livre de Energia é possível comprar energia de algumas formas. Entre elas:

Energia convencional: Energia proveniente de fontes de geração convencionais, como grandes hidrelétricas e termelétricas. Não possuem desconto na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).

Energia incentivada: Energia proveniente de fontes de geração renováveis, como solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, com potência injetada de até 50 MW. Possuem desconto na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).

Apesar da energia incentiva possuir desconto na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) ela pode ser mais cara do que a energia convencional. 

Nesse momento que entra o SWAP de Fonte de Energia. É feito um estudo e uma análise detalhada de qual energia vale mais a pena no momento: o valor da energia convencional ou o desconto da energia incentivada.

Caso a energia contratada não seja a energia que está com o melhor valor no momento existe a possibilidade da realização do SWAP de fonte de energia. Assim, a empresa pode ter economia adicional no valor da energia apenas substituindo a energia que já havia contratado.

Operação Estruturada de SWAP Submercados

As principais usinas de geração de energia e consumidores do Brasil estão interligados através do Sistema Interligado Nacional (SIN), tornando possível a troca de energia entre as diferentes regiões para os diferentes consumidores. Essas regiões são chamadas de submercados e são divididas como abaixo:

  • Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO)

Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia

  • Sul (S)

Região Sul

  • Nordeste (NE)

Região Nordeste, com exceção do Maranhão 

  • Norte (N)

Pará, Tocantins e Maranhão

Devido à integração do Sistema Interligado (SIN) é possível fazer a compra de energia em um submercado e receber a energia em outro submercado.

Cada submercado possui a sua cotação de preços de energia conforme variáveis que influenciam diretamente nesses valores. Dessa maneira, pode haver uma oportunidade de SWAP de energia em diferentes submercados com o objetivo de aproveitar os melhores preços disponíveis naquele momento.

Caso uma empresa tenha comprado uma energia em um submercado e, após uma análise detalhada, identificar uma oportunidade de preços mais atrativos em outro submercado é possível realizar operação de SWAP de submercados para aumentar os ganhos com a sua operação de compra de energia.

Operação Estruturada de SWAP Temporal

No Mercado Livre as empresas contratam energia conforme suas necessidades. Esse poder de escolha garante uma excelente flexibilidade.

Portanto se a empresa precisar fazer uma redução no consumo em determinado período, seja por uma parada na produção, por uma questão estratégica ou por qualquer outro motivo, ela terá uma sobra de energia em relação ao que havia contratado anteriormente.

Neste caso a empresa poderá realizar uma operação estruturada de SWAP Temporal. Para realizar uma boa operação de SWAP Temporal é necessário analisar qual o melhor momento para vender essa sobra de energia que foi causada pela parada programada.

Dependendo da situação do mercado, de preços e do momento de venda do excedente, será possível obter mais lucros na operação.

A análise detalhada das variações do mercado em conjunto com a inteligência dos especialistas que fazem esse trabalho podem trazer opções valiosas de operações estruturadas com oportunidades reais de ganhos aos consumidores do Mercado Livre de Energia.

Por isso ter a assessoria de uma boa gestora é tão importante no Mercado Livre de Energia. Ela é capaz de analisar oportunidades com inteligência e propor operações estruturadas que irão maximizar os ganhos da sua empresa.

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Horário ponta e horário fora ponta. Qual a diferença?

O consumo de energia elétrica tem muitas variações durante o dia, ocasionando picos e baixas de consumo. Mas o que isso interfere na produção da sua empresa? Neste post vamos falar sobre o horário ponta e o horário fora ponta. 

Antes de falar sobre a diferenças dos horários de consumo é preciso entender a diferença entre consumo e demanda.

Entenda o que é Demanda

Quando falamos sobre demanda estamos nos referindo à demanda de potência, que geralmente é medida em kW (quilowatt) ou MW (megawatt). 

A demanda é a potência necessária para para atender todas as cargas da unidade consumidora em um determinado período. Ela pode ser vista como a capacidade que o sistema elétrico deve suportar quando a carga máxima da unidade consumidora estiver acionada.

Para calcular a demanda de um unidade é feito uma média das potências contabilizadas em espaços de tempos de 15 em 15 minutos. Esse padrão é usado em todo o Brasil.

Entenda o que é Consumo

O consumo refere-se a quantidade, em kWh (quilowatt-hora) ou MWh(megawatt-hora), de energia utilizada em uma unidade consumidora.

Diferente da demanda, o consumo é acumulado nos dias de uso. O valor da conta de energia é proporcional ao volume acumulado de energia consumida no mês.

Agora que já conhecemos um pouco mais sobre demanda e consumo, seguimos para o assunto principal, os postos tarifários fora ponta e ponta.

O consumo de energia e demanda têm grandes variações durante o dia, conforme os hábitos e rotinas dos consumidores. Nos horários da madrugada o consumo costuma ser menor pois a maioria das pessoas está dormindo e os equipamentos de parte das indústrias estão desligados. Já pela manhã o consumo tende a aumentar devido ao início do dia de trabalho. No final da tarde há um pico de consumo de energia já que a maioria das pessoas volta para casa e utiliza aparelhos eletrônicos, acende as luzes, liga o chuveiro elétrico e etc.

Para definir a demanda e o consumo fora ponta e ponta são considerados estes períodos. São determinados horário ponta e fora ponta intervalos de horário com cobranças diferentes. 

Demanda e Consumo Ponta

É considerado o horário ponta um período de três horas consecutivas, normalmente das 18h às 21h excluindo sábados, domingos e feriados. Neste horário a tarifa de energia e a demanda chegam a ter preço triplicado quando comparados aos valores cobrados nas demais horas do dia. 

Este é o período de maior utilização de energia e de potência. O aumento da tarifa nesse horário tem como objetivo reduzir o pico e não sobrecarregar as linhas de transmissão. Dessa maneira não há necessidade de sobredimensionar a rede para atender exclusivamente este período de 3 horas. 

Demanda e Consumo Fora Ponta

É o período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta.

O período considerado ‘fora ponta’ pode variar conforme a concessionária e a depender das características de seu sistema elétrico. Geralmente o intervalo é das 00:00 às 17:59 e das 21:00 as 23:59.

Consumidores que pertencem ao Grupo A (alta tensão) precisam solicitar à concessionária o tipo de tarifa horo sazonal que será necessário para suprir a sua demanda, conforme o seu planejamento de perfil de consumo. Os tipos de tarifa são:

Tarifa Horo Sazonal Verde – Os valores de consumo podem ou não ser  diferentes no horário fora ponta e no horário ponta, mas a demanda é apenas uma. Assim, será cobrado apenas pela demanda de energia do período fora ponta.

Tarifa Horo Sazonal Azul – Na tarifa azul há a necessidade de contratação de duas demandas (podendo ser iguais ou não), uma para o horário fora ponta e a outra para o horário ponta. Desta maneira a cobrança será feita pelas duas demandas de maneira independente.

Por todas essas diferenças de enquadramento e possibilidades de contratação é muito importante conhecer o perfil de consumo da sua empresa. Um perfil bem mapeado com um planejamento bem feito pode evitar com que os consumos e demanda aumentem nos horários de ponta, evitando tarifas  maiores que podem chegar até três vezes a do horário fora ponta.

Os consumidores do Grupo A (alta tensão) que migram para o Mercado Livre de Energia terão a cobrança pela distribuidora conforme as regras de ponta e fora ponta sob a demanda de potência. Já a energia no Mercado Livre de Energia possui o mesmo valor independente do horário que será consumida. Essa é uma das grandes vantagens do Mercado Livre de Energia quando comparado com o Mercado Cativo.

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Sazonalização: uma estratégia importante na contratação de energia.

O termo sazonalização é bem conhecido no Mercado Livre de Energia, mas você sabe o que significa e para que serve? Neste post vamos abordar o tema e explicar a importância dessa operação na sua estratégia de contratação de energia.

O processo de sazonalização no Mercado Livre de Energia é aplicado tanto em contratos de compra e venda de energia quanto para a garantia física das usinas. Neste texto focaremos na sazonalização dos contratos de compra e venda. Esse processo nada mais é do que um mecanismo contratual que permite a distribuição do volume de energia contratado para o ano em valores mensais, respeitando os limites totais que foram negociados no fechamento do contrato. 

O objetivo da sazonalização é adequar o volume de energia mensal contratado ao perfil de consumo do comprador, diminuindo assim o risco de exposição ao mercado de curto prazo (MCP).

Esse processo é feito anualmente e deve respeitar a data de declaração do vendedor estipulada em contrato. Normalmente ele ocorre entre outubro e dezembro do ano que antecede a entrega da energia. Caso o comprador não declare volumes até essa data o montante contratado será considerado flat, ou seja, dividido igualmente em todos os meses do ano. 

A estratégia de sazonalização é de extrema importância para consumidores que possuem grandes variações de consumo entre os meses do ano. Como exemplo, se uma empresa tem uma parada de produção programada, é possível criar estratégias diferentes de alocação da energia contratada nos meses de maior ou menor consumo, conforme o planejamento (também existe a possibilidade de negociar uma cláusula de parada programada). 

O gráfico abaixo representa um exemplo de sazonalização para um contrato de volume anual de 1 MW Médio e 10% de limites. 

Vale ressaltar que a sazonalização é um artifício contratual opcional e que sua contratação depende da estratégia definida em conjunto com a gestora de energia na busca da minimização dos custos de contratação de energia e exposição ao Mercado de Curto Prazo (MCP).

Uma boa previsibilidade sobre o perfil mensal de consumo é imprescindível para uma assertividade na alocação do recurso. Assim, a gestora poderá analisar e propor a melhor distribuição do volume contratual, sempre buscando minimizar o risco de exposição ao MCP ou, a depender da estratégia, buscar uma otimização do resultado financeiro no trading de energia. 

Por isso ter a assessoria de uma boa gestora é tão importante no Mercado Livre de Energia. Ela é capaz de propor as melhores estratégias de contratação que irão otimizar os recursos e maximizar os benefícios.

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Entenda o projeto de abertura do Mercado Livre de Energia para todos os consumidores.

O Projeto de Lei 232/2016 (PLS 232/16), que está em tramitação no Senado Federal, trará alterações relevantes para o Setor Elétrico Brasileiro. 

O projeto de lei apresenta a abertura do mercado para todos os consumidores de energia do país, incluindo aqueles conectados na baixa tensão (tensão inferior a 2,3 kV – Grupo B). Esses consumidores terão o direito de escolher de quem comprar energia elétrica, migrando assim para o Mercado Livre de Energia. Atualmente, apenas consumidores conectados na alta tensão (igual ou superior a 2,3 kV – Grupo A) e com carga superior a 500kW podem fazer parte do Mercado Livre de Energia. 

 

Existem dois tipos de classificação para os consumidores deste mercado:

 

Consumidores Livres: Consumidores com carga acima de 2.000kW. Podem escolher o seu fornecedor de energia elétrica sem nenhuma restrição.

 

Consumidores Especiais: Consumidores com carga entre 500kW e 2.000kW. Devem comprar energia originada pelas usinas de fontes renováveis (Solares, Eólicas, Biomassas e Hidráulicas), com potência injetada de até 50 MW.

 

Com o objetivo de ampliar as possibilidades de livre contratação de energia elétrica e acabar com a reserva de mercado de energia especial, o Ministério de Minas e Energia deu o primeiro passo para a abertura do mercado e publicou a Portaria MME nº 514/2018 que estabelece um cronograma reduzindo gradualmente o limite de carga para contratação de energia sem qualquer restrição:

 

A partir de janeiro/21 consumidores com carga igual ou superior a 1.500 kW

A partir de janeiro/22 consumidores com carga igual ou superior a 1.000 kW

A partir de janeiro/23 consumidores com carga igual ou superior a 500 kW

 

Desta forma, a partir de janeiro de 2023, os consumidores atualmente considerados como especiais (com carga igual ou superior a 500 kW) não terão mais restrições de contratações para o seu consumo no Mercado Livre, podendo contratar energia proveniente de qualquer fonte. Com isso, todos os consumidores serão considerados Consumidores Livres.

 

Para completar a abertura total do mercado, o PLS 232/16 prevê a possibilidade de consumidores com carga inferior a 500kW migrarem para o Mercado Livre após 42 meses da data de publicação da Lei. Após a migração, esses consumidores serão classificados como consumidores varejistas e obrigatoriamente deverão ser representados na CCEE por um comercializador varejista.

O que é Comercializador Varejista?

O comercializador varejista foi regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), através da Resolução Normativa 654/2015, com o objetivo de facilitar e simplificar o ingresso e a operação de empresas com menor demanda de energia no Mercado Livre.

Os comercializadores varejistas são responsáveis por todas as atividades do consumidor relacionadas à CCEE como adesão, contabilização, liquidação financeira e penalidades. Eles cuidam de toda a gestão e representação do consumidor junto à CCEE e todas as atividades operacionais que envolvem o mercado livre de energia.

Além da abertura do mercado, O PLS 232/16 também estabelece a obrigatoriedade de todos os consumidores estarem enquadrados na tarifa binômia em 60 meses após sua publicação. Atualmente apenas consumidores do Grupo A (alta tensão) são enquadrados nesta modalidade. Para os consumidores do Grupo B (baixa tensão) é aplicada a tarifa monômia.

Entenda a diferença entre tarifa binômia e a tarifa monômia

Tarifa Binômia

A Tarifa Binômia é aplicada às unidades consumidoras do grupo A. A principal característica dessa tarifa é a cobrança pelo consumo de energia e pela demanda de potência da unidade consumidora. Isso quer dizer que o consumidor passa a pagar, de maneira separada, pela infraestrutura necessária para atender a potência da sua unidade consumidora.

Tarifa Monômia

A Tarifa Monômia é aplicada às unidades consumidoras do grupo B. Nessa modalidade o consumidor paga apenas pelo consumo de energia. Todo o custo da infraestrutura da distribuidora é fixo e distribuído entre todos os consumidores ligados àquela rede. Na prática, a tarifa monômia traz pagamentos igualitários pelo uso da infraestrutura independente da potência que cada consumidor demanda.

Com a implantação da tarifa binômia a expectativa é de uma conta de luz mais justa para os consumidores de baixa tensão, pois o valor cobrado pelo serviço de distribuição será proporcional à demanda de cada unidade.

O que muda na conta?

As empresas que ainda estão no Mercado Cativo possuem apenas uma cobrança, paga diretamente à distribuidora. Porém, dentro dessa conta, são somados diversos custos como o da energia, da demanda, as tarifas de uso do fio (TUST e TUSD) e os impostos devidos. Já no Mercado Livre os pagamentos são os mesmos, mas divididos em apenas duas faturas: uma direcionada à distribuidora da energia e outra paga diretamente ao gerador da energia. Nessas faturas já estão somados a demanda, as tarifas de uso do fio (TUST e TUSD) e os impostos. 

Com a abertura do mercado, os consumidores poderão escolher os seus fornecedores de energia, porém a demanda de potência continuará sendo paga diretamente à distribuidora. É por esse motivo que o PLS 232/16 trará a obrigatoriedade de todos os consumidores estarem enquadrados na tarifa binômia. 

Entenda sobre a comunhão de cargas no Mercado Livre

Os benefícios do Mercado Livre de Energia são muitos, entre eles a previsibilidade dos custos, o poder de escolha do fornecedor, a flexibilidade e muitos outros.

É um ambiente de contratação de energia onde consumidores e geradores negociam livremente entre si, definindo melhores preços, montantes e condições comerciais em contratos bilaterais. 

 

Atualmente, no Brasil, algumas regras são exigidas para que consumidores possam desfrutar das vantagens de estar no Mercado Livre, a demanda contratada deve ser a partir de 500 kW, o que equivale a cerca de R$ 50.000 por mês de conta de energia.

 

A boa notícia é que é possível realizar a junção de cargas de mais de uma unidade consumidora para alcançar a demanda mínima necessária para migração para o Mercado. Essa junção é chamada de “Comunhão de Cargas”.

 

Neste post vamos explicar quais as possibilidades de comunhão de cargas e como funciona cada uma delas.

 

A comunhão de cargas é ideal para indústrias e empresas de pequeno e médio porte que não possuem demanda individual suficiente para migrar para o mercado livre de energia porém possuem mais de uma unidade consumidora no mesmo grupo empresarial ou na mesma área.

 

Existem duas possibilidades para as empresas se enquadrarem na comunhão de cargas, são elas:

 

Comunhão de fato: Unidades consumidoras localizadas em áreas sem separação por via pública (áreas contíguas). Muito utilizada por condomínios empresariais. 

 

Comunhão de direito: Unidades consumidoras do mesmo grupo, com a mesma raiz de CNPJ, que estejam situadas no mesmo submercado (Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte). Muito utilizada por empresas com Sede e Filiais em locais distintos. 

 

É importante que as unidades consumidoras que realizarem a comunhão de cargas, tanto a de fato como a de direito, migrem para o Mercado Livre de forma comunitária, ou seja, as duas ou mais unidades ao mesmo tempo.

 

Dentro do Mercado Livre existem dois tipos de consumidores: os livres e os especiais. 

 

Consumidores livres: Devem possuir no mínimo 1.500 kW de demanda contratada e podem contratar energia proveniente de qualquer fonte de geração.

 

Consumidores especiais: Devem possuir demanda contratada igual ou maior que 500 kW e menor que 1.500 kW. Podem contratar energia proveniente apenas de usinas eólicas, solares, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) ou hidráulica de empreendimentos com potência inferior ou igual a 50.000 kW.

 

No caso da junção das demandas como comunhão de cargas, o consumidor será um consumidor especial, pois a soma das demandas das suas unidades consumidores irão atingir o mínimo exigido para migrar para o Mercado.

 

Está prevista a redução dos limites de carga para migração para o Mercado Livre de Energia nos próximos anos, ampliando e simplificando cada vez mais o mercado e oferecendo as suas vantagens para mais consumidores.

 

Conforme cronograma já estabelecido pelo Ministério de Minas e Energia para os consumidores livres, em janeiro de 2022 passará a ser 1.000 kW e em janeiro de 2023 de 500 kW.

 

Para realizar a migração para o Mercado Livre de Energia através da comunhão de cargas é recomendável contar com uma gestora de energia que tenha experiência e know-how neste tipo de operação junto aos órgãos competentes.

 

Para saber mais sobre a migração com a Esfera Energia acesse aqui.

ONS divulga Revisão Quadrimestral de Carga para o Planejamento Anual

Na última terça, 28/07, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) publicou a 2ª Revisão Quadrimestral de Carga para o Planejamento Anual do ciclo 2020

Na publicação foi mantido o cenário de carga com queda de 3% apresentado na última revisão extraordinária de maio. 

 

O principal motivo que justificou a decisão do ONS em manter o cenário anterior foi a dinâmica da expectativa do PIB, que chegou ao mínimo no final de abril e desde então apresenta leve recuperação. Além disso, um cenário de incertezas quanto à recuperação das atividades econômicas, que reflete no consumo de energia.

O ONS afirma que os resultados da projeção permanecem válidos e foram baseados pelas expectativas econômicas publicadas pelo Focus.

 

A recuperação em 2021 ainda pode ser baixa devido aos impactos negativos da crise em relação ao grau de confiança dos agentes. Nos anos seguintes a expectativa é de um ambiente econômico mais estável, com recuperação gradual do mercado de trabalho e da atividade econômica e retomada da confiança dos agentes para, assim, iniciar a retomada do consumo e novos investimentos em infraestrutura. 

A principal premissa econômica utilizada na projeção de carga considera um recuo de 5% do PIB em 2020, e aumentos nos anos seguintes de respectivamente 2,3%, 2,8%, 2,8% e 2,9%. Resultando em uma redução de 3% para a carga projetada em 2020, e acréscimos de 4,3%, 3,9%, 3,7% e 3,6% nos anos seguintes.

Entenda por que as distribuidoras precisam dos empréstimos da Conta-Covid

Muito se fala sobre a Conta-Covid e os seus impactos, mas por que as distribuidoras precisam desse empréstimo? Vamos explicar sobre isso mas, antes de tudo, vamos entender de forma breve como são formadas as tarifas das distribuidoras.

 

Os custos das distribuidoras são separados em dois grandes blocos, denominados pelo regulador (Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL), como: Parcela A e Parcela B, que englobam os seguintes itens:

 

Parcela A (custos não gerenciáveis):

Energia comprada para revenda;

Perdas;

Transporte;

Encargos setoriais.

 

Parcela B (custos gerenciáveis):

Remuneração;

Custos operacionais e administrativos.

 

Esses custos são divididos em componentes que formam a tarifa de energia (TE) e a Tarifa de Uso dos Sistema de Distribuição (TUSD), separados da seguinte forma:

 

Tarifa de Energia (TE):

Energia comprada para revenda;

Parte do transporte de energia, referente a Itaipu.

 

Tarifa de Uso dos Sistema de Distribuição (TUSD):

Transporte (exceto Itaipu);

Encargos setoriais;

Remuneração;

Custos operacionais e administrativos;

Perdas.

 

As tarifas são cobradas em termos de energia em R$/KWh ou R$/KW, em termos de demanda ou, mais genericamente, de uso do espaço na rede de distribuição.

No resumo quer dizer que quando a tarifa é calculada pelo regulador, são utilizadas projeções de consumo para cada classe e nível de tensão. 


Dessa forma, a variação do consumo impacta diretamente na receita das distribuidoras, que por sua vez, ainda sofrem com a inadimplência, que no geral afetam fortemente o fluxo do seu caixa, que foi planejado pensando no mercado utilizado para a formação da tarifa.

 

Outro impacto da queda do consumo ocorre na energia comprada para revenda.


As distribuidoras devem garantir o suprimento de energia e apresentar lastro contratual entre 100% e 105% do consumo. Com implicações de penalidades regulatórias em casos de subcontratação e riscos de mercado ou em casos de sobrecontratação.

Sendo que o portfólio de compra de energia começa a se formar com 5 anos de antecedência, através dos leilões A-5 e vão se compondo com os outros leilões regulados, o que necessita de uma previsão de consumo com pelo menos 5 anos de antecedência. Porém não estavam nos planos um ano com uma pandemia e com o isolamento social. Dessa forma, as sobras geradas pela queda do consumo são liquidadas no curto prazo e estão sujeitas a um preço de venda menor do que o de compra.


É exatamente isso que vem ocorrendo, gerando mais perdas diretas às distribuidoras.

 

Em relação às despesas de transporte do fio, recentemente vimos o reajuste das receitas anuais permitidas das transmissoras e a consolidação de outros custos aprisionados, impactando em um aumento de mais de 26% na linha.

Uma parte dessa Receita Anual Permitida (RAP) é remunerada através da TUSD (Tarifa de Uso dos Sistema de Distribuição) e a outra parte é responsabilidade dos Geradores.

 

E ainda os custos de Itaipu são valorados em dólar, que durante a pandemia teve um expressivo aumento.

 

Naturalmente esses custos adicionais serão equalizados nos reajustes tarifários de cada distribuidora no ato de reajuste tarifário, quando as novas projeções de consumo e as despesas incorridas e não cobertas, serão consideradas na tarifa do próximo ciclo, entrando na base de remuneração das distribuidoras. 

Entretanto, dependendo do tamanho do descasamento, a distribuidora pode não suportar e acabar em situação de insolvência. Problema que levaria a uma cadeia de default e um prejuízo elevado tanto aos fornecedores quanto aos consumidores atendidos.

Dessa forma a Conta-Covid antecipa o reajuste tarifário das distribuidoras, buscando equalizar financeiramente as empresas durante esse momento de crise, que por sua vez amortece o aumento da tarifa para o próximo ciclo ao diluir o empréstimo aos consumidores em 5 anos.

Mercado Livre de Energia cresce 10,2% no primeiro semestre de 2020

Mesmo com a crise que afetou o mundo, devido à pandemia causada pelo Coronavírus, o Mercado Livre de Energia apresentou um expressivo crescimento de 10,2%, representado pela migração de 165 novos consumidores

Foram os números divulgados pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) no fechamento do primeiro semestre de 2020.

São 7.222 consumidores livres que podem aproveitar os benefícios oferecidos no Mercado Livre de Energia.

Desse número, 938 são consumidores  livres e 6.284 são consumidores especiais. 

Entenda a diferença:

Consumidores Livres: Devem possuir no mínimo 2.000 kW de demanda contratada e podem contratar energia proveniente de qualquer fonte de geração.

Consumidores Especiais: Devem possuir demanda contratada igual ou maior que 500 kW e menor que 2.000 kW. Podem contratar energia proveniente apenas de usinas eólicas, solares, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) ou hidráulica de empreendimentos com potência inferior ou igual a 50.000 kW.

Um dos fatores que pode ter motivado o crescimento da migração para o Mercado Livre, é o preço da energia, que está 45% menor nas distribuidoras do Mercado Livre em comparação às do Mercado Cativo, a diferença aumentou de 30% para 45%.

Entre os estados, o Pará lidera o ranking nacional de consumo de energia livre, responsável por por 53% do total da energia consumida derivada do mercado livre, seguido de Minas Gerais, com 48% e Espírito Santo com 34%. Na outra ponta do ranking está o Piauí com apenas 2%.

Atualmente 30% do fornecimento da energia consumida no país, é fornecido pelo Mercado Livre de Energia, um volume de 84.354 MWmed de energia transacionada.